Na estreia do técnico Falcão, Brasil sofre maior goleada para a Espanha na história

Atual campeã do Mundo, a Espanha é a grande vedete do futebol nos últimos anos. Seleção que poucas vezes superou as promessas, a equipe de Iniesta, Xavi e Villa conseguiu concretizar o apelido de Fúria Espanhola que sempre a acompanhou. No entanto, não é de hoje que o país ibérico conta com um bom time e na última vez que enfrentou o Brasil num momento parecido com o atual, ou seja, de renovação, conseguiu o maior placar já imposto aos pentacampeões mundiais: 3 a 0.

Em 12 de setembro de 1990, pouco menos de três meses da derrota para a Argentina por 1 a 0 que custou a eliminação na Copa do Mundo da Itália, o Brasil estreava no estádio El Molinón, em Gijón, o técnico Paulo Roberto Falcão diante da Espanha, que também havia decepcionado no Mundial ao ser eliminado pela Iugoslávia na prorrogação. Ambas as equipes foram eliminadas nas oitavas de final.

Enquanto o mesmo Luisito Suarez, técnico espanhol eliminado na Copa trazia nove remanescentes da disputa meses antes, Falcão radicalizava e dos 13 jogadores que estiveram em campo, nenhum havia disputado a Copa do Mundo da Itália. E mais, apenas Cafu e Márcio Santos, que faziam sua primeira partida na seleção, vieram a jogar em algum momento a principal competição do futebol.

Falcão apostou principalmente em Neto, principal nome cobrado pela torcida para estar na Copa de 90 que ganhou a camisa 10 e faixa de capitão. O meio de campo ainda tinha Cafu, como um terceiro homem, além dos volantes Moacir e Donizete Oliveira. Charles e o grandalhão Nilson formavam o ataque.

A defesa tinha além do jovem e ainda cabeludo goleiro Velloso, Paulão e Márcio Santos no miolo e Gil Baiano e Nelsinho Kerchner nas laterais. E sucumbiu ao time espanhol logo com nove minutos de partida, com o atacante Carlos Muñoz, do modesto Real Oviedo, abrindo o placar.

Já no segundo tempo, aos 18 minutos, o meio-campista Fernando, do Valência, ampliou o placar. Somente dez minutos depois de sofrer o segundo gol, Falcão mudou seu time, tentando dar velocidade. De uma só vez tirou Cafu e Charles para as entradas de Paulo Egídio e Jorginho Putinatti.

O time ganhou uma cara diferente, com os dois volantes e o meia Neto mantidos, mas Jorginho e Egídio abertos nas pontas e o grandalhão Nilson ainda enfiado na área. Resultado que é bom, apenas para a Espanha que aos 44 minutos do segundo tempo marcou o terceiro gol, com o meio-campista Michel, do Real Madrid.

Vale salientar que enquanto o técnico espanhol fez cinco alterações, Falcão fez apenas essas duas…

Ficha técnica
Espanha 3×0 Brasil

Data: 12/09/1990
Competição: amistoso
Local: Estádio El Molinón
Cidade: Gijón, na Espanha
Público: 42 mil pagantes
Árbitro: Pietro D’Ellia (Itália)
Gols: Carlos Muñoz 9’ do 1ºT; Fernando 18’ e Michel 44’ do 2ºT.

Espanha: A. Zubizarreta [Barcelona] (J. C. Ablanedo) [Sporting Gijon]; Nando [Barcelona], Sanchis [Real Madrid] e Serna [Barcelona]; Michel [Real Madrid], Rafa Paz [Sevilla] (Bango) [Real Oviedo], Roberto Fernández [Valencia] (Alkorta) [Athletic Bilbao], Fernando [Valencia] e J. Goicoetxea [Barcelona]; Butragueño [Real Madrid] (Manolo) [Atlético Madrid], Carlos Muñoz [Real Oviedo] (Eloy Olaya) [Valencia].
Técnico: Luis Suarez

Brasil: Velloso [Palmeiras]; Gil Baiano [Bragantino], Paulão [Cruzeiro], Márcio Santos [Novorizontino] e Nelsinho [Flamengo]; Moacir [Atlético-MG], Donizete Oliveira [Grêmio], Cafu [São Paulo] (Paulo Egídio) [Grêmio] e Neto [Corinthians]; Charles [Bahia]
(Jorginho) [Palmeiras] e Nílson [Grêmio].
Técnico: Paulo Roberto Falcão.

Por Raoni David

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On Falcão’s debut, Brazil suffer biggest loss to Spaniards

Current World Champions, Spain has been the better team of the world lately. Some decades ago the story was quite different, with the Spaniards having little to celebrate and to remember the nickname of their squad: Fúria. Even with poor results Spain had a good team 21 years ago, in a moment of rebuild for the Brazilians who had in sight the 1994 World Cup, getting the biggest blow the Seleção ever suffered: 3 x 0.

September 12, 1990 was the date, three months after the Brazilian loss to Argentina in Italy. A new coach had his first match for Brazil at El Molinón, Paulo Roberto Falcão. Spain too had an uninspiring World Cup, losing to Iugoslavia at the round of 16.

