No longínquo 1920, Brasil sofria a maior goleada da história para o Uruguai

Imaginem a situação: ataque do Uruguai contra o Brasil, no Chile, pela Copa América e Forlan abre o placar aos 24 minutos do primeiro tempo. Lugano amplia aos 38 e Luiz Suarez aos 44 fecha o primeiro tempo em 3 a 0. Na segunda etapa, logo aos 4 minutos Forlan marca de novo, Suarez amplia ainda aos 9 e Loco Abreu fecha o histórico 6 a 0 aos 16 minutos do segundo tempo.

Os personagens não eram os mesmos, mas em 18 de setembro de 1920, o Brasil sofreu a sua maior goleada diante do Uruguai na disputa do Campeonato Sul-Americano, que mais tarde se tornaria a Copa América. Aquela edição fora disputada no Chile e se serve de consolo, foi vencida justamente pelo Uruguai.

O Brasil chegava à competição credenciado pelo título conquistado no ano anterior, em casa, mas novamente foi vítima da politicagem que e da disputa entre paulistas e cariocas, que deixou a equipe fraca para a disputa. O resultado foi apenas uma vitória magra contra o Chile e apenas o terceiro lugar na competição.

A única vitória se deu na primeira rodada e o empate entre Argentina e Uruguai colocou o Brasil na liderança com dois pontos, contra um dos rivais que empataram. Mas, o time esvaziado com relação ao ano passado – Marcos, Píndaro, Amílcar, Neco, Heitor, Arnaldo e principalmente Friedenreich -, não estavam na equipe.

Em vez desta turma, bastante democrática quanto ao estado em que jogavam, o Brasil foi representado em sua maioria, mais uma vez, por cariocas. Apenas dois jogadores do Santos e um do Brasil do Rio Grande do Sul, apareciam entre os 17 convocados.

O Flamengo, que conquistaria o título carioca daquele ano em dezembro, era a base do time com sete jogadores, seguido pelo Fluminense, vice-campeão, com três. América, terceiro colocado, Andaraí, quinto, Bangu, sexto e São Cristovão, sétimo, tinham um representante cada.

Kuntz, Telefone, Japonês, Sisson e Junqueira, foram alguns dos principais jogadores no título flamenguista – sendo Junqueira o artilheiro da equipe com 15 gols em 17 jogos na competição -, que estiveram em campo na sofrida goleada.

Assim, Romano abriu o placar aos 24 minutos do primeiro tempo. Urdinaran ampliou aos 38 e Pascual Somma aos 44 fechou o placar no primeiro tempo em 3 a 0. Na segunda etapa, logo aos 4 minutos Romano marcou de novo, Somma ampliou ainda aos 9 e José Perez fechou o histórico 6 a 0 aos 16 minutos do segundo tempo.

Ficha técnica
Brasil 0x6 Uruguai

Data: 18/09/1920
Competição: Campeonato Sul-Americano
Local: Campo do Sporting Club
Cidade: Viña del Mar, em Valparaíso, Chile
Público: 16 mil pagantes
Árbitro: Carlos Fanta (Chile)
Gols: Angel Romano 24’, Urdinaran 38’ e Pascual Somma 44’ do 1ºT; Angel Romano 4’, Pascual Somma 9’ e José Perez 16’ do 2ºT.

Brasil: Kuntz [Flamengo]; Martins [São Cristóvão] e Telefone [Flamengo]; Japonês [Flamengo],
Sisson [Flamengo] e Fortes [Fluminense]; De Maria [Andaraí], Zezé [Fluminense], Castelhano [Santos], Junqueira [Flamengo] e Alvarizza [Brasil-RS].
Técnico: Oswaldo Gomes.

Uruguai: Legnazzi [Peñarol], Urdinarán [Nacional] e Foglino [Nacional]; Ruotta [Peñarol], Alfredo Zibecchi [Nacional] e Ravera [Peñarol]; Somma [Nacional], Pérez [Peñarol], Piendibene [Peñarol], Romano [Nacional], Campolo [Peñarol].
Técnico: Ernesto Fígoli.

Por Raoni David

At this day in 1920, Brazil suffer its biggest blowout to Uruguay

Imagine the following scenario: Uruguay playing Brazil at the Copa América and scoring goal after goal, without a proper reply from the Brazilians. The final score showing 6 goals to the Uruguayans and none to the Brazilians, a result of historic proportions you might think.

The players involved might not but the same but the result really happened, in 1920, during the South American Championship played in Chile.

Brazil arrived at the final stage of the competition as the title holder. Political problems between federations of São Paulo and Rio de Janeiro caused a weak team to travel to the Championship, something that was usual at that time.

The Brazilians managed to get only one win in Chile, against the home team. A draw between Argentina and Uruguay helped Brazil and staged a derby at the semis. The Seleção was weakened from the team that won the title the year before, without big names such as Amílcar, Neco, Heitor and Friedenreich. Instead of the best cast, Brazil brought only players from Rio de Janeiro. Just two guys from Santos and one player from the south made the team. Flamengo formed the base of the Seleção, with seven players. Three of them came from Fluminense and four teams had one guy each.

Kuntz, Telefone, Japonês, Sisson and Junqueira were some of Flamengo’s players that won the local Championship later that year. Junqueira was the best scorer with 15 goals in 17 matches.

Uruguayan Romano scored the first goal and Urdinaran doubled the score at the 38th minute. Somma made three nothing just before the intermission. The Uruguayans kept the rhythm at the second half, scoring three more goals and finishing with a historic result that has no match to this day.

Brazil 0x6 Uruguay

Date: 18/09/1920
Competition: South American Championship
Place: Sporting Club Field
City: Viña del Mar, Chile
Attendance: 16,000
Referee: Carlos Fanta (Chile)
Goals: Angel Romano 24’, Urdinaran 38’, Pascual Somma 44’, Angel Romano 49’, Pascual Somma 54’ and José Perez 61’.

Brazil: Kuntz [Flamengo]; Martins [São Cristóvão] and Telefone [Flamengo]; Japonês [Flamengo], Sisson [Flamengo] and Fortes [Fluminense]; De Maria [Andaraí], Zezé [Fluminense], Castelhano [Santos], Junqueira [Flamengo] and Alvarizza [Brasil-RS].
Coach: Oswaldo Gomes.

Uruguay: Legnazzi [Peñarol], Urdinarán [Nacional] and Foglino [Nacional]; Ruotta [Peñarol], Alfredo Zibecchi [Nacional] and Ravera [Peñarol]; Somma [Nacional], Pérez [Peñarol], Piendibene [Peñarol], Romano [Nacional], Campolo [Peñarol].
Coach: Ernesto Fígoli.

Com empate, Brasil eliminava a Argentina na Copa América, mas não seria feliz

Carlos Alberto Parreira é um treinador de futebol diferente da maioria, pois embora tenha certa ligação com o Fluminense, a sua identificação maior é com a Seleção Brasileira. Sua primeira passagem como treinador aconteceu em 1983 e não durou muito. Em pouco tempo, porém, deu tempo de perder uma Copa América.

Após a traumatizante derrota e eliminação para a Itália na Copa do Mundo de 1982, a primeira competição oficial disputada pela seleção foi a Copa América de 1983 que foi disputada sem sede única, com jogos de ida e volta.

Em 14 de setembro, foi a vez de o Brasil receber a Argentina no estádio do Maracanã em situação até confortável. Ambas as seleções tinham 4 pontos no Grupo 2 e o Brasil, com melhor saldo de gols, poderia até empatar o confronto e estaria na semifinal. Foi o que aconteceu e de quebra, invicta, a Argentina foi eliminada.

Nesta quarta-feira, poucos remanescentes do time que encantou a torcida brasileira no ano anterior entraram em campo, como os laterais Leandro e Júnior, o meia Sócrates e o atacante Éder Aleixo. Roberto Dinamite, artilheiro desta Copa América com três gols, estava naquele grupo comandado por Telê Santana, mas não jogou.

A base da equipe, mais do que antes, era o Flamengo. Na zaga, Mozer atuou ao lado de Márcio Rossini, do Santos, finalista do Campeonato Brasileiro daquele ano contra o próprio time carioca. Andrade, pedido de muitos naquela seleção, entrava no meio de campo ao lado de Jorginho Putinatti, do Palmeiras.

No ataque, a principal mudança: pontas. Apesar de a equipe de Telê Santana ter encantado o mundo, Jô Soares vivia pedindo pontas na equipe e Parreira, um ano depois, atendeu escalando Renato Gaúcho e Éder Aleixo.

O resultado, porém, não foi lá essas coisas: 0 a 0 contra uma Argentina bastante modificada com relação à Copa do Mundo da Espanha. Dos 13 que entraram em campo no Rio de Janeiro, apenas o goleiro Fillol esteve na derrota para o próprio Brasil por 3 a 1, um pouco mais de um ano antes. Olarticoechea e Trossero estavam naquele grupo, mas os outros dez não.

Poucos também estariam na conquista da Copa do Mundo do México em 1986. Apenas Olarticoechea, Brown, Garré e Burruchaga ajudaram Diego Armando Maradona na conquista do bicampeonato do Mundo.

O Brasil ainda foi à final do torneio que não vencia desde 1949, mas foi derrotado pelo Uruguai e se manteve em jejum de conquistas.

Ficha técnica
Brasil 0x0 Argentina

Data: 14/09/1983
Competição: Copa América
Local: Estádio do Maracanã
Cidade: Rio de Janeiro
Árbitro: Mario Lira (Chile)

Brasil: Leão [Corinthians]; Leandro [Flamengo], Márcio Rossini [Santos], Mozer [Flamengo] e Júnior I [Flamengo]; Andrade [Flamengo], Jorginho Putinatti [Palmeiras] e Sócrates [Corinthians]; Renato Gaúcho [Grêmio], Roberto Dinamite [Vasco] e Éder [Atlético-MG].
Técnico: Carlos Alberto Parreira.

Argentina: Fillol; Brown, Garré, Russo e Olarticoechea; Marangoni, Trossero, Marcico (Ponce) e Burruchaga; Sabella (Ramos) e Gareca.
Técnico: Carlos Bilardo.

Por Raoni David

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In 1983, a rebuilding Brazil eliminated Argentina from the Copa América

Carlos Alberto Parreira has a peculiar coaching history that is more connected with the National team than any club in Brazil. His first tenure at the Brazilian bench didn’t last long back in 1983.

The 1983 Copa América was the first official tournament played for the Brazilians after the traumatic loss to Italy at the 1982 World Cup. The competition had a different setup back then, with home and away games inside the group. At September 14th that year, Brazil hosted bitter rivals Argentina in Maracanã having the advantage of a draw to advance to the semifinals.

Brazil was in a rebuild mode, with only a handful of players left from the magnificent squad that went to Spain a year before. Guys like Leandro, Júnior, Sócraes and Éder Aleixo where at the group. Roberto Dinamite went to Spain but never made to the pitch, and now he led the scoring charts.

Flamengo was the best Brazilian squad in the 80’s and made up for the most players at the National team. Mozer paired up with Santos’ Márcio Rossini at the defence and Andrade won a spot at midfield, sided with Palmeiras’ Jorginho Putinatti. The offensive cast had the biggest changes, with wingers Renato Gaúcho and Éder Aleixo starting.

Argentina had a new team as well, only keeper Fillol remained from the defeat the suffered from Brazil the year before. Some,like Olarticoechea, Brown, Garré and Burruchaga made to the 1986 World Cup, where they helped Maradona to win his biggest title.

The result of the game was na unispiring goaless draw that gave Brazil the first chance since 1949 to win the Copa América. A defeat to Uruguay in the final kept the Brazilian title drought alive at the 1980’s.

Brazil 0x0 Argentina

Date: 14/09/1983
Competition: Copa América
Place: Maracanã Stadium
City: Rio de Janeiro
Referee: Mario Lira (Chile)

Brazil: Leão [Corinthians]; Leandro [Flamengo], Márcio Rossini [Santos], Mozer [Flamengo] and Júnior I [Flamengo]; Andrade [Flamengo], Jorginho Putinatti [Palmeiras] and Sócrates [Corinthians]; Renato Gaúcho [Grêmio], Roberto Dinamite [Vasco] and Éder [Atlético-MG].
Coach: Carlos Alberto Parreira.

Argentina: Fillol; Brown, Garré, Russo and Olarticoechea; Marangoni, Trossero, Marcico (Ponce) and Burruchaga; Sabella (Ramos) and Gareca.
Coach: Carlos Bilardo.

Na Bahia, Brasil deixa escapar título da Copa América de 83

O último título de expressão do Brasil havia sido a Copa do Mundo de 70, e já se passavam 13 anos deste feito. Desde então perdemos de uma Holanda irresistível a Copa de 74, para a ditadura argentina a de 78 e para o atacante Paolo Rossi a de 82. Mas os jejum em Copas era pequeno se comparado aos 40 anos sem vencer a Copa América.

Entre o título de 70, e a decisão da Copa América de 1983, em 04 de novembro, foram disputadas apenas duas edições do torneio continental, e o Brasil ficou em terceiro em 75 e 79. A última vez que esteve em uma decisão foi em 63, quando foi derrotado pela Argentina com um time que em nada lembrava o campeão do mundo, um ano antes.

Na Fonte Nova, sem nenhum jogador de times baianos, naquela sexta-feira, o Brasil tinha a chance de mudar essa história de fracassos, que inclusive marcou essa geração de jogadores exuberantes, de um futebol vistoso, mas que pouco conquistaram. Quanto a isso, a Copa de 82 é emblemática.

Após vencer em casa por 2 a 0 uma semana antes, a seleção uruguaia comandada em campo pelo craque Enzo Francescoli, precisava apenas de um empate para garantir o título. Ao Brasil, cabia uma vitória no tempo normal e outra na prorrogação.

E por alguns instantes o time comandado por Carlos Alberto Parreira deu pinta de que faria a festa do povo baiano com a conquista. O rápido meia Jorginho Putinatti abriu o placar logo aos 23 minutos. O atleta revelado pelo Marília e que atuava pelo Palmeiras à época, marcou apenas dois gols em seus 17 jogos com a camisa da seleção. Um deles poderia entrar para a história…

Mas não entrou. Na verdade passou despercebido diante do empate uruguaio. Já na parte final do jogo, aos 30 minutos do segundo tempo o atacante Carlos Aguilera, revelado pelo River Plate de Montevidéu, mas que já atuava pelo grande Nacional, marcou o gol do título.

O Brasil ainda passaria em branco por mais uma Copa América, quando em 87 foi simplesmente humilhado pela seleção chilena na Argentina numa derrota por 4 a 0. Dois anos mais tarde, porém, o jejum findaria. Mas estes são assuntos para outros posts…

Ficha técnica: Brasil 1 x 1 Uruguai

Brasil
Leão [Corinthians]; Paulo Roberto [Grêmio], Márcio Rossini [Santos], Mozer [Flamengo] e Júnior I [Flamengo]; China [Grêmio], Jorginho II [Palmeiras], Sócrates [Corinthians] e Tita [Flamengo] (Renato Gaúcho) [Grêmio]; Roberto Dinamite [Vasco] (Careca I) [São Paulo]
Éder Aleixo [Atlético-MG]
Técnico: Carlos Alberto Parreira

Uruguai
Rodolfo Rodríguez; Diogo, Gutierrez, Acevedo e Washington González; Agresta, Barrios e Francescoli; Aguilera (Bossio), Cabrera e Acosta (Venancio Ramos)
Técnico: Omar Borras

Data: 04 de novembro de 1983
Competição: Copa América
Local: Estádio da Fonte Nova, em Salvador
Árbitro: Edson Perez

Por Raoni David
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Playing at home, Brazil lost a title in 1983

Brazil’s supporters were starting to forget the feeling of winning in 1983, with the World Cup 13 years away, and a series of defeats in the main competition, Brazilians were confident the drought in South America, that lasted 40 years, would end that year.

In the only two Copa América disputed in the 70’s, Brazilians came in third in 1975 and 1979, the last time Brazil made to the final game was in 1963, defeated by Argentina. Playing in Bahia without anyone from local teams in the Seleção, that friday really could enter the history books and change a generation filled with failures.

The Uruguayans and their main player, Enzo Francescoli, won 2 to 0 at home one week earlier, needed a tie to win the title, Brazil had to win in regular time and again in overtime to keep the title.

Under coach Parreira, the team had a good start with a goal from Jorginho Putinatti, one of his two goals with the Selação, but Uruguay tied in the second half with Carlos Aguilera, a forward that played in Naciona back home.

Brazil would have to wait until 1989 to win a Copa América, playing at home, but that is a subject for another post.

Brazil 1 x 1 Uruguay

Brazil
Leão [Corinthians]; Paulo Roberto [Grêmio], Márcio Rossini [Santos], Mozer [Flamengo] and Júnior I [Flamengo]; China [Grêmio], Jorginho II [Palmeiras], Sócrates [Corinthians] and Tita [Flamengo] (Renato Gaúcho) [Grêmio]; Roberto Dinamite [Vasco] (Careca I) [São Paulo] Éder Aleixo [Atlético-MG].
Coach: Carlos Alberto Parreira

Uruguay
Rodolfo Rodríguez; Diogo, Gutierrez, Acevedo and Washington González; Agresta, Barrios and Francescoli; Aguilera (Bossio), Cabrera and Acosta (Venancio Ramos).
Coach: Omar Borras

Date: 04th November 1983
Competition: Copa América
Place: Fonte Nova Stadium, Salvador
Referee: Edson Perez

Tradução de Fabricio Presilli

Durante longo período de invencibilidade, Brasil goleia bulgáros

A partir de maio de 1981, a Seleção Brasileira, que já tinha Telê Santana como treinador desde o início do ano anterior, fez apenas amistosos e ficou invicto, vencendo equipes como a Inglaterra, França, Alemanha Ocidental e Espanha. No último destes amistosos, em 28 de outubro, o adversário foi a Bulgária.

O time europeu nunca foi grande coisa, e não era diferente nestes anos. Pelo contrário. A fragilidade fica bem clara na campanha da Eliminatória para a Eurocopa de 1980, realizada na Itália. Em oito jogos venceu apenas dois, teve um empate e cinco derrotas. Fez seis gols e sofreu 14.

O Brasil, por sua vez, vinha de uma sequência de 13 jogos sem derrota. A última havia acontecido em janeiro do mesmo ano, por 2 a 1, para o Uruguai. O time de Telê ainda ficaria 24 jogos sem perder. Foi um jejum entre janeiro de 81 e julho de 82, quando na Copa do Mundo, o time mágico brasileiro foi derrotado pela Itália, por 3 a 2.

Contra a fraca Bulgária, no último jogo do ano, o forte Brasil, jogando no estádio Olímpico, em Porto Alegre não poderia fazer diferente, e se impôs: 3 a 0. O atacante vascaíno Roberto Dinamite e os flamenguistas Zico e Leandro, marcaram os gols brasileiros.

Na equipe, poucos remanescentes da Copa de 78, e sim, já um bom esboço do que seria o time no ano seguinte. A zaga, por exemplo, já estava formada, com Valdir Peres, Leandro, Oscar, Luizinho e Júnