Na estreia do técnico Falcão, Brasil sofre maior goleada para a Espanha na história

Atual campeã do Mundo, a Espanha é a grande vedete do futebol nos últimos anos. Seleção que poucas vezes superou as promessas, a equipe de Iniesta, Xavi e Villa conseguiu concretizar o apelido de Fúria Espanhola que sempre a acompanhou. No entanto, não é de hoje que o país ibérico conta com um bom time e na última vez que enfrentou o Brasil num momento parecido com o atual, ou seja, de renovação, conseguiu o maior placar já imposto aos pentacampeões mundiais: 3 a 0.

Em 12 de setembro de 1990, pouco menos de três meses da derrota para a Argentina por 1 a 0 que custou a eliminação na Copa do Mundo da Itália, o Brasil estreava no estádio El Molinón, em Gijón, o técnico Paulo Roberto Falcão diante da Espanha, que também havia decepcionado no Mundial ao ser eliminado pela Iugoslávia na prorrogação. Ambas as equipes foram eliminadas nas oitavas de final.

Enquanto o mesmo Luisito Suarez, técnico espanhol eliminado na Copa trazia nove remanescentes da disputa meses antes, Falcão radicalizava e dos 13 jogadores que estiveram em campo, nenhum havia disputado a Copa do Mundo da Itália. E mais, apenas Cafu e Márcio Santos, que faziam sua primeira partida na seleção, vieram a jogar em algum momento a principal competição do futebol.

Falcão apostou principalmente em Neto, principal nome cobrado pela torcida para estar na Copa de 90 que ganhou a camisa 10 e faixa de capitão. O meio de campo ainda tinha Cafu, como um terceiro homem, além dos volantes Moacir e Donizete Oliveira. Charles e o grandalhão Nilson formavam o ataque.

A defesa tinha além do jovem e ainda cabeludo goleiro Velloso, Paulão e Márcio Santos no miolo e Gil Baiano e Nelsinho Kerchner nas laterais. E sucumbiu ao time espanhol logo com nove minutos de partida, com o atacante Carlos Muñoz, do modesto Real Oviedo, abrindo o placar.

Já no segundo tempo, aos 18 minutos, o meio-campista Fernando, do Valência, ampliou o placar. Somente dez minutos depois de sofrer o segundo gol, Falcão mudou seu time, tentando dar velocidade. De uma só vez tirou Cafu e Charles para as entradas de Paulo Egídio e Jorginho Putinatti.

O time ganhou uma cara diferente, com os dois volantes e o meia Neto mantidos, mas Jorginho e Egídio abertos nas pontas e o grandalhão Nilson ainda enfiado na área. Resultado que é bom, apenas para a Espanha que aos 44 minutos do segundo tempo marcou o terceiro gol, com o meio-campista Michel, do Real Madrid.

Vale salientar que enquanto o técnico espanhol fez cinco alterações, Falcão fez apenas essas duas…

Ficha técnica
Espanha 3×0 Brasil

Data: 12/09/1990
Competição: amistoso
Local: Estádio El Molinón
Cidade: Gijón, na Espanha
Público: 42 mil pagantes
Árbitro: Pietro D’Ellia (Itália)
Gols: Carlos Muñoz 9’ do 1ºT; Fernando 18’ e Michel 44’ do 2ºT.

Espanha: A. Zubizarreta [Barcelona] (J. C. Ablanedo) [Sporting Gijon]; Nando [Barcelona], Sanchis [Real Madrid] e Serna [Barcelona]; Michel [Real Madrid], Rafa Paz [Sevilla] (Bango) [Real Oviedo], Roberto Fernández [Valencia] (Alkorta) [Athletic Bilbao], Fernando [Valencia] e J. Goicoetxea [Barcelona]; Butragueño [Real Madrid] (Manolo) [Atlético Madrid], Carlos Muñoz [Real Oviedo] (Eloy Olaya) [Valencia].
Técnico: Luis Suarez

Brasil: Velloso [Palmeiras]; Gil Baiano [Bragantino], Paulão [Cruzeiro], Márcio Santos [Novorizontino] e Nelsinho [Flamengo]; Moacir [Atlético-MG], Donizete Oliveira [Grêmio], Cafu [São Paulo] (Paulo Egídio) [Grêmio] e Neto [Corinthians]; Charles [Bahia]
(Jorginho) [Palmeiras] e Nílson [Grêmio].
Técnico: Paulo Roberto Falcão.

Por Raoni David

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On Falcão’s debut, Brazil suffer biggest loss to Spaniards

Current World Champions, Spain has been the better team of the world lately. Some decades ago the story was quite different, with the Spaniards having little to celebrate and to remember the nickname of their squad: Fúria. Even with poor results Spain had a good team 21 years ago, in a moment of rebuild for the Brazilians who had in sight the 1994 World Cup, getting the biggest blow the Seleção ever suffered: 3 x 0.

September 12, 1990 was the date, three months after the Brazilian loss to Argentina in Italy. A new coach had his first match for Brazil at El Molinón, Paulo Roberto Falcão. Spain too had an uninspiring World Cup, losing to Iugoslavia at the round of 16.

However he Spaniards kept their coach, Luisito Suarez, and nine players from the squad that went to Italy. In the Brazilian side Falcão decided to make some tests and called 13 players that never went to a World Cup. This game marks the debut for two guys that became regular at the Seleção: Cafu and Márcio Santos.

