No tempo de Dondon, Brasil e Vitória ainda engatinhavam e se enfrentavam

O Brasil acabara de ser eliminado da Copa do Mundo de 1934, jogando apenas uma partida, derrotado por 3 a 1 para a Espanha. A temporada terminou com uma séria de amistosos na Europa e no Nordeste brasileiro. Em um destes, em 13 de setembro, o adversário foi o Vitória, que estava muito longe de ser a potência que é na Bahia atualmente, perdeu por 2 a 1 e o gol que deu o triunfo ao Brasil foi de Dondon, que não é aquele do samba cantado por Zeca Pagodinho.

O tempo até era o que Dondon jogava no Andarahy, pois o zagueiro imortalizado por Nei Lopes – escrevendo – e Zeca Pagodinho – cantando – atuou no antigo clube carioca entre os anos de 1932 e 1938, mas Paulo Samuel Santos, também apelidado Dondon, era atacante e defendia as cores do Botafogo.

Ao mesmo tempo, o Esporte Clube Vitória, era o mesmo de hoje, mas que estava longe de ter a força especialmente no quesito títulos. Dos 26 que a equipe possui, à época havia apenas dois, conquistados em 1908 e 1909. O jejum de títulos só se encerrou em 1953: foram 44 anos sem títulos estaduais.

E se o Vitória ainda não era uma potência, a Seleção Brasileira também não. O Brasil ainda nem usava as cores verde e amarelo, seu uniforme ainda era branco e embora tivesse nomes de respeito, ainda não havia feito boa campanha em Copas do Mundo.

Dos 12 jogadores que representaram a seleção brasileira nesta partida, dez estiveram na Itália para a disputa do Mundial de 1934. Rogério, zagueiro e Dondon, atacante, ambos do Botafogo, eram as únicas novidades.

Apesar dos momentos históricos não tão bons da seleção e do Vitória, havia alguns ídolos em campo, como Waldemar de Brito e Leônidas da Silva na equipe nacional e Novinha, ídolo da torcida do Vitória.

Em campo, o Vitória saiu na frente com gol marcado por Baianinho aos 27 minutos do primeiro tempo. Logo no começo da segunda etapa, aos seis minutos, Waldemar de Brito empatou a partida cobrando pênalti. Já com 28 minutos da segunda etapa apareceu Dondon para marcar seu único gol com a camisa brasileira em cinco jogos que disputou.

Ficha técnica
Brasil 2×1 Vitória

Data: 13/09/1934
Competição: amistoso
Local: Estádio da Graça
Cidade: Salvador
Árbitro: Anisio Silva
Gols: Baianinho 27’ do 1ºT; Waldemar de Brito 6’ e Dondon 28’ do 2ºT.

Brasil: Pedrosa [Botafogo]; Rogério [Botafogo] e Octacílio [Botafogo]; Ariel [Botafogo], Martim Silveira [Botafogo] e Canalli [Botafogo]; Átila [Botafogo] (Dondon) [Botafogo], Waldemar de Brito [CBD], Armandinho [CBD], Leônidas da Silva [CBD] e Patesko [CBD].
Técnico: Armindo Nobs Ferreira.

Vitória: De Vecchi, Renato Bastos e Bisa; Mila, Nezinho e Gia; Baianinho, Novinha, Natal (Vareta), Raul e Gazinho.

Por Raoni David
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On the begginings of football in Brazil, the National Team faced Vitória in a friendly

Brazil was just eliminated from the 1934 World Cup, after losing the only game to Spain. The season ended with a series of international matches across Europe and the Brazilian Northeast. Septermber 13th of that year marked a game for the Seleção against Vitória.

The team from Salvador was far from being the regional powerhouse that they are today and was defeated by 2 x 1, in a game marked by the presence of skilfull Dondon, the guy who became a Samba.

Back then two guys were nicknamed Dondon, one that played for Andarahy and was the characer of the music written by Nei Lopes and performed by Zeca Pagodinho. However the most famous Dondon was the forward from Botafogo.

At that time, Esporte Clube Vitória, didn’t had the strenght he team has today, with few titles and in the middle of a long drought that would eventually end on 1953.

However Brazil wasn’t the well-known powerhouse that they are today either. He Brazilian uniform wasn’t even yellow, they wore white garments and still hasn’t made any good campaigns on a World Cup.

Tem from the 12 players that were in the pitch for Brazil played at the World Cup in Italy, defensive center Rogério and the forward Dondon were the new guys in the group.

Waldemar de Brito and Leônidas da Silva had some good moments with the Seleção on the following years and are remembered to this day.

Vitória scored the first goal, but the National squad replied well after the intermission and managed to score two goals at the second half to get the win in Salvador.

Brazil 2×1 Vitória

Date: 13/09/1934
Competition: Friendly
Place: Da Graça Stadium
City: Salvador
Referee: Anisio Silva
Goals: Baianinho 27’; Waldemar de Brito 51’ and Dondon 73’.

Brazil: Pedrosa [Botafogo]; Rogério [Botafogo] and Octacílio [Botafogo]; Ariel [Botafogo], Martim Silveira [Botafogo] and Canalli [Botafogo]; Átila [Botafogo] (Dondon) [Botafogo], Waldemar de Brito [CBD], Armandinho [CBD], Leônidas da Silva [CBD] and Patesko [CBD].
Coach: Armindo Nobs Ferreira.

Vitória: De Vecchi, Renato Bastos and Bisa; Mila, Nezinho and Gia; Baianinho, Novinha, Natal (Vareta), Raul and Gazinho.

Tradução de Fabricio Presilli

Na estreia do técnico Falcão, Brasil sofre maior goleada para a Espanha na história

Atual campeã do Mundo, a Espanha é a grande vedete do futebol nos últimos anos. Seleção que poucas vezes superou as promessas, a equipe de Iniesta, Xavi e Villa conseguiu concretizar o apelido de Fúria Espanhola que sempre a acompanhou. No entanto, não é de hoje que o país ibérico conta com um bom time e na última vez que enfrentou o Brasil num momento parecido com o atual, ou seja, de renovação, conseguiu o maior placar já imposto aos pentacampeões mundiais: 3 a 0.

Em 12 de setembro de 1990, pouco menos de três meses da derrota para a Argentina por 1 a 0 que custou a eliminação na Copa do Mundo da Itália, o Brasil estreava no estádio El Molinón, em Gijón, o técnico Paulo Roberto Falcão diante da Espanha, que também havia decepcionado no Mundial ao ser eliminado pela Iugoslávia na prorrogação. Ambas as equipes foram eliminadas nas oitavas de final.

Enquanto o mesmo Luisito Suarez, técnico espanhol eliminado na Copa trazia nove remanescentes da disputa meses antes, Falcão radicalizava e dos 13 jogadores que estiveram em campo, nenhum havia disputado a Copa do Mundo da Itália. E mais, apenas Cafu e Márcio Santos, que faziam sua primeira partida na seleção, vieram a jogar em algum momento a principal competição do futebol.

Falcão apostou principalmente em Neto, principal nome cobrado pela torcida para estar na Copa de 90 que ganhou a camisa 10 e faixa de capitão. O meio de campo ainda tinha Cafu, como um terceiro homem, além dos volantes Moacir e Donizete Oliveira. Charles e o grandalhão Nilson formavam o ataque.

A defesa tinha além do jovem e ainda cabeludo goleiro Velloso, Paulão e Márcio Santos no miolo e Gil Baiano e Nelsinho Kerchner nas laterais. E sucumbiu ao time espanhol logo com nove minutos de partida, com o atacante Carlos Muñoz, do modesto Real Oviedo, abrindo o placar.

Já no segundo tempo, aos 18 minutos, o meio-campista Fernando, do Valência, ampliou o placar. Somente dez minutos depois de sofrer o segundo gol, Falcão mudou seu time, tentando dar velocidade. De uma só vez tirou Cafu e Charles para as entradas de Paulo Egídio e Jorginho Putinatti.

