É aniversário do Rei! Conheças suas maiores vítimas

Em 23 de outubro de 1940 nascia na cidade de Três Corações, no estado de Minas Gerais simplesmente aquele que mais tarde ficaria conhecido com o Rei do futebol: Pelé! Seus números na seleção brasileira são fantásticos: onze títulos, três deles em Copas do Mundo e uma média de 0,83 gols por jogo. Com os 95 gols que marcou em 114 jogos, é o maior artilheiro da história da Seleção Brasileira.

Uma curiosidade, porém, é com relação às principais vítimas do Rei em seus 14 anos com a camisa amarela. E ao fazer um rápido levantamento sobre isso, fica fácil entender a bronca dos argentinos. Pelé começou a sua trajetória de sucesso contra eles, marcando seu primeiro e segundo gol, em jogos diferentes. Ao todo, as redes argentinas foram balançadas em oito oportunidades.

Mesmo assim, nossos ‘hermanos’ não são as maiores vítimas do Rei, e sim o segundo país que mais vezes sofreu gols, ao lado do Chile. O dono desta façanha é o Paraguai que viu Pelé marcar dez gols em suas metas. Ainda no continente, a Venezuela tomou quatro, o Peru três, e Bolívia e Colômbia, um cada. Curiosamente Pelé jamais marcou contra o Uruguai. Contra a celeste olímpica num mesmo jogo da Copa do Mundo do México, em 1970, o Rei quase fez dois gols antológicos!

Entre os europeus, a seleção que mais buscou bolas chutadas por Pelé no fundo da rede foi a francesa. Seis vezes isso aconteceu. Porém, os suecos superam essa marca se considerados além da seleção, os clubes. Só o Malmöe levou quatro gols. Somados aos dois do A.I.K e aos três da seleção, temos nove. É ainda curioso o fato de Pelé ter marcado apenas um gol contra a Itália, justamente o que abriu caminho para a vitória da Seleção na final em 70. Bem como ante a Romênia, quando os únicos dois gols que marcou contribuíram para a vitória por 3 a 2, na mesma Copa.

Apenas quatro destes 95 gols foram sobre seleções africanas. O Egito sofreu três gols e a Argélia um. Os asiáticos, por exemplo, não tiveram a honra de ver Pelé balançar-lhes as redes. Foram 37 gols contra seleções da América e 36 em européias. Outros 13 gols foram marcados contra clubes e cinco contra combinados e seleções estaduais.

Entre os clubes que já sofreram gols de Pelé com a camisa da seleção, dois são brasileiros, e bastante tradicionais: Atlético Mineiro e Bahia tomaram um gol cada. Os espanhóis do Atlético de Madrid sofreram três gols, enquanto que os italianos da Internazionale, dois.

1º gol: Argentina: Copa Roca, 07/07/57, derrota por 2 a 1
10º gol: Suécia: Copa do Mundo (final), 29/06/58, vitória por 5 a 2
20º gol: Chile: Taça Bernardo O’Higgins, 17/09/59, vitória por 7 a 0
30º gol: Argentina: Taça do Atlântico, 12/07/1960, vitória por 5 a 1
40º gol: Argentina: Copa Roca, 16/04/1963, vitória por 5 a 2
50º gol: Bélgica: Amistoso, 02/06/65, vitória por 5 a 0
60º gol: Tchecoslováquia: Amistoso, 15/06/66, empate por 2 a 2
70º gol: Paraguai: Taça Oswaldo Cruz, 25/07/68, vitória por 4 a 0
80º gol: Venezuela: Eliminatórias para a Copa, 24/08/69, vitória por 6 a 0
90º gol: Tchecoslováquia: Copa do Mundo, 03/06/70, vitória por 4 a 1
95º gol: Áustria: Amistoso, 11/07/71, empate por 1 a 1

Por Raoni David
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It’s the King’s birthday! Get to know his most usual victims.

On a 23th of October back in 1940 Pelé was born in Três Corações, in the state of Minas Gerais. His numbers with the Brazilian national squad are absolutely amazing: eleven titles (three World Cups among them), a rate of 0,83 goals per game in yellow, a total of 95 goals in 114 matches, he still is the biggest scorer of the Seleção ever.

It’s easy to see why Argentinians hated so much to play against Brazil, Pelé scored a total of 8 goals versus Argentinian goalies. His first two goals were against ‘los hermanos’. However Pelé scored more goals in Paraguay, his favourite victim, a total of 10 goals.

Chile had eigth, Venezuela four, Peru three, Bolivia and Colombia one each. Interesting is to see that Uruguay never suffered a goal from Pelé, he missed twice in the same game in the 1970 World Cup, both shots are still in our memory.

