Na Bahia, Brasil deixa escapar título da Copa América de 83

O último título de expressão do Brasil havia sido a Copa do Mundo de 70, e já se passavam 13 anos deste feito. Desde então perdemos de uma Holanda irresistível a Copa de 74, para a ditadura argentina a de 78 e para o atacante Paolo Rossi a de 82. Mas os jejum em Copas era pequeno se comparado aos 40 anos sem vencer a Copa América.

Entre o título de 70, e a decisão da Copa América de 1983, em 04 de novembro, foram disputadas apenas duas edições do torneio continental, e o Brasil ficou em terceiro em 75 e 79. A última vez que esteve em uma decisão foi em 63, quando foi derrotado pela Argentina com um time que em nada lembrava o campeão do mundo, um ano antes.

Na Fonte Nova, sem nenhum jogador de times baianos, naquela sexta-feira, o Brasil tinha a chance de mudar essa história de fracassos, que inclusive marcou essa geração de jogadores exuberantes, de um futebol vistoso, mas que pouco conquistaram. Quanto a isso, a Copa de 82 é emblemática.

Após vencer em casa por 2 a 0 uma semana antes, a seleção uruguaia comandada em campo pelo craque Enzo Francescoli, precisava apenas de um empate para garantir o título. Ao Brasil, cabia uma vitória no tempo normal e outra na prorrogação.

E por alguns instantes o time comandado por Carlos Alberto Parreira deu pinta de que faria a festa do povo baiano com a conquista. O rápido meia Jorginho Putinatti abriu o placar logo aos 23 minutos. O atleta revelado pelo Marília e que atuava pelo Palmeiras à época, marcou apenas dois gols em seus 17 jogos com a camisa da seleção. Um deles poderia entrar para a história…

Mas não entrou. Na verdade passou despercebido diante do empate uruguaio. Já na parte final do jogo, aos 30 minutos do segundo tempo o atacante Carlos Aguilera, revelado pelo River Plate de Montevidéu, mas que já atuava pelo grande Nacional, marcou o gol do título.

O Brasil ainda passaria em branco por mais uma Copa América, quando em 87 foi simplesmente humilhado pela seleção chilena na Argentina numa derrota por 4 a 0. Dois anos mais tarde, porém, o jejum findaria. Mas estes são assuntos para outros posts…

Ficha técnica: Brasil 1 x 1 Uruguai

Brasil
Leão [Corinthians]; Paulo Roberto [Grêmio], Márcio Rossini [Santos], Mozer [Flamengo] e Júnior I [Flamengo]; China [Grêmio], Jorginho II [Palmeiras], Sócrates [Corinthians] e Tita [Flamengo] (Renato Gaúcho) [Grêmio]; Roberto Dinamite [Vasco] (Careca I) [São Paulo]
Éder Aleixo [Atlético-MG]
Técnico: Carlos Alberto Parreira

Uruguai
Rodolfo Rodríguez; Diogo, Gutierrez, Acevedo e Washington González; Agresta, Barrios e Francescoli; Aguilera (Bossio), Cabrera e Acosta (Venancio Ramos)
Técnico: Omar Borras

Data: 04 de novembro de 1983
Competição: Copa América
Local: Estádio da Fonte Nova, em Salvador
Árbitro: Edson Perez

Por Raoni David
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Playing at home, Brazil lost a title in 1983

Brazil’s supporters were starting to forget the feeling of winning in 1983, with the World Cup 13 years away, and a series of defeats in the main competition, Brazilians were confident the drought in South America, that lasted 40 years, would end that year.

In the only two Copa América disputed in the 70’s, Brazilians came in third in 1975 and 1979, the last time Brazil made to the final game was in 1963, defeated by Argentina. Playing in Bahia without anyone from local teams in the Seleção, that friday really could enter the history books and change a generation filled with failures.

The Uruguayans and their main player, Enzo Francescoli, won 2 to 0 at home one week earlier, needed a tie to win the title, Brazil had to win in regular time and again in overtime to keep the title.