O time ganhou uma cara diferente, com os dois volantes e o meia Neto mantidos, mas Jorginho e Egídio abertos nas pontas e o grandalhão Nilson ainda enfiado na área. Resultado que é bom, apenas para a Espanha que aos 44 minutos do segundo tempo marcou o terceiro gol, com o meio-campista Michel, do Real Madrid.

Vale salientar que enquanto o técnico espanhol fez cinco alterações, Falcão fez apenas essas duas…

Ficha técnica
Espanha 3×0 Brasil

Data: 12/09/1990
Competição: amistoso
Local: Estádio El Molinón
Cidade: Gijón, na Espanha
Público: 42 mil pagantes
Árbitro: Pietro D’Ellia (Itália)
Gols: Carlos Muñoz 9’ do 1ºT; Fernando 18’ e Michel 44’ do 2ºT.

Espanha: A. Zubizarreta [Barcelona] (J. C. Ablanedo) [Sporting Gijon]; Nando [Barcelona], Sanchis [Real Madrid] e Serna [Barcelona]; Michel [Real Madrid], Rafa Paz [Sevilla] (Bango) [Real Oviedo], Roberto Fernández [Valencia] (Alkorta) [Athletic Bilbao], Fernando [Valencia] e J. Goicoetxea [Barcelona]; Butragueño [Real Madrid] (Manolo) [Atlético Madrid], Carlos Muñoz [Real Oviedo] (Eloy Olaya) [Valencia].
Técnico: Luis Suarez

Brasil: Velloso [Palmeiras]; Gil Baiano [Bragantino], Paulão [Cruzeiro], Márcio Santos [Novorizontino] e Nelsinho [Flamengo]; Moacir [Atlético-MG], Donizete Oliveira [Grêmio], Cafu [São Paulo] (Paulo Egídio) [Grêmio] e Neto [Corinthians]; Charles [Bahia]
(Jorginho) [Palmeiras] e Nílson [Grêmio].
Técnico: Paulo Roberto Falcão.

Por Raoni David

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On Falcão’s debut, Brazil suffer biggest loss to Spaniards

Current World Champions, Spain has been the better team of the world lately. Some decades ago the story was quite different, with the Spaniards having little to celebrate and to remember the nickname of their squad: Fúria. Even with poor results Spain had a good team 21 years ago, in a moment of rebuild for the Brazilians who had in sight the 1994 World Cup, getting the biggest blow the Seleção ever suffered: 3 x 0.

September 12, 1990 was the date, three months after the Brazilian loss to Argentina in Italy. A new coach had his first match for Brazil at El Molinón, Paulo Roberto Falcão. Spain too had an uninspiring World Cup, losing to Iugoslavia at the round of 16.

However he Spaniards kept their coach, Luisito Suarez, and nine players from the squad that went to Italy. In the Brazilian side Falcão decided to make some tests and called 13 players that never went to a World Cup. This game marks the debut for two guys that became regular at the Seleção: Cafu and Márcio Santos.

The main player of the Brazilian squad was Neto, a midfielder that played for Corinthians and was wanted by the whole nation. He went to be the number 10 and the captain of the team. The midfield had also Cafu and defensive players Moacir and Donizete Oliveira. Charles and Nilson formed the attack duo.

At the back, Velloso was the keeper, Paulão and Márcio Santos at center and Gil Baiano and Nelsinho Kerchner had the sides. This team never had a chance against the Spaniards, Carlos Muñoz opened the score at the ninth minute of the match.

Midfielder Fernando, who played for Valencia, doubled it at the second half. Falcão made some changes on the team to get more speed, giving a chance to Paulo Egídio and Jorginho Putinatti.

Brazil had a different pace but never managed to scare the Spaniards, who scored the third and final goal at the 89th minute, with midfielder Michel from Real Madrid.

Spain 3×0 Brazil

Date: 12/09/1990
Competition: Friendly
Place: El Molinón Stadium
City: Gijón, Spain
Attendance: 42,000
Referee: Pietro D’Ellia (Italy)
Goals: Carlos Muñoz 9’; Fernando 63’ and Michel 89’.

Spain: A. Zubizarreta [Barcelona] (J. C. Ablanedo) [Sporting Gijon]; Nando [Barcelona], Sanchis [Real Madrid] and Serna [Barcelona]; Michel [Real Madrid], Rafa Paz [Sevilla] (Bango) [Real Oviedo], Roberto Fernández [Valencia] (Alkorta) [Athletic Bilbao], Fernando [Valencia] and J. Goicoetxea [Barcelona]; Butragueño [Real Madrid] (Manolo) [Atlético Madrid], Carlos Muñoz [Real Oviedo] (Eloy Olaya) [Valencia].
Coach: Luis Suarez

Brazil: Velloso [Palmeiras]; Gil Baiano [Bragantino], Paulão [Cruzeiro], Márcio Santos [Novorizontino] and Nelsinho [Flamengo]; Moacir [Atlético-MG], Donizete Oliveira [Grêmio], Cafu [São Paulo] (Paulo Egídio) [Grêmio] and Neto [Corinthians]; Charles [Bahia] (Jorginho) [Palmeiras] and Nílson [Grêmio].
Coach: Paulo Robero Falcão.

Tradução de Fabricio Presilli

Maracanazzo? Ainda não! Brasil vence o desfigurado Uruguai em 1946

Sem a disputa de uma Copa do Mundo em função das Guerras, a década de 1940 pode ser considerada a mais vazia do futebol mundial, o que deixa uma lacuna sobre qual a melhor seleção do mundo neste período? Há quem diga que seja a Argentina, e pode ser que estejam certos. Mas certo mesmo, é que o Brasil tinha uma seleção, no mínimo, respeitável.

Já superados os rachas entre cariocas e paulistas e com o surgimento de uma nova geração extremamente talentosa, o Brasil entrou em campo no dia 23 de janeiro de 1946, para enfrentar o Uruguai, com nove, dos 14 jogadores de time do Rio de Janeiro, outros quatro de São Paulo e um do Rio Grande do Sul.

Tesourinha, atacante do Internacional fez parte de um dos maiores times da história do futebol gaúcho e brasileiro. Formado por jogadores descobertos na chamada ‘liga da canela preta’, o rolo compressor colorado quebrou o preconceito com os negros e de quebra, abriu espaço para os jogadores do sul na seleção brasileira.

Além do craque do Internacional, formavam a forte linha de frente brasileira ainda os ícones Zizinho, Heleno de Freitas, Jair Rosa Pinto e Chico. Boa parte dos que estiveram na Copa do Mundo de 1950. Artilheiro da Copa no Brasil, Ademir de Menezes entrou na vaga de Jair durante o jogo.

Na defesa, o time comandado por Flávio Costa tinha ainda dois grandes nomes como Zezé Procópio, e Rui, do trio que ficou famoso com a camisa do São Paulo: Rui-Bauer-Noronha.

Ídolo de Vasco, Palmeiras e Santos, o canhoto Jair foi quem abriu o placar logo aos quatro minutos de jogo e ainda ampliou o placar aos 16 minutos no estádio El Viéjo Gasômetro, em Buenos Aires. O uruguaio Medina diminuiu o placar aos 24 minutos e Vásquez chegou a empatar a partida, aos 37.

Outro lendário jogador brasileiro se encarregaria de recolocar o Brasil à frente: Heleno de Freitas, histórico goleador do Botafogo marcou o terceiro gol brasileiro aos 39 minutos. A tranqüilidade se avizinhou à Seleção Brasileira quando o ponta-esquerda Chico marcou mais um, aos 44 minutos.

Já na etapa final, José Maria Medina marcou mais uma vez, aos 25 minutos, dando números finais ao empolgante 4 a 3 para o Brasil diante do eterno rival, campeão do Mundo em 1930 e que poucos anos mais tarde, seria algoz dos brasileiros no que ficou conhecido como ‘Maracanazzo’.