Among the europeans, France suffered six goals and Sweden three. However if you add up Swedish clubs the total number is 9, AIK took two and Malmoe another four goals. At that time was usual for national teams to play against clubs. Pelé scored just one time against Italy, in a World Cup final, and only two in Romania, also during the 1970 World Cup.

Just four of the grand total were against african squads, Egypt had three goals and Argelia one. Asians never had the honor of havig to get the ball in the net against Pelé. Breaking down he had 37 golas against teams from America, 36 versus europeans. Another 13 goals were scored against clubs or state teams.

Atlético Mineiro and Bahia suffered a goal each and Atletico Madrid had three wereas Internazionale suffered only two goals from Pelé.

1st goal: Argentina: Copa Roca, 07/07/57, defeat 2 to 1
10th goal: Sweden: World Cup (Final), 29/06/58, win 5 to 2
20th goal: Chile: Bernardo O’Higgins Trophy, 17/09/59, win 7 to 0
30th goal: Argentina: Atlântico Trophy, 12/07/1960, win 5 to 1
40th goal: Argentina: Copa Roca, 16/04/1963, win 5 to 2
50th goal: Belgium: Friendly, 02/06/65, win 5 to 0
60th goal: Czechoslovakia: Friendly, 15/06/66, tie 2 to 2
70th goal: Paraguay: Oswaldo Cruz Trophy, 25/07/68, win 4 to 0
80th goal: Venezuela: World Cup Qualifiers, 24/08/69, win 6 to 0
90th goal: Czechoslovakia: World Cup, 03/06/70, win 4 to 1
95th goal: Austria: Friendly, 11/07/71, tie 1 to 1

Tradução de Fabricio Presilli

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Em 64, Brasil dava início aos fracassos em Olimpíadas.

O Brasil nunca foi uma potência olímpica e o mesmo pode ser dito com relação ao futebol nos Jogos. Tanto que conquistou apenas quatro medalhas ao longo da história, e jamais uma de ouro. Em 16 de outubro de 1964, nos Jogos Olímpicos de Tóquio a seleção brasileira que já era bicampeã mundial, amargou a eliminação na primeira fase do torneio.

Após empatar com a extinta República Árabe Unida por 1 a 1 e vencer a Coréia do Sul por 4 a 0, bastava um empate com a Checoslováquia para o time comandado por Vicente Feola avançar na competição. Mas a partida terminou 1 a 0 para os Checos, e mesmo assim o Brasil só ficou fora no saldo de gols, devido à goleada do S.A.U. sobre a Coréia do Sul: 10 a 0.

Feola que comandara a primeira seleção brasileira campeã do Mundo, em 1958, teve em suas mãos, entre os jovens jogadores, alguns que deram certo e outros que nem tanto. Do time brasileiro que entrou em campo neste dia, quem mais mereceu destaque ao longo da carreira foi Roberto Miranda. Ídolo botafoguense, onde fez 154 gols em 352 jogos, integrou ainda a seleção brasileira em 1970, tricampeã no México.

Além dele, outro que mais tarde virou ídolo de um grande time brasileiro foi Zé Roberto. Revelado pelo São Paulo, o atacante ainda teve passagem pelo Corinthians, mas foi no Coritiba, com a conquista do Torneio do Povo de 1973, que escreveu seu nome. O zagueiro Valdez ainda quase fez 100 jogos com a camisa do Fluminense

Outros eram promessas, como o santista Eliseu, apontado como sucessor de Zito na Vila Belmiro, mas acabou se transferindo para o futebol belga, onde se tornou ídolo. Ou ainda, o atacante Caravetti, que fez 16 jogos com a camisa palmeirense e só marcou um gol. Os laterais Mura (direito) e Adevaldo (esquerdo) até que deram seus jeitinhos. Mura foi titular do Botafogo por algum tempo, e Adevaldo chegou a jogar no São Paulo, mas na época da construção do Morumbi.

Já o goleiro Hélio Dias de Botafogo e Atlético Mineiro, o zagueiro Zé Luiz, do Fluminense, o meio-campista Ivo Soares do Flamengo e o atacante Mattar, do Comercial de Ribeirão Preto, não conseguiram deixar grandes lembranças nos seus torcedores.

Bom, na sequência dos Jogos a algoz Checoslováquia ficou com a prata, ao perder a decisão ouro para a Hungria, por 2 a 1. O Brasil, comprovando sua fraqueza em Olimpíadas, só veio a conquistar uma medalha 20 anos mais tarde, quando ficou com a prata em Los Angeles.