The main player of the Brazilian squad was Neto, a midfielder that played for Corinthians and was wanted by the whole nation. He went to be the number 10 and the captain of the team. The midfield had also Cafu and defensive players Moacir and Donizete Oliveira. Charles and Nilson formed the attack duo.

At the back, Velloso was the keeper, Paulão and Márcio Santos at center and Gil Baiano and Nelsinho Kerchner had the sides. This team never had a chance against the Spaniards, Carlos Muñoz opened the score at the ninth minute of the match.

Midfielder Fernando, who played for Valencia, doubled it at the second half. Falcão made some changes on the team to get more speed, giving a chance to Paulo Egídio and Jorginho Putinatti.

Brazil had a different pace but never managed to scare the Spaniards, who scored the third and final goal at the 89th minute, with midfielder Michel from Real Madrid.

Spain 3×0 Brazil

Date: 12/09/1990
Competition: Friendly
Place: El Molinón Stadium
City: Gijón, Spain
Attendance: 42,000
Referee: Pietro D’Ellia (Italy)
Goals: Carlos Muñoz 9’; Fernando 63’ and Michel 89’.

Spain: A. Zubizarreta [Barcelona] (J. C. Ablanedo) [Sporting Gijon]; Nando [Barcelona], Sanchis [Real Madrid] and Serna [Barcelona]; Michel [Real Madrid], Rafa Paz [Sevilla] (Bango) [Real Oviedo], Roberto Fernández [Valencia] (Alkorta) [Athletic Bilbao], Fernando [Valencia] and J. Goicoetxea [Barcelona]; Butragueño [Real Madrid] (Manolo) [Atlético Madrid], Carlos Muñoz [Real Oviedo] (Eloy Olaya) [Valencia].
Coach: Luis Suarez

Brazil: Velloso [Palmeiras]; Gil Baiano [Bragantino], Paulão [Cruzeiro], Márcio Santos [Novorizontino] and Nelsinho [Flamengo]; Moacir [Atlético-MG], Donizete Oliveira [Grêmio], Cafu [São Paulo] (Paulo Egídio) [Grêmio] and Neto [Corinthians]; Charles [Bahia] (Jorginho) [Palmeiras] and Nílson [Grêmio].
Coach: Paulo Robero Falcão.

Tradução de Fabricio Presilli

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Luxemburgo iniciava reformulação, mas história mostra que não teve sucesso

Após a humilhante derrota por 3 a 0 para a França na final da Copa do Mundo, o Brasil fez apenas três jogos no ano de 98, com duas vitórias, e um empate. Tudo isso já sob o comando de Vanderlei (ou seria Wanderley?) Luxemburgo e contra seleções de certo nível, como Iugoslávia, Equador e Rússia. E o índice de gols marcados foi muito bom: 11, em três jogos.

Contra a Iugoslávia, empate por 1 a 1, em setembro. No mês seguinte, goleada por 5 a 1 sobre o Equador. E no dia 18 de novembro de 1998, nova goleada, também por 5 a 1, mas agora sobre a Rússia.

Luxemburgo, também pela pressão popular que havia, apostava em uma renovação do grupo que havia perdido a Copa da França. Dos 16 jogadores que estiveram em campo nesta partida, por exemplo, apenas Cafu, Rivaldo e Denílson estiveram com Zagallo na ‘conquista’ do vice-campeonato.

Porém, parece que as apostas de Luxemburgo neste momento, não foram lá muito boas. Isso porque além dos três que já estiveram na Copa de 98, apenas Rogério Ceni e Vampeta também estavam na próxima Copa, a de 2002, vencida por Felipão, e não por Luxemburgo, que dava início à caminhada. E nem titulares foram. Ceni era apenas o terceiro goleiro, e o melhor lance de Vampeta fora as cambalhotas no Planalto.

Apesar disso tudo, algumas das apostas de Luxa que não deram tão certo, mostraram bom trabalho neste amistoso. Especialmente o ótimo atacante Amoroso, que balançou a rede duas vezes. Élber, que havia marcado três gols contra o Equador no mês anterior, fez outro, assim como o volante Marcos Assunção. O já consagrado, Rivaldo marcou também. Kournokov fez o gol de honra dos russos.

Algumas destas apostas foram o goleiro Émerson, então no Atlético Mineiro, mas que pelo Bahia em 2000 seria eleito pela revista Placar o melhor do Campeonato Brasileiro; o próprio Marcos Assunção; o experiente zagueiro Antônio Carlos e o jovem César, da Portuguesa e que ficou famoso pelo erro do juiz argentino, Castrilli, na semifinal do Paulistão deste mesmo ano; Serginho, ótimo lateral esquerdo do São Paulo, mas que não se firmou na seleção.

No entanto, talvez a sua maior surpresa tenha sido a convocação do meia-atacante Jackson, do Sport Recife. E o fato de ser uma grande surpresa, não quer dizer que não merecesse. O time pernambucano fazia ótima campanha no Campeonato Brasileiro, tendo sido eliminado pelo Santos somente nas quartas-de-final, depois de três jogos bastante complicados, e o baixinho rápido meia direita, era um dos destaques do time.

Outro nome ainda não consagrado, e que não daria certo na Seleção era o do atacante Christian, ainda no Internacional. No Beira Rio era conhecido como Jesus Christian, tamanha devoção da torcida colorada. Além dele, Élber, recebia suas primeiras chances, mas por seu desempenho no futebol alemão não causou surpresa.

