Em partida emocionante, Ronaldo salva o Brasil de vexame em casa

Era só o começo das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006, mas o Uruguai parecia querer garantir a vaga já na quarta rodada. Tanto é, que no dia 19 de novembro a Celeste Olímpica enfrentaria o Brasil em Curitiba e o treinador Juan Carrasco escalou três atacantes, com Hornos, Zalayeta e Forlan. E ainda tinha o meia-armador Liguera no meio de campo.

O Brasil de Carlos Alberto Parreira já tinha boa parte do time que iria para a Alemanha três anos depois, e entrava em campo com muito mais cautela, e também mais qualidade. O ataque era formado por Rivaldo e Ronaldo, o novato Kaká vinha de trás, apoiado ainda por Zé Roberto.

No duelo do desespero (desmedido) uruguaio e do equilíbrio tático brasileiro, os visitantes começaram melhores, marcando a saída de bola brasileira e assustando. Ao mesmo tempo, dava espaço para os contra ataques, e aí morava um grande perigo. Após a pressão inicial uruguaia, o Brasil passou a atacar mais e abriu o placar aos 20 minutos, com Kaká, de joelho.
Oito minutos mais tarde, Zé Roberto deu belo passe, e Ronaldo marcou um gol histórico: o seu 50º com a camisa da Seleção Brasileira.

Ainda no primeiro tempo, o Brasil perdeu oportunidades de golear o corajoso Uruguai que estava dominado, certo? Errado. Logo aos 11 minutos do segundo tempo Forlan diminuiu e recolocou a Celeste no jogo. O gol de empate ainda demorou para sair, mas veio aos 30, de novo com Forlan. Para piorar a situação, dois minutos mais tarde o volante Gilberto Silva desviou uma cobrança de falta contra o próprio patrimônio: 3 a 2 Uruguai.

Agora era o poder de reação do Brasil que estava em xeque, e o pior, o time de Parreira tinha poucos minutos para evitar a primeira derrota em solo brasileiro na disputa das Eliminatórias. Além disso, a última vez que o Brasil perdera uma partida oficial em casa foi em 1975, para o Peru.

Agora o desesperado Parreira lançou mão de Luis Fabiano e Juninho Pernambucano, mas quem decidiu mesmo foi Ronaldo, que aos 41 minutos recebeu e bateu cruzado, vencendo o goleiro Múnua e decretando emocionante empate por 3 a 3. No final das eliminatórias o desespero uruguaio se justificou, já que a equipe deixou de ir para mais uma Copa.

O Brasil, é claro, foi. E dos 14 jogadores que entraram em campo neste dia, apenas seis não estiveram lá: o zagueiro Roque Júnior, o lateral-esquerdo Júnior, o volante Renato, o meia Alex e os atacantes Luís Fabiano e Rivaldo.

Ficha técnica: Brasil 3 x 3 Uruguai

Brasil
Dida; Cafu, Lúcio, Roque Júnior e Júnior; Gilberto Silva, Renato (Juninho Pernambucano), Zé Roberto e Kaká (Alex); Rivaldo e Ronaldo.
Técnico: Carlos Alberto Parreira

Uruguai
Múnua; Romero (Recoba), Bizera, Lopez e Lago; Sosa, Abeijón e Liguera; Hornos, Zalayeta e Forlan.
Técnico: Juan Ramon Carrasco

Data: 19 de novembro de 2003
Local: estádio Pinheirão, em Curitiba
Competição: Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006
Árbitro: Horácio Elizondo

Por Raoni David
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Ronaldo saves Brazil in a thriller

Back in 2003 the national teams of South America were starting the race to the 2006 World Cup in Germany. Uruguay saw a chance to beat Brazil in Curitiba and the coach Juan Carrasco chose three forwards for the match, Hornos, Zalayeta and Forlan, and Liguera coming from behind.

Coach Carlos Alberto Parreira already had almost the entire team that went to Germany three years later, Rivaldo and Ronaldo were in the front, backed up by a young Kaká and Zé Roberto in the midfield.

