Promessa flamenguista marca duas vezes, e Brasil vence a Bolívia

A Copa Odesur valia vaga para o Pan-Americano de 1987, disputado em Indianápolis, nos EUA, e que ficaria marcado pela épica vitória da Seleção Brasileira de basquete sobre a americana. Mas no futebol, o Brasil precisava se classificar para a disputa e entre tantos jogos, um deles aconteceu no dia 1º de dezembro de 1986.

O adversário era a Bolívia, que fora da altitude é sempre das equipes mais fracas que existem no futebol e o técnico brasileiro era Jair Pereira, que havia se destacado no comando do Paysandu, três anos antes, recebendo o convite para comandar equipes de base da seleção, inclusive a olímpica.

Para garantir a vaga no Pan, Jair apostou na experiência de Rafael Camarotta no gol, campeão brasileiro com o Coritiba no ano anterior. Na defesa, Polaco, zagueiro e lateral que jogava no América carioca e mais tarde foi para o Fluminense; Everaldo, zagueiro do Avaí; o zagueiro Henrique, então no Grêmio e que na década de 90 faria história com a camisa do Corinthians; e Dida, lateral-esquerdo do Coritiba e que ainda jogaria por Palmeiras e Corinthians.

No meio de campo, Dunga, então jogador do Santos já fazia parte do selecionado nacional; Renê, jogador do Fluminense e que mais tarde ganhou o sobrenome Weber quando treinador; e a promessa de substituto de Zico, Gilmar Popoca, que já havia disputado as Olimpíadas de 84, em Los Angeles.

No ataque, Marlon, revelado pelo Marília mas que vestia a camisa do Santa Cruz era o ponta-direita; Wallace, de apenas 18 anos, era o centro avante; e Paulinho Carioca era o ponta-esquerda.

Se com a camisa do Flamengo o jovem Wallace marcou apenas três vezes, em 25 jogos, nesta partida o atacante estava motivado. Logo aos 14 minutos abriu o placar. Ainda na primeira etapa, aos 39, o lateral Dida ampliou. Quando o jogo já caminhava para o final, aos 33 do segundo tempo, Wallace marcou novamente e fechou o placar: 3 a 0.

Ficha técnica: Brasil 3 x 0 Bolívia

Brasil: Rafael [Coritiba]; Polaco [América-RJ], Everaldo [Avaí], Henrique [Grêmio] e Dida [Coritiba]; Dunga [Santos], Renê [Fluminense] e Gilmar Popoca [Flamengo] (Édson) [Botafogo]; Marlon [Santa Cruz], Wallace [Flamengo] e Paulinho Carioca [Fluminense]
Técnico: Jair Pereira.

Bolívia: Terraza; Romer Rocca, Villegas, Rodriguez e Zveizaga; Valdimir Soria, Fernando Salinas e Ramiro Castillo; Juan Padilla Galarza (Ortega), Victor Hugo e Álvaro Peña.

Data: 1º de dezembro de 1986
Competição: Copa Odesur
Local: Estádio Nacional, em Santiago, no Chile.
Árbitro: L. La Rosa (Uruguai)

Por Raoni David
——————————————————————
Flamengo forward score twice en route to the Pan Am Games

In 1986 a Copa Odesur win secured a place for the nation to play in the Pan American Games of Indianapolis at the following year. Teying to get a spot Brazil had to face Bolivia in the beginning of December that year.

Bolivia is known for not being a great team when playing far away from their home soil. Coach Jair Pereira had a great season in 1983 with Paysandu and was invited to manage the Brazilians youth squads, including the Olympic one.

Some players from that team already had been successful in Brazil, like goalkeeper Rafael Camarotta, Brazilian Champions with Coritiba in 1983. Other notables are back Henrique, that is in Corinthians’ history books and lefty Dida, that played for Palmeiras and Corinthians in São Paulo.

Midfielder Dunga, playing for Santos back then, already was in the Seleção. Rene gained the surname Weber when he turned a coach some years ago, and Zico’s replacement in Flamengo, Gilmar Popoca, also played in that match.

The forwards were Marlon, Paulinho Carioca and Wallace, the scorer of the day. The 18 years old from Flamengo scored the first when the clock hited 14 minutes in the first half, Dida doubled before the end of the first half and Wallace sealed the win at the end.

Brazil 3 x 0 Bolivia

Brazil: Rafael [Coritiba]; Polaco [América-RJ], Everaldo [Avaí], Henrique [Grêmio] and Dida [Coritiba]; Dunga [Santos], Renê [Fluminense] and Gilmar Popoca [Flamengo] (Édson) [Botafogo]; Marlon [Santa Cruz], Wallace [Flamengo] and Paulinho Carioca [Fluminense]
Coach: Jair Pereira.

