Com empate, Brasil eliminava a Argentina na Copa América, mas não seria feliz

Carlos Alberto Parreira é um treinador de futebol diferente da maioria, pois embora tenha certa ligação com o Fluminense, a sua identificação maior é com a Seleção Brasileira. Sua primeira passagem como treinador aconteceu em 1983 e não durou muito. Em pouco tempo, porém, deu tempo de perder uma Copa América.

Após a traumatizante derrota e eliminação para a Itália na Copa do Mundo de 1982, a primeira competição oficial disputada pela seleção foi a Copa América de 1983 que foi disputada sem sede única, com jogos de ida e volta.

Em 14 de setembro, foi a vez de o Brasil receber a Argentina no estádio do Maracanã em situação até confortável. Ambas as seleções tinham 4 pontos no Grupo 2 e o Brasil, com melhor saldo de gols, poderia até empatar o confronto e estaria na semifinal. Foi o que aconteceu e de quebra, invicta, a Argentina foi eliminada.

Nesta quarta-feira, poucos remanescentes do time que encantou a torcida brasileira no ano anterior entraram em campo, como os laterais Leandro e Júnior, o meia Sócrates e o atacante Éder Aleixo. Roberto Dinamite, artilheiro desta Copa América com três gols, estava naquele grupo comandado por Telê Santana, mas não jogou.

A base da equipe, mais do que antes, era o Flamengo. Na zaga, Mozer atuou ao lado de Márcio Rossini, do Santos, finalista do Campeonato Brasileiro daquele ano contra o próprio time carioca. Andrade, pedido de muitos naquela seleção, entrava no meio de campo ao lado de Jorginho Putinatti, do Palmeiras.

No ataque, a principal mudança: pontas. Apesar de a equipe de Telê Santana ter encantado o mundo, Jô Soares vivia pedindo pontas na equipe e Parreira, um ano depois, atendeu escalando Renato Gaúcho e Éder Aleixo.

O resultado, porém, não foi lá essas coisas: 0 a 0 contra uma Argentina bastante modificada com relação à Copa do Mundo da Espanha. Dos 13 que entraram em campo no Rio de Janeiro, apenas o goleiro Fillol esteve na derrota para o próprio Brasil por 3 a 1, um pouco mais de um ano antes. Olarticoechea e Trossero estavam naquele grupo, mas os outros dez não.

Poucos também estariam na conquista da Copa do Mundo do México em 1986. Apenas Olarticoechea, Brown, Garré e Burruchaga ajudaram Diego Armando Maradona na conquista do bicampeonato do Mundo.

O Brasil ainda foi à final do torneio que não vencia desde 1949, mas foi derrotado pelo Uruguai e se manteve em jejum de conquistas.

Ficha técnica
Brasil 0x0 Argentina

Data: 14/09/1983
Competição: Copa América
Local: Estádio do Maracanã
Cidade: Rio de Janeiro
Árbitro: Mario Lira (Chile)

Brasil: Leão [Corinthians]; Leandro [Flamengo], Márcio Rossini [Santos], Mozer [Flamengo] e Júnior I [Flamengo]; Andrade [Flamengo], Jorginho Putinatti [Palmeiras] e Sócrates [Corinthians]; Renato Gaúcho [Grêmio], Roberto Dinamite [Vasco] e Éder [Atlético-MG].
Técnico: Carlos Alberto Parreira.

Argentina: Fillol; Brown, Garré, Russo e Olarticoechea; Marangoni, Trossero, Marcico (Ponce) e Burruchaga; Sabella (Ramos) e Gareca.
Técnico: Carlos Bilardo.

Por Raoni David

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In 1983, a rebuilding Brazil eliminated Argentina from the Copa América

Carlos Alberto Parreira has a peculiar coaching history that is more connected with the National team than any club in Brazil. His first tenure at the Brazilian bench didn’t last long back in 1983.

The 1983 Copa América was the first official tournament played for the Brazilians after the traumatic loss to Italy at the 1982 World Cup. The competition had a different setup back then, with home and away games inside the group. At September 14th that year, Brazil hosted bitter rivals Argentina in Maracanã having the advantage of a draw to advance to the semifinals.

Brazil was in a rebuild mode, with only a handful of players left from the magnificent squad that went to Spain a year before. Guys like Leandro, Júnior, Sócraes and Éder Aleixo where at the group. Roberto Dinamite went to Spain but never made to the pitch, and now he led the scoring charts.

Flamengo was the best Brazilian squad in the 80’s and made up for the most players at the National team. Mozer paired up with Santos’ Márcio Rossini at the defence and Andrade won a spot at midfield, sided with Palmeiras’ Jorginho Putinatti. The offensive cast had the biggest changes, with wingers Renato Gaúcho and Éder Aleixo starting.

Argentina had a new team as well, only keeper Fillol remained from the defeat the suffered from Brazil the year before. Some,like Olarticoechea, Brown, Garré and Burruchaga made to the 1986 World Cup, where they helped Maradona to win his biggest title.

The result of the game was na unispiring goaless draw that gave Brazil the first chance since 1949 to win the Copa América. A defeat to Uruguay in the final kept the Brazilian title drought alive at the 1980’s.

Brazil 0x0 Argentina

Date: 14/09/1983
Competition: Copa América
Place: Maracanã Stadium
City: Rio de Janeiro
Referee: Mario Lira (Chile)

Brazil: Leão [Corinthians]; Leandro [Flamengo], Márcio Rossini [Santos], Mozer [Flamengo] and Júnior I [Flamengo]; Andrade [Flamengo], Jorginho Putinatti [Palmeiras] and Sócrates [Corinthians]; Renato Gaúcho [Grêmio], Roberto Dinamite [Vasco] and Éder [Atlético-MG].
Coach: Carlos Alberto Parreira.

Argentina: Fillol; Brown, Garré, Russo and Olarticoechea; Marangoni, Trossero, Marcico (Ponce) and Burruchaga; Sabella (Ramos) and Gareca.
Coach: Carlos Bilardo.

Maracanazzo? Ainda não! Brasil vence o desfigurado Uruguai em 1946

Sem a disputa de uma Copa do Mundo em função das Guerras, a década de 1940 pode ser considerada a mais vazia do futebol mundial, o que deixa uma lacuna sobre qual a melhor seleção do mundo neste período? Há quem diga que seja a Argentina, e pode ser que estejam certos. Mas certo mesmo, é que o Brasil tinha uma seleção, no mínimo, respeitável.

Já superados os rachas entre cariocas e paulistas e com o surgimento de uma nova geração extremamente talentosa, o Brasil entrou em campo no dia 23 de janeiro de 1946, para enfrentar o Uruguai, com nove, dos 14 jogadores de time do Rio de Janeiro, outros quatro de São Paulo e um do Rio Grande do Sul.

Tesourinha, atacante do Internacional fez parte de um dos maiores times da história do futebol gaúcho e brasileiro. Formado por jogadores descobertos na chamada ‘liga da canela preta’, o rolo compressor colorado quebrou o preconceito com os negros e de quebra, abriu espaço para os jogadores do sul na seleção brasileira.

Além do craque do Internacional, formavam a forte linha de frente brasileira ainda os ícones Zizinho, Heleno de Freitas, Jair Rosa Pinto e Chico. Boa parte dos que estiveram na Copa do Mundo de 1950. Artilheiro da Copa no Brasil, Ademir de Menezes entrou na vaga de Jair durante o jogo.