However he Spaniards kept their coach, Luisito Suarez, and nine players from the squad that went to Italy. In the Brazilian side Falcão decided to make some tests and called 13 players that never went to a World Cup. This game marks the debut for two guys that became regular at the Seleção: Cafu and Márcio Santos.

The main player of the Brazilian squad was Neto, a midfielder that played for Corinthians and was wanted by the whole nation. He went to be the number 10 and the captain of the team. The midfield had also Cafu and defensive players Moacir and Donizete Oliveira. Charles and Nilson formed the attack duo.

At the back, Velloso was the keeper, Paulão and Márcio Santos at center and Gil Baiano and Nelsinho Kerchner had the sides. This team never had a chance against the Spaniards, Carlos Muñoz opened the score at the ninth minute of the match.

Midfielder Fernando, who played for Valencia, doubled it at the second half. Falcão made some changes on the team to get more speed, giving a chance to Paulo Egídio and Jorginho Putinatti.

Brazil had a different pace but never managed to scare the Spaniards, who scored the third and final goal at the 89th minute, with midfielder Michel from Real Madrid.

Spain 3×0 Brazil

Date: 12/09/1990
Competition: Friendly
Place: El Molinón Stadium
City: Gijón, Spain
Attendance: 42,000
Referee: Pietro D’Ellia (Italy)
Goals: Carlos Muñoz 9’; Fernando 63’ and Michel 89’.

Spain: A. Zubizarreta [Barcelona] (J. C. Ablanedo) [Sporting Gijon]; Nando [Barcelona], Sanchis [Real Madrid] and Serna [Barcelona]; Michel [Real Madrid], Rafa Paz [Sevilla] (Bango) [Real Oviedo], Roberto Fernández [Valencia] (Alkorta) [Athletic Bilbao], Fernando [Valencia] and J. Goicoetxea [Barcelona]; Butragueño [Real Madrid] (Manolo) [Atlético Madrid], Carlos Muñoz [Real Oviedo] (Eloy Olaya) [Valencia].
Coach: Luis Suarez

Brazil: Velloso [Palmeiras]; Gil Baiano [Bragantino], Paulão [Cruzeiro], Márcio Santos [Novorizontino] and Nelsinho [Flamengo]; Moacir [Atlético-MG], Donizete Oliveira [Grêmio], Cafu [São Paulo] (Paulo Egídio) [Grêmio] and Neto [Corinthians]; Charles [Bahia] (Jorginho) [Palmeiras] and Nílson [Grêmio].
Coach: Paulo Robero Falcão.

Tradução de Fabricio Presilli

Promessa flamenguista marca duas vezes, e Brasil vence a Bolívia

A Copa Odesur valia vaga para o Pan-Americano de 1987, disputado em Indianápolis, nos EUA, e que ficaria marcado pela épica vitória da Seleção Brasileira de basquete sobre a americana. Mas no futebol, o Brasil precisava se classificar para a disputa e entre tantos jogos, um deles aconteceu no dia 1º de dezembro de 1986.

O adversário era a Bolívia, que fora da altitude é sempre das equipes mais fracas que existem no futebol e o técnico brasileiro era Jair Pereira, que havia se destacado no comando do Paysandu, três anos antes, recebendo o convite para comandar equipes de base da seleção, inclusive a olímpica.

Para garantir a vaga no Pan, Jair apostou na experiência de Rafael Camarotta no gol, campeão brasileiro com o Coritiba no ano anterior. Na defesa, Polaco, zagueiro e lateral que jogava no América carioca e mais tarde foi para o Fluminense; Everaldo, zagueiro do Avaí; o zagueiro Henrique, então no Grêmio e que na década de 90 faria história com a camisa do Corinthians; e Dida, lateral-esquerdo do Coritiba e que ainda jogaria por Palmeiras e Corinthians.

No meio de campo, Dunga, então jogador do Santos já fazia parte do selecionado nacional; Renê, jogador do Fluminense e que mais tarde ganhou o sobrenome Weber quando treinador; e a promessa de substituto de Zico, Gilmar Popoca, que já havia disputado as Olimpíadas de 84, em Los Angeles.

No ataque, Marlon, revelado pelo Marília mas que vestia a camisa do Santa Cruz era o ponta-direita; Wallace, de apenas 18 anos, era o centro avante; e Paulinho Carioca era o ponta-esquerda.

Se com a camisa do Flamengo o jovem Wallace marcou apenas três vezes, em 25 jogos, nesta partida o atacante estava motivado. Logo aos 14 minutos abriu o placar. Ainda na primeira etapa, aos 39, o lateral Dida ampliou. Quando o jogo já caminhava para o final, aos 33 do segundo tempo, Wallace marcou novamente e fechou o placar: 3 a 0.

Ficha técnica: Brasil 3 x 0 Bolívia

Brasil: Rafael [Coritiba]; Polaco [América-RJ], Everaldo [Avaí], Henrique [Grêmio] e Dida [Coritiba]; Dunga [Santos], Renê [Fluminense] e Gilmar Popoca [Flamengo] (Édson) [Botafogo]; Marlon [Santa Cruz], Wallace [Flamengo] e Paulinho Carioca [Fluminense]
Técnico: Jair Pereira.

