Com empate, Brasil eliminava a Argentina na Copa América, mas não seria feliz

Carlos Alberto Parreira é um treinador de futebol diferente da maioria, pois embora tenha certa ligação com o Fluminense, a sua identificação maior é com a Seleção Brasileira. Sua primeira passagem como treinador aconteceu em 1983 e não durou muito. Em pouco tempo, porém, deu tempo de perder uma Copa América.

Após a traumatizante derrota e eliminação para a Itália na Copa do Mundo de 1982, a primeira competição oficial disputada pela seleção foi a Copa América de 1983 que foi disputada sem sede única, com jogos de ida e volta.

Em 14 de setembro, foi a vez de o Brasil receber a Argentina no estádio do Maracanã em situação até confortável. Ambas as seleções tinham 4 pontos no Grupo 2 e o Brasil, com melhor saldo de gols, poderia até empatar o confronto e estaria na semifinal. Foi o que aconteceu e de quebra, invicta, a Argentina foi eliminada.

Nesta quarta-feira, poucos remanescentes do time que encantou a torcida brasileira no ano anterior entraram em campo, como os laterais Leandro e Júnior, o meia Sócrates e o atacante Éder Aleixo. Roberto Dinamite, artilheiro desta Copa América com três gols, estava naquele grupo comandado por Telê Santana, mas não jogou.

A base da equipe, mais do que antes, era o Flamengo. Na zaga, Mozer atuou ao lado de Márcio Rossini, do Santos, finalista do Campeonato Brasileiro daquele ano contra o próprio time carioca. Andrade, pedido de muitos naquela seleção, entrava no meio de campo ao lado de Jorginho Putinatti, do Palmeiras.

No ataque, a principal mudança: pontas. Apesar de a equipe de Telê Santana ter encantado o mundo, Jô Soares vivia pedindo pontas na equipe e Parreira, um ano depois, atendeu escalando Renato Gaúcho e Éder Aleixo.

O resultado, porém, não foi lá essas coisas: 0 a 0 contra uma Argentina bastante modificada com relação à Copa do Mundo da Espanha. Dos 13 que entraram em campo no Rio de Janeiro, apenas o goleiro Fillol esteve na derrota para o próprio Brasil por 3 a 1, um pouco mais de um ano antes. Olarticoechea e Trossero estavam naquele grupo, mas os outros dez não.

Poucos também estariam na conquista da Copa do Mundo do México em 1986. Apenas Olarticoechea, Brown, Garré e Burruchaga ajudaram Diego Armando Maradona na conquista do bicampeonato do Mundo.

O Brasil ainda foi à final do torneio que não vencia desde 1949, mas foi derrotado pelo Uruguai e se manteve em jejum de conquistas.

Ficha técnica
Brasil 0x0 Argentina

Data: 14/09/1983
Competição: Copa América
Local: Estádio do Maracanã
Cidade: Rio de Janeiro
Árbitro: Mario Lira (Chile)

Brasil: Leão [Corinthians]; Leandro [Flamengo], Márcio Rossini [Santos], Mozer [Flamengo] e Júnior I [Flamengo]; Andrade [Flamengo], Jorginho Putinatti [Palmeiras] e Sócrates [Corinthians]; Renato Gaúcho [Grêmio], Roberto Dinamite [Vasco] e Éder [Atlético-MG].
Técnico: Carlos Alberto Parreira.

Argentina: Fillol; Brown, Garré, Russo e Olarticoechea; Marangoni, Trossero, Marcico (Ponce) e Burruchaga; Sabella (Ramos) e Gareca.
Técnico: Carlos Bilardo.

Por Raoni David

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In 1983, a rebuilding Brazil eliminated Argentina from the Copa América

Carlos Alberto Parreira has a peculiar coaching history that is more connected with the National team than any club in Brazil. His first tenure at the Brazilian bench didn’t last long back in 1983.

The 1983 Copa América was the first official tournament played for the Brazilians after the traumatic loss to Italy at the 1982 World Cup. The competition had a different setup back then, with home and away games inside the group. At September 14th that year, Brazil hosted bitter rivals Argentina in Maracanã having the advantage of a draw to advance to the semifinals.

Brazil was in a rebuild mode, with only a handful of players left from the magnificent squad that went to Spain a year before. Guys like Leandro, Júnior, Sócraes and Éder Aleixo where at the group. Roberto Dinamite went to Spain but never made to the pitch, and now he led the scoring charts.

Flamengo was the best Brazilian squad in the 80’s and made up for the most players at the National team. Mozer paired up with Santos’ Márcio Rossini at the defence and Andrade won a spot at midfield, sided with Palmeiras’ Jorginho Putinatti. The offensive cast had the biggest changes, with wingers Renato Gaúcho and Éder Aleixo starting.

Argentina had a new team as well, only keeper Fillol remained from the defeat the suffered from Brazil the year before. Some,like Olarticoechea, Brown, Garré and Burruchaga made to the 1986 World Cup, where they helped Maradona to win his biggest title.

