Luxemburgo iniciava reformulação, mas história mostra que não teve sucesso

Após a humilhante derrota por 3 a 0 para a França na final da Copa do Mundo, o Brasil fez apenas três jogos no ano de 98, com duas vitórias, e um empate. Tudo isso já sob o comando de Vanderlei (ou seria Wanderley?) Luxemburgo e contra seleções de certo nível, como Iugoslávia, Equador e Rússia. E o índice de gols marcados foi muito bom: 11, em três jogos.

Contra a Iugoslávia, empate por 1 a 1, em setembro. No mês seguinte, goleada por 5 a 1 sobre o Equador. E no dia 18 de novembro de 1998, nova goleada, também por 5 a 1, mas agora sobre a Rússia.

Luxemburgo, também pela pressão popular que havia, apostava em uma renovação do grupo que havia perdido a Copa da França. Dos 16 jogadores que estiveram em campo nesta partida, por exemplo, apenas Cafu, Rivaldo e Denílson estiveram com Zagallo na ‘conquista’ do vice-campeonato.

Porém, parece que as apostas de Luxemburgo neste momento, não foram lá muito boas. Isso porque além dos três que já estiveram na Copa de 98, apenas Rogério Ceni e Vampeta também estavam na próxima Copa, a de 2002, vencida por Felipão, e não por Luxemburgo, que dava início à caminhada. E nem titulares foram. Ceni era apenas o terceiro goleiro, e o melhor lance de Vampeta fora as cambalhotas no Planalto.

Apesar disso tudo, algumas das apostas de Luxa que não deram tão certo, mostraram bom trabalho neste amistoso. Especialmente o ótimo atacante Amoroso, que balançou a rede duas vezes. Élber, que havia marcado três gols contra o Equador no mês anterior, fez outro, assim como o volante Marcos Assunção. O já consagrado, Rivaldo marcou também. Kournokov fez o gol de honra dos russos.

Algumas destas apostas foram o goleiro Émerson, então no Atlético Mineiro, mas que pelo Bahia em 2000 seria eleito pela revista Placar o melhor do Campeonato Brasileiro; o próprio Marcos Assunção; o experiente zagueiro Antônio Carlos e o jovem César, da Portuguesa e que ficou famoso pelo erro do juiz argentino, Castrilli, na semifinal do Paulistão deste mesmo ano; Serginho, ótimo lateral esquerdo do São Paulo, mas que não se firmou na seleção.

No entanto, talvez a sua maior surpresa tenha sido a convocação do meia-atacante Jackson, do Sport Recife. E o fato de ser uma grande surpresa, não quer dizer que não merecesse. O time pernambucano fazia ótima campanha no Campeonato Brasileiro, tendo sido eliminado pelo Santos somente nas quartas-de-final, depois de três jogos bastante complicados, e o baixinho rápido meia direita, era um dos destaques do time.

Outro nome ainda não consagrado, e que não daria certo na Seleção era o do atacante Christian, ainda no Internacional. No Beira Rio era conhecido como Jesus Christian, tamanha devoção da torcida colorada. Além dele, Élber, recebia suas primeiras chances, mas por seu desempenho no futebol alemão não causou surpresa.

Narciso, do Santos, agora como volante, recebia nova chance, já que como zagueiro fora convocado algumas vezes por Zagallo, especialmente para jogar na seleção olímpica. Outro do qual o ‘velho lobo’ gostava e que jogou neste dia era o volante Flávio Conceição.

Ficha técnica: Brasil 5 x 1 Rússia

Brasil
Rogério Ceni [São Paulo] (Émerson) [Atlético Mineiro]; Cafu [Roma-ITA] (Marcos Assunção) [Flamengo], Antônio Carlos [Roma-ITA], César III [Portuguesa] e Serginho [São Paulo]; Vampeta [Corinthians] (Narciso) [Santos], Flávio Conceição [La Coruña-ESP], Rivaldo [Barcelona-ESP] e Denílson [Bétis-ESP] (Jackson) [Sport]; Amoroso [Udinese-ITA] e Élber [Bayern de Munique-ALE] (Christian) [Internacional]
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Rússia
Novossadov (Tchitchkin); Mamedov, Igonin, Varlamov e Solomatin (Kournokov); Igonin, Smertin (Kondrashov), Semak e Fillipenkov (Coulatov); Kormitsev (Bakharev) e Yessipov (Panov)

Data: 18 de novembro de 1998
Local: Estádio Castelão, em Fortaleza
Competição: Amistoso
Árbitro: Gustavo Mendez

Por Raoni David
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Luxemburgo starts fresh, and finished not being missed

After the defeat to the French in the 1998 World Cup final, Brazil had three more games in 1998, with two wins and a tie. Under new coach Vanderlei Luxemburgo Brazil played good teams, Yugoslavia, Ecuador and Russia, and scored 11 goals in three matches,

A tie against Yugoslavians in September, a win against Ecuador in October and another blowout against Russians on November 18th that year.