Under coach Parreira, the team had a good start with a goal from Jorginho Putinatti, one of his two goals with the Selação, but Uruguay tied in the second half with Carlos Aguilera, a forward that played in Naciona back home.

Brazil would have to wait until 1989 to win a Copa América, playing at home, but that is a subject for another post.

Brazil 1 x 1 Uruguay

Brazil
Leão [Corinthians]; Paulo Roberto [Grêmio], Márcio Rossini [Santos], Mozer [Flamengo] and Júnior I [Flamengo]; China [Grêmio], Jorginho II [Palmeiras], Sócrates [Corinthians] and Tita [Flamengo] (Renato Gaúcho) [Grêmio]; Roberto Dinamite [Vasco] (Careca I) [São Paulo] Éder Aleixo [Atlético-MG].
Coach: Carlos Alberto Parreira

Uruguay
Rodolfo Rodríguez; Diogo, Gutierrez, Acevedo and Washington González; Agresta, Barrios and Francescoli; Aguilera (Bossio), Cabrera and Acosta (Venancio Ramos).
Coach: Omar Borras

Date: 04th November 1983
Competition: Copa América
Place: Fonte Nova Stadium, Salvador
Referee: Edson Perez

Tradução de Fabricio Presilli

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Em 68, seleção estava longe de definir técnico e time

Reclamam da desorganização do futebol brasileiro, como se este fosse um fato atual, ou dessa geração. Como se nas gerações anteriores não houvesse bagunça… De fato, o futebol brasileiro é o único que não para o seu campeonato nas datas FIFA, por exemplo. Mas este não é um privilégio dos cartolas atuais.

Basta lembrarmos que no dia 03 de novembro de 1968, ou seja, pouco mais de um ano e meio antes da estreia na Copa de 70, o Brasil enfrentava o México em um amistoso e o técnico ainda era Aymoré Moreira. Até a disputa do Mundial, ainda passou pelo comando o jornalista João Saldanha, até que Zagallo assumisse, definitivamente.

O Brasil viveu situação semelhante antes da Copa de 2002, e coincidência ou não, com Felipão, conquistamos outro título, o quinto. Porém, no início do século vivíamos uma crise de talentos intensa. Poucas vezes o Brasil viu aparecer tão poucos jogadores.

Mas pode-se afirmar isso com relação a um time que podia contar com jogadores como Gerson, Carlos Aberto, Roberto Dias, Rivellino, Dirceu Lopes, Natal, Jairzinho, Paulo César Caju, entre outros? Creio que não, e por isso fica difícil encontrar razões para tantas mudanças de comandantes.

E tudo isso poderia ter atrapalhado a equipe brasileira no entrosamento, por exemplo. Isso porque dos doze jogadores que venceram o México por 2 a 1, cinco sequer estiveram na Copa: o goleiro Alberto, do Grêmio, o zagueiro Jurandir e o volante Roberto Dias, que jogou improvisado na zaga, ambos do São Paulo, e os cruzeirenses Dirceu Lopes e Natal.

Apenas Carlos Alberto, Everaldo, Gerson, Rivellino e Pelé, foram titulares absolutos do time que trouxe o tri. Paulo César Caju era ótima opção para o banco. Mas, na Copa, como se sabe, nada disso atrapalhou, e como se sabe, fomos campeões.

E não atrapalhou nem mesmo neste dia. Era a primeira vez que estes jogadores (de linha) jogavam juntos pela seleção, e mesmo assim venceram. No estádio do Mineirão Pelé e Jairzinho marcaram para o Brasil, enquanto que Borja descontou para os mexicanos.

