No tempo de Dondon, Brasil e Vitória ainda engatinhavam e se enfrentavam

O Brasil acabara de ser eliminado da Copa do Mundo de 1934, jogando apenas uma partida, derrotado por 3 a 1 para a Espanha. A temporada terminou com uma séria de amistosos na Europa e no Nordeste brasileiro. Em um destes, em 13 de setembro, o adversário foi o Vitória, que estava muito longe de ser a potência que é na Bahia atualmente, perdeu por 2 a 1 e o gol que deu o triunfo ao Brasil foi de Dondon, que não é aquele do samba cantado por Zeca Pagodinho.

O tempo até era o que Dondon jogava no Andarahy, pois o zagueiro imortalizado por Nei Lopes – escrevendo – e Zeca Pagodinho – cantando – atuou no antigo clube carioca entre os anos de 1932 e 1938, mas Paulo Samuel Santos, também apelidado Dondon, era atacante e defendia as cores do Botafogo.

Ao mesmo tempo, o Esporte Clube Vitória, era o mesmo de hoje, mas que estava longe de ter a força especialmente no quesito títulos. Dos 26 que a equipe possui, à época havia apenas dois, conquistados em 1908 e 1909. O jejum de títulos só se encerrou em 1953: foram 44 anos sem títulos estaduais.

E se o Vitória ainda não era uma potência, a Seleção Brasileira também não. O Brasil ainda nem usava as cores verde e amarelo, seu uniforme ainda era branco e embora tivesse nomes de respeito, ainda não havia feito boa campanha em Copas do Mundo.

Dos 12 jogadores que representaram a seleção brasileira nesta partida, dez estiveram na Itália para a disputa do Mundial de 1934. Rogério, zagueiro e Dondon, atacante, ambos do Botafogo, eram as únicas novidades.

Apesar dos momentos históricos não tão bons da seleção e do Vitória, havia alguns ídolos em campo, como Waldemar de Brito e Leônidas da Silva na equipe nacional e Novinha, ídolo da torcida do Vitória.

Em campo, o Vitória saiu na frente com gol marcado por Baianinho aos 27 minutos do primeiro tempo. Logo no começo da segunda etapa, aos seis minutos, Waldemar de Brito empatou a partida cobrando pênalti. Já com 28 minutos da segunda etapa apareceu Dondon para marcar seu único gol com a camisa brasileira em cinco jogos que disputou.

Ficha técnica
Brasil 2×1 Vitória

Data: 13/09/1934
Competição: amistoso
Local: Estádio da Graça
Cidade: Salvador
Árbitro: Anisio Silva
Gols: Baianinho 27’ do 1ºT; Waldemar de Brito 6’ e Dondon 28’ do 2ºT.

Brasil: Pedrosa [Botafogo]; Rogério [Botafogo] e Octacílio [Botafogo]; Ariel [Botafogo], Martim Silveira [Botafogo] e Canalli [Botafogo]; Átila [Botafogo] (Dondon) [Botafogo], Waldemar de Brito [CBD], Armandinho [CBD], Leônidas da Silva [CBD] e Patesko [CBD].
Técnico: Armindo Nobs Ferreira.

Vitória: De Vecchi, Renato Bastos e Bisa; Mila, Nezinho e Gia; Baianinho, Novinha, Natal (Vareta), Raul e Gazinho.

Por Raoni David
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On the begginings of football in Brazil, the National Team faced Vitória in a friendly

Brazil was just eliminated from the 1934 World Cup, after losing the only game to Spain. The season ended with a series of international matches across Europe and the Brazilian Northeast. Septermber 13th of that year marked a game for the Seleção against Vitória.

The team from Salvador was far from being the regional powerhouse that they are today and was defeated by 2 x 1, in a game marked by the presence of skilfull Dondon, the guy who became a Samba.