Ficha técnica: Checoslováquia 1 x 0 Brasil

Checoslováquia
Anton Svajlen; Anton Urban, Vladimir Weiss, Zdenck Picman e Stefan Matlak; Karel Nepomucky, Jan Brumovsky e Jozef Vojta; Frantisek Valosek, Frantisek Knebort e Vojtech Masny

Brasil
Hélio Dias [Botafogo]; Mura [Botafogo], Zé Luiz II [Fluminense], Valdez [Fluminense] e Adevaldo [Botafogo]; Eliseu [Santos] e Ivo Soares [Flamengo]; Roberto Miranda [Botafogo], Zé Roberto [São Paulo], Mattar [Comercial-SP] e Caravetti [Palmeiras]
Técnico: Vicente Feola.

Data: 16 de outubro de 1964
Competição: Jogos Olímpicos de Tóquio
Local: Estádio Omiya, em Tóquio, no Japão
Árbitro: Asghar Techerani

Por Raoni David
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The Tokyo Olympics marked the first of a series Brazilian failures

Brazil was never considered to be an Olympic power, unfortunately the same can be said abaout the footbal matches Brazil ha splayed. The Seleção managed to win 4 medals so far in Olympic Games, never a gold one. On October 16th 1964, at the Tokyo Games the already two times World Champion faced an early elimination from the tournament.

After a tie with the United Arab Republic and a win over south Korea, Brazil could use a draw against the Czechs to advance to the next phase. But after the defeat by one goal Brazil was eliminated on goals difference, mainly because of the blowout imposed by U.A.R. over South Korea, 10 to 0.

Vicente Feola was the coach of Brazil’s first World cup title back in 1958, and in those Olympics he had some good players with him. Most notable was Roberto Miranda, a Botafogo idol that was still in the Seleção in the 1970 World Cup.

Others that had a good carrer were Zé Roberto, mainly at São Paulo, Corinthians and Coritiba and Valdez at Fluminense. Some players never fulfilled the expectations of the supporters. Like Eliseu, that played for Santos before becoming an important player in Belgium, or Caravetti, Mura and Adevaldo that had an unregular time at big clubs in Brazil.

After sen Brazil back home, Czechoslovakia went to the final match where they lost to Hungary. Brazil’s record in Olympics improved only in 1984, with a silver medal.

Czechoslovakia 1 x 0 Brazil

Czechoslovakia
Anton Svajlen; Anton Urban, Vladimir Weiss, Zdenck Picman and Stefan Matlak; Karel Nepomucky, Jan Brumovsky and Jozef Vojta; Frantisek Valosek, Frantisek Knebort and Vojtech Masny

Brazil
Hélio Dias [Botafogo]; Mura [Botafogo], Zé Luiz II [Fluminense], Valdez [Fluminense] and Adevaldo [Botafogo]; Eliseu [Santos] and Ivo Soares [Flamengo]; Roberto Miranda [Botafogo], Zé Roberto [São Paulo], Mattar [Comercial-SP] and Caravetti [Palmeiras]
Coach: Vicente Feola.

Date: 16th October 1964
Competition: Olympic Games
Place: Omiya Stadium, Tokyo, Japan
Referee: Asghar Techerani

Tradução de Fabricio Presilli

Dunga ainda engatinhava no comando, e a seleção vencia

Era apenas o quinto jogo de Dunga à frente da Seleção Brasileira. E a partida contra o Equador, no dia 10 de outubro de 2006, no estádio Rasunda, local da primeira conquista de Copa do Mundo pelo Brasil, seria a quarta de uma sequência de cinco vitórias. O treinador ficou os seis primeiros jogos sem derrota no comando da seleção.

E era também apenas o quinto jogo do Brasil após a perda da Copa do Mundo na Alemanha. Dos 14 jogadores que entraram em campo, apenas oito estiveram no grupo convocado por Carlos Alberto Parreira. Lúcio, Juan, Gilberto Silva, Kaká e Robinho, começaram como titulares e Ronaldinho Gaúcho, Mineiro e Fred entraram no decorrer da partida.

O goleiro Gomes, os laterais Maicon, Daniel Alves e Adriano, os meio-campistas Dudu Cearense e Elano e o atacante Rafael Sóbis, davam início à tentativa de renovação do treinador. Destes apenas Maicon, Daniel Alves e Elano mantiveram-se no time. Mais até que Ronaldinho Gaúcho, Mineiro e Fred, por exemplo.

Interessante notar que três anos depois, e poucos brasileiros permanecem nas mesmas equipes. Apenas Maicon e Adriano. Alguns, como Elano e Mineiro, por exemplo, já mudaram de time duas ou mais vezes. Outros, como Robinho, também trocou e já quis trocar de novo, e deve fazê-lo ao final desta temporada. Porém, ninguém fez pior troca que o Fred que perdeu a Copa do Mundo na África do Sul, e vai assistir, de perto (ou não, está sempre em BH), ao rebaixamento do Fluminense.