Em campo pela seleção celeste, porém, estavam somente o goleiro Maspoli, o líder Obdulio Varela e o atacante Juan Alberto Schiaffino. Nem mesmo o treinador era o mesmo. Aníbal Tejada perdeu lugar para Juan López à beira do gramado na final da Copa.

Com três vitórias, um empate e uma derrota, o Brasil terminara a competição na segunda colocação, com a Argentina ostentando o título com 100% de aproveitamento.

Ficha técnica

Data: 23 de janeiro de 1946
Competição: Campeonato Sul-Americano
Local: Estádio El Viéjo Gasômetro, em Buenos Aires, Argentina
Público: 40 mil pagantes
Árbitro: Cayetano de Nicola (Paraguai)
Gols: Jair 4 e 16’, Medina 24, Vázquez 37, Heleno de Freitas 39 e Chico, 44’ do 1º tempo; Medina 25’ do 2º tempo.

Brasil: Ari [Botafogo]; Newton [Flamengo] e Norival [Flamengo]; Zezé Procópio [Palmeiras], Rui [São Paulo] e Jaime [Flamengo] (Aleixo) [Corinthians]; Tesourinha [Internacional], Zizinho [Flamengo], Heleno de Freitas [Botafogo], Jair R. Pinto [Vasco] (Ademir Menezes) [Vasco] e Chico [Vasco] (Eduardo Lima) [Palmeiras].
Técnico: Flávio Costa.

Uruguai: Maspoli; Pini, Tejera; Sabatel, Obdulio Varella e Prais (Cajiga); Volpi, Medina, Raúl Schiaffino (García), Vasquez e Zapirain.
Técnico: Aníbal Tejada.

Por Raoni David
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Brazil gets a win over Uruguay at the South American Championship in 1946

Without any world Cup due to the Second World War, the debate about the best team of the 1940’s is always hot. Argentina is constantly mentioned but Brazil had a respectable team as well.

With the disputes of Rio and São Paulo solved and counting on a very talented generation, Brazil walked at the pitch on January 23rd of 1946 to face Uruguay with 9 players from Rio, four that played in São Paulo and one from Rio Grande do Sul.

Internacional forward Tesourinha is in the history books of his club and the national team. He was one of the first black players in Brazil, a Discovery by the Southern club that changed the history of the national team as well. Besides Tesourinha, the Brazilian forwards were Zizinho, Heleno de Freitas, Jair da Rosa Pinto and Chico, a very good squad. Ademir de Menezes replaced Jair during the match.

Other two greats of the Brazilian history formed the defense, Zezé Procópio and Rui. Hey also formed the backbone of São Paulo with Bauer.

Jair opened the score and doubled it before the 20th minute. Two goals by Uruguayans Medina and Vázquez tied the match at the 37th. Brazilian legend Heleno de Freitas gave Brazil the lead again at the 39th and left forward Chico made 4 to 2 just before the halftime. José Maria Medina made the game’s last goal at the 70th, giving the game a remarkable score of 4 to 3.

The Uruguayans already had some leaders of the team that would give Brazil its most painful defeat. Goalie Maspoli, Obdulio Varela and forward Juan Alberto Schiaffino. However the coach Aníbal Tejada lost his place to Juan López by 1950.

With three wins and a defeat, Brazil would finish the South-American at the second place. Argentina was undefeated and got the title.

Date: January 23rd, 1946
Competition: South-American Championship
Place: El Viéjo Gasômetro Stadium, Buenos Aires, Argentina
Attendance: 40.000
Referee: Cayetano de Nicola (Paraguay)
Goals: Jair 4’ and 16’, Medina 24’, Vázquez 37’, Heleno de Freitas 39’, Chico, 44’ and Medina 70’.

Brazil: Ari [Botafogo]; Newton [Flamengo] and Norival [Flamengo]; Zezé Procópio [Palmeiras], Rui [São Paulo] and Jaime [Flamengo] (Aleixo) [Corinthians]; Tesourinha [Internacional], Zizinho [Flamengo], Heleno de Freitas [Botafogo], Jair R. Pinto [Vasco] (Ademir Menezes) [Vasco] and Chico [Vasco] (Eduardo Lima) [Palmeiras].
Coach: Flávio Costa.

Uruguay: Maspoli; Pini, Tejera; Sabatel, Obdulio Varella and Prais (Cajiga); Volpi, Medina, Raúl Schiaffino (García), Vasquez and Zapirain.
Coach: Aníbal Tejada.

Tradução de Fabricio Presilli

Confusão e vingança: nasce a rivalidade entre Brasil e Argentina

A Copa do Mundo de 1938, a primeira em que o Brasil disputou decentemente, foi ladeada por um dos primeiros episódios de rivalidade entre Brasil e Argentina. A história começou na disputa da Copa Roca de 1937 e só foi terminar em 22 de janeiro de 1939, com vitória brasileira depois de um vexame em São Januário.

Antes disputada com cordialidade, a Copa Roca ganhou contornos de tensão quando em 1937, acossado nas ruas pelo povo argentino, o selecionado brasileiro resolveu que a vitória seria uma questão de honra. Perdendo por 2 a 0, sem concordar com um dos gols e preocupado com a segurança, o time comandado por Adhemar Pimenta tentou abandonar o gramado, mas foi impedida.

Marcada a revanche para dois anos depois, o Brasil recebeu a Argentina e num verdadeiro vexame, foi derrotado por 5 a 1. Leônidas da Silva marcou o gol de honra brasileiro aos 16 minutos do segundo tempo, quando a Argentina já vencia por 5 a 0. Em pleno estádio São Januário.

O segundo jogo, em 22 de janeiro, também seria em São Januário e ao lado do craque Leônidas da Silva, artilheiro da Copa do Mundo no ano anterior, estavam nomes consagrados como os de Domingos da Guia, Zezé Procópio, Afonsinho, Romeu Pelliciari e Perácio.

Um grande time, mas que mais uma vez teria muitas dificuldades contra a Argentina de Peucelle e Sastre, entrou outros destaques argentinos da época.

Leônidas da Silva abriu o marcador ainda aos 15 minutos do primeiro tempo, mas o Brasil não se manteve à frente por muito tempo. Aliás, a dianteira do placar esteve mantida por menos de um minuto: Bruno Rodolfi empatou aos 16 minutos. O pior, porém, ainda estava por vir e logo aos 23 minutos Enrique Garcia virou o placar para os rivais.

Já aos 33 minutos do segundo tempo, o médio Adilson, do Madureira voltou a empatar a partida para os brasileiros. Pouco depois, porém, o jogo tomaria rumo diferente do esperado. Ou não…

Na sequência o árbitro brasileiro Carlos de Oliveira Monteiro assinalou pênalti, em marcação muito contestada pelos argentinos, que acabaram por agredir o árbitro. A polícia entrou na confusão, castigando aos argentinos que ao contrário dos brasileiros, dois anos antes, conseguiram fugir do campo de jogo, já que a porta do vestiário estava aberta.

Sem time adversário e, obviamente, sem o goleiro Sebastian Gualco, Perácio, atacante botafoguense marcou, aos 40 minutos, de pênalti, o gol da vitória brasileira. Como a Argentina se negara a fazer uma partida de desempate, o Brasil foi proclamado o campeão da Copa Roca de 1939.

Ficha técnica

Brasil 3×2 Argentina
Data: 22 de janeiro de 1939
Competição: Copa Roca
Local: Estádio de São Januário, no Rio de Janeiro
Público: 40 mil pagantes
Árbitro: Carlos de Oliveira Monteiro
Gols: Leônidas da Silva 15’, Bruno Rodolfi 16 e Enrique Garcia 23’ do 1º tempo; Adilson 33’ e Perácio (pen) 40’ do 2º tempo.