Narciso, do Santos, agora como volante, recebia nova chance, já que como zagueiro fora convocado algumas vezes por Zagallo, especialmente para jogar na seleção olímpica. Outro do qual o ‘velho lobo’ gostava e que jogou neste dia era o volante Flávio Conceição.

Ficha técnica: Brasil 5 x 1 Rússia

Brasil
Rogério Ceni [São Paulo] (Émerson) [Atlético Mineiro]; Cafu [Roma-ITA] (Marcos Assunção) [Flamengo], Antônio Carlos [Roma-ITA], César III [Portuguesa] e Serginho [São Paulo]; Vampeta [Corinthians] (Narciso) [Santos], Flávio Conceição [La Coruña-ESP], Rivaldo [Barcelona-ESP] e Denílson [Bétis-ESP] (Jackson) [Sport]; Amoroso [Udinese-ITA] e Élber [Bayern de Munique-ALE] (Christian) [Internacional]
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Rússia
Novossadov (Tchitchkin); Mamedov, Igonin, Varlamov e Solomatin (Kournokov); Igonin, Smertin (Kondrashov), Semak e Fillipenkov (Coulatov); Kormitsev (Bakharev) e Yessipov (Panov)

Data: 18 de novembro de 1998
Local: Estádio Castelão, em Fortaleza
Competição: Amistoso
Árbitro: Gustavo Mendez

Por Raoni David
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Luxemburgo starts fresh, and finished not being missed

After the defeat to the French in the 1998 World Cup final, Brazil had three more games in 1998, with two wins and a tie. Under new coach Vanderlei Luxemburgo Brazil played good teams, Yugoslavia, Ecuador and Russia, and scored 11 goals in three matches,

A tie against Yugoslavians in September, a win against Ecuador in October and another blowout against Russians on November 18th that year.

Luxemburgo brougth some new faces to the team, only Cafu, Rivaldo and Denílson were in the World Cup some months earlier. However most of the players Luxemburgo called off didn’t stayed on the goup until 2002, only Rogério Ceni and Vampeta went to Asia with Scolari.

Some players had a good game agains Russia, Amoroso scored two goals, Élber made another one and the defensive midfielder Marcos Assunção another. Rivaldo and Kournokov settled the scoreboard.

Some bets that never returned were the goalie Émerson, chosen the best keeper of the 2000 Natrional Championship, the backs Antônio Carlos and César, the great lefty Serginho, that played for several years in Milan.

However the biggest surprise was the midfielder Jackson, that played for Sport, he was in an excelent form that year, helping his lub reach the top eight in the Campeonato Brasileiro. Luxemburgo also tested the strikers Chistian and Élber, that had an enourmous success in Germany. Narciso and Flávio conceição were another bets that flunked.

Brazil 5 x 1 Russia

Brazil
Rogério Ceni [São Paulo] (Émerson) [Atlético Mineiro]; Cafu [Roma] (Marcos Assunção) [Flamengo], Antônio Carlos [Roma], César III [Portuguesa] and Serginho [São Paulo]; Vampeta [Corinthians] (Narciso) [Santos], Flávio Conceição [La Coruña], Rivaldo [Barcelona] and Denílson [Bétis] (Jackson) [Sport]; Amoroso [Udinese] and Élber [Bayern de Munique] (Christian) [Internacional]
Coach: Vanderlei Luxemburgo

Russia
Novossadov (Tchitchkin); Mamedov, Igonin, Varlamov and Solomatin (Kournokov); Igonin, Smertin (Kondrashov), Semak and Fillipenkov (Coulatov); Kormitsev (Bakharev) and Yessipov (Panov)

Date: 18th November 1998
Place: Castelão Stadium, Fortaleza
Competition: Friendly
Referee: Gustavo Mendez

Tradução de Fabricio Presilli

Na estreia da melhor ‘Era Parreira’, vitória contra a Iugoslávia

A Seleção Brasileira, em 1991, vivia, talvez, a sua maior crise em todos os tempos. Sem ganha uma Copa há 21 anos, e recém-eliminada da última para a maior rival Argentina, apresentando um futebol bastante burocrático, o esporte, no país, parecia fadado ao fracasso.

A esperança estava em um novo técnico. Na figura de Paulo Roberto Falcão os bons tempos estavam personificados naquele volante moderno, que sabia sair para o jogo e se transformar num meia-direita. Porém, como técnico, entre os anos de 90 e 91 foram 17 jogos e apenas seis vitórias, sete empates e quatro derrotas. Pior ainda foi Ernesto Paulo, que dirigiu a equipe num único jogo: 1 a 0 País de Gales.

Eis que no dia 30 de outubro de 1991, Carlos Alberto Parreira faria seu primeiro jogo em sua segunda passagem pela Seleção Brasileira. A partida era amistosa e o adversário um tanto mais complicado que os gauleses.

A Iugoslávia tinha um time respeitável, com destaque para Mihaijlovic, que ainda era meio-campista. Mais tarde, já veterano, se mostrou um ótimo zagueiro, especialmente por sem bom chute de esquerda. Savicevic era um meia habilidoso e o também canhoto Mijatovic era um matador nato.

Já o primeiro Brasil da melhor passagem de Parreira no comando da seleção contava com poucos nomes experientes. A grande exceção era o goleiro Carlos e o atacante Renato Gaúcho. O restante ainda não tinha seus nomes fincados no futebol brasileiro, até, principalmente pela falta de títulos conquistados.