The result of the game was na unispiring goaless draw that gave Brazil the first chance since 1949 to win the Copa América. A defeat to Uruguay in the final kept the Brazilian title drought alive at the 1980’s.

Brazil 0x0 Argentina

Date: 14/09/1983
Competition: Copa América
Place: Maracanã Stadium
City: Rio de Janeiro
Referee: Mario Lira (Chile)

Brazil: Leão [Corinthians]; Leandro [Flamengo], Márcio Rossini [Santos], Mozer [Flamengo] and Júnior I [Flamengo]; Andrade [Flamengo], Jorginho Putinatti [Palmeiras] and Sócrates [Corinthians]; Renato Gaúcho [Grêmio], Roberto Dinamite [Vasco] and Éder [Atlético-MG].
Coach: Carlos Alberto Parreira.

Argentina: Fillol; Brown, Garré, Russo and Olarticoechea; Marangoni, Trossero, Marcico (Ponce) and Burruchaga; Sabella (Ramos) and Gareca.
Coach: Carlos Bilardo.

Grandes jogadores brasileiros: Neto

José Ferreira Neto
Posição: Meia
Nascimento: 09/setembro/1966 – Santo Antônio da Posse /SP
14 jogos – 6 gols
Primeiro jogo: 12/09/1990 – Brasil 0×3 Espanha (Amistoso)
Último jogo: 21/07/1991 – Brasil 2×0 Chile (Copa América)

Cria das categorias de base dos times campineiros, primeiro da Ponte Preta e mais tarde do Guarani, Neto se consagrou com um dos maiores batedores de falta do país nos anos 90. Ele teve passagens discretas por São Paulo e Palmeiras antes de se tornar ídolo do Corinthians, onde conquistou seus principais títulos.

Aposta do técnico Paulo Roberto Falcão em 1990, em sua tentativa mal sucedida de revitalizar o time nacional após a fracassada campanha na Copa de 1990, Neto se tornou uma peça chave no esquema do técnico, sendo inclusive capitão da equipe em diversas oportunidades.

O gol mais marcante na passagem rápida de Neto pela Seleção, e também o primeiro, foi o do amistoso contra a seleção do Resto do Mundo. Após entrar no lugar de Pelé, ainda no primeiro tempo, Neto marcou o gol de honra do Brasil e ficou com a bola do jogo, que ele guarda até hoje.

Neto foi o principal jogador do Corinthians na conquista do Campeonato Brasileiro de 1990, o principal título do Timão até então. Habilidoso meia que conseguia finalizar muito bem as jogadas, além de ser um líder natural da equipe, fato que trouxe diversos problemas a Neto durante sua carreira.

Uma das principais polêmicas vividas pelo meia foi uma discussão com o árbitro José Aparecido de Oliveira em 1991 durante um clássico contra o Palmeiras, Neto foi expulso e deu uma cusparada no juiz. Após o lance ele foi suspenso por quatro meses do futebol e ficou marcado como “problemático” em campo.

Após a passagem vitoriosa pelo Corinthians, Neto jogou na Colômbia e em outros grandes clubes do país, sem tanto sucesso. Sofrendo com problemas de tornozelo e para controlar o peso, Neto encerrou a carreira em 1999, aos 33 anos. Ele atualmente é comentarista de futebol de canais de televisão.

Principais títulos conquistados durante a carreira
– Campeonato Brasileiro (1990)
– Campeonato Paulista (1987 e 1997)
– Medalha de Prata – Jogos Olímpicos de Seul (1988)

Por Fabricio Presilli
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Brazilian greats: Neto

José Ferreira Neto
Position: Midfielder
Born: 09/September/1966 – Santo Antônio da Posse /SP
14 games – 6 goals
First jogo: 12/09/1990 – Brazil 0×3 Spain (Friendly)
Last jogo: 21/07/1991 – Brazil 2×0 Chile (Copa América)

Forged in the youth academy of the clubs in Campinas, first in Ponte Preta and later at Guarani, Neto is known as one of the best free kicks shooters of Brazilian football. He played for São Paulo and Palmeiras before his remarkable years at Corinthians.

When Paulo Roberto Falcão took charge of the Seleção, his first order of bussines was to bring new faces to the team, Neto was one of those new to the national team, even becoming the team capitain sometimes. He also played in the following years Copa América.

The most important goal of Neto’s short time at the Seleção was the first, in the friendly of Pelé’s anniversary in 1990, he scored Brazil’s only goal of the match and won as a gift the ball of the game, which he keeps until these days.

Neto was the main player of Corinthians first Campeonato Brasileiro title, in 1990. A skillful lefty midfielder, that had the ability to score some goals as well, and got himself in lots of troubles during his carreer.

One of the most contreversial things he did was an altercation with referre José Aparecido de Oliveira in 1991. Neto was mad because the ref sent him out of a derby against Palmeiras, and he spited in the referre’s face. The result was a ban for four months.