Back then two guys were nicknamed Dondon, one that played for Andarahy and was the characer of the music written by Nei Lopes and performed by Zeca Pagodinho. However the most famous Dondon was the forward from Botafogo.

At that time, Esporte Clube Vitória, didn’t had the strenght he team has today, with few titles and in the middle of a long drought that would eventually end on 1953.

However Brazil wasn’t the well-known powerhouse that they are today either. He Brazilian uniform wasn’t even yellow, they wore white garments and still hasn’t made any good campaigns on a World Cup.

Tem from the 12 players that were in the pitch for Brazil played at the World Cup in Italy, defensive center Rogério and the forward Dondon were the new guys in the group.

Waldemar de Brito and Leônidas da Silva had some good moments with the Seleção on the following years and are remembered to this day.

Vitória scored the first goal, but the National squad replied well after the intermission and managed to score two goals at the second half to get the win in Salvador.

Brazil 2×1 Vitória

Date: 13/09/1934
Competition: Friendly
Place: Da Graça Stadium
City: Salvador
Referee: Anisio Silva
Goals: Baianinho 27’; Waldemar de Brito 51’ and Dondon 73’.

Brazil: Pedrosa [Botafogo]; Rogério [Botafogo] and Octacílio [Botafogo]; Ariel [Botafogo], Martim Silveira [Botafogo] and Canalli [Botafogo]; Átila [Botafogo] (Dondon) [Botafogo], Waldemar de Brito [CBD], Armandinho [CBD], Leônidas da Silva [CBD] and Patesko [CBD].
Coach: Armindo Nobs Ferreira.

Vitória: De Vecchi, Renato Bastos and Bisa; Mila, Nezinho and Gia; Baianinho, Novinha, Natal (Vareta), Raul and Gazinho.

Tradução de Fabricio Presilli

Grandes jogadores brasileiros: Túlio

Túlio Humberto Pereira da Costa
Posição: atacante
Nascimento: 02/junho/1969 – Goiânia/GO
15 jogos – 13 gols
Primeiro jogo: 17/10/1990- Brasil 0x0 Chile (Taça da Amizade)
Último jogo: 20/12/1995- Brasil 3×1 Colombia (Amistoso)

Artilheiro desde as categorias de base no Goiás, Túlio Humberto Pereira da Costa marcou história em diversos clubes nacionais e é considerado o maior artilheiro do mundo em atividade, porém não vingou na Seleção Brasileira.

Artilheiro do Campeonato Brasileiro pela primeira vez em 1989, ainda jogando pelo Goiás, Túlio se transferiu jovem para o time suíço Sion, de onde retornou para seus melhores campeonatos no Brasil, no Botafogo do Rio de Janeiro. No time carioca Túlio ganhou o apelido que ainda carrega, “Maravilha”, e foi artilheiro de duas edições consecutivas do Campeonato Brasileiro, em 1994 e 1995. Ainda em 1995 ele marcou o gol do maior título botafoguense, contra o Santos no Pacaembú.

Após esta primeira passagem pelo Botafogo, Túlio jogou por diversas equipes grandes pelo Brasil, sempre fazendo muitos gols e sendo negociado com outro clube depois de alguns meses. Após aceitar jogar em divisões inferiores, sempre sendo artilheiro e conquistando alguns títulos estaduais e nacionais, Túlio alternou transferências entre clubes pequenos pelo Brasil e do exterior, incluindo passagens pelos campeonatos Boliviano e Húngaro.

Presença de área em campo e irreverência fora das quatro linhas sempre foram as marcas de Túlio. Falcão o foi o primeiro técnico a apostar em seu futebol , ainda em 1990, o convocando para a Taça da Amizade. Após um longo período sem ser chamado, Zagallo voltou a convocar Túlio em 1995, para diversos amistosos e para a Copa América. Neste ano Túlio marcou três gols em um só jogo pela Seleção, em abril contra o Valencia da Espanha.