Bolivia: Terraza; Romer Rocca, Villegas, Rodriguez and Zveizaga; Valdimir Soria, Fernando Salinas and Ramiro Castillo; Juan Padilla Galarza (Ortega), Victor Hugo and Álvaro Peña.

Date: 1st December 1986
Competition: Copa Odesur
Place: Nacional Stadium, Santiago, Chile.
Referee: L. La Rosa

Tradução de Fabricio Presilli

Estreia vitoriosa no Pan que teve medalha de ouro cassada

Com um time formado por jovens jogadores, que mais tarde se destacariam uns mais que outros, o Brasil disputou os Jogos Pan Americanos do México, com quem acabou dividindo a medalha de ouro da competição, já que a decisão fora interrompida. Mais tarde a FIFA cassaria essa medalha.

No entanto, em 14 de outubro de 1975, o Brasil estreou na competição diante da Costa Rica. Numa campanha em que o Brasil marcou 33 gols em oito jogos, o 3 a 1 da vitória sobre os costa-riquenhos foi pouco. Principalmente se comparado aos 6 a 0 na Bolívia, 7 a 0 em Trinidad e Tobago, ou ainda os 14 a 0 sobre a Nicarágua.

Fazia parte do elenco brasileiro comandado pela lenda Zizinho, jogadores que mais tarde se consagrariam no cenário nacional, como o goleiro Carlos, ainda na Ponte Preta, o lateral-direito Rosemiro, que atuava pelo Remo, o zagueiro-lateral-esquerdo Edinho, desde então no Fluminense, o volante Batista, que já atuava no Internacional e a eterna promessa Claudio Adão, que a essa altura já vestia a camisa flamenguista.

Outros tiveram algum sucesso, como Tiquinho, que jogou no Botafogo, mas foi ídolo de verdade da torcida do Ceará, ou Eudes, que se destacou com a camisa da Portuguesa, mas não deu tão certo no Cruzeiro. Marcelo Oliveira, atacante atleticano que neste novo século chegou a assumir o comando técnico da equipe, chegou a disputar a Copa América com a seleção principal no mesmo ano, mas também não virou tudo o que se imaginava dele. O zagueiro Tecão, dois anos depois, seria campeão brasileiro com o São Paulo

Alguns além de decepcionarem e viraram folclore, como o volante Alberto Leguelé. Quando disputou o Pan ainda estava no Bahia e seu futebol chamou a atenção do Flamengo, que começava a montagem do maior time da história do clube. Leguelé, porém, não jogou a mesma bola de antes, e acabou não fazendo parte daquele timaço.

Na partida, o Brasil contou com o rápido Tiquinho e com o habilidoso Cláudio Adão para marcar. Porém, talvez os adversários tenha achado que era pouco e resolveu ajudar, marcando gol contra com Vasques. O atacante Wanchope (seria o pai) foi quem diminuiu o placar.

Ficha técnica: Brasil 3 x 1 Costa Rica

Brasil
Carlos [Ponte Preta]; Rosemiro [Remo], Tecão [São Paulo], Edinho [Fluminense] e Carlinhos [Fluminense]; Alberto Leguelé [Bahia] e Batista [Internacional], (Eudes) [Portuguesa de Desportos]; Tiquinho [Botafogo], Marcelo Oliveira [Atlético Mineiro], Cláudio Adão [Flamengo] (Luís Alberto) [Fluminense] e Pitta [Corinthians]
Técnico: Zizinho.

Costa Rica
Rojas; Stupiñan, Aguero, Watson e Vasquez; Barrantes e Villalobos (Pinagua); Alvorado, Camacho, Wanchope e Gimenez (Solano)
Técnico: Desconhecido.

Data: 14 de outubro de 1975
Competição: Jogos Pan Americanos do México
Local: Estádio Azteca, na cidade do México
Árbitro: E. Mendonza

Por Raoni David

—————————————————————-

A win in the first game of the Pan American Games

Brazil sent to Mexico a squad with young players, some of them would turn out to be regulars in the Seleção, and eventually won the gold medal at the final, a split decision with Mexico, that later got overturned by FIFA.

On the 14th of October in 1975 Brazil made his debut against Costa Rica. Considering that through the competition Brazil scored 33 goals in only eigth matches, the 3 scored in the Costa Ricans were just the start of a good campaign. After this game Brazil scored 6 goals against Bolivia, 7 in Trinidad and Tobago and amazing 14 over Nicaragua.