Na defesa, o time comandado por Flávio Costa tinha ainda dois grandes nomes como Zezé Procópio, e Rui, do trio que ficou famoso com a camisa do São Paulo: Rui-Bauer-Noronha.

Ídolo de Vasco, Palmeiras e Santos, o canhoto Jair foi quem abriu o placar logo aos quatro minutos de jogo e ainda ampliou o placar aos 16 minutos no estádio El Viéjo Gasômetro, em Buenos Aires. O uruguaio Medina diminuiu o placar aos 24 minutos e Vásquez chegou a empatar a partida, aos 37.

Outro lendário jogador brasileiro se encarregaria de recolocar o Brasil à frente: Heleno de Freitas, histórico goleador do Botafogo marcou o terceiro gol brasileiro aos 39 minutos. A tranqüilidade se avizinhou à Seleção Brasileira quando o ponta-esquerda Chico marcou mais um, aos 44 minutos.

Já na etapa final, José Maria Medina marcou mais uma vez, aos 25 minutos, dando números finais ao empolgante 4 a 3 para o Brasil diante do eterno rival, campeão do Mundo em 1930 e que poucos anos mais tarde, seria algoz dos brasileiros no que ficou conhecido como ‘Maracanazzo’.

Em campo pela seleção celeste, porém, estavam somente o goleiro Maspoli, o líder Obdulio Varela e o atacante Juan Alberto Schiaffino. Nem mesmo o treinador era o mesmo. Aníbal Tejada perdeu lugar para Juan López à beira do gramado na final da Copa.

Com três vitórias, um empate e uma derrota, o Brasil terminara a competição na segunda colocação, com a Argentina ostentando o título com 100% de aproveitamento.

Ficha técnica

Data: 23 de janeiro de 1946
Competição: Campeonato Sul-Americano
Local: Estádio El Viéjo Gasômetro, em Buenos Aires, Argentina
Público: 40 mil pagantes
Árbitro: Cayetano de Nicola (Paraguai)
Gols: Jair 4 e 16’, Medina 24, Vázquez 37, Heleno de Freitas 39 e Chico, 44’ do 1º tempo; Medina 25’ do 2º tempo.

Brasil: Ari [Botafogo]; Newton [Flamengo] e Norival [Flamengo]; Zezé Procópio [Palmeiras], Rui [São Paulo] e Jaime [Flamengo] (Aleixo) [Corinthians]; Tesourinha [Internacional], Zizinho [Flamengo], Heleno de Freitas [Botafogo], Jair R. Pinto [Vasco] (Ademir Menezes) [Vasco] e Chico [Vasco] (Eduardo Lima) [Palmeiras].
Técnico: Flávio Costa.

Uruguai: Maspoli; Pini, Tejera; Sabatel, Obdulio Varella e Prais (Cajiga); Volpi, Medina, Raúl Schiaffino (García), Vasquez e Zapirain.
Técnico: Aníbal Tejada.

Por Raoni David
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Brazil gets a win over Uruguay at the South American Championship in 1946

Without any world Cup due to the Second World War, the debate about the best team of the 1940’s is always hot. Argentina is constantly mentioned but Brazil had a respectable team as well.

With the disputes of Rio and São Paulo solved and counting on a very talented generation, Brazil walked at the pitch on January 23rd of 1946 to face Uruguay with 9 players from Rio, four that played in São Paulo and one from Rio Grande do Sul.

Internacional forward Tesourinha is in the history books of his club and the national team. He was one of the first black players in Brazil, a Discovery by the Southern club that changed the history of the national team as well. Besides Tesourinha, the Brazilian forwards were Zizinho, Heleno de Freitas, Jair da Rosa Pinto and Chico, a very good squad. Ademir de Menezes replaced Jair during the match.

Other two greats of the Brazilian history formed the defense, Zezé Procópio and Rui. Hey also formed the backbone of São Paulo with Bauer.

Jair opened the score and doubled it before the 20th minute. Two goals by Uruguayans Medina and Vázquez tied the match at the 37th. Brazilian legend Heleno de Freitas gave Brazil the lead again at the 39th and left forward Chico made 4 to 2 just before the halftime. José Maria Medina made the game’s last goal at the 70th, giving the game a remarkable score of 4 to 3.

The Uruguayans already had some leaders of the team that would give Brazil its most painful defeat. Goalie Maspoli, Obdulio Varela and forward Juan Alberto Schiaffino. However the coach Aníbal Tejada lost his place to Juan López by 1950.

With three wins and a defeat, Brazil would finish the South-American at the second place. Argentina was undefeated and got the title.

Date: January 23rd, 1946
Competition: South-American Championship
Place: El Viéjo Gasômetro Stadium, Buenos Aires, Argentina
Attendance: 40.000
Referee: Cayetano de Nicola (Paraguay)
Goals: Jair 4’ and 16’, Medina 24’, Vázquez 37’, Heleno de Freitas 39’, Chico, 44’ and Medina 70’.

Brazil: Ari [Botafogo]; Newton [Flamengo] and Norival [Flamengo]; Zezé Procópio [Palmeiras], Rui [São Paulo] and Jaime [Flamengo] (Aleixo) [Corinthians]; Tesourinha [Internacional], Zizinho [Flamengo], Heleno de Freitas [Botafogo], Jair R. Pinto [Vasco] (Ademir Menezes) [Vasco] and Chico [Vasco] (Eduardo Lima) [Palmeiras].
Coach: Flávio Costa.

Uruguay: Maspoli; Pini, Tejera; Sabatel, Obdulio Varella and Prais (Cajiga); Volpi, Medina, Raúl Schiaffino (García), Vasquez and Zapirain.
Coach: Aníbal Tejada.

Tradução de Fabricio Presilli

Confusão e vingança: nasce a rivalidade entre Brasil e Argentina

A Copa do Mundo de 1938, a primeira em que o Brasil disputou decentemente, foi ladeada por um dos primeiros episódios de rivalidade entre Brasil e Argentina. A história começou na disputa da Copa Roca de 1937 e só foi terminar em 22 de janeiro de 1939, com vitória brasileira depois de um vexame em São Januário.

Antes disputada com cordialidade, a Copa Roca ganhou contornos de tensão quando em 1937, acossado nas ruas pelo povo argentino, o selecionado brasileiro resolveu que a vitória seria uma questão de honra. Perdendo por 2 a 0, sem concordar com um dos gols e preocupado com a segurança, o time comandado por Adhemar Pimenta tentou abandonar o gramado, mas foi impedida.

Marcada a revanche para dois anos depois, o Brasil recebeu a Argentina e num verdadeiro vexame, foi derrotado por 5 a 1. Leônidas da Silva marcou o gol de honra brasileiro aos 16 minutos do segundo tempo, quando a Argentina já vencia por 5 a 0. Em pleno estádio São Januário.

O segundo jogo, em 22 de janeiro, também seria em São Januário e ao lado do craque Leônidas da Silva, artilheiro da Copa do Mundo no ano anterior, estavam nomes consagrados como os de Domingos da Guia, Zezé Procópio, Afonsinho, Romeu Pelliciari e Perácio.

Um grande time, mas que mais uma vez teria muitas dificuldades contra a Argentina de Peucelle e Sastre, entrou outros destaques argentinos da época.