Bolívia: Terraza; Romer Rocca, Villegas, Rodriguez e Zveizaga; Valdimir Soria, Fernando Salinas e Ramiro Castillo; Juan Padilla Galarza (Ortega), Victor Hugo e Álvaro Peña.

Data: 1º de dezembro de 1986
Competição: Copa Odesur
Local: Estádio Nacional, em Santiago, no Chile.
Árbitro: L. La Rosa (Uruguai)

Por Raoni David
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Flamengo forward score twice en route to the Pan Am Games

In 1986 a Copa Odesur win secured a place for the nation to play in the Pan American Games of Indianapolis at the following year. Teying to get a spot Brazil had to face Bolivia in the beginning of December that year.

Bolivia is known for not being a great team when playing far away from their home soil. Coach Jair Pereira had a great season in 1983 with Paysandu and was invited to manage the Brazilians youth squads, including the Olympic one.

Some players from that team already had been successful in Brazil, like goalkeeper Rafael Camarotta, Brazilian Champions with Coritiba in 1983. Other notables are back Henrique, that is in Corinthians’ history books and lefty Dida, that played for Palmeiras and Corinthians in São Paulo.

Midfielder Dunga, playing for Santos back then, already was in the Seleção. Rene gained the surname Weber when he turned a coach some years ago, and Zico’s replacement in Flamengo, Gilmar Popoca, also played in that match.

The forwards were Marlon, Paulinho Carioca and Wallace, the scorer of the day. The 18 years old from Flamengo scored the first when the clock hited 14 minutes in the first half, Dida doubled before the end of the first half and Wallace sealed the win at the end.

Brazil 3 x 0 Bolivia

Brazil: Rafael [Coritiba]; Polaco [América-RJ], Everaldo [Avaí], Henrique [Grêmio] and Dida [Coritiba]; Dunga [Santos], Renê [Fluminense] and Gilmar Popoca [Flamengo] (Édson) [Botafogo]; Marlon [Santa Cruz], Wallace [Flamengo] and Paulinho Carioca [Fluminense]
Coach: Jair Pereira.

Bolivia: Terraza; Romer Rocca, Villegas, Rodriguez and Zveizaga; Valdimir Soria, Fernando Salinas and Ramiro Castillo; Juan Padilla Galarza (Ortega), Victor Hugo and Álvaro Peña.

Date: 1st December 1986
Competition: Copa Odesur
Place: Nacional Stadium, Santiago, Chile.
Referee: L. La Rosa

Tradução de Fabricio Presilli

Em transição, Brasil perde para a Alemanha, mas time tinha futuro

Não há dúvidas de que o momento histórico alemão era muito melhor que o da Seleção Brasileira, pois apenas três anos antes havia conquistado a sua terceira Copa do Mundo, após participar de sua terceira final de mundiais seguidas. O Brasil, por sua vez, não era campeão desde 1970, e colecionava fracassos nas últimas três Copas, sendo eliminado precocemente.

Mesmo assim, porém, o equilíbrio que sempre existiu entre as seleções foi mantido. Em junho de 1993, as equipes haviam se enfrentando num belo empate por três gols. Quando se reencontraram no ano, em 17 de novembro, os alemães, jogando em casa, levaram a melhor e venceram por 2 a 1.

A grande diferença dos times, talvez, fosse a idade. O Brasil era um time completamente diferente daquele que perdeu a Copa de 90, e já um esboço para a disputa da Copa de 94 nos Estados Unidos. A Alemanha havia mudado o treinador com a entrada de Berti Vogts no lugar do campeão Franz Beckenbauer.

Dos 14 jogadores que entraram em campo contra o time de Carlos Alberto Parreira, apenas seis não estiveram no título da Copa de 90: Helmer, Effenberg, Hassler, Moller, Kirsten e Gaudino. Em contra partida, apenas cinco jogadores brasileiros participaram do fracasso na Itália: Jorginho, Mozer, Ricardo Gomes, Branco e Dunga.

As novidades da Seleção Brasileira de Parreira era as presenças de nomes de destaque no cenário nacional, especialmente do Palmeiras, como a linha de frente que tinha Zinho, Evair, Edmundo e Edílson, que entrou no segundo tempo, no lugar de Raí. A boa campanha corintiana no Brasileiro rendeu as presenças do goleiro Ronaldo e do meia-atacante Válber. Outro que jogava em solo nacional era o experiente lateral-esquerdo Branco, que estava no Grêmio.

Ao contrário do que se viu na Copa, um ano depois, porém, o Brasil era escalado de modo bastante ofensivo. À frente da linha de quatro da defesa, estava apenas um volante: Dunga. O meio de campo ainda era formado por Zinho, Raí e Paulo Sérgio, que com velocidade, participava muito do setor ofensivo. No Corinthians, era praticamente um ponta. Completavam a equipe, Edmundo e Evair.