The Uruguayans were attacking hard at the begginig of the game, leaving Brazil with dangerous counter attacks, after the initial minutes Brazil managed to get in front with a goal from Kaká. Before the end of the first half Ronaldo doubled it, scoring his 50º goal for the Seleção.

Uruguay came back in the second hald scoring rigth away with Forlan, he tied with 15 minutes to go from regulation, and Gilberto Silva scored an own goal two minutes later, giving to Urguay the lead.

A desperate Parreira flooded his team with forwards for the last minutes, but Ronaldo, always him, tied the match again and gave final numbers to the game.

Uruguay could not get a spot in the 2006 World Cup, despite of the good team they had back then. Brazil went to Germany with 14 players that were in Curitiba in 2003, missing only Roque Júnior, lefty Júnior, defensive midfielder Renato, playmaker Alex and forwards Luís Fabiano and Rivaldo.

Brazil 3 x 3 Uruguay

Brazil
Dida; Cafu, Lúcio, Roque Júnior and Júnior; Gilberto Silva, Renato (Juninho Pernambucano), Zé Roberto and Kaká (Alex); Rivaldo and Ronaldo.
Coach: Carlos Alberto Parreira

Uruguay
Múnua; Romero (Recoba), Bizera, Lopez and Lago; Sosa, Abeijón and Liguera; Hornos, Zalayeta and Forlan.
Coach: Juan Ramon Carrasco

Date: 19th November 2003
Place: Pinheirão Stadium, Curitiba
Competition: Qualifiers to the 2006 World Cup
Referee: Horácio Elizondo

Tradução de Fabricio Presilli

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Grandes ídolos da Seleção Brasileira: Cafú

Marcos Evangelista de Moraes
Posição: lateral-direito
Nascimento: 07/junho/1970 – São Paulo/SP
148 jogos – 5 gols
Primeiro jogo: 12/09/1990- Espanha 3×0 Brasil (Amistoso)
Último jogo: 01/07/2006- Brasil 0x1 França (Copa do Mundo)

Dispensado por várias vezes em peneiras dos principais clubes de São Paulo, o lateral-direito Cafú jamais imaginaria, em sua infância e adolescência, que um dia se tornaria o jogador recordista em participações com a camisa da Seleção Brasileira.

Até a fatídica partida em que o selecionado brasileiro, treinado por Parreira, acabou sendo eliminado pela França na fase de quartas de final da Copa do Mundo de 2006, o camisa 2 disputou 148 jogos com a camisa canarinho, anotando um total de 5 gols.

Titular absoluto na época áurea do São Paulo Futebol Clube, que comandado por Telê Santana, conquistou todos os títulos possíveis entre os anos de 1990 e 1994 e com passagens pelo Real Zaragoza, Juventude, Palmeiras, Roma e Milan, Cafú é um grande ícone quando o assunto é o lado direito do gramado.

Atleta voluntarioso, de muita força, velocidade, técnica e disciplina, Cafú foi convocado para vestir a camisa da Seleção Brasileira pela primeira vez pelo técnico Paulo Roberto Falcão para a disputa de um amistoso contra a Espanha em 1990. No mesmo ano participou do jogo festivo, na Itália, em que Pelé comemorou seus 50 anos de vida.

Seu destino parecia estar traçado. O jogador nasceu a exatas duas semanas do tricampeonato mundial. Sempre iluminado, Marcos Evangelista de Moraes fez a sua estreia em Copas do Mundo justamente 24 anos após seu nascimento, na decisão do mundial de 1994 diante da mesma Itália, quando substituiu Jorginho, que se contundiu ainda no primeiro tempo.

O paulistano é considerado um dos maiores laterais da história do futebol mundial e em 2004 foi apontado em uma lista feita por Pelé como um dos 125 maiores jogadores de todos os tempos.

Títulos conquistados com a Seleção Brasileira
– Copa do Mundo 1994 (Estados Unidos)
– Copa América 1997 (Bolívia)
– Copa das Confederações 1997 (França)
– Copa América 1999 (Paraguai)
– Copa do Mundo 2002 (Coréia do Sul e Japão)
Participou ainda das Copas de 1998 e 2006.