After his winning years in Corinthians, Neto went to Colômbia and some other clubs in Brazil. With physical and weigth issues he had to retire in 1999, at the age of 33. He is now a commentator in Brazilian TV.

Main titles during his career
– Campeonato Brasileiro (1990)
– Campeonato Paulista (1987 and 1997)
– Silver Medal – Seoul Olympics (1988)

Tradução de Fabricio Presilli

Na Bahia, Brasil deixa escapar título da Copa América de 83

O último título de expressão do Brasil havia sido a Copa do Mundo de 70, e já se passavam 13 anos deste feito. Desde então perdemos de uma Holanda irresistível a Copa de 74, para a ditadura argentina a de 78 e para o atacante Paolo Rossi a de 82. Mas os jejum em Copas era pequeno se comparado aos 40 anos sem vencer a Copa América.

Entre o título de 70, e a decisão da Copa América de 1983, em 04 de novembro, foram disputadas apenas duas edições do torneio continental, e o Brasil ficou em terceiro em 75 e 79. A última vez que esteve em uma decisão foi em 63, quando foi derrotado pela Argentina com um time que em nada lembrava o campeão do mundo, um ano antes.

Na Fonte Nova, sem nenhum jogador de times baianos, naquela sexta-feira, o Brasil tinha a chance de mudar essa história de fracassos, que inclusive marcou essa geração de jogadores exuberantes, de um futebol vistoso, mas que pouco conquistaram. Quanto a isso, a Copa de 82 é emblemática.

Após vencer em casa por 2 a 0 uma semana antes, a seleção uruguaia comandada em campo pelo craque Enzo Francescoli, precisava apenas de um empate para garantir o título. Ao Brasil, cabia uma vitória no tempo normal e outra na prorrogação.

E por alguns instantes o time comandado por Carlos Alberto Parreira deu pinta de que faria a festa do povo baiano com a conquista. O rápido meia Jorginho Putinatti abriu o placar logo aos 23 minutos. O atleta revelado pelo Marília e que atuava pelo Palmeiras à época, marcou apenas dois gols em seus 17 jogos com a camisa da seleção. Um deles poderia entrar para a história…

Mas não entrou. Na verdade passou despercebido diante do empate uruguaio. Já na parte final do jogo, aos 30 minutos do segundo tempo o atacante Carlos Aguilera, revelado pelo River Plate de Montevidéu, mas que já atuava pelo grande Nacional, marcou o gol do título.

O Brasil ainda passaria em branco por mais uma Copa América, quando em 87 foi simplesmente humilhado pela seleção chilena na Argentina numa derrota por 4 a 0. Dois anos mais tarde, porém, o jejum findaria. Mas estes são assuntos para outros posts…

Ficha técnica: Brasil 1 x 1 Uruguai

Brasil
Leão [Corinthians]; Paulo Roberto [Grêmio], Márcio Rossini [Santos], Mozer [Flamengo] e Júnior I [Flamengo]; China [Grêmio], Jorginho II [Palmeiras], Sócrates [Corinthians] e Tita [Flamengo] (Renato Gaúcho) [Grêmio]; Roberto Dinamite [Vasco] (Careca I) [São Paulo]
Éder Aleixo [Atlético-MG]
Técnico: Carlos Alberto Parreira

Uruguai
Rodolfo Rodríguez; Diogo, Gutierrez, Acevedo e Washington González; Agresta, Barrios e Francescoli; Aguilera (Bossio), Cabrera e Acosta (Venancio Ramos)
Técnico: Omar Borras

Data: 04 de novembro de 1983
Competição: Copa América
Local: Estádio da Fonte Nova, em Salvador
Árbitro: Edson Perez

Por Raoni David
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Playing at home, Brazil lost a title in 1983

Brazil’s supporters were starting to forget the feeling of winning in 1983, with the World Cup 13 years away, and a series of defeats in the main competition, Brazilians were confident the drought in South America, that lasted 40 years, would end that year.

In the only two Copa América disputed in the 70’s, Brazilians came in third in 1975 and 1979, the last time Brazil made to the final game was in 1963, defeated by Argentina. Playing in Bahia without anyone from local teams in the Seleção, that friday really could enter the history books and change a generation filled with failures.

The Uruguayans and their main player, Enzo Francescoli, won 2 to 0 at home one week earlier, needed a tie to win the title, Brazil had to win in regular time and again in overtime to keep the title.

Under coach Parreira, the team had a good start with a goal from Jorginho Putinatti, one of his two goals with the Selação, but Uruguay tied in the second half with Carlos Aguilera, a forward that played in Naciona back home.

Brazil would have to wait until 1989 to win a Copa América, playing at home, but that is a subject for another post.

