Brasil quebra protocolo, evita cerimônia de premiação, mas goleia

Geralmente, o brasileiro tem fama de desdenhar um vice-campeonato ou de uma medalha de bronze, ou se um quarto lugar, enfim, por vezes escuta-se o brasileiro dizer que o que vale realmente é o título, o primeiro lugar no pódio e etc. Não foi a impressão que deu a seleção olímpica do Brasil na disputa pelo bronze nas Olimpíadas de Atlanta em 1996.

Isso porque no dia 2 de agosto daquele ano, o Brasil, ainda frustrado com a derrota para a Nigéria na semifinal, impôs goleada impiedosa por 5 a 0 ao time de Portugal e ficou com o terceiro lugar na competição. Apesar disso, a delegação brasileira se antecipou à premiação, recebeu as medalhas antes dos finalistas, logo após o jogo, ainda sujos, sem banho, e foi embora, esvaziando a cerimônia oficial num gesto no mínimo inglório.

Um dos veteranos da equipe brasileira na ocasião, o atacante Bebeto foi quem melhor aproveitou a goleada contra os portugueses. Ele chegou ao jogo com três gols marcados, contra quatro de Ronaldinho. Viu o garoto abrir o placar e ampliar a vantagem na artilharia. Mas, no segundo tempo marcou três vezes e tornando-se o artilheiro da competição ao lado do argentino Hernan Crespo, com seis gols.

No time de Portugal, quem teve vida mais longa no selecionado nacional foram jogadores que estavam no banco, como Beto, Andrade, Rui Jorge e Nuno Gomes. Dos que estavam em campo, destaque para Capucho, Dominguez e Dani. O mais nítido na equipe portuguesa era o desânimo. A explicação pode ser pelos dois bons jogos que fez contra a Argentina, algoz dos portugueses na competição. Na primeira fase, empate por 1 a 1 e nas semifinais, vitória sul-americana por 2 a 0, construída no segundo tempo.

Seja lá qual for o motivo, o Brasil desde o início do jogo mostrou-se inspirado. Aos 5 minutos Amaral tocou a direita para Zé Maria que passou para Juninho Paulista que lançou e deixou Ronaldinho na cara do gol para abrir o placar. Pouco mais de cinco minutos depois, aos 11, de novo Amaral começou a jogada pelo mesmo setor direito, se livrando com muita categoria de Paulo Alves. O volante tocou para Bebeto que fez linda tabela com Zé Maria desde a intermediária até a área rival. O lateral recebeu lindo passe de Bebeto e já invadindo a área foi ao fundo cruzou para Flávio Conceição, sem goleiro e dentro da pequena área, fechar o placar no primeiro tempo.

Mudou o lado do campo, mas o caminho ainda era pela direita. Flávio Conceição avançou como quis na intermediária e passou para Bebeto que brigou com a zaga na meia-lua, ganhou e marcou o terceiro aos 2 minutos da segunda etapa. Poucos minutos depois, aos 9, Ronaldinho sofreu pênalti que Bebeto converteu sem chances para o goleiro Costinha. Capitão da equipe e dono de uma camisa extravagante, Costinha falharia feio no quinto gol, aos 30 minutos.

Desta vez o Brasil avançava pela esquerda, mas houve um erro no lançamento e a bola ficou aparentemente tranquila para um zagueirão português que arriscou um recuo: no domínio Costinha deixou a bola escapar, Bebeto foi esperto e se aproveitou para marcar o quinto gol brasileiro, o sexto dele na competição.

Ficha técnica

Brasil 5×0 Portugal

Data: 02/08/1996
Competição: Jogos Olímpicos de Atlanta
Local: Estádio Sanford Stadium
Cidade: Athens (Estados Unidos)
Público: 68.173 pagantes
Árbitro: El-Ghandour Gamal Mahmoud (Egito)
Auxiliares: Dramane Dante (MAL) e Mohamad Al Musawi (OMA)
Cartões amarelos: Ronaldo Guiaro, Juninho Paulista e Zé Elias (BRA); Paulo Alves (POR)
Gols: Ronaldo 5’ e Flávio Conceição 11’ do 1ºT; Bebeto 2’, Bebeto (p) 9’ e Bebeto 30’ do 2ºT.
Brasil: Dida [Cruzeiro]; Zé Maria [Flamengo], Ronaldo Guiaro [Atlético-MG], Aldair [Roma] (Narciso) [Santos] e Roberto Carlos [Internazionale-ITA]; Zé Elias [Corinthians], Amaral [Palmeiras] (Marcelinho Paulista) [Corinthians], Flávio Conceição [Palmeiras] e Juninho Paulista [Middlesbrough-ING]; Bebeto [La Coruña-ESP] e Ronaldo [PSV Eindhoven-HOL] (Luizão) [Palmeiras];
Técnico: Zagallo.

Portugal: Costinha; Calado, Rui Bento, Nuno Afonso e Kenedy; Peixe (Rui Oliveira), Capucho (Afonso Martins), Vidigal e Dani; Dominguez e Paulo Alves (Nuno Gomes).
Técnico: Nelo Vingada.

Gilmar Popoca decide e Brasil fica perto da segunda fase em Los Angeles

A chave do Brasil no torneio Olímpico de Los Angeles em 1984 não era das mais fáceis. Apesar dos fracos Marrocos e Arábia Saudita, havia a Alemanha Ocidental e toda a sua história no futebol. O encontro entre duas das principais escolas do esporte se deu em 1º de agosto de 1984 e o Brasil de Jair Picerni levou a melhor.

Ambas as equipes haviam vencido na estreia. A seleção europeia derrotou o Marrocos por 2 a 0 enquanto o Brasil venceu a Arábia Saudita por 3 a 1. Assim, o que já era imaginado antes da competição se consolidou e os favoritos disputariam apenas o melhor lugar dentro do Grupo C do torneio.

Como o Brasil, a Alemanha não tinha um time recheado de jogadores que fariam muito sucesso na seleção. Destaques para Buchwald e Brehme, que foram expoentes da equipe nas décadas de 1980 e 1990, além de Mill e Rahn que chegaram a disputar uma Copa do Mundo pela equipe. Todos eles enfrentaram a equipe brasileira neste dia. Do lado do Brasil, teria sucesso e disputaria Copas, o goleiro Gilmar, o zagueiro Mauro Galvão e o volante Dunga.

Desta maneira, o equilíbrio contumaz de um confronto entre Brasil e Alemanha prevaleceu no 1 a 0 na cidade de Palo Alto. E o destaque da partida foi o talentoso e explosivo Gilmar Popoca que vestia a 10. Primeiro, já no segundo tempo, ele cobrou falta sofrida por Ronaldo. De canhota, mandou a bola na trave esquerda do goleiro Franke. A bola não entrou porque não quis.

Mais tarde, já nos minutos finais de partida, Dunga puxou contra ataque e tocou para Gilmar na entrada da área. De costas para o gol na entrada da meia lua ele protegeu e sofreu a falta. Desta vez a cobrança foi com perfeição, no ângulo direito do goleiro que nada pôde fazer. Gol do Brasil aos 42 minutos do segundo tempo.