Apesar de todo o poderio ofensivo brasileiro, os alemães levaram a melhor com gols do zagueiro Buchwald e do meia-atacante Moller. Evair marcou o gol de honra do Brasil e com a ótima campanha que fazia no Palmeiras, seguia cavando seu lugar na Copa. Mais tarde, Parreira preferiu os garotos Ronaldo e Viola, deixando Evair e de quebra, Edmundo de fora. Fato que causou muita polêmica na época.

Ao longo da carreira, Ronaldo justificou a opção, porém Viola nem tanto, embora tenha feito história no futebol nacional com as camisas do Corinthians, Santos e Vasco da Gama.

Ficha técnica: Alemanha 2 x 1 Brasil

Alemanha
Bofo Ilgner; Buchwald, Kohler, Matthaus, Helmer e Brehme; Effenberg, Hassler e Moller; Riedle (U. Kirsten) e Klinsmann (Gaudino).
Técnico: Berti Vogts

Brasil
Ronaldo [Corinthians]; Jorginho [Bayern de Munique-ALE], Márcio Santos [Bordeaux-FRA] (Mozer) [Benfica-POR], Ricardo Gomes [PSG-FRA] e Branco [Grêmio]; Dunga [VFB Stuttgart-ALE], Zinho [Palmeiras], Raí [PSG-FRA] (Edílson) [Palmeiras] e Paulo Sérgio [Bayer Leverkusen-ALE]; Edmundo [Palmeiras] e Evair [Palmeiras] (Válber II) [Corinthians]
Técnico: Carlos Alberto Parreira

Data: 17 de novembro de 1993
Local: estádio Muengersdorfer, em Colônia, Alemanha
Competição: Amistoso
Árbitro: Jan Damgaard

Por Raoni David
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A team that brougth glories later, defeated in Germany

There is no doubt that the Germans were in a better momentum than Brazil, after three World Cup finals in a row, with a title won in 1990 Germany had a great team back in the 1990’s. Brazil however dreamed with its fourth title since 1970 and had not went to the semis in any of the previous World Cups.

The tie of June in 1993 showed that there was some good years ahead for the Brazilians, but when they faced each other again in 1993, Germany won at home.

The main difference from the teams was maybe the age, Brazilians were much younger, practicaly a new team from the 1990 World Cup, wereas Germany didn’t changed that much from the winnig Beckenbauer squad to the Vogts team. Only Helmer, Effenberg, Hassler, Moller, kirsten and Gaudino were new to the Germans. Jorginho, Mozer, Ricardo Gomes, Branco and Dunga were the few remainders of the 1990 debacle.

Parreira called off several names that were having good seasons in Brazil, especialy from the great Palmeiras squad with Zinho, Evair, Edmundo and Edílson in the front. Corinthians gave the keeper Ronaldo and midfielder Váber. Branco also played in Brazil, at Grêmio at that time.

The coach had an offensive team, with only one defensive midfielder, Dunga, and five attacking midfielders, wingers and strikers, among them Raí and Paulo Sérgio. Despite of the great players in the Brazilian ofensive line, the Germans scored twice with the defender Buchwald and Moller, Evair made the Brazilian only goal and tried to keep his place to the World Cup, he eventualy got out in favor of a young Ronaldo and Viola, Parreira also kept Edmundo out of the squad, which came with hard criticism at the time. The excentric Viola played in several big clubs around Brazil, and Ronaldo, well he is the top scorer of the World Cups, enough said.

Germany 2 x 1 Brazil

Germany
Bofo Ilgner; Buchwald, Kohler, Matthaus, Helmer and Brehme; Effenberg, Hassler and Moller; Riedle (U. Kirsten) and Klinsmann (Gaudino).
Coach: Berti Vogts

Brazil
Ronaldo [Corinthians]; Jorginho [Bayern Munchen], Márcio Santos [Bordeaux] (Mozer) [Benfica], Ricardo Gomes [PSG] and Branco [Grêmio]; Dunga [VFB Stuttgart], Zinho [Palmeiras], Raí [PSG] (Edílson) [Palmeiras] and Paulo Sérgio [Bayer Leverkusen]; Edmundo [Palmeiras] and Evair [Palmeiras] (Válber II) [Corinthians]
Coach: Carlos Alberto Parreira

Date: 17th November 1993
Place: Muengersdorfer Stadium, Koln, Germany
Competition: Friendly
Referee: Jan Damgaard

Tradução de Fabricio Presilli

Grandes jogadores brasileiros: Neto

José Ferreira Neto
Posição: Meia
Nascimento: 09/setembro/1966 – Santo Antônio da Posse /SP
14 jogos – 6 gols
Primeiro jogo: 12/09/1990 – Brasil 0×3 Espanha (Amistoso)
Último jogo: 21/07/1991 – Brasil 2×0 Chile (Copa América)

Cria das categorias de base dos times campineiros, primeiro da Ponte Preta e mais tarde do Guarani, Neto se consagrou com um dos maiores batedores de falta do país nos anos 90. Ele teve passagens discretas por São Paulo e Palmeiras antes de se tornar ídolo do Corinthians, onde conquistou seus principais títulos.

