Fracasso na Copa Ouro previa mais uma perda de medalha dourada?

Janeiro é o mês em que as seleções pré-olímpicas mais aparecem no calendário do futebol brasileiro. A obsessão em conquistar uma medalha de ouro nos Jogos, porém, fez com que o Brasil, em 1996 disputasse uma competição profissional com o selecionado Sub 23. O resultado na Copa Ouro da Concacaf parecia prever mais um fracasso.

A vontade de entrosar o time para os Jogos Olímpicos de Atlanta era do técnico Zagallo e por um lado, o fracasso não foi absoluto. Após golear o Canadá e Honduras e vencer os Estados Unidos pelo placar mínimo, o adversário brasileiro na decisão do campeonato seria o forte México, que assim como as outras seleções, contava com sua equipe principal.

Jorge Campos no gol, Garcia Aspe no meio de campo além de Blanco e Hernandes no ataque, eram os destaques da equipe. Apesar do bom time, a caminhada até a decisão não foi lá grandes coisas. Duas vitórias magras contra a Guatemala na primeira fase e na semifinal. Facilidade apenas contra São Vicente e Granada: 5 a 0.

Zagallo iniciava a montagem do time que ainda disputaria o Pré-Olímpico e mais tarde os Jogos de Atlanta. Tanto que dos jogadores que disputaram a final diante do México, seis estiveram na derrota por 1 a 0 para o Japão, já na disputa olímpica nos Estados Unidos. Dida, Zé Maria, Flávio Conceição, Amaral, Zé Elias e Sávio estiveram em ambos os fracassos.

Em campo, o Brasil resistiu ao primeiro tempo, que terminou empatado sem gols. Na segunda etapa, porém, mais experiente, o time mexicano chegou à vitória. Com oito minutos, Luís Garcia marcou o primeiro e aos 29, já na reta final da partida, o polêmico atacante Blanco decretou a derrota brasileira.

Ficha técnica

Brasil 0x2 México
Data: 21 de janeiro de 1996
Competição: Copa Ouro da Concacaf
Local: Memorial Coliseum, em Los Angeles, nos Estados Unidos
Público: 88.155 pagantes
Árbitro: Ramesh Rahmdan (Trinidad e Tobago).
Expulsão: André Luiz
Gols: Luís Garcia aos 8 e Blanco aos 29 minutos do 2º tempo

Brasil: Dida [Cruzeiro]; Zé Maria II [Portuguesa], Narciso [Santos], Carlinhos II [Guarani] e André Luiz I [São Paulo]; Amaral II [Palmeiras] (Beto) [Botafogo], Flávio Conceição [Palmeiras], Arílson [Kaiserslautern](Zé Elias) [Corinthians] e Jamelli [Santos] (Leandro Machado) [Internacional]; Caio [Internazionale] e Sávio [Flamengo].
Técnico: Zagallo.

México: Jorge Campos; Gutiérrez, Suárez, Davino e Villa; Lara, Del Olmo (Pelaez), García Aspe e Ramírez; Luís García e Blanco (Hernández).
Técnico: Velibor “Bora” Milutinovic.
Por Raoni David
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Failure at the Gold Cup was not a good omen for a Olympic year

January is the month were pre-olympic tournaments Always show up. The Brazilian obsession to win a gold medal in 1996 made the National FA to line up the Olympic squad to some major tournaments, like the Concacaf Gold Cup.

Zagallo wanted to take advantage of the matches to get all players together and it was not all bad News for the Brazilians. After blowout wins over Canada and Honduras and a slim one over USA, Brazil had to face their toughest opponent at the final match, Mexico.

The Aztecas had flamboynat goalkeeper Jorge Campos, Garcia Aspe led the midfielder and forwards Blanco and Hernandes made o lot of goals together. Mexico managed to reach the final after two wins over Guatemala and a blowout against Saint Vincent and Grenadines.

Zagallo was starting to make the team that would play in the pre-Olympic tournament and later on at the Atlanta Games. Only six players that lined up against Mexico were at the Olympics loss to Japan, Dida, Zé Maria, Flávio Conceição, Amaral, Zé Elias and Sávio.

At the pitch Brazil could resist in the first half only to surrender two goals after intermission, Luís Garcia opened the score and Blanco sealed the final score with the Mexico win.

Brazil 0x2 Mexico
Date: January 21st, 1996
Competition: Concacaf Gold Cup
Place: Memorial Coliseum, Los Angeles.
Attendance: 88.155
Referee: Ramesh Rahmdan (Trinidad & Tobago)
Red Card: André Luiz
Goals: Luís Garcia 53’ and Blanco 74’.

Brazil: Dida [Cruzeiro]; Zé Maria II [Portuguesa], Narciso [Santos], Carlinhos II [Guarani] and André Luiz I [São Paulo]; Amaral II [Palmeiras] (Beto) [Botafogo], Flávio Conceição [Palmeiras], Arílson [Kaiserslautern](Zé Elias) [Corinthians] and Jamelli [Santos] (Leandro Machado) [Internacional]; Caio [Internazionale] and Sávio [Flamengo].
Coach: Zagallo.

Mexico: Jorge Campos; Gutiérrez, Suárez, Davino and Villa; Lara, Del Olmo (Pelaez), García Aspe and Ramírez; Luís García and Blanco (Hernández).
Coach: Velibor “Bora” Milutinovic.

Tradução de Fabricio Presilli

Reedição da ‘final’ de 98 empata novamente

Mesmo tendo perdido a Copa América para o México, a Seleção Brasileira concluiu o ano de 1999 com importantes amistosos, contra fortes seleções. Comandados por Vanderlei Luxemburgo os brasileiros perderam uma e venceram outra contra os argentinos, e ainda tiveram dois empates contra o Holanda e Espanha.

Em nove de outubro de 1999, o adversário era a Holanda. Pouco mais de um ano antes, as equipes se enfrentaram pela semifinal da Copa do Mundo da França, na partida que ficou conhecida como a final antecipada da competição. Fato que não se consumou na decisão.

De todo modo, eram duas das melhores equipes do mundo na época. O Brasil ainda tinha os astros de 98, como Ronaldo, Rivaldo e Roberto Carlos, e tentava se renovar com as presenças de Roque Júnior, Vampeta, Juninho Pernambucano, Felipe e principalmente Ronaldinho Gaúcho.

Tudo isso para enfrentar uma equipe com craques como Seedorf e Bergkamp, que tinham a companhia dos matadores Kluivert e o jovem Van Nistelrooy, o rápido ponta-esquerda Zenden, além de Ronald de Boer, improvisado na lateral-direita e do ótimo goleiro Van der Sar. Ainda ficaram de fora jogadores como Cocu, Frank de Boer, Davids e Overmars.

Apesar de contar com dois meias com bons chutes – Rivaldo e Felipe – além de dois matadores – Ronaldo e Élber – o Brasil acabou contando com os laterais para marcar. Cafu e Roberto Carlos foram os que balançaram a rede de Van der Sar. Os comandados de Frank Rijkaard chegaram aos seus gols com Zenden e o craque Bergkamp. Dida, em ótima fase, ainda pegou um pênalti.

Na mesma data, em solo brasileiro, mais precisamente na cidade do Rio de Janeiro falecia o poeta e diplomata brasileiro, João Cabral de Melo Neto. Autor de ‘Morte e vida Severina’ entre outras obras, o pernambucano faleceu aos 79 anos e torcia pelo América do Rio.

Ficha técnica: Holanda 2×2 Brasil

Holanda
Van der Sar; Ronald de Boer, Bogard, Konterman e Van Bronckhorst; Van Hintum, Winter (Van Gastel) e Seedorf; Zenden (Van Vossen), Bergkamp (Van Nistelrooy) e Kluivert.
Técnico: Frank Rijkaard.

Brasil
Dida [Corinthians]; Cafu [Roma-ITA], Antônio Carlos [Roma-ITA], Roque Júnior [Palmeiras] e Roberto Carlos [Real Madrid-ESP]; Émerson [Bayer Leverkusen-ALE], Vampeta [Corinthians] (Juninho Pernambucano) [Vasco], Felipe [Vasco] (Ronaldinho Gaúcho) [Grêmio] e Rivaldo [Barcelona-ESP]; Ronaldo [Internazionale-ITA] (Marcos Assunção) [Roma-ITA] e Élber [Bayern Munique-ALE] (Sávio) [Real Madrid-ESP]
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Data: 09 de outubro de 1999
Competição: Amistoso oficial
Local: Amsterdam Arena, em Amsterdam
Árbitro: Markus Merk

Por Raoni David

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Replay of 98 antecipated final, drawn all over again

After losing the Copa América to México, the Seleção finished 1999 with some major friendlies. Coached by Valderlei Luxemburgo the brazilians had a win and a loss against rivals Argentina, and two draws against dutch and spaniards.

On octobert 09th 1999 they would face Netherlands again. Over a year before the two powerhouses faced each other in the 1998 World Cup semifinal match, a game known then as an antecipated final. As we know this fact would not be fulfilled at the final game.

Anyway, those were two of the best teams in the world at that time. Brazil could rely on its 1998 stars such as Ronaldo, Rivaldo and Roberto Carlos and tried some fresh faces as Roque Júnior, Vampeta, Juninho Pernambucano and Felipe, but most of all Ronaldinho Gaúcho.

All this power to face a squad with players like Seedorf and Bergkamp, that kept company of the strikers Kluivert and the young Van Nistelrooy, the fast winger Zenden, besides Ronald de Boer improvised on the right back and the great goalie Van der Sar. They left out of that game players such as Cocu, Frank de Boer, Davids and Overmars.

Altougth Brazil could count on their midfielders Rivaldo and Felipe, or on the strikers Ronaldo and Élber to score, the backs Cafu and Roberto Carlos eventually stepped up to put up one a piece. Netherlands scored with Zenden and the great Bergkamp. Dida was in a good moment and stopped a penalty kick.

On a side note, that same day in Rio de Janeiro passed away the great poet João Cabral de Melo Neto, author of “Morte e Vida Severina”, among others. He was 79 and supported América from Rio.

Netherlands 2×2 Brazil

Netherlands
Van der Sar; Ronald de Boer, Bogard, Konterman and Van Bronckhorst; Van Hintum, Winter (Van Gastel) and Seedorf; Zenden (Van Vossen), Bergkamp (Van Nistelrooy) and Kluivert.
Coach: Frank Rijkaard.

Brazil
Dida [Corinthians]; Cafu [Roma], Antônio Carlos [Roma], Roque Júnior [Palmeiras] and Roberto Carlos [Real Madrid]; Émerson [Bayer Leverkusen], Vampeta [Corinthians] (Juninho Pernambucano) [Vasco], Felipe [Vasco] (Ronaldinho Gaúcho) [Grêmio] and Rivaldo [Barcelona]; Ronaldo [Internazionale] (Marcos Assunção) [Roma] and Élber [Bayern Müchen] (Sávio) [Real Madrid]
Coach: Vanderlei Luxemburgo.

Date: 09th october 1999
Competition: Friendly
Place: Amsterdam Arena, Amsterdam
Referee: Markus Merk

Tradução de Fabricio Presilli