Herói do Brasil nesta partida, Gilmar Popoca era talentoso, mas explosivo, tendo se desentendido com a diretoria do Flamengo por diversas vezes, quase sempre quando iria reformar o contrato. Desta maneira, jamais conseguiu ser profissionalmente o jogador que prometia na base e passou por diversas equipes em sua carreira, inclusive times grandes como Santos, São Paulo e Botafogo, sem jamais se destacar.

A vitória por 1 a 0 levou o Brasil a quatro pontos – cada vitória valia 2 pontos – e praticamente garantiu a classificação do Brasil que precisava de um simples empate para ser líder e poderia até perder por dois gols de diferença do Marrocos e ainda assim estaria classificado, mas provavelmente atrás da Alemanha que enfrentaria a Arábia Saudita. Isso não ocorreu, o Brasil venceu por 2 a 0 e se classificou na liderança e com 100% de aproveitamento e a melhor campanha da primeira fase.

Ficha técnica

Brasil 1×0 Alemanha Ocidental

Data: 01/08/1984
Competição: Jogos Olímpicos de Los Angeles
Local: Stanford Stadium
Público: 75.239 pagantes
Cidade: Palo Alto (Estados Unidos)
Árbitro: Cha Kiung Boh (Coréia do Sul)
Auxiliares: Joel Quiniou (FRA) e Ioan Igna (ROM)
Cartões amarelos: André Luiz (BRA) e Bommer (ALE).
Gol: Gilmar Popoca aos 42’ do 2ºT.

Brasil: Gilmar [Internacional]; Ronaldo [Corinthians], Pinga [Internacional] (Davi) [Santos], Mauro Galvão [Internacional] e André Luiz [Internacional]; Ademir [Internacional], Dunga [Internacional], Gilmar Popoca [Flamengo] e Tonho [Internacional]; Chicão [Ponte Preta] e Silvinho [Internacional].
Técnico: Jair Picerni.

Alemanha Ocidental: Franke; Bockenfeld (Dickgiesser), Bast, Buchwald e Wehmeyer; Bommer, Groh e Brehme; Schatzschneider (Lux), Rahn e Mill.
Técnico: Erich Ribbeck.

Perto da final, Brasil assiste tragédia e é derrotado pela Nigéria no gol de ouro

É bem verdade que a seleção da Nigéria era muito forte, mas o brasileiro quando se trata de futebol nunca consegue enxergar a vitória do outro e sim e tão somente a derrota de seu time. Ainda mais quando se está vencendo por 3 a 1 até os 33 minutos do segundo tempo e tem diversas boas oportunidades para ampliar e finalizar o placar em uma semifinal olímpica. A dolorida derrota brasileira aconteceu na prorrogação…

Tudo isso data de 31 de julho de 1996 quando Brasil e Nigéria se reencontravam dentro do torneio de futebol das Olimpíadas de Atlanta, valendo vaga para a final da competição. Se na primeira fase o Brasil saiu vencedor, desta vez a história foi diferente e num jogo emocionante a seleção africana venceu por 4 a 3, no conhecido gol de ouro.

O Brasil tinha um bom time, mas a Nigéria também, contando com jogadores que fariam vitoriosa carreira no futebol europeu, como o zagueiro Taribo West, o lateral-esquerdo Babayaro, o bom meio de campo formado por Amunike, Lawal, Babangida e o craque Okocha. No ataque, o rápido Amokachi e o oportunista Kanu, grande vilão brasileiro neste dia. Outro destaque, o atacante Ikpeba, entrou no segundo tempo.

Mas a seleção brasileira vinha bem na competição e tinha um time forte, tanto que saiu na frente logo com um minuto de jogo com Flávio Conceição, um dos melhores brasileiros na Olimpíadas marcando em cobrança de falta. O empate nigeriano veio aos 20 minutos ainda da primeira etapa quando o ligeiro Babayaro invadiu a área pela esquerda e bateu cruzado uma bola que iria pra fora se não fosse a intervenção de Roberto Carlos que acabou marcando contra. Antes a Nigéria já havia perdido duas oportunidades com Okocha e Babangida.

Ronaldinho em jogada genial reacendeu o time brasileiro. Ele avançou pela direita deixando dois marcadores para trás antes de bater para a defesa do goleiro Dosu. O rebote na pequena área ficou fácil para Bebeto recolocar o Brasil à frente aos 28 minutos de jogo. E se a arrancada do camisa 18 Ronaldinho foi fundamental para o segundo gol, a genialidade do camisa 9 Juninho Paulista foi o que desequilibrou para a marcação do terceiro gol, aos 38 minutos. Bebeto avançou pelo meio e levantou a bola para Juninho que na entrada da área deu lindo passe de peito para Flávio Conceição, mesmo sendo um volante, invadir a área e tocar com classe na saída do goleiro: 3 a 1 que dava tranquilidade para o Brasil, certo?

Parecia que sim. Ainda mais porque o Brasil voltou bem para o segundo tempo. Ousada, a Nigéria dava espaços para a Seleção Brasileira que não soube se aproveitar disso. Juninho chegou a marcar, mas em impedimento, Ronaldinho driblou o goleiro mas bateu para fora. Para completar a confiança brasileira na vitória, Dida ainda defendeu um pênalti cobrado por Okocha. A vaga na disputa do ouro olímpico estava mesmo muito encaminhada.

Até que Rivaldo perdeu a bola no campo de ataque, a Nigéria desceu com velocidade e aos 33 minutos, livre de marcação, Ikpeba bateu para diminuir o placar. E quando aos 43 minutos do segundo tempo uma cobrança de lateral se deu tal qual um escanteio, Kanu se colocou à frente de Dida dentro da pequena área, dominou no meio de uma série de jogadores brasileiros e ainda levantou a bola antes de girar e marcar o gol de empate.

Mas o torcedor brasileiro sequer teve tempo de sofrer na agoniante prorrogação em gol de ouro. Isso porque logo com três minutos Kanu recebeu passe de costas (sem querer) de um companheiro, limpou a frouxa marcação e bateu forte com o pé esquerdo para sacramentar uma das maiores derrotas do futebol do Brasil em toda a sua história.

Ficha técnica

Brasil 3×4 Nigéria

Data: 31/07/1996
Competição: Jogos Olímpicos de Atlanta
Local: Estádio Sanford Stadium
Público: 78.687 pagantes
Cidade: Athens (Estados Unidos)
Árbitro: José García Aranda (Espanha)
Auxiliares: Akif Ugurdur (TUR) e Heiner Neuenstein (ALE)
Gols: Flávio Conceição 1′, Roberto Carlos (contra) 20′, Bebeto 28′ e Flávio Conceição 38′ do 1ºT; Ikpeba 33′ e Kanu 43′ do 2ºT; Kanu, 3′ da prorrogação.

Brasil: Dida [Cruzeiro]; Zé Maria [Flamengo], Ronaldo Guiaro [Atlético-MG], Aldair [Roma] e Roberto Carlos [Internazionale-ITA]; Zé Elias [Corinthians], Amaral [Palmeiras], Flávio Conceição [Palmeiras] e Juninho Paulista [Middlesbrough-ING] (Rivaldo) [Palmeiras]; Bebeto [La Coruña-ESP] e Ronaldo [PSV Eindhoven] (Sávio) [Flamengo].
Técnico: Mário Jorge Lobo Zagallo.