Brazil 1 x 1 Uruguay

Brazil
Leão [Corinthians]; Paulo Roberto [Grêmio], Márcio Rossini [Santos], Mozer [Flamengo] and Júnior I [Flamengo]; China [Grêmio], Jorginho II [Palmeiras], Sócrates [Corinthians] and Tita [Flamengo] (Renato Gaúcho) [Grêmio]; Roberto Dinamite [Vasco] (Careca I) [São Paulo] Éder Aleixo [Atlético-MG].
Coach: Carlos Alberto Parreira

Uruguay
Rodolfo Rodríguez; Diogo, Gutierrez, Acevedo and Washington González; Agresta, Barrios and Francescoli; Aguilera (Bossio), Cabrera and Acosta (Venancio Ramos).
Coach: Omar Borras

Date: 04th November 1983
Competition: Copa América
Place: Fonte Nova Stadium, Salvador
Referee: Edson Perez

Tradução de Fabricio Presilli

Grandes jogadores brasileiros: Túlio

Túlio Humberto Pereira da Costa
Posição: atacante
Nascimento: 02/junho/1969 – Goiânia/GO
15 jogos – 13 gols
Primeiro jogo: 17/10/1990- Brasil 0x0 Chile (Taça da Amizade)
Último jogo: 20/12/1995- Brasil 3×1 Colombia (Amistoso)

Artilheiro desde as categorias de base no Goiás, Túlio Humberto Pereira da Costa marcou história em diversos clubes nacionais e é considerado o maior artilheiro do mundo em atividade, porém não vingou na Seleção Brasileira.

Artilheiro do Campeonato Brasileiro pela primeira vez em 1989, ainda jogando pelo Goiás, Túlio se transferiu jovem para o time suíço Sion, de onde retornou para seus melhores campeonatos no Brasil, no Botafogo do Rio de Janeiro. No time carioca Túlio ganhou o apelido que ainda carrega, “Maravilha”, e foi artilheiro de duas edições consecutivas do Campeonato Brasileiro, em 1994 e 1995. Ainda em 1995 ele marcou o gol do maior título botafoguense, contra o Santos no Pacaembú.

Após esta primeira passagem pelo Botafogo, Túlio jogou por diversas equipes grandes pelo Brasil, sempre fazendo muitos gols e sendo negociado com outro clube depois de alguns meses. Após aceitar jogar em divisões inferiores, sempre sendo artilheiro e conquistando alguns títulos estaduais e nacionais, Túlio alternou transferências entre clubes pequenos pelo Brasil e do exterior, incluindo passagens pelos campeonatos Boliviano e Húngaro.

Presença de área em campo e irreverência fora das quatro linhas sempre foram as marcas de Túlio. Falcão o foi o primeiro técnico a apostar em seu futebol , ainda em 1990, o convocando para a Taça da Amizade. Após um longo período sem ser chamado, Zagallo voltou a convocar Túlio em 1995, para diversos amistosos e para a Copa América. Neste ano Túlio marcou três gols em um só jogo pela Seleção, em abril contra o Valencia da Espanha.

Outro gol de Túlio pela Seleção que sempre será lembrado é um contra a Argentina, pelas quartas-de-final da Copa América de 1995. O artilheiro claramente dominou a bola no braço antes de fuzilar o goleiro, o árbitro não viu e Túlio diria após o jogo que tinha sido a “mão de Deus”.

Com 899 marcados na carreira o artilheiro crê que chegará ao gol 1016 antes de finalizar a carreira. Túlio já tem extensas atividades extra-campo, considerando que é vereador em sua cidade natal, Goiânia.

Principais títulos conquistados durante a carreira
– Campeonato Goiano (1989, 1990, 1991 e 2001)
– Campeonato Suiço (1992)
– Campeonato Brasileiro (1995)
– Campeonato Paulista (1997)
– Taça Rio-São Paulo (1998)
– Campeonato Paulista (1997)

Por Fabricio Presilli
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Brazilian greats: Túlio

Túlio Humberto Pereira da Costa
Position: forward/striker
Born: 02/June/1969 – Goiânia/GO
15 games – 13 goals
First game: 17/10/1990- Brazil 0x0 Chile (Friendship Cup)
Last game: 20/12/1995- Brazil 3×1 Colombia (Friendly)

Striker made in the youth academy of Goiás, Túlio Humberto Pereira da Costa is in the history books of some major clubs in Brazil, and is considered the active player with most goals in the World, however he never could made history in the Seleção.

Top scorer of the Brazilian League for the first time in 1989, when he still played for Goiás, a young Túlio was transferred to Swiss club Sion. After a short stay in Europe he came back to Brazil for his best years playing at Botafogo in Rio de Janeiro. There he was nicknamed by the crowd “Maravilha” (Wonderful) and was top scorer of the Campeonato Brasileiro in 1994 and 95, scoring the title goal for Botafogo in 1995.

After this successful time in Rio Túlio played for many clubs throught Brazil, always scoring a lot of goals and leaving for another club after just some months. Túlio played also for some inferior divisions locally in Goiás State and in Brazilian Championship, as well as some passages in clubs in Bolivia and Hungary.

Good skills in the box and a lot of humor outside the field wee always the trademarks of Túlio’s works. Falcão was the first coach to call him for a Seleção squad, back in 1990 for the Friendship Cup. After some years without being remembered, Zagallo brought him back to the national team in 1995, for some friendlies and to play the Copa América. Túlio once scored three times in the same match, against Valencia in April that year.