Por Fábio Pereira
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Seleção idols: Cafú

Marcos Evangelista de Moraes
Position: right back
Born: 07/june/1970 – São Paulo/SP
148 games – 5 goals
First game: 12/09/1990- Spain 3×0 Brazil (Friendly)
Last game: 01/07/2006- Brazil 0x1 France (2006 World Cup)

After being dismissed by several clubs in São Paulo, the right back Cafu couldn’t dream that one day he would become the player with most games with the Brazilian national team. Before those quarterfinals match against France in 2006, Cafu played a total of 148 games, scoring 5 goals with the Seleção.

Holder of the rigth spot in the great São Paulo squad of the early 90’s, he won every single title there is for a footballer to win in South America between 1990 and 1994. He also played for Real Zaragoza in Spain, Juventude and Palmeiras back in Brazil and Roma and Milan in Italy.

A really willful player, disciplined strong back, Cafu first call to the National team was by coach Paulo Roberto Falcão, to play a friendly against Spain in 1990. That same year he took part in a game versus Italy, when Pelé celebrated his 50 birthday.

His faith seemed to really be in yellow, Cafu was born two weeks before the final match of the 1970 World Cup. Marcos Evangelista de Moraes debuted in a World Cup game in the 1994 final against Italy, after an injury of the right back Jorginho in the first half of the game.

Considered one of the best players ever in the right back, Cafu was appointed from Pelé as one the 125 best players ever around the world.

Titles with the Seleção
– 1994 World Cup (USA)
– 1997 Copa América (Bolivia)
– 1997 Confederations Cup (France)
– 1999 Copa América (Paraguay)
– 2002 World Cup (South Korea and Japan)
Played also in other two World Cups (1998 and 2006).

Tradução de Fabricio Presilli

Dunga ainda engatinhava no comando, e a seleção vencia

Era apenas o quinto jogo de Dunga à frente da Seleção Brasileira. E a partida contra o Equador, no dia 10 de outubro de 2006, no estádio Rasunda, local da primeira conquista de Copa do Mundo pelo Brasil, seria a quarta de uma sequência de cinco vitórias. O treinador ficou os seis primeiros jogos sem derrota no comando da seleção.

E era também apenas o quinto jogo do Brasil após a perda da Copa do Mundo na Alemanha. Dos 14 jogadores que entraram em campo, apenas oito estiveram no grupo convocado por Carlos Alberto Parreira. Lúcio, Juan, Gilberto Silva, Kaká e Robinho, começaram como titulares e Ronaldinho Gaúcho, Mineiro e Fred entraram no decorrer da partida.

O goleiro Gomes, os laterais Maicon, Daniel Alves e Adriano, os meio-campistas Dudu Cearense e Elano e o atacante Rafael Sóbis, davam início à tentativa de renovação do treinador. Destes apenas Maicon, Daniel Alves e Elano mantiveram-se no time. Mais até que Ronaldinho Gaúcho, Mineiro e Fred, por exemplo.

Interessante notar que três anos depois, e poucos brasileiros permanecem nas mesmas equipes. Apenas Maicon e Adriano. Alguns, como Elano e Mineiro, por exemplo, já mudaram de time duas ou mais vezes. Outros, como Robinho, também trocou e já quis trocar de novo, e deve fazê-lo ao final desta temporada. Porém, ninguém fez pior troca que o Fred que perdeu a Copa do Mundo na África do Sul, e vai assistir, de perto (ou não, está sempre em BH), ao rebaixamento do Fluminense.

O time equatoriano de bobo já não tinha nada, e na Copa caiu somente nas oitavas de final, quando foi derrotado por 1 a 0 pela Inglaterra, num jogo duro. No time titular, apenas três mudanças. Na lateral esquerda saiu Reasco e entrou Ambrossi e no ataque saíram Carlos Tenório e Delgado para as entradas de Borja e Caicedo.

E a mudança do técnico Fernando Suarez, no ataque deu certo. Tanto que aos 22 minutos Félix Borja abriu o placar para os equatorianos. Já ao apagar das luzes do primeiro tempo, o atacante Fred, ainda no Lyon, empatou. Na metade do segundo tempo Kaká marcou o gol da vitória brasileira.