Brasil: Thadeu [América]; Domingos da Guia [Flamengo], Florindo I [Vasco] e Zezé Procópio [Botafogo]; Brandão [Corinthians], Afonsinho [São Cristóvão] e Adílson [Madureira]; Romeu Pelliciari [Fluminense], Leônidas da Silva [Flamengo],
Perácio [Botafogo] e Carreiro [São Cristóvão].
Técnico: Adhemar Pimenta.

Argentina: Gualco; Montañez e Coleta; Arcádio Lopez, Rodolfi e Arico Suarez; Peucelle, Sastre, Massantonio, Moreno e Garcia.
Técnico: Angel Fernandez Roca.

Por Raoni David

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Riot and revenge, a South American Rivalry is born.

The 1938 World Cup was the first that the Brazilians took seriously, and staged a one of the first chapters of the Argentina versus Brazil rivalry. The spat begun during the 1937 Copa Roca and lasted all the way to 1939.

A tournament known for its cordiality, the 1937 Copa Roca was tense, after they got booed and cursed at the streets of Buenos Aires, the Brazilian win was a matter of honor. Losing by two goals and feeling that the ref was biased, the team saw an attempt to abandon the pitch blocked. At the rematch, in 1939, the Brazilians hosted Argentina only to lose by a blowout, 5 to 1, at the São Januário Stadium in Rio de Janeiro.

A second game was scheduled to the 22nd of January, and Leônidas da Silva, the top scorer of the 1938 World Cup, had the help pf Domingos da Guia, Zezé Procópio, Afonsinho, Romeu Pilliciari and Perácio. A great team that would face once again Peucelle and Sastre, the main Argentinian players.

Leônidas opened up the score at the 15th minute, but Argentina replied right away with Bruno Rodolfi. Enrique Garcia made the second Argentinian goal by the 23rd minute.

Madureira’s Adilson tied again at the 78th, a little later the game would take an unexpected turn. Referree Carlos de Oliveira Monteiro awarded a penalty kick that was heavily contested by the Argentinians, some spats were exchanged and the police was called up to the pitch to restore the order. The Argentinians took advantage of an open door to the locker room and fled the scene.

Without their opponents, Perácio scored the penalty and after the Argentinian denial to a new match Brazil was declared Champion of the 1939 Copa Roca.

Brazil 3×2 Argentina
Date: January 22nd, 1939
Competition: Copa Roca
Place: São Januário Stadium, Rio de Janeiro
Attendance: 40.000
Referee: Carlos de Oliveira Monteiro
Goals: Leônidas da Silva 15’, Bruno Rodolfi 16’, Enrique Garcia 23’, Adilson 78’ and Perácio (PK) 85’.

Brazil: Thadeu [América]; Domingos da Guia [Flamengo], Florindo I [Vasco] and Zezé Procópio [Botafogo]; Brandão [Corinthians], Afonsinho [São Cristóvão] and Adílson [Madureira]; Romeu Pelliciari [Fluminense], Leônidas da Silva [Flamengo], Perácio [Botafogo] and Carreiro [São Cristóvão].
Coach: Adhemar Pimenta.

Argentina: Gualco; Montañez and Coleta; Arcádio Lopez, Rodolfi and Arico Suarez; Peucelle, Sastre, Massantonio, Moreno and Garcia.
Coach: Angel Fernandez Roca.

Tradução de Fabricio Presilli

Fracasso na Copa Ouro previa mais uma perda de medalha dourada?

Janeiro é o mês em que as seleções pré-olímpicas mais aparecem no calendário do futebol brasileiro. A obsessão em conquistar uma medalha de ouro nos Jogos, porém, fez com que o Brasil, em 1996 disputasse uma competição profissional com o selecionado Sub 23. O resultado na Copa Ouro da Concacaf parecia prever mais um fracasso.

A vontade de entrosar o time para os Jogos Olímpicos de Atlanta era do técnico Zagallo e por um lado, o fracasso não foi absoluto. Após golear o Canadá e Honduras e vencer os Estados Unidos pelo placar mínimo, o adversário brasileiro na decisão do campeonato seria o forte México, que assim como as outras seleções, contava com sua equipe principal.

Jorge Campos no gol, Garcia Aspe no meio de campo além de Blanco e Hernandes no ataque, eram os destaques da equipe. Apesar do bom time, a caminhada até a decisão não foi lá grandes coisas. Duas vitórias magras contra a Guatemala na primeira fase e na semifinal. Facilidade apenas contra São Vicente e Granada: 5 a 0.

Zagallo iniciava a montagem do time que ainda disputaria o Pré-Olímpico e mais tarde os Jogos de Atlanta. Tanto que dos jogadores que disputaram a final diante do México, seis estiveram na derrota por 1 a 0 para o Japão, já na disputa olímpica nos Estados Unidos. Dida, Zé Maria, Flávio Conceição, Amaral, Zé Elias e Sávio estiveram em ambos os fracassos.

Em campo, o Brasil resistiu ao primeiro tempo, que terminou empatado sem gols. Na segunda etapa, porém, mais experiente, o time mexicano chegou à vitória. Com oito minutos, Luís Garcia marcou o primeiro e aos 29, já na reta final da partida, o polêmico atacante Blanco decretou a derrota brasileira.

Ficha técnica

Brasil 0x2 México
Data: 21 de janeiro de 1996
Competição: Copa Ouro da Concacaf
Local: Memorial Coliseum, em Los Angeles, nos Estados Unidos
Público: 88.155 pagantes
Árbitro: Ramesh Rahmdan (Trinidad e Tobago).
Expulsão: André Luiz
Gols: Luís Garcia aos 8 e Blanco aos 29 minutos do 2º tempo

Brasil: Dida [Cruzeiro]; Zé Maria II [Portuguesa], Narciso [Santos], Carlinhos II [Guarani] e André Luiz I [São Paulo]; Amaral II [Palmeiras] (Beto) [Botafogo], Flávio Conceição [Palmeiras], Arílson [Kaiserslautern](Zé Elias) [Corinthians] e Jamelli [Santos] (Leandro Machado) [Internacional]; Caio [Internazionale] e Sávio [Flamengo].
Técnico: Zagallo.

México: Jorge Campos; Gutiérrez, Suárez, Davino e Villa; Lara, Del Olmo (Pelaez), García Aspe e Ramírez; Luís García e Blanco (Hernández).
Técnico: Velibor “Bora” Milutinovic.
Por Raoni David
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Failure at the Gold Cup was not a good omen for a Olympic year

January is the month were pre-olympic tournaments Always show up. The Brazilian obsession to win a gold medal in 1996 made the National FA to line up the Olympic squad to some major tournaments, like the Concacaf Gold Cup.

Zagallo wanted to take advantage of the matches to get all players together and it was not all bad News for the Brazilians. After blowout wins over Canada and Honduras and a slim one over USA, Brazil had to face their toughest opponent at the final match, Mexico.

The Aztecas had flamboynat goalkeeper Jorge Campos, Garcia Aspe led the midfielder and forwards Blanco and Hernandes made o lot of goals together. Mexico managed to reach the final after two wins over Guatemala and a blowout against Saint Vincent and Grenadines.

Zagallo was starting to make the team that would play in the pre-Olympic tournament and later on at the Atlanta Games. Only six players that lined up against Mexico were at the Olympics loss to Japan, Dida, Zé Maria, Flávio Conceição, Amaral, Zé Elias and Sávio.

At the pitch Brazil could resist in the first half only to surrender two goals after intermission, Luís Garcia opened the score and Blanco sealed the final score with the Mexico win.

Brazil 0x2 Mexico
Date: January 21st, 1996
Competition: Concacaf Gold Cup
Place: Memorial Coliseum, Los Angeles.
Attendance: 88.155
Referee: Ramesh Rahmdan (Trinidad & Tobago)
Red Card: André Luiz
Goals: Luís Garcia 53’ and Blanco 74’.