Pode parecer uma vitória fácil, mas nem tanto, já que três dias antes as seleções se enfrentaram no Maracanã e os visitantes saíram vitoriosos, pelos mesmos 2 a 1

Ficha técnica: Brasil 2 x 1 México

Brasil
Alberto [Grêmio]; Carlos Alberto Torres [Santos], Jurandir III [São Paulo], Roberto Dias [São Paulo] e Everaldo I [Grêmio]; Gérson I [Botafogo], Rivellino [Corinthians] (Dirceu Lopes) [Cruzeiro] e Pelé [Santos]; Jairzinho [Botafogo], Natal [Cruzeiro] e Paulo César Caju [Botafogo]

México
Calderón; Vantolrá, Peña, Nuñez e Perez; Mungía, J. L. González (Mercado) e I. Diaz; Albino Morales (Valdivia), Borja (Cisneros) e Padilla (Fragoso)

Data: 03 de novembro de 1968
Competição: amistoso
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte
Árbitro: Carlos Robles

Por Raoni David
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Just two years before a title, Brazil’s squad still had a lot to consider

There are a lot of complaints nowadays as the mess over football, we may think that this is only a current event. In fact our football organization is been like that for a long time, and it doesn’t seem to get any better over time.

Back in 1968, with 18 months to the Mexican World Cup, Brazil still had at the bench Aymoré Moreira, over that 18 months span João Saldanha and Zagallo would take charge of the team. A similar thing happened before the 2002 World Cup, maybe it is just a coincidence but Brazil came home with another title.

It is difficult for us to understand the reasons why so many changes in a team that had players as Gerson, Carlos Alberto, Rivellino, Dirceu Lopes, Jairzinho, Paulo César Caju, among others. And that certainlly could got in the way of the team, an example is a friendlty with Mexico in 1968, from the 12 players that got into the field 5 never made to the World Cup, most notable are deceased São Paulo back Roberto Dias and Cruzeiro’s midfielder Dirceu Lopes.

With Carlos alberto, Everaldo, Gerson, Rivellino and Pelé as starters, and with Paulo César Caju as an excellent option in the bench, they knew the strength of the team that eventually won in Mexico. That friendly against the Mexicans was the first time they played togheter, Pelé and Jairzinho scored the goals of the winning side.

Brazil 2 x 1 Mexico

Brazil
Alberto [Grêmio]; Carlos Alberto Torres [Santos], Jurandir III [São Paulo], Roberto Dias [São Paulo] and Everaldo I [Grêmio]; Gérson I [Botafogo], Rivellino [Corinthians] (Dirceu Lopes) [Cruzeiro] and Pelé [Santos]; Jairzinho [Botafogo], Natal [Cruzeiro] and Paulo César Caju [Botafogo]

Mexico
Calderón; Vantolrá, Peña, Nuñez and Perez; Mungía, J. L. González (Mercado) and I. Diaz; Albino Morales (Valdivia), Borja (Cisneros) and Padilla (Fragoso)

Date: 03rd November 1968
Competition: Friendly
Place: Mineirão Stadium, Belo Horizonte
Referee: Carlos Robles

Tradução de Fabricio Presilli

Brasil e México dividem ouro cassado pela FIFA

Onde já se viu uma decisão do torneio de futebol de Jogos Pan Americanos terminar sem ter um vencedor? No México, em 1975. Mais precisamente no dia 25 de outubro. O estádio era o lendário Azteca, onde há pouco mais de cinco anos, o Brasil conquistava o tri da Copa do Mundo.

Brasil e México se enfrentavam na decisão da medalha de ouro, mas algo estava diferente com relação à Copa do Mundo em 70. Naquela ocasião, o time brasileiro comandado por Zagallo dava show de bola com seus cinco camisas 10: Pelé, Rivellino, Tostão, Jairzinho e Gerson, além de Clodoaldo e Carlos Alberto Torres.

Desta vez, além de o Brasil não ter tanta qualidade técnica para dar show, o adversário eram os donos da casa e por isso, a torcida que se acostumou a torcer pela seleção de camisetas amarelas, passou a hostilizar, claro, em apoio ao seu país.

E empurrados pela torcida os mexicanos foram atrás do ouro contra aqueles que tanto admiravam. E saíram na frente, com Tapia. Já no final do segundo tempo, a promessa Claudio Adão, que já estava no Flamengo, empatou cobrando pênalti. Com este resultado, o jogo foi para a prorrogação.

Neste tempo extra para a definição da medalha de ouro, conta-se, que o Brasil jogava melhor e parecia mais próximo do gol, quando apagam-se as luzes. Estava o estádio Azteca completamente às escuras. O árbitro argentino Arthur Iturralde seguiu o bom senso, e esperou até 30 minutos para que a iluminação fosse restabelecida.