Coach Zizinho had with him some players that later would be stars locally, such as the keeper Carlos, the right back Rosemiro, left back Edinho and the forward Claudio Adão, already at Flamengo at that time.

Other players moved clubs later to be more sucessful, like Tiquinho that found love in Ceará after a passage in Botafogo, or Eudes that played well in Portuguesa after failing to make an impression in Cruzeiro. Marcelo Oliveira was a forward at Atlético Mineiro, some years ago he was hired to coach the same team, was at a Copa América roster in the 70’s, but never really prove to be what everybody thougth he could be. Leguelé is an example of a player with a good game in a small market, Salvador in Bahia, that shrinked after a transfer to powerhouse Flamengo, in Rio.

At that match, Brazil played with fast forward Tiquinho and skillful Claudio Adão, with a help from the oppponent that scored an own goal before Wanchope (the father of the one we know now) could score Costa Rica single goal of the game.

Brazil 3 x 1 Costa Rica

Brazil
Carlos [Ponte Preta]; Rosemiro [Remo], Tecão [São Paulo], Edinho [Fluminense] and Carlinhos [Fluminense]; Alberto Leguelé [Bahia] and Batista [Internacional], (Eudes) [Portuguesa de Desportos]; Tiquinho [Botafogo], Marcelo Oliveira [Atlético Mineiro], Cláudio Adão [Flamengo] (Luís Alberto) [Fluminense] and Pitta [Corinthians]
Coach: Zizinho.

Costa Rica
Rojas; Stupiñan, Aguero, Watson and Vasquez; Barrantes and Villalobos (Pinagua); Alvorado, Camacho, Wanchope and Gimenez (Solano)
Coach: Unknown.

Date: 14th october 1975
Competition: Pan American Games
Place: Azteca Stadium, Mexico City, México
Referee: E. Mendonza

Tradução de Fabricio Presilli

Na altitude, Bolívia é quase potência

A seleção boliviana nunca foi, e é difícil imaginar que um dia chegue a ser, uma forte seleção quando o assunto é futebol. Uma das comprovações disso é o confronto direto com a seleção brasileira, que começou em 1930 na disputa da Copa do Mundo do Uruguai. E assim como na maioria dos confrontos, teve vitória do Brasil.

Ao todo foram 25 partidas disputadas, com 18 vitórias brasileiras. Em apenas quatro oportunidades, a Bolívia saiu de campo vencedora e em outras três vezes o jogo terminou empatado. A seleção brasileira fez 86 gols e tomou apenas 23. Ou seja, uma vantagem enorme.

No entanto, curiosamente, ou não, em jogos na altitude os confrontos são equilibrados, e com vantagem para os bolivianos. São sete jogos, com quatro vitórias dos que estão acostumados com o ar rarefeito, duas do Brasil e apenas um empate, na última partida entre as equipes em Eliminatórias para a Copa do Mundo, em 2005.

A primeira partida na altitude entre as equipes foi em Cochabamba, com 2.560 metros de altitude. A partida válida pela Copa América de 1963 terminou com vitória de 5 a 4 dos bolivianos que eram comandados por Danilo Alvim, o ‘Prícipe’, como era conhecido pela torcida vascaína. Aymoré Moreira comandava a seleção brasileira, que não contou com nenhum jogador que tinha disputado qualquer Copa do Mundo.

Os outros seis jogos, foram em La Paz, a 4.057 metros de altitude. A primeira, também pela Copa América, foi em 1979, e nova vitória boliviana. O Brasil desta vez, porém, tinha um time respeitável. As grandes novidades eram Juari e Nilton Batata, Meninos da Vila, que acabaram não vingando com a amarelinha, assim como Zenon, Pedrinho, Renato pé mucho e Zé Sérgio. Outros como Leão, Júnior (que jogou improvisado na lateral direita), Oscar, Amaral, Batista, Carpegiani e Roberto Dinamite disputaram copas com o Brasil.

Em 1981 a primeira vitória brasileira na altitude. Pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo o Brasil venceu por 2 a 1, com gols de Sócrates e Reinaldo. Aragonés marcou para os bolivianos. Da seleção de Telê que participou deste jogo, dez estiveram no grupo que foi à Copa de 82.

Dois anos mais tarde vingança boliviana, que ao vencer o Brasil por 2 a 0 impôs a primeira derrota da seleção canarinho em Eliminatórias para a Copa. Na ocasião, em 1993, o polêmico Etcheverry e Peña marcaram. O Brasil de Carlos Alberto Parreira, coincidentemente, teve o mesmo número de jogadores (dez) que foram para a Copa dos Estados Unidos no ano seguinte.