Nigéria: Dosu; Oparaku (Oruma), West, Uche e Babayaro; Amunike (Ikpeba), Lawal, Babangida (Fatusi) e Okocha; Amokachi e Kanu.
Técnico: Jo Bonfrere.

Geração de prata estreava com primeiro profissionais nas Olimpíadas

Há exatos 28 anos, o Brasil fazia contra a Arábia Saudita a sua estreia nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, na primeira edição do torneio em que foi permitida a participação de jogadores profissionais, desde que estes não tenham disputado uma Copa do Mundo. Além disso, durante a competição olímpica, o Campeonato Brasileiro continuou, limitando o técnico Jair Picerni na escolha de seus jogadores.

Eliminado na segunda fase do Campeonato Brasileiro após ser apenas o quarto e último colocado do Grupo M, ficando atrás inclusive do Brasil de Pelotas, o Internacional de Porto Alegre, que contava com jogadores promissores, acabou sendo a base do selecionado brasileiro que conquistou a medalha de prata. Na estreia, nada menos do que nove dos 12 jogadores que entraram em campo, eram colorados.

Destes, destaca-se o goleiro Gilmar Rinaldi, o zagueiro Mauro Galvão, os volantes Ademir e Dunga, o meia Milton Cruz e o atacante Silvinho. Nomes como os de Gilmar Popoca do Flamengo, Chicão da Ponte Preta tiveram certa projeção. Sem se destacar tanto, Ronaldo, lateral do Corinthians atualmente é técnico chamado de Ronaldo Moraes, com ligação com o próprio Corinthians tendo comandado o Flamengo de Guarulhos que tinha parceria com o clube do Parque São Jorge.

Destes principais nomes do Internacional, Gilmar era o goleiro reserva de Taffarel na Copa do Mundo de 1994, mas certamente ninguém merece mais destaque do que o então garoto Dunga. Isso porque seis anos após disputar essa Olimpíada, ele jogaria sua primeira de três Copas do Mundo, num momento que ficou conhecido pejorativamente como Era Dunga. Depois deu a volta por cima sendo o capitão do time tetracampeão e ainda mais tarde, em 2010, foi técnico da seleção que sucumbiu diante da Holanda nas quartas de finais.

Para um time formado assim, a estreia foi boa com a vitória por 3 a 1. Quem marcou primeiro foi Gilmar Popoca, logo aos 14 minutos do primeiro tempo e viu o placar se alterar somente no segundo tempo, quando aos cinco minutos o atacante Silvinho marcou o segundo gol brasileiro. Nove minutos mais tarde, aos 14 do segundo, foi a vez de Dunga marcar o seu. De pênalti, aos 24 minutos, Mohammed Najed marcou o gol de honra dos sauditas, dando números finais à partida.

Ficha técnica

Brasil 3×1 Arábia Saudita

Data: 30/07/1984
Competição: Jogos Olímpicos de Los Angeles
Local: Estádio Rose Bowl
Público: 40.799 pagantes
Cidade: Pasadena (Estados Unidos)
Árbitro: Brian McGinlay (Escócia)
Auxiliares: Abdul-Aziz Saleh N. Al Salmi (KUW) e Tesfaye Gebreyesus Difue (ERI)
Cartões amarelos: Ronaldo e André Luis (BRA); Hassen Bishy (SAU)
Gols: Gilmar Popoca 14’ do 1ºT; Silvinho 5’, Dunga 14’ e Najed 24’ do 2ºT.
Brasil: Gilmar [Internacional]; Ronaldo [Corinthians], Pinga [Internacional], Mauro Galvão [Internacional] e André Luís [Internacional]; Ademir [Internacional], Dunga [Internacional], Gilmar Popoca [Flamengo] e Tonho [Internacional] (Mílton Cruz) [Internacional]; Chicão [Ponte Preta] e Silvinho [Internacional].
Técnico: Jair Picerni.

Arábia Saudita: Al-Husain; Al-Dawasare (Bakhshwein), Al-Bishi, Bishy e Abdulshak; Al-Nasisah (Masod), Mohammed Majed e Mosaibeth; M. Al-Dosari, Abduljawad, Al-Dossary.
Técnico: Khalil Al Ziani.

Com derrota para União Soviética, Brasil deixa escapar primeira medalha

O Brasil jamais havia chegado tão longe numa Olimpíada quando disputava o bronze dos Jogos de 1976 em Montreal contra a União Soviética, que havia sido derrotada pela Alemanha nas semifinais, por 2 a 1. No entanto, não foi naquele 29 de julho que a inédita medalha olímpica chegou ao Brasil.

Com relação ao time titular que havia sido derrotado pela Polônia nas semifinais dois dias antes, Claudio Coutinho fez três alterações, sendo duas nas laterais. Na direita a mudança foi simples com a saída de Rosemiro e a entrada de Mauro, do Guarani. Já na esquerda, Chico Fraga cedeu lugar ao atacante Julio César, o ‘Uri Geller’ do Flamengo, com Júnior sendo recuado para a função que exerceria com muito sucesso no seu clube e futuramente na seleção. Além disso, Marinho entrou na vaga de Santos.

Com a mudança, o time de Coutinho ganhava um pouco mais de ousadia, já que jogaria apenas com um volante mais fixo à frente da zaga, o Batista, enquanto Alberto Leguelé, Erivelto e Jarbas dava mais movimentação ao time que tinha os rápidos Marinho e Júlio César Uri Geller no comando de ataque.

Mais ofensivo, era natural que o Brasil ficasse também mais vulnerável e assim não demorou para que o time soviético abrisse o placar. Logo aos seis minutos Vladimir Onishenko marcou para a equipe vermelha. Também no começo do segundo tempo, aos quatro minutos foi a vez de Leonid Nazarenko marcar e determinar o resultado final da partida em 2 a 0. Isso porque o goleiro brasileiro Carlos ainda pegou um pênalti.

Uma curiosidade é que o autor do gol que deu a vitória soviética diante do Brasil é russo e atualmente é treinador de futebol. Foi assistente técnico do CSKA Moscou em algumas oportunidades e treinou diversas equipes no Leste Europeu como o Terek Grozny, o Dynamo Makhachkala entre outros.

E por falar em treinador, há divergências quanto ao técnico da Seleção Brasileira nesta Olimpíada de Montreal. Isso porque por que no livro que é referência no assunto, ‘Seleção Brasileira: 1914-2006’ de Antônio Carlos Napoleão e Roberto Assaf, o ex-craque Zizinho é apontado como sendo o treinador daquele time. No entanto, o site da FIFA aponta Claudio Coutinho, treinador da equipe principal na época, como o comandante também da equipe olímpica.