Como isso não aconteceu, ambas as equipes foram declaradas campeãs do torneio de futebol dos Jogos. Mais tarde, porém, a FIFA, entidade que precisa reconhecer inclusive as partidas de futebol disputadas nas olimpíadas, para que elas sejam oficiais, cassou a medalha, invalidando assim, o jogo.

A decisão da FIFA, porém, em nada mudou o quadro de medalhas, já que o México ficou com nove de ouro, contra 19 do Canadá. No entanto, vale salientar que tivesse o Brasil ganho essa decisão, e empataria com os donos da casa o número de medalha de ouro, mas não tomaria a quarta posição, já que empatou nas pratas e perdeu no bronze.

Ficha técnica: México 1 x 1 Brasil

México
Gomez, Marquez, Viveros (V. Gomez), Garcia, Carrilo – Lugarini, Caballero, Cossio – Tapia, Rangel, Sanchez

Brasil
Carlos [Ponte Preta]; Mauro [Guarani], Tecão [São Paulo], Edinho [Fluminense] e Chico Fraga [Internacional]; Batista I [Internacional] (Bianchi) [Santos]; Eudes [Portuguesa] e Rosemiro [Remo]; Luís Alberto [Fluminense] (Marcelo) [Atlético-MG], Cláudio Adão [Flamengo] e Santos [Santa Cruz]
Técnico: Zizinho

Data: 25 de outubro de 1975
Competição: Jogos Pan Americanos
Local: estádio Azteca, na cidade do México
Árbitro: Arthur Iturralde

Por Raoni David

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Brazil and Mexico split gold taken by Fifa later

When anybody ever saw a final game in a competition ending without a winner? At the Pan American Games of Mexico in 1975 that is exactly what happened.

Brazilians and Mexicans faced each other for the gold medal. Brazil returned to Mexico with a squad a lot different from the one that own their third title 5 years before in the same Stadium. In 1970 Zagallo’s team had among its stars, Pelé, Rivellino, Tostão, Gerson, Clodoald, and other great players. The 1975 team had a lot less quality and had to play against the home team, with the crowd in their favor.

With their supporters behind them Mexico scored first with Tapia, Brazil equalized late in the game with a goal from Claudio Adão, in a penalty kick conversion. The result led the game to an overtime.

History tells that Brazil was playing better in the overtime, when the lights were suddenly killed off, leaving the whole Stadium in the dark. The Argentinian referee Arthur Iturralde waited mandatory 30 minutes to the lights turn back on. However after that time the lights still out and both teams were declared winners.

A decision by Fifa later ruled that the game was not valid because it didn’t ended, that ruling didn’t have an effect in the medals board however, Mexico had other nine gold medals, against 19 conquered by Canadians for example.

Mexico 1 x 1 Brazil

Mexico
Gomez, Marquez, Viveros (V. Gomez), Garcia, Carrilo – Lugarini, Caballero, Cossio – Tapia, Rangel, Sanchez

Brazil
Carlos [Ponte Preta]; Mauro [Guarani], Tecão [São Paulo], Edinho [Fluminense] and Chico Fraga [Internacional]; Batista I [Internacional] (Bianchi) [Santos]; Eudes [Portuguesa] and Rosemiro [Remo]; Luís Alberto [Fluminense] (Marcelo) [Atlético-MG], Cláudio Adão [Flamengo] and Santos [Santa Cruz]
Coach: Zizinho

Date: 25th October 1975
Competition: Pan American Games
Place: Azteca Stadium, Mexico City
Referee: Arthur Iturralde

Tradução de Fabricio Presilli

É aniversário do Rei! Conheças suas maiores vítimas

Em 23 de outubro de 1940 nascia na cidade de Três Corações, no estado de Minas Gerais simplesmente aquele que mais tarde ficaria conhecido com o Rei do futebol: Pelé! Seus números na seleção brasileira são fantásticos: onze títulos, três deles em Copas do Mundo e uma média de 0,83 gols por jogo. Com os 95 gols que marcou em 114 jogos, é o maior artilheiro da história da Seleção Brasileira.