Brazil: Dida [Cruzeiro]; Zé Maria II [Portuguesa], Narciso [Santos], Carlinhos II [Guarani] and André Luiz I [São Paulo]; Amaral II [Palmeiras] (Beto) [Botafogo], Flávio Conceição [Palmeiras], Arílson [Kaiserslautern](Zé Elias) [Corinthians] and Jamelli [Santos] (Leandro Machado) [Internacional]; Caio [Internazionale] and Sávio [Flamengo].
Coach: Zagallo.

Mexico: Jorge Campos; Gutiérrez, Suárez, Davino and Villa; Lara, Del Olmo (Pelaez), García Aspe and Ramírez; Luís García and Blanco (Hernández).
Coach: Velibor “Bora” Milutinovic.

Tradução de Fabricio Presilli

Ricardo Gomes faz suas apostas e Brasil olímpico apenas empata com o Egito

Em tempos de torneio pré-olímpico, nada melhor que retomar o blog lembrando o início de preparação para a disputa dos Jogos de Atenas, o último grande fracasso nacional no que diz respeito à tentativa do país pentacampeão, conquistar uma medalha dourada. O Torneio Internacional do Qatar era o ponta pé inicial da jornada.

Em 20 de janeiro de 2003 o ex-zagueiro Ricardo Gomes fazia apenas o seu terceiro jogo no comando técnico da Seleção Olímpica. Após se destacar no comando do Paris Saint Germain da França e no Juventude de Caxias do Sul, identificado com a amarelinha desde a época de jogador, recebeu a chance. No entanto, o saldo da experiência foi negativa, com o Brasil fora dos Jogos Olímpicos de Atenas.

O começo do trabalho de Ricardo Gomes teve poucas apostas acertadas. Dos 16 jogadores que entraram em campo no empate por 1 a 1 contra o Egito, no torneio Sub 23, apenas Kaká e o zagueiro Luisão estiveram na Copa do Mundo da Alemanha, três anos mais tarde. O craque do São Paulo, porém, já havia atuado na Copa do Mundo de 2002, com Felipão.

Mais tarde, o lateral-direito Maicon e o meio-campista Júlio Baptista sem firmariam com a camisa da Seleção Brasileira. Fernando, como o sobrenome Menegazzo recebeu suas chances, mas foi sempre bastante criticado pela imprensa de um modo geral e jamais teve sequência.

Algumas das apostas mais equivocadas do treinador foi o goleiro Rubinho e o lateral-direito Ângelo, ambos do Corinthians; os zagueiros Júlio Santos do São Paulo e Adriano do Grêmio e Fabinho, lateral-esquerdo do Paraná.

Outros nomes famosos estavam na equipe como Nenê atualmente no Paris Sain Germain, com passagem por Palmeiras e Santos; Léo Lima, Robert, atacante com passagens por Palmeiras e Cruzeiro; Andrezinho atualmente no Internacional; Marcinho, que disputa o Paulistão 2011 pelo Botafogo de Ribeirão Preto e que jogou por Palmeiras, Corinthians e São Caetano, além do atacante Souza, artilheiro do Campeonato Brasileiro de 2006 pelo Flamengo, mas hostilizado pela torcida corintiana em 2010.

Em campo, o Egito saiu na frente logo aos cinco minutos do primeiro tempo e o Brasil penou para chegar ao empate. Somente aos 24 minutos do segundo tempo foi que o atacante Nenê, revelado pelo Paulista de Jundiaí e à época se transferindo do Palmeiras para o Santos, onde viveria sua melhor fase, marcou o gol do empate brasileiro.

Ficha técnica

Brasil 1×1 Egito
Data: 20 de janeiro de 2003
Competição: Torneio Internacional do Qatar
Local: Estádio Al-Etehad Sport, em Doha, no Qatar
Público: Não divulgado
Árbitro: Carlo Bertolini (Suíça)
Gols: Mohamed Abdel Wahed 5’ do 1º tempo e Nenê 24’ do 2º tempo

Brasil: Rubinho [Corinthians]; Maicon I [Cruzeiro], (Ângelo) [Corinthians], Luisão [Cruzeiro], Júlio Santos [São Paulo] e Fabinho [Paraná Clube] (Adriano II) [Grêmio]; Fernando [Grêmio], Júlio Baptista [São Paulo], (Nenê II) [Palmeiras], Kaká [São Paulo] e Léo Lima [Vasco]; Robert II [São Caetano] (Andrezinho) [Flamengo] e Marcinho [Corinthians] (Souza) [Vasco].
Técnico: Ricardo Gomes.

Egito: Mohamed Sobhi; Mohamed Abdullah (Ahmed Samir), Hossam Ghali (Adel Moustafa), Mohamed Mahrous El-Etrawi, Mahmoud Mahmoud; Ahmed Abou Mesallem, Gamal Hamza (Ahmed Kamal), Mohamed Shawki, Mohamed Abdel Wahed (Mahmoud Fathallah); Reda Shehata, Mohamed Mohsen Abougreisha (Wael Reyadh).
Técnico: Não disponível.

Por Raoni David

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Ricardo Gomes places his bets and Olympic squad ties with Egypt

In the week South Americans countries begin the search for a place in the London Olympics let’s remember the road to Athens, another big failure in the Brazilian attempt to win the gold medal. The Qatar International Tournament was the first step to get to Greece.

On January 20th 2003, the former center back Ricardo Gomes started his third game at the bench of the team. After a good spell in charge of French club Paris Saint Germain and Juventude in Brazil, the former captain received a chance to get the national team to the Olympics. However his tenure was another failure as the Brazilians never made to Athens.

Some of the players that Ricardo Gomes called up to the national squad never made a big impact. From the 16 that entered the pitch against Egypt only Kaká and the defender Luisão made to the 2006 World Cup in Germany. However the São Paulo midfielder wasn’t a surprise anymore, being part of the 2002 Brazilian squad.

Right back Maicon and midfielder Júlio Baptista go to be regulars in the national team later on. Fernando Menegazzo also got some chances but was heavily criticized by the press and never felt at home in yellow.

Some of the wrong bets of Ricardo Gomes were goalie Rubinho and right back Ângelo, both from Corinthians. Center backs Júlio Santos and Adriano as long as left back Fabinho also failed to impress.

Among the famous names of the team was forward Nenê, making headlines in Paris Saint Germain after spells at Palmeiras and Santos. Midfielder Léo Lima, former Palmeiras forward Robert, Internacional midfielder Andrezinho, Marcinho that is now on Botafogo of Ribeirão Preto, and forward Souza, top scorer of the national Championship in 2006.

Egypt managed to score at the beggining and the Brazilians had to work hard to tie the match. Only near the 70th minute forward Nenê, in his best form in Brazil, scored the equalizer that gave final numbers to the match.

Brazil 1×1 Egipt
Date: Janeiro 20TH, 2003
Competition: Qatar International Tournament
Place: Al-Etehad Sport Stadium, Doha, Qatar.
Attendance: Unknwon
Referee: Carlo Bertolini (Switzerland)
Goals: Mohamed Abdel Wahed 5’ and Nenê 69’.

Brazil: Rubinho [Corinthians]; Maicon I [Cruzeiro], (Ângelo) [Corinthians], Luisão [Cruzeiro], Júlio Santos [São Paulo] and Fabinho [Paraná Clube] (Adriano II) [Grêmio]; Fernando [Grêmio], Júlio Baptista [São Paulo], (Nenê II) [Palmeiras], Kaká [São Paulo] and Léo Lima [Vasco]; Robert II [São Caetano] (Andrezinho) [Flamengo] and Marcinho [Corinthians] (Souza) [Vasco].
Coach: Ricardo Gomes.