É importante salientar, porém, que poucos não o fizeram. Dos 14 que entraram em campo, Lira, lateral-esquerdo do Grêmio e Luís Henrique, meio-campista do Palmeiras, não se firmaram como grandes nomes. O ponta-esquerda são-paulino Elivélton ficou famoso por gols importantes, mas nunca se firmou como titular em lugar algum. Já Luís Carlos Winck sempre foi apontado como um dos melhores de sua posição e por sua versatilidade, mas acabou rodando demais. E ainda tinha o Valdeir, atacante que só jogava bem no Rio.

Em compensação, Cafu, Márcio Santos, Mauro Silva, Raí, Bebeto e Müller, tornaram-se ícones. Todos estavam na Copa de 94, quando da conquista do título brasileiro, e a quebra do jejum de 24 anos. Destes, somente Müller não teve participação direta, em campo, na conquista. Outro que teve ótima carreira, porém nem tanto na seleção, foi o zagueiro Antônio Carlos.

No jogo, Luís Henrique abriu o placar para o Brasil, que sofreu o empate com Lukic. No entanto, a dupla do Morumbi, Müller e Raí deram números finais ao jogo. Pouco mais de um ano depois, ambos, em especial o segundo, teriam atuações decisivas no primeiro título Mundial conquistado pelo São Paulo, e por Telê Santana.

Ficha técnica: Brasil 3 x 1 Iugoslávia

Brasil
Carlos [Palmeiras]; Luís Carlos Winck [Vasco] (Cafu) [São Paulo], Antônio Carlos [São Paulo], Márcio Santos [Internacional] e Lira [Grêmio]; Mauro Silva [Bragantino], Luís Henrique II [Palmeiras] e Raí [São Paulo]; Renato Gaúcho [Grêmio] (Valdeir) [Botafogo], Bebeto [Vasco] (Müller) [São Paulo] e Elivélton [São Paulo].
Técnico: Carlos Alberto Parreira

Iugoslávia
F. Omerovic; B. Vujacic, D. Novak, I. Najdoski (B. Babuski) e D. Milanic (M. Stanic); V. Jugovic, S. Jokanovic, S. Mihaijlovic (S. Curcic) e D. Savicevic; P. Mijatovic (R. Vidakovic) e V. Lukic.
Técnico: Ivan Ivica Osim

Data: 30 de outubro de 1991
Competição: Amistoso
Local: estádio Dilzon Melo, em Varginha, Minas Gerais
Árbitro: Wilson Carlos dos Santos

Por Raoni David
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At Parreira’s new debut, a win over Yugoslavians

Back in 1991 the Seleção was in the worst possible place. They had 21 years since last winnig a World title and lost in the last World Cup to the main rival, Argentina, with a heavily criticized team over its poor performance.

So the hope of the supporters turned to a change in the management position. Paulo Roberto Falcão was a defensive midfielder who knew how to treat the ball, back in th 80’s, However his adventure as coach between 1990 and 1991 lasted only 17 games, seven ties and four defeats later he was no longer the coach. Ernesto Paulo managed to be even worst, managing a game versus Wales that Brazil lost 1 to 0.

And by the end of October of 1991, Carlos Alberto Parreira would debut in his second term as national coach. The friendly had an adversary way togher than Wales. Yugoslavia had a very good team, players like Mihaijlovic, Savicevic and Mijatovic, all in the history books of the Balkans coutries, were in that team.

Brazil on the other hand had only a few experienced players to rely on, the forward Renato Gaúcho and keeper Carlos were the big names, all the others hadn’t had a chance to shine locally yet.

From the 14 players Parreira put on the field that day, only left back Lira and midfielder Luís Henrique never really made an impact in the big teams. Elivélton became known as a guy that scored important goals, mostly as a backup in São Paulo. Luís Carlos Winck was recognized as one of the best rigth backs in the country, but several club changes left him off the Seleção, and forward Valdeir made his name in Rio, but only there.

Parreira took several players from this match to the World Cup in 1994, Cafu, Márcio Santos, Mauro Silva, Raí, Bebeto and Muller went to the USA. Aside of the last one, all of them played na importan role in the World Cup. Another player that had good years in clubs but never excelled in Seleção was Antônio Carlos.

Luís Henrique scored Brazil’s first goal, Lukic tied before the couple from São Paulo, Muller and Raí, gave final numbers to the match. A little over a yera later both won the Club World Championship with Telê Santana over Barcelona.

No jogo, Luís Henrique abriu o placar para o Brasil, que sofreu o empate com Lukic. No entanto, a dupla do Morumbi, Müller e Raí deram números finais ao jogo. Pouco mais de um ano depois, ambos, em especial o segundo, teriam atuações decisivas no primeiro título Mundial conquistado pelo São Paulo, e por Telê Santana.

