Com derrota para União Soviética, Brasil deixa escapar primeira medalha

O Brasil jamais havia chegado tão longe numa Olimpíada quando disputava o bronze dos Jogos de 1976 em Montreal contra a União Soviética, que havia sido derrotada pela Alemanha nas semifinais, por 2 a 1. No entanto, não foi naquele 29 de julho que a inédita medalha olímpica chegou ao Brasil.

Com relação ao time titular que havia sido derrotado pela Polônia nas semifinais dois dias antes, Claudio Coutinho fez três alterações, sendo duas nas laterais. Na direita a mudança foi simples com a saída de Rosemiro e a entrada de Mauro, do Guarani. Já na esquerda, Chico Fraga cedeu lugar ao atacante Julio César, o ‘Uri Geller’ do Flamengo, com Júnior sendo recuado para a função que exerceria com muito sucesso no seu clube e futuramente na seleção. Além disso, Marinho entrou na vaga de Santos.

Com a mudança, o time de Coutinho ganhava um pouco mais de ousadia, já que jogaria apenas com um volante mais fixo à frente da zaga, o Batista, enquanto Alberto Leguelé, Erivelto e Jarbas dava mais movimentação ao time que tinha os rápidos Marinho e Júlio César Uri Geller no comando de ataque.

Mais ofensivo, era natural que o Brasil ficasse também mais vulnerável e assim não demorou para que o time soviético abrisse o placar. Logo aos seis minutos Vladimir Onishenko marcou para a equipe vermelha. Também no começo do segundo tempo, aos quatro minutos foi a vez de Leonid Nazarenko marcar e determinar o resultado final da partida em 2 a 0. Isso porque o goleiro brasileiro Carlos ainda pegou um pênalti.

Uma curiosidade é que o autor do gol que deu a vitória soviética diante do Brasil é russo e atualmente é treinador de futebol. Foi assistente técnico do CSKA Moscou em algumas oportunidades e treinou diversas equipes no Leste Europeu como o Terek Grozny, o Dynamo Makhachkala entre outros.

E por falar em treinador, há divergências quanto ao técnico da Seleção Brasileira nesta Olimpíada de Montreal. Isso porque por que no livro que é referência no assunto, ‘Seleção Brasileira: 1914-2006’ de Antônio Carlos Napoleão e Roberto Assaf, o ex-craque Zizinho é apontado como sendo o treinador daquele time. No entanto, o site da FIFA aponta Claudio Coutinho, treinador da equipe principal na época, como o comandante também da equipe olímpica.

Ficha técnica

Brasil 0x2 União Soviética

Data: 29/07/1976
Competição: Jogos Olímpicos de Montreal
Local: Estádio Olímpico
Público: 55.647 pagantes
Cidade: Montreal (Canadá)
Árbitro: Abraham Klein (ISR)
Auxiliares: Adolf Prokop (ALE) e Juan Silvagno Cavanna (CHI)
Cartões amarelos: Edinho (BRA); Troshkin (URS)
Cartão vermelho: Troshkin (URS)
Gols: Onishenko 6’ do 1ºT e Nazarenko 4’ do 2ºT

Brasil: Carlos [Ponte Preta]; Mauro [Guarani], Tecão [São Paulo], Edinho [Fluminense] e Júnior [Flamengo]; Batista I [Internacional], Alberto Leguelé [Bahia] (Rosemiro) [Palmeiras], Jarbas [América] (Eudes) [Portuguesa] e Erivelto [Fluminense]; Marinho [Atlético-MG] e Julio César [Flamengo].
Técnico: Cláudio Coutinho
União Soviética: Astapovsky; Zvagintsev, Troshkin, Fomenko e Reshko; Matvienko, Kolotov e Buriak; Minaev, Onischenko (Nazarenko) e Blokhin.
Técnico: Valeriy Lobanovskyi.

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