Em 65, Corinthians representa a Seleção, mas é derrotado

Poucas equipes nacionais tiveram o privilégio de defender a Seleção Brasileira e um destes times foi o Sport Club Corinthians Paulista. Isso aconteceu em 16 de novembro de 1965, e o adversário eram os ingleses do Arsenal. Mas talvez, não tenham escolhido a melhor do time paulista para este jogo, já que o Brasil fora derrotado: 2 a 0.

A partida aconteceu em Londres, no lendário estádio Highbury e além da fase corintiana ser terrível (atravessava um jejum de títulos que já durava 11 anos e ainda tinha mais 12 por vir), a fase brasileira já não era tão boa. O País vivia uma transição de gerações e por isso, mais tarde, não se deu muito bem na Copa do Mundo, disputada justamente na Inglaterra, e vencida pelos donos da casa.

Porém, o Arsenal que enfrentou o Corinthians travestido de Seleção Brasileira pouco auxiliou nessa conquista no que se refere à cessão de jogadores para a sua seleção. Dos 22 ingleses que fizeram história, apenas um era do Arsenal, ou atuou nessa partida de 65, o atacante George Eastham, que também nem entrou em campo no mundial.

Para fazer a partida o Corinthians sofreu muito com a mudança climática. Dois dias antes, havia sido derrotado pelo Santos, por 4 a 2, jogando sob um sol de 30º. Saiu de São Paulo para jogar na Europa com a incrível temperatura de -3 graus abaixo de zero. Para piorar, a camisa azul da Seleção Brasileira tinha mangas curtas.

Mesmo assim, os relatos contam que o time comandado por Osvaldo Brandão e que contava com o jovem Rivellino, de 19 anos, além de Edson Cegonha, Dino Sani e Flávio, entre outros, suportou bem a partida no primeiro tempo, que terminou empatado sem gols. Na segunda etapa, porém, Sammels marcou duas vezes e decretou o resultado da partida.

Poucos meses antes, quem representou a seleção foi o Palmeiras, na inauguração do estádio do Mineirão. Time com notória qualidade à época, o clube paulista não deu chances para os uruguaios, ao vencer a seleção daquele País, por 3 a 0. Três anos mais tarde, foi a vez do Atlético Mineiro, já com a base do time que seria campeão brasileiro em 1971, vencer a Iugoslávia, por 3 a 2.

Ficha técnica: Arsenal 2 x 0 Brasil

Arsenal
Burns (Fornell); Howe, Storey e Neil; Curt e McLintock; Skirton, Sammels, Baker, Eastham e Armstrong.
Técnico:Billy Wright.

Brasil
Marcial; Galhardo (Jair Marinho), Eduardo I e Clóvis; Edson Cegonha e Dino Sani; Rivellino, Marcos, Flávio, Ney e Geraldo (Gilson Porto).
Técnico: Osvaldo Brandão.

Data: 16 de novembro de 1965.
Local: estádio Highbury, em Londres, Inglaterra.
Competição: Amistoso.
Árbitro: H. Philips.

Por Raoni David
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When a club represented Brazil

Not many clubs had the chance to play with the Seleção colours, one of those cases was Sport Club Corinthians Paulista in 1965. The adversary on a 16th of November that year were The Gunners, playing in London, at the legendary Highbury Stadium.

The Brazilian team, and Corithians, were not in the best years, altougth Brazil won a second title in 1962, it was time to rebuild the team and they never got to the 1966 World Cup with real chances. Corinthians was in a drougth that lasted until 1977 without titles. Arsenal was not a big team back then, just giving striker Eastham to the English Team that won in 1966.

Corinthians had a problem with the weather uppon arriving in England, they left a sunny 30º São Paulo to arrive in London with -3º, and they had to play in short sleeves, as that was the only option available.

With all those dificulties the Brazilians managed to tie the forst half. Rivellino was a young promess of the club, Edson Cegonha, Dino Sani and Flavio were other notables. At the second half however Sammels scored twice to seal the home owners win.

A few months back Palmeiras had the chance to play in Brazilian clothes, They had a great team and defeated Uruguay with three goals. In 1971 Atlético Mineiro won Yugoslavians by 3 to 2.

Arsenal 2 x 0 Brazil

Arsenal
Burns (Fornell); Howe, Storey and Neil; Curt and McLintock; Skirton, Sammels, Baker, Eastham and Armstrong.
Coach: Billy Wright.

Brazil
Marcial; Galhardo (Jair Marinho), Eduardo I and Clóvis; Edson Cegonha and Dino Sani; Rivellino, Marcos, Flávio, Ney and Geraldo (Gilson Porto).
Coach: Osvaldo Brandão.

Date: 16th November 1965
Place: Highbury Stadium, London
Competition: Friendly
Referee: H. Philips.

Tradução de Fabricio Presilli

É aniversário do Rei! Conheças suas maiores vítimas

Em 23 de outubro de 1940 nascia na cidade de Três Corações, no estado de Minas Gerais simplesmente aquele que mais tarde ficaria conhecido com o Rei do futebol: Pelé! Seus números na seleção brasileira são fantásticos: onze títulos, três deles em Copas do Mundo e uma média de 0,83 gols por jogo. Com os 95 gols que marcou em 114 jogos, é o maior artilheiro da história da Seleção Brasileira.

Uma curiosidade, porém, é com relação às principais vítimas do Rei em seus 14 anos com a camisa amarela. E ao fazer um rápido levantamento sobre isso, fica fácil entender a bronca dos argentinos. Pelé começou a sua trajetória de sucesso contra eles, marcando seu primeiro e segundo gol, em jogos diferentes. Ao todo, as redes argentinas foram balançadas em oito oportunidades.