Egipt: Mohamed Sobhi; Mohamed Abdullah (Ahmed Samir), Hossam Ghali (Adel Moustafa), Mohamed Mahrous El-Etrawi, Mahmoud Mahmoud; Ahmed Abou Mesallem, Gamal Hamza (Ahmed Kamal), Mohamed Shawki, Mohamed Abdel Wahed (Mahmoud Fathallah); Reda Shehata, Mohamed Mohsen Abougreisha (Wael Reyadh).
Coach: Not available.

Tradução de Fabricio Presilli

Oito santistas representam a seleção que derrota a Alemanha

Pouco menos de um ano depois de conquistar o bicampeonato mundial na Copa do Mundo no Chile e antes de o Santos fazer o mesmo, a Seleção Brasileira, sob o comando de Aymoré Moreira, enfrentou no dia cinco de maio a Alemanha Ocidental, em Hamburgo e venceu por 2 a 1, com gols dos santistas Coutinho e Pelé.

Gols de santistas nestes jogos, aliás, era o mais óbvio de se acontecer. O treinador brasileiro convocou neste dia nada mais nada menos que oito jogadores que vinha da Vila Belmiro. Muitos deles, como o goleiro Gilmar, o volante e capitão Zito, Pelé e Pepe, eram bicampeões com a seleção. Mengálvio e Coutinho estavam no time de 1962, Lima ainda não havia ido à uma Copa, o que faria três anos depois, e Dorval jamais teve a oportunidade.

De todo modo é impressionante a quantidade de jogadores de uma única equipe, sem que houvesse qualquer coisa combinada, ou seja, Aymoré Moreira simplesmente convocou para a partida na Alemanha, o que achou que fosse melhor no momento.

E o melhor, para aquele dia, estava mesmo em São Paulo. Além de Gilmar no gol, e Lima na lateral, a defesa era formada por outros dois paulistas: Eduardo, do Corinthians e Roberto Dias, do São Paulo no miolo. Na lateral-esquerda o único fora do estado: Rildo, do Botafogo, o outro grande time da época.

Na linha de frente, claro, os santistas. Zito ainda fazendo parte mais da defesa que do ataque. E o famoso melhor ataque de todos os tempos: Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.

Dos outros brasileiros, os não-santistas, apenas o lateral-esquerdo Rildo, disputaria uma Copa do Mundo, a de 1966, com a camisa 9, mas na época, sem jogar no Botafogo, e sim, no Santos. Eduardo e Roberto Dias, a dupla de zaga neste dia, jamais foram a um mundial.

Campeã nove anos antes e onze anos depois, a Alemanha vivia exatamente um momento de entre safra no seu futebol. Tanto que neste time, não havia nenhum campeão mundial. Isso não quer dizer que fosse um time fraco, pois já começava a ser montado o time que disputaria a final da Copa do Mundo de 1966 contra a Inglaterra. Schnelinger, Schulz e Seeler, perderam para o Brasil, e a final do mundial, mais tarde.

O primeiro tempo terminou com os donos da casa em vantagem, já que Jurgen Werner abriu o marcador aos 32 minutos. Entrosada, a dupla de ataque santista funcionou na segunda etapa. Aos 14 minutos, o menos badalado da dupla, Coutinho empatou a partida. E aos 27, o Rei Pelé deixou a sua marca para derrotar o futuro vice-campeão mundial da Copa em que o Brasil passaria um dos maiores vexames da história.

Ficha técnica: Alemanha Ocidental 1 x 2 Brasil

Alemanha Ocidental: Fahrian, Novak, Schnelinger, Wildenx – Schulz, Werner – Heiss, Schuetz, Seeler, Konietzka (Strehl), Doerfeu.
Técnico: Josef “Sepp” Herberger.

Brasil: Gilmar I [Santos]; Lima [Santos], Eduardo I [Corinthians], Roberto Dias [São Paulo] e Rildo [Botafogo]; Zito [Santos] e Mengálvio [Santos]; Dorval [Santos], Coutinho [Santos], Pelé [Santos] e Pepe [Santos].
Técnico: Aymoré Moreira.

Data: 5 de maio de 1963.
Competição: Amistoso.
Local: Volksparkstadion, em Hamburgo, na Alemanha.
Público: 76.400 pagantes.
Árbitro: Dientz Gottfried (Suíça).
Gols: Werner aos 32′ do 1ºT; Coutinho aos 14 e Pelé aos 27′ do 2ºT.

Por Raoni David
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Brazil defeats West Germany in 1963

A year after winning its second consecutive world title in Chile, and just before Santos FC second title, the national team, under coach Aymoré Moreira, faced off West Germany in Hamburg, winning 2 to 1 with goals from Santos stellar duo Coutinho and Pelé. Santos formed the backbone of the Seleção back then, with eigth players in the initial roster, from world champions Gilmar, Zito, Pepe and Pelé to Lima and Dorval.

Besides the Santos crowd the team had Eduardo from Corinthians and Roberto Dias from São Paulo in the back and Rildo, that played in Botafogo, at the left tackle.

The germans wee in between two great eras, however that team proved to be really good with a runner-up spot in 1966 in England.
Werner opened the score at the first half, but the Santoduo tied in the second hald, giving Brazil a win on the road.

West Germany 1 x 2 Brazil

West Germany: Fahrian, Novak, Schnelinger, Wildenx – Schulz, Werner – Heiss, Schuetz, Seeler, Konietzka (Strehl), Doerfeu.
Coach: Josef “Sepp” Herberger.

Brazil: Gilmar I [Santos]; Lima [Santos], Eduardo I [Corinthians], Roberto Dias [São Paulo] and Rildo [Botafogo]; Zito [Santos] and Mengálvio [Santos]; Dorval [Santos], Coutinho [Santos], Pelé [Santos] and Pepe [Santos].
Coach: Aymoré Moreira.

Date: May 5th, 1963.
Competition: Friendly
Place: Volksparkstadion, Hamburg, West Germany.
Attendance: 76.400
Referee: Dientz Gottfried (Switzerland).
Goals: Werner 32′; Coutinho 59′ and Pelé 72′.

Tradução de Fabricio Presilli

Promessa flamenguista marca duas vezes, e Brasil vence a Bolívia

A Copa Odesur valia vaga para o Pan-Americano de 1987, disputado em Indianápolis, nos EUA, e que ficaria marcado pela épica vitória da Seleção Brasileira de basquete sobre a americana. Mas no futebol, o Brasil precisava se classificar para a disputa e entre tantos jogos, um deles aconteceu no dia 1º de dezembro de 1986.

O adversário era a Bolívia, que fora da altitude é sempre das equipes mais fracas que existem no futebol e o técnico brasileiro era Jair Pereira, que havia se destacado no comando do Paysandu, três anos antes, recebendo o convite para comandar equipes de base da seleção, inclusive a olímpica.

Para garantir a vaga no Pan, Jair apostou na experiência de Rafael Camarotta no gol, campeão brasileiro com o Coritiba no ano anterior. Na defesa, Polaco, zagueiro e lateral que jogava no América carioca e mais tarde foi para o Fluminense; Everaldo, zagueiro do Avaí; o zagueiro Henrique, então no Grêmio e que na década de 90 faria história com a camisa do Corinthians; e Dida, lateral-esquerdo do Coritiba e que ainda jogaria por Palmeiras e Corinthians.

No meio de campo, Dunga, então jogador do Santos já fazia parte do selecionado nacional; Renê, jogador do Fluminense e que mais tarde ganhou o sobrenome Weber quando treinador; e a promessa de substituto de Zico, Gilmar Popoca, que já havia disputado as Olimpíadas de 84, em Los Angeles.

No ataque, Marlon, revelado pelo Marília mas que vestia a camisa do Santa Cruz era o ponta-direita; Wallace, de apenas 18 anos, era o centro avante; e Paulinho Carioca era o ponta-esquerda.