Outro gol de Túlio pela Seleção que sempre será lembrado é um contra a Argentina, pelas quartas-de-final da Copa América de 1995. O artilheiro claramente dominou a bola no braço antes de fuzilar o goleiro, o árbitro não viu e Túlio diria após o jogo que tinha sido a “mão de Deus”.

Com 899 marcados na carreira o artilheiro crê que chegará ao gol 1016 antes de finalizar a carreira. Túlio já tem extensas atividades extra-campo, considerando que é vereador em sua cidade natal, Goiânia.

Principais títulos conquistados durante a carreira
– Campeonato Goiano (1989, 1990, 1991 e 2001)
– Campeonato Suiço (1992)
– Campeonato Brasileiro (1995)
– Campeonato Paulista (1997)
– Taça Rio-São Paulo (1998)
– Campeonato Paulista (1997)

Por Fabricio Presilli
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Brazilian greats: Túlio

Túlio Humberto Pereira da Costa
Position: forward/striker
Born: 02/June/1969 – Goiânia/GO
15 games – 13 goals
First game: 17/10/1990- Brazil 0x0 Chile (Friendship Cup)
Last game: 20/12/1995- Brazil 3×1 Colombia (Friendly)

Striker made in the youth academy of Goiás, Túlio Humberto Pereira da Costa is in the history books of some major clubs in Brazil, and is considered the active player with most goals in the World, however he never could made history in the Seleção.

Top scorer of the Brazilian League for the first time in 1989, when he still played for Goiás, a young Túlio was transferred to Swiss club Sion. After a short stay in Europe he came back to Brazil for his best years playing at Botafogo in Rio de Janeiro. There he was nicknamed by the crowd “Maravilha” (Wonderful) and was top scorer of the Campeonato Brasileiro in 1994 and 95, scoring the title goal for Botafogo in 1995.

After this successful time in Rio Túlio played for many clubs throught Brazil, always scoring a lot of goals and leaving for another club after just some months. Túlio played also for some inferior divisions locally in Goiás State and in Brazilian Championship, as well as some passages in clubs in Bolivia and Hungary.

Good skills in the box and a lot of humor outside the field wee always the trademarks of Túlio’s works. Falcão was the first coach to call him for a Seleção squad, back in 1990 for the Friendship Cup. After some years without being remembered, Zagallo brought him back to the national team in 1995, for some friendlies and to play the Copa América. Túlio once scored three times in the same match, against Valencia in April that year.

But the goal from Túlio in the Seleção that everybody will always remembers is one against Argentina in the quarterfinals of Copa América, Túlio controlled the ball with his hand before shooting, however the referee didn’t saw and Túlio said after the game that the goal had a help from “the hand of God”.

Counting 899 goals in the career the striker believes he can reach 1016 before retirement. Túlio already has some work to do outside the field as he is a city council back in his hometown, Goiânia.

Main titles during his career
– Campeonato Goiano (1989, 1990, 1991 e 2001)
– Campeonato Suiço (1992)
– Campeonato Brasileiro (1995)
– Campeonato Paulista (1997)
– Taça Rio-São Paulo (1998)
– Campeonato Paulista (1997)

Tradução de Fabricio Presilli

Em 64, Brasil dava início aos fracassos em Olimpíadas.

O Brasil nunca foi uma potência olímpica e o mesmo pode ser dito com relação ao futebol nos Jogos. Tanto que conquistou apenas quatro medalhas ao longo da história, e jamais uma de ouro. Em 16 de outubro de 1964, nos Jogos Olímpicos de Tóquio a seleção brasileira que já era bicampeã mundial, amargou a eliminação na primeira fase do torneio.

Após empatar com a extinta República Árabe Unida por 1 a 1 e vencer a Coréia do Sul por 4 a 0, bastava um empate com a Checoslováquia para o time comandado por Vicente Feola avançar na competição. Mas a partida terminou 1 a 0 para os Checos, e mesmo assim o Brasil só ficou fora no saldo de gols, devido à goleada do S.A.U. sobre a Coréia do Sul: 10 a 0.