Ficha técnica

Brasil 0x2 União Soviética

Data: 29/07/1976
Competição: Jogos Olímpicos de Montreal
Local: Estádio Olímpico
Público: 55.647 pagantes
Cidade: Montreal (Canadá)
Árbitro: Abraham Klein (ISR)
Auxiliares: Adolf Prokop (ALE) e Juan Silvagno Cavanna (CHI)
Cartões amarelos: Edinho (BRA); Troshkin (URS)
Cartão vermelho: Troshkin (URS)
Gols: Onishenko 6’ do 1ºT e Nazarenko 4’ do 2ºT

Brasil: Carlos [Ponte Preta]; Mauro [Guarani], Tecão [São Paulo], Edinho [Fluminense] e Júnior [Flamengo]; Batista I [Internacional], Alberto Leguelé [Bahia] (Rosemiro) [Palmeiras], Jarbas [América] (Eudes) [Portuguesa] e Erivelto [Fluminense]; Marinho [Atlético-MG] e Julio César [Flamengo].
Técnico: Cláudio Coutinho
União Soviética: Astapovsky; Zvagintsev, Troshkin, Fomenko e Reshko; Matvienko, Kolotov e Buriak; Minaev, Onischenko (Nazarenko) e Blokhin.
Técnico: Valeriy Lobanovskyi.

Em jogo emocionante, Ronaldo brilha e Brasil vai à semifinal em Atlanta

Dos 13 jogadores que entraram em campo para defender a Seleção Brasileira no dia 28 de julho de 1996 pelas quartas de finais dos Jogos Olímpicos de Atlanta, seis estariam no time vice-campeão do Mundo na França, dois anos mais tarde, sendo cinco deles titulares na Copa. Além disso, outro jogador deixou de ir ao mundial por grave lesão sofrida meses antes. Isso dá a dimensão da força daquele time olímpico comandado Mário Jorge Lobo Zagallo.

Além do goleiro Dida, que foi à Copa de 98 como o terceiro homem da posição, estavam naquele time o zagueiro Aldair, o lateral-esquerdo Roberto Carlos, o meia Rivaldo e os atacante Bebeto e Ronaldo, todos eles titulares do Brasil na Copa. Juninho que na época ainda não era conhecido como Paulista, também estaria lá não fosse por uma contusão. Some a essa turma os bons Flávio Conceição e Zé Maria e o Brasil era o favorito a vencer a seleção de Gana.

E de fato venceu, avançando para as semifinais, mas não foi nada fácil: emocionantes 4 a 2 para a Seleção Brasileira com destaque para o ainda jovem e com numeração reserva, Ronaldinho, como ainda era chamado e que mais tarde ganharia o apelido de fenômeno. Jogando com a camisa 18, ele fez dois gols decisivos. O segundo foi um golaço.

O Brasil saiu na frente quando aos 16 minutos Roberto Carlos levantou a bola na área, Rivaldo dominou no peito e foi surpreendido pelo zagueiro Duodu que se antecipou e marcou contra. Pouco depois Gana daria mostras das dificuldades que o Brasil teria, quando Akunnor cobrou falta com muita violência, empatando o jogo aos 22 minutos.

Como dificuldade pouca para o Brasil em Olimpíadas é bobeira, Gana virou o jogo aos sete minutos da segunda etapa. O mesmo Akunnor do primeiro gol foi ao fundo e cruzou para Aboagye mergulhar no meio da defesa brasileira e cabecear sem chances para Dida.

O susto, porém, durou pouco tempo graças a Ronaldinho e Juninho Paulista. O já veterano Bebeto sofreu falta na entrada da área aos 11 minutos e viu o camisa 9 Juninho cobrar rapidamente para Ronaldo que já invadia a área. Desprevenida, a defesa ganesa tentou evitar em vão a finalização do futuro fenômeno.

Após o empate, o Brasil descobriu o lado direito da defesa adversário como um bom ponto a ser explorado. Por lá, aos 16 minutos, Ronaldinho recebeu ótimo passe de Bebeto, avançou nas costas da zaga e sem ângulo, bateu com efeito, na outra trave, aproveitando a saída desesperada do goleiro para recolocar o Brasil à frente.

Já aos 30 minutos foi a vez de Bebeto receber ótimo passe de Flávio Conceição. O camisa sete avançou pela esquerda e surpreendeu o goleiro quando aparentemente sem condições de chute, bateu no ângulo direito do atônito Addo, fechando o placar em 4 a 2.

Ficha técnica

Brasil 4×2 Gana

Data: 28/07/1996
Competição: Jogos Olímpicos de Atlanta
Local: Estádio Orange Bowl
Público: 45.257 pagantes
Cidade: Miami (Estados Unidos)
Árbitro: Piron Unprasert (Tailândia)
Auxiliares: Yuri Dupanov (Bielorrússia) e Luis Torres Zuniga (Costa Rica)
Cartões amarelos: Juninho Paulista (BRA); Sabah, Yahaya, Aboagye e Duah (GAN)
Cartão vermelho: Sabah, 38’ do 2ºT.
Gols: Duodu (contra) 16’ e Akunnor 22’ do 1ºT; Aboagye 7’, Ronaldo 11’, Ronaldo 16’ e Bebeto 30’ do 2ºT.

Brasil: Dida [Cruzeiro]; Zé Maria [Flamengo], Ronaldo Guiaro [Atlético-MG], Aldair [Roma] e Roberto Carlos [Internazionale-ITA] (André Luiz) [São Paulo]; Zé Elias [Corinthians], Flávio Conceição [Palmeiras], Rivaldo [Palmeiras] (Amaral) [Palmeiras] e Juninho Paulista [Middlesbrough-ING]; Bebeto [La Coruña-ESP] e Ronaldo [PSV Eindhoven-HOL].
Técnico: Zagallo.

Gana: S. Addo; Duodu, Kuffour e J. Addo; Amoako (Hagan), Yahaya, Akunnor, Sabah e Duah (Osei); Arhinful, Aboagye.
Técnico: Samuel Arday

Há 36 anos, Brasil perdia a chance de disputar a medalha de ouro

Há 36 anos, Brasil perdia a chance de disputar a medalha de ouro

No dia 27 de julho de 1976, ou seja, há 36 anos, o Brasil entrava em campo na disputa dos Jogos Olímpicos de Montreal comandado pelo técnico da seleção principal, Claudio Coutinho. A partida contra a Polônia poderia render ao time brasileiro sua primeira vez na decisão do Ouro Olímpico em toda história das Olimpíadas. No entanto, o Brasil teria de esperar mais oito anos pela primeira final olímpica, que só aconteceria em 1984, nos Jogos de Los Angeles.

Isso porque mesmo jogando com uma equipe recheada de jogadores que teriam sucesso em grandes times do futebol brasileiro e na própria seleção, o Brasil acabou derrotado por 2 a 0 pela equipe polonesa que contava, por exemplo, com o craque Grzegorz Lato, destaque na Copa do Mundo de 1974 e que voltaria a se destacar na Copa de 1978.

No Brasil, somente o goleiro Carlos, então da Ponte Preta e o zagueiro e lateral-esquerdo Edinho, do Fluminense, estariam na boa campanha brasileira na Copa da Argentina dois anos mais tarde e também na Copa de 82. Quem se juntaria aos companheiros na Copa da Espanha era o volante e também lateral-esquerdo Júnior, do Flamengo e o volante Batista do Internacional.