Leônidas da Silva abriu o marcador ainda aos 15 minutos do primeiro tempo, mas o Brasil não se manteve à frente por muito tempo. Aliás, a dianteira do placar esteve mantida por menos de um minuto: Bruno Rodolfi empatou aos 16 minutos. O pior, porém, ainda estava por vir e logo aos 23 minutos Enrique Garcia virou o placar para os rivais.

Já aos 33 minutos do segundo tempo, o médio Adilson, do Madureira voltou a empatar a partida para os brasileiros. Pouco depois, porém, o jogo tomaria rumo diferente do esperado. Ou não…

Na sequência o árbitro brasileiro Carlos de Oliveira Monteiro assinalou pênalti, em marcação muito contestada pelos argentinos, que acabaram por agredir o árbitro. A polícia entrou na confusão, castigando aos argentinos que ao contrário dos brasileiros, dois anos antes, conseguiram fugir do campo de jogo, já que a porta do vestiário estava aberta.

Sem time adversário e, obviamente, sem o goleiro Sebastian Gualco, Perácio, atacante botafoguense marcou, aos 40 minutos, de pênalti, o gol da vitória brasileira. Como a Argentina se negara a fazer uma partida de desempate, o Brasil foi proclamado o campeão da Copa Roca de 1939.

Ficha técnica

Brasil 3×2 Argentina
Data: 22 de janeiro de 1939
Competição: Copa Roca
Local: Estádio de São Januário, no Rio de Janeiro
Público: 40 mil pagantes
Árbitro: Carlos de Oliveira Monteiro
Gols: Leônidas da Silva 15’, Bruno Rodolfi 16 e Enrique Garcia 23’ do 1º tempo; Adilson 33’ e Perácio (pen) 40’ do 2º tempo.

Brasil: Thadeu [América]; Domingos da Guia [Flamengo], Florindo I [Vasco] e Zezé Procópio [Botafogo]; Brandão [Corinthians], Afonsinho [São Cristóvão] e Adílson [Madureira]; Romeu Pelliciari [Fluminense], Leônidas da Silva [Flamengo],
Perácio [Botafogo] e Carreiro [São Cristóvão].
Técnico: Adhemar Pimenta.

Argentina: Gualco; Montañez e Coleta; Arcádio Lopez, Rodolfi e Arico Suarez; Peucelle, Sastre, Massantonio, Moreno e Garcia.
Técnico: Angel Fernandez Roca.

Por Raoni David

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Riot and revenge, a South American Rivalry is born.

The 1938 World Cup was the first that the Brazilians took seriously, and staged a one of the first chapters of the Argentina versus Brazil rivalry. The spat begun during the 1937 Copa Roca and lasted all the way to 1939.

A tournament known for its cordiality, the 1937 Copa Roca was tense, after they got booed and cursed at the streets of Buenos Aires, the Brazilian win was a matter of honor. Losing by two goals and feeling that the ref was biased, the team saw an attempt to abandon the pitch blocked. At the rematch, in 1939, the Brazilians hosted Argentina only to lose by a blowout, 5 to 1, at the São Januário Stadium in Rio de Janeiro.

A second game was scheduled to the 22nd of January, and Leônidas da Silva, the top scorer of the 1938 World Cup, had the help pf Domingos da Guia, Zezé Procópio, Afonsinho, Romeu Pilliciari and Perácio. A great team that would face once again Peucelle and Sastre, the main Argentinian players.

Leônidas opened up the score at the 15th minute, but Argentina replied right away with Bruno Rodolfi. Enrique Garcia made the second Argentinian goal by the 23rd minute.

Madureira’s Adilson tied again at the 78th, a little later the game would take an unexpected turn. Referree Carlos de Oliveira Monteiro awarded a penalty kick that was heavily contested by the Argentinians, some spats were exchanged and the police was called up to the pitch to restore the order. The Argentinians took advantage of an open door to the locker room and fled the scene.

Without their opponents, Perácio scored the penalty and after the Argentinian denial to a new match Brazil was declared Champion of the 1939 Copa Roca.

Brazil 3×2 Argentina
Date: January 22nd, 1939
Competition: Copa Roca
Place: São Januário Stadium, Rio de Janeiro
Attendance: 40.000
Referee: Carlos de Oliveira Monteiro
Goals: Leônidas da Silva 15’, Bruno Rodolfi 16’, Enrique Garcia 23’, Adilson 78’ and Perácio (PK) 85’.

Brazil: Thadeu [América]; Domingos da Guia [Flamengo], Florindo I [Vasco] and Zezé Procópio [Botafogo]; Brandão [Corinthians], Afonsinho [São Cristóvão] and Adílson [Madureira]; Romeu Pelliciari [Fluminense], Leônidas da Silva [Flamengo], Perácio [Botafogo] and Carreiro [São Cristóvão].
Coach: Adhemar Pimenta.

Argentina: Gualco; Montañez and Coleta; Arcádio Lopez, Rodolfi and Arico Suarez; Peucelle, Sastre, Massantonio, Moreno and Garcia.
Coach: Angel Fernandez Roca.

Tradução de Fabricio Presilli

Grandes jogadores brasileiros: Élber

Élber Giovane de Souza
Posição: atacante
Nascimento: 23/julho/1972 – Londrina/PR
15 jogos – 7 gols
Primeiro jogo: 05/02/1998 – Brasil 1×1 Guatemala (Gold Cup)
Último jogo: 05/09/2001 – Brasil 1×2 Argentina (Eliminatórias para a Copa)

Contratado ainda jovem pelo Milan, em 1991 após boa apresentação no Campeonato Mundial de Juniores do mesmo ano, Élber foi emprestado para o time suíço Grasshopper, onde se destacou, despertando interesse de equipes alemãs, para onde foi em 1994.

Após três temporadas em Sttutgart, Élber se transferiu para o Bayern de Munique, maior clube alemão nas últimas décadas. Na Baviera o atacante ganhou seus principais títulos e se tornou ídolo da torcida local, ele ficou por lá seis temporadas, marcando quase cem gols com a camisa do Bayern.

Talvez por preconceiro, já que Élber não havia jogado profisionalmente no Brasil, e porque a Alemanha era considerado um mercado secundário de clubes para os jogadores brasileiros, Élber não despertou a atenção de técnicos da Seleção até 1998, quando Zagallo o convocou para a disputa da Gold Cup,

Élber não foi à Copa do Mundo no mesmo ano devido a uma lesão no ombro. Com grande concorrência no ataque, Ronaldo, Romário e Edmundo se revezavam na Seleção, Élber jamais se firmou novamente no time nacional. Conseguiu porém marcar três gols em um amistoso contra os equatorianos.

Em 2003 Élber buscou novos ares se transferindo para o campeão francês Lyon, sem conseguir se firmar depois de uma temporada voltou para a Alemanha e depois para o Brasil, onde encerrou a carreira no Cruzeiro em 2006.

Élber é representante e olheiro do Bayern de Munique no país, ele foi um dos responsáveis pela transferência do jovem zagueiro Breno para a Alemanha.