Em 1997 as equipes fizeram a partida mais importante da história dos confrontos: a final da Copa América disputada em solo boliviano. E o Brasil venceu! Denílson abriu o placar aos 40 minutos do primeiro minuto, mas viu Erwin Sanchez empatar logo em seguida. Somente aos 34 minutos do segundo tempo o Brasil ficou à frente do placar com Ronaldo. Faltando um minuto para o fim, Zé Roberto ampliou e quando o jogo acabou Zagallo proferiu o famoso: vocês vão ter que me engolir.

Para as Eliminatórias da Copa de 2002 a Bolívia voltou a vencer depois de dois jogos. Em 2001, Líder Paz e Baldivieso duas vezes marcaram para os donos da casa e Edílson descontou para o Brasil. Em 2005, no último confronto entre os times na altitude, empate por 1 a 1. Juninho Pernambucano e José Castillo marcaram.

Por Raoni David

—————————————————————–

At home, Bolivia is almost unbeatable

The Bolivian national team never was considered tough opponent, it is hard to think they will ever become a powerhouse in terms of football. One example to illustrate the poor record of the Bolivians is showing their confrontation stats with other teams.

Brazil has played against the Bolivians 25 times, the first one was in the 1930 World Cup, so far Brazil notched up 18 wins, only four matches ended with the side from the Andes victorious. The other three matches were tied, Brazil scored a total of 86 goals and Bolivia managed to score 23 times, a major advantage to the Brazilians.

However when Bolivia plays at home ground, history shows that they increase their chances to win. Against Brazil they played seven times, with four wins, two losses and a draw, in their last encounter valid for the Qualifiers to the World Cup, back in 2005.

The first match played in Bolivia between them was in Cochabamba, at 2.560 meter above sea level, valid for the Copa América in 1963, Bolivia won 5 to 4, their key player was Danilo Alvim, nicknamed ‘O Príncipe” (The Prince), from the Vasco crowd in Brazil. Aymoré Moreira coached a team with lack of international experience.

The other six matches were in La Paz, exactly 4.057 meters above the sea level. In 1979, again in a Copa América, Bolivia got their second win, however this time Brazil’s side where a more capable one, with players such as Leão, Oscar, Júnior, Carpegiani and Roberto Dinamite.

In 1981 came the first Brazilian win in the altitude, again for the Qualifiers to the World Cup, the final score was 2 to 1. Scored to Brazil Sócrates and Reinaldo, Aragonés made the Bolivian one, from the group that went to Bolívia 10 players were also in Spain with coach Telê Santana.

Bolivia had to wait twelve years to get a revenge, winning 2 to 0 in the first loss of the Seleção in a Qualifying Tournament ever. “El Diablo” Etcheverry and Peña scored the Bolivian goals in 1993. Parreira also took 10 players that went to Bolivia with him to win the fourth Brazilian title in the US.

In 1997 they had the most important encounter of all: the final game of Copa América. And Brazil managed to get a win in La Paz! Denílson scored the first one late in the first half, but Erwin Sanchez drew right away. At the twilight of the match Brazil scored twice with Ronaldo and Zé Roberto. After the game, Zagallo said one of his most famous sentences: “you will have to swallow me here!”.

For the Qualifyiers to the 2002 World Cup Bolivia once again won, Líder Paz and Baldivieso scored one a piece and Edilson made the Brazilian goal back in 2001. On their last match in the altitude, in 2005, a tie was set after goals from Juninho Pernambucano and José Castillo.

Tradução de Fabricio Presilli

Goleada para acalmar os ânimos

Auxiliar técnico de Vanderlei Luxemburgo, Candinho avisava: o Brasil vai terminar o primeiro turno das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002 em segundo lugar. E com o mundo caindo sobre Luxa após a conquista da medalha de bronze em Sidney, o próprio Candinho foi o treinador na partida que colocou a Seleção Brasileira no segundo lugar.

Em oito de outubro de 2000, a seleção venezuelana seria o adversário. O Brasil, ainda comandado por Luxa, vinha de goleada sobre a Bolívia, no Maracanã, por 5 a 0, e em Maracaíbo, contra a ainda inexpressiva Venezuela (como cresceu o futebol do país de Hugo Chávez!), a história não poderia ser diferente.