Luxemburgo brougth some new faces to the team, only Cafu, Rivaldo and Denílson were in the World Cup some months earlier. However most of the players Luxemburgo called off didn’t stayed on the goup until 2002, only Rogério Ceni and Vampeta went to Asia with Scolari.

Some players had a good game agains Russia, Amoroso scored two goals, Élber made another one and the defensive midfielder Marcos Assunção another. Rivaldo and Kournokov settled the scoreboard.

Some bets that never returned were the goalie Émerson, chosen the best keeper of the 2000 Natrional Championship, the backs Antônio Carlos and César, the great lefty Serginho, that played for several years in Milan.

However the biggest surprise was the midfielder Jackson, that played for Sport, he was in an excelent form that year, helping his lub reach the top eight in the Campeonato Brasileiro. Luxemburgo also tested the strikers Chistian and Élber, that had an enourmous success in Germany. Narciso and Flávio conceição were another bets that flunked.

Brazil 5 x 1 Russia

Brazil
Rogério Ceni [São Paulo] (Émerson) [Atlético Mineiro]; Cafu [Roma] (Marcos Assunção) [Flamengo], Antônio Carlos [Roma], César III [Portuguesa] and Serginho [São Paulo]; Vampeta [Corinthians] (Narciso) [Santos], Flávio Conceição [La Coruña], Rivaldo [Barcelona] and Denílson [Bétis] (Jackson) [Sport]; Amoroso [Udinese] and Élber [Bayern de Munique] (Christian) [Internacional]
Coach: Vanderlei Luxemburgo

Russia
Novossadov (Tchitchkin); Mamedov, Igonin, Varlamov and Solomatin (Kournokov); Igonin, Smertin (Kondrashov), Semak and Fillipenkov (Coulatov); Kormitsev (Bakharev) and Yessipov (Panov)

Date: 18th November 1998
Place: Castelão Stadium, Fortaleza
Competition: Friendly
Referee: Gustavo Mendez

Tradução de Fabricio Presilli

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Grandes jogadores brasileiros: Élber

Élber Giovane de Souza
Posição: atacante
Nascimento: 23/julho/1972 – Londrina/PR
15 jogos – 7 gols
Primeiro jogo: 05/02/1998 – Brasil 1×1 Guatemala (Gold Cup)
Último jogo: 05/09/2001 – Brasil 1×2 Argentina (Eliminatórias para a Copa)

Contratado ainda jovem pelo Milan, em 1991 após boa apresentação no Campeonato Mundial de Juniores do mesmo ano, Élber foi emprestado para o time suíço Grasshopper, onde se destacou, despertando interesse de equipes alemãs, para onde foi em 1994.

Após três temporadas em Sttutgart, Élber se transferiu para o Bayern de Munique, maior clube alemão nas últimas décadas. Na Baviera o atacante ganhou seus principais títulos e se tornou ídolo da torcida local, ele ficou por lá seis temporadas, marcando quase cem gols com a camisa do Bayern.

Talvez por preconceiro, já que Élber não havia jogado profisionalmente no Brasil, e porque a Alemanha era considerado um mercado secundário de clubes para os jogadores brasileiros, Élber não despertou a atenção de técnicos da Seleção até 1998, quando Zagallo o convocou para a disputa da Gold Cup,

Élber não foi à Copa do Mundo no mesmo ano devido a uma lesão no ombro. Com grande concorrência no ataque, Ronaldo, Romário e Edmundo se revezavam na Seleção, Élber jamais se firmou novamente no time nacional. Conseguiu porém marcar três gols em um amistoso contra os equatorianos.

Em 2003 Élber buscou novos ares se transferindo para o campeão francês Lyon, sem conseguir se firmar depois de uma temporada voltou para a Alemanha e depois para o Brasil, onde encerrou a carreira no Cruzeiro em 2006.

Élber é representante e olheiro do Bayern de Munique no país, ele foi um dos responsáveis pela transferência do jovem zagueiro Breno para a Alemanha.

Principais títulos conquistados durante a carreira
– Campeonato Alemão (1999/2000, 2000/2001, 2001/2002, 2003/2004)
– Campeonato Mineiro (2006)
– Champions League (2000/2001)
– Copa da Alemanha (2000/2001 e 2003/2004)
– Mundial de Clubes (2001)
– Campeonato Francês (2003/2004)

Por Fabricio Presilli
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Brazilian greats: Élber

Élber Giovane de Souza
Position: striker
Born: 23/July/1972 – Londrina/PR
15 games – 7 goals
First match: 05/02/1998 – Brazil 1×1 Guatemala (Gold Cup)
Last match: 05/09/2001 – Brazil 1×2 Argentina (World Cup Qualifying Tournament)

Transferred young to Milan in 1991, after a good performance in the Younger’s World Cup at the same year, Élber went on loan to Swiss side Grasshopper, where he managed to score lots of goals, opening the eyes of some German clubs that wanted his football, he went to Germany in 1994.