Principais títulos conquistados durante a carreira
– Campeonato Alemão (1999/2000, 2000/2001, 2001/2002, 2003/2004)
– Campeonato Mineiro (2006)
– Champions League (2000/2001)
– Copa da Alemanha (2000/2001 e 2003/2004)
– Mundial de Clubes (2001)
– Campeonato Francês (2003/2004)

Por Fabricio Presilli
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Brazilian greats: Élber

Élber Giovane de Souza
Position: striker
Born: 23/July/1972 – Londrina/PR
15 games – 7 goals
First match: 05/02/1998 – Brazil 1×1 Guatemala (Gold Cup)
Last match: 05/09/2001 – Brazil 1×2 Argentina (World Cup Qualifying Tournament)

Transferred young to Milan in 1991, after a good performance in the Younger’s World Cup at the same year, Élber went on loan to Swiss side Grasshopper, where he managed to score lots of goals, opening the eyes of some German clubs that wanted his football, he went to Germany in 1994.

After three seasons playing for Stuttgart, Élber moved to Bayern Munchen, the powerhouse of German football lately. In Bayern Élber had his best years and won some great titles, becoming an idol for the local supporters. Élber stayed there for six seasons, scoring almost one hundred goals with Bayern.

The reasons for the lack of attention from the coaches towards Élber is unclear, Zagallo however gave the striker a chance and he played well in the Gold Cup Brazilian finished in third. Élber didn’t made to the World Cup that year because of a shoulder injury. Moreover Brazil had some great forwards at that time, Ronaldo, Romário and Edmundo where constantly at the team.

In 2003 Élber moved to France, winning a French Ligue1 with Lyon but moving back to Germany after just one season. After a short spell in Monchengladbach he came back to Brazil to play for Cruzeiro in 2006, where he retired from football.

Élber is now a representative and scout for Brazilian players for Bayern Munchen, he is responsible for the transfer of young promising back Breno for the German club.

Main titles during his career
– German Bundesliga (1999/2000, 2000/2001, 2001/2002, 2003/2004)
– Campeonato Mineiro (2006)
– Champions League (2000/2001)
– German Cup (2000/2001 e 2003/2004)
– Club World Championship (2001)
– French Ligue1 (2003/2004)

Tradução de Fabricio Presilli

Grandes jogadores brasileiros: Túlio

Túlio Humberto Pereira da Costa
Posição: atacante
Nascimento: 02/junho/1969 – Goiânia/GO
15 jogos – 13 gols
Primeiro jogo: 17/10/1990- Brasil 0x0 Chile (Taça da Amizade)
Último jogo: 20/12/1995- Brasil 3×1 Colombia (Amistoso)

Artilheiro desde as categorias de base no Goiás, Túlio Humberto Pereira da Costa marcou história em diversos clubes nacionais e é considerado o maior artilheiro do mundo em atividade, porém não vingou na Seleção Brasileira.

Artilheiro do Campeonato Brasileiro pela primeira vez em 1989, ainda jogando pelo Goiás, Túlio se transferiu jovem para o time suíço Sion, de onde retornou para seus melhores campeonatos no Brasil, no Botafogo do Rio de Janeiro. No time carioca Túlio ganhou o apelido que ainda carrega, “Maravilha”, e foi artilheiro de duas edições consecutivas do Campeonato Brasileiro, em 1994 e 1995. Ainda em 1995 ele marcou o gol do maior título botafoguense, contra o Santos no Pacaembú.

Após esta primeira passagem pelo Botafogo, Túlio jogou por diversas equipes grandes pelo Brasil, sempre fazendo muitos gols e sendo negociado com outro clube depois de alguns meses. Após aceitar jogar em divisões inferiores, sempre sendo artilheiro e conquistando alguns títulos estaduais e nacionais, Túlio alternou transferências entre clubes pequenos pelo Brasil e do exterior, incluindo passagens pelos campeonatos Boliviano e Húngaro.

Presença de área em campo e irreverência fora das quatro linhas sempre foram as marcas de Túlio. Falcão o foi o primeiro técnico a apostar em seu futebol , ainda em 1990, o convocando para a Taça da Amizade. Após um longo período sem ser chamado, Zagallo voltou a convocar Túlio em 1995, para diversos amistosos e para a Copa América. Neste ano Túlio marcou três gols em um só jogo pela Seleção, em abril contra o Valencia da Espanha.

Outro gol de Túlio pela Seleção que sempre será lembrado é um contra a Argentina, pelas quartas-de-final da Copa América de 1995. O artilheiro claramente dominou a bola no braço antes de fuzilar o goleiro, o árbitro não viu e Túlio diria após o jogo que tinha sido a “mão de Deus”.

Com 899 marcados na carreira o artilheiro crê que chegará ao gol 1016 antes de finalizar a carreira. Túlio já tem extensas atividades extra-campo, considerando que é vereador em sua cidade natal, Goiânia.

Principais títulos conquistados durante a carreira
– Campeonato Goiano (1989, 1990, 1991 e 2001)
– Campeonato Suiço (1992)
– Campeonato Brasileiro (1995)
– Campeonato Paulista (1997)
– Taça Rio-São Paulo (1998)
– Campeonato Paulista (1997)

Por Fabricio Presilli
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Brazilian greats: Túlio

Túlio Humberto Pereira da Costa
Position: forward/striker
Born: 02/June/1969 – Goiânia/GO
15 games – 13 goals
First game: 17/10/1990- Brazil 0x0 Chile (Friendship Cup)
Last game: 20/12/1995- Brazil 3×1 Colombia (Friendly)

Striker made in the youth academy of Goiás, Túlio Humberto Pereira da Costa is in the history books of some major clubs in Brazil, and is considered the active player with most goals in the World, however he never could made history in the Seleção.

Top scorer of the Brazilian League for the first time in 1989, when he still played for Goiás, a young Túlio was transferred to Swiss club Sion. After a short stay in Europe he came back to Brazil for his best years playing at Botafogo in Rio de Janeiro. There he was nicknamed by the crowd “Maravilha” (Wonderful) and was top scorer of the Campeonato Brasileiro in 1994 and 95, scoring the title goal for Botafogo in 1995.

After this successful time in Rio Túlio played for many clubs throught Brazil, always scoring a lot of goals and leaving for another club after just some months. Túlio played also for some inferior divisions locally in Goiás State and in Brazilian Championship, as well as some passages in clubs in Bolivia and Hungary.

Good skills in the box and a lot of humor outside the field wee always the trademarks of Túlio’s works. Falcão was the first coach to call him for a Seleção squad, back in 1990 for the Friendship Cup. After some years without being remembered, Zagallo brought him back to the national team in 1995, for some friendlies and to play the Copa América. Túlio once scored three times in the same match, against Valencia in April that year.

But the goal from Túlio in the Seleção that everybody will always remembers is one against Argentina in the quarterfinals of Copa América, Túlio controlled the ball with his hand before shooting, however the referee didn’t saw and Túlio said after the game that the goal had a help from “the hand of God”.

Counting 899 goals in the career the striker believes he can reach 1016 before retirement. Túlio already has some work to do outside the field as he is a city council back in his hometown, Goiânia.

Main titles during his career
– Campeonato Goiano (1989, 1990, 1991 e 2001)
– Campeonato Suiço (1992)
– Campeonato Brasileiro (1995)
– Campeonato Paulista (1997)
– Taça Rio-São Paulo (1998)
– Campeonato Paulista (1997)

Tradução de Fabricio Presilli

É aniversário do Rei! Conheças suas maiores vítimas

Em 23 de outubro de 1940 nascia na cidade de Três Corações, no estado de Minas Gerais simplesmente aquele que mais tarde ficaria conhecido com o Rei do futebol: Pelé! Seus números na seleção brasileira são fantásticos: onze títulos, três deles em Copas do Mundo e uma média de 0,83 gols por jogo. Com os 95 gols que marcou em 114 jogos, é o maior artilheiro da história da Seleção Brasileira.