Feola que comandara a primeira seleção brasileira campeã do Mundo, em 1958, teve em suas mãos, entre os jovens jogadores, alguns que deram certo e outros que nem tanto. Do time brasileiro que entrou em campo neste dia, quem mais mereceu destaque ao longo da carreira foi Roberto Miranda. Ídolo botafoguense, onde fez 154 gols em 352 jogos, integrou ainda a seleção brasileira em 1970, tricampeã no México.

Além dele, outro que mais tarde virou ídolo de um grande time brasileiro foi Zé Roberto. Revelado pelo São Paulo, o atacante ainda teve passagem pelo Corinthians, mas foi no Coritiba, com a conquista do Torneio do Povo de 1973, que escreveu seu nome. O zagueiro Valdez ainda quase fez 100 jogos com a camisa do Fluminense

Outros eram promessas, como o santista Eliseu, apontado como sucessor de Zito na Vila Belmiro, mas acabou se transferindo para o futebol belga, onde se tornou ídolo. Ou ainda, o atacante Caravetti, que fez 16 jogos com a camisa palmeirense e só marcou um gol. Os laterais Mura (direito) e Adevaldo (esquerdo) até que deram seus jeitinhos. Mura foi titular do Botafogo por algum tempo, e Adevaldo chegou a jogar no São Paulo, mas na época da construção do Morumbi.

Já o goleiro Hélio Dias de Botafogo e Atlético Mineiro, o zagueiro Zé Luiz, do Fluminense, o meio-campista Ivo Soares do Flamengo e o atacante Mattar, do Comercial de Ribeirão Preto, não conseguiram deixar grandes lembranças nos seus torcedores.

Bom, na sequência dos Jogos a algoz Checoslováquia ficou com a prata, ao perder a decisão ouro para a Hungria, por 2 a 1. O Brasil, comprovando sua fraqueza em Olimpíadas, só veio a conquistar uma medalha 20 anos mais tarde, quando ficou com a prata em Los Angeles.

Ficha técnica: Checoslováquia 1 x 0 Brasil

Checoslováquia
Anton Svajlen; Anton Urban, Vladimir Weiss, Zdenck Picman e Stefan Matlak; Karel Nepomucky, Jan Brumovsky e Jozef Vojta; Frantisek Valosek, Frantisek Knebort e Vojtech Masny

Brasil
Hélio Dias [Botafogo]; Mura [Botafogo], Zé Luiz II [Fluminense], Valdez [Fluminense] e Adevaldo [Botafogo]; Eliseu [Santos] e Ivo Soares [Flamengo]; Roberto Miranda [Botafogo], Zé Roberto [São Paulo], Mattar [Comercial-SP] e Caravetti [Palmeiras]
Técnico: Vicente Feola.

Data: 16 de outubro de 1964
Competição: Jogos Olímpicos de Tóquio
Local: Estádio Omiya, em Tóquio, no Japão
Árbitro: Asghar Techerani

Por Raoni David
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The Tokyo Olympics marked the first of a series Brazilian failures

Brazil was never considered to be an Olympic power, unfortunately the same can be said abaout the footbal matches Brazil ha splayed. The Seleção managed to win 4 medals so far in Olympic Games, never a gold one. On October 16th 1964, at the Tokyo Games the already two times World Champion faced an early elimination from the tournament.

After a tie with the United Arab Republic and a win over south Korea, Brazil could use a draw against the Czechs to advance to the next phase. But after the defeat by one goal Brazil was eliminated on goals difference, mainly because of the blowout imposed by U.A.R. over South Korea, 10 to 0.

Vicente Feola was the coach of Brazil’s first World cup title back in 1958, and in those Olympics he had some good players with him. Most notable was Roberto Miranda, a Botafogo idol that was still in the Seleção in the 1970 World Cup.