After three seasons playing for Stuttgart, Élber moved to Bayern Munchen, the powerhouse of German football lately. In Bayern Élber had his best years and won some great titles, becoming an idol for the local supporters. Élber stayed there for six seasons, scoring almost one hundred goals with Bayern.

The reasons for the lack of attention from the coaches towards Élber is unclear, Zagallo however gave the striker a chance and he played well in the Gold Cup Brazilian finished in third. Élber didn’t made to the World Cup that year because of a shoulder injury. Moreover Brazil had some great forwards at that time, Ronaldo, Romário and Edmundo where constantly at the team.

In 2003 Élber moved to France, winning a French Ligue1 with Lyon but moving back to Germany after just one season. After a short spell in Monchengladbach he came back to Brazil to play for Cruzeiro in 2006, where he retired from football.

Élber is now a representative and scout for Brazilian players for Bayern Munchen, he is responsible for the transfer of young promising back Breno for the German club.

Main titles during his career
– German Bundesliga (1999/2000, 2000/2001, 2001/2002, 2003/2004)
– Campeonato Mineiro (2006)
– Champions League (2000/2001)
– German Cup (2000/2001 e 2003/2004)
– Club World Championship (2001)
– French Ligue1 (2003/2004)

Tradução de Fabricio Presilli

Estrangeiros fazem a festa no cinquentenário de Pelé

Para comemorar o cinquentenário de nascimento de Pelé, a CBF organizou para o dia 31 de outubro de 1990 um amistoso entre a Seleção Brasileira, com a participação do Rei do Futebol, e o Combinado do Resto do Mundo, uma seleção dos melhores jogadores que disputaram a Copa do Mundo de 1990, ocorrida quatro meses antes. O jogo ocorreu no Estádio Giuseppe Meazza, em Milão (Itália) e teve público de 75 mil espectadores.

A Seleção passava por um momento de renovação, após a eliminação precoce para Argentina nas oitavas-de-final do Mundial daquele ano. Era apenas a terceira partida de Paulo Roberto Falcão no comando do time canarinho, e o treinador vinha de dois resultados adversos (derrota para a Espanha, em 12 de setembro, e empate sem gols contra o Chile, em 17 de outubro). Além disso, dos 20 jogadores convocados por Falcão para o amistoso-festa de Pelé, apenas Bismarck havia participado da Copa de 90, sem ter entrado em nenhuma das quatro partidas.

O Combinado do Resto do Mundo se reunia pela terceira vez contra o Brasil (a primeira foi em 1968, na despedida de Garrincha, e a outra foi em um amistoso ocorrido em março de 1989. A seleção ganhou a primeira partida e perdeu a segunda, ambos pelo placar de 2 x 1) e tinha como base os destaques da Copa do Mundo daquele ano, além de alguns destaques do Campeonato Italiano, sendo eles três brasileiros: o zagueiro Júlio César, da Juventus, o volante Alemão, do Napoli e o atacante João Paulo, do Bari (eleito o melhor estrangeiro na Itália em 1990), Completa a escalação o atacante húngaro Lajos Détari, único jogador a não participar daquele Mundial, pertencente ao Bologna.

Pelé jogou por 43 minutos, substituído por Neto. Poderia ter marcado o último gol de sua carreira se não fosse o atacante Rinaldo, do Fluminense, que protagonizou um lance que entrou para a história. O tricolor partiu pela esquerda contra apenas um zagueiro, enquanto Pelé vinha a seu lado totalmente desmarcado (propositalmente, talvez), só esperando receber a bola para marcar o gol. Rinaldo não tocou e ainda perdeu o gol.

Neto fez o gol do Brasil, de falta, enquanto o espanhol Michel (que teve um gol anulado erroneamente no jogo Brasil X Espanha, estréia das duas seleções na Copa de 86, no México) e o romeno Gheorghe Hagi, o “Maradona dos Cárpatos” marcaram os tentos do Combinado do Resto do Mundo.

Dos vinte jogadores convocados por Falcão para aquela partida, apenas Leonardo chegaria até a Copa seguinte, 1994. César Sampaio só disputaria uma copa oito anos depois, em 1998.

Ficha técnica:
BRASIL 1 x 2 RESTO DO MUNDO
Data: 31 de outubro de 1990.
Competição: Amistoso.
Local: Estádio Giuseppe Meazza, em Milão (Itália).
Público: 75.000 pagantes.
Árbitro: Túlio Lanese (Itália).
Gols: Michel 36’, Hagi 50’, Neto 60’.
BRASIL: Sérgio [Santos] depois Ronaldo [Corinthians] aos 57’; Gil Baiano [Bragantino] depois Bismarck [Vasco] aos 57’, Paulão [Cruzeiro], Adílson [Cruzeiro] depois Cléber [Atlético-MG] aos 46’ e Leonardo [São Paulo] depois Cássio [Vasco] aos 57’; César Sampaio [Santos], Donizete Oliveira [Grêmio] depois Luís Henrique [Bahia] aos 61’, Cafu [São Paulo] e Pelé [sem clube] depois Neto [Corinthians] aos 43’; Charles [Bahia] depois Valdeir [Botafogo] aos 51’ e Rinaldo [Fluminense] depois Careca Bianchezzi [Palmeiras] aos 51’. Técnico: Paulo Roberto Falcão.