Uma curiosidade, porém, é com relação às principais vítimas do Rei em seus 14 anos com a camisa amarela. E ao fazer um rápido levantamento sobre isso, fica fácil entender a bronca dos argentinos. Pelé começou a sua trajetória de sucesso contra eles, marcando seu primeiro e segundo gol, em jogos diferentes. Ao todo, as redes argentinas foram balançadas em oito oportunidades.

Mesmo assim, nossos ‘hermanos’ não são as maiores vítimas do Rei, e sim o segundo país que mais vezes sofreu gols, ao lado do Chile. O dono desta façanha é o Paraguai que viu Pelé marcar dez gols em suas metas. Ainda no continente, a Venezuela tomou quatro, o Peru três, e Bolívia e Colômbia, um cada. Curiosamente Pelé jamais marcou contra o Uruguai. Contra a celeste olímpica num mesmo jogo da Copa do Mundo do México, em 1970, o Rei quase fez dois gols antológicos!

Entre os europeus, a seleção que mais buscou bolas chutadas por Pelé no fundo da rede foi a francesa. Seis vezes isso aconteceu. Porém, os suecos superam essa marca se considerados além da seleção, os clubes. Só o Malmöe levou quatro gols. Somados aos dois do A.I.K e aos três da seleção, temos nove. É ainda curioso o fato de Pelé ter marcado apenas um gol contra a Itália, justamente o que abriu caminho para a vitória da Seleção na final em 70. Bem como ante a Romênia, quando os únicos dois gols que marcou contribuíram para a vitória por 3 a 2, na mesma Copa.

Apenas quatro destes 95 gols foram sobre seleções africanas. O Egito sofreu três gols e a Argélia um. Os asiáticos, por exemplo, não tiveram a honra de ver Pelé balançar-lhes as redes. Foram 37 gols contra seleções da América e 36 em européias. Outros 13 gols foram marcados contra clubes e cinco contra combinados e seleções estaduais.

Entre os clubes que já sofreram gols de Pelé com a camisa da seleção, dois são brasileiros, e bastante tradicionais: Atlético Mineiro e Bahia tomaram um gol cada. Os espanhóis do Atlético de Madrid sofreram três gols, enquanto que os italianos da Internazionale, dois.

1º gol: Argentina: Copa Roca, 07/07/57, derrota por 2 a 1
10º gol: Suécia: Copa do Mundo (final), 29/06/58, vitória por 5 a 2
20º gol: Chile: Taça Bernardo O’Higgins, 17/09/59, vitória por 7 a 0
30º gol: Argentina: Taça do Atlântico, 12/07/1960, vitória por 5 a 1
40º gol: Argentina: Copa Roca, 16/04/1963, vitória por 5 a 2
50º gol: Bélgica: Amistoso, 02/06/65, vitória por 5 a 0
60º gol: Tchecoslováquia: Amistoso, 15/06/66, empate por 2 a 2
70º gol: Paraguai: Taça Oswaldo Cruz, 25/07/68, vitória por 4 a 0
80º gol: Venezuela: Eliminatórias para a Copa, 24/08/69, vitória por 6 a 0
90º gol: Tchecoslováquia: Copa do Mundo, 03/06/70, vitória por 4 a 1
95º gol: Áustria: Amistoso, 11/07/71, empate por 1 a 1

Por Raoni David
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It’s the King’s birthday! Get to know his most usual victims.

On a 23th of October back in 1940 Pelé was born in Três Corações, in the state of Minas Gerais. His numbers with the Brazilian national squad are absolutely amazing: eleven titles (three World Cups among them), a rate of 0,83 goals per game in yellow, a total of 95 goals in 114 matches, he still is the biggest scorer of the Seleção ever.

It’s easy to see why Argentinians hated so much to play against Brazil, Pelé scored a total of 8 goals versus Argentinian goalies. His first two goals were against ‘los hermanos’. However Pelé scored more goals in Paraguay, his favourite victim, a total of 10 goals.

Chile had eigth, Venezuela four, Peru three, Bolivia and Colombia one each. Interesting is to see that Uruguay never suffered a goal from Pelé, he missed twice in the same game in the 1970 World Cup, both shots are still in our memory.

Among the europeans, France suffered six goals and Sweden three. However if you add up Swedish clubs the total number is 9, AIK took two and Malmoe another four goals. At that time was usual for national teams to play against clubs. Pelé scored just one time against Italy, in a World Cup final, and only two in Romania, also during the 1970 World Cup.

Just four of the grand total were against african squads, Egypt had three goals and Argelia one. Asians never had the honor of havig to get the ball in the net against Pelé. Breaking down he had 37 golas against teams from America, 36 versus europeans. Another 13 goals were scored against clubs or state teams.

Atlético Mineiro and Bahia suffered a goal each and Atletico Madrid had three wereas Internazionale suffered only two goals from Pelé.

1st goal: Argentina: Copa Roca, 07/07/57, defeat 2 to 1
10th goal: Sweden: World Cup (Final), 29/06/58, win 5 to 2
20th goal: Chile: Bernardo O’Higgins Trophy, 17/09/59, win 7 to 0
30th goal: Argentina: Atlântico Trophy, 12/07/1960, win 5 to 1
40th goal: Argentina: Copa Roca, 16/04/1963, win 5 to 2
50th goal: Belgium: Friendly, 02/06/65, win 5 to 0
60th goal: Czechoslovakia: Friendly, 15/06/66, tie 2 to 2
70th goal: Paraguay: Oswaldo Cruz Trophy, 25/07/68, win 4 to 0
80th goal: Venezuela: World Cup Qualifiers, 24/08/69, win 6 to 0
90th goal: Czechoslovakia: World Cup, 03/06/70, win 4 to 1
95th goal: Austria: Friendly, 11/07/71, tie 1 to 1

Tradução de Fabricio Presilli

Brasil conquista duas taças no mesmo dia!

É famosa a história de que o expressinho do São Paulo, no começo da década de 90, sob o comando de Telê Santana jogou duas partidas por competições diferentes num mesmo dia. O que pouca gente sabe é que este fato curioso já aconteceu com a Seleção Brasileira, em 22 de outubro de 1922.

E não foram quaisquer adversários, e nem jogos sem relevância. Para decidir o Campeonato Sul Americano, que mais tarde seria chamado de Copa América, fez-se necessário um jogo desempate contra os paraguaios. No mesmo dia, haveria a disputa da Copa Roca, contra os argentinos.

A seleção que já estava na disputa da Copa América disputada no estádio das Laranjeiras no Rio de Janeiro e que pode ser considerada a principal, ou a que contava com os melhores jogadores da época, seguiu na disputa e não decepcionou ao vencer o Paraguai por 3 a 0.

A base do time era paulista, com sete jogadores contra quatro dos cariocas. Formiga do Paulistano marcou duas vezes, e Neco do Corinthians uma, decretando a vitória brasileira, e o segundo título da competição na história.

E o que fazer com a disputa da tradicional Copa Roca, contra os argentinos, marcada para acontecer em São Paulo, no estádio Parque Antártica? A confederação, à época a CBD, convocou um segundo time, em que os paulistas novamente eram maioria. Apenas dois jogadores eram cariocas. Vale lembrar que no histórico dos confrontos entre os países havíamos perdido quatro e vencido três jogos, em nove disputados.

Aliás, a última vitória brasileira havia sido há sete dias, pela Copa América, por 2 a 0. O Brasil jogou com o time que derrotou o Paraguai e foi campeão, e a Argentina era praticamente a mesma que jogaria também a Copa Roca, uma vez que já estavam em solo brasileiro.

Pois não é que o time ‘B’ do Brasil venceu. E os visitantes ainda saíram na frente. Porém, Gambarotta, mais um corintiano, marcou duas vezes e o Brasil venceu por 2 a 1.

Confira abaixo, as duas fichas-técnicas.

Campeonato Sul Americano: Brasil 3 x 0 Paraguai

Brasil
Kuntz [Flamengo];Palamone [Botafogo] e Bartô II [AA São Bento-SP]; Laís [Fluminense], Amílcar [Corinthians] e Fortes [Fluminense]; Formiga [Paulistano], Neco [Corinthians], Heitor Domingues [Palestra Itália], Tatu [Corinthians] e Rodrigues I [Corinthians]
Técnico: Comissão

Paraguai
Denis; Gonzalez e Paredes; Miranda, Fleitas Solich e Benitez; Schaere, Capdeville, Lopez, Rivas e Prates
Técnico: Manuel Fleitas Solich

Data: 22 de outubro de 1922
Competição: Campeonato Sul Americano
Local: Estádio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro
Árbitro: Servando Perez

Copa Roca: Brasil 2 x 1 Argentina

Brasil
Mesquita [Portuguesa]; Grané [Ypiranga-SP] e Clodô [Paulistano]; Abatte [Paulistano], Faragassi [Ypiranga-SP] e Nesi [São Cristóvão]; Leite de Castro [Botafogo] (Brasileiro) [Minas Gerais-SP], Zezé I [Fluminense], Gambarotta [Corinthians], Tepet [Ypiranga-SP] e Osses [Ypiranga-SP]
Técnico: Comissão

Argentina
Tesorieri; Celli e Castaldi; Chabrolin, Médici e Solari; Rivet, Chiesa, Gaslini, Francia e Cesari.

Data: 22 de outubro de 1922
Competição: Copa Roca
Local: Parque Antártica, em São Paulo
Árbitro: Antônio Carneiro de Campos

Por Raoni David
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Brazil wins two titles in the same day!

There is a famous true tale in brazilian football that remembers a day back in the early 90’s when São Paulo played twice in the same day, a game for a local tournament and another for a continental one. What many people don’t know is that the Seleção also had two games in the same day, back in 1922.

And those games were valid for titles. In the final match of the South American Championship Brazil had to face Paraguay in Rio, and for the Copa Roca a game against Argentina in São Paulo.

The Seleção was already in Rio for the South American Championship, all the games were played in the Laranjeiras Field. This team beated Paraguay 3 to 0 with a great performance from Formiga and Neco, two of the majority of players that had contracts with São Paulo clubs back then.

And what about the other match in São Paulo? The Brazilian FA (at that time called CBD), called off a “second” team, mainly from players of the São Paulo league, just two guys that played in the second game were from Rio.

After just seven days of their last meeting, a 2 to 0 Brazilian win valid for the South American Championship, Brazil won again 2 to 1, with two goals from Gambarotta.

South American Championship: Brazil 3 x 0 Paraguay

Brazil
Kuntz [Flamengo];Palamone [Botafogo] and Bartô II [AA São Bento]; Laís [Fluminense], Amílcar [Corinthians] and Fortes [Fluminense]; Formiga [Paulistano], Neco [Corinthians], Heitor Domingues [Palestra Itália], Tatu [Corinthians] and Rodrigues I [Corinthians]
Coach: Staff

Paraguay
Denis; Gonzalez and Paredes; Miranda, Fleitas Solich and Benitez; Schaere, Capdeville, Lopez, Rivas and Prates
Coach: Manuel Fleitas Solich

Date: 22nd October 1922
Competition: South American Championship
Place: Laranjeiras Field, Rio de Janeiro
Referee: Servando Perez

Copa Roca: Brazil 2 x 1 Argentina

Brasil
Mesquita [Portuguesa]; Grané [Ypiranga] and Clodô [Paulistano]; Abatte [Paulistano], Faragassi [Ypiranga] and Nesi [São Cristóvão]; Leite de Castro [Botafogo] (Brasileiro) [Minas Gerais], Zezé I [Fluminense], Gambarotta [Corinthians], Tepet [Ypiranga] and Osses [Ypiranga]
Coach: Staff

Argentina
Tesorieri; Celli and Castaldi; Chabrolin, Médici and Solari; Rivet, Chiesa, Gaslini, Francia and Cesari.

Date: 22nd October 1922
Competition: Copa Roca
Place: Parque Antártica Stadium, São Paulo
Referee: Antônio Carneiro de Campos

Tradução de Fabricio Presilli

Equilibrados, Brasil e Argentina empatam sem gols

Teoricamente, a Argentina tinha um time melhor que o brasileiro quando as seleções se enfrentaram em 21 de outubro de 1975, pela disputa dos Jogos Pan Americanos da Cidade do México. O empate, sem gols, porém, mostrou que havia muito mais equilíbrio que outra coisa na partida.

No entanto, só é possível apontar ligeiro favoritismo aos argentinos hoje, depois de mais de 30 anos. Isso porque, o Brasil, na época, tinha mais promessas. Claudio Adão, por exemplo, era apontado como o sucessor de Pelé. Marcelo Oliveira desfilava ótimo futebol no Atlético Mineiro e até Alberto Leguelé, então no Bahia, era apontado como promissor.

Já os argentinos ainda estavam um tanto longe de ser a potência futebolística da qual se tornaram nos anos que se seguiram. Tanto que são considerados o segundo celeiro de craques do mundo, perdendo apenas para o próprio Brasil. Diego Maradona, por exemplo, ainda tinha 14 anos.

Porém, dos 13 jogadores argentinos que estiveram em campo neste empate sem gols, dois defenderam a seleção em Copas do Mundo com certa relevância. O meio-campista Americo Gallego, foi titular no título de 1978, e na Copa seguinte só não enfrentou o Brasil. O atacante Daniel Valencia teve menos destaque, mas participou de quatro jogos em 78, e um, contra a Itália em 82.

O Brasil também tinha em seu time dois jogadores que participariam de Copas. Edinho que jogava de zagueiro e lateral-esquerdo, por exemplo, participou das edições de 78, 82 e 86, num total de nove jogos. Dois a menos que Gallego, com uma Copa a menos. O outro que ‘vingou’ foi o goleiro Carlos que esteve no grupos nas mesmas três edições que Edinho, e foi titular em 86, quando o Brasil foi eliminado nas quartas de final.

Apesar disso, quem esteve mais próximo da vitória foi o justamente o Brasil, já que o volante Alberto Leguelé desperdiçou uma cobrança de pênalti. O meio-campista que atuava no Bahia foi contratado pelo Flamengo em 78, logo após a conquista do hexacampeonato baiano. Porém no Rio de Janeiro não conseguiu obter o mesmo sucesso.

Assim como Claudio Adão, que apesar da reconhecida qualidade técnica, não chegou nem perto de ser Pelé. Ou Marcelo Oliveira, que quando jogador era só Marcelo, e ficou bem distante de ser o craque que despontava. Ou ainda o lateral-esquerdo Chico Fraga, campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior com o Internacional, ao lado de Falcão.

Ficha técnica: Brasil 0 x 0 Argentina

Brasil
Carlos [Ponte Preta]; Mauro [Guarani], Tecão [São Paulo], Edinho [Fluminense] e Chico Fraga [Internacional]; Alberto Leguelé [Bahia], Eudes [Portuguesa] (Pitta) [Corinthians] e Rosemiro [Remo]; Erivelto [Fluminense] (Marcelo) [Atlético-MG], Cláudio Adão [Flamengo] e Santos [Santa Cruz]
Técnico: Zizinho

Argentina
Suarez; Galvan, Marillak, Espinoza e Gallego; Cardenas, Salinas (Caballos) e Silva; Tello (Farias), Valência e Cebalos

Data: 21 de outubro de 1975
Competição: Jogos Pan Americanos
Local: estádio Azteca, na Cidade do México
Árbitro: R. Gonzalez

Por Raoni David
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A tie with Argentina in a close match.

Argentina had a better tem in paper when the tw powerhouses faced each other in the Pan Am Games in 1975. The goaless draw showed that the game was even closer than anyone could guess.

However you can only point to the teams good players after knowing what their carreer became over time. Brazil had a promising forward in Claudio Adão, Marcelo Oliveira was a top flight in Atlético Mineiro and even Alberto Leguelé was in a good moment in Bahia. Argentina on the other hand was far from being considered a power as it is today, their top player, Maradona, was still 14 at that time.

From the 13 players on the Argentinian field that day only two managed to be in a World Cup team as well. Midfielder America Gallego in 1978 and 1982 started several games, and Daniel Valencia, but this forward with fewer chances to show his football.

Brazil had some players that can be considered sucessful, Edinho played in three World Cups: 1978, 1982 and 1986. The keeper Carlos also went to the three World Cups, but played only in 1986 until the quarterfinal defeat to France.

Besides the lack of great players Brazil was more often closer to the goal than Argentina, they even lost a penalty kick with Leguelé, a player that failed after a move to Flamengo. Other failures were Claudio Adão and Marcelo Oliveira. Chico Fraga won the Copa São Paulo for Under 19 years old players with Falcão in Internacional, but never excelled in the adult squad.

Brazil 0 x 0 Argentina

Brazil
Carlos [Ponte Preta]; Mauro [Guarani], Tecão [São Paulo], Edinho [Fluminense] and Chico Fraga [Internacional]; Alberto Leguelé [Bahia], Eudes [Portuguesa] (Pitta) [Corinthians] and Rosemiro [Remo]; Erivelto [Fluminense] (Marcelo) [Atlético-MG], Cláudio Adão [Flamengo] and Santos [Santa Cruz]
Coach: Zizinho

Argentina
Suarez; Galvan, Marillak, Espinoza and Gallego; Cardenas, Salinas (Caballos) and Silva; Tello (Farias), Valência and Cebalos

Date: 21st October 1975
Competition: Pan American Games
Place: Azteca Stadium, México City
Referee: R. Gonzalez

Tradução de Fabricio Presilli

Para vencer a Copa América, vitória sobre os então algozes

Títulos ainda não eram uma rotina da Seleção Brasileira, quando em 15 de outubro de 1922 enfrentou a rival Argentina pela semifinal do Campeonato Sul Americano, o embrião, ou o começo do que seria consagrado como Copa América.

Naquela época, até os confrontos com os argentinos não eram comuns. A primeira vez que se enfrentaram foi em 1914, com uma goleada dos ‘hermanos’, por 3 a 0. Esta partida de 1922 era apenas a nona da história entre as seleções e até então a vantagem era argentina, com quatro vitórias, dois empates e duas derrotas.

Atualmente a vantagem é brasileira, com 37 vitórias e 33 derrotas. E o curioso é que o Brasil teve vantagem no número de vitórias sobre a Argentina pela primeira vez somente em 1995.

Por isso essa vitória por 2 a 0, que credenciava o time brasileiro para a disputa da decisão da competição contra o Paraguai, pode ser considerado muito importante. Ainda mais porque um ano antes, as equipes se enfrentaram em um quadrangular que decidia a competição e com a vitória sobre o Brasil, a Argentina ficou com o título. Mas desta vez não, e graças a dois corintianos. No estádio das Laranjeiras o avançado Neco inaugurou o placar ainda na primeira etapa, mas no fim, aos 42 minutos. Também no fim, mas da segunda etapa, o médio e capitão Amílcar Barbuy decretou a vitória brasileira. Uma espécie de vingança do ano anterior.

O time brasileiro que tinha como homem central do seu comitê técnico o senhor Ferreira Vianna Netto, além de Célio de Barros, que atualmente nomeia o Estádio de Atletismo no Complexo do Maracanã, ainda contava em sua fileira com ícones dos primórdios do futebol brasileiro, como o palestrino Heitor Domingues e Laís, médio do Fluminense.

A curiosidade fica por conta da grande mudança de jogadores sofrida pela seleção em cerca de um ano. Dos que foram derrotados contra a Argentina no ano anterior, apenas o goleiro flamenguista Kuntz, e o médio direito Laís seguiram na equipe. Toda essa mudança se deu mesmo com a manutenção da comissão técnica. De toda forma, as modificações surtiram efeito, tanto que diante do Paraguai, o Brasil conquistaria a sua segunda Copa América da história.

Ficha técnica: Brasil 2×0 Argentina

Brasil
Kuntz [Flamengo]; Palamone [Botafogo] e Bartô II [A. A. São Bento-SP]; Laís [Fluminense], Amílcar Barbuy [Corinthians] e Fortes [Fluminense]; Formiga [Paulistano], Neco [Corinthians], Heitor Domingues [Palestra Itália], Tatu [Corinthians] e Rodrigues I [Corinthians]
Técnico: Ferreira Vianna Netto

Argentina
Américo Tesorieri; Celli e Sarasibar; Chabrolin, Médici e Solari; Gaslini, Libonatti, Chiessa, Francia e Rivet
Técnico: Américo Tesorieri

Data: 15 de outubro de 1922
Competição: Campeonato Sul Americano
Local: Estádio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro
Árbitro: Francisco Andreu Balcó

Por Raoni David
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A win over Argentina to triumph the South American Championship

At a time when the Seleção was not used to win titles all the time, the Brazilian team faced Argentina for the semis of the South American Championship, the first steps of what we know now as Copa América.

At that time even matches against rivals Argentinians were not as common as these days. The one in 1922 was only the ninth in history, by then Argentina was on advantage at the head-to-head confrontation with four wins, two ties and two losses. Nowadays this advantage is Brazilian, with 37 wins and 33 defeats, the first time Brazil passed the Argentinian wins as only in 1995.

This 2 to 0 victory is so important not only because it was agains Argentina, after that win Brazil had to face Paraguay in a final match to decide whose would keep the trophy. Even more importance should you consider that one year before Brazil faced Argentina and lost at hoem in Rio. This time the players from Corinthians led the way, Neco scored the first goal and team captain Amílcar Barbuy doubled it to seal Brazil’s win.

