Na Bahia, Brasil deixa escapar título da Copa América de 83

O último título de expressão do Brasil havia sido a Copa do Mundo de 70, e já se passavam 13 anos deste feito. Desde então perdemos de uma Holanda irresistível a Copa de 74, para a ditadura argentina a de 78 e para o atacante Paolo Rossi a de 82. Mas os jejum em Copas era pequeno se comparado aos 40 anos sem vencer a Copa América.

Entre o título de 70, e a decisão da Copa América de 1983, em 04 de novembro, foram disputadas apenas duas edições do torneio continental, e o Brasil ficou em terceiro em 75 e 79. A última vez que esteve em uma decisão foi em 63, quando foi derrotado pela Argentina com um time que em nada lembrava o campeão do mundo, um ano antes.

Na Fonte Nova, sem nenhum jogador de times baianos, naquela sexta-feira, o Brasil tinha a chance de mudar essa história de fracassos, que inclusive marcou essa geração de jogadores exuberantes, de um futebol vistoso, mas que pouco conquistaram. Quanto a isso, a Copa de 82 é emblemática.

Após vencer em casa por 2 a 0 uma semana antes, a seleção uruguaia comandada em campo pelo craque Enzo Francescoli, precisava apenas de um empate para garantir o título. Ao Brasil, cabia uma vitória no tempo normal e outra na prorrogação.

E por alguns instantes o time comandado por Carlos Alberto Parreira deu pinta de que faria a festa do povo baiano com a conquista. O rápido meia Jorginho Putinatti abriu o placar logo aos 23 minutos. O atleta revelado pelo Marília e que atuava pelo Palmeiras à época, marcou apenas dois gols em seus 17 jogos com a camisa da seleção. Um deles poderia entrar para a história…

Mas não entrou. Na verdade passou despercebido diante do empate uruguaio. Já na parte final do jogo, aos 30 minutos do segundo tempo o atacante Carlos Aguilera, revelado pelo River Plate de Montevidéu, mas que já atuava pelo grande Nacional, marcou o gol do título.

O Brasil ainda passaria em branco por mais uma Copa América, quando em 87 foi simplesmente humilhado pela seleção chilena na Argentina numa derrota por 4 a 0. Dois anos mais tarde, porém, o jejum findaria. Mas estes são assuntos para outros posts…

Ficha técnica: Brasil 1 x 1 Uruguai

Brasil
Leão [Corinthians]; Paulo Roberto [Grêmio], Márcio Rossini [Santos], Mozer [Flamengo] e Júnior I [Flamengo]; China [Grêmio], Jorginho II [Palmeiras], Sócrates [Corinthians] e Tita [Flamengo] (Renato Gaúcho) [Grêmio]; Roberto Dinamite [Vasco] (Careca I) [São Paulo]
Éder Aleixo [Atlético-MG]
Técnico: Carlos Alberto Parreira

Uruguai
Rodolfo Rodríguez; Diogo, Gutierrez, Acevedo e Washington González; Agresta, Barrios e Francescoli; Aguilera (Bossio), Cabrera e Acosta (Venancio Ramos)
Técnico: Omar Borras

Data: 04 de novembro de 1983
Competição: Copa América
Local: Estádio da Fonte Nova, em Salvador
Árbitro: Edson Perez

Por Raoni David
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Playing at home, Brazil lost a title in 1983

Brazil’s supporters were starting to forget the feeling of winning in 1983, with the World Cup 13 years away, and a series of defeats in the main competition, Brazilians were confident the drought in South America, that lasted 40 years, would end that year.

In the only two Copa América disputed in the 70’s, Brazilians came in third in 1975 and 1979, the last time Brazil made to the final game was in 1963, defeated by Argentina. Playing in Bahia without anyone from local teams in the Seleção, that friday really could enter the history books and change a generation filled with failures.

The Uruguayans and their main player, Enzo Francescoli, won 2 to 0 at home one week earlier, needed a tie to win the title, Brazil had to win in regular time and again in overtime to keep the title.