But the goal from Túlio in the Seleção that everybody will always remembers is one against Argentina in the quarterfinals of Copa América, Túlio controlled the ball with his hand before shooting, however the referee didn’t saw and Túlio said after the game that the goal had a help from “the hand of God”.

Counting 899 goals in the career the striker believes he can reach 1016 before retirement. Túlio already has some work to do outside the field as he is a city council back in his hometown, Goiânia.

Main titles during his career
– Campeonato Goiano (1989, 1990, 1991 e 2001)
– Campeonato Suiço (1992)
– Campeonato Brasileiro (1995)
– Campeonato Paulista (1997)
– Taça Rio-São Paulo (1998)
– Campeonato Paulista (1997)

Tradução de Fabricio Presilli

Para ser bi, freguês Paraguai quebra tabu contra o Brasil

Segunda seleção que mais vezes enfrentou a brasileira ao longo da história, o Paraguai na maioria das vezes saiu derrotado. Porém, não foi o que aconteceu no dia 24 de outubro de 1979 em jogo que valia pela semifinal da Copa América, que não tinha país-sede, e por isso foi disputada em jogos de ida e volta.

No estádio Defensores Del Chaco foi disputada a primeira destas partidas. O Brasil vinha de uma boa, porém frustrante Copa do Mundo e tinha muitas mudanças com relação àquele time. Já os paraguaios haviam vencido o Brasil pela última vez em 1968. Era um tabu de mais de dez anos.

E foi quebrado! Ainda comandado por Claudio Coutinho, dos 13 brasileiros que entraram em campo, seis estiveram na Copa da Argentina um ano antes: Leão, Toninho, Amaral, Edinho, Chicão e Zé Sérgio. Falcão, Sócrates e Éder seriam titulares da copa seguinte. Já Pedrinho, Tarciso, Jair Prates e Palhinha não tiveram a oportunidade de disputar um mundial.

Já os paraguaios, que haviam disputado uma Copa do Mundo pela última vez em 1962, no Chile e só voltaria a jogar no México, em 1986, tinha como principais nomes os meio-campistas Romerito, que fez história no Fluminense, Evaristo Isasi, e o atacante Hugo Talavera. Os dois últimos fizeram história com a camisa do Olímpia, já que alguns meses antes conquistaram a primeira Copa Libertadores da América do clube.

O time da casa se impôs na partida, e no intervalo já vencia por 2 a 0. O primeiro gol foi marcado aos 16 minutos pelo atacante Eugenio Morel, pai de Claudio Marcelo Morel Rodrigues, zagueiro/lateral-esquerdo do Boca Júniors. Alguns minutos depois, aos 35, Hugo Talavera, que virou técnico de futebol, ampliou o placar.

O Brasil só conseguiu diminuir 34 minutos do segundo tempo com o gol marcado pelo corintiano Palhinha. E foi só: 2 a 1 Paraguai. Nem mesmo no segundo jogo a seleção conseguiu a reação. Isso porque no estádio do Maracanã, uma semana depois, Romerito marcou aos 23 minutos do segundo tempo dando números finais à partida. O gol valeu a vaga na final, que seria vencida, após três jogos contra o Chile.

O Paraguai sagrou-se então, bicampeão da Copa América, e o curioso é que para conquistar o primeiro título, em 1953, a equipe também venceu o Brasil. A diferença é que no primeiro título, a seleção brasileira foi derrotada na decisão da competição, e não na semi, como ocorreu em 79.

Ficha técnica: Paraguai 2 x 1 Brasil

Paraguai
Roberto Fernandez; Espínola, Cibils, F. Sosa e Torales; Torres (Julio César Romero “Romerito”), Florentin e Talavera; Isasi, Milcíades Morel (Pesoa) e Eugenio Morel
Técnico: Ranulfo Miranda

Brasil
Leão [Vasco]; Toninho [Flamengo]; Amaral I [Corinthians]; Edinho [Fluminense] e Pedrinho I [Palmeiras]; Chicão I [São Paulo], Falcão [Internacional] e Jair Prates [Internacional] (Palhinha I) [Corinthians]; Tarciso [Grêmio], Sócrates [Corinthians] e Éder [Grêmio] (Zé Sérgio) [São Paulo]
Técnico: Claudio Coutinho

Data: 24 de outubro de 1979
Competição: Copa América
Local: estádio Defensores Del Chaco, em Assunção, no Paraguai
Árbitro: Ramon Barreto
Público: 53 mil pagantes

Por Raoni David
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To win the Copa América again, Paraguay had to beat Brazil

The Paraguayan squad is one of the teams that has faced Brazil many times, most of those games Paraguay was beaten. However on the 24th October back in 1979, for the Copa América semifinal Paraguay had other plans for Brazil.