RESTO DO MUNDO: Sérgio Goycoechea/ARG (Michel Preud’Homme/BEL) aos 19’ (Thomas N’Kono/CAM) aos 46’ (René Higuita/COL) aos 68’; Leo Clijsters/BEL (Emmanuel Kunde/CAM) aos 46’, Júlio César/BRA, Oscar Ruggeri/ARG (Sergej Alejnikov/BUL) aos 46’, Hugo Eduardo De León/URU (Lajos Detari/HUN) aos 46’; Michel/ESP (Gabriel Calderón/ARG) aos 46’, Alemão/BRA (José Basualdo/ARG) aos 46’, Rafael Martín Vasquez (Gheorghe Hagi/ROM) aos 46’ e Carlo Ancelotti/ITA (Enzo Francescoli/URU) aos 19’; Marco Van Basten/HOL (Hristro Stoichkov/BUL) aos 19’ e Roger Milla/CAM (João Paulo/BRA) aos 46’. Técnico: Franz Beckenbauer/ALE.

Por William Gimenes
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At Pelé’s party, the whole world saluted him

To remember Pelé’s fiftieth birthday, CBF made a game between the Seleção, with the recruitment of Pelé, and a team of great players from the Rest of the World, gathering the main playes of football from the 1990 World Cup back in Italy.

The Seleção was in a turbulent renewal moment, after being eliminated from the World Cup by Argentina, that was only the third game of Falcão at the Brazilian bench. The tow previous matches were discouraging for the new guy in charge, a defeat to Spain and a tie with Chile. From the 20 players Falcão called off for this game only Bismarck went to the World Cup some months before, without any playing time, and only Leonardo made to the following World Cup, in the USA. César Sampaio was in that game and waited eigth years to play in a World Cup, in France.

That was the third time a Brazilian national team faced a gathering of players from around the world. Garricha’s farewell was in a game like that in 1968 and another friendly was played in 1989. some of the main players played in Italy, like Brazilians Júlio César of Juventus, defensive midfielder Alemão of Napoli and forward João Paulo, named best foreigner in Italy playing at Bari. Hungarian Lajos Détari was the only player at that roster that wasn’t in the World Cup, he played in Bologna.

Pelé played for 43 minutes, replaced by Neto. He could have scored his last goal if it wasn’t for Rinaldo’s choice of not sharing the ball in a counter attack that displayed Pelé open in front of the goal. Neto scored the Brazilian goal from a free kick, his specialty. Spaniard Michel and legend Romanian Gheorghe Hagi scored the Rest of the World goals.

BRAZIL 1 x 2 REST OF THE WORLD
Date: 31st October 1990
Competition: Friendly
Place: Giuseppe Meazza, Milan
Attendance: 75,000
Referee: Túlio Lanese (Italy)
Goals: Michel 36’, Hagi 50’, Neto 60’.

BRAZIL: Sérgio [Santos] (Ronaldo) [Corinthians]; Gil Baiano [Bragantino] (Bismarck) [Vasco], Paulão [Cruzeiro], Adílson [Cruzeiro] (Cléber) [Atlético-MG] and Leonardo [São Paulo] (Cássio) [Vasco]; César Sampaio [Santos], Donizete Oliveira [Grêmio] (Luís Henrique) [Bahia], Cafu [São Paulo] and Pelé [no club] (Neto) [Corinthians]; Charles [Bahia] (Valdeir) [Botafogo] and Rinaldo [Fluminense] (Careca Bianchezzi) [Palmeiras].
Coach: Paulo Roberto Falcão.

REST OF THE WORLD: Sérgio Goycoechea/ARG (Michel Preud’Homme/BEL), (Thomas N’Kono/CAM), (René Higuita/COL); Leo Clijsters/BEL (Emmanuel Kunde/CAM), Júlio César/BRA, Oscar Ruggeri/ARG (Sergej Alejnikov/BUL), Hugo Eduardo De León/URU (Lajos Detari/HUN); Michel/SPA (Gabriel Calderón/ARG), Alemão/BRA (José Basualdo/ARG), Rafael Martín Vasquez/SPA (Gheorghe Hagi/ROM) and Carlo Ancelotti/ITA (Enzo Francescoli/URU); Marco Van Basten/NED (Hristro Stoichkov/BUL) and Roger Milla/CAM (João Paulo/BRA).
Coach: Franz Beckenbauer/GER.

Tradução de Fabricio Presilli

Em amistoso isolado, Zagallo esboça olímpicos e Sávio brilha

O técnico da Seleção Brasileira era Mário Jorge Lobo Zagallo e com o status de tetracampeão conquistado a pouco mais de três meses, o ‘velho lobo’ resolveu em um amistoso isolado, testar a seleção que mais tarde disputaria os Jogos Olímpicos de 1996, em Atlanta nos Estados Unidos.