Brazil 3 x 1 Yugoslavia

Brazil
Carlos [Palmeiras]; Luís Carlos Winck [Vasco] (Cafu) [São Paulo], Antônio Carlos [São Paulo], Márcio Santos [Internacional] and Lira [Grêmio]; Mauro Silva [Bragantino], Luís Henrique II [Palmeiras] and Raí [São Paulo]; Renato Gaúcho [Grêmio] (Valdeir) [Botafogo], Bebeto [Vasco] (Müller) [São Paulo] and Elivélton [São Paulo].
Coach: Carlos Alberto Parreira

Yugoslavia
F. Omerovic; B. Vujacic, D. Novak, I. Najdoski (B. Babuski) and D. Milanic (M. Stanic); V. Jugovic, S. Jokanovic, S. Mihaijlovic (S. Curcic) and D. Savicevic; P. Mijatovic (R. Vidakovic) and V. Lukic.
Coach: Ivan Ivica Osim

Date: 30th October 1991
Competition: Friendly
Place: Dilzon Melo Stadium, Varginha, Minas Gerais
Referee: Wilson Carlos dos Santos

Tradução de Fabricio Presilli

Grandes ídolos da Seleção Brasileira: Cafú

Marcos Evangelista de Moraes
Posição: lateral-direito
Nascimento: 07/junho/1970 – São Paulo/SP
148 jogos – 5 gols
Primeiro jogo: 12/09/1990- Espanha 3×0 Brasil (Amistoso)
Último jogo: 01/07/2006- Brasil 0x1 França (Copa do Mundo)

Dispensado por várias vezes em peneiras dos principais clubes de São Paulo, o lateral-direito Cafú jamais imaginaria, em sua infância e adolescência, que um dia se tornaria o jogador recordista em participações com a camisa da Seleção Brasileira.

Até a fatídica partida em que o selecionado brasileiro, treinado por Parreira, acabou sendo eliminado pela França na fase de quartas de final da Copa do Mundo de 2006, o camisa 2 disputou 148 jogos com a camisa canarinho, anotando um total de 5 gols.

Titular absoluto na época áurea do São Paulo Futebol Clube, que comandado por Telê Santana, conquistou todos os títulos possíveis entre os anos de 1990 e 1994 e com passagens pelo Real Zaragoza, Juventude, Palmeiras, Roma e Milan, Cafú é um grande ícone quando o assunto é o lado direito do gramado.

Atleta voluntarioso, de muita força, velocidade, técnica e disciplina, Cafú foi convocado para vestir a camisa da Seleção Brasileira pela primeira vez pelo técnico Paulo Roberto Falcão para a disputa de um amistoso contra a Espanha em 1990. No mesmo ano participou do jogo festivo, na Itália, em que Pelé comemorou seus 50 anos de vida.

Seu destino parecia estar traçado. O jogador nasceu a exatas duas semanas do tricampeonato mundial. Sempre iluminado, Marcos Evangelista de Moraes fez a sua estreia em Copas do Mundo justamente 24 anos após seu nascimento, na decisão do mundial de 1994 diante da mesma Itália, quando substituiu Jorginho, que se contundiu ainda no primeiro tempo.

O paulistano é considerado um dos maiores laterais da história do futebol mundial e em 2004 foi apontado em uma lista feita por Pelé como um dos 125 maiores jogadores de todos os tempos.

Títulos conquistados com a Seleção Brasileira
– Copa do Mundo 1994 (Estados Unidos)
– Copa América 1997 (Bolívia)
– Copa das Confederações 1997 (França)
– Copa América 1999 (Paraguai)
– Copa do Mundo 2002 (Coréia do Sul e Japão)
Participou ainda das Copas de 1998 e 2006.

Por Fábio Pereira
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Seleção idols: Cafú

Marcos Evangelista de Moraes
Position: right back
Born: 07/june/1970 – São Paulo/SP
148 games – 5 goals
First game: 12/09/1990- Spain 3×0 Brazil (Friendly)
Last game: 01/07/2006- Brazil 0x1 France (2006 World Cup)

After being dismissed by several clubs in São Paulo, the right back Cafu couldn’t dream that one day he would become the player with most games with the Brazilian national team. Before those quarterfinals match against France in 2006, Cafu played a total of 148 games, scoring 5 goals with the Seleção.

Holder of the rigth spot in the great São Paulo squad of the early 90’s, he won every single title there is for a footballer to win in South America between 1990 and 1994. He also played for Real Zaragoza in Spain, Juventude and Palmeiras back in Brazil and Roma and Milan in Italy.

A really willful player, disciplined strong back, Cafu first call to the National team was by coach Paulo Roberto Falcão, to play a friendly against Spain in 1990. That same year he took part in a game versus Italy, when Pelé celebrated his 50 birthday.

His faith seemed to really be in yellow, Cafu was born two weeks before the final match of the 1970 World Cup. Marcos Evangelista de Moraes debuted in a World Cup game in the 1994 final against Italy, after an injury of the right back Jorginho in the first half of the game.

Considered one of the best players ever in the right back, Cafu was appointed from Pelé as one the 125 best players ever around the world.

Titles with the Seleção
– 1994 World Cup (USA)
– 1997 Copa América (Bolivia)
– 1997 Confederations Cup (France)
– 1999 Copa América (Paraguay)
– 2002 World Cup (South Korea and Japan)
Played also in other two World Cups (1998 and 2006).

Tradução de Fabricio Presilli

Com Ronaldo, Zagallo vence revanche com uruguaios

Mário Jorge Lobo Zagallo era novamente o treinador da Seleção Brasileira em 11 de outubro de 1995 e dava continuidade a mais uma renovação da equipe que acabara de ser campeã do mundo. O tetracampeonato conquistado na Copa dos Estados Unidos, com um show de Romário.

Daquele time, estavam apenas Cafu, Márcio Santos, Mauro Silva, Bebeto e Ronaldo. Ao mesmo tempo, entre os que foram convocados para a Copa do Mundo da França, três anos depois, estavam Carlos Germano, Cafu, André Cruz, Roberto Carlos, Zé Roberto, Rivaldo e Giovanni. Quase um time inteiro.