Playing the first leg at home in Assuncion, at Defensores del Chaco Stadium, Paraguay had to face a Brazilian squad that played well in the World cup in 1978 in Argentina, but couldn’t win the title, and went to the Copa América with a lot of changes. the Paraguayans last win over Brazil was in 1968.

The drought ended that day, from the 13 Brazilian players that went to the field six were in Argentina on year before: Leão, Toninho, Amaral, Edinho, Chicão and Zé Sérgio. Flacão, Sócrates and Éder would turn into first team players by the next World Cup.

The Paraguayans had played only once in a World stage before, in 1962 at Chile, and would only return to the World Cup in 1986, the team of big midfielders Romerito and Isasi, as well as forward Hugo Tavalera. Romerito made history in Brazil with Fluminense, the other two won the Copa Libertadores with Olímpia in 1979.

The home team imposed their game and had a two game advantage in the half, Eugenio Morel scored the first goal at 16 minutes and Hugo Tavalera doubled it at 35. The Seleção managed to score one goal with ten minutes to go on the second half with Palhinha. In the second leg Romerito scored a winning goal at Maracanã to seal Paraguay ticket to the final, eventually won against Chile.

Paraguay conquered their second Copa América title, in their first win in 1953 Paraguay also had to beat Brazil, in the final that time.

Paraguay 2 x 1 Brazil

Paraguay
Roberto Fernandez; Espínola, Cibils, F. Sosa and Torales; Torres (Julio César Romero “Romerito”), Florentin and Talavera; Isasi, Milcíades Morel (Pesoa) and Eugenio Morel
Coach: Ranulfo Miranda

Brazil
Leão [Vasco]; Toninho [Flamengo]; Amaral I [Corinthians]; Edinho [Fluminense] and Pedrinho I [Palmeiras]; Chicão I [São Paulo], Falcão [Internacional] and Jair Prates [Internacional] (Palhinha I) [Corinthians]; Tarciso [Grêmio], Sócrates [Corinthians] and Éder [Grêmio] (Zé Sérgio) [São Paulo]
Coach: Claudio Coutinho

Date: 24th October 1979
Competition: Copa América
Place: Defensores Del Chaco Stadium, Assuncion, Paraguay
Referee: Ramon Barreto
Attendance: 53,000

Tradução de Fabricio Presilli

É aniversário do Rei! Conheças suas maiores vítimas

Em 23 de outubro de 1940 nascia na cidade de Três Corações, no estado de Minas Gerais simplesmente aquele que mais tarde ficaria conhecido com o Rei do futebol: Pelé! Seus números na seleção brasileira são fantásticos: onze títulos, três deles em Copas do Mundo e uma média de 0,83 gols por jogo. Com os 95 gols que marcou em 114 jogos, é o maior artilheiro da história da Seleção Brasileira.

Uma curiosidade, porém, é com relação às principais vítimas do Rei em seus 14 anos com a camisa amarela. E ao fazer um rápido levantamento sobre isso, fica fácil entender a bronca dos argentinos. Pelé começou a sua trajetória de sucesso contra eles, marcando seu primeiro e segundo gol, em jogos diferentes. Ao todo, as redes argentinas foram balançadas em oito oportunidades.

Mesmo assim, nossos ‘hermanos’ não são as maiores vítimas do Rei, e sim o segundo país que mais vezes sofreu gols, ao lado do Chile. O dono desta façanha é o Paraguai que viu Pelé marcar dez gols em suas metas. Ainda no continente, a Venezuela tomou quatro, o Peru três, e Bolívia e Colômbia, um cada. Curiosamente Pelé jamais marcou contra o Uruguai. Contra a celeste olímpica num mesmo jogo da Copa do Mundo do México, em 1970, o Rei quase fez dois gols antológicos!

Entre os europeus, a seleção que mais buscou bolas chutadas por Pelé no fundo da rede foi a francesa. Seis vezes isso aconteceu. Porém, os suecos superam essa marca se considerados além da seleção, os clubes. Só o Malmöe levou quatro gols. Somados aos dois do A.I.K e aos três da seleção, temos nove. É ainda curioso o fato de Pelé ter marcado apenas um gol contra a Itália, justamente o que abriu caminho para a vitória da Seleção na final em 70. Bem como ante a Romênia, quando os únicos dois gols que marcou contribuíram para a vitória por 3 a 2, na mesma Copa.

Apenas quatro destes 95 gols foram sobre seleções africanas. O Egito sofreu três gols e a Argélia um. Os asiáticos, por exemplo, não tiveram a honra de ver Pelé balançar-lhes as redes. Foram 37 gols contra seleções da América e 36 em européias. Outros 13 gols foram marcados contra clubes e cinco contra combinados e seleções estaduais.

Entre os clubes que já sofreram gols de Pelé com a camisa da seleção, dois são brasileiros, e bastante tradicionais: Atlético Mineiro e Bahia tomaram um gol cada. Os espanhóis do Atlético de Madrid sofreram três gols, enquanto que os italianos da Internazionale, dois.

1º gol: Argentina: Copa Roca, 07/07/57, derrota por 2 a 1
10º gol: Suécia: Copa do Mundo (final), 29/06/58, vitória por 5 a 2
20º gol: Chile: Taça Bernardo O’Higgins, 17/09/59, vitória por 7 a 0
30º gol: Argentina: Taça do Atlântico, 12/07/1960, vitória por 5 a 1
40º gol: Argentina: Copa Roca, 16/04/1963, vitória por 5 a 2
50º gol: Bélgica: Amistoso, 02/06/65, vitória por 5 a 0
60º gol: Tchecoslováquia: Amistoso, 15/06/66, empate por 2 a 2
70º gol: Paraguai: Taça Oswaldo Cruz, 25/07/68, vitória por 4 a 0
80º gol: Venezuela: Eliminatórias para a Copa, 24/08/69, vitória por 6 a 0
90º gol: Tchecoslováquia: Copa do Mundo, 03/06/70, vitória por 4 a 1
95º gol: Áustria: Amistoso, 11/07/71, empate por 1 a 1

Por Raoni David
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It’s the King’s birthday! Get to know his most usual victims.

On a 23th of October back in 1940 Pelé was born in Três Corações, in the state of Minas Gerais. His numbers with the Brazilian national squad are absolutely amazing: eleven titles (three World Cups among them), a rate of 0,83 goals per game in yellow, a total of 95 goals in 114 matches, he still is the biggest scorer of the Seleção ever.

It’s easy to see why Argentinians hated so much to play against Brazil, Pelé scored a total of 8 goals versus Argentinian goalies. His first two goals were against ‘los hermanos’. However Pelé scored more goals in Paraguay, his favourite victim, a total of 10 goals.

Chile had eigth, Venezuela four, Peru three, Bolivia and Colombia one each. Interesting is to see that Uruguay never suffered a goal from Pelé, he missed twice in the same game in the 1970 World Cup, both shots are still in our memory.

Among the europeans, France suffered six goals and Sweden three. However if you add up Swedish clubs the total number is 9, AIK took two and Malmoe another four goals. At that time was usual for national teams to play against clubs. Pelé scored just one time against Italy, in a World Cup final, and only two in Romania, also during the 1970 World Cup.

Just four of the grand total were against african squads, Egypt had three goals and Argelia one. Asians never had the honor of havig to get the ball in the net against Pelé. Breaking down he had 37 golas against teams from America, 36 versus europeans. Another 13 goals were scored against clubs or state teams.

Atlético Mineiro and Bahia suffered a goal each and Atletico Madrid had three wereas Internazionale suffered only two goals from Pelé.

1st goal: Argentina: Copa Roca, 07/07/57, defeat 2 to 1
10th goal: Sweden: World Cup (Final), 29/06/58, win 5 to 2
20th goal: Chile: Bernardo O’Higgins Trophy, 17/09/59, win 7 to 0
30th goal: Argentina: Atlântico Trophy, 12/07/1960, win 5 to 1
40th goal: Argentina: Copa Roca, 16/04/1963, win 5 to 2
50th goal: Belgium: Friendly, 02/06/65, win 5 to 0
60th goal: Czechoslovakia: Friendly, 15/06/66, tie 2 to 2
70th goal: Paraguay: Oswaldo Cruz Trophy, 25/07/68, win 4 to 0
80th goal: Venezuela: World Cup Qualifiers, 24/08/69, win 6 to 0
90th goal: Czechoslovakia: World Cup, 03/06/70, win 4 to 1
95th goal: Austria: Friendly, 11/07/71, tie 1 to 1

Tradução de Fabricio Presilli

Brasil conquista duas taças no mesmo dia!

É famosa a história de que o expressinho do São Paulo, no começo da década de 90, sob o comando de Telê Santana jogou duas partidas por competições diferentes num mesmo dia. O que pouca gente sabe é que este fato curioso já aconteceu com a Seleção Brasileira, em 22 de outubro de 1922.

E não foram quaisquer adversários, e nem jogos sem relevância. Para decidir o Campeonato Sul Americano, que mais tarde seria chamado de Copa América, fez-se necessário um jogo desempate contra os paraguaios. No mesmo dia, haveria a disputa da Copa Roca, contra os argentinos.

A seleção que já estava na disputa da Copa América disputada no estádio das Laranjeiras no Rio de Janeiro e que pode ser considerada a principal, ou a que contava com os melhores jogadores da época, seguiu na disputa e não decepcionou ao vencer o Paraguai por 3 a 0.

A base do time era paulista, com sete jogadores contra quatro dos cariocas. Formiga do Paulistano marcou duas vezes, e Neco do Corinthians uma, decretando a vitória brasileira, e o segundo título da competição na história.

E o que fazer com a disputa da tradicional Copa Roca, contra os argentinos, marcada para acontecer em São Paulo, no estádio Parque Antártica? A confederação, à época a CBD, convocou um segundo time, em que os paulistas novamente eram maioria. Apenas dois jogadores eram cariocas. Vale lembrar que no histórico dos confrontos entre os países havíamos perdido quatro e vencido três jogos, em nove disputados.

Aliás, a última vitória brasileira havia sido há sete dias, pela Copa América, por 2 a 0. O Brasil jogou com o time que derrotou o Paraguai e foi campeão, e a Argentina era praticamente a mesma que jogaria também a Copa Roca, uma vez que já estavam em solo brasileiro.

Pois não é que o time ‘B’ do Brasil venceu. E os visitantes ainda saíram na frente. Porém, Gambarotta, mais um corintiano, marcou duas vezes e o Brasil venceu por 2 a 1.

Confira abaixo, as duas fichas-técnicas.

Campeonato Sul Americano: Brasil 3 x 0 Paraguai

Brasil
Kuntz [Flamengo];Palamone [Botafogo] e Bartô II [AA São Bento-SP]; Laís [Fluminense], Amílcar [Corinthians] e Fortes [Fluminense]; Formiga [Paulistano], Neco [Corinthians], Heitor Domingues [Palestra Itália], Tatu [Corinthians] e Rodrigues I [Corinthians]
Técnico: Comissão

Paraguai
Denis; Gonzalez e Paredes; Miranda, Fleitas Solich e Benitez; Schaere, Capdeville, Lopez, Rivas e Prates
Técnico: Manuel Fleitas Solich

Data: 22 de outubro de 1922
Competição: Campeonato Sul Americano
Local: Estádio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro
Árbitro: Servando Perez

Copa Roca: Brasil 2 x 1 Argentina

Brasil
Mesquita [Portuguesa]; Grané [Ypiranga-SP] e Clodô [Paulistano]; Abatte [Paulistano], Faragassi [Ypiranga-SP] e Nesi [São Cristóvão]; Leite de Castro [Botafogo] (Brasileiro) [Minas Gerais-SP], Zezé I [Fluminense], Gambarotta [Corinthians], Tepet [Ypiranga-SP] e Osses [Ypiranga-SP]
Técnico: Comissão

Argentina
Tesorieri; Celli e Castaldi; Chabrolin, Médici e Solari; Rivet, Chiesa, Gaslini, Francia e Cesari.

Data: 22 de outubro de 1922
Competição: Copa Roca
Local: Parque Antártica, em São Paulo
Árbitro: Antônio Carneiro de Campos

Por Raoni David
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Brazil wins two titles in the same day!

There is a famous true tale in brazilian football that remembers a day back in the early 90’s when São Paulo played twice in the same day, a game for a local tournament and another for a continental one. What many people don’t know is that the Seleção also had two games in the same day, back in 1922.

And those games were valid for titles. In the final match of the South American Championship Brazil had to face Paraguay in Rio, and for the Copa Roca a game against Argentina in São Paulo.

The Seleção was already in Rio for the South American Championship, all the games were played in the Laranjeiras Field. This team beated Paraguay 3 to 0 with a great performance from Formiga and Neco, two of the majority of players that had contracts with São Paulo clubs back then.

And what about the other match in São Paulo? The Brazilian FA (at that time called CBD), called off a “second” team, mainly from players of the São Paulo league, just two guys that played in the second game were from Rio.

After just seven days of their last meeting, a 2 to 0 Brazilian win valid for the South American Championship, Brazil won again 2 to 1, with two goals from Gambarotta.

South American Championship: Brazil 3 x 0 Paraguay

Brazil
Kuntz [Flamengo];Palamone [Botafogo] and Bartô II [AA São Bento]; Laís [Fluminense], Amílcar [Corinthians] and Fortes [Fluminense]; Formiga [Paulistano], Neco [Corinthians], Heitor Domingues [Palestra Itália], Tatu [Corinthians] and Rodrigues I [Corinthians]
Coach: Staff

Paraguay
Denis; Gonzalez and Paredes; Miranda, Fleitas Solich and Benitez; Schaere, Capdeville, Lopez, Rivas and Prates
Coach: Manuel Fleitas Solich

Date: 22nd October 1922
Competition: South American Championship
Place: Laranjeiras Field, Rio de Janeiro
Referee: Servando Perez

Copa Roca: Brazil 2 x 1 Argentina

Brasil
Mesquita [Portuguesa]; Grané [Ypiranga] and Clodô [Paulistano]; Abatte [Paulistano], Faragassi [Ypiranga] and Nesi [São Cristóvão]; Leite de Castro [Botafogo] (Brasileiro) [Minas Gerais], Zezé I [Fluminense], Gambarotta [Corinthians], Tepet [Ypiranga] and Osses [Ypiranga]
Coach: Staff

Argentina
Tesorieri; Celli and Castaldi; Chabrolin, Médici and Solari; Rivet, Chiesa, Gaslini, Francia and Cesari.

Date: 22nd October 1922
Competition: Copa Roca
Place: Parque Antártica Stadium, São Paulo
Referee: Antônio Carneiro de Campos

Tradução de Fabricio Presilli