Assim, em 19 de outubro de 1994 entrava em campo um selecionado de promessas brasileiras para enfrentar o Chile, fora de casa. Com grande destaque para a apresentação de Sávio, do Flamengo que marcou três gols, o Brasil goleou por 5 a 0. No ano seguinte o rápido atacante canhoto faria parte do que ficou conhecido como melhor ataque do mundo, com Sávio, Romário e Edmundo, no mesmo time rubro-negro, mas o sucesso não foi o que esperavam. Os outros dois gols do time do Brasil foram marcados por Amoroso e Marques.

No entanto, a base daquele time era o Corinthians, especialmente no meio de campo que contava com Zé Elias, Marcelinho Paulista e Souza. O ataque ainda tinha o rápido Marques. Alguns criticaram as escolhas de Zagallo, mas também no ano seguinte, estes jogadores mostraram que tinham virtudes e foram a espinha dorsal do time corintiano que venceu o Grêmio na decisão da Copa do Brasil.

Do time brasileiro, porém, nenhum dos jogadores chegou a disputar uma Copa do Mundo, e a grande maioria teve passagem bem curta com a camisa canarinho. Exceções foram o atacante Amoroso, o goleiro Danrlei, e o próprio Sávio, que chegaram a ser convocados em outros anos, e por outros treinadores. Os dois últimos, aliás, assim como Zé Elias, Marcelinho Paulista e o lateral-esquerdo André Luiz, à época no São Paulo, foram os únicos que participaram deste jogo e estiveram no grupo que ficou com o bronze nas Olimpíadas.

Outros jogadores, porém, foram totais decepções. Em especial a dupla vascaína: o lateral-direito Bruno Carvalho e o meia-esquerda Yan. O primeiro era vigoroso e versátil. Jogava de volante, zagueiro e lateral-esquerdo. Já Yan era habilidoso. Tinha muita precisão nos passes, especialmente com a perna esquerda. Mas não vingaram. A dupla de zaga, Argel e Gélson ‘Baresi’ tiveram boas passagens por grandes times do país, mas jamais foram opções para a seleção.

O Chile, que fora humilhado em casa, tinha no meio-campista Acuña e no atacante Marcelo Salas, alguma qualidade. Tanto que não estiveram nos Jogos Olímpicos. Mais tarde, porém, formariam um bom time na disputa da Copa de 98, onde o próprio Salas, ao lado de Ivan Zamorano, eram as sensações.

Ficha técnica: Chile 0 x 5 Brasil

Chile
Corvalan (Caro); Galdavez, Gatica, Muñoz e Gonzales (Quiroga); Rojas (Guajardo), Acuña, Lizama e Valenzia; Ávila e Salas (Hormazabal)

Brasil
Danrlei [Grêmio]; Bruno Carvalho [Vasco], Argel [Internacional], Gélson [Flamengo] e André Luiz [São Paulo]; Zé Elias [Corinthians], Marcelinho Paulista [Corinthians] e Souza II [Corinthians] (Yan) [Vasco]; Amoroso [Guarani], Sávio [Flamengo] e Marques [Corinthians]
Técnico: Zagallo

Data: 19 de outubro 1994
Competição: Amistoso
Local: Estádio Regional de Concepción, no Chile
Árbitro: Carlos Robles

Por Raoni David
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Sávio shine at Chile

In 1994 the coach was Zagallo once again, and holding his fourth title after the World Cup he decided to test some players that later could play in the 1996 Olympics in a friendly in Chile later that year.

So the Seleção new faces went to the pitch on October 19th to face Chile. The most hype was about the forward Sávio first game, and he delivered with three goals. The other two goals came from Amoroso and Marques. Sávio played in Flamengo with Romário and Edmundo in 1995, what was called back then as the best attacking system in the world, that never was that sucessful in the field.

Many players from that team played for Corinthaisn in Brazil, a club well known for their developing youngsters skills, the midfielders Zé Elias, Marcelinho Paulista and Souza were in the national squad. Fast forward Marques was lined up as well. Criticism came from everywere to Zagallo, but that Corinthians squad won the Copa do Brasil in 1995.

From the players of that friendly however none managed to stay in the Seleção for a World Cup, in fact many of them struggled to be called off once again. Only Zé Elias, Marcelinho Paulista and André Luiz were in the bronze winning medal Olympic group in 1996.

Some players got lost in a promising carreer, like Bruno Carvalho and Yan, both from Vasco, and the backs Argel and Gérson ‘Baresi’, that played for some major clubs in Brazil, but never in the Seleção.
Chile could rely on Acuña and star forward Marcelo Salas. They couldn’t qualify to the Olympics, but in the 1998 World Cup Chile had a great team, with power forwads Marcelo Salas and Zamorano leading.