Embora não tenham obtido sucesso com a amarelinha, vale destacar alguns jogadores com boa história em grandes clubes como Rosemiro, destaque de Palmeiras e Grêmio; Chico Fraga, no Internacional; Alberto Leguelé, no Bahia e Flamengo; e Eudes de Portuguesa, Cruzeiro e Internacional.

Na partida, o atacante Szarmach marcou duas vezes e na segunda etapa. O primeiro aconteceu logo aos sete minutos e o segundo veio já nos minutos finais, aos 37, sacramentando a derrota brasileira que disputaria o bronze dois dias mais tarde.

Ficha técnica

Brasil 0x2 Polônia

Data: 27/07/1976
Competição: Jogos Olímpicos de Montreal
Local: Estádio Varsity
Público: 21.743 pagantes
Cidade: Toronto (Canadá)
Árbitro: John Patterson (Escócia)
Auxiliares: Jafar Namdar (Irlanda do Norte) e Reginald Arthur Clark (Canadá)
Gols: Szarmach aos 7’ e aos 37’ do 2ºT.

Brasil: Carlos [Ponte Preta]; Rosemiro [Palmeiras] (Marinho) [Atlético-MG], Tecão [São Paulo], Edinho [Fluminense] e Chico Fraga [Internacional]; Batista [Internacional], Júnior [Flamengo], Alberto Leguelé [Bahia] e Jarbas [América] (Eudes) [Portuguesa]; Erivelto [Fluminense] e Santos [Santa Cruz].
Técnico: Cláudio Coutinho.

Polônia: Tomaszewski; Szymanowski, Gorgon, Zmuda e Wawrowski; Maszczyk, Kasperczak e Cmikiewicz (Kmiecik); Lato, Deyna e Szarmach.
Técnico: Kazimierz Gorski.

A lista olímpica

1– Gabriel
Goleiro
Nome: Gabriel Vasconcellos Ferreira
Local de nascimento: Unaí (MG)
Data de nascimento: 27/09/1992
Histórico: Revelado pelo Cruzeiro, Gabriel pouco jogou na equipe profissional do time celeste, mas chamou a atenção do Milan ao atuar como titular no Sul Americano e no Mundial Sub 20.

2- Rafael
Lateral-direito/esquerdo
Nome: Rafael Pereira da Silva
Local de nascimento: Petrópolis (RJ)
Data de nascimento: 09/07/1990
Histórico: Formado nas categorias de base do Fluminense, Rafael jamais vestiu a camisa tricolor profissionalmente, pois se transferiu para defender o Manchester United da Inglaterra, ao lado de seu irmão Fabio.
Títulos: 1 Mundial de Clubes (2008), 2 Premier League (2008/09 e 2010/11), 1 Copa da Liga (2009/10) e 2 Super Copa da Inglaterra (2008 e 2011) todo pelo Manchester United.

3– Thiago Silva
Zagueiro
Nome: Thiago Emiliano da Silva
Local de nascimento: Rio de Janeiro (RJ)
Data de nascimento: 22/09/1984
Histórico: Formado nas categorias de base do Fluminense, Thiago Silva teve que jogar bastante em outros clubes até provar que tinha condições de defender a equipe carioca. Assim, passou pelo RS Futebol e Juventude, antes de chamar a atenção do Porto de Portugal, onde não teve muito sucesso. Foi para a Rússia defende o Dinamo de Moscou e enfrentou problemas de saúde devido ao frio. Retornou ao Flu em 2006 e jogou até 2008, virando ídolo do clube. Transferiu-se para o Milan da Itália e após três temporadas, foi negociado com o PSG da França. É um dos atletas acima dos 23 anos e tem a experiência de ter disputado os Jogos Olímpicos de Pequim em 2008, quando o Brasil ficou com o bronze.
Títulos: 1 Copa do Brasil (2007) com o Fluminense, 1 Campeonato Italiano (2010/11) e 1 Super Taça da Itália (2011/12) com o Milan.

4– Juan
Zagueiro
Nome: Juan Guilherme Nunes Jesus
Local de nascimento: Belo Horizonte (MG)
Data de nascimento: 10/06/1991
Histórico: Revelado nas categorias de base do Intenacional, Juan se destacou na Seleção Brasileira Sub 20 campeã do Sul Americano e do Mundial da categoria, sendo contratado pela Inter de Milão, em seguida.
Títulos: 1 Copa Libertadores da América (2010), 1 Recopa Sul Americana (2011) e Campeonato Gaúcho (2011) todos com o Internacional.
5– Sandro
Volante
Nome: Sandro Ranieri Guimarães Cordeiro
Local de nascimento: Riachinho (MG)
Data de nascimento: 15/03/1989
Histórico: Revelado na categoria de base do Internacional, Sandro se destacou pela vitalidade física e a boa participação em títulos importantes do clube gaúcho. Com isso, foi atuar no futebol inglês com a camisa do Tottenham onde está desde a temporada 2010/11.
Títulos: 1 Copa Suruga Bank (2009), 1 Copa Libertadores da América (2010), 1 Copa Sul Americana (2008) e 2 Campeonatos Gaúcho (2008 e 2009) todos pelo Internacional.

6– Marcelo
Lateral-esquerdo
Nome: Marcelo Vieira da Silva Júnior
Local de nascimento: Rio de Janeiro (RJ)
Data de nascimento: 12/05/1988
Histórico: Outro acima dos 23 anos e que já disputou uma Olimpíada, a de Pequim em 2008 conquistando o bronze, Marcelo também foi revelado na base do Fluminense, onde chegou a jogar como profissional e até conquistou título. Saiu para jogar no Real Madrid em 2006, onde atua desde então.
Títulos: 3 Liga Espanhola (2006/07, 2007/08 e 2011/12), 1 Copa do Rei (2010/11), 1 Super Copa da Espanha (2008) com o Real Madrid e 1 Campeonato Carioca (2005) com o Fluminense.

7– Lucas
Meia
Nome: Lucas Rodrigues Moura da Silva
Local de nascimento: São Paulo (SP)
Data de nascimento: 13/08/1992
Histórico: Joia da base do São Paulo, Lucas é uma das esperanças do Brasil para a disputa da Copa do Mundo em casa. No entanto, faltam títulos ao jogador, que oficialmente conquistou somente o Sul Americano Sub 20.
Títulos: Nenhum.

8– Rômulo
Volante
Nome: Rômulo Borges Monteiro
Local de nascimento: Picos (PI)
Data de nascimento: 19/09/1990
Histórico: Revelado pelo ascendente Porto de Caruaru, Rômulo chamou a atenção do Vasco da Gama, onde chegou a jogar pelas categorias de base. Após firmar-se entre os titulares da equipe carioca e da seleção olímpica, foi negociado com o Spartak Moscou, para onde deve ir ao término das Olimpíadas.
Títulos: 1 Copa do Brasil (2011) com o Vasco.

9– Leandro Damião
Atacante
Nome: Leandro Damião da Silva dos Santos
Local de nascimento: Jardim Alegre (PR)
Data de nascimento: 22/07/1989
Histórico: Lapidado no futebol de várzea paulistano, Leandro Damião foi tentar a sorte no sul do país, onde atuou em Santa Catarina pelo Atlético de Ibirama, Marcílio Dias e Atlético Tubarão, antes de chegar ao time B do Internacional. Apontado como um dos poucos que se dedicavam na equipe alternativa colorada e com enorme qualidade e faro de gol, o atacante foi alçado à equipe principal, tornando-se ídolo da torcida e dono da camisa 9 da seleção, inclusive a principal.
Títulos: 1 Copa Libertadores da América (2010), 1 Recopa Sul Americana (2011), 2 Campeonatos Gaúcho (2011 e 2012) e 1 Copa FGF (2010) todos pelo Internacional.