O time equatoriano de bobo já não tinha nada, e na Copa caiu somente nas oitavas de final, quando foi derrotado por 1 a 0 pela Inglaterra, num jogo duro. No time titular, apenas três mudanças. Na lateral esquerda saiu Reasco e entrou Ambrossi e no ataque saíram Carlos Tenório e Delgado para as entradas de Borja e Caicedo.

E a mudança do técnico Fernando Suarez, no ataque deu certo. Tanto que aos 22 minutos Félix Borja abriu o placar para os equatorianos. Já ao apagar das luzes do primeiro tempo, o atacante Fred, ainda no Lyon, empatou. Na metade do segundo tempo Kaká marcou o gol da vitória brasileira.

Ficha técnica: Brasil 2×1 Equador

Brasil
Gomes [PSV Eindhoven-HOL]; Maicon [Internazionale-ITA] (Daniel Alves) [Sevilla-ESP], Lúcio [Bayern Munique-ALE], Juan [Bayer Leverkusen-ALE], Adriano [Sevilla-ESP]; Dudu Cearense [CSKA Moscou-RUS] (Ronaldinho Gaúcho) [Barcelona-ESP], Gilberto Silva [Arsenal-ING], Elano [Shakhtar Donetsk-UCR] (Mineiro) [São Paulo] e Kaká [Milan-ITA]; Robinho [Real Madrid-ESP] e Fred [Lyon-FRA] (Rafael Sóbis) [Bétis-ESP].
Técnico: Dunga

Equador
Mora; de La Cruz, Hurtado, Espinoza e Ambrossi; Méndez (Urrutia), E. Tenório, Castillo e Valencia; Borja (Zura) e Caicedo (Saritama)
Técnico: Luis Fernando Suarez.

Data: 10 de outubro de 2006
Competição: Amistoso
Local: Estádio Rasunda, em Estocolmo, Suécia
Árbitro: Stefan Johannesson

Por Raoni David

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Dunga was still fresh at the bench, and the Seleção kept winning

It was Dunga’s fifth match on the bench of the Seleção. An this game against Ecuador, on October 10th 2006 at Rasunda Stadium, the place of the first Brazilian Wold Cup title back in 1958, would be the fourth on a sequence of five wins. Dunga would have a start of six undefeated games in the Seleção.

And that was also only the fifth match after Brazil’s loss to the French back in Germany. Of the 14 players that went to the field only eight were on the roster the year before. Lúcio, Juan, Gilberto Silva, Kaká and Robinho started the game and Ronaldinho Gaúcho, Mineiro and Fred entered during the match.

The goalkeeper Gomes, the backs Maicon, Daniel Alves and Adriano, the midfielders Dudu Cearense and Elano and the forward Rafael Sóbis were among Dunga’s attempt to bring new guys to the sqad. Among them only Maicon, Daniel Alves and Elano are still considered in the team, they are called off more often than Ronaldinho Gaúcho, Mineiro and Fred.

Interesting note that after three years and only a couple of players are playing on the same clubs as they were back in 2006. Maicon still in Internazionale and Adriano in Sevilla. Elano and Mineiro had two transfers in that span. Robinho made a change and he seems to regret so much as he intends to move away from Manchester next summer. However none of them made a worst move than Fred, leaving french power Lyon for virtually demoted Fluminense in Rio.

The Ecuatorians were a good squad, at the World Cup they managed to get to the second round, eliminated by the English Team in a really tough game. On the starting eleven just three changes. Left back Reasco gave his place to Ambrossi and the attack of the team was new with Borja and Caicedo replacing Carlos Tenório and Delgado.

And that change worked out well, so much that Félix Borja scored the first goal of the match at the 22 minutes in the game, Fred equalized at the end of the first half. Kaká scored the winning goal midway the second half.

Brazil 2×1 Ecuador

Brazil
Gomes [PSV Eindhoven]; Maicon [Internazionale] (Daniel Alves) [Sevilla], Lúcio [Bayern München], Juan [Bayer Leverkusen], Adriano [Sevilla]; Dudu Cearense [CSKA Moscow] (Ronaldinho Gaúcho) [Barcelona], Gilberto Silva [Arsenal], Elano [Shakhtar Donetsk] (Mineiro) [São Paulo] and Kaká [Milan]; Robinho [Real Madrid] and Fred [Lyon] (Rafael Sóbis) [Bétis].
Coach: Dunga

Ecuador
Mora; de La Cruz, Hurtado, Espinoza and Ambrossi; Méndez (Urrutia), E. Tenório, Castillo and Valencia; Borja (Zura) and Caicedo (Saritama)
Coach: Luis Fernando Suarez.

Date: 10th october 2006
Competition: Friendly
Place: Rasunda Stadium, Stockholm, Sweden
Referee: Stefan Johannesson

Tradução de Fabricio Presilli