Others that had a good carrer were Zé Roberto, mainly at São Paulo, Corinthians and Coritiba and Valdez at Fluminense. Some players never fulfilled the expectations of the supporters. Like Eliseu, that played for Santos before becoming an important player in Belgium, or Caravetti, Mura and Adevaldo that had an unregular time at big clubs in Brazil.

After sen Brazil back home, Czechoslovakia went to the final match where they lost to Hungary. Brazil’s record in Olympics improved only in 1984, with a silver medal.

Czechoslovakia 1 x 0 Brazil

Czechoslovakia
Anton Svajlen; Anton Urban, Vladimir Weiss, Zdenck Picman and Stefan Matlak; Karel Nepomucky, Jan Brumovsky and Jozef Vojta; Frantisek Valosek, Frantisek Knebort and Vojtech Masny

Brazil
Hélio Dias [Botafogo]; Mura [Botafogo], Zé Luiz II [Fluminense], Valdez [Fluminense] and Adevaldo [Botafogo]; Eliseu [Santos] and Ivo Soares [Flamengo]; Roberto Miranda [Botafogo], Zé Roberto [São Paulo], Mattar [Comercial-SP] and Caravetti [Palmeiras]
Coach: Vicente Feola.

Date: 16th October 1964
Competition: Olympic Games
Place: Omiya Stadium, Tokyo, Japan
Referee: Asghar Techerani

Tradução de Fabricio Presilli

Mal na Copa, Brasil vai à forra com pernambucanos

Após perder um jogo e ser eliminado da Copa do Mundo de 1934, a Seleção Brasileira excursionou pela Europa. No retorno deu uma paradinha no Nordeste, e entre os meses de setembro e outubro fez amistosos contra equipes baianas e pernambucanas.

Galícia, Ypiranga, Vitória, Bahia e a própria seleção baiana, foram vítimas do Brasil. Em Pernambuco, Sport, Santa Cruz e Náutico foram vencidos, e em 7 de outubro de 1934, a seleção pernambucana foi derrotada por 5 a 3.

Curioso é que embora o Sport enfrentasse um jejum de seis anos sem títulos pernambucanos (que duraria 10 anos, entre 1928 e 38), a base da seleção pernambucana era o time da Ilha do Retiro, que tinha sete jogadores convocados: Alemão II, Gelsomino, Furlan, Alemão, Bermudês, Marcilio e Rodolfo. O campeão deste ano fora o Náutico e apenas Zezé, que também aparece no time do Santa Cruz (seria o mesmo?) serviu a seleção pernambucana. Vice estadual, o Santinha cedeu além de Zezé, Marcionilo, Ernani e Valfrido.

Enquanto isso, o Botafogo era maioria absoluta na seleção brasileira. Nada menos que oito jogadores participaram da partida. Três deles, o goleiro Pedrosa, e os médios Martim Silveira e Canalli, defenderam o Brasil na Copa, meses antes.

Inscritos pela CBD, estavam os são-paulinos Waldemar de Brito (que mais tarde levaria Pelé à Vila Belmiro), Armandinho e Leônidas da Silva, além de Patesko, que estava no Nacional de Montevidéu e que mais tarde, seria transferido ao próprio Botafogo. O técnico brasileiro era Armindo Nobs Ferreira.

Em solo pernambucano, nesta excursão, o Brasil fez seis jogos. Venceu cinco, e perdeu um, para o Santa Cruz, três dias após vencer a seleção estadual, por 3 a 2.

O Brasil, porém, passava por um momento político conturbado, e longe dali, em São Paulo, a Frente Única Antifascista se posicionou contra a ‘marcha dos 5 mil’. Disso resultou uma batalha campal na Praça da Sé, que ficou conhecida como Revoada dos galinhas-verdes, em alusão a cor do uniforme dos militantes da Ação Integralista Brasileira.