Mesmo assim, nossos ‘hermanos’ não são as maiores vítimas do Rei, e sim o segundo país que mais vezes sofreu gols, ao lado do Chile. O dono desta façanha é o Paraguai que viu Pelé marcar dez gols em suas metas. Ainda no continente, a Venezuela tomou quatro, o Peru três, e Bolívia e Colômbia, um cada. Curiosamente Pelé jamais marcou contra o Uruguai. Contra a celeste olímpica num mesmo jogo da Copa do Mundo do México, em 1970, o Rei quase fez dois gols antológicos!

Entre os europeus, a seleção que mais buscou bolas chutadas por Pelé no fundo da rede foi a francesa. Seis vezes isso aconteceu. Porém, os suecos superam essa marca se considerados além da seleção, os clubes. Só o Malmöe levou quatro gols. Somados aos dois do A.I.K e aos três da seleção, temos nove. É ainda curioso o fato de Pelé ter marcado apenas um gol contra a Itália, justamente o que abriu caminho para a vitória da Seleção na final em 70. Bem como ante a Romênia, quando os únicos dois gols que marcou contribuíram para a vitória por 3 a 2, na mesma Copa.

Apenas quatro destes 95 gols foram sobre seleções africanas. O Egito sofreu três gols e a Argélia um. Os asiáticos, por exemplo, não tiveram a honra de ver Pelé balançar-lhes as redes. Foram 37 gols contra seleções da América e 36 em européias. Outros 13 gols foram marcados contra clubes e cinco contra combinados e seleções estaduais.

Entre os clubes que já sofreram gols de Pelé com a camisa da seleção, dois são brasileiros, e bastante tradicionais: Atlético Mineiro e Bahia tomaram um gol cada. Os espanhóis do Atlético de Madrid sofreram três gols, enquanto que os italianos da Internazionale, dois.

1º gol: Argentina: Copa Roca, 07/07/57, derrota por 2 a 1
10º gol: Suécia: Copa do Mundo (final), 29/06/58, vitória por 5 a 2
20º gol: Chile: Taça Bernardo O’Higgins, 17/09/59, vitória por 7 a 0
30º gol: Argentina: Taça do Atlântico, 12/07/1960, vitória por 5 a 1
40º gol: Argentina: Copa Roca, 16/04/1963, vitória por 5 a 2
50º gol: Bélgica: Amistoso, 02/06/65, vitória por 5 a 0
60º gol: Tchecoslováquia: Amistoso, 15/06/66, empate por 2 a 2
70º gol: Paraguai: Taça Oswaldo Cruz, 25/07/68, vitória por 4 a 0
80º gol: Venezuela: Eliminatórias para a Copa, 24/08/69, vitória por 6 a 0
90º gol: Tchecoslováquia: Copa do Mundo, 03/06/70, vitória por 4 a 1
95º gol: Áustria: Amistoso, 11/07/71, empate por 1 a 1

Por Raoni David
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It’s the King’s birthday! Get to know his most usual victims.

On a 23th of October back in 1940 Pelé was born in Três Corações, in the state of Minas Gerais. His numbers with the Brazilian national squad are absolutely amazing: eleven titles (three World Cups among them), a rate of 0,83 goals per game in yellow, a total of 95 goals in 114 matches, he still is the biggest scorer of the Seleção ever.

It’s easy to see why Argentinians hated so much to play against Brazil, Pelé scored a total of 8 goals versus Argentinian goalies. His first two goals were against ‘los hermanos’. However Pelé scored more goals in Paraguay, his favourite victim, a total of 10 goals.

Chile had eigth, Venezuela four, Peru three, Bolivia and Colombia one each. Interesting is to see that Uruguay never suffered a goal from Pelé, he missed twice in the same game in the 1970 World Cup, both shots are still in our memory.

Among the europeans, France suffered six goals and Sweden three. However if you add up Swedish clubs the total number is 9, AIK took two and Malmoe another four goals. At that time was usual for national teams to play against clubs. Pelé scored just one time against Italy, in a World Cup final, and only two in Romania, also during the 1970 World Cup.

Just four of the grand total were against african squads, Egypt had three goals and Argelia one. Asians never had the honor of havig to get the ball in the net against Pelé. Breaking down he had 37 golas against teams from America, 36 versus europeans. Another 13 goals were scored against clubs or state teams.

Atlético Mineiro and Bahia suffered a goal each and Atletico Madrid had three wereas Internazionale suffered only two goals from Pelé.

1st goal: Argentina: Copa Roca, 07/07/57, defeat 2 to 1
10th goal: Sweden: World Cup (Final), 29/06/58, win 5 to 2
20th goal: Chile: Bernardo O’Higgins Trophy, 17/09/59, win 7 to 0
30th goal: Argentina: Atlântico Trophy, 12/07/1960, win 5 to 1
40th goal: Argentina: Copa Roca, 16/04/1963, win 5 to 2
50th goal: Belgium: Friendly, 02/06/65, win 5 to 0
60th goal: Czechoslovakia: Friendly, 15/06/66, tie 2 to 2
70th goal: Paraguay: Oswaldo Cruz Trophy, 25/07/68, win 4 to 0
80th goal: Venezuela: World Cup Qualifiers, 24/08/69, win 6 to 0
90th goal: Czechoslovakia: World Cup, 03/06/70, win 4 to 1
95th goal: Austria: Friendly, 11/07/71, tie 1 to 1

Tradução de Fabricio Presilli