Geração de prata estreava com primeiro profissionais nas Olimpíadas

Há exatos 28 anos, o Brasil fazia contra a Arábia Saudita a sua estreia nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, na primeira edição do torneio em que foi permitida a participação de jogadores profissionais, desde que estes não tenham disputado uma Copa do Mundo. Além disso, durante a competição olímpica, o Campeonato Brasileiro continuou, limitando o técnico Jair Picerni na escolha de seus jogadores.

Eliminado na segunda fase do Campeonato Brasileiro após ser apenas o quarto e último colocado do Grupo M, ficando atrás inclusive do Brasil de Pelotas, o Internacional de Porto Alegre, que contava com jogadores promissores, acabou sendo a base do selecionado brasileiro que conquistou a medalha de prata. Na estreia, nada menos do que nove dos 12 jogadores que entraram em campo, eram colorados.

Destes, destaca-se o goleiro Gilmar Rinaldi, o zagueiro Mauro Galvão, os volantes Ademir e Dunga, o meia Milton Cruz e o atacante Silvinho. Nomes como os de Gilmar Popoca do Flamengo, Chicão da Ponte Preta tiveram certa projeção. Sem se destacar tanto, Ronaldo, lateral do Corinthians atualmente é técnico chamado de Ronaldo Moraes, com ligação com o próprio Corinthians tendo comandado o Flamengo de Guarulhos que tinha parceria com o clube do Parque São Jorge.

Destes principais nomes do Internacional, Gilmar era o goleiro reserva de Taffarel na Copa do Mundo de 1994, mas certamente ninguém merece mais destaque do que o então garoto Dunga. Isso porque seis anos após disputar essa Olimpíada, ele jogaria sua primeira de três Copas do Mundo, num momento que ficou conhecido pejorativamente como Era Dunga. Depois deu a volta por cima sendo o capitão do time tetracampeão e ainda mais tarde, em 2010, foi técnico da seleção que sucumbiu diante da Holanda nas quartas de finais.

Para um time formado assim, a estreia foi boa com a vitória por 3 a 1. Quem marcou primeiro foi Gilmar Popoca, logo aos 14 minutos do primeiro tempo e viu o placar se alterar somente no segundo tempo, quando aos cinco minutos o atacante Silvinho marcou o segundo gol brasileiro. Nove minutos mais tarde, aos 14 do segundo, foi a vez de Dunga marcar o seu. De pênalti, aos 24 minutos, Mohammed Najed marcou o gol de honra dos sauditas, dando números finais à partida.

Ficha técnica

Brasil 3×1 Arábia Saudita

Data: 30/07/1984
Competição: Jogos Olímpicos de Los Angeles
Local: Estádio Rose Bowl
Público: 40.799 pagantes
Cidade: Pasadena (Estados Unidos)
Árbitro: Brian McGinlay (Escócia)
Auxiliares: Abdul-Aziz Saleh N. Al Salmi (KUW) e Tesfaye Gebreyesus Difue (ERI)
Cartões amarelos: Ronaldo e André Luis (BRA); Hassen Bishy (SAU)
Gols: Gilmar Popoca 14’ do 1ºT; Silvinho 5’, Dunga 14’ e Najed 24’ do 2ºT.
Brasil: Gilmar [Internacional]; Ronaldo [Corinthians], Pinga [Internacional], Mauro Galvão [Internacional] e André Luís [Internacional]; Ademir [Internacional], Dunga [Internacional], Gilmar Popoca [Flamengo] e Tonho [Internacional] (Mílton Cruz) [Internacional]; Chicão [Ponte Preta] e Silvinho [Internacional].
Técnico: Jair Picerni.

Arábia Saudita: Al-Husain; Al-Dawasare (Bakhshwein), Al-Bishi, Bishy e Abdulshak; Al-Nasisah (Masod), Mohammed Majed e Mosaibeth; M. Al-Dosari, Abduljawad, Al-Dossary.
Técnico: Khalil Al Ziani.

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