Outros jogadores que eram apostas de Zagallo, como o zagueiro Narciso, o volante Amaral e atacante Sávio, jamais teriam a chance de jogar com o time brasileiro por uma Copa do Mundo.

O jogo tinha certo sabor de revanche. Três meses antes o Brasil perdera a Copa América para o próprio Uruguai nos pênaltis. O time brasileiro ainda saiu na frente com gol de Túlio. Mas os uruguaios empataram e, em casa, ficaram com o título quando o mesmo Túlio perdeu a quarta cobrança.

O grande destaque da equipe uruguaia naquela Copa América era o craque Francescoli, no alto de seus 33 anos, que já não estava mais no time de Hector Nuñes. Isso talvez tenha facilitado a vitória brasileira em Salvador. Durante a partida, porém, entrou um outro bom jogador uruguaio: o meia-atacante canhoto Magallanes, que acabou jamais se firmando na seleção celeste.

Quem começava a se firmar era Ronaldo, que ainda não era dono da posição do time brasileiro. Tanto que esta era apenas a quinta partida que entrava como titular do time no ano. E o fenômeno não deixou por menos, e marcou os dois gols na vitória brasileira por 2 a 0. Apesar disso, nos outros dois jogos que o Brasil fez na temporada, o craque sequer entrou em campo.

Ficha técnica: Brasil 2×0 Uruguai

Brasil
Carlos Germano [Vasco]; Cafu [Palmeiras], Márcio Santos [Fiorentina-ITA] (Narciso) [Santos], André Cruz [Napoli-ITA] e Roberto Carlos [Internazionale-ITA] (Zé Roberto) [Portuguesa]; Mauro Silva [La Coruña-ESP], Amaral [Palmeiras], Rivaldo [Palmeiras] e Giovanni [Santos]; Bebeto [La Coruña-ESP] e Ronaldo [PSV Eindhoven-HOL] (Sávio) [Flamengo]
Técnico: Zagallo.

Uruguai
Ferro; Mendez, Herrera, Moas e Montero (Adinolfi); Bengoechea, Gutíerrez (Gonsalez), Sarilegui (Vanzini) e Poyet; Martinez (Magallanes) e O’Neill (Aberon)
Técnico: Hector Nuñez.

Data: 11 de outubro de 1995
Competição: Amistoso
Local: Estádio da Fonte Nova, em Salvador, Bahia
Árbitro: José J. Torres Cádena

Por Raoni David

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With Ronaldo, Zagallo win rematch against Uruguay

Mário Jorge Lobo Zagallo was once again Brazil’s head coach in october 11th of 1995, and he would continue to remodel the team that just won the 1994 World Cup, with a fabulous performance from Romário.

From the 1994 squad only Cafu, Márcio Santos, Mauro Silva, Bebeto and Ronaldo were still in the team. At the same time among the new players some still were in the team when the next World Cup came, in 1998, Carlos Germano, Cafu, André Cruz, Roberto Carlos, Zé Roberto, Rivaldo and Giovanni, entire squad.

Other players never had the chance to play a match in the World Cup, like Narciso, Amaral and Sávio.

The game had a special flavour, three months before Brazil lost the Copa América to the uruguayans on penalties tie-braker. The brazilians scored first back then with Túlio, but the home team managed to draw and keep the title, the same Túlio was decisive as he lost his penalty kick.

Uruguay could still rely on the great Enzo Francescoli, 33 at that time, in the Copa América, now retired from international football. That probably made the brazilian win easier in Salvador. During the match however a lefty went to the pitch and impressed, Magallanes however never really got a steady place in Uruguay’s roster.

A player that started to feel better in yellow was Ronaldo, that was his fifth game as a starter in the Seleção that year, and he left an impression by scoring the two brazilian goals that time. In spite of that, on the other matches Brazil’s played later that season Ronaldo didn’t come off the bench.

Brazil 2×0 Uruguay

Brazil
Carlos Germano [Vasco]; Cafu [Palmeiras], Márcio Santos [Fiorentina] (Narciso) [Santos], André Cruz [Napoli] and Roberto Carlos [Internazionale] (Zé Roberto) [Portuguesa]; Mauro Silva [La Coruña], Amaral [Palmeiras], Rivaldo [Palmeiras] and Giovanni [Santos]; Bebeto [La Coruña] and Ronaldo [PSV Eindhoven] (Sávio) [Flamengo]
Coach: Zagallo.

Uruguay
Ferro; Mendez, Herrera, Moas and Montero (Adinolfi); Bengoechea, Gutíerrez (Gonsalez), Sarilegui (Vanzini) and Poyet; Martinez (Magallanes) and O’Neill (Aberon)
Coach: Hector Nuñez.

Date: 11th october 1995
Competition: Friendly
Place: Fonte Nova Stadium, Salvador, Bahia
Referee: José J. Torres Cádena

Tradução de Fabricio Presilli

Reedição da ‘final’ de 98 empata novamente

Mesmo tendo perdido a Copa América para o México, a Seleção Brasileira concluiu o ano de 1999 com importantes amistosos, contra fortes seleções. Comandados por Vanderlei Luxemburgo os brasileiros perderam uma e venceram outra contra os argentinos, e ainda tiveram dois empates contra o Holanda e Espanha.