Uma curiosidade, porém, é com relação às principais vítimas do Rei em seus 14 anos com a camisa amarela. E ao fazer um rápido levantamento sobre isso, fica fácil entender a bronca dos argentinos. Pelé começou a sua trajetória de sucesso contra eles, marcando seu primeiro e segundo gol, em jogos diferentes. Ao todo, as redes argentinas foram balançadas em oito oportunidades.

Mesmo assim, nossos ‘hermanos’ não são as maiores vítimas do Rei, e sim o segundo país que mais vezes sofreu gols, ao lado do Chile. O dono desta façanha é o Paraguai que viu Pelé marcar dez gols em suas metas. Ainda no continente, a Venezuela tomou quatro, o Peru três, e Bolívia e Colômbia, um cada. Curiosamente Pelé jamais marcou contra o Uruguai. Contra a celeste olímpica num mesmo jogo da Copa do Mundo do México, em 1970, o Rei quase fez dois gols antológicos!

Entre os europeus, a seleção que mais buscou bolas chutadas por Pelé no fundo da rede foi a francesa. Seis vezes isso aconteceu. Porém, os suecos superam essa marca se considerados além da seleção, os clubes. Só o Malmöe levou quatro gols. Somados aos dois do A.I.K e aos três da seleção, temos nove. É ainda curioso o fato de Pelé ter marcado apenas um gol contra a Itália, justamente o que abriu caminho para a vitória da Seleção na final em 70. Bem como ante a Romênia, quando os únicos dois gols que marcou contribuíram para a vitória por 3 a 2, na mesma Copa.

Apenas quatro destes 95 gols foram sobre seleções africanas. O Egito sofreu três gols e a Argélia um. Os asiáticos, por exemplo, não tiveram a honra de ver Pelé balançar-lhes as redes. Foram 37 gols contra seleções da América e 36 em européias. Outros 13 gols foram marcados contra clubes e cinco contra combinados e seleções estaduais.

Entre os clubes que já sofreram gols de Pelé com a camisa da seleção, dois são brasileiros, e bastante tradicionais: Atlético Mineiro e Bahia tomaram um gol cada. Os espanhóis do Atlético de Madrid sofreram três gols, enquanto que os italianos da Internazionale, dois.

1º gol: Argentina: Copa Roca, 07/07/57, derrota por 2 a 1
10º gol: Suécia: Copa do Mundo (final), 29/06/58, vitória por 5 a 2
20º gol: Chile: Taça Bernardo O’Higgins, 17/09/59, vitória por 7 a 0
30º gol: Argentina: Taça do Atlântico, 12/07/1960, vitória por 5 a 1
40º gol: Argentina: Copa Roca, 16/04/1963, vitória por 5 a 2
50º gol: Bélgica: Amistoso, 02/06/65, vitória por 5 a 0
60º gol: Tchecoslováquia: Amistoso, 15/06/66, empate por 2 a 2
70º gol: Paraguai: Taça Oswaldo Cruz, 25/07/68, vitória por 4 a 0
80º gol: Venezuela: Eliminatórias para a Copa, 24/08/69, vitória por 6 a 0
90º gol: Tchecoslováquia: Copa do Mundo, 03/06/70, vitória por 4 a 1
95º gol: Áustria: Amistoso, 11/07/71, empate por 1 a 1

Por Raoni David
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It’s the King’s birthday! Get to know his most usual victims.

On a 23th of October back in 1940 Pelé was born in Três Corações, in the state of Minas Gerais. His numbers with the Brazilian national squad are absolutely amazing: eleven titles (three World Cups among them), a rate of 0,83 goals per game in yellow, a total of 95 goals in 114 matches, he still is the biggest scorer of the Seleção ever.

It’s easy to see why Argentinians hated so much to play against Brazil, Pelé scored a total of 8 goals versus Argentinian goalies. His first two goals were against ‘los hermanos’. However Pelé scored more goals in Paraguay, his favourite victim, a total of 10 goals.