Aposta do técnico Paulo Roberto Falcão em 1990, em sua tentativa mal sucedida de revitalizar o time nacional após a fracassada campanha na Copa de 1990, Neto se tornou uma peça chave no esquema do técnico, sendo inclusive capitão da equipe em diversas oportunidades.

O gol mais marcante na passagem rápida de Neto pela Seleção, e também o primeiro, foi o do amistoso contra a seleção do Resto do Mundo. Após entrar no lugar de Pelé, ainda no primeiro tempo, Neto marcou o gol de honra do Brasil e ficou com a bola do jogo, que ele guarda até hoje.

Neto foi o principal jogador do Corinthians na conquista do Campeonato Brasileiro de 1990, o principal título do Timão até então. Habilidoso meia que conseguia finalizar muito bem as jogadas, além de ser um líder natural da equipe, fato que trouxe diversos problemas a Neto durante sua carreira.

Uma das principais polêmicas vividas pelo meia foi uma discussão com o árbitro José Aparecido de Oliveira em 1991 durante um clássico contra o Palmeiras, Neto foi expulso e deu uma cusparada no juiz. Após o lance ele foi suspenso por quatro meses do futebol e ficou marcado como “problemático” em campo.

Após a passagem vitoriosa pelo Corinthians, Neto jogou na Colômbia e em outros grandes clubes do país, sem tanto sucesso. Sofrendo com problemas de tornozelo e para controlar o peso, Neto encerrou a carreira em 1999, aos 33 anos. Ele atualmente é comentarista de futebol de canais de televisão.

Principais títulos conquistados durante a carreira
– Campeonato Brasileiro (1990)
– Campeonato Paulista (1987 e 1997)
– Medalha de Prata – Jogos Olímpicos de Seul (1988)

Por Fabricio Presilli
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Brazilian greats: Neto

José Ferreira Neto
Position: Midfielder
Born: 09/September/1966 – Santo Antônio da Posse /SP
14 games – 6 goals
First jogo: 12/09/1990 – Brazil 0×3 Spain (Friendly)
Last jogo: 21/07/1991 – Brazil 2×0 Chile (Copa América)

Forged in the youth academy of the clubs in Campinas, first in Ponte Preta and later at Guarani, Neto is known as one of the best free kicks shooters of Brazilian football. He played for São Paulo and Palmeiras before his remarkable years at Corinthians.

When Paulo Roberto Falcão took charge of the Seleção, his first order of bussines was to bring new faces to the team, Neto was one of those new to the national team, even becoming the team capitain sometimes. He also played in the following years Copa América.

The most important goal of Neto’s short time at the Seleção was the first, in the friendly of Pelé’s anniversary in 1990, he scored Brazil’s only goal of the match and won as a gift the ball of the game, which he keeps until these days.

Neto was the main player of Corinthians first Campeonato Brasileiro title, in 1990. A skillful lefty midfielder, that had the ability to score some goals as well, and got himself in lots of troubles during his carreer.

One of the most contreversial things he did was an altercation with referre José Aparecido de Oliveira in 1991. Neto was mad because the ref sent him out of a derby against Palmeiras, and he spited in the referre’s face. The result was a ban for four months.

After his winning years in Corinthians, Neto went to Colômbia and some other clubs in Brazil. With physical and weigth issues he had to retire in 1999, at the age of 33. He is now a commentator in Brazilian TV.

Main titles during his career
– Campeonato Brasileiro (1990)
– Campeonato Paulista (1987 and 1997)
– Silver Medal – Seoul Olympics (1988)

Tradução de Fabricio Presilli

Grandes jogadores brasileiros: Élber

Élber Giovane de Souza
Posição: atacante
Nascimento: 23/julho/1972 – Londrina/PR
15 jogos – 7 gols
Primeiro jogo: 05/02/1998 – Brasil 1×1 Guatemala (Gold Cup)
Último jogo: 05/09/2001 – Brasil 1×2 Argentina (Eliminatórias para a Copa)

Contratado ainda jovem pelo Milan, em 1991 após boa apresentação no Campeonato Mundial de Juniores do mesmo ano, Élber foi emprestado para o time suíço Grasshopper, onde se destacou, despertando interesse de equipes alemãs, para onde foi em 1994.

Após três temporadas em Sttutgart, Élber se transferiu para o Bayern de Munique, maior clube alemão nas últimas décadas. Na Baviera o atacante ganhou seus principais títulos e se tornou ídolo da torcida local, ele ficou por lá seis temporadas, marcando quase cem gols com a camisa do Bayern.

Talvez por preconceiro, já que Élber não havia jogado profisionalmente no Brasil, e porque a Alemanha era considerado um mercado secundário de clubes para os jogadores brasileiros, Élber não despertou a atenção de técnicos da Seleção até 1998, quando Zagallo o convocou para a disputa da Gold Cup,

Élber não foi à Copa do Mundo no mesmo ano devido a uma lesão no ombro. Com grande concorrência no ataque, Ronaldo, Romário e Edmundo se revezavam na Seleção, Élber jamais se firmou novamente no time nacional. Conseguiu porém marcar três gols em um amistoso contra os equatorianos.