Se com a camisa do Flamengo o jovem Wallace marcou apenas três vezes, em 25 jogos, nesta partida o atacante estava motivado. Logo aos 14 minutos abriu o placar. Ainda na primeira etapa, aos 39, o lateral Dida ampliou. Quando o jogo já caminhava para o final, aos 33 do segundo tempo, Wallace marcou novamente e fechou o placar: 3 a 0.

Ficha técnica: Brasil 3 x 0 Bolívia

Brasil: Rafael [Coritiba]; Polaco [América-RJ], Everaldo [Avaí], Henrique [Grêmio] e Dida [Coritiba]; Dunga [Santos], Renê [Fluminense] e Gilmar Popoca [Flamengo] (Édson) [Botafogo]; Marlon [Santa Cruz], Wallace [Flamengo] e Paulinho Carioca [Fluminense]
Técnico: Jair Pereira.

Bolívia: Terraza; Romer Rocca, Villegas, Rodriguez e Zveizaga; Valdimir Soria, Fernando Salinas e Ramiro Castillo; Juan Padilla Galarza (Ortega), Victor Hugo e Álvaro Peña.

Data: 1º de dezembro de 1986
Competição: Copa Odesur
Local: Estádio Nacional, em Santiago, no Chile.
Árbitro: L. La Rosa (Uruguai)

Por Raoni David
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Flamengo forward score twice en route to the Pan Am Games

In 1986 a Copa Odesur win secured a place for the nation to play in the Pan American Games of Indianapolis at the following year. Teying to get a spot Brazil had to face Bolivia in the beginning of December that year.

Bolivia is known for not being a great team when playing far away from their home soil. Coach Jair Pereira had a great season in 1983 with Paysandu and was invited to manage the Brazilians youth squads, including the Olympic one.

Some players from that team already had been successful in Brazil, like goalkeeper Rafael Camarotta, Brazilian Champions with Coritiba in 1983. Other notables are back Henrique, that is in Corinthians’ history books and lefty Dida, that played for Palmeiras and Corinthians in São Paulo.

Midfielder Dunga, playing for Santos back then, already was in the Seleção. Rene gained the surname Weber when he turned a coach some years ago, and Zico’s replacement in Flamengo, Gilmar Popoca, also played in that match.

The forwards were Marlon, Paulinho Carioca and Wallace, the scorer of the day. The 18 years old from Flamengo scored the first when the clock hited 14 minutes in the first half, Dida doubled before the end of the first half and Wallace sealed the win at the end.

Brazil 3 x 0 Bolivia

Brazil: Rafael [Coritiba]; Polaco [América-RJ], Everaldo [Avaí], Henrique [Grêmio] and Dida [Coritiba]; Dunga [Santos], Renê [Fluminense] and Gilmar Popoca [Flamengo] (Édson) [Botafogo]; Marlon [Santa Cruz], Wallace [Flamengo] and Paulinho Carioca [Fluminense]
Coach: Jair Pereira.

Bolivia: Terraza; Romer Rocca, Villegas, Rodriguez and Zveizaga; Valdimir Soria, Fernando Salinas and Ramiro Castillo; Juan Padilla Galarza (Ortega), Victor Hugo and Álvaro Peña.

Date: 1st December 1986
Competition: Copa Odesur
Place: Nacional Stadium, Santiago, Chile.
Referee: L. La Rosa

Tradução de Fabricio Presilli

Em partida emocionante, Ronaldo salva o Brasil de vexame em casa

Era só o começo das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006, mas o Uruguai parecia querer garantir a vaga já na quarta rodada. Tanto é, que no dia 19 de novembro a Celeste Olímpica enfrentaria o Brasil em Curitiba e o treinador Juan Carrasco escalou três atacantes, com Hornos, Zalayeta e Forlan. E ainda tinha o meia-armador Liguera no meio de campo.

O Brasil de Carlos Alberto Parreira já tinha boa parte do time que iria para a Alemanha três anos depois, e entrava em campo com muito mais cautela, e também mais qualidade. O ataque era formado por Rivaldo e Ronaldo, o novato Kaká vinha de trás, apoiado ainda por Zé Roberto.

No duelo do desespero (desmedido) uruguaio e do equilíbrio tático brasileiro, os visitantes começaram melhores, marcando a saída de bola brasileira e assustando. Ao mesmo tempo, dava espaço para os contra ataques, e aí morava um grande perigo. Após a pressão inicial uruguaia, o Brasil passou a atacar mais e abriu o placar aos 20 minutos, com Kaká, de joelho.
Oito minutos mais tarde, Zé Roberto deu belo passe, e Ronaldo marcou um gol histórico: o seu 50º com a camisa da Seleção Brasileira.

Ainda no primeiro tempo, o Brasil perdeu oportunidades de golear o corajoso Uruguai que estava dominado, certo? Errado. Logo aos 11 minutos do segundo tempo Forlan diminuiu e recolocou a Celeste no jogo. O gol de empate ainda demorou para sair, mas veio aos 30, de novo com Forlan. Para piorar a situação, dois minutos mais tarde o volante Gilberto Silva desviou uma cobrança de falta contra o próprio patrimônio: 3 a 2 Uruguai.

Agora era o poder de reação do Brasil que estava em xeque, e o pior, o time de Parreira tinha poucos minutos para evitar a primeira derrota em solo brasileiro na disputa das Eliminatórias. Além disso, a última vez que o Brasil perdera uma partida oficial em casa foi em 1975, para o Peru.

Agora o desesperado Parreira lançou mão de Luis Fabiano e Juninho Pernambucano, mas quem decidiu mesmo foi Ronaldo, que aos 41 minutos recebeu e bateu cruzado, vencendo o goleiro Múnua e decretando emocionante empate por 3 a 3. No final das eliminatórias o desespero uruguaio se justificou, já que a equipe deixou de ir para mais uma Copa.

O Brasil, é claro, foi. E dos 14 jogadores que entraram em campo neste dia, apenas seis não estiveram lá: o zagueiro Roque Júnior, o lateral-esquerdo Júnior, o volante Renato, o meia Alex e os atacantes Luís Fabiano e Rivaldo.

Ficha técnica: Brasil 3 x 3 Uruguai

Brasil
Dida; Cafu, Lúcio, Roque Júnior e Júnior; Gilberto Silva, Renato (Juninho Pernambucano), Zé Roberto e Kaká (Alex); Rivaldo e Ronaldo.
Técnico: Carlos Alberto Parreira

Uruguai
Múnua; Romero (Recoba), Bizera, Lopez e Lago; Sosa, Abeijón e Liguera; Hornos, Zalayeta e Forlan.
Técnico: Juan Ramon Carrasco

Data: 19 de novembro de 2003
Local: estádio Pinheirão, em Curitiba
Competição: Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006
Árbitro: Horácio Elizondo

Por Raoni David
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Ronaldo saves Brazil in a thriller

Back in 2003 the national teams of South America were starting the race to the 2006 World Cup in Germany. Uruguay saw a chance to beat Brazil in Curitiba and the coach Juan Carrasco chose three forwards for the match, Hornos, Zalayeta and Forlan, and Liguera coming from behind.

Coach Carlos Alberto Parreira already had almost the entire team that went to Germany three years later, Rivaldo and Ronaldo were in the front, backed up by a young Kaká and Zé Roberto in the midfield.

The Uruguayans were attacking hard at the begginig of the game, leaving Brazil with dangerous counter attacks, after the initial minutes Brazil managed to get in front with a goal from Kaká. Before the end of the first half Ronaldo doubled it, scoring his 50º goal for the Seleção.

Uruguay came back in the second hald scoring rigth away with Forlan, he tied with 15 minutes to go from regulation, and Gilberto Silva scored an own goal two minutes later, giving to Urguay the lead.

A desperate Parreira flooded his team with forwards for the last minutes, but Ronaldo, always him, tied the match again and gave final numbers to the game.