Ficha técnica: Brasil 2×1 Equador

Brasil
Gomes [PSV Eindhoven-HOL]; Maicon [Internazionale-ITA] (Daniel Alves) [Sevilla-ESP], Lúcio [Bayern Munique-ALE], Juan [Bayer Leverkusen-ALE], Adriano [Sevilla-ESP]; Dudu Cearense [CSKA Moscou-RUS] (Ronaldinho Gaúcho) [Barcelona-ESP], Gilberto Silva [Arsenal-ING], Elano [Shakhtar Donetsk-UCR] (Mineiro) [São Paulo] e Kaká [Milan-ITA]; Robinho [Real Madrid-ESP] e Fred [Lyon-FRA] (Rafael Sóbis) [Bétis-ESP].
Técnico: Dunga

Equador
Mora; de La Cruz, Hurtado, Espinoza e Ambrossi; Méndez (Urrutia), E. Tenório, Castillo e Valencia; Borja (Zura) e Caicedo (Saritama)
Técnico: Luis Fernando Suarez.

Data: 10 de outubro de 2006
Competição: Amistoso
Local: Estádio Rasunda, em Estocolmo, Suécia
Árbitro: Stefan Johannesson

Por Raoni David

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Dunga was still fresh at the bench, and the Seleção kept winning

It was Dunga’s fifth match on the bench of the Seleção. An this game against Ecuador, on October 10th 2006 at Rasunda Stadium, the place of the first Brazilian Wold Cup title back in 1958, would be the fourth on a sequence of five wins. Dunga would have a start of six undefeated games in the Seleção.

And that was also only the fifth match after Brazil’s loss to the French back in Germany. Of the 14 players that went to the field only eight were on the roster the year before. Lúcio, Juan, Gilberto Silva, Kaká and Robinho started the game and Ronaldinho Gaúcho, Mineiro and Fred entered during the match.

The goalkeeper Gomes, the backs Maicon, Daniel Alves and Adriano, the midfielders Dudu Cearense and Elano and the forward Rafael Sóbis were among Dunga’s attempt to bring new guys to the sqad. Among them only Maicon, Daniel Alves and Elano are still considered in the team, they are called off more often than Ronaldinho Gaúcho, Mineiro and Fred.

Interesting note that after three years and only a couple of players are playing on the same clubs as they were back in 2006. Maicon still in Internazionale and Adriano in Sevilla. Elano and Mineiro had two transfers in that span. Robinho made a change and he seems to regret so much as he intends to move away from Manchester next summer. However none of them made a worst move than Fred, leaving french power Lyon for virtually demoted Fluminense in Rio.

The Ecuatorians were a good squad, at the World Cup they managed to get to the second round, eliminated by the English Team in a really tough game. On the starting eleven just three changes. Left back Reasco gave his place to Ambrossi and the attack of the team was new with Borja and Caicedo replacing Carlos Tenório and Delgado.

And that change worked out well, so much that Félix Borja scored the first goal of the match at the 22 minutes in the game, Fred equalized at the end of the first half. Kaká scored the winning goal midway the second half.

Brazil 2×1 Ecuador

Brazil
Gomes [PSV Eindhoven]; Maicon [Internazionale] (Daniel Alves) [Sevilla], Lúcio [Bayern München], Juan [Bayer Leverkusen], Adriano [Sevilla]; Dudu Cearense [CSKA Moscow] (Ronaldinho Gaúcho) [Barcelona], Gilberto Silva [Arsenal], Elano [Shakhtar Donetsk] (Mineiro) [São Paulo] and Kaká [Milan]; Robinho [Real Madrid] and Fred [Lyon] (Rafael Sóbis) [Bétis].
Coach: Dunga

Ecuador
Mora; de La Cruz, Hurtado, Espinoza and Ambrossi; Méndez (Urrutia), E. Tenório, Castillo and Valencia; Borja (Zura) and Caicedo (Saritama)
Coach: Luis Fernando Suarez.