10– Oscar
Meia
Nome: Oscar do Santos Emboaba Júnior
Local de nascimento: Americana (SP)
Data de nascimento: 09/09/1991
Histórico: Formado nas categorias de base do São Paulo, Oscar entrou em litígio com a direção do clube paulista e se transferiu para o Internacional de Porto Alegre após longo impasse na justiça. Terminado este período de incertezas, o meia jogou belo futebol com a camisa da seleção e conquistou a 10 nos Jogos Olímpicos.
Títulos: 1 Recopa Sul Americana (2011) e 2 Campeonatos Gaúcho (2011 e 2012) todos pelo Internacional.

11– Neymar
Atacante
Nome: Neymar da Silva Santos Júnior
Local de nascimento: Mogi das Cruzes (SP)
Data de nascimento: 05/02/1992
Histórico: Considerado umas das maiores revelações do futebol mundial dos últimos tempos, Neymar é fruto das categorias de base do Santos, onde é tido como herdeiro da dinastia de Pelé e Robinho, especialmente pelas conquistas e recordes conquistados com a camisa do clube alvinegro. Chega nos Jogos Olímpicos como o principal jogador da equipe que busca o ouro inédito.
Títulos: 1 Copa Libertadores (2011), 1 Copa do Brasil (2010) e 3 Campeonatos Paulista (2010, 2011 e 2012) todos pelo Santos.
12– Hulk
Atacante
Nome: Givanildo Vieira de Souza
Local de nascimento: Campina Grande (PB)
Data de nascimento: 25/07/1986
Histórico: Pouco conhecido no Brasil, Hulk atuou no começo do século com a camisa do Vitória da Bahia e depois de três temporada chamou a atenção dos japoneses do Kawasaki Frontale. Em seguida foi jogar no Consadole Sapporo e no Tokyo Verdy antes de se transferir para o Porto de Portugal, onde atingiria status de um dos principais atacantes da Europa, ganhando espaço na Seleção Brasileira. É um dos acima de 23 anos.
Títulos: 1 Liga Europa (2010/11), 3 Ligas Portuguesa (2008/09, 2010/11 e 2011/12), 3 Taça de Portugal (2008/09, 2009/10 e 2010/11), 3 Super Taça Cândido Oliveira (2009/10, 2010/11 e 2011/12) pelo Porto; 1 Campeonato Baiano (2005) pelo Vitória.

13- Bruno Univi
Zagueiro
Nome: Bruno Uvini Bortolança
Local de nascimento: Capivari (SP)
Data de nascimento: 03/06/1991
Histórico: Revelado nas categorias de base do São Paulo, Bruno Uvini teve pouquíssimas oportunidades no time profissional e cavou a sua vaga entre os selecionáveis olímpicos em sua participação com a seleção sub 20.
Títulos: Nenhum.

14– Danilo
Lateral-direito/volante
Nome: Danilo Luiz da Silva
Local de nascimento: Bicas (MG)
Data de nascimento: 15/07/1991
Histórico: Fruto das categorias de base do América Mineiro, Danilo se destacou no Campeonato Mineiro de 2010, chamando a atenção do Santos. No clube da Vila Belmiro se juntou aos Meninos da Vila e atuando bastante no meio de campo, ajudou em conquistas importantes, marcando inclusive um dos gols na decisão da Copa Libertadores da América de 2011. Na sequência partiu para o Porto de Portugal, seu atual clube.
Títulos: 1 Copa Libertadores da América (2011), 1 Copa do Brasil (2010), 2 Campeonatos Paulista (2010 e 2011) pelo Santos; 1 Liga Portuguesa (2011/12) pelo Porto; e 1 Campeonato Brasileiro Série C (2009) pelo América.

15- Alex Sandro
Lateral-esquerdo/volante
Nome: Alex Sandro Lobo Silva
Local de nascimento: Catanduva (SP)
Data de nascimento: 12/01/1991
Histórico: Revelado nas categorias de base do Atlético Paranaense, chegou a jogar pouco pelo time profissional rubro negro, mas chamou a atenção do Santos e chegou à Vila Belmiro junto com o companheiro de seleção e Porto, Danilo. No time praiano, porém, jamais se firmou como titular, mas teve papel importante em jogos em que o veterano Léo dava espaço por cansaço ou contusão.
Títulos: 1 Copa Libertadores (2011), 1 Copa do Brasil (2010), 2 Campeonatos Paulista (2010 e 2011) pelo Santos; 1 Liga Portuguesa (2011/12), 1 Super Taça Cândido Oliveira (2011/12) pelo Porto; e 1 Campeonato Paranaense (2009) pelo Atlético.

16- Ganso
Meia
Nome: Paulo Henrique Chagas de Lima
Local de nascimento: Ananindeua (PA)
Data de nascimento: 12/10/1989
Histórico: Cheio de estilo e postura, o camisa 10 da Vila Belmiro enfrentou bastante descrédito até se firmar entre os profissionais pois era acusado de ser lento. Ao lado de Neymar conseguiu convencer os críticos do contrário e assumiu além da 10 santista, a 10 da seleção. Até que contusões e problemas contratuais com a diretoria praiana baixaram o nível de atuação do atleta que embora permaneça no time do Brasil, perdeu espaço entre os titulares.
Títulos: 1 Copa Libertadores (2011), 1 Copa do Brasil (2010) e 3 Campeonatos Paulista (2010, 2011 e 2012) todos pelo Santos.
17– Pato
Atacante
Nome: Alexandre Rodrigues da Silva
Local de nascimento: Pato Branco (PR)
Data de nascimento: 02/09/1989
Histórico: Precoce, Alexandre Pato vai para a sua segunda disputa olímpica e ainda com idade para tal. O atacante surgiu no Internacional aos 16 anos e em 2008, com 18 anos e já no Milan, fez parte da equipe que conquistou a medalha de bronze nas Olimpíadas de Pequim. Após seis temporadas na Itália e apesar de ser reserva, chega como uma das estrelas do time que busca a inédita medalha de ouro.
18– Neto
Goleiro
Nome: Norberto Murara Neto
Local de nascimento: Araxá (MG)
Data de nascimento: 19/07/1990
Histórico: Revelação do Atlético Paranaense, Neto fez boas temporadas em 2009 e 2010, chamando a atenção da Fiorentina. Na luta por uma vaga saiu na frente de Rafael, mas a pouca sequência de jogos o atrapalha e por isso será o reserva.
Título: 1 Campeonato Paranaense (2009) pelo Atlético.

Lista reserva

19 – Marquinhos
Zagueiro
Nome: Marcos Aoas Corrêa
Local de nascimento: São Paulo (SP)
Data de nascimento: 14/05/1994
Histórico: É o mais novo do grupo e tem idade para disputar as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Marquinhos era titular do Corinthians campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2012 e ganhou espaço na equipe profissional com o técnico Tite.
Títulos: 1 Copa Libertadores da América (2012) com o Corinthians.