Under coach Parreira, the team had a good start with a goal from Jorginho Putinatti, one of his two goals with the Selação, but Uruguay tied in the second half with Carlos Aguilera, a forward that played in Naciona back home.

Brazil would have to wait until 1989 to win a Copa América, playing at home, but that is a subject for another post.

Brazil 1 x 1 Uruguay

Brazil
Leão [Corinthians]; Paulo Roberto [Grêmio], Márcio Rossini [Santos], Mozer [Flamengo] and Júnior I [Flamengo]; China [Grêmio], Jorginho II [Palmeiras], Sócrates [Corinthians] and Tita [Flamengo] (Renato Gaúcho) [Grêmio]; Roberto Dinamite [Vasco] (Careca I) [São Paulo] Éder Aleixo [Atlético-MG].
Coach: Carlos Alberto Parreira

Uruguay
Rodolfo Rodríguez; Diogo, Gutierrez, Acevedo and Washington González; Agresta, Barrios and Francescoli; Aguilera (Bossio), Cabrera and Acosta (Venancio Ramos).
Coach: Omar Borras

Date: 04th November 1983
Competition: Copa América
Place: Fonte Nova Stadium, Salvador
Referee: Edson Perez

Tradução de Fabricio Presilli

Estrangeiros fazem a festa no cinquentenário de Pelé

Para comemorar o cinquentenário de nascimento de Pelé, a CBF organizou para o dia 31 de outubro de 1990 um amistoso entre a Seleção Brasileira, com a participação do Rei do Futebol, e o Combinado do Resto do Mundo, uma seleção dos melhores jogadores que disputaram a Copa do Mundo de 1990, ocorrida quatro meses antes. O jogo ocorreu no Estádio Giuseppe Meazza, em Milão (Itália) e teve público de 75 mil espectadores.

A Seleção passava por um momento de renovação, após a eliminação precoce para Argentina nas oitavas-de-final do Mundial daquele ano. Era apenas a terceira partida de Paulo Roberto Falcão no comando do time canarinho, e o treinador vinha de dois resultados adversos (derrota para a Espanha, em 12 de setembro, e empate sem gols contra o Chile, em 17 de outubro). Além disso, dos 20 jogadores convocados por Falcão para o amistoso-festa de Pelé, apenas Bismarck havia participado da Copa de 90, sem ter entrado em nenhuma das quatro partidas.

O Combinado do Resto do Mundo se reunia pela terceira vez contra o Brasil (a primeira foi em 1968, na despedida de Garrincha, e a outra foi em um amistoso ocorrido em março de 1989. A seleção ganhou a primeira partida e perdeu a segunda, ambos pelo placar de 2 x 1) e tinha como base os destaques da Copa do Mundo daquele ano, além de alguns destaques do Campeonato Italiano, sendo eles três brasileiros: o zagueiro Júlio César, da Juventus, o volante Alemão, do Napoli e o atacante João Paulo, do Bari (eleito o melhor estrangeiro na Itália em 1990), Completa a escalação o atacante húngaro Lajos Détari, único jogador a não participar daquele Mundial, pertencente ao Bologna.

Pelé jogou por 43 minutos, substituído por Neto. Poderia ter marcado o último gol de sua carreira se não fosse o atacante Rinaldo, do Fluminense, que protagonizou um lance que entrou para a história. O tricolor partiu pela esquerda contra apenas um zagueiro, enquanto Pelé vinha a seu lado totalmente desmarcado (propositalmente, talvez), só esperando receber a bola para marcar o gol. Rinaldo não tocou e ainda perdeu o gol.

Neto fez o gol do Brasil, de falta, enquanto o espanhol Michel (que teve um gol anulado erroneamente no jogo Brasil X Espanha, estréia das duas seleções na Copa de 86, no México) e o romeno Gheorghe Hagi, o “Maradona dos Cárpatos” marcaram os tentos do Combinado do Resto do Mundo.

Dos vinte jogadores convocados por Falcão para aquela partida, apenas Leonardo chegaria até a Copa seguinte, 1994. César Sampaio só disputaria uma copa oito anos depois, em 1998.

Ficha técnica:
BRASIL 1 x 2 RESTO DO MUNDO
Data: 31 de outubro de 1990.
Competição: Amistoso.
Local: Estádio Giuseppe Meazza, em Milão (Itália).
Público: 75.000 pagantes.
Árbitro: Túlio Lanese (Itália).
Gols: Michel 36’, Hagi 50’, Neto 60’.
BRASIL: Sérgio [Santos] depois Ronaldo [Corinthians] aos 57’; Gil Baiano [Bragantino] depois Bismarck [Vasco] aos 57’, Paulão [Cruzeiro], Adílson [Cruzeiro] depois Cléber [Atlético-MG] aos 46’ e Leonardo [São Paulo] depois Cássio [Vasco] aos 57’; César Sampaio [Santos], Donizete Oliveira [Grêmio] depois Luís Henrique [Bahia] aos 61’, Cafu [São Paulo] e Pelé [sem clube] depois Neto [Corinthians] aos 43’; Charles [Bahia] depois Valdeir [Botafogo] aos 51’ e Rinaldo [Fluminense] depois Careca Bianchezzi [Palmeiras] aos 51’. Técnico: Paulo Roberto Falcão.

RESTO DO MUNDO: Sérgio Goycoechea/ARG (Michel Preud’Homme/BEL) aos 19’ (Thomas N’Kono/CAM) aos 46’ (René Higuita/COL) aos 68’; Leo Clijsters/BEL (Emmanuel Kunde/CAM) aos 46’, Júlio César/BRA, Oscar Ruggeri/ARG (Sergej Alejnikov/BUL) aos 46’, Hugo Eduardo De León/URU (Lajos Detari/HUN) aos 46’; Michel/ESP (Gabriel Calderón/ARG) aos 46’, Alemão/BRA (José Basualdo/ARG) aos 46’, Rafael Martín Vasquez (Gheorghe Hagi/ROM) aos 46’ e Carlo Ancelotti/ITA (Enzo Francescoli/URU) aos 19’; Marco Van Basten/HOL (Hristro Stoichkov/BUL) aos 19’ e Roger Milla/CAM (João Paulo/BRA) aos 46’. Técnico: Franz Beckenbauer/ALE.

Por William Gimenes
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At Pelé’s party, the whole world saluted him

To remember Pelé’s fiftieth birthday, CBF made a game between the Seleção, with the recruitment of Pelé, and a team of great players from the Rest of the World, gathering the main playes of football from the 1990 World Cup back in Italy.

The Seleção was in a turbulent renewal moment, after being eliminated from the World Cup by Argentina, that was only the third game of Falcão at the Brazilian bench. The tow previous matches were discouraging for the new guy in charge, a defeat to Spain and a tie with Chile. From the 20 players Falcão called off for this game only Bismarck went to the World Cup some months before, without any playing time, and only Leonardo made to the following World Cup, in the USA. César Sampaio was in that game and waited eigth years to play in a World Cup, in France.

That was the third time a Brazilian national team faced a gathering of players from around the world. Garricha’s farewell was in a game like that in 1968 and another friendly was played in 1989. some of the main players played in Italy, like Brazilians Júlio César of Juventus, defensive midfielder Alemão of Napoli and forward João Paulo, named best foreigner in Italy playing at Bari. Hungarian Lajos Détari was the only player at that roster that wasn’t in the World Cup, he played in Bologna.

Pelé played for 43 minutes, replaced by Neto. He could have scored his last goal if it wasn’t for Rinaldo’s choice of not sharing the ball in a counter attack that displayed Pelé open in front of the goal. Neto scored the Brazilian goal from a free kick, his specialty. Spaniard Michel and legend Romanian Gheorghe Hagi scored the Rest of the World goals.

BRAZIL 1 x 2 REST OF THE WORLD
Date: 31st October 1990
Competition: Friendly
Place: Giuseppe Meazza, Milan
Attendance: 75,000
Referee: Túlio Lanese (Italy)
Goals: Michel 36’, Hagi 50’, Neto 60’.

BRAZIL: Sérgio [Santos] (Ronaldo) [Corinthians]; Gil Baiano [Bragantino] (Bismarck) [Vasco], Paulão [Cruzeiro], Adílson [Cruzeiro] (Cléber) [Atlético-MG] and Leonardo [São Paulo] (Cássio) [Vasco]; César Sampaio [Santos], Donizete Oliveira [Grêmio] (Luís Henrique) [Bahia], Cafu [São Paulo] and Pelé [no club] (Neto) [Corinthians]; Charles [Bahia] (Valdeir) [Botafogo] and Rinaldo [Fluminense] (Careca Bianchezzi) [Palmeiras].
Coach: Paulo Roberto Falcão.

REST OF THE WORLD: Sérgio Goycoechea/ARG (Michel Preud’Homme/BEL), (Thomas N’Kono/CAM), (René Higuita/COL); Leo Clijsters/BEL (Emmanuel Kunde/CAM), Júlio César/BRA, Oscar Ruggeri/ARG (Sergej Alejnikov/BUL), Hugo Eduardo De León/URU (Lajos Detari/HUN); Michel/SPA (Gabriel Calderón/ARG), Alemão/BRA (José Basualdo/ARG), Rafael Martín Vasquez/SPA (Gheorghe Hagi/ROM) and Carlo Ancelotti/ITA (Enzo Francescoli/URU); Marco Van Basten/NED (Hristro Stoichkov/BUL) and Roger Milla/CAM (João Paulo/BRA).
Coach: Franz Beckenbauer/GER.

Tradução de Fabricio Presilli

Vitória uruguaia e manutenção do jejum de títulos do Brasil

O Brasil ficou 24 anos sem vencer uma Copa do Mundo, algo expressivo para o país que era o maior campeão da competição. E o que dizer então do jejum de 40 anos sem vencer a Copa América? Pois é. Entre 1949 e 1989, foram disputadas dez edições da competição e em algumas oportunidades, a Seleção Brasileira, ficou com a segunda colocação, ao menos.

Foi exatamente o que aconteceu em 1983, quando o time comandado por Carlos Alberto Parreira enfrentou o Uruguai na decisão. Como não havia sede na disputa da competição, as equipes, assim como ocorrera nas fases anteriores, se enfrentariam em jogos de ida e volta para definir o campeão da América.

O Brasil teria a vantagem de decidir em casa, na Fonte Nova, a conquista do título. Já que o primeiro jogo foi marcado e aconteceu em solo uruguaio. Assim, em 27 de outubro, em Montevidéu, a Celeste Olímpica se impôs e conquistou a vitória por 2 a 0. O craque Enzo Francescoli marcou aos 40 minutos do primeiro tempo, e o lateral-direito Victor Diogo fechou o placar aos 35 minutos da segunda etapa.

O Brasil de Parreira tinha naquele dia uma seleção bastante ofensiva, como pedia Jô Soares durante a Copa de 82. Renato Gaúcho, ainda do Grêmio jogava na ponta-direita, Éder Aleixo do Atlético Mineiro na esquerda e o vascaíno Roberto Dinamite era o homem de área.

O meio de campo tinha a principal novidade do time: o volante China, do Grêmio. Ao seu lado estavam Renato, do São Paulo, o famoso pé murcho e Jorginho Putinatti do Palmeiras. Ainda apoiavam muito o ataque os laterais Leandro e Júnior, donos da posição em 82, e no Flamengo.

O miolo de zaga brasileiro tinha exatamente o que chamam de ideal para a posição. De um lado, o clássico e bastante técnico Mozer. Do outro, o santista Márcio Rossini, que destacava mais pela vontade e raça, as vezes até exagerados, que qualquer outra coisa. No gol, Leão, que jogava pelo Corinthians, é quem foi buscar as bolas no fundo da rede.

Pouco mais de uma semana depois, o Brasil com algumas mudanças voltava a enfrentar o Uruguai, no estádio da Fonte Nova, e o mero empate por 1 a 1 deixou o título com os rivais uruguaios, e o jejum brasileiro prosseguia.

Ficha técnica: Uruguai 2 x 0 Brasil

Uruguai
Rodolfo Rodríguez; Diogo, Acevedo, Gutierrez e Washington González; Agresta, Barrios e Francescoli; Aguilera (Bossio), Cabrera e Acosta (Venancio Ramos).
Técnico: Omar Borras.

Brasil
Leão [Corinthians]; Leandro [Flamengo], Márcio Rossini [Santos], Mozer [Flamengo] e Júnior I [Flamengo]; China [Grêmio](10 – Tita) [Flamengo], Jorginho II [Palmeiras] e Renato I [São Paulo]; Renato Gaúcho [Grêmio], Roberto Dinamite [Vasco] e Éder [Atlético-MG].
Técnico: Carlos Alberto Parreira

Data: 27 de outubro de 1983
Competição: Copa América
Local: Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai
Público: 70 mil pagantes
Árbitro: Hector Rodriguez

Por Raoni David

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Uruguayan win to keep Brazil without local titles

Brazil faced a drought of 24 years without a World Cup title, considering that the Seleção is the record title holder that’s a lot. In Copa América, the title has waited a lot longer to come, 40 years. Between 1949 and 1989, 10 times this Championship was played, and in some of them Brazil came close to being number one, finishing in the second place.

The Copa América of 1983 was one of these, the Seleção was under coach Carlos Alberto Parreira and faced Uruguays in the final match, a two game draw with the second one in Brazil. The first game was in the Uruguayan capital, Montevideo, and in 27th October in 1983 the teams faced each other.The local squad had a better team and won by 2 to 0, goals from Enzo Francescoli with 40 minutes into the game and by Victor Diogo later in the second half.

Brazil had and offensive team back then, not an usual Parreira style as we would learn over the following years. Renato Gaúcho was a right winger, with Éder Aleixo in the left and Roberto Dinamite as a striker in the box. In the midfield the biggest surprise of this team, China, keeping him company were Renato from São Paulo and Jorginho, now an assistant coach at the club he played back then, Palmeiras. The side backs, teamates at Flamengo, Júnior at the left and Leandro at the right played really well offensively, what helped the sqaud.

The center backs were really different from one another, Mozer always showed good posture wereas Márcio Rossini had the will, but not the means to be a better player. The keeper Leão played at Corinthains at that time.

A little over a week later both teams played the second leg in Salvador, the tie in 1 goal gave the Cup to the Uruguayans.

Uruguay 2 x 0 Brazil

Uruguay
Rodolfo Rodríguez; Diogo, Acevedo, Gutierrez and Washington González; Agresta, Barrios and Francescoli; Aguilera (Bossio), Cabrera and Acosta (Venancio Ramos).
Coach: Omar Borras.

Brazil
Leão [Corinthians]; Leandro [Flamengo], Márcio Rossini [Santos], Mozer [Flamengo] and Júnior I [Flamengo]; China [Grêmio] (Tita) [Flamengo], Jorginho II [Palmeiras] and Renato I [São Paulo]; Renato Gaúcho [Grêmio], Roberto Dinamite [Vasco] and Éder [Atlético-MG].
Coach: Carlos Alberto Parreira

Date: 27th October 1983
Competition: Copa América
Place: Centenário Stadium, Montevideo, Uruguay
Attendance: 70,000
Referee: Hector Rodriguez

Tradução de Fabricio Presilli