Chile had eigth, Venezuela four, Peru three, Bolivia and Colombia one each. Interesting is to see that Uruguay never suffered a goal from Pelé, he missed twice in the same game in the 1970 World Cup, both shots are still in our memory.

Among the europeans, France suffered six goals and Sweden three. However if you add up Swedish clubs the total number is 9, AIK took two and Malmoe another four goals. At that time was usual for national teams to play against clubs. Pelé scored just one time against Italy, in a World Cup final, and only two in Romania, also during the 1970 World Cup.

Just four of the grand total were against african squads, Egypt had three goals and Argelia one. Asians never had the honor of havig to get the ball in the net against Pelé. Breaking down he had 37 golas against teams from America, 36 versus europeans. Another 13 goals were scored against clubs or state teams.

Atlético Mineiro and Bahia suffered a goal each and Atletico Madrid had three wereas Internazionale suffered only two goals from Pelé.

1st goal: Argentina: Copa Roca, 07/07/57, defeat 2 to 1
10th goal: Sweden: World Cup (Final), 29/06/58, win 5 to 2
20th goal: Chile: Bernardo O’Higgins Trophy, 17/09/59, win 7 to 0
30th goal: Argentina: Atlântico Trophy, 12/07/1960, win 5 to 1
40th goal: Argentina: Copa Roca, 16/04/1963, win 5 to 2
50th goal: Belgium: Friendly, 02/06/65, win 5 to 0
60th goal: Czechoslovakia: Friendly, 15/06/66, tie 2 to 2
70th goal: Paraguay: Oswaldo Cruz Trophy, 25/07/68, win 4 to 0
80th goal: Venezuela: World Cup Qualifiers, 24/08/69, win 6 to 0
90th goal: Czechoslovakia: World Cup, 03/06/70, win 4 to 1
95th goal: Austria: Friendly, 11/07/71, tie 1 to 1

Tradução de Fabricio Presilli

Grandes ídolos da Seleção Brasileira: Cafú

Marcos Evangelista de Moraes
Posição: lateral-direito
Nascimento: 07/junho/1970 – São Paulo/SP
148 jogos – 5 gols
Primeiro jogo: 12/09/1990- Espanha 3×0 Brasil (Amistoso)
Último jogo: 01/07/2006- Brasil 0x1 França (Copa do Mundo)

Dispensado por várias vezes em peneiras dos principais clubes de São Paulo, o lateral-direito Cafú jamais imaginaria, em sua infância e adolescência, que um dia se tornaria o jogador recordista em participações com a camisa da Seleção Brasileira.

Até a fatídica partida em que o selecionado brasileiro, treinado por Parreira, acabou sendo eliminado pela França na fase de quartas de final da Copa do Mundo de 2006, o camisa 2 disputou 148 jogos com a camisa canarinho, anotando um total de 5 gols.

Titular absoluto na época áurea do São Paulo Futebol Clube, que comandado por Telê Santana, conquistou todos os títulos possíveis entre os anos de 1990 e 1994 e com passagens pelo Real Zaragoza, Juventude, Palmeiras, Roma e Milan, Cafú é um grande ícone quando o assunto é o lado direito do gramado.

Atleta voluntarioso, de muita força, velocidade, técnica e disciplina, Cafú foi convocado para vestir a camisa da Seleção Brasileira pela primeira vez pelo técnico Paulo Roberto Falcão para a disputa de um amistoso contra a Espanha em 1990. No mesmo ano participou do jogo festivo, na Itália, em que Pelé comemorou seus 50 anos de vida.

Seu destino parecia estar traçado. O jogador nasceu a exatas duas semanas do tricampeonato mundial. Sempre iluminado, Marcos Evangelista de Moraes fez a sua estreia em Copas do Mundo justamente 24 anos após seu nascimento, na decisão do mundial de 1994 diante da mesma Itália, quando substituiu Jorginho, que se contundiu ainda no primeiro tempo.

O paulistano é considerado um dos maiores laterais da história do futebol mundial e em 2004 foi apontado em uma lista feita por Pelé como um dos 125 maiores jogadores de todos os tempos.

Títulos conquistados com a Seleção Brasileira
– Copa do Mundo 1994 (Estados Unidos)
– Copa América 1997 (Bolívia)
– Copa das Confederações 1997 (França)
– Copa América 1999 (Paraguai)
– Copa do Mundo 2002 (Coréia do Sul e Japão)
Participou ainda das Copas de 1998 e 2006.

Por Fábio Pereira
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Seleção idols: Cafú

Marcos Evangelista de Moraes
Position: right back
Born: 07/june/1970 – São Paulo/SP
148 games – 5 goals
First game: 12/09/1990- Spain 3×0 Brazil (Friendly)
Last game: 01/07/2006- Brazil 0x1 France (2006 World Cup)

After being dismissed by several clubs in São Paulo, the right back Cafu couldn’t dream that one day he would become the player with most games with the Brazilian national team. Before those quarterfinals match against France in 2006, Cafu played a total of 148 games, scoring 5 goals with the Seleção.

Holder of the rigth spot in the great São Paulo squad of the early 90’s, he won every single title there is for a footballer to win in South America between 1990 and 1994. He also played for Real Zaragoza in Spain, Juventude and Palmeiras back in Brazil and Roma and Milan in Italy.

A really willful player, disciplined strong back, Cafu first call to the National team was by coach Paulo Roberto Falcão, to play a friendly against Spain in 1990. That same year he took part in a game versus Italy, when Pelé celebrated his 50 birthday.

His faith seemed to really be in yellow, Cafu was born two weeks before the final match of the 1970 World Cup. Marcos Evangelista de Moraes debuted in a World Cup game in the 1994 final against Italy, after an injury of the right back Jorginho in the first half of the game.

Considered one of the best players ever in the right back, Cafu was appointed from Pelé as one the 125 best players ever around the world.

Titles with the Seleção
– 1994 World Cup (USA)
– 1997 Copa América (Bolivia)
– 1997 Confederations Cup (France)
– 1999 Copa América (Paraguay)
– 2002 World Cup (South Korea and Japan)
Played also in other two World Cups (1998 and 2006).

Tradução de Fabricio Presilli

Em 64, Brasil dava início aos fracassos em Olimpíadas.

O Brasil nunca foi uma potência olímpica e o mesmo pode ser dito com relação ao futebol nos Jogos. Tanto que conquistou apenas quatro medalhas ao longo da história, e jamais uma de ouro. Em 16 de outubro de 1964, nos Jogos Olímpicos de Tóquio a seleção brasileira que já era bicampeã mundial, amargou a eliminação na primeira fase do torneio.

Após empatar com a extinta República Árabe Unida por 1 a 1 e vencer a Coréia do Sul por 4 a 0, bastava um empate com a Checoslováquia para o time comandado por Vicente Feola avançar na competição. Mas a partida terminou 1 a 0 para os Checos, e mesmo assim o Brasil só ficou fora no saldo de gols, devido à goleada do S.A.U. sobre a Coréia do Sul: 10 a 0.

Feola que comandara a primeira seleção brasileira campeã do Mundo, em 1958, teve em suas mãos, entre os jovens jogadores, alguns que deram certo e outros que nem tanto. Do time brasileiro que entrou em campo neste dia, quem mais mereceu destaque ao longo da carreira foi Roberto Miranda. Ídolo botafoguense, onde fez 154 gols em 352 jogos, integrou ainda a seleção brasileira em 1970, tricampeã no México.

Além dele, outro que mais tarde virou ídolo de um grande time brasileiro foi Zé Roberto. Revelado pelo São Paulo, o atacante ainda teve passagem pelo Corinthians, mas foi no Coritiba, com a conquista do Torneio do Povo de 1973, que escreveu seu nome. O zagueiro Valdez ainda quase fez 100 jogos com a camisa do Fluminense

Outros eram promessas, como o santista Eliseu, apontado como sucessor de Zito na Vila Belmiro, mas acabou se transferindo para o futebol belga, onde se tornou ídolo. Ou ainda, o atacante Caravetti, que fez 16 jogos com a camisa palmeirense e só marcou um gol. Os laterais Mura (direito) e Adevaldo (esquerdo) até que deram seus jeitinhos. Mura foi titular do Botafogo por algum tempo, e Adevaldo chegou a jogar no São Paulo, mas na época da construção do Morumbi.