20 – Giuliano
Meia
Nome: Giuliano Victor de Paula
Local de nascimento: Curitiba (PR)
Data de nascimento: 31/05/1990
Histórico: Formado nas categorias de base do Paraná Clube, Giuliano chegou a atuar entre os profissionais da equipe paranaense antes de se transferir para o Internacional, onde jogou primeiro na base, depois no time B até se destacar no time principal. Suas boas atuações chamou a atenção do futebol ucraniano e ele foi defender as cores do Dnipro.
Títulos: 1 Copa Libertadores da América (2010) com o Internacional.

21 – Casemiro
Volante
Nome: Carlos Henrique Casimiro
Local de nascimento: São José dos Campos (SP)
Data de nascimento: 23/02/1992
Histórico: Talentoso, Casemiro é visto como um jogador com muito potencial, mas com certa displicência. Mesmo assim esteve bem próximo de integrar a lista titular para os Jogos Olímpicos. Revelado pelo São Paulo, Casemiro foi um dos titulares das boas campanhas da seleção sub 20, ao lado de Neymar, Ganso, Oscar e etc.

22 – Renan Ribeiro
Goleiro
Nome: Renan Ribeiro
Local de nascimento: Ribeirão Preto (SP)
Data de nascimento: 23/03/1990
Histórico: Revelado nas categorias de base do Atlético Mineiro, Renan Ribeiro chegou a ser titular da equipe alvinegra em alguns momentos, mas acabou perdendo espaço.
Títulos: 1 Campeonato Mineiro (2010) pelo Atlético.

No longínquo 1920, Brasil sofria a maior goleada da história para o Uruguai

Imaginem a situação: ataque do Uruguai contra o Brasil, no Chile, pela Copa América e Forlan abre o placar aos 24 minutos do primeiro tempo. Lugano amplia aos 38 e Luiz Suarez aos 44 fecha o primeiro tempo em 3 a 0. Na segunda etapa, logo aos 4 minutos Forlan marca de novo, Suarez amplia ainda aos 9 e Loco Abreu fecha o histórico 6 a 0 aos 16 minutos do segundo tempo.

Os personagens não eram os mesmos, mas em 18 de setembro de 1920, o Brasil sofreu a sua maior goleada diante do Uruguai na disputa do Campeonato Sul-Americano, que mais tarde se tornaria a Copa América. Aquela edição fora disputada no Chile e se serve de consolo, foi vencida justamente pelo Uruguai.

O Brasil chegava à competição credenciado pelo título conquistado no ano anterior, em casa, mas novamente foi vítima da politicagem que e da disputa entre paulistas e cariocas, que deixou a equipe fraca para a disputa. O resultado foi apenas uma vitória magra contra o Chile e apenas o terceiro lugar na competição.

A única vitória se deu na primeira rodada e o empate entre Argentina e Uruguai colocou o Brasil na liderança com dois pontos, contra um dos rivais que empataram. Mas, o time esvaziado com relação ao ano passado – Marcos, Píndaro, Amílcar, Neco, Heitor, Arnaldo e principalmente Friedenreich -, não estavam na equipe.

Em vez desta turma, bastante democrática quanto ao estado em que jogavam, o Brasil foi representado em sua maioria, mais uma vez, por cariocas. Apenas dois jogadores do Santos e um do Brasil do Rio Grande do Sul, apareciam entre os 17 convocados.

O Flamengo, que conquistaria o título carioca daquele ano em dezembro, era a base do time com sete jogadores, seguido pelo Fluminense, vice-campeão, com três. América, terceiro colocado, Andaraí, quinto, Bangu, sexto e São Cristovão, sétimo, tinham um representante cada.

Kuntz, Telefone, Japonês, Sisson e Junqueira, foram alguns dos principais jogadores no título flamenguista – sendo Junqueira o artilheiro da equipe com 15 gols em 17 jogos na competição -, que estiveram em campo na sofrida goleada.

Assim, Romano abriu o placar aos 24 minutos do primeiro tempo. Urdinaran ampliou aos 38 e Pascual Somma aos 44 fechou o placar no primeiro tempo em 3 a 0. Na segunda etapa, logo aos 4 minutos Romano marcou de novo, Somma ampliou ainda aos 9 e José Perez fechou o histórico 6 a 0 aos 16 minutos do segundo tempo.

Ficha técnica
Brasil 0x6 Uruguai

Data: 18/09/1920
Competição: Campeonato Sul-Americano
Local: Campo do Sporting Club
Cidade: Viña del Mar, em Valparaíso, Chile
Público: 16 mil pagantes
Árbitro: Carlos Fanta (Chile)
Gols: Angel Romano 24’, Urdinaran 38’ e Pascual Somma 44’ do 1ºT; Angel Romano 4’, Pascual Somma 9’ e José Perez 16’ do 2ºT.

Brasil: Kuntz [Flamengo]; Martins [São Cristóvão] e Telefone [Flamengo]; Japonês [Flamengo],
Sisson [Flamengo] e Fortes [Fluminense]; De Maria [Andaraí], Zezé [Fluminense], Castelhano [Santos], Junqueira [Flamengo] e Alvarizza [Brasil-RS].
Técnico: Oswaldo Gomes.

Uruguai: Legnazzi [Peñarol], Urdinarán [Nacional] e Foglino [Nacional]; Ruotta [Peñarol], Alfredo Zibecchi [Nacional] e Ravera [Peñarol]; Somma [Nacional], Pérez [Peñarol], Piendibene [Peñarol], Romano [Nacional], Campolo [Peñarol].
Técnico: Ernesto Fígoli.

Por Raoni David

At this day in 1920, Brazil suffer its biggest blowout to Uruguay

Imagine the following scenario: Uruguay playing Brazil at the Copa América and scoring goal after goal, without a proper reply from the Brazilians. The final score showing 6 goals to the Uruguayans and none to the Brazilians, a result of historic proportions you might think.

The players involved might not but the same but the result really happened, in 1920, during the South American Championship played in Chile.

Brazil arrived at the final stage of the competition as the title holder. Political problems between federations of São Paulo and Rio de Janeiro caused a weak team to travel to the Championship, something that was usual at that time.

The Brazilians managed to get only one win in Chile, against the home team. A draw between Argentina and Uruguay helped Brazil and staged a derby at the semis. The Seleção was weakened from the team that won the title the year before, without big names such as Amílcar, Neco, Heitor and Friedenreich. Instead of the best cast, Brazil brought only players from Rio de Janeiro. Just two guys from Santos and one player from the south made the team. Flamengo formed the base of the Seleção, with seven players. Three of them came from Fluminense and four teams had one guy each.

Kuntz, Telefone, Japonês, Sisson and Junqueira were some of Flamengo’s players that won the local Championship later that year. Junqueira was the best scorer with 15 goals in 17 matches.

Uruguayan Romano scored the first goal and Urdinaran doubled the score at the 38th minute. Somma made three nothing just before the intermission. The Uruguayans kept the rhythm at the second half, scoring three more goals and finishing with a historic result that has no match to this day.