Chile 0 x 5 Brazil

Chile
Corvalan (Caro); Galdavez, Gatica, Muñoz and Gonzales (Quiroga); Rojas (Guajardo), Acuña, Lizama and Valenzia; Ávila and Salas (Hormazabal)

Brasil
Danrlei [Grêmio]; Bruno Carvalho [Vasco], Argel [Internacional], Gélson [Flamengo] and André Luiz [São Paulo]; Zé Elias [Corinthians], Marcelinho Paulista [Corinthians] and Souza II [Corinthians] (Yan) [Vasco]; Amoroso [Guarani], Sávio [Flamengo] and Marques [Corinthians]
Coach: Zagallo

Date: 19th October 1994
Competition: Friendly
Place: Regional Stadium of Concepción, Chile
Referee: Carlos Robles

Tradução de Fabricio Presilli

Grandes ídolos da Seleção Brasileira: Cafú

Marcos Evangelista de Moraes
Posição: lateral-direito
Nascimento: 07/junho/1970 – São Paulo/SP
148 jogos – 5 gols
Primeiro jogo: 12/09/1990- Espanha 3×0 Brasil (Amistoso)
Último jogo: 01/07/2006- Brasil 0x1 França (Copa do Mundo)

Dispensado por várias vezes em peneiras dos principais clubes de São Paulo, o lateral-direito Cafú jamais imaginaria, em sua infância e adolescência, que um dia se tornaria o jogador recordista em participações com a camisa da Seleção Brasileira.

Até a fatídica partida em que o selecionado brasileiro, treinado por Parreira, acabou sendo eliminado pela França na fase de quartas de final da Copa do Mundo de 2006, o camisa 2 disputou 148 jogos com a camisa canarinho, anotando um total de 5 gols.

Titular absoluto na época áurea do São Paulo Futebol Clube, que comandado por Telê Santana, conquistou todos os títulos possíveis entre os anos de 1990 e 1994 e com passagens pelo Real Zaragoza, Juventude, Palmeiras, Roma e Milan, Cafú é um grande ícone quando o assunto é o lado direito do gramado.

Atleta voluntarioso, de muita força, velocidade, técnica e disciplina, Cafú foi convocado para vestir a camisa da Seleção Brasileira pela primeira vez pelo técnico Paulo Roberto Falcão para a disputa de um amistoso contra a Espanha em 1990. No mesmo ano participou do jogo festivo, na Itália, em que Pelé comemorou seus 50 anos de vida.

Seu destino parecia estar traçado. O jogador nasceu a exatas duas semanas do tricampeonato mundial. Sempre iluminado, Marcos Evangelista de Moraes fez a sua estreia em Copas do Mundo justamente 24 anos após seu nascimento, na decisão do mundial de 1994 diante da mesma Itália, quando substituiu Jorginho, que se contundiu ainda no primeiro tempo.

O paulistano é considerado um dos maiores laterais da história do futebol mundial e em 2004 foi apontado em uma lista feita por Pelé como um dos 125 maiores jogadores de todos os tempos.

Títulos conquistados com a Seleção Brasileira
– Copa do Mundo 1994 (Estados Unidos)
– Copa América 1997 (Bolívia)
– Copa das Confederações 1997 (França)
– Copa América 1999 (Paraguai)
– Copa do Mundo 2002 (Coréia do Sul e Japão)
Participou ainda das Copas de 1998 e 2006.

Por Fábio Pereira
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Seleção idols: Cafú

Marcos Evangelista de Moraes
Position: right back
Born: 07/june/1970 – São Paulo/SP
148 games – 5 goals
First game: 12/09/1990- Spain 3×0 Brazil (Friendly)
Last game: 01/07/2006- Brazil 0x1 France (2006 World Cup)

After being dismissed by several clubs in São Paulo, the right back Cafu couldn’t dream that one day he would become the player with most games with the Brazilian national team. Before those quarterfinals match against France in 2006, Cafu played a total of 148 games, scoring 5 goals with the Seleção.

Holder of the rigth spot in the great São Paulo squad of the early 90’s, he won every single title there is for a footballer to win in South America between 1990 and 1994. He also played for Real Zaragoza in Spain, Juventude and Palmeiras back in Brazil and Roma and Milan in Italy.

A really willful player, disciplined strong back, Cafu first call to the National team was by coach Paulo Roberto Falcão, to play a friendly against Spain in 1990. That same year he took part in a game versus Italy, when Pelé celebrated his 50 birthday.

His faith seemed to really be in yellow, Cafu was born two weeks before the final match of the 1970 World Cup. Marcos Evangelista de Moraes debuted in a World Cup game in the 1994 final against Italy, after an injury of the right back Jorginho in the first half of the game.

Considered one of the best players ever in the right back, Cafu was appointed from Pelé as one the 125 best players ever around the world.

Titles with the Seleção
– 1994 World Cup (USA)
– 1997 Copa América (Bolivia)
– 1997 Confederations Cup (France)
– 1999 Copa América (Paraguay)
– 2002 World Cup (South Korea and Japan)
Played also in other two World Cups (1998 and 2006).