Já o goleiro Hélio Dias de Botafogo e Atlético Mineiro, o zagueiro Zé Luiz, do Fluminense, o meio-campista Ivo Soares do Flamengo e o atacante Mattar, do Comercial de Ribeirão Preto, não conseguiram deixar grandes lembranças nos seus torcedores.

Bom, na sequência dos Jogos a algoz Checoslováquia ficou com a prata, ao perder a decisão ouro para a Hungria, por 2 a 1. O Brasil, comprovando sua fraqueza em Olimpíadas, só veio a conquistar uma medalha 20 anos mais tarde, quando ficou com a prata em Los Angeles.

Ficha técnica: Checoslováquia 1 x 0 Brasil

Checoslováquia
Anton Svajlen; Anton Urban, Vladimir Weiss, Zdenck Picman e Stefan Matlak; Karel Nepomucky, Jan Brumovsky e Jozef Vojta; Frantisek Valosek, Frantisek Knebort e Vojtech Masny

Brasil
Hélio Dias [Botafogo]; Mura [Botafogo], Zé Luiz II [Fluminense], Valdez [Fluminense] e Adevaldo [Botafogo]; Eliseu [Santos] e Ivo Soares [Flamengo]; Roberto Miranda [Botafogo], Zé Roberto [São Paulo], Mattar [Comercial-SP] e Caravetti [Palmeiras]
Técnico: Vicente Feola.

Data: 16 de outubro de 1964
Competição: Jogos Olímpicos de Tóquio
Local: Estádio Omiya, em Tóquio, no Japão
Árbitro: Asghar Techerani

Por Raoni David
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The Tokyo Olympics marked the first of a series Brazilian failures

Brazil was never considered to be an Olympic power, unfortunately the same can be said abaout the footbal matches Brazil ha splayed. The Seleção managed to win 4 medals so far in Olympic Games, never a gold one. On October 16th 1964, at the Tokyo Games the already two times World Champion faced an early elimination from the tournament.

After a tie with the United Arab Republic and a win over south Korea, Brazil could use a draw against the Czechs to advance to the next phase. But after the defeat by one goal Brazil was eliminated on goals difference, mainly because of the blowout imposed by U.A.R. over South Korea, 10 to 0.

Vicente Feola was the coach of Brazil’s first World cup title back in 1958, and in those Olympics he had some good players with him. Most notable was Roberto Miranda, a Botafogo idol that was still in the Seleção in the 1970 World Cup.

Others that had a good carrer were Zé Roberto, mainly at São Paulo, Corinthians and Coritiba and Valdez at Fluminense. Some players never fulfilled the expectations of the supporters. Like Eliseu, that played for Santos before becoming an important player in Belgium, or Caravetti, Mura and Adevaldo that had an unregular time at big clubs in Brazil.

After sen Brazil back home, Czechoslovakia went to the final match where they lost to Hungary. Brazil’s record in Olympics improved only in 1984, with a silver medal.

Czechoslovakia 1 x 0 Brazil

Czechoslovakia
Anton Svajlen; Anton Urban, Vladimir Weiss, Zdenck Picman and Stefan Matlak; Karel Nepomucky, Jan Brumovsky and Jozef Vojta; Frantisek Valosek, Frantisek Knebort and Vojtech Masny

Brazil
Hélio Dias [Botafogo]; Mura [Botafogo], Zé Luiz II [Fluminense], Valdez [Fluminense] and Adevaldo [Botafogo]; Eliseu [Santos] and Ivo Soares [Flamengo]; Roberto Miranda [Botafogo], Zé Roberto [São Paulo], Mattar [Comercial-SP] and Caravetti [Palmeiras]
Coach: Vicente Feola.

Date: 16th October 1964
Competition: Olympic Games
Place: Omiya Stadium, Tokyo, Japan
Referee: Asghar Techerani

Tradução de Fabricio Presilli