Brazil 0x6 Uruguay

Date: 18/09/1920
Competition: South American Championship
Place: Sporting Club Field
City: Viña del Mar, Chile
Attendance: 16,000
Referee: Carlos Fanta (Chile)
Goals: Angel Romano 24’, Urdinaran 38’, Pascual Somma 44’, Angel Romano 49’, Pascual Somma 54’ and José Perez 61’.

Brazil: Kuntz [Flamengo]; Martins [São Cristóvão] and Telefone [Flamengo]; Japonês [Flamengo], Sisson [Flamengo] and Fortes [Fluminense]; De Maria [Andaraí], Zezé [Fluminense], Castelhano [Santos], Junqueira [Flamengo] and Alvarizza [Brasil-RS].
Coach: Oswaldo Gomes.

Uruguay: Legnazzi [Peñarol], Urdinarán [Nacional] and Foglino [Nacional]; Ruotta [Peñarol], Alfredo Zibecchi [Nacional] and Ravera [Peñarol]; Somma [Nacional], Pérez [Peñarol], Piendibene [Peñarol], Romano [Nacional], Campolo [Peñarol].
Coach: Ernesto Fígoli.

Com empate, Brasil eliminava a Argentina na Copa América, mas não seria feliz

Carlos Alberto Parreira é um treinador de futebol diferente da maioria, pois embora tenha certa ligação com o Fluminense, a sua identificação maior é com a Seleção Brasileira. Sua primeira passagem como treinador aconteceu em 1983 e não durou muito. Em pouco tempo, porém, deu tempo de perder uma Copa América.

Após a traumatizante derrota e eliminação para a Itália na Copa do Mundo de 1982, a primeira competição oficial disputada pela seleção foi a Copa América de 1983 que foi disputada sem sede única, com jogos de ida e volta.

Em 14 de setembro, foi a vez de o Brasil receber a Argentina no estádio do Maracanã em situação até confortável. Ambas as seleções tinham 4 pontos no Grupo 2 e o Brasil, com melhor saldo de gols, poderia até empatar o confronto e estaria na semifinal. Foi o que aconteceu e de quebra, invicta, a Argentina foi eliminada.

Nesta quarta-feira, poucos remanescentes do time que encantou a torcida brasileira no ano anterior entraram em campo, como os laterais Leandro e Júnior, o meia Sócrates e o atacante Éder Aleixo. Roberto Dinamite, artilheiro desta Copa América com três gols, estava naquele grupo comandado por Telê Santana, mas não jogou.

A base da equipe, mais do que antes, era o Flamengo. Na zaga, Mozer atuou ao lado de Márcio Rossini, do Santos, finalista do Campeonato Brasileiro daquele ano contra o próprio time carioca. Andrade, pedido de muitos naquela seleção, entrava no meio de campo ao lado de Jorginho Putinatti, do Palmeiras.

No ataque, a principal mudança: pontas. Apesar de a equipe de Telê Santana ter encantado o mundo, Jô Soares vivia pedindo pontas na equipe e Parreira, um ano depois, atendeu escalando Renato Gaúcho e Éder Aleixo.

O resultado, porém, não foi lá essas coisas: 0 a 0 contra uma Argentina bastante modificada com relação à Copa do Mundo da Espanha. Dos 13 que entraram em campo no Rio de Janeiro, apenas o goleiro Fillol esteve na derrota para o próprio Brasil por 3 a 1, um pouco mais de um ano antes. Olarticoechea e Trossero estavam naquele grupo, mas os outros dez não.

Poucos também estariam na conquista da Copa do Mundo do México em 1986. Apenas Olarticoechea, Brown, Garré e Burruchaga ajudaram Diego Armando Maradona na conquista do bicampeonato do Mundo.

O Brasil ainda foi à final do torneio que não vencia desde 1949, mas foi derrotado pelo Uruguai e se manteve em jejum de conquistas.

Ficha técnica
Brasil 0x0 Argentina

Data: 14/09/1983
Competição: Copa América
Local: Estádio do Maracanã
Cidade: Rio de Janeiro
Árbitro: Mario Lira (Chile)

Brasil: Leão [Corinthians]; Leandro [Flamengo], Márcio Rossini [Santos], Mozer [Flamengo] e Júnior I [Flamengo]; Andrade [Flamengo], Jorginho Putinatti [Palmeiras] e Sócrates [Corinthians]; Renato Gaúcho [Grêmio], Roberto Dinamite [Vasco] e Éder [Atlético-MG].
Técnico: Carlos Alberto Parreira.

Argentina: Fillol; Brown, Garré, Russo e Olarticoechea; Marangoni, Trossero, Marcico (Ponce) e Burruchaga; Sabella (Ramos) e Gareca.
Técnico: Carlos Bilardo.

Por Raoni David

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In 1983, a rebuilding Brazil eliminated Argentina from the Copa América

Carlos Alberto Parreira has a peculiar coaching history that is more connected with the National team than any club in Brazil. His first tenure at the Brazilian bench didn’t last long back in 1983.

The 1983 Copa América was the first official tournament played for the Brazilians after the traumatic loss to Italy at the 1982 World Cup. The competition had a different setup back then, with home and away games inside the group. At September 14th that year, Brazil hosted bitter rivals Argentina in Maracanã having the advantage of a draw to advance to the semifinals.

Brazil was in a rebuild mode, with only a handful of players left from the magnificent squad that went to Spain a year before. Guys like Leandro, Júnior, Sócraes and Éder Aleixo where at the group. Roberto Dinamite went to Spain but never made to the pitch, and now he led the scoring charts.

Flamengo was the best Brazilian squad in the 80’s and made up for the most players at the National team. Mozer paired up with Santos’ Márcio Rossini at the defence and Andrade won a spot at midfield, sided with Palmeiras’ Jorginho Putinatti. The offensive cast had the biggest changes, with wingers Renato Gaúcho and Éder Aleixo starting.

Argentina had a new team as well, only keeper Fillol remained from the defeat the suffered from Brazil the year before. Some,like Olarticoechea, Brown, Garré and Burruchaga made to the 1986 World Cup, where they helped Maradona to win his biggest title.

The result of the game was na unispiring goaless draw that gave Brazil the first chance since 1949 to win the Copa América. A defeat to Uruguay in the final kept the Brazilian title drought alive at the 1980’s.

Brazil 0x0 Argentina

Date: 14/09/1983
Competition: Copa América
Place: Maracanã Stadium
City: Rio de Janeiro
Referee: Mario Lira (Chile)

Brazil: Leão [Corinthians]; Leandro [Flamengo], Márcio Rossini [Santos], Mozer [Flamengo] and Júnior I [Flamengo]; Andrade [Flamengo], Jorginho Putinatti [Palmeiras] and Sócrates [Corinthians]; Renato Gaúcho [Grêmio], Roberto Dinamite [Vasco] and Éder [Atlético-MG].
Coach: Carlos Alberto Parreira.

Argentina: Fillol; Brown, Garré, Russo and Olarticoechea; Marangoni, Trossero, Marcico (Ponce) and Burruchaga; Sabella (Ramos) and Gareca.
Coach: Carlos Bilardo.