Tradução de Fabricio Presilli

Reedição da ‘final’ de 98 empata novamente

Mesmo tendo perdido a Copa América para o México, a Seleção Brasileira concluiu o ano de 1999 com importantes amistosos, contra fortes seleções. Comandados por Vanderlei Luxemburgo os brasileiros perderam uma e venceram outra contra os argentinos, e ainda tiveram dois empates contra o Holanda e Espanha.

Em nove de outubro de 1999, o adversário era a Holanda. Pouco mais de um ano antes, as equipes se enfrentaram pela semifinal da Copa do Mundo da França, na partida que ficou conhecida como a final antecipada da competição. Fato que não se consumou na decisão.

De todo modo, eram duas das melhores equipes do mundo na época. O Brasil ainda tinha os astros de 98, como Ronaldo, Rivaldo e Roberto Carlos, e tentava se renovar com as presenças de Roque Júnior, Vampeta, Juninho Pernambucano, Felipe e principalmente Ronaldinho Gaúcho.

Tudo isso para enfrentar uma equipe com craques como Seedorf e Bergkamp, que tinham a companhia dos matadores Kluivert e o jovem Van Nistelrooy, o rápido ponta-esquerda Zenden, além de Ronald de Boer, improvisado na lateral-direita e do ótimo goleiro Van der Sar. Ainda ficaram de fora jogadores como Cocu, Frank de Boer, Davids e Overmars.

Apesar de contar com dois meias com bons chutes – Rivaldo e Felipe – além de dois matadores – Ronaldo e Élber – o Brasil acabou contando com os laterais para marcar. Cafu e Roberto Carlos foram os que balançaram a rede de Van der Sar. Os comandados de Frank Rijkaard chegaram aos seus gols com Zenden e o craque Bergkamp. Dida, em ótima fase, ainda pegou um pênalti.

Na mesma data, em solo brasileiro, mais precisamente na cidade do Rio de Janeiro falecia o poeta e diplomata brasileiro, João Cabral de Melo Neto. Autor de ‘Morte e vida Severina’ entre outras obras, o pernambucano faleceu aos 79 anos e torcia pelo América do Rio.

Ficha técnica: Holanda 2×2 Brasil

Holanda
Van der Sar; Ronald de Boer, Bogard, Konterman e Van Bronckhorst; Van Hintum, Winter (Van Gastel) e Seedorf; Zenden (Van Vossen), Bergkamp (Van Nistelrooy) e Kluivert.
Técnico: Frank Rijkaard.

Brasil
Dida [Corinthians]; Cafu [Roma-ITA], Antônio Carlos [Roma-ITA], Roque Júnior [Palmeiras] e Roberto Carlos [Real Madrid-ESP]; Émerson [Bayer Leverkusen-ALE], Vampeta [Corinthians] (Juninho Pernambucano) [Vasco], Felipe [Vasco] (Ronaldinho Gaúcho) [Grêmio] e Rivaldo [Barcelona-ESP]; Ronaldo [Internazionale-ITA] (Marcos Assunção) [Roma-ITA] e Élber [Bayern Munique-ALE] (Sávio) [Real Madrid-ESP]
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Data: 09 de outubro de 1999
Competição: Amistoso oficial
Local: Amsterdam Arena, em Amsterdam
Árbitro: Markus Merk

Por Raoni David

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Replay of 98 antecipated final, drawn all over again

After losing the Copa América to México, the Seleção finished 1999 with some major friendlies. Coached by Valderlei Luxemburgo the brazilians had a win and a loss against rivals Argentina, and two draws against dutch and spaniards.

On octobert 09th 1999 they would face Netherlands again. Over a year before the two powerhouses faced each other in the 1998 World Cup semifinal match, a game known then as an antecipated final. As we know this fact would not be fulfilled at the final game.

Anyway, those were two of the best teams in the world at that time. Brazil could rely on its 1998 stars such as Ronaldo, Rivaldo and Roberto Carlos and tried some fresh faces as Roque Júnior, Vampeta, Juninho Pernambucano and Felipe, but most of all Ronaldinho Gaúcho.

All this power to face a squad with players like Seedorf and Bergkamp, that kept company of the strikers Kluivert and the young Van Nistelrooy, the fast winger Zenden, besides Ronald de Boer improvised on the right back and the great goalie Van der Sar. They left out of that game players such as Cocu, Frank de Boer, Davids and Overmars.

Altougth Brazil could count on their midfielders Rivaldo and Felipe, or on the strikers Ronaldo and Élber to score, the backs Cafu and Roberto Carlos eventually stepped up to put up one a piece. Netherlands scored with Zenden and the great Bergkamp. Dida was in a good moment and stopped a penalty kick.

On a side note, that same day in Rio de Janeiro passed away the great poet João Cabral de Melo Neto, author of “Morte e Vida Severina”, among others. He was 79 and supported América from Rio.