Em nove de outubro de 1999, o adversário era a Holanda. Pouco mais de um ano antes, as equipes se enfrentaram pela semifinal da Copa do Mundo da França, na partida que ficou conhecida como a final antecipada da competição. Fato que não se consumou na decisão.

De todo modo, eram duas das melhores equipes do mundo na época. O Brasil ainda tinha os astros de 98, como Ronaldo, Rivaldo e Roberto Carlos, e tentava se renovar com as presenças de Roque Júnior, Vampeta, Juninho Pernambucano, Felipe e principalmente Ronaldinho Gaúcho.

Tudo isso para enfrentar uma equipe com craques como Seedorf e Bergkamp, que tinham a companhia dos matadores Kluivert e o jovem Van Nistelrooy, o rápido ponta-esquerda Zenden, além de Ronald de Boer, improvisado na lateral-direita e do ótimo goleiro Van der Sar. Ainda ficaram de fora jogadores como Cocu, Frank de Boer, Davids e Overmars.

Apesar de contar com dois meias com bons chutes – Rivaldo e Felipe – além de dois matadores – Ronaldo e Élber – o Brasil acabou contando com os laterais para marcar. Cafu e Roberto Carlos foram os que balançaram a rede de Van der Sar. Os comandados de Frank Rijkaard chegaram aos seus gols com Zenden e o craque Bergkamp. Dida, em ótima fase, ainda pegou um pênalti.

Na mesma data, em solo brasileiro, mais precisamente na cidade do Rio de Janeiro falecia o poeta e diplomata brasileiro, João Cabral de Melo Neto. Autor de ‘Morte e vida Severina’ entre outras obras, o pernambucano faleceu aos 79 anos e torcia pelo América do Rio.

Ficha técnica: Holanda 2×2 Brasil

Holanda
Van der Sar; Ronald de Boer, Bogard, Konterman e Van Bronckhorst; Van Hintum, Winter (Van Gastel) e Seedorf; Zenden (Van Vossen), Bergkamp (Van Nistelrooy) e Kluivert.
Técnico: Frank Rijkaard.

Brasil
Dida [Corinthians]; Cafu [Roma-ITA], Antônio Carlos [Roma-ITA], Roque Júnior [Palmeiras] e Roberto Carlos [Real Madrid-ESP]; Émerson [Bayer Leverkusen-ALE], Vampeta [Corinthians] (Juninho Pernambucano) [Vasco], Felipe [Vasco] (Ronaldinho Gaúcho) [Grêmio] e Rivaldo [Barcelona-ESP]; Ronaldo [Internazionale-ITA] (Marcos Assunção) [Roma-ITA] e Élber [Bayern Munique-ALE] (Sávio) [Real Madrid-ESP]
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Data: 09 de outubro de 1999
Competição: Amistoso oficial
Local: Amsterdam Arena, em Amsterdam
Árbitro: Markus Merk

Por Raoni David

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Replay of 98 antecipated final, drawn all over again

After losing the Copa América to México, the Seleção finished 1999 with some major friendlies. Coached by Valderlei Luxemburgo the brazilians had a win and a loss against rivals Argentina, and two draws against dutch and spaniards.

On octobert 09th 1999 they would face Netherlands again. Over a year before the two powerhouses faced each other in the 1998 World Cup semifinal match, a game known then as an antecipated final. As we know this fact would not be fulfilled at the final game.

Anyway, those were two of the best teams in the world at that time. Brazil could rely on its 1998 stars such as Ronaldo, Rivaldo and Roberto Carlos and tried some fresh faces as Roque Júnior, Vampeta, Juninho Pernambucano and Felipe, but most of all Ronaldinho Gaúcho.

All this power to face a squad with players like Seedorf and Bergkamp, that kept company of the strikers Kluivert and the young Van Nistelrooy, the fast winger Zenden, besides Ronald de Boer improvised on the right back and the great goalie Van der Sar. They left out of that game players such as Cocu, Frank de Boer, Davids and Overmars.

Altougth Brazil could count on their midfielders Rivaldo and Felipe, or on the strikers Ronaldo and Élber to score, the backs Cafu and Roberto Carlos eventually stepped up to put up one a piece. Netherlands scored with Zenden and the great Bergkamp. Dida was in a good moment and stopped a penalty kick.

On a side note, that same day in Rio de Janeiro passed away the great poet João Cabral de Melo Neto, author of “Morte e Vida Severina”, among others. He was 79 and supported América from Rio.

Netherlands 2×2 Brazil

Netherlands
Van der Sar; Ronald de Boer, Bogard, Konterman and Van Bronckhorst; Van Hintum, Winter (Van Gastel) and Seedorf; Zenden (Van Vossen), Bergkamp (Van Nistelrooy) and Kluivert.
Coach: Frank Rijkaard.

Brazil
Dida [Corinthians]; Cafu [Roma], Antônio Carlos [Roma], Roque Júnior [Palmeiras] and Roberto Carlos [Real Madrid]; Émerson [Bayer Leverkusen], Vampeta [Corinthians] (Juninho Pernambucano) [Vasco], Felipe [Vasco] (Ronaldinho Gaúcho) [Grêmio] and Rivaldo [Barcelona]; Ronaldo [Internazionale] (Marcos Assunção) [Roma] and Élber [Bayern Müchen] (Sávio) [Real Madrid]
Coach: Vanderlei Luxemburgo.