Date: 10th october 2006
Competition: Friendly
Place: Rasunda Stadium, Stockholm, Sweden
Referee: Stefan Johannesson

Tradução de Fabricio Presilli

Dunga é o cara!

Dunga é o cara! Não é provocação, é sério. Foi subestimado quando jogador por toda imprensa e opinião pública, dando seu nome como apelido para uma fase horrível da Seleção Brasileira. ‘Era-Dunga’. Assim ficou conhecido o período em que o aguerrido volante usou a amarelinha.

Mas junto com ele, geralmente, tinha mais um volante e outros três zagueiros. Enquanto isso, craques como Careca, Renato Gaúcho, Bebeto e Romário, viviam no banco de reservas. Deste jeito não tinha seleção que encantasse. Mas a culpa era dele, Dunga!

Chegou a Copa de 94 e sem tantos craques, mas com menos zagueiros, o Brasil conquistou o tetracampeonato, que era esperado há trinta anos, e nomes como Ademir da Guia, Zico e Sócrates não conseguiram conquistar. Dunga conquistou, e como capitão ergueu a taça. E durante a competição, mostrou que não era tão ruim assim com lançamento para gol e cobrança de pênalti na decisão contra Itália.

Em 1998, nova reviravolta, mas desta vez, não era Dunga quem estava no olho do furacão, e sim, Ronaldo. Sobre o capitão, o que diziam, fazia referência à uma possível discussão com Leonardo no vestiário da partida contra a França, fato que explicaria a aparente apatia do sempre guerreiro camisa 8. Enfim, Dunga parecia encerrar sua carreira na seleção por cima. Campeão em 94 e ileso do vexame de 98.

Mas este não era o fim. E Dunga voltou, para iniciar a carreira como técnico. O fato gerou críticas. Como era possível, alguém iniciar a carreira como técnico no cargo mais concorrido por todos os outros. E lá ia Dunga, para mais uma fase de críticas, talvez até mais ácidas que na época de jogador.

Mas Dunga não aceitaria o cargo à toa. Sabia do que era capaz e aos poucos, deu sua cara ao time brasileiro, que passou a jogar com raça, vontade, boa estrutura tática (parecida com as de 94 e 98, é verdade), mas bem definida. Com isso, o futebol brasileiro reapareceu na camisa que o torcedor se acostumou a ver jogadores já consagrados, se arrastarem em campo.

E assim se fez, nova torcida pela seleção! Parabéns Dunga!

Por Raoni David
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Dunga is the MAN!

Dunga is the man! No, I am being serious, it is not a joke. When he played nobody believed he had what it takes to play in the Seleção, Dunga even became a reference of a bad phase for the team, the “Dunga Era”. This nickname is often used to remember the years that the strong full back worn the famous yellow one.

Often Dunga played with another back, plus other three defenders, and left players like Careca, Bebeto, Renato Gaúcho and even Romário benched. With a roster like that there was no way a team could ever bring a class act, and the brazilians select Dunga to blame for the team poor play.

So it arrived 1994, and without so many great players to rely on, and with fewer backs than previous years, the Seleção finally won the fouth title that was due for almost thirty years. Leaving legends such as Ademir da Guia, Zico and Sócrates without a World Cup trophy. Dunga earned and as team captain raised the gold, during the competition he showed his evolution as a player, giving assistants and even scoring a penalty kick during the final decider.

Another turn around came in 1998, but this time Dunga was not in the center of it all, it was Ronaldo´s time. About the capitain it is said that he had an argument with Leonardo in the locker room that could explain his poor performance in the final against the french. Those were what we believed to be his last years in the Seleção.

To prove the world was wrong Dunga came back, starting a coaching carreer from the top. Critics said that nobody could ever had a first gig on a coaching position in the most wanted teams of all, and again Dunga received a hard dose of criticism and again had to prove everybody was wrong.

He knew what he is capable of, game by game he gave his flavour to the team, grit and spirit, a good tactical structure (similar to those in 94 and 98 in fact), but well defined. Now the yellow shirt is back with great players, sometimes failing to give their best, but improving with time.

Because of him a new kind of cheering was born, congrats Dunga!

Tradução de Fabricio Presilli