Na estreia do técnico Falcão, Brasil sofre maior goleada para a Espanha na história

Atual campeã do Mundo, a Espanha é a grande vedete do futebol nos últimos anos. Seleção que poucas vezes superou as promessas, a equipe de Iniesta, Xavi e Villa conseguiu concretizar o apelido de Fúria Espanhola que sempre a acompanhou. No entanto, não é de hoje que o país ibérico conta com um bom time e na última vez que enfrentou o Brasil num momento parecido com o atual, ou seja, de renovação, conseguiu o maior placar já imposto aos pentacampeões mundiais: 3 a 0.

Em 12 de setembro de 1990, pouco menos de três meses da derrota para a Argentina por 1 a 0 que custou a eliminação na Copa do Mundo da Itália, o Brasil estreava no estádio El Molinón, em Gijón, o técnico Paulo Roberto Falcão diante da Espanha, que também havia decepcionado no Mundial ao ser eliminado pela Iugoslávia na prorrogação. Ambas as equipes foram eliminadas nas oitavas de final.

Enquanto o mesmo Luisito Suarez, técnico espanhol eliminado na Copa trazia nove remanescentes da disputa meses antes, Falcão radicalizava e dos 13 jogadores que estiveram em campo, nenhum havia disputado a Copa do Mundo da Itália. E mais, apenas Cafu e Márcio Santos, que faziam sua primeira partida na seleção, vieram a jogar em algum momento a principal competição do futebol.

Falcão apostou principalmente em Neto, principal nome cobrado pela torcida para estar na Copa de 90 que ganhou a camisa 10 e faixa de capitão. O meio de campo ainda tinha Cafu, como um terceiro homem, além dos volantes Moacir e Donizete Oliveira. Charles e o grandalhão Nilson formavam o ataque.

A defesa tinha além do jovem e ainda cabeludo goleiro Velloso, Paulão e Márcio Santos no miolo e Gil Baiano e Nelsinho Kerchner nas laterais. E sucumbiu ao time espanhol logo com nove minutos de partida, com o atacante Carlos Muñoz, do modesto Real Oviedo, abrindo o placar.

Já no segundo tempo, aos 18 minutos, o meio-campista Fernando, do Valência, ampliou o placar. Somente dez minutos depois de sofrer o segundo gol, Falcão mudou seu time, tentando dar velocidade. De uma só vez tirou Cafu e Charles para as entradas de Paulo Egídio e Jorginho Putinatti.

O time ganhou uma cara diferente, com os dois volantes e o meia Neto mantidos, mas Jorginho e Egídio abertos nas pontas e o grandalhão Nilson ainda enfiado na área. Resultado que é bom, apenas para a Espanha que aos 44 minutos do segundo tempo marcou o terceiro gol, com o meio-campista Michel, do Real Madrid.

Vale salientar que enquanto o técnico espanhol fez cinco alterações, Falcão fez apenas essas duas…

Ficha técnica
Espanha 3×0 Brasil

Data: 12/09/1990
Competição: amistoso
Local: Estádio El Molinón
Cidade: Gijón, na Espanha
Público: 42 mil pagantes
Árbitro: Pietro D’Ellia (Itália)
Gols: Carlos Muñoz 9’ do 1ºT; Fernando 18’ e Michel 44’ do 2ºT.

Espanha: A. Zubizarreta [Barcelona] (J. C. Ablanedo) [Sporting Gijon]; Nando [Barcelona], Sanchis [Real Madrid] e Serna [Barcelona]; Michel [Real Madrid], Rafa Paz [Sevilla] (Bango) [Real Oviedo], Roberto Fernández [Valencia] (Alkorta) [Athletic Bilbao], Fernando [Valencia] e J. Goicoetxea [Barcelona]; Butragueño [Real Madrid] (Manolo) [Atlético Madrid], Carlos Muñoz [Real Oviedo] (Eloy Olaya) [Valencia].
Técnico: Luis Suarez

Brasil: Velloso [Palmeiras]; Gil Baiano [Bragantino], Paulão [Cruzeiro], Márcio Santos [Novorizontino] e Nelsinho [Flamengo]; Moacir [Atlético-MG], Donizete Oliveira [Grêmio], Cafu [São Paulo] (Paulo Egídio) [Grêmio] e Neto [Corinthians]; Charles [Bahia]
(Jorginho) [Palmeiras] e Nílson [Grêmio].
Técnico: Paulo Roberto Falcão.

Por Raoni David

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On Falcão’s debut, Brazil suffer biggest loss to Spaniards

Current World Champions, Spain has been the better team of the world lately. Some decades ago the story was quite different, with the Spaniards having little to celebrate and to remember the nickname of their squad: Fúria. Even with poor results Spain had a good team 21 years ago, in a moment of rebuild for the Brazilians who had in sight the 1994 World Cup, getting the biggest blow the Seleção ever suffered: 3 x 0.

September 12, 1990 was the date, three months after the Brazilian loss to Argentina in Italy. A new coach had his first match for Brazil at El Molinón, Paulo Roberto Falcão. Spain too had an uninspiring World Cup, losing to Iugoslavia at the round of 16.

However he Spaniards kept their coach, Luisito Suarez, and nine players from the squad that went to Italy. In the Brazilian side Falcão decided to make some tests and called 13 players that never went to a World Cup. This game marks the debut for two guys that became regular at the Seleção: Cafu and Márcio Santos.

The main player of the Brazilian squad was Neto, a midfielder that played for Corinthians and was wanted by the whole nation. He went to be the number 10 and the captain of the team. The midfield had also Cafu and defensive players Moacir and Donizete Oliveira. Charles and Nilson formed the attack duo.

At the back, Velloso was the keeper, Paulão and Márcio Santos at center and Gil Baiano and Nelsinho Kerchner had the sides. This team never had a chance against the Spaniards, Carlos Muñoz opened the score at the ninth minute of the match.

Midfielder Fernando, who played for Valencia, doubled it at the second half. Falcão made some changes on the team to get more speed, giving a chance to Paulo Egídio and Jorginho Putinatti.

Brazil had a different pace but never managed to scare the Spaniards, who scored the third and final goal at the 89th minute, with midfielder Michel from Real Madrid.

Spain 3×0 Brazil

Date: 12/09/1990
Competition: Friendly
Place: El Molinón Stadium
City: Gijón, Spain
Attendance: 42,000
Referee: Pietro D’Ellia (Italy)
Goals: Carlos Muñoz 9’; Fernando 63’ and Michel 89’.

Spain: A. Zubizarreta [Barcelona] (J. C. Ablanedo) [Sporting Gijon]; Nando [Barcelona], Sanchis [Real Madrid] and Serna [Barcelona]; Michel [Real Madrid], Rafa Paz [Sevilla] (Bango) [Real Oviedo], Roberto Fernández [Valencia] (Alkorta) [Athletic Bilbao], Fernando [Valencia] and J. Goicoetxea [Barcelona]; Butragueño [Real Madrid] (Manolo) [Atlético Madrid], Carlos Muñoz [Real Oviedo] (Eloy Olaya) [Valencia].
Coach: Luis Suarez

Brazil: Velloso [Palmeiras]; Gil Baiano [Bragantino], Paulão [Cruzeiro], Márcio Santos [Novorizontino] and Nelsinho [Flamengo]; Moacir [Atlético-MG], Donizete Oliveira [Grêmio], Cafu [São Paulo] (Paulo Egídio) [Grêmio] and Neto [Corinthians]; Charles [Bahia] (Jorginho) [Palmeiras] and Nílson [Grêmio].
Coach: Paulo Robero Falcão.

Tradução de Fabricio Presilli

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Grandes jogadores brasileiros: Neto

José Ferreira Neto
Posição: Meia
Nascimento: 09/setembro/1966 – Santo Antônio da Posse /SP
14 jogos – 6 gols
Primeiro jogo: 12/09/1990 – Brasil 0×3 Espanha (Amistoso)
Último jogo: 21/07/1991 – Brasil 2×0 Chile (Copa América)

Cria das categorias de base dos times campineiros, primeiro da Ponte Preta e mais tarde do Guarani, Neto se consagrou com um dos maiores batedores de falta do país nos anos 90. Ele teve passagens discretas por São Paulo e Palmeiras antes de se tornar ídolo do Corinthians, onde conquistou seus principais títulos.

Aposta do técnico Paulo Roberto Falcão em 1990, em sua tentativa mal sucedida de revitalizar o time nacional após a fracassada campanha na Copa de 1990, Neto se tornou uma peça chave no esquema do técnico, sendo inclusive capitão da equipe em diversas oportunidades.

O gol mais marcante na passagem rápida de Neto pela Seleção, e também o primeiro, foi o do amistoso contra a seleção do Resto do Mundo. Após entrar no lugar de Pelé, ainda no primeiro tempo, Neto marcou o gol de honra do Brasil e ficou com a bola do jogo, que ele guarda até hoje.

Neto foi o principal jogador do Corinthians na conquista do Campeonato Brasileiro de 1990, o principal título do Timão até então. Habilidoso meia que conseguia finalizar muito bem as jogadas, além de ser um líder natural da equipe, fato que trouxe diversos problemas a Neto durante sua carreira.

Uma das principais polêmicas vividas pelo meia foi uma discussão com o árbitro José Aparecido de Oliveira em 1991 durante um clássico contra o Palmeiras, Neto foi expulso e deu uma cusparada no juiz. Após o lance ele foi suspenso por quatro meses do futebol e ficou marcado como “problemático” em campo.

Após a passagem vitoriosa pelo Corinthians, Neto jogou na Colômbia e em outros grandes clubes do país, sem tanto sucesso. Sofrendo com problemas de tornozelo e para controlar o peso, Neto encerrou a carreira em 1999, aos 33 anos. Ele atualmente é comentarista de futebol de canais de televisão.

Principais títulos conquistados durante a carreira
– Campeonato Brasileiro (1990)
– Campeonato Paulista (1987 e 1997)
– Medalha de Prata – Jogos Olímpicos de Seul (1988)

Por Fabricio Presilli
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Brazilian greats: Neto

José Ferreira Neto
Position: Midfielder
Born: 09/September/1966 – Santo Antônio da Posse /SP
14 games – 6 goals
First jogo: 12/09/1990 – Brazil 0×3 Spain (Friendly)
Last jogo: 21/07/1991 – Brazil 2×0 Chile (Copa América)

Forged in the youth academy of the clubs in Campinas, first in Ponte Preta and later at Guarani, Neto is known as one of the best free kicks shooters of Brazilian football. He played for São Paulo and Palmeiras before his remarkable years at Corinthians.

When Paulo Roberto Falcão took charge of the Seleção, his first order of bussines was to bring new faces to the team, Neto was one of those new to the national team, even becoming the team capitain sometimes. He also played in the following years Copa América.

The most important goal of Neto’s short time at the Seleção was the first, in the friendly of Pelé’s anniversary in 1990, he scored Brazil’s only goal of the match and won as a gift the ball of the game, which he keeps until these days.

Neto was the main player of Corinthians first Campeonato Brasileiro title, in 1990. A skillful lefty midfielder, that had the ability to score some goals as well, and got himself in lots of troubles during his carreer.

One of the most contreversial things he did was an altercation with referre José Aparecido de Oliveira in 1991. Neto was mad because the ref sent him out of a derby against Palmeiras, and he spited in the referre’s face. The result was a ban for four months.

After his winning years in Corinthians, Neto went to Colômbia and some other clubs in Brazil. With physical and weigth issues he had to retire in 1999, at the age of 33. He is now a commentator in Brazilian TV.

Main titles during his career
– Campeonato Brasileiro (1990)
– Campeonato Paulista (1987 and 1997)
– Silver Medal – Seoul Olympics (1988)

Tradução de Fabricio Presilli

Estrangeiros fazem a festa no cinquentenário de Pelé

Para comemorar o cinquentenário de nascimento de Pelé, a CBF organizou para o dia 31 de outubro de 1990 um amistoso entre a Seleção Brasileira, com a participação do Rei do Futebol, e o Combinado do Resto do Mundo, uma seleção dos melhores jogadores que disputaram a Copa do Mundo de 1990, ocorrida quatro meses antes. O jogo ocorreu no Estádio Giuseppe Meazza, em Milão (Itália) e teve público de 75 mil espectadores.

A Seleção passava por um momento de renovação, após a eliminação precoce para Argentina nas oitavas-de-final do Mundial daquele ano. Era apenas a terceira partida de Paulo Roberto Falcão no comando do time canarinho, e o treinador vinha de dois resultados adversos (derrota para a Espanha, em 12 de setembro, e empate sem gols contra o Chile, em 17 de outubro). Além disso, dos 20 jogadores convocados por Falcão para o amistoso-festa de Pelé, apenas Bismarck havia participado da Copa de 90, sem ter entrado em nenhuma das quatro partidas.

O Combinado do Resto do Mundo se reunia pela terceira vez contra o Brasil (a primeira foi em 1968, na despedida de Garrincha, e a outra foi em um amistoso ocorrido em março de 1989. A seleção ganhou a primeira partida e perdeu a segunda, ambos pelo placar de 2 x 1) e tinha como base os destaques da Copa do Mundo daquele ano, além de alguns destaques do Campeonato Italiano, sendo eles três brasileiros: o zagueiro Júlio César, da Juventus, o volante Alemão, do Napoli e o atacante João Paulo, do Bari (eleito o melhor estrangeiro na Itália em 1990), Completa a escalação o atacante húngaro Lajos Détari, único jogador a não participar daquele Mundial, pertencente ao Bologna.

Pelé jogou por 43 minutos, substituído por Neto. Poderia ter marcado o último gol de sua carreira se não fosse o atacante Rinaldo, do Fluminense, que protagonizou um lance que entrou para a história. O tricolor partiu pela esquerda contra apenas um zagueiro, enquanto Pelé vinha a seu lado totalmente desmarcado (propositalmente, talvez), só esperando receber a bola para marcar o gol. Rinaldo não tocou e ainda perdeu o gol.

Neto fez o gol do Brasil, de falta, enquanto o espanhol Michel (que teve um gol anulado erroneamente no jogo Brasil X Espanha, estréia das duas seleções na Copa de 86, no México) e o romeno Gheorghe Hagi, o “Maradona dos Cárpatos” marcaram os tentos do Combinado do Resto do Mundo.

Dos vinte jogadores convocados por Falcão para aquela partida, apenas Leonardo chegaria até a Copa seguinte, 1994. César Sampaio só disputaria uma copa oito anos depois, em 1998.

Ficha técnica:
BRASIL 1 x 2 RESTO DO MUNDO
Data: 31 de outubro de 1990.
Competição: Amistoso.
Local: Estádio Giuseppe Meazza, em Milão (Itália).
Público: 75.000 pagantes.
Árbitro: Túlio Lanese (Itália).
Gols: Michel 36’, Hagi 50’, Neto 60’.
BRASIL: Sérgio [Santos] depois Ronaldo [Corinthians] aos 57’; Gil Baiano [Bragantino] depois Bismarck [Vasco] aos 57’, Paulão [Cruzeiro], Adílson [Cruzeiro] depois Cléber [Atlético-MG] aos 46’ e Leonardo [São Paulo] depois Cássio [Vasco] aos 57’; César Sampaio [Santos], Donizete Oliveira [Grêmio] depois Luís Henrique [Bahia] aos 61’, Cafu [São Paulo] e Pelé [sem clube] depois Neto [Corinthians] aos 43’; Charles [Bahia] depois Valdeir [Botafogo] aos 51’ e Rinaldo [Fluminense] depois Careca Bianchezzi [Palmeiras] aos 51’. Técnico: Paulo Roberto Falcão.

RESTO DO MUNDO: Sérgio Goycoechea/ARG (Michel Preud’Homme/BEL) aos 19’ (Thomas N’Kono/CAM) aos 46’ (René Higuita/COL) aos 68’; Leo Clijsters/BEL (Emmanuel Kunde/CAM) aos 46’, Júlio César/BRA, Oscar Ruggeri/ARG (Sergej Alejnikov/BUL) aos 46’, Hugo Eduardo De León/URU (Lajos Detari/HUN) aos 46’; Michel/ESP (Gabriel Calderón/ARG) aos 46’, Alemão/BRA (José Basualdo/ARG) aos 46’, Rafael Martín Vasquez (Gheorghe Hagi/ROM) aos 46’ e Carlo Ancelotti/ITA (Enzo Francescoli/URU) aos 19’; Marco Van Basten/HOL (Hristro Stoichkov/BUL) aos 19’ e Roger Milla/CAM (João Paulo/BRA) aos 46’. Técnico: Franz Beckenbauer/ALE.

Por William Gimenes
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At Pelé’s party, the whole world saluted him

To remember Pelé’s fiftieth birthday, CBF made a game between the Seleção, with the recruitment of Pelé, and a team of great players from the Rest of the World, gathering the main playes of football from the 1990 World Cup back in Italy.

The Seleção was in a turbulent renewal moment, after being eliminated from the World Cup by Argentina, that was only the third game of Falcão at the Brazilian bench. The tow previous matches were discouraging for the new guy in charge, a defeat to Spain and a tie with Chile. From the 20 players Falcão called off for this game only Bismarck went to the World Cup some months before, without any playing time, and only Leonardo made to the following World Cup, in the USA. César Sampaio was in that game and waited eigth years to play in a World Cup, in France.

That was the third time a Brazilian national team faced a gathering of players from around the world. Garricha’s farewell was in a game like that in 1968 and another friendly was played in 1989. some of the main players played in Italy, like Brazilians Júlio César of Juventus, defensive midfielder Alemão of Napoli and forward João Paulo, named best foreigner in Italy playing at Bari. Hungarian Lajos Détari was the only player at that roster that wasn’t in the World Cup, he played in Bologna.

Pelé played for 43 minutes, replaced by Neto. He could have scored his last goal if it wasn’t for Rinaldo’s choice of not sharing the ball in a counter attack that displayed Pelé open in front of the goal. Neto scored the Brazilian goal from a free kick, his specialty. Spaniard Michel and legend Romanian Gheorghe Hagi scored the Rest of the World goals.

BRAZIL 1 x 2 REST OF THE WORLD
Date: 31st October 1990
Competition: Friendly
Place: Giuseppe Meazza, Milan
Attendance: 75,000
Referee: Túlio Lanese (Italy)
Goals: Michel 36’, Hagi 50’, Neto 60’.

BRAZIL: Sérgio [Santos] (Ronaldo) [Corinthians]; Gil Baiano [Bragantino] (Bismarck) [Vasco], Paulão [Cruzeiro], Adílson [Cruzeiro] (Cléber) [Atlético-MG] and Leonardo [São Paulo] (Cássio) [Vasco]; César Sampaio [Santos], Donizete Oliveira [Grêmio] (Luís Henrique) [Bahia], Cafu [São Paulo] and Pelé [no club] (Neto) [Corinthians]; Charles [Bahia] (Valdeir) [Botafogo] and Rinaldo [Fluminense] (Careca Bianchezzi) [Palmeiras].
Coach: Paulo Roberto Falcão.

REST OF THE WORLD: Sérgio Goycoechea/ARG (Michel Preud’Homme/BEL), (Thomas N’Kono/CAM), (René Higuita/COL); Leo Clijsters/BEL (Emmanuel Kunde/CAM), Júlio César/BRA, Oscar Ruggeri/ARG (Sergej Alejnikov/BUL), Hugo Eduardo De León/URU (Lajos Detari/HUN); Michel/SPA (Gabriel Calderón/ARG), Alemão/BRA (José Basualdo/ARG), Rafael Martín Vasquez/SPA (Gheorghe Hagi/ROM) and Carlo Ancelotti/ITA (Enzo Francescoli/URU); Marco Van Basten/NED (Hristro Stoichkov/BUL) and Roger Milla/CAM (João Paulo/BRA).
Coach: Franz Beckenbauer/GER.

Tradução de Fabricio Presilli

Na estreia da melhor ‘Era Parreira’, vitória contra a Iugoslávia

A Seleção Brasileira, em 1991, vivia, talvez, a sua maior crise em todos os tempos. Sem ganha uma Copa há 21 anos, e recém-eliminada da última para a maior rival Argentina, apresentando um futebol bastante burocrático, o esporte, no país, parecia fadado ao fracasso.

A esperança estava em um novo técnico. Na figura de Paulo Roberto Falcão os bons tempos estavam personificados naquele volante moderno, que sabia sair para o jogo e se transformar num meia-direita. Porém, como técnico, entre os anos de 90 e 91 foram 17 jogos e apenas seis vitórias, sete empates e quatro derrotas. Pior ainda foi Ernesto Paulo, que dirigiu a equipe num único jogo: 1 a 0 País de Gales.

Eis que no dia 30 de outubro de 1991, Carlos Alberto Parreira faria seu primeiro jogo em sua segunda passagem pela Seleção Brasileira. A partida era amistosa e o adversário um tanto mais complicado que os gauleses.

A Iugoslávia tinha um time respeitável, com destaque para Mihaijlovic, que ainda era meio-campista. Mais tarde, já veterano, se mostrou um ótimo zagueiro, especialmente por sem bom chute de esquerda. Savicevic era um meia habilidoso e o também canhoto Mijatovic era um matador nato.

Já o primeiro Brasil da melhor passagem de Parreira no comando da seleção contava com poucos nomes experientes. A grande exceção era o goleiro Carlos e o atacante Renato Gaúcho. O restante ainda não tinha seus nomes fincados no futebol brasileiro, até, principalmente pela falta de títulos conquistados.

É importante salientar, porém, que poucos não o fizeram. Dos 14 que entraram em campo, Lira, lateral-esquerdo do Grêmio e Luís Henrique, meio-campista do Palmeiras, não se firmaram como grandes nomes. O ponta-esquerda são-paulino Elivélton ficou famoso por gols importantes, mas nunca se firmou como titular em lugar algum. Já Luís Carlos Winck sempre foi apontado como um dos melhores de sua posição e por sua versatilidade, mas acabou rodando demais. E ainda tinha o Valdeir, atacante que só jogava bem no Rio.

Em compensação, Cafu, Márcio Santos, Mauro Silva, Raí, Bebeto e Müller, tornaram-se ícones. Todos estavam na Copa de 94, quando da conquista do título brasileiro, e a quebra do jejum de 24 anos. Destes, somente Müller não teve participação direta, em campo, na conquista. Outro que teve ótima carreira, porém nem tanto na seleção, foi o zagueiro Antônio Carlos.

No jogo, Luís Henrique abriu o placar para o Brasil, que sofreu o empate com Lukic. No entanto, a dupla do Morumbi, Müller e Raí deram números finais ao jogo. Pouco mais de um ano depois, ambos, em especial o segundo, teriam atuações decisivas no primeiro título Mundial conquistado pelo São Paulo, e por Telê Santana.

Ficha técnica: Brasil 3 x 1 Iugoslávia

Brasil
Carlos [Palmeiras]; Luís Carlos Winck [Vasco] (Cafu) [São Paulo], Antônio Carlos [São Paulo], Márcio Santos [Internacional] e Lira [Grêmio]; Mauro Silva [Bragantino], Luís Henrique II [Palmeiras] e Raí [São Paulo]; Renato Gaúcho [Grêmio] (Valdeir) [Botafogo], Bebeto [Vasco] (Müller) [São Paulo] e Elivélton [São Paulo].
Técnico: Carlos Alberto Parreira

Iugoslávia
F. Omerovic; B. Vujacic, D. Novak, I. Najdoski (B. Babuski) e D. Milanic (M. Stanic); V. Jugovic, S. Jokanovic, S. Mihaijlovic (S. Curcic) e D. Savicevic; P. Mijatovic (R. Vidakovic) e V. Lukic.
Técnico: Ivan Ivica Osim

Data: 30 de outubro de 1991
Competição: Amistoso
Local: estádio Dilzon Melo, em Varginha, Minas Gerais
Árbitro: Wilson Carlos dos Santos

Por Raoni David
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At Parreira’s new debut, a win over Yugoslavians

Back in 1991 the Seleção was in the worst possible place. They had 21 years since last winnig a World title and lost in the last World Cup to the main rival, Argentina, with a heavily criticized team over its poor performance.

So the hope of the supporters turned to a change in the management position. Paulo Roberto Falcão was a defensive midfielder who knew how to treat the ball, back in th 80’s, However his adventure as coach between 1990 and 1991 lasted only 17 games, seven ties and four defeats later he was no longer the coach. Ernesto Paulo managed to be even worst, managing a game versus Wales that Brazil lost 1 to 0.

And by the end of October of 1991, Carlos Alberto Parreira would debut in his second term as national coach. The friendly had an adversary way togher than Wales. Yugoslavia had a very good team, players like Mihaijlovic, Savicevic and Mijatovic, all in the history books of the Balkans coutries, were in that team.

Brazil on the other hand had only a few experienced players to rely on, the forward Renato Gaúcho and keeper Carlos were the big names, all the others hadn’t had a chance to shine locally yet.

From the 14 players Parreira put on the field that day, only left back Lira and midfielder Luís Henrique never really made an impact in the big teams. Elivélton became known as a guy that scored important goals, mostly as a backup in São Paulo. Luís Carlos Winck was recognized as one of the best rigth backs in the country, but several club changes left him off the Seleção, and forward Valdeir made his name in Rio, but only there.

Parreira took several players from this match to the World Cup in 1994, Cafu, Márcio Santos, Mauro Silva, Raí, Bebeto and Muller went to the USA. Aside of the last one, all of them played na importan role in the World Cup. Another player that had good years in clubs but never excelled in Seleção was Antônio Carlos.

Luís Henrique scored Brazil’s first goal, Lukic tied before the couple from São Paulo, Muller and Raí, gave final numbers to the match. A little over a yera later both won the Club World Championship with Telê Santana over Barcelona.

No jogo, Luís Henrique abriu o placar para o Brasil, que sofreu o empate com Lukic. No entanto, a dupla do Morumbi, Müller e Raí deram números finais ao jogo. Pouco mais de um ano depois, ambos, em especial o segundo, teriam atuações decisivas no primeiro título Mundial conquistado pelo São Paulo, e por Telê Santana.

Brazil 3 x 1 Yugoslavia

Brazil
Carlos [Palmeiras]; Luís Carlos Winck [Vasco] (Cafu) [São Paulo], Antônio Carlos [São Paulo], Márcio Santos [Internacional] and Lira [Grêmio]; Mauro Silva [Bragantino], Luís Henrique II [Palmeiras] and Raí [São Paulo]; Renato Gaúcho [Grêmio] (Valdeir) [Botafogo], Bebeto [Vasco] (Müller) [São Paulo] and Elivélton [São Paulo].
Coach: Carlos Alberto Parreira

Yugoslavia
F. Omerovic; B. Vujacic, D. Novak, I. Najdoski (B. Babuski) and D. Milanic (M. Stanic); V. Jugovic, S. Jokanovic, S. Mihaijlovic (S. Curcic) and D. Savicevic; P. Mijatovic (R. Vidakovic) and V. Lukic.
Coach: Ivan Ivica Osim

Date: 30th October 1991
Competition: Friendly
Place: Dilzon Melo Stadium, Varginha, Minas Gerais
Referee: Wilson Carlos dos Santos

Tradução de Fabricio Presilli

Durante longo período de invencibilidade, Brasil goleia bulgáros

A partir de maio de 1981, a Seleção Brasileira, que já tinha Telê Santana como treinador desde o início do ano anterior, fez apenas amistosos e ficou invicto, vencendo equipes como a Inglaterra, França, Alemanha Ocidental e Espanha. No último destes amistosos, em 28 de outubro, o adversário foi a Bulgária.

O time europeu nunca foi grande coisa, e não era diferente nestes anos. Pelo contrário. A fragilidade fica bem clara na campanha da Eliminatória para a Eurocopa de 1980, realizada na Itália. Em oito jogos venceu apenas dois, teve um empate e cinco derrotas. Fez seis gols e sofreu 14.

O Brasil, por sua vez, vinha de uma sequência de 13 jogos sem derrota. A última havia acontecido em janeiro do mesmo ano, por 2 a 1, para o Uruguai. O time de Telê ainda ficaria 24 jogos sem perder. Foi um jejum entre janeiro de 81 e julho de 82, quando na Copa do Mundo, o time mágico brasileiro foi derrotado pela Itália, por 3 a 2.

Contra a fraca Bulgária, no último jogo do ano, o forte Brasil, jogando no estádio Olímpico, em Porto Alegre não poderia fazer diferente, e se impôs: 3 a 0. O atacante vascaíno Roberto Dinamite e os flamenguistas Zico e Leandro, marcaram os gols brasileiros.

Na equipe, poucos remanescentes da Copa de 78, e sim, já um bom esboço do que seria o time no ano seguinte. A zaga, por exemplo, já estava formada, com Valdir Peres, Leandro, Oscar, Luizinho e Júnior. O meio de campo, já tinha quase tudo pronto. Faltava Falcão, que desde a transferência para a Roma, não vestira mais a camisa da seleção. Só voltou ao time em maio de 82, dois jogos antes da Copa.

A principal diferença, porém, era na disposição tática e no ataque do time. Telê tinha em Paulo Isidoro um meia-atacante que caia mais pelas pontas, quase como um ponta-direita. Do outro lado, Mário Sérgio era o ponta, exercendo a função de seria de Éder Aleixo na Copa, e Roberto Dinamite ocupava a área, o que Serginho Chulapa faria depois.

A grande novidade, no entanto, foi a experiência de Telê com o volante Rocha, do Botafogo, que entrou no lugar de Toninho Cerezo na segunda etapa. O jogador que depois teria boa passagem pelo Palmeiras, porém, não deve ter agradado, pois nunca mais voltou a disputar uma partida com a seleção.

Ficha técnica: Brasil 3 x 0 Bulgária

Brasil
Valdir Peres [São Paulo](Paulo Sérgio) [Botafogo]; Leandro [Flamengo], Oscar [São Paulo], Luizinho [Atlético-MG] e Júnior I [Flamengo]; Toninho Cerezo [Atlético-MG] (Rocha) [Botafogo], Sócrates [Corinthians] e Zico [Flamengo]; Paulo Isidoro [Grêmio], Roberto Dinamite [Vasco] e Mário Sérgio [São Paulo]
Técnico: Telê Santana

Bulgária
Donev; Petrov, Marinov, Iliev e Alexandrov; Mladenov, Sadkov (Kurdov) e Chavdarov (Murlev); Valchev, Pachev (Iskrenov) e Argirov (Balakov).
Técnico: Danko Roev

Data: 28 de outubro de 1981
Competição: amistoso
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre
Árbitro: Luiz Carlos Félix

Por Raoni David
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Unbeatable Brazil blowout Bulgaria

By May 1981, already with coach Telê Santana from the previous year, Brazil played several friendlies, some against powerhouses such as England, France, West Germany and Spain, and managed to stay unbeatable, Bulgaria was the adversary on October 28th.

The Europeans never had a great team, the record showed that Bulgaria wasn’t yet in the route to become a respected team of football. The Bulgarians played eigth matches for the Qualifying Tournamento to the Euro 1980, with only two wins and six goals scored.

On the other hand Brazil was in a sequency of 13 unbeatable games, last defeated in January by Uruguay, the team went on to get a total of 24 games without losing one, only at the World Cup in 1982 to the Italians.

Against the weak Bulgarian squad Brazil played the last game of the year. Performing at home in Porto Alegre Brazil hit the net three times for a convincing win. Roberto Dinamite, Zico and Leandro were the scorers.

In the Seleção a new team was being formed for the 1982 World Cup, in the back a defense with Valdir Peres, Leandro, Oscar, Luizinho and Júnior. The midfield was missing Falcão, that came back to the team just two games before the World Cup.

The main difference from that team to the one that finished third in Argentina was the on field display, Telê had an attacking midfielder, Paulo Isidoro, that loved to be a rigth winger. Mário Sérgio was the left winger, replaced by Éder Aleixo by 1982 and Roberto Dinamite was the striker from the middle, Serginho Chulapa replaced him in the World Cup.

Telê made some experiments with the defensive midfielder Rocha in that game, replacing Toninho Cerezo in the second half. However the coach probably not liked what he saw beacuse Rocha was never called off to the Seleção again.

Brazil 3 x 0 Bulgaria

Brazil
Valdir Peres [São Paulo](Paulo Sérgio) [Botafogo]; Leandro [Flamengo], Oscar [São Paulo], Luizinho [Atlético-MG] and Júnior I [Flamengo]; Toninho Cerezo [Atlético-MG] (Rocha) [Botafogo], Sócrates [Corinthians] and Zico [Flamengo]; Paulo Isidoro [Grêmio], Roberto Dinamite [Vasco] and Mário Sérgio [São Paulo]
Coach: Telê Santana

Bulgaria
Donev; Petrov, Marinov, Iliev and Alexandrov; Mladenov, Sadkov (Kurdov) and Chavdarov (Murlev); Valchev, Pachev (Iskrenov) and Argirov (Balakov).
Coach: Danko Roev

Date: 28th October 1981
Competition: Friendly
Place: Olímpico Stadium, Porto Alegre
Referee: Luiz Carlos Félix

Tradução de Fabricio Presilli

Para ser bi, freguês Paraguai quebra tabu contra o Brasil

Segunda seleção que mais vezes enfrentou a brasileira ao longo da história, o Paraguai na maioria das vezes saiu derrotado. Porém, não foi o que aconteceu no dia 24 de outubro de 1979 em jogo que valia pela semifinal da Copa América, que não tinha país-sede, e por isso foi disputada em jogos de ida e volta.

No estádio Defensores Del Chaco foi disputada a primeira destas partidas. O Brasil vinha de uma boa, porém frustrante Copa do Mundo e tinha muitas mudanças com relação àquele time. Já os paraguaios haviam vencido o Brasil pela última vez em 1968. Era um tabu de mais de dez anos.

E foi quebrado! Ainda comandado por Claudio Coutinho, dos 13 brasileiros que entraram em campo, seis estiveram na Copa da Argentina um ano antes: Leão, Toninho, Amaral, Edinho, Chicão e Zé Sérgio. Falcão, Sócrates e Éder seriam titulares da copa seguinte. Já Pedrinho, Tarciso, Jair Prates e Palhinha não tiveram a oportunidade de disputar um mundial.

Já os paraguaios, que haviam disputado uma Copa do Mundo pela última vez em 1962, no Chile e só voltaria a jogar no México, em 1986, tinha como principais nomes os meio-campistas Romerito, que fez história no Fluminense, Evaristo Isasi, e o atacante Hugo Talavera. Os dois últimos fizeram história com a camisa do Olímpia, já que alguns meses antes conquistaram a primeira Copa Libertadores da América do clube.

O time da casa se impôs na partida, e no intervalo já vencia por 2 a 0. O primeiro gol foi marcado aos 16 minutos pelo atacante Eugenio Morel, pai de Claudio Marcelo Morel Rodrigues, zagueiro/lateral-esquerdo do Boca Júniors. Alguns minutos depois, aos 35, Hugo Talavera, que virou técnico de futebol, ampliou o placar.

O Brasil só conseguiu diminuir 34 minutos do segundo tempo com o gol marcado pelo corintiano Palhinha. E foi só: 2 a 1 Paraguai. Nem mesmo no segundo jogo a seleção conseguiu a reação. Isso porque no estádio do Maracanã, uma semana depois, Romerito marcou aos 23 minutos do segundo tempo dando números finais à partida. O gol valeu a vaga na final, que seria vencida, após três jogos contra o Chile.

O Paraguai sagrou-se então, bicampeão da Copa América, e o curioso é que para conquistar o primeiro título, em 1953, a equipe também venceu o Brasil. A diferença é que no primeiro título, a seleção brasileira foi derrotada na decisão da competição, e não na semi, como ocorreu em 79.

Ficha técnica: Paraguai 2 x 1 Brasil

Paraguai
Roberto Fernandez; Espínola, Cibils, F. Sosa e Torales; Torres (Julio César Romero “Romerito”), Florentin e Talavera; Isasi, Milcíades Morel (Pesoa) e Eugenio Morel
Técnico: Ranulfo Miranda

Brasil
Leão [Vasco]; Toninho [Flamengo]; Amaral I [Corinthians]; Edinho [Fluminense] e Pedrinho I [Palmeiras]; Chicão I [São Paulo], Falcão [Internacional] e Jair Prates [Internacional] (Palhinha I) [Corinthians]; Tarciso [Grêmio], Sócrates [Corinthians] e Éder [Grêmio] (Zé Sérgio) [São Paulo]
Técnico: Claudio Coutinho

Data: 24 de outubro de 1979
Competição: Copa América
Local: estádio Defensores Del Chaco, em Assunção, no Paraguai
Árbitro: Ramon Barreto
Público: 53 mil pagantes

Por Raoni David
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To win the Copa América again, Paraguay had to beat Brazil

The Paraguayan squad is one of the teams that has faced Brazil many times, most of those games Paraguay was beaten. However on the 24th October back in 1979, for the Copa América semifinal Paraguay had other plans for Brazil.

Playing the first leg at home in Assuncion, at Defensores del Chaco Stadium, Paraguay had to face a Brazilian squad that played well in the World cup in 1978 in Argentina, but couldn’t win the title, and went to the Copa América with a lot of changes. the Paraguayans last win over Brazil was in 1968.

The drought ended that day, from the 13 Brazilian players that went to the field six were in Argentina on year before: Leão, Toninho, Amaral, Edinho, Chicão and Zé Sérgio. Flacão, Sócrates and Éder would turn into first team players by the next World Cup.

The Paraguayans had played only once in a World stage before, in 1962 at Chile, and would only return to the World Cup in 1986, the team of big midfielders Romerito and Isasi, as well as forward Hugo Tavalera. Romerito made history in Brazil with Fluminense, the other two won the Copa Libertadores with Olímpia in 1979.

The home team imposed their game and had a two game advantage in the half, Eugenio Morel scored the first goal at 16 minutes and Hugo Tavalera doubled it at 35. The Seleção managed to score one goal with ten minutes to go on the second half with Palhinha. In the second leg Romerito scored a winning goal at Maracanã to seal Paraguay ticket to the final, eventually won against Chile.

Paraguay conquered their second Copa América title, in their first win in 1953 Paraguay also had to beat Brazil, in the final that time.

Paraguay 2 x 1 Brazil

Paraguay
Roberto Fernandez; Espínola, Cibils, F. Sosa and Torales; Torres (Julio César Romero “Romerito”), Florentin and Talavera; Isasi, Milcíades Morel (Pesoa) and Eugenio Morel
Coach: Ranulfo Miranda

Brazil
Leão [Vasco]; Toninho [Flamengo]; Amaral I [Corinthians]; Edinho [Fluminense] and Pedrinho I [Palmeiras]; Chicão I [São Paulo], Falcão [Internacional] and Jair Prates [Internacional] (Palhinha I) [Corinthians]; Tarciso [Grêmio], Sócrates [Corinthians] and Éder [Grêmio] (Zé Sérgio) [São Paulo]
Coach: Claudio Coutinho

Date: 24th October 1979
Competition: Copa América
Place: Defensores Del Chaco Stadium, Assuncion, Paraguay
Referee: Ramon Barreto
Attendance: 53,000

Tradução de Fabricio Presilli

Equilibrados, Brasil e Argentina empatam sem gols

Teoricamente, a Argentina tinha um time melhor que o brasileiro quando as seleções se enfrentaram em 21 de outubro de 1975, pela disputa dos Jogos Pan Americanos da Cidade do México. O empate, sem gols, porém, mostrou que havia muito mais equilíbrio que outra coisa na partida.

No entanto, só é possível apontar ligeiro favoritismo aos argentinos hoje, depois de mais de 30 anos. Isso porque, o Brasil, na época, tinha mais promessas. Claudio Adão, por exemplo, era apontado como o sucessor de Pelé. Marcelo Oliveira desfilava ótimo futebol no Atlético Mineiro e até Alberto Leguelé, então no Bahia, era apontado como promissor.

Já os argentinos ainda estavam um tanto longe de ser a potência futebolística da qual se tornaram nos anos que se seguiram. Tanto que são considerados o segundo celeiro de craques do mundo, perdendo apenas para o próprio Brasil. Diego Maradona, por exemplo, ainda tinha 14 anos.

Porém, dos 13 jogadores argentinos que estiveram em campo neste empate sem gols, dois defenderam a seleção em Copas do Mundo com certa relevância. O meio-campista Americo Gallego, foi titular no título de 1978, e na Copa seguinte só não enfrentou o Brasil. O atacante Daniel Valencia teve menos destaque, mas participou de quatro jogos em 78, e um, contra a Itália em 82.

O Brasil também tinha em seu time dois jogadores que participariam de Copas. Edinho que jogava de zagueiro e lateral-esquerdo, por exemplo, participou das edições de 78, 82 e 86, num total de nove jogos. Dois a menos que Gallego, com uma Copa a menos. O outro que ‘vingou’ foi o goleiro Carlos que esteve no grupos nas mesmas três edições que Edinho, e foi titular em 86, quando o Brasil foi eliminado nas quartas de final.

Apesar disso, quem esteve mais próximo da vitória foi o justamente o Brasil, já que o volante Alberto Leguelé desperdiçou uma cobrança de pênalti. O meio-campista que atuava no Bahia foi contratado pelo Flamengo em 78, logo após a conquista do hexacampeonato baiano. Porém no Rio de Janeiro não conseguiu obter o mesmo sucesso.

Assim como Claudio Adão, que apesar da reconhecida qualidade técnica, não chegou nem perto de ser Pelé. Ou Marcelo Oliveira, que quando jogador era só Marcelo, e ficou bem distante de ser o craque que despontava. Ou ainda o lateral-esquerdo Chico Fraga, campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior com o Internacional, ao lado de Falcão.

Ficha técnica: Brasil 0 x 0 Argentina

Brasil
Carlos [Ponte Preta]; Mauro [Guarani], Tecão [São Paulo], Edinho [Fluminense] e Chico Fraga [Internacional]; Alberto Leguelé [Bahia], Eudes [Portuguesa] (Pitta) [Corinthians] e Rosemiro [Remo]; Erivelto [Fluminense] (Marcelo) [Atlético-MG], Cláudio Adão [Flamengo] e Santos [Santa Cruz]
Técnico: Zizinho

Argentina
Suarez; Galvan, Marillak, Espinoza e Gallego; Cardenas, Salinas (Caballos) e Silva; Tello (Farias), Valência e Cebalos

Data: 21 de outubro de 1975
Competição: Jogos Pan Americanos
Local: estádio Azteca, na Cidade do México
Árbitro: R. Gonzalez

Por Raoni David
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A tie with Argentina in a close match.

Argentina had a better tem in paper when the tw powerhouses faced each other in the Pan Am Games in 1975. The goaless draw showed that the game was even closer than anyone could guess.

However you can only point to the teams good players after knowing what their carreer became over time. Brazil had a promising forward in Claudio Adão, Marcelo Oliveira was a top flight in Atlético Mineiro and even Alberto Leguelé was in a good moment in Bahia. Argentina on the other hand was far from being considered a power as it is today, their top player, Maradona, was still 14 at that time.

From the 13 players on the Argentinian field that day only two managed to be in a World Cup team as well. Midfielder America Gallego in 1978 and 1982 started several games, and Daniel Valencia, but this forward with fewer chances to show his football.

Brazil had some players that can be considered sucessful, Edinho played in three World Cups: 1978, 1982 and 1986. The keeper Carlos also went to the three World Cups, but played only in 1986 until the quarterfinal defeat to France.

Besides the lack of great players Brazil was more often closer to the goal than Argentina, they even lost a penalty kick with Leguelé, a player that failed after a move to Flamengo. Other failures were Claudio Adão and Marcelo Oliveira. Chico Fraga won the Copa São Paulo for Under 19 years old players with Falcão in Internacional, but never excelled in the adult squad.

Brazil 0 x 0 Argentina

Brazil
Carlos [Ponte Preta]; Mauro [Guarani], Tecão [São Paulo], Edinho [Fluminense] and Chico Fraga [Internacional]; Alberto Leguelé [Bahia], Eudes [Portuguesa] (Pitta) [Corinthians] and Rosemiro [Remo]; Erivelto [Fluminense] (Marcelo) [Atlético-MG], Cláudio Adão [Flamengo] and Santos [Santa Cruz]
Coach: Zizinho

Argentina
Suarez; Galvan, Marillak, Espinoza and Gallego; Cardenas, Salinas (Caballos) and Silva; Tello (Farias), Valência and Cebalos

Date: 21st October 1975
Competition: Pan American Games
Place: Azteca Stadium, México City
Referee: R. Gonzalez

Tradução de Fabricio Presilli