A lista olímpica

1– Gabriel
Goleiro
Nome: Gabriel Vasconcellos Ferreira
Local de nascimento: Unaí (MG)
Data de nascimento: 27/09/1992
Histórico: Revelado pelo Cruzeiro, Gabriel pouco jogou na equipe profissional do time celeste, mas chamou a atenção do Milan ao atuar como titular no Sul Americano e no Mundial Sub 20.

2- Rafael
Lateral-direito/esquerdo
Nome: Rafael Pereira da Silva
Local de nascimento: Petrópolis (RJ)
Data de nascimento: 09/07/1990
Histórico: Formado nas categorias de base do Fluminense, Rafael jamais vestiu a camisa tricolor profissionalmente, pois se transferiu para defender o Manchester United da Inglaterra, ao lado de seu irmão Fabio.
Títulos: 1 Mundial de Clubes (2008), 2 Premier League (2008/09 e 2010/11), 1 Copa da Liga (2009/10) e 2 Super Copa da Inglaterra (2008 e 2011) todo pelo Manchester United.

3– Thiago Silva
Zagueiro
Nome: Thiago Emiliano da Silva
Local de nascimento: Rio de Janeiro (RJ)
Data de nascimento: 22/09/1984
Histórico: Formado nas categorias de base do Fluminense, Thiago Silva teve que jogar bastante em outros clubes até provar que tinha condições de defender a equipe carioca. Assim, passou pelo RS Futebol e Juventude, antes de chamar a atenção do Porto de Portugal, onde não teve muito sucesso. Foi para a Rússia defende o Dinamo de Moscou e enfrentou problemas de saúde devido ao frio. Retornou ao Flu em 2006 e jogou até 2008, virando ídolo do clube. Transferiu-se para o Milan da Itália e após três temporadas, foi negociado com o PSG da França. É um dos atletas acima dos 23 anos e tem a experiência de ter disputado os Jogos Olímpicos de Pequim em 2008, quando o Brasil ficou com o bronze.
Títulos: 1 Copa do Brasil (2007) com o Fluminense, 1 Campeonato Italiano (2010/11) e 1 Super Taça da Itália (2011/12) com o Milan.

4– Juan
Zagueiro
Nome: Juan Guilherme Nunes Jesus
Local de nascimento: Belo Horizonte (MG)
Data de nascimento: 10/06/1991
Histórico: Revelado nas categorias de base do Intenacional, Juan se destacou na Seleção Brasileira Sub 20 campeã do Sul Americano e do Mundial da categoria, sendo contratado pela Inter de Milão, em seguida.
Títulos: 1 Copa Libertadores da América (2010), 1 Recopa Sul Americana (2011) e Campeonato Gaúcho (2011) todos com o Internacional.
5– Sandro
Volante
Nome: Sandro Ranieri Guimarães Cordeiro
Local de nascimento: Riachinho (MG)
Data de nascimento: 15/03/1989
Histórico: Revelado na categoria de base do Internacional, Sandro se destacou pela vitalidade física e a boa participação em títulos importantes do clube gaúcho. Com isso, foi atuar no futebol inglês com a camisa do Tottenham onde está desde a temporada 2010/11.
Títulos: 1 Copa Suruga Bank (2009), 1 Copa Libertadores da América (2010), 1 Copa Sul Americana (2008) e 2 Campeonatos Gaúcho (2008 e 2009) todos pelo Internacional.

6– Marcelo
Lateral-esquerdo
Nome: Marcelo Vieira da Silva Júnior
Local de nascimento: Rio de Janeiro (RJ)
Data de nascimento: 12/05/1988
Histórico: Outro acima dos 23 anos e que já disputou uma Olimpíada, a de Pequim em 2008 conquistando o bronze, Marcelo também foi revelado na base do Fluminense, onde chegou a jogar como profissional e até conquistou título. Saiu para jogar no Real Madrid em 2006, onde atua desde então.
Títulos: 3 Liga Espanhola (2006/07, 2007/08 e 2011/12), 1 Copa do Rei (2010/11), 1 Super Copa da Espanha (2008) com o Real Madrid e 1 Campeonato Carioca (2005) com o Fluminense.

7– Lucas
Meia
Nome: Lucas Rodrigues Moura da Silva
Local de nascimento: São Paulo (SP)
Data de nascimento: 13/08/1992
Histórico: Joia da base do São Paulo, Lucas é uma das esperanças do Brasil para a disputa da Copa do Mundo em casa. No entanto, faltam títulos ao jogador, que oficialmente conquistou somente o Sul Americano Sub 20.
Títulos: Nenhum.

8– Rômulo
Volante
Nome: Rômulo Borges Monteiro
Local de nascimento: Picos (PI)
Data de nascimento: 19/09/1990
Histórico: Revelado pelo ascendente Porto de Caruaru, Rômulo chamou a atenção do Vasco da Gama, onde chegou a jogar pelas categorias de base. Após firmar-se entre os titulares da equipe carioca e da seleção olímpica, foi negociado com o Spartak Moscou, para onde deve ir ao término das Olimpíadas.
Títulos: 1 Copa do Brasil (2011) com o Vasco.

9– Leandro Damião
Atacante
Nome: Leandro Damião da Silva dos Santos
Local de nascimento: Jardim Alegre (PR)
Data de nascimento: 22/07/1989
Histórico: Lapidado no futebol de várzea paulistano, Leandro Damião foi tentar a sorte no sul do país, onde atuou em Santa Catarina pelo Atlético de Ibirama, Marcílio Dias e Atlético Tubarão, antes de chegar ao time B do Internacional. Apontado como um dos poucos que se dedicavam na equipe alternativa colorada e com enorme qualidade e faro de gol, o atacante foi alçado à equipe principal, tornando-se ídolo da torcida e dono da camisa 9 da seleção, inclusive a principal.
Títulos: 1 Copa Libertadores da América (2010), 1 Recopa Sul Americana (2011), 2 Campeonatos Gaúcho (2011 e 2012) e 1 Copa FGF (2010) todos pelo Internacional.

10– Oscar
Meia
Nome: Oscar do Santos Emboaba Júnior
Local de nascimento: Americana (SP)
Data de nascimento: 09/09/1991
Histórico: Formado nas categorias de base do São Paulo, Oscar entrou em litígio com a direção do clube paulista e se transferiu para o Internacional de Porto Alegre após longo impasse na justiça. Terminado este período de incertezas, o meia jogou belo futebol com a camisa da seleção e conquistou a 10 nos Jogos Olímpicos.
Títulos: 1 Recopa Sul Americana (2011) e 2 Campeonatos Gaúcho (2011 e 2012) todos pelo Internacional.

11– Neymar
Atacante
Nome: Neymar da Silva Santos Júnior
Local de nascimento: Mogi das Cruzes (SP)
Data de nascimento: 05/02/1992
Histórico: Considerado umas das maiores revelações do futebol mundial dos últimos tempos, Neymar é fruto das categorias de base do Santos, onde é tido como herdeiro da dinastia de Pelé e Robinho, especialmente pelas conquistas e recordes conquistados com a camisa do clube alvinegro. Chega nos Jogos Olímpicos como o principal jogador da equipe que busca o ouro inédito.
Títulos: 1 Copa Libertadores (2011), 1 Copa do Brasil (2010) e 3 Campeonatos Paulista (2010, 2011 e 2012) todos pelo Santos.
12– Hulk
Atacante
Nome: Givanildo Vieira de Souza
Local de nascimento: Campina Grande (PB)
Data de nascimento: 25/07/1986
Histórico: Pouco conhecido no Brasil, Hulk atuou no começo do século com a camisa do Vitória da Bahia e depois de três temporada chamou a atenção dos japoneses do Kawasaki Frontale. Em seguida foi jogar no Consadole Sapporo e no Tokyo Verdy antes de se transferir para o Porto de Portugal, onde atingiria status de um dos principais atacantes da Europa, ganhando espaço na Seleção Brasileira. É um dos acima de 23 anos.
Títulos: 1 Liga Europa (2010/11), 3 Ligas Portuguesa (2008/09, 2010/11 e 2011/12), 3 Taça de Portugal (2008/09, 2009/10 e 2010/11), 3 Super Taça Cândido Oliveira (2009/10, 2010/11 e 2011/12) pelo Porto; 1 Campeonato Baiano (2005) pelo Vitória.

13- Bruno Univi
Zagueiro
Nome: Bruno Uvini Bortolança
Local de nascimento: Capivari (SP)
Data de nascimento: 03/06/1991
Histórico: Revelado nas categorias de base do São Paulo, Bruno Uvini teve pouquíssimas oportunidades no time profissional e cavou a sua vaga entre os selecionáveis olímpicos em sua participação com a seleção sub 20.
Títulos: Nenhum.

14– Danilo
Lateral-direito/volante
Nome: Danilo Luiz da Silva
Local de nascimento: Bicas (MG)
Data de nascimento: 15/07/1991
Histórico: Fruto das categorias de base do América Mineiro, Danilo se destacou no Campeonato Mineiro de 2010, chamando a atenção do Santos. No clube da Vila Belmiro se juntou aos Meninos da Vila e atuando bastante no meio de campo, ajudou em conquistas importantes, marcando inclusive um dos gols na decisão da Copa Libertadores da América de 2011. Na sequência partiu para o Porto de Portugal, seu atual clube.
Títulos: 1 Copa Libertadores da América (2011), 1 Copa do Brasil (2010), 2 Campeonatos Paulista (2010 e 2011) pelo Santos; 1 Liga Portuguesa (2011/12) pelo Porto; e 1 Campeonato Brasileiro Série C (2009) pelo América.

15- Alex Sandro
Lateral-esquerdo/volante
Nome: Alex Sandro Lobo Silva
Local de nascimento: Catanduva (SP)
Data de nascimento: 12/01/1991
Histórico: Revelado nas categorias de base do Atlético Paranaense, chegou a jogar pouco pelo time profissional rubro negro, mas chamou a atenção do Santos e chegou à Vila Belmiro junto com o companheiro de seleção e Porto, Danilo. No time praiano, porém, jamais se firmou como titular, mas teve papel importante em jogos em que o veterano Léo dava espaço por cansaço ou contusão.
Títulos: 1 Copa Libertadores (2011), 1 Copa do Brasil (2010), 2 Campeonatos Paulista (2010 e 2011) pelo Santos; 1 Liga Portuguesa (2011/12), 1 Super Taça Cândido Oliveira (2011/12) pelo Porto; e 1 Campeonato Paranaense (2009) pelo Atlético.

16- Ganso
Meia
Nome: Paulo Henrique Chagas de Lima
Local de nascimento: Ananindeua (PA)
Data de nascimento: 12/10/1989
Histórico: Cheio de estilo e postura, o camisa 10 da Vila Belmiro enfrentou bastante descrédito até se firmar entre os profissionais pois era acusado de ser lento. Ao lado de Neymar conseguiu convencer os críticos do contrário e assumiu além da 10 santista, a 10 da seleção. Até que contusões e problemas contratuais com a diretoria praiana baixaram o nível de atuação do atleta que embora permaneça no time do Brasil, perdeu espaço entre os titulares.
Títulos: 1 Copa Libertadores (2011), 1 Copa do Brasil (2010) e 3 Campeonatos Paulista (2010, 2011 e 2012) todos pelo Santos.
17– Pato
Atacante
Nome: Alexandre Rodrigues da Silva
Local de nascimento: Pato Branco (PR)
Data de nascimento: 02/09/1989
Histórico: Precoce, Alexandre Pato vai para a sua segunda disputa olímpica e ainda com idade para tal. O atacante surgiu no Internacional aos 16 anos e em 2008, com 18 anos e já no Milan, fez parte da equipe que conquistou a medalha de bronze nas Olimpíadas de Pequim. Após seis temporadas na Itália e apesar de ser reserva, chega como uma das estrelas do time que busca a inédita medalha de ouro.
18– Neto
Goleiro
Nome: Norberto Murara Neto
Local de nascimento: Araxá (MG)
Data de nascimento: 19/07/1990
Histórico: Revelação do Atlético Paranaense, Neto fez boas temporadas em 2009 e 2010, chamando a atenção da Fiorentina. Na luta por uma vaga saiu na frente de Rafael, mas a pouca sequência de jogos o atrapalha e por isso será o reserva.
Título: 1 Campeonato Paranaense (2009) pelo Atlético.

Lista reserva

19 – Marquinhos
Zagueiro
Nome: Marcos Aoas Corrêa
Local de nascimento: São Paulo (SP)
Data de nascimento: 14/05/1994
Histórico: É o mais novo do grupo e tem idade para disputar as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Marquinhos era titular do Corinthians campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2012 e ganhou espaço na equipe profissional com o técnico Tite.
Títulos: 1 Copa Libertadores da América (2012) com o Corinthians.

20 – Giuliano
Meia
Nome: Giuliano Victor de Paula
Local de nascimento: Curitiba (PR)
Data de nascimento: 31/05/1990
Histórico: Formado nas categorias de base do Paraná Clube, Giuliano chegou a atuar entre os profissionais da equipe paranaense antes de se transferir para o Internacional, onde jogou primeiro na base, depois no time B até se destacar no time principal. Suas boas atuações chamou a atenção do futebol ucraniano e ele foi defender as cores do Dnipro.
Títulos: 1 Copa Libertadores da América (2010) com o Internacional.

21 – Casemiro
Volante
Nome: Carlos Henrique Casimiro
Local de nascimento: São José dos Campos (SP)
Data de nascimento: 23/02/1992
Histórico: Talentoso, Casemiro é visto como um jogador com muito potencial, mas com certa displicência. Mesmo assim esteve bem próximo de integrar a lista titular para os Jogos Olímpicos. Revelado pelo São Paulo, Casemiro foi um dos titulares das boas campanhas da seleção sub 20, ao lado de Neymar, Ganso, Oscar e etc.

22 – Renan Ribeiro
Goleiro
Nome: Renan Ribeiro
Local de nascimento: Ribeirão Preto (SP)
Data de nascimento: 23/03/1990
Histórico: Revelado nas categorias de base do Atlético Mineiro, Renan Ribeiro chegou a ser titular da equipe alvinegra em alguns momentos, mas acabou perdendo espaço.
Títulos: 1 Campeonato Mineiro (2010) pelo Atlético.

No longínquo 1920, Brasil sofria a maior goleada da história para o Uruguai

Imaginem a situação: ataque do Uruguai contra o Brasil, no Chile, pela Copa América e Forlan abre o placar aos 24 minutos do primeiro tempo. Lugano amplia aos 38 e Luiz Suarez aos 44 fecha o primeiro tempo em 3 a 0. Na segunda etapa, logo aos 4 minutos Forlan marca de novo, Suarez amplia ainda aos 9 e Loco Abreu fecha o histórico 6 a 0 aos 16 minutos do segundo tempo.

Os personagens não eram os mesmos, mas em 18 de setembro de 1920, o Brasil sofreu a sua maior goleada diante do Uruguai na disputa do Campeonato Sul-Americano, que mais tarde se tornaria a Copa América. Aquela edição fora disputada no Chile e se serve de consolo, foi vencida justamente pelo Uruguai.

O Brasil chegava à competição credenciado pelo título conquistado no ano anterior, em casa, mas novamente foi vítima da politicagem que e da disputa entre paulistas e cariocas, que deixou a equipe fraca para a disputa. O resultado foi apenas uma vitória magra contra o Chile e apenas o terceiro lugar na competição.

A única vitória se deu na primeira rodada e o empate entre Argentina e Uruguai colocou o Brasil na liderança com dois pontos, contra um dos rivais que empataram. Mas, o time esvaziado com relação ao ano passado – Marcos, Píndaro, Amílcar, Neco, Heitor, Arnaldo e principalmente Friedenreich -, não estavam na equipe.

Em vez desta turma, bastante democrática quanto ao estado em que jogavam, o Brasil foi representado em sua maioria, mais uma vez, por cariocas. Apenas dois jogadores do Santos e um do Brasil do Rio Grande do Sul, apareciam entre os 17 convocados.

O Flamengo, que conquistaria o título carioca daquele ano em dezembro, era a base do time com sete jogadores, seguido pelo Fluminense, vice-campeão, com três. América, terceiro colocado, Andaraí, quinto, Bangu, sexto e São Cristovão, sétimo, tinham um representante cada.

Kuntz, Telefone, Japonês, Sisson e Junqueira, foram alguns dos principais jogadores no título flamenguista – sendo Junqueira o artilheiro da equipe com 15 gols em 17 jogos na competição -, que estiveram em campo na sofrida goleada.

Assim, Romano abriu o placar aos 24 minutos do primeiro tempo. Urdinaran ampliou aos 38 e Pascual Somma aos 44 fechou o placar no primeiro tempo em 3 a 0. Na segunda etapa, logo aos 4 minutos Romano marcou de novo, Somma ampliou ainda aos 9 e José Perez fechou o histórico 6 a 0 aos 16 minutos do segundo tempo.

Ficha técnica
Brasil 0x6 Uruguai

Data: 18/09/1920
Competição: Campeonato Sul-Americano
Local: Campo do Sporting Club
Cidade: Viña del Mar, em Valparaíso, Chile
Público: 16 mil pagantes
Árbitro: Carlos Fanta (Chile)
Gols: Angel Romano 24’, Urdinaran 38’ e Pascual Somma 44’ do 1ºT; Angel Romano 4’, Pascual Somma 9’ e José Perez 16’ do 2ºT.

Brasil: Kuntz [Flamengo]; Martins [São Cristóvão] e Telefone [Flamengo]; Japonês [Flamengo],
Sisson [Flamengo] e Fortes [Fluminense]; De Maria [Andaraí], Zezé [Fluminense], Castelhano [Santos], Junqueira [Flamengo] e Alvarizza [Brasil-RS].
Técnico: Oswaldo Gomes.

Uruguai: Legnazzi [Peñarol], Urdinarán [Nacional] e Foglino [Nacional]; Ruotta [Peñarol], Alfredo Zibecchi [Nacional] e Ravera [Peñarol]; Somma [Nacional], Pérez [Peñarol], Piendibene [Peñarol], Romano [Nacional], Campolo [Peñarol].
Técnico: Ernesto Fígoli.

Por Raoni David

At this day in 1920, Brazil suffer its biggest blowout to Uruguay

Imagine the following scenario: Uruguay playing Brazil at the Copa América and scoring goal after goal, without a proper reply from the Brazilians. The final score showing 6 goals to the Uruguayans and none to the Brazilians, a result of historic proportions you might think.

The players involved might not but the same but the result really happened, in 1920, during the South American Championship played in Chile.

Brazil arrived at the final stage of the competition as the title holder. Political problems between federations of São Paulo and Rio de Janeiro caused a weak team to travel to the Championship, something that was usual at that time.

The Brazilians managed to get only one win in Chile, against the home team. A draw between Argentina and Uruguay helped Brazil and staged a derby at the semis. The Seleção was weakened from the team that won the title the year before, without big names such as Amílcar, Neco, Heitor and Friedenreich. Instead of the best cast, Brazil brought only players from Rio de Janeiro. Just two guys from Santos and one player from the south made the team. Flamengo formed the base of the Seleção, with seven players. Three of them came from Fluminense and four teams had one guy each.

Kuntz, Telefone, Japonês, Sisson and Junqueira were some of Flamengo’s players that won the local Championship later that year. Junqueira was the best scorer with 15 goals in 17 matches.

Uruguayan Romano scored the first goal and Urdinaran doubled the score at the 38th minute. Somma made three nothing just before the intermission. The Uruguayans kept the rhythm at the second half, scoring three more goals and finishing with a historic result that has no match to this day.

Brazil 0x6 Uruguay

Date: 18/09/1920
Competition: South American Championship
Place: Sporting Club Field
City: Viña del Mar, Chile
Attendance: 16,000
Referee: Carlos Fanta (Chile)
Goals: Angel Romano 24’, Urdinaran 38’, Pascual Somma 44’, Angel Romano 49’, Pascual Somma 54’ and José Perez 61’.

Brazil: Kuntz [Flamengo]; Martins [São Cristóvão] and Telefone [Flamengo]; Japonês [Flamengo], Sisson [Flamengo] and Fortes [Fluminense]; De Maria [Andaraí], Zezé [Fluminense], Castelhano [Santos], Junqueira [Flamengo] and Alvarizza [Brasil-RS].
Coach: Oswaldo Gomes.

Uruguay: Legnazzi [Peñarol], Urdinarán [Nacional] and Foglino [Nacional]; Ruotta [Peñarol], Alfredo Zibecchi [Nacional] and Ravera [Peñarol]; Somma [Nacional], Pérez [Peñarol], Piendibene [Peñarol], Romano [Nacional], Campolo [Peñarol].
Coach: Ernesto Fígoli.

Com empate, Brasil eliminava a Argentina na Copa América, mas não seria feliz

Carlos Alberto Parreira é um treinador de futebol diferente da maioria, pois embora tenha certa ligação com o Fluminense, a sua identificação maior é com a Seleção Brasileira. Sua primeira passagem como treinador aconteceu em 1983 e não durou muito. Em pouco tempo, porém, deu tempo de perder uma Copa América.

Após a traumatizante derrota e eliminação para a Itália na Copa do Mundo de 1982, a primeira competição oficial disputada pela seleção foi a Copa América de 1983 que foi disputada sem sede única, com jogos de ida e volta.

Em 14 de setembro, foi a vez de o Brasil receber a Argentina no estádio do Maracanã em situação até confortável. Ambas as seleções tinham 4 pontos no Grupo 2 e o Brasil, com melhor saldo de gols, poderia até empatar o confronto e estaria na semifinal. Foi o que aconteceu e de quebra, invicta, a Argentina foi eliminada.

Nesta quarta-feira, poucos remanescentes do time que encantou a torcida brasileira no ano anterior entraram em campo, como os laterais Leandro e Júnior, o meia Sócrates e o atacante Éder Aleixo. Roberto Dinamite, artilheiro desta Copa América com três gols, estava naquele grupo comandado por Telê Santana, mas não jogou.

A base da equipe, mais do que antes, era o Flamengo. Na zaga, Mozer atuou ao lado de Márcio Rossini, do Santos, finalista do Campeonato Brasileiro daquele ano contra o próprio time carioca. Andrade, pedido de muitos naquela seleção, entrava no meio de campo ao lado de Jorginho Putinatti, do Palmeiras.

No ataque, a principal mudança: pontas. Apesar de a equipe de Telê Santana ter encantado o mundo, Jô Soares vivia pedindo pontas na equipe e Parreira, um ano depois, atendeu escalando Renato Gaúcho e Éder Aleixo.

O resultado, porém, não foi lá essas coisas: 0 a 0 contra uma Argentina bastante modificada com relação à Copa do Mundo da Espanha. Dos 13 que entraram em campo no Rio de Janeiro, apenas o goleiro Fillol esteve na derrota para o próprio Brasil por 3 a 1, um pouco mais de um ano antes. Olarticoechea e Trossero estavam naquele grupo, mas os outros dez não.

Poucos também estariam na conquista da Copa do Mundo do México em 1986. Apenas Olarticoechea, Brown, Garré e Burruchaga ajudaram Diego Armando Maradona na conquista do bicampeonato do Mundo.

O Brasil ainda foi à final do torneio que não vencia desde 1949, mas foi derrotado pelo Uruguai e se manteve em jejum de conquistas.

Ficha técnica
Brasil 0x0 Argentina

Data: 14/09/1983
Competição: Copa América
Local: Estádio do Maracanã
Cidade: Rio de Janeiro
Árbitro: Mario Lira (Chile)

Brasil: Leão [Corinthians]; Leandro [Flamengo], Márcio Rossini [Santos], Mozer [Flamengo] e Júnior I [Flamengo]; Andrade [Flamengo], Jorginho Putinatti [Palmeiras] e Sócrates [Corinthians]; Renato Gaúcho [Grêmio], Roberto Dinamite [Vasco] e Éder [Atlético-MG].
Técnico: Carlos Alberto Parreira.

Argentina: Fillol; Brown, Garré, Russo e Olarticoechea; Marangoni, Trossero, Marcico (Ponce) e Burruchaga; Sabella (Ramos) e Gareca.
Técnico: Carlos Bilardo.

Por Raoni David

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In 1983, a rebuilding Brazil eliminated Argentina from the Copa América

Carlos Alberto Parreira has a peculiar coaching history that is more connected with the National team than any club in Brazil. His first tenure at the Brazilian bench didn’t last long back in 1983.

The 1983 Copa América was the first official tournament played for the Brazilians after the traumatic loss to Italy at the 1982 World Cup. The competition had a different setup back then, with home and away games inside the group. At September 14th that year, Brazil hosted bitter rivals Argentina in Maracanã having the advantage of a draw to advance to the semifinals.

Brazil was in a rebuild mode, with only a handful of players left from the magnificent squad that went to Spain a year before. Guys like Leandro, Júnior, Sócraes and Éder Aleixo where at the group. Roberto Dinamite went to Spain but never made to the pitch, and now he led the scoring charts.

Flamengo was the best Brazilian squad in the 80’s and made up for the most players at the National team. Mozer paired up with Santos’ Márcio Rossini at the defence and Andrade won a spot at midfield, sided with Palmeiras’ Jorginho Putinatti. The offensive cast had the biggest changes, with wingers Renato Gaúcho and Éder Aleixo starting.

Argentina had a new team as well, only keeper Fillol remained from the defeat the suffered from Brazil the year before. Some,like Olarticoechea, Brown, Garré and Burruchaga made to the 1986 World Cup, where they helped Maradona to win his biggest title.

The result of the game was na unispiring goaless draw that gave Brazil the first chance since 1949 to win the Copa América. A defeat to Uruguay in the final kept the Brazilian title drought alive at the 1980’s.

Brazil 0x0 Argentina

Date: 14/09/1983
Competition: Copa América
Place: Maracanã Stadium
City: Rio de Janeiro
Referee: Mario Lira (Chile)

Brazil: Leão [Corinthians]; Leandro [Flamengo], Márcio Rossini [Santos], Mozer [Flamengo] and Júnior I [Flamengo]; Andrade [Flamengo], Jorginho Putinatti [Palmeiras] and Sócrates [Corinthians]; Renato Gaúcho [Grêmio], Roberto Dinamite [Vasco] and Éder [Atlético-MG].
Coach: Carlos Alberto Parreira.

Argentina: Fillol; Brown, Garré, Russo and Olarticoechea; Marangoni, Trossero, Marcico (Ponce) and Burruchaga; Sabella (Ramos) and Gareca.
Coach: Carlos Bilardo.

No tempo de Dondon, Brasil e Vitória ainda engatinhavam e se enfrentavam

O Brasil acabara de ser eliminado da Copa do Mundo de 1934, jogando apenas uma partida, derrotado por 3 a 1 para a Espanha. A temporada terminou com uma séria de amistosos na Europa e no Nordeste brasileiro. Em um destes, em 13 de setembro, o adversário foi o Vitória, que estava muito longe de ser a potência que é na Bahia atualmente, perdeu por 2 a 1 e o gol que deu o triunfo ao Brasil foi de Dondon, que não é aquele do samba cantado por Zeca Pagodinho.

O tempo até era o que Dondon jogava no Andarahy, pois o zagueiro imortalizado por Nei Lopes – escrevendo – e Zeca Pagodinho – cantando – atuou no antigo clube carioca entre os anos de 1932 e 1938, mas Paulo Samuel Santos, também apelidado Dondon, era atacante e defendia as cores do Botafogo.

Ao mesmo tempo, o Esporte Clube Vitória, era o mesmo de hoje, mas que estava longe de ter a força especialmente no quesito títulos. Dos 26 que a equipe possui, à época havia apenas dois, conquistados em 1908 e 1909. O jejum de títulos só se encerrou em 1953: foram 44 anos sem títulos estaduais.

E se o Vitória ainda não era uma potência, a Seleção Brasileira também não. O Brasil ainda nem usava as cores verde e amarelo, seu uniforme ainda era branco e embora tivesse nomes de respeito, ainda não havia feito boa campanha em Copas do Mundo.

Dos 12 jogadores que representaram a seleção brasileira nesta partida, dez estiveram na Itália para a disputa do Mundial de 1934. Rogério, zagueiro e Dondon, atacante, ambos do Botafogo, eram as únicas novidades.

Apesar dos momentos históricos não tão bons da seleção e do Vitória, havia alguns ídolos em campo, como Waldemar de Brito e Leônidas da Silva na equipe nacional e Novinha, ídolo da torcida do Vitória.

Em campo, o Vitória saiu na frente com gol marcado por Baianinho aos 27 minutos do primeiro tempo. Logo no começo da segunda etapa, aos seis minutos, Waldemar de Brito empatou a partida cobrando pênalti. Já com 28 minutos da segunda etapa apareceu Dondon para marcar seu único gol com a camisa brasileira em cinco jogos que disputou.

Ficha técnica
Brasil 2×1 Vitória

Data: 13/09/1934
Competição: amistoso
Local: Estádio da Graça
Cidade: Salvador
Árbitro: Anisio Silva
Gols: Baianinho 27’ do 1ºT; Waldemar de Brito 6’ e Dondon 28’ do 2ºT.

Brasil: Pedrosa [Botafogo]; Rogério [Botafogo] e Octacílio [Botafogo]; Ariel [Botafogo], Martim Silveira [Botafogo] e Canalli [Botafogo]; Átila [Botafogo] (Dondon) [Botafogo], Waldemar de Brito [CBD], Armandinho [CBD], Leônidas da Silva [CBD] e Patesko [CBD].
Técnico: Armindo Nobs Ferreira.

Vitória: De Vecchi, Renato Bastos e Bisa; Mila, Nezinho e Gia; Baianinho, Novinha, Natal (Vareta), Raul e Gazinho.

Por Raoni David
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On the begginings of football in Brazil, the National Team faced Vitória in a friendly

Brazil was just eliminated from the 1934 World Cup, after losing the only game to Spain. The season ended with a series of international matches across Europe and the Brazilian Northeast. Septermber 13th of that year marked a game for the Seleção against Vitória.

The team from Salvador was far from being the regional powerhouse that they are today and was defeated by 2 x 1, in a game marked by the presence of skilfull Dondon, the guy who became a Samba.

Back then two guys were nicknamed Dondon, one that played for Andarahy and was the characer of the music written by Nei Lopes and performed by Zeca Pagodinho. However the most famous Dondon was the forward from Botafogo.

At that time, Esporte Clube Vitória, didn’t had the strenght he team has today, with few titles and in the middle of a long drought that would eventually end on 1953.

However Brazil wasn’t the well-known powerhouse that they are today either. He Brazilian uniform wasn’t even yellow, they wore white garments and still hasn’t made any good campaigns on a World Cup.

Tem from the 12 players that were in the pitch for Brazil played at the World Cup in Italy, defensive center Rogério and the forward Dondon were the new guys in the group.

Waldemar de Brito and Leônidas da Silva had some good moments with the Seleção on the following years and are remembered to this day.

Vitória scored the first goal, but the National squad replied well after the intermission and managed to score two goals at the second half to get the win in Salvador.

Brazil 2×1 Vitória

Date: 13/09/1934
Competition: Friendly
Place: Da Graça Stadium
City: Salvador
Referee: Anisio Silva
Goals: Baianinho 27’; Waldemar de Brito 51’ and Dondon 73’.

Brazil: Pedrosa [Botafogo]; Rogério [Botafogo] and Octacílio [Botafogo]; Ariel [Botafogo], Martim Silveira [Botafogo] and Canalli [Botafogo]; Átila [Botafogo] (Dondon) [Botafogo], Waldemar de Brito [CBD], Armandinho [CBD], Leônidas da Silva [CBD] and Patesko [CBD].
Coach: Armindo Nobs Ferreira.

Vitória: De Vecchi, Renato Bastos and Bisa; Mila, Nezinho and Gia; Baianinho, Novinha, Natal (Vareta), Raul and Gazinho.

Tradução de Fabricio Presilli

Na estreia do técnico Falcão, Brasil sofre maior goleada para a Espanha na história

Atual campeã do Mundo, a Espanha é a grande vedete do futebol nos últimos anos. Seleção que poucas vezes superou as promessas, a equipe de Iniesta, Xavi e Villa conseguiu concretizar o apelido de Fúria Espanhola que sempre a acompanhou. No entanto, não é de hoje que o país ibérico conta com um bom time e na última vez que enfrentou o Brasil num momento parecido com o atual, ou seja, de renovação, conseguiu o maior placar já imposto aos pentacampeões mundiais: 3 a 0.

Em 12 de setembro de 1990, pouco menos de três meses da derrota para a Argentina por 1 a 0 que custou a eliminação na Copa do Mundo da Itália, o Brasil estreava no estádio El Molinón, em Gijón, o técnico Paulo Roberto Falcão diante da Espanha, que também havia decepcionado no Mundial ao ser eliminado pela Iugoslávia na prorrogação. Ambas as equipes foram eliminadas nas oitavas de final.

Enquanto o mesmo Luisito Suarez, técnico espanhol eliminado na Copa trazia nove remanescentes da disputa meses antes, Falcão radicalizava e dos 13 jogadores que estiveram em campo, nenhum havia disputado a Copa do Mundo da Itália. E mais, apenas Cafu e Márcio Santos, que faziam sua primeira partida na seleção, vieram a jogar em algum momento a principal competição do futebol.

Falcão apostou principalmente em Neto, principal nome cobrado pela torcida para estar na Copa de 90 que ganhou a camisa 10 e faixa de capitão. O meio de campo ainda tinha Cafu, como um terceiro homem, além dos volantes Moacir e Donizete Oliveira. Charles e o grandalhão Nilson formavam o ataque.

A defesa tinha além do jovem e ainda cabeludo goleiro Velloso, Paulão e Márcio Santos no miolo e Gil Baiano e Nelsinho Kerchner nas laterais. E sucumbiu ao time espanhol logo com nove minutos de partida, com o atacante Carlos Muñoz, do modesto Real Oviedo, abrindo o placar.

Já no segundo tempo, aos 18 minutos, o meio-campista Fernando, do Valência, ampliou o placar. Somente dez minutos depois de sofrer o segundo gol, Falcão mudou seu time, tentando dar velocidade. De uma só vez tirou Cafu e Charles para as entradas de Paulo Egídio e Jorginho Putinatti.

O time ganhou uma cara diferente, com os dois volantes e o meia Neto mantidos, mas Jorginho e Egídio abertos nas pontas e o grandalhão Nilson ainda enfiado na área. Resultado que é bom, apenas para a Espanha que aos 44 minutos do segundo tempo marcou o terceiro gol, com o meio-campista Michel, do Real Madrid.

Vale salientar que enquanto o técnico espanhol fez cinco alterações, Falcão fez apenas essas duas…

Ficha técnica
Espanha 3×0 Brasil

Data: 12/09/1990
Competição: amistoso
Local: Estádio El Molinón
Cidade: Gijón, na Espanha
Público: 42 mil pagantes
Árbitro: Pietro D’Ellia (Itália)
Gols: Carlos Muñoz 9’ do 1ºT; Fernando 18’ e Michel 44’ do 2ºT.

Espanha: A. Zubizarreta [Barcelona] (J. C. Ablanedo) [Sporting Gijon]; Nando [Barcelona], Sanchis [Real Madrid] e Serna [Barcelona]; Michel [Real Madrid], Rafa Paz [Sevilla] (Bango) [Real Oviedo], Roberto Fernández [Valencia] (Alkorta) [Athletic Bilbao], Fernando [Valencia] e J. Goicoetxea [Barcelona]; Butragueño [Real Madrid] (Manolo) [Atlético Madrid], Carlos Muñoz [Real Oviedo] (Eloy Olaya) [Valencia].
Técnico: Luis Suarez

Brasil: Velloso [Palmeiras]; Gil Baiano [Bragantino], Paulão [Cruzeiro], Márcio Santos [Novorizontino] e Nelsinho [Flamengo]; Moacir [Atlético-MG], Donizete Oliveira [Grêmio], Cafu [São Paulo] (Paulo Egídio) [Grêmio] e Neto [Corinthians]; Charles [Bahia]
(Jorginho) [Palmeiras] e Nílson [Grêmio].
Técnico: Paulo Roberto Falcão.

Por Raoni David

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On Falcão’s debut, Brazil suffer biggest loss to Spaniards

Current World Champions, Spain has been the better team of the world lately. Some decades ago the story was quite different, with the Spaniards having little to celebrate and to remember the nickname of their squad: Fúria. Even with poor results Spain had a good team 21 years ago, in a moment of rebuild for the Brazilians who had in sight the 1994 World Cup, getting the biggest blow the Seleção ever suffered: 3 x 0.

September 12, 1990 was the date, three months after the Brazilian loss to Argentina in Italy. A new coach had his first match for Brazil at El Molinón, Paulo Roberto Falcão. Spain too had an uninspiring World Cup, losing to Iugoslavia at the round of 16.

However he Spaniards kept their coach, Luisito Suarez, and nine players from the squad that went to Italy. In the Brazilian side Falcão decided to make some tests and called 13 players that never went to a World Cup. This game marks the debut for two guys that became regular at the Seleção: Cafu and Márcio Santos.

The main player of the Brazilian squad was Neto, a midfielder that played for Corinthians and was wanted by the whole nation. He went to be the number 10 and the captain of the team. The midfield had also Cafu and defensive players Moacir and Donizete Oliveira. Charles and Nilson formed the attack duo.

At the back, Velloso was the keeper, Paulão and Márcio Santos at center and Gil Baiano and Nelsinho Kerchner had the sides. This team never had a chance against the Spaniards, Carlos Muñoz opened the score at the ninth minute of the match.

Midfielder Fernando, who played for Valencia, doubled it at the second half. Falcão made some changes on the team to get more speed, giving a chance to Paulo Egídio and Jorginho Putinatti.

Brazil had a different pace but never managed to scare the Spaniards, who scored the third and final goal at the 89th minute, with midfielder Michel from Real Madrid.

Spain 3×0 Brazil

Date: 12/09/1990
Competition: Friendly
Place: El Molinón Stadium
City: Gijón, Spain
Attendance: 42,000
Referee: Pietro D’Ellia (Italy)
Goals: Carlos Muñoz 9’; Fernando 63’ and Michel 89’.

Spain: A. Zubizarreta [Barcelona] (J. C. Ablanedo) [Sporting Gijon]; Nando [Barcelona], Sanchis [Real Madrid] and Serna [Barcelona]; Michel [Real Madrid], Rafa Paz [Sevilla] (Bango) [Real Oviedo], Roberto Fernández [Valencia] (Alkorta) [Athletic Bilbao], Fernando [Valencia] and J. Goicoetxea [Barcelona]; Butragueño [Real Madrid] (Manolo) [Atlético Madrid], Carlos Muñoz [Real Oviedo] (Eloy Olaya) [Valencia].
Coach: Luis Suarez

Brazil: Velloso [Palmeiras]; Gil Baiano [Bragantino], Paulão [Cruzeiro], Márcio Santos [Novorizontino] and Nelsinho [Flamengo]; Moacir [Atlético-MG], Donizete Oliveira [Grêmio], Cafu [São Paulo] (Paulo Egídio) [Grêmio] and Neto [Corinthians]; Charles [Bahia] (Jorginho) [Palmeiras] and Nílson [Grêmio].
Coach: Paulo Robero Falcão.

Tradução de Fabricio Presilli

Maracanazzo? Ainda não! Brasil vence o desfigurado Uruguai em 1946

Sem a disputa de uma Copa do Mundo em função das Guerras, a década de 1940 pode ser considerada a mais vazia do futebol mundial, o que deixa uma lacuna sobre qual a melhor seleção do mundo neste período? Há quem diga que seja a Argentina, e pode ser que estejam certos. Mas certo mesmo, é que o Brasil tinha uma seleção, no mínimo, respeitável.

Já superados os rachas entre cariocas e paulistas e com o surgimento de uma nova geração extremamente talentosa, o Brasil entrou em campo no dia 23 de janeiro de 1946, para enfrentar o Uruguai, com nove, dos 14 jogadores de time do Rio de Janeiro, outros quatro de São Paulo e um do Rio Grande do Sul.

Tesourinha, atacante do Internacional fez parte de um dos maiores times da história do futebol gaúcho e brasileiro. Formado por jogadores descobertos na chamada ‘liga da canela preta’, o rolo compressor colorado quebrou o preconceito com os negros e de quebra, abriu espaço para os jogadores do sul na seleção brasileira.

Além do craque do Internacional, formavam a forte linha de frente brasileira ainda os ícones Zizinho, Heleno de Freitas, Jair Rosa Pinto e Chico. Boa parte dos que estiveram na Copa do Mundo de 1950. Artilheiro da Copa no Brasil, Ademir de Menezes entrou na vaga de Jair durante o jogo.

Na defesa, o time comandado por Flávio Costa tinha ainda dois grandes nomes como Zezé Procópio, e Rui, do trio que ficou famoso com a camisa do São Paulo: Rui-Bauer-Noronha.

Ídolo de Vasco, Palmeiras e Santos, o canhoto Jair foi quem abriu o placar logo aos quatro minutos de jogo e ainda ampliou o placar aos 16 minutos no estádio El Viéjo Gasômetro, em Buenos Aires. O uruguaio Medina diminuiu o placar aos 24 minutos e Vásquez chegou a empatar a partida, aos 37.

Outro lendário jogador brasileiro se encarregaria de recolocar o Brasil à frente: Heleno de Freitas, histórico goleador do Botafogo marcou o terceiro gol brasileiro aos 39 minutos. A tranqüilidade se avizinhou à Seleção Brasileira quando o ponta-esquerda Chico marcou mais um, aos 44 minutos.

Já na etapa final, José Maria Medina marcou mais uma vez, aos 25 minutos, dando números finais ao empolgante 4 a 3 para o Brasil diante do eterno rival, campeão do Mundo em 1930 e que poucos anos mais tarde, seria algoz dos brasileiros no que ficou conhecido como ‘Maracanazzo’.

Em campo pela seleção celeste, porém, estavam somente o goleiro Maspoli, o líder Obdulio Varela e o atacante Juan Alberto Schiaffino. Nem mesmo o treinador era o mesmo. Aníbal Tejada perdeu lugar para Juan López à beira do gramado na final da Copa.

Com três vitórias, um empate e uma derrota, o Brasil terminara a competição na segunda colocação, com a Argentina ostentando o título com 100% de aproveitamento.

Ficha técnica

Data: 23 de janeiro de 1946
Competição: Campeonato Sul-Americano
Local: Estádio El Viéjo Gasômetro, em Buenos Aires, Argentina
Público: 40 mil pagantes
Árbitro: Cayetano de Nicola (Paraguai)
Gols: Jair 4 e 16’, Medina 24, Vázquez 37, Heleno de Freitas 39 e Chico, 44’ do 1º tempo; Medina 25’ do 2º tempo.

Brasil: Ari [Botafogo]; Newton [Flamengo] e Norival [Flamengo]; Zezé Procópio [Palmeiras], Rui [São Paulo] e Jaime [Flamengo] (Aleixo) [Corinthians]; Tesourinha [Internacional], Zizinho [Flamengo], Heleno de Freitas [Botafogo], Jair R. Pinto [Vasco] (Ademir Menezes) [Vasco] e Chico [Vasco] (Eduardo Lima) [Palmeiras].
Técnico: Flávio Costa.

Uruguai: Maspoli; Pini, Tejera; Sabatel, Obdulio Varella e Prais (Cajiga); Volpi, Medina, Raúl Schiaffino (García), Vasquez e Zapirain.
Técnico: Aníbal Tejada.

Por Raoni David
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Brazil gets a win over Uruguay at the South American Championship in 1946

Without any world Cup due to the Second World War, the debate about the best team of the 1940’s is always hot. Argentina is constantly mentioned but Brazil had a respectable team as well.

With the disputes of Rio and São Paulo solved and counting on a very talented generation, Brazil walked at the pitch on January 23rd of 1946 to face Uruguay with 9 players from Rio, four that played in São Paulo and one from Rio Grande do Sul.

Internacional forward Tesourinha is in the history books of his club and the national team. He was one of the first black players in Brazil, a Discovery by the Southern club that changed the history of the national team as well. Besides Tesourinha, the Brazilian forwards were Zizinho, Heleno de Freitas, Jair da Rosa Pinto and Chico, a very good squad. Ademir de Menezes replaced Jair during the match.

Other two greats of the Brazilian history formed the defense, Zezé Procópio and Rui. Hey also formed the backbone of São Paulo with Bauer.

Jair opened the score and doubled it before the 20th minute. Two goals by Uruguayans Medina and Vázquez tied the match at the 37th. Brazilian legend Heleno de Freitas gave Brazil the lead again at the 39th and left forward Chico made 4 to 2 just before the halftime. José Maria Medina made the game’s last goal at the 70th, giving the game a remarkable score of 4 to 3.

The Uruguayans already had some leaders of the team that would give Brazil its most painful defeat. Goalie Maspoli, Obdulio Varela and forward Juan Alberto Schiaffino. However the coach Aníbal Tejada lost his place to Juan López by 1950.

With three wins and a defeat, Brazil would finish the South-American at the second place. Argentina was undefeated and got the title.

Date: January 23rd, 1946
Competition: South-American Championship
Place: El Viéjo Gasômetro Stadium, Buenos Aires, Argentina
Attendance: 40.000
Referee: Cayetano de Nicola (Paraguay)
Goals: Jair 4’ and 16’, Medina 24’, Vázquez 37’, Heleno de Freitas 39’, Chico, 44’ and Medina 70’.

Brazil: Ari [Botafogo]; Newton [Flamengo] and Norival [Flamengo]; Zezé Procópio [Palmeiras], Rui [São Paulo] and Jaime [Flamengo] (Aleixo) [Corinthians]; Tesourinha [Internacional], Zizinho [Flamengo], Heleno de Freitas [Botafogo], Jair R. Pinto [Vasco] (Ademir Menezes) [Vasco] and Chico [Vasco] (Eduardo Lima) [Palmeiras].
Coach: Flávio Costa.

Uruguay: Maspoli; Pini, Tejera; Sabatel, Obdulio Varella and Prais (Cajiga); Volpi, Medina, Raúl Schiaffino (García), Vasquez and Zapirain.
Coach: Aníbal Tejada.

Tradução de Fabricio Presilli

Confusão e vingança: nasce a rivalidade entre Brasil e Argentina

A Copa do Mundo de 1938, a primeira em que o Brasil disputou decentemente, foi ladeada por um dos primeiros episódios de rivalidade entre Brasil e Argentina. A história começou na disputa da Copa Roca de 1937 e só foi terminar em 22 de janeiro de 1939, com vitória brasileira depois de um vexame em São Januário.

Antes disputada com cordialidade, a Copa Roca ganhou contornos de tensão quando em 1937, acossado nas ruas pelo povo argentino, o selecionado brasileiro resolveu que a vitória seria uma questão de honra. Perdendo por 2 a 0, sem concordar com um dos gols e preocupado com a segurança, o time comandado por Adhemar Pimenta tentou abandonar o gramado, mas foi impedida.

Marcada a revanche para dois anos depois, o Brasil recebeu a Argentina e num verdadeiro vexame, foi derrotado por 5 a 1. Leônidas da Silva marcou o gol de honra brasileiro aos 16 minutos do segundo tempo, quando a Argentina já vencia por 5 a 0. Em pleno estádio São Januário.

O segundo jogo, em 22 de janeiro, também seria em São Januário e ao lado do craque Leônidas da Silva, artilheiro da Copa do Mundo no ano anterior, estavam nomes consagrados como os de Domingos da Guia, Zezé Procópio, Afonsinho, Romeu Pelliciari e Perácio.

Um grande time, mas que mais uma vez teria muitas dificuldades contra a Argentina de Peucelle e Sastre, entrou outros destaques argentinos da época.

Leônidas da Silva abriu o marcador ainda aos 15 minutos do primeiro tempo, mas o Brasil não se manteve à frente por muito tempo. Aliás, a dianteira do placar esteve mantida por menos de um minuto: Bruno Rodolfi empatou aos 16 minutos. O pior, porém, ainda estava por vir e logo aos 23 minutos Enrique Garcia virou o placar para os rivais.

Já aos 33 minutos do segundo tempo, o médio Adilson, do Madureira voltou a empatar a partida para os brasileiros. Pouco depois, porém, o jogo tomaria rumo diferente do esperado. Ou não…

Na sequência o árbitro brasileiro Carlos de Oliveira Monteiro assinalou pênalti, em marcação muito contestada pelos argentinos, que acabaram por agredir o árbitro. A polícia entrou na confusão, castigando aos argentinos que ao contrário dos brasileiros, dois anos antes, conseguiram fugir do campo de jogo, já que a porta do vestiário estava aberta.

Sem time adversário e, obviamente, sem o goleiro Sebastian Gualco, Perácio, atacante botafoguense marcou, aos 40 minutos, de pênalti, o gol da vitória brasileira. Como a Argentina se negara a fazer uma partida de desempate, o Brasil foi proclamado o campeão da Copa Roca de 1939.

Ficha técnica

Brasil 3×2 Argentina
Data: 22 de janeiro de 1939
Competição: Copa Roca
Local: Estádio de São Januário, no Rio de Janeiro
Público: 40 mil pagantes
Árbitro: Carlos de Oliveira Monteiro
Gols: Leônidas da Silva 15’, Bruno Rodolfi 16 e Enrique Garcia 23’ do 1º tempo; Adilson 33’ e Perácio (pen) 40’ do 2º tempo.

Brasil: Thadeu [América]; Domingos da Guia [Flamengo], Florindo I [Vasco] e Zezé Procópio [Botafogo]; Brandão [Corinthians], Afonsinho [São Cristóvão] e Adílson [Madureira]; Romeu Pelliciari [Fluminense], Leônidas da Silva [Flamengo],
Perácio [Botafogo] e Carreiro [São Cristóvão].
Técnico: Adhemar Pimenta.

Argentina: Gualco; Montañez e Coleta; Arcádio Lopez, Rodolfi e Arico Suarez; Peucelle, Sastre, Massantonio, Moreno e Garcia.
Técnico: Angel Fernandez Roca.

Por Raoni David

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Riot and revenge, a South American Rivalry is born.

The 1938 World Cup was the first that the Brazilians took seriously, and staged a one of the first chapters of the Argentina versus Brazil rivalry. The spat begun during the 1937 Copa Roca and lasted all the way to 1939.

A tournament known for its cordiality, the 1937 Copa Roca was tense, after they got booed and cursed at the streets of Buenos Aires, the Brazilian win was a matter of honor. Losing by two goals and feeling that the ref was biased, the team saw an attempt to abandon the pitch blocked. At the rematch, in 1939, the Brazilians hosted Argentina only to lose by a blowout, 5 to 1, at the São Januário Stadium in Rio de Janeiro.

A second game was scheduled to the 22nd of January, and Leônidas da Silva, the top scorer of the 1938 World Cup, had the help pf Domingos da Guia, Zezé Procópio, Afonsinho, Romeu Pilliciari and Perácio. A great team that would face once again Peucelle and Sastre, the main Argentinian players.

Leônidas opened up the score at the 15th minute, but Argentina replied right away with Bruno Rodolfi. Enrique Garcia made the second Argentinian goal by the 23rd minute.

Madureira’s Adilson tied again at the 78th, a little later the game would take an unexpected turn. Referree Carlos de Oliveira Monteiro awarded a penalty kick that was heavily contested by the Argentinians, some spats were exchanged and the police was called up to the pitch to restore the order. The Argentinians took advantage of an open door to the locker room and fled the scene.

Without their opponents, Perácio scored the penalty and after the Argentinian denial to a new match Brazil was declared Champion of the 1939 Copa Roca.

Brazil 3×2 Argentina
Date: January 22nd, 1939
Competition: Copa Roca
Place: São Januário Stadium, Rio de Janeiro
Attendance: 40.000
Referee: Carlos de Oliveira Monteiro
Goals: Leônidas da Silva 15’, Bruno Rodolfi 16’, Enrique Garcia 23’, Adilson 78’ and Perácio (PK) 85’.

Brazil: Thadeu [América]; Domingos da Guia [Flamengo], Florindo I [Vasco] and Zezé Procópio [Botafogo]; Brandão [Corinthians], Afonsinho [São Cristóvão] and Adílson [Madureira]; Romeu Pelliciari [Fluminense], Leônidas da Silva [Flamengo], Perácio [Botafogo] and Carreiro [São Cristóvão].
Coach: Adhemar Pimenta.

Argentina: Gualco; Montañez and Coleta; Arcádio Lopez, Rodolfi and Arico Suarez; Peucelle, Sastre, Massantonio, Moreno and Garcia.
Coach: Angel Fernandez Roca.

Tradução de Fabricio Presilli