A key figure in Brazil squad was Ferreira Vianna Netto, the coach of the team, and Célio de Barros, that gave his name to the track and field complex in Maracanã. Other notables were Heitor Domingues and Laís.

A major change in the squad took place over only one year, just the keeper Kuntz and the midfielder Laís were in the team in 1921. The change proved rigth because not only Brazil got a win this time over Argentina, they won the final match against the Paraguayans as well, to get their second continental trophy.

Brazil 2×0 Argentina

Brazil
Kuntz [Flamengo]; Palamone [Botafogo] and Bartô II [A. A. São Bento-SP]; Laís [Fluminense], Amílcar Barbuy [Corinthians] and Fortes [Fluminense]; Formiga [Paulistano], Neco [Corinthians], Heitor Domingues [Palestra Itália], Tatu [Corinthians] and Rodrigues I [Corinthians]
Coach: Ferreira Vianna Netto

Argentina
Américo Tesorieri; Celli and Sarasibar; Chabrolin, Médici and Solari; Gaslini, Libonatti, Chiessa, Francia and Rivet
Coach: Américo Tesorieri

Date: 15th October 1922
Competition: South American Championship
Place: Laranjeiras Stadium, Rio de Janeiro
Referee: Francisco Andreu Balcó

Tradução de Fabricio Presilli

Reedição da ‘final’ de 98 empata novamente

Mesmo tendo perdido a Copa América para o México, a Seleção Brasileira concluiu o ano de 1999 com importantes amistosos, contra fortes seleções. Comandados por Vanderlei Luxemburgo os brasileiros perderam uma e venceram outra contra os argentinos, e ainda tiveram dois empates contra o Holanda e Espanha.

Em nove de outubro de 1999, o adversário era a Holanda. Pouco mais de um ano antes, as equipes se enfrentaram pela semifinal da Copa do Mundo da França, na partida que ficou conhecida como a final antecipada da competição. Fato que não se consumou na decisão.

De todo modo, eram duas das melhores equipes do mundo na época. O Brasil ainda tinha os astros de 98, como Ronaldo, Rivaldo e Roberto Carlos, e tentava se renovar com as presenças de Roque Júnior, Vampeta, Juninho Pernambucano, Felipe e principalmente Ronaldinho Gaúcho.

Tudo isso para enfrentar uma equipe com craques como Seedorf e Bergkamp, que tinham a companhia dos matadores Kluivert e o jovem Van Nistelrooy, o rápido ponta-esquerda Zenden, além de Ronald de Boer, improvisado na lateral-direita e do ótimo goleiro Van der Sar. Ainda ficaram de fora jogadores como Cocu, Frank de Boer, Davids e Overmars.

Apesar de contar com dois meias com bons chutes – Rivaldo e Felipe – além de dois matadores – Ronaldo e Élber – o Brasil acabou contando com os laterais para marcar. Cafu e Roberto Carlos foram os que balançaram a rede de Van der Sar. Os comandados de Frank Rijkaard chegaram aos seus gols com Zenden e o craque Bergkamp. Dida, em ótima fase, ainda pegou um pênalti.

Na mesma data, em solo brasileiro, mais precisamente na cidade do Rio de Janeiro falecia o poeta e diplomata brasileiro, João Cabral de Melo Neto. Autor de ‘Morte e vida Severina’ entre outras obras, o pernambucano faleceu aos 79 anos e torcia pelo América do Rio.

Ficha técnica: Holanda 2×2 Brasil

Holanda
Van der Sar; Ronald de Boer, Bogard, Konterman e Van Bronckhorst; Van Hintum, Winter (Van Gastel) e Seedorf; Zenden (Van Vossen), Bergkamp (Van Nistelrooy) e Kluivert.
Técnico: Frank Rijkaard.

Brasil
Dida [Corinthians]; Cafu [Roma-ITA], Antônio Carlos [Roma-ITA], Roque Júnior [Palmeiras] e Roberto Carlos [Real Madrid-ESP]; Émerson [Bayer Leverkusen-ALE], Vampeta [Corinthians] (Juninho Pernambucano) [Vasco], Felipe [Vasco] (Ronaldinho Gaúcho) [Grêmio] e Rivaldo [Barcelona-ESP]; Ronaldo [Internazionale-ITA] (Marcos Assunção) [Roma-ITA] e Élber [Bayern Munique-ALE] (Sávio) [Real Madrid-ESP]
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Data: 09 de outubro de 1999
Competição: Amistoso oficial
Local: Amsterdam Arena, em Amsterdam
Árbitro: Markus Merk

Por Raoni David

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Replay of 98 antecipated final, drawn all over again

After losing the Copa América to México, the Seleção finished 1999 with some major friendlies. Coached by Valderlei Luxemburgo the brazilians had a win and a loss against rivals Argentina, and two draws against dutch and spaniards.

On octobert 09th 1999 they would face Netherlands again. Over a year before the two powerhouses faced each other in the 1998 World Cup semifinal match, a game known then as an antecipated final. As we know this fact would not be fulfilled at the final game.

Anyway, those were two of the best teams in the world at that time. Brazil could rely on its 1998 stars such as Ronaldo, Rivaldo and Roberto Carlos and tried some fresh faces as Roque Júnior, Vampeta, Juninho Pernambucano and Felipe, but most of all Ronaldinho Gaúcho.

All this power to face a squad with players like Seedorf and Bergkamp, that kept company of the strikers Kluivert and the young Van Nistelrooy, the fast winger Zenden, besides Ronald de Boer improvised on the right back and the great goalie Van der Sar. They left out of that game players such as Cocu, Frank de Boer, Davids and Overmars.

Altougth Brazil could count on their midfielders Rivaldo and Felipe, or on the strikers Ronaldo and Élber to score, the backs Cafu and Roberto Carlos eventually stepped up to put up one a piece. Netherlands scored with Zenden and the great Bergkamp. Dida was in a good moment and stopped a penalty kick.

On a side note, that same day in Rio de Janeiro passed away the great poet João Cabral de Melo Neto, author of “Morte e Vida Severina”, among others. He was 79 and supported América from Rio.

Netherlands 2×2 Brazil

Netherlands
Van der Sar; Ronald de Boer, Bogard, Konterman and Van Bronckhorst; Van Hintum, Winter (Van Gastel) and Seedorf; Zenden (Van Vossen), Bergkamp (Van Nistelrooy) and Kluivert.
Coach: Frank Rijkaard.

Brazil
Dida [Corinthians]; Cafu [Roma], Antônio Carlos [Roma], Roque Júnior [Palmeiras] and Roberto Carlos [Real Madrid]; Émerson [Bayer Leverkusen], Vampeta [Corinthians] (Juninho Pernambucano) [Vasco], Felipe [Vasco] (Ronaldinho Gaúcho) [Grêmio] and Rivaldo [Barcelona]; Ronaldo [Internazionale] (Marcos Assunção) [Roma] and Élber [Bayern Müchen] (Sávio) [Real Madrid]
Coach: Vanderlei Luxemburgo.

Date: 09th october 1999
Competition: Friendly
Place: Amsterdam Arena, Amsterdam
Referee: Markus Merk

Tradução de Fabricio Presilli