Netherlands 2×2 Brazil

Netherlands
Van der Sar; Ronald de Boer, Bogard, Konterman and Van Bronckhorst; Van Hintum, Winter (Van Gastel) and Seedorf; Zenden (Van Vossen), Bergkamp (Van Nistelrooy) and Kluivert.
Coach: Frank Rijkaard.

Brazil
Dida [Corinthians]; Cafu [Roma], Antônio Carlos [Roma], Roque Júnior [Palmeiras] and Roberto Carlos [Real Madrid]; Émerson [Bayer Leverkusen], Vampeta [Corinthians] (Juninho Pernambucano) [Vasco], Felipe [Vasco] (Ronaldinho Gaúcho) [Grêmio] and Rivaldo [Barcelona]; Ronaldo [Internazionale] (Marcos Assunção) [Roma] and Élber [Bayern Müchen] (Sávio) [Real Madrid]
Coach: Vanderlei Luxemburgo.

Date: 09th october 1999
Competition: Friendly
Place: Amsterdam Arena, Amsterdam
Referee: Markus Merk

Tradução de Fabricio Presilli

Dunga é o cara!

Dunga é o cara! Não é provocação, é sério. Foi subestimado quando jogador por toda imprensa e opinião pública, dando seu nome como apelido para uma fase horrível da Seleção Brasileira. ‘Era-Dunga’. Assim ficou conhecido o período em que o aguerrido volante usou a amarelinha.

Mas junto com ele, geralmente, tinha mais um volante e outros três zagueiros. Enquanto isso, craques como Careca, Renato Gaúcho, Bebeto e Romário, viviam no banco de reservas. Deste jeito não tinha seleção que encantasse. Mas a culpa era dele, Dunga!

Chegou a Copa de 94 e sem tantos craques, mas com menos zagueiros, o Brasil conquistou o tetracampeonato, que era esperado há trinta anos, e nomes como Ademir da Guia, Zico e Sócrates não conseguiram conquistar. Dunga conquistou, e como capitão ergueu a taça. E durante a competição, mostrou que não era tão ruim assim com lançamento para gol e cobrança de pênalti na decisão contra Itália.

Em 1998, nova reviravolta, mas desta vez, não era Dunga quem estava no olho do furacão, e sim, Ronaldo. Sobre o capitão, o que diziam, fazia referência à uma possível discussão com Leonardo no vestiário da partida contra a França, fato que explicaria a aparente apatia do sempre guerreiro camisa 8. Enfim, Dunga parecia encerrar sua carreira na seleção por cima. Campeão em 94 e ileso do vexame de 98.

Mas este não era o fim. E Dunga voltou, para iniciar a carreira como técnico. O fato gerou críticas. Como era possível, alguém iniciar a carreira como técnico no cargo mais concorrido por todos os outros. E lá ia Dunga, para mais uma fase de críticas, talvez até mais ácidas que na época de jogador.

Mas Dunga não aceitaria o cargo à toa. Sabia do que era capaz e aos poucos, deu sua cara ao time brasileiro, que passou a jogar com raça, vontade, boa estrutura tática (parecida com as de 94 e 98, é verdade), mas bem definida. Com isso, o futebol brasileiro reapareceu na camisa que o torcedor se acostumou a ver jogadores já consagrados, se arrastarem em campo.

E assim se fez, nova torcida pela seleção! Parabéns Dunga!

Por Raoni David
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Dunga is the MAN!

Dunga is the man! No, I am being serious, it is not a joke. When he played nobody believed he had what it takes to play in the Seleção, Dunga even became a reference of a bad phase for the team, the “Dunga Era”. This nickname is often used to remember the years that the strong full back worn the famous yellow one.

Often Dunga played with another back, plus other three defenders, and left players like Careca, Bebeto, Renato Gaúcho and even Romário benched. With a roster like that there was no way a team could ever bring a class act, and the brazilians select Dunga to blame for the team poor play.

So it arrived 1994, and without so many great players to rely on, and with fewer backs than previous years, the Seleção finally won the fouth title that was due for almost thirty years. Leaving legends such as Ademir da Guia, Zico and Sócrates without a World Cup trophy. Dunga earned and as team captain raised the gold, during the competition he showed his evolution as a player, giving assistants and even scoring a penalty kick during the final decider.

Another turn around came in 1998, but this time Dunga was not in the center of it all, it was Ronaldo´s time. About the capitain it is said that he had an argument with Leonardo in the locker room that could explain his poor performance in the final against the french. Those were what we believed to be his last years in the Seleção.

To prove the world was wrong Dunga came back, starting a coaching carreer from the top. Critics said that nobody could ever had a first gig on a coaching position in the most wanted teams of all, and again Dunga received a hard dose of criticism and again had to prove everybody was wrong.

He knew what he is capable of, game by game he gave his flavour to the team, grit and spirit, a good tactical structure (similar to those in 94 and 98 in fact), but well defined. Now the yellow shirt is back with great players, sometimes failing to give their best, but improving with time.

Because of him a new kind of cheering was born, congrats Dunga!

Tradução de Fabricio Presilli