Ficha técnica: Brasil 5×3 Seleção Pernambucana

Brasil
Pedrosa [Botafogo]; Vicente [Botafogo] e Otacílio [Botafogo]; Ariel [Botafogo], Waldir [Botafogo] (Martim Silveira) [Botafogo] e Canalli [Botafogo]; Átila [Botafogo], Waldemar de Brito [CBD], Armandinho [CBD], Leônidas da Silva [CBD] e Patesko [CBD]
Técnico: Armindo Nobs Ferreira.

Seleção Pernambucana
Zé Miguel; Alemão II (Marcionilo) e Gelsomino; Zezé, Furlan e Ernani; Alemão (Valfrido), Bermudes, Zeferino (Chinês), Marcílio e Rodolfo
Técnico: Joaquim Loureiro.

Data: 07 de outubro de 1934
Competição: Amistoso não oficial
Local: Campo da Avenida Malaquias, em Recife
Árbitro: José Mariano Carneiro Pessoa

Por Raoni David

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After a bad World Cup, Brazil faced local squads

After losing one match and being wiped out of the 1934 World Cup, the Seleção made a tour throughout Europe. On the way back home a stop in the notheast region between september and october to play some friendlies against teams from Pernambuco and Bahia states.

Galícia, Ypiranga, Vitória, Bahia and the seleção baiana were victims of Brazil’s strenght. In Pernambuco Sport, Santa Cruz and Náutico were beaten, and in the 07th of october of 1934, the seleção of Pernambuco lost a 5 x 3 game.

Altougth Sport was facing a drougth of six years without a title in the Pernambuco State (that eventually lasted 10 yeras, ending only in 1938), they were the base of the Pernambuco squad, with seven of its players in that team: Alemão II, Gelsomino, Furlan, Alemão, Bermudês, Marcilio and Rodolfo. The 1934 champion was Náutico and Zezé was their only player selected. Another Zezé apperas from the other big team in Recife, Santa Cruz, that gave also Marcionilo, Ernani and Valfrido to the seleção pernambucana.

Meanwhile Botofogo from Rio was the backbone of the Seleção Brasileira, eigth of their players were in the national team. Three of them, the goalkeeper Pedrosa, and the midfielders Martim Silveira and Canalli were in the World Cup some months before.

Registered from CBD (now CBF, the Brazilian FA) were Waldemar de Brito (the man that later brougth Pelé to Santos), Armandinho and Leônidas da Silva, all three of them from São Paulo, besides Patesko from Nacional of Montevideo, that later joined Botafogo. The coach was Armindo Nobs Ferreira.

The Seleção Brasileira made six games in Pernambuco. Won five and lost one, to Santa Cruz on a score of 3 x 2.

Brazil was in a shaky moment politically, in São Paulo the Frente Única Antifascista (United Front Agains Fascism) made a stand against the ‘5 thousand march’. From that began a battle in Sé Square, downtown São Paulo, that was named “flock of the green chickens”, an alusion to the uniform of the United Brazilian Action.

Brasil 5×3 Seleção Pernambucana

Brasil
Pedrosa [Botafogo]; Vicente [Botafogo] and Otacílio [Botafogo]; Ariel [Botafogo], Waldir [Botafogo] (Martim Silveira) [Botafogo] and Canalli [Botafogo]; Átila [Botafogo], Waldemar de Brito [CBD], Armandinho [CBD], Leônidas da Silva [CBD] and Patesko [CBD]
Coach: Armindo Nobs Ferreira.

Seleção Pernambucana
Zé Miguel; Alemão II (Marcionilo) and Gelsomino; Zezé, Furlan and Ernani; Alemão (Valfrido), Bermudes, Zeferino (Chinês), Marcílio and Rodolfo
Coach: Joaquim Loureiro.

Date: 07th october 1934
Competition: Friendly
Place: Avenida Malaquias Field, Recife
Referee: José Mariano Carneiro Pessoa

Tradução de Fabricio Presilli