Date: 09th october 1999
Competition: Friendly
Place: Amsterdam Arena, Amsterdam
Referee: Markus Merk

Tradução de Fabricio Presilli

Goleada para acalmar os ânimos

Auxiliar técnico de Vanderlei Luxemburgo, Candinho avisava: o Brasil vai terminar o primeiro turno das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002 em segundo lugar. E com o mundo caindo sobre Luxa após a conquista da medalha de bronze em Sidney, o próprio Candinho foi o treinador na partida que colocou a Seleção Brasileira no segundo lugar.

Em oito de outubro de 2000, a seleção venezuelana seria o adversário. O Brasil, ainda comandado por Luxa, vinha de goleada sobre a Bolívia, no Maracanã, por 5 a 0, e em Maracaíbo, contra a ainda inexpressiva Venezuela (como cresceu o futebol do país de Hugo Chávez!), a história não poderia ser diferente.

Romário, que não jogaria a Copa do Mundo na Ásia, com a seleção já sob o comando de Felipão, e que estava mordido por ficar de fora das Olimpíadas, comandou a festa e balançou a rede quatro vezes. Euller e Juninho Paulista completaram a festa vascaína.

O time da Colina, que dois meses mais tarde seria campeão da Copa João Havelange, deu o tom no time do meio pra frente. Juninho Pernambucano vestiu a nove, o Paulista ficou com a dez. Romário tinha a histórica camisa 11 e Euller, jogou com a sete.

Outra curiosidade da partida, foi a pouca presença de jogadores atuando fora do país. Dos 14 que participaram do jogo, apenas cinco eram ‘estrangeiros’. Da Itália vinham Cafu e Antônio Carlos, que ainda estava na Roma, além de Vampeta, jogador do Inter de Milão. Sylvinho estava no Arsenal da Inglaterra e Zé Roberto, no Bayer Leverkusen, da Alemanha.

Ficha técnica: Venezuela 0x6 Brasil

Venezuela
Angelucci; Jimenez, Alvarado, Gonzalez e Martínez; Garcia (Savarese), Echenaussi (Arango), Farias e Rey; Ornellas e Morán (Paez)
Técnico: José Omar Pastoriza

Brasil
Rogério Ceni [São Paulo]; Cafu [Roma-ITA], Antônio Carlos [Roma-ITA], Cléber [Cruzeiro] e Sylvinho [Arsenal-ING]; Donizete Oliveira [Cruzeiro], Vampeta [Internazionale-ITA], Juninho Pernambucano [Vasco] (Zé Roberto) [Bayer Leverkusen-ALE] e Juninho Paulista [Vasco] (Ricardinho) [Cruzeiro]; Euller [Vasco] (Marques) [Atlético Mineiro] e Romário [Vasco]
Técnico: Candinho

Data: 08 de outubro de 2000
Competição: Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002
Local: Estádio Pachencho Romero, em Maracaíbo
Árbitro: Ubaldo Aquino.

Por Raoni David

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Tons of goals to give morale

As an assistant for coach Vanderlei Luxembrugo, Candinho warned: Brazil will finish the first half of the Qualifiyng Tournament for the 2002 World Cup in second place. With the world’s weigth on Luxemburgo’s shoulders after he managed to win only a bronze medal in the Sydney Olympics, not good enough for the brazilians considering the national team never won gold, it took up to himself to put the Seleção on that second spot he predicted.

On october 8th of 2000, the national Venezuelan team would be the opponents. Brazil’s last game was under coach Luxemburgo, a pack of 5 goals against Bolívia at Maracanã Stadium, and in Maracaibo they would play the underdog local team (how grown is local football in the land of Hugo Chavez now!), the story could not be different.

Romário, that eventually would not play in the World Cup already under coach Felipão, was holding a grudge because of being left off the Olympic Tournament, lead the way with four goals. Euller and Juninho Paulista putted to bed the Vasco party. All of them were teamates at the carioca club.

Vasco would eventually be the champion for Copa João Havelange that year, and they set the tone of the team in the front. Juninho Pernambucano worn number 9, Paulista with number 10, Romário with his historic 11 and Euller with the lucky 7.

Another curious thing that happened in that game was the slim presence of players from abroad, a tendence in brazilian national squads lately. From the 14 the played only five of them had contracts with clubs from outside Brazil. From Italy Cafu and Antônio Carlos, still in Rome, besides Vampeta that played in Internazionale, Sylvinho was in Arsenal and Zé Roberto in german club Bayer Leverkusen.

Venezuela 0x6 Brasil

Venezuela
Angelucci; Jimenez, Alvarado, Gonzalez and Martínez; Garcia (Savarese), Echenaussi (Arango), Farias and Rey; Ornellas and Morán (Paez)
Coach: José Omar Pastoriza

Brasil
Rogério Ceni [São Paulo]; Cafu [Roma], Antônio Carlos [Roma], Cléber [Cruzeiro] and Sylvinho [Arsenal]; Donizete Oliveira [Cruzeiro], Vampeta [Internazionale], Juninho Pernambucano [Vasco] (Zé Roberto) [Bayer Leverkusen] and Juninho Paulista [Vasco] (Ricardinho) [Cruzeiro]; Euller [Vasco] (Marques) [Atlético Mineiro] and Romário [Vasco]
Coach: Candinho

Date: 08th october 2000
Competition: 2002 World Cup Qualifiers
Place: Pachencho Romero Stadium, in Maracaíbo
Referee: Ubaldo Aquino.

Tradução de Fabricio Presilli