Uruguay could not get a spot in the 2006 World Cup, despite of the good team they had back then. Brazil went to Germany with 14 players that were in Curitiba in 2003, missing only Roque Júnior, lefty Júnior, defensive midfielder Renato, playmaker Alex and forwards Luís Fabiano and Rivaldo.

Brazil 3 x 3 Uruguay

Brazil
Dida; Cafu, Lúcio, Roque Júnior and Júnior; Gilberto Silva, Renato (Juninho Pernambucano), Zé Roberto and Kaká (Alex); Rivaldo and Ronaldo.
Coach: Carlos Alberto Parreira

Uruguay
Múnua; Romero (Recoba), Bizera, Lopez and Lago; Sosa, Abeijón and Liguera; Hornos, Zalayeta and Forlan.
Coach: Juan Ramon Carrasco

Date: 19th November 2003
Place: Pinheirão Stadium, Curitiba
Competition: Qualifiers to the 2006 World Cup
Referee: Horácio Elizondo

Tradução de Fabricio Presilli

Luxemburgo iniciava reformulação, mas história mostra que não teve sucesso

Após a humilhante derrota por 3 a 0 para a França na final da Copa do Mundo, o Brasil fez apenas três jogos no ano de 98, com duas vitórias, e um empate. Tudo isso já sob o comando de Vanderlei (ou seria Wanderley?) Luxemburgo e contra seleções de certo nível, como Iugoslávia, Equador e Rússia. E o índice de gols marcados foi muito bom: 11, em três jogos.

Contra a Iugoslávia, empate por 1 a 1, em setembro. No mês seguinte, goleada por 5 a 1 sobre o Equador. E no dia 18 de novembro de 1998, nova goleada, também por 5 a 1, mas agora sobre a Rússia.

Luxemburgo, também pela pressão popular que havia, apostava em uma renovação do grupo que havia perdido a Copa da França. Dos 16 jogadores que estiveram em campo nesta partida, por exemplo, apenas Cafu, Rivaldo e Denílson estiveram com Zagallo na ‘conquista’ do vice-campeonato.

Porém, parece que as apostas de Luxemburgo neste momento, não foram lá muito boas. Isso porque além dos três que já estiveram na Copa de 98, apenas Rogério Ceni e Vampeta também estavam na próxima Copa, a de 2002, vencida por Felipão, e não por Luxemburgo, que dava início à caminhada. E nem titulares foram. Ceni era apenas o terceiro goleiro, e o melhor lance de Vampeta fora as cambalhotas no Planalto.

Apesar disso tudo, algumas das apostas de Luxa que não deram tão certo, mostraram bom trabalho neste amistoso. Especialmente o ótimo atacante Amoroso, que balançou a rede duas vezes. Élber, que havia marcado três gols contra o Equador no mês anterior, fez outro, assim como o volante Marcos Assunção. O já consagrado, Rivaldo marcou também. Kournokov fez o gol de honra dos russos.

Algumas destas apostas foram o goleiro Émerson, então no Atlético Mineiro, mas que pelo Bahia em 2000 seria eleito pela revista Placar o melhor do Campeonato Brasileiro; o próprio Marcos Assunção; o experiente zagueiro Antônio Carlos e o jovem César, da Portuguesa e que ficou famoso pelo erro do juiz argentino, Castrilli, na semifinal do Paulistão deste mesmo ano; Serginho, ótimo lateral esquerdo do São Paulo, mas que não se firmou na seleção.

No entanto, talvez a sua maior surpresa tenha sido a convocação do meia-atacante Jackson, do Sport Recife. E o fato de ser uma grande surpresa, não quer dizer que não merecesse. O time pernambucano fazia ótima campanha no Campeonato Brasileiro, tendo sido eliminado pelo Santos somente nas quartas-de-final, depois de três jogos bastante complicados, e o baixinho rápido meia direita, era um dos destaques do time.

Outro nome ainda não consagrado, e que não daria certo na Seleção era o do atacante Christian, ainda no Internacional. No Beira Rio era conhecido como Jesus Christian, tamanha devoção da torcida colorada. Além dele, Élber, recebia suas primeiras chances, mas por seu desempenho no futebol alemão não causou surpresa.

Narciso, do Santos, agora como volante, recebia nova chance, já que como zagueiro fora convocado algumas vezes por Zagallo, especialmente para jogar na seleção olímpica. Outro do qual o ‘velho lobo’ gostava e que jogou neste dia era o volante Flávio Conceição.

Ficha técnica: Brasil 5 x 1 Rússia

Brasil
Rogério Ceni [São Paulo] (Émerson) [Atlético Mineiro]; Cafu [Roma-ITA] (Marcos Assunção) [Flamengo], Antônio Carlos [Roma-ITA], César III [Portuguesa] e Serginho [São Paulo]; Vampeta [Corinthians] (Narciso) [Santos], Flávio Conceição [La Coruña-ESP], Rivaldo [Barcelona-ESP] e Denílson [Bétis-ESP] (Jackson) [Sport]; Amoroso [Udinese-ITA] e Élber [Bayern de Munique-ALE] (Christian) [Internacional]
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Rússia
Novossadov (Tchitchkin); Mamedov, Igonin, Varlamov e Solomatin (Kournokov); Igonin, Smertin (Kondrashov), Semak e Fillipenkov (Coulatov); Kormitsev (Bakharev) e Yessipov (Panov)

Data: 18 de novembro de 1998
Local: Estádio Castelão, em Fortaleza
Competição: Amistoso
Árbitro: Gustavo Mendez

Por Raoni David
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Luxemburgo starts fresh, and finished not being missed

After the defeat to the French in the 1998 World Cup final, Brazil had three more games in 1998, with two wins and a tie. Under new coach Vanderlei Luxemburgo Brazil played good teams, Yugoslavia, Ecuador and Russia, and scored 11 goals in three matches,

A tie against Yugoslavians in September, a win against Ecuador in October and another blowout against Russians on November 18th that year.

Luxemburgo brougth some new faces to the team, only Cafu, Rivaldo and Denílson were in the World Cup some months earlier. However most of the players Luxemburgo called off didn’t stayed on the goup until 2002, only Rogério Ceni and Vampeta went to Asia with Scolari.

Some players had a good game agains Russia, Amoroso scored two goals, Élber made another one and the defensive midfielder Marcos Assunção another. Rivaldo and Kournokov settled the scoreboard.

Some bets that never returned were the goalie Émerson, chosen the best keeper of the 2000 Natrional Championship, the backs Antônio Carlos and César, the great lefty Serginho, that played for several years in Milan.

However the biggest surprise was the midfielder Jackson, that played for Sport, he was in an excelent form that year, helping his lub reach the top eight in the Campeonato Brasileiro. Luxemburgo also tested the strikers Chistian and Élber, that had an enourmous success in Germany. Narciso and Flávio conceição were another bets that flunked.

Brazil 5 x 1 Russia

Brazil
Rogério Ceni [São Paulo] (Émerson) [Atlético Mineiro]; Cafu [Roma] (Marcos Assunção) [Flamengo], Antônio Carlos [Roma], César III [Portuguesa] and Serginho [São Paulo]; Vampeta [Corinthians] (Narciso) [Santos], Flávio Conceição [La Coruña], Rivaldo [Barcelona] and Denílson [Bétis] (Jackson) [Sport]; Amoroso [Udinese] and Élber [Bayern de Munique] (Christian) [Internacional]
Coach: Vanderlei Luxemburgo

Russia
Novossadov (Tchitchkin); Mamedov, Igonin, Varlamov and Solomatin (Kournokov); Igonin, Smertin (Kondrashov), Semak and Fillipenkov (Coulatov); Kormitsev (Bakharev) and Yessipov (Panov)

Date: 18th November 1998
Place: Castelão Stadium, Fortaleza
Competition: Friendly
Referee: Gustavo Mendez

Tradução de Fabricio Presilli