Romário, que não jogaria a Copa do Mundo na Ásia, com a seleção já sob o comando de Felipão, e que estava mordido por ficar de fora das Olimpíadas, comandou a festa e balançou a rede quatro vezes. Euller e Juninho Paulista completaram a festa vascaína.

O time da Colina, que dois meses mais tarde seria campeão da Copa João Havelange, deu o tom no time do meio pra frente. Juninho Pernambucano vestiu a nove, o Paulista ficou com a dez. Romário tinha a histórica camisa 11 e Euller, jogou com a sete.

Outra curiosidade da partida, foi a pouca presença de jogadores atuando fora do país. Dos 14 que participaram do jogo, apenas cinco eram ‘estrangeiros’. Da Itália vinham Cafu e Antônio Carlos, que ainda estava na Roma, além de Vampeta, jogador do Inter de Milão. Sylvinho estava no Arsenal da Inglaterra e Zé Roberto, no Bayer Leverkusen, da Alemanha.

Ficha técnica: Venezuela 0x6 Brasil

Venezuela
Angelucci; Jimenez, Alvarado, Gonzalez e Martínez; Garcia (Savarese), Echenaussi (Arango), Farias e Rey; Ornellas e Morán (Paez)
Técnico: José Omar Pastoriza

Brasil
Rogério Ceni [São Paulo]; Cafu [Roma-ITA], Antônio Carlos [Roma-ITA], Cléber [Cruzeiro] e Sylvinho [Arsenal-ING]; Donizete Oliveira [Cruzeiro], Vampeta [Internazionale-ITA], Juninho Pernambucano [Vasco] (Zé Roberto) [Bayer Leverkusen-ALE] e Juninho Paulista [Vasco] (Ricardinho) [Cruzeiro]; Euller [Vasco] (Marques) [Atlético Mineiro] e Romário [Vasco]
Técnico: Candinho

Data: 08 de outubro de 2000
Competição: Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002
Local: Estádio Pachencho Romero, em Maracaíbo
Árbitro: Ubaldo Aquino.

Por Raoni David

———————————————————–

Tons of goals to give morale

As an assistant for coach Vanderlei Luxembrugo, Candinho warned: Brazil will finish the first half of the Qualifiyng Tournament for the 2002 World Cup in second place. With the world’s weigth on Luxemburgo’s shoulders after he managed to win only a bronze medal in the Sydney Olympics, not good enough for the brazilians considering the national team never won gold, it took up to himself to put the Seleção on that second spot he predicted.

On october 8th of 2000, the national Venezuelan team would be the opponents. Brazil’s last game was under coach Luxemburgo, a pack of 5 goals against Bolívia at Maracanã Stadium, and in Maracaibo they would play the underdog local team (how grown is local football in the land of Hugo Chavez now!), the story could not be different.

Romário, that eventually would not play in the World Cup already under coach Felipão, was holding a grudge because of being left off the Olympic Tournament, lead the way with four goals. Euller and Juninho Paulista putted to bed the Vasco party. All of them were teamates at the carioca club.

Vasco would eventually be the champion for Copa João Havelange that year, and they set the tone of the team in the front. Juninho Pernambucano worn number 9, Paulista with number 10, Romário with his historic 11 and Euller with the lucky 7.

Another curious thing that happened in that game was the slim presence of players from abroad, a tendence in brazilian national squads lately. From the 14 the played only five of them had contracts with clubs from outside Brazil. From Italy Cafu and Antônio Carlos, still in Rome, besides Vampeta that played in Internazionale, Sylvinho was in Arsenal and Zé Roberto in german club Bayer Leverkusen.

Venezuela 0x6 Brasil

Venezuela
Angelucci; Jimenez, Alvarado, Gonzalez and Martínez; Garcia (Savarese), Echenaussi (Arango), Farias and Rey; Ornellas and Morán (Paez)
Coach: José Omar Pastoriza

Brasil
Rogério Ceni [São Paulo]; Cafu [Roma], Antônio Carlos [Roma], Cléber [Cruzeiro] and Sylvinho [Arsenal]; Donizete Oliveira [Cruzeiro], Vampeta [Internazionale], Juninho Pernambucano [Vasco] (Zé Roberto) [Bayer Leverkusen] and Juninho Paulista [Vasco] (Ricardinho) [Cruzeiro]; Euller [Vasco] (Marques) [Atlético Mineiro] and Romário [Vasco]
Coach: Candinho

Date: 08th october 2000
Competition: 2002 World Cup Qualifiers
Place: Pachencho Romero Stadium, in Maracaíbo
Referee: Ubaldo Aquino.

Tradução de Fabricio Presilli