Em 2003 Élber buscou novos ares se transferindo para o campeão francês Lyon, sem conseguir se firmar depois de uma temporada voltou para a Alemanha e depois para o Brasil, onde encerrou a carreira no Cruzeiro em 2006.

Élber é representante e olheiro do Bayern de Munique no país, ele foi um dos responsáveis pela transferência do jovem zagueiro Breno para a Alemanha.

Principais títulos conquistados durante a carreira
– Campeonato Alemão (1999/2000, 2000/2001, 2001/2002, 2003/2004)
– Campeonato Mineiro (2006)
– Champions League (2000/2001)
– Copa da Alemanha (2000/2001 e 2003/2004)
– Mundial de Clubes (2001)
– Campeonato Francês (2003/2004)

Por Fabricio Presilli
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Brazilian greats: Élber

Élber Giovane de Souza
Position: striker
Born: 23/July/1972 – Londrina/PR
15 games – 7 goals
First match: 05/02/1998 – Brazil 1×1 Guatemala (Gold Cup)
Last match: 05/09/2001 – Brazil 1×2 Argentina (World Cup Qualifying Tournament)

Transferred young to Milan in 1991, after a good performance in the Younger’s World Cup at the same year, Élber went on loan to Swiss side Grasshopper, where he managed to score lots of goals, opening the eyes of some German clubs that wanted his football, he went to Germany in 1994.

After three seasons playing for Stuttgart, Élber moved to Bayern Munchen, the powerhouse of German football lately. In Bayern Élber had his best years and won some great titles, becoming an idol for the local supporters. Élber stayed there for six seasons, scoring almost one hundred goals with Bayern.

The reasons for the lack of attention from the coaches towards Élber is unclear, Zagallo however gave the striker a chance and he played well in the Gold Cup Brazilian finished in third. Élber didn’t made to the World Cup that year because of a shoulder injury. Moreover Brazil had some great forwards at that time, Ronaldo, Romário and Edmundo where constantly at the team.

In 2003 Élber moved to France, winning a French Ligue1 with Lyon but moving back to Germany after just one season. After a short spell in Monchengladbach he came back to Brazil to play for Cruzeiro in 2006, where he retired from football.

Élber is now a representative and scout for Brazilian players for Bayern Munchen, he is responsible for the transfer of young promising back Breno for the German club.

Main titles during his career
– German Bundesliga (1999/2000, 2000/2001, 2001/2002, 2003/2004)
– Campeonato Mineiro (2006)
– Champions League (2000/2001)
– German Cup (2000/2001 e 2003/2004)
– Club World Championship (2001)
– French Ligue1 (2003/2004)

Tradução de Fabricio Presilli

Grandes jogadores brasileiros: Luís Carlos Winck

Luís Carlos Coelho Winck
Posição: lateral direto
Nascimento: 05/janeiro/1963 – Portão/RS
17 jogos – 1 gol
Primeiro jogo: 25/04/1985 – Brasil 2×1 Colômbia (Amistoso)
Último jogo: 06/06/1993 – Brasil 2×0 Estados Unidos (US Cup)

Formado nas bases do Internacional, o lateral direito Luís Carlos Winck talvez seja um dos melhores jogadores brasileiros que não conseguiram ir à uma Copa do Mundo.

Após jogar quase a década de 80 inteira no colorado, Winck se transferiu em 1989 para o Vasco, ganhando no clube carioca seu único título nacional. Já na Seleção sua carreira se resume a alguns amistosos e jogos oficiais de menor importância, uma Copa América (1993) e dois Jogos Olímpicos (1984 e 1988).

Curioso notar que Luis Carlos é um de apenas dois jogadores que ganharam duas medalhas de prata, nas Olimpíadas que o Brasil perdeu na final. Apenas Ademir e Winck estavam nos grupos dos dois Jogos. O lateral tem apenas um gol pelo time oficial do Brasil, exatamente no seu último jogo contra os Estados Unidos.

Depois do título nacional de 1989, Luís Carlos teve uma séria contusão, que acabou o tirando da disputa por um lugar na Copa de 1990. Diversas transferências, praticamente uma por ano entre 1990 e 1996, fizeram Winck jogar por grandes clubes nacionais como Grêmio, Flamengo, Corinthians e Atlético Mineiro, antes de se aposentar em 1996 no São José gaúcho.

Hoje treinador no norte do país, onde já dirigiu equipes nos estados do Maranhão, Piauí e Amazonas, Winck está atualmente envolvido em um projeto do São Raimundo, clube de Manaus, para o retorno às principais divisões do futebol nacional.

Principais títulos conquistados durante a carreira
– Campeonato Brasileiro (1989)
– Campeonato Carioca (1992)
– Medalha de Prata nos Jogos Olímpicos (1984 e 1988)
– Campeonato Gaúcho (1981, 1982, 1984, 1991, 1993 e 1994)

Por Fabricio Presilli
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Brazilian greats: Luís Carlos Winck

Luís Carlos Coelho Winck
Position: right back
Born: 05/January/1963 – Portão/RS
17 games – 1 goal
First game: 25/04/1985 – Brazil 2×1 Colombia (Friendly)
Last game: 06/06/1993 – Brazil 2×0 USA (US Cup)

Brought to football in the youth academy at Internacional, the right back Luís Carlos Winck is probably one of the best players that never had the chance of playing a World Cup game.

After playing almost the entire 80’s in the south, Winck went to Rio in 1989 and won the Brazilian Championship with Vasco, his only national title. Playing for the national side Luís made to the Olympics twice, in 1884 and 1988,and a Copa América in 1993.

The curious thing is that Winck is one of only two players that were in both Brazilian teams that lost in a final Olympic match, in 1984 and 1988, the back Ademir is the other one. His only goal in the Seleção came in his last game with the team, against USA.

After the national title in 1989, Luís Carlos suffered a serious injury that kept him out of the group that went to Italy to the World Cup in 1990. Once a year he changed teams, always big clubs in Brazil, Winck played for Corinthians, Flamengo, Grêmio and Atlético Mineiro before deciding to retire in 1996.

Nowadays he is a coach in the northern states of Brazil, currently involved with the attempt of São Raimuindo, a club based in Manaus, of getting into the main divisions of Brazilian football before 2014.

Main titles during his career
– Campeonato Brasileiro (1989)
– Campeonato Carioca (1992)
– Silver Olympic Medal (1984 e 1988)
– Campeonato Gaúcho (1981, 1982, 1984, 1991, 1993 e 1994)

Tradução de Fabricio Presilli

Estrangeiros fazem a festa no cinquentenário de Pelé

Para comemorar o cinquentenário de nascimento de Pelé, a CBF organizou para o dia 31 de outubro de 1990 um amistoso entre a Seleção Brasileira, com a participação do Rei do Futebol, e o Combinado do Resto do Mundo, uma seleção dos melhores jogadores que disputaram a Copa do Mundo de 1990, ocorrida quatro meses antes. O jogo ocorreu no Estádio Giuseppe Meazza, em Milão (Itália) e teve público de 75 mil espectadores.

A Seleção passava por um momento de renovação, após a eliminação precoce para Argentina nas oitavas-de-final do Mundial daquele ano. Era apenas a terceira partida de Paulo Roberto Falcão no comando do time canarinho, e o treinador vinha de dois resultados adversos (derrota para a Espanha, em 12 de setembro, e empate sem gols contra o Chile, em 17 de outubro). Além disso, dos 20 jogadores convocados por Falcão para o amistoso-festa de Pelé, apenas Bismarck havia participado da Copa de 90, sem ter entrado em nenhuma das quatro partidas.

O Combinado do Resto do Mundo se reunia pela terceira vez contra o Brasil (a primeira foi em 1968, na despedida de Garrincha, e a outra foi em um amistoso ocorrido em março de 1989. A seleção ganhou a primeira partida e perdeu a segunda, ambos pelo placar de 2 x 1) e tinha como base os destaques da Copa do Mundo daquele ano, além de alguns destaques do Campeonato Italiano, sendo eles três brasileiros: o zagueiro Júlio César, da Juventus, o volante Alemão, do Napoli e o atacante João Paulo, do Bari (eleito o melhor estrangeiro na Itália em 1990), Completa a escalação o atacante húngaro Lajos Détari, único jogador a não participar daquele Mundial, pertencente ao Bologna.

Pelé jogou por 43 minutos, substituído por Neto. Poderia ter marcado o último gol de sua carreira se não fosse o atacante Rinaldo, do Fluminense, que protagonizou um lance que entrou para a história. O tricolor partiu pela esquerda contra apenas um zagueiro, enquanto Pelé vinha a seu lado totalmente desmarcado (propositalmente, talvez), só esperando receber a bola para marcar o gol. Rinaldo não tocou e ainda perdeu o gol.

Neto fez o gol do Brasil, de falta, enquanto o espanhol Michel (que teve um gol anulado erroneamente no jogo Brasil X Espanha, estréia das duas seleções na Copa de 86, no México) e o romeno Gheorghe Hagi, o “Maradona dos Cárpatos” marcaram os tentos do Combinado do Resto do Mundo.

Dos vinte jogadores convocados por Falcão para aquela partida, apenas Leonardo chegaria até a Copa seguinte, 1994. César Sampaio só disputaria uma copa oito anos depois, em 1998.

Ficha técnica:
BRASIL 1 x 2 RESTO DO MUNDO
Data: 31 de outubro de 1990.
Competição: Amistoso.
Local: Estádio Giuseppe Meazza, em Milão (Itália).
Público: 75.000 pagantes.
Árbitro: Túlio Lanese (Itália).
Gols: Michel 36’, Hagi 50’, Neto 60’.
BRASIL: Sérgio [Santos] depois Ronaldo [Corinthians] aos 57’; Gil Baiano [Bragantino] depois Bismarck [Vasco] aos 57’, Paulão [Cruzeiro], Adílson [Cruzeiro] depois Cléber [Atlético-MG] aos 46’ e Leonardo [São Paulo] depois Cássio [Vasco] aos 57’; César Sampaio [Santos], Donizete Oliveira [Grêmio] depois Luís Henrique [Bahia] aos 61’, Cafu [São Paulo] e Pelé [sem clube] depois Neto [Corinthians] aos 43’; Charles [Bahia] depois Valdeir [Botafogo] aos 51’ e Rinaldo [Fluminense] depois Careca Bianchezzi [Palmeiras] aos 51’. Técnico: Paulo Roberto Falcão.

RESTO DO MUNDO: Sérgio Goycoechea/ARG (Michel Preud’Homme/BEL) aos 19’ (Thomas N’Kono/CAM) aos 46’ (René Higuita/COL) aos 68’; Leo Clijsters/BEL (Emmanuel Kunde/CAM) aos 46’, Júlio César/BRA, Oscar Ruggeri/ARG (Sergej Alejnikov/BUL) aos 46’, Hugo Eduardo De León/URU (Lajos Detari/HUN) aos 46’; Michel/ESP (Gabriel Calderón/ARG) aos 46’, Alemão/BRA (José Basualdo/ARG) aos 46’, Rafael Martín Vasquez (Gheorghe Hagi/ROM) aos 46’ e Carlo Ancelotti/ITA (Enzo Francescoli/URU) aos 19’; Marco Van Basten/HOL (Hristro Stoichkov/BUL) aos 19’ e Roger Milla/CAM (João Paulo/BRA) aos 46’. Técnico: Franz Beckenbauer/ALE.

Por William Gimenes
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At Pelé’s party, the whole world saluted him

To remember Pelé’s fiftieth birthday, CBF made a game between the Seleção, with the recruitment of Pelé, and a team of great players from the Rest of the World, gathering the main playes of football from the 1990 World Cup back in Italy.

The Seleção was in a turbulent renewal moment, after being eliminated from the World Cup by Argentina, that was only the third game of Falcão at the Brazilian bench. The tow previous matches were discouraging for the new guy in charge, a defeat to Spain and a tie with Chile. From the 20 players Falcão called off for this game only Bismarck went to the World Cup some months before, without any playing time, and only Leonardo made to the following World Cup, in the USA. César Sampaio was in that game and waited eigth years to play in a World Cup, in France.

That was the third time a Brazilian national team faced a gathering of players from around the world. Garricha’s farewell was in a game like that in 1968 and another friendly was played in 1989. some of the main players played in Italy, like Brazilians Júlio César of Juventus, defensive midfielder Alemão of Napoli and forward João Paulo, named best foreigner in Italy playing at Bari. Hungarian Lajos Détari was the only player at that roster that wasn’t in the World Cup, he played in Bologna.

Pelé played for 43 minutes, replaced by Neto. He could have scored his last goal if it wasn’t for Rinaldo’s choice of not sharing the ball in a counter attack that displayed Pelé open in front of the goal. Neto scored the Brazilian goal from a free kick, his specialty. Spaniard Michel and legend Romanian Gheorghe Hagi scored the Rest of the World goals.

BRAZIL 1 x 2 REST OF THE WORLD
Date: 31st October 1990
Competition: Friendly
Place: Giuseppe Meazza, Milan
Attendance: 75,000
Referee: Túlio Lanese (Italy)
Goals: Michel 36’, Hagi 50’, Neto 60’.

BRAZIL: Sérgio [Santos] (Ronaldo) [Corinthians]; Gil Baiano [Bragantino] (Bismarck) [Vasco], Paulão [Cruzeiro], Adílson [Cruzeiro] (Cléber) [Atlético-MG] and Leonardo [São Paulo] (Cássio) [Vasco]; César Sampaio [Santos], Donizete Oliveira [Grêmio] (Luís Henrique) [Bahia], Cafu [São Paulo] and Pelé [no club] (Neto) [Corinthians]; Charles [Bahia] (Valdeir) [Botafogo] and Rinaldo [Fluminense] (Careca Bianchezzi) [Palmeiras].
Coach: Paulo Roberto Falcão.

REST OF THE WORLD: Sérgio Goycoechea/ARG (Michel Preud’Homme/BEL), (Thomas N’Kono/CAM), (René Higuita/COL); Leo Clijsters/BEL (Emmanuel Kunde/CAM), Júlio César/BRA, Oscar Ruggeri/ARG (Sergej Alejnikov/BUL), Hugo Eduardo De León/URU (Lajos Detari/HUN); Michel/SPA (Gabriel Calderón/ARG), Alemão/BRA (José Basualdo/ARG), Rafael Martín Vasquez/SPA (Gheorghe Hagi/ROM) and Carlo Ancelotti/ITA (Enzo Francescoli/URU); Marco Van Basten/NED (Hristro Stoichkov/BUL) and Roger Milla/CAM (João Paulo/BRA).
Coach: Franz Beckenbauer/GER.

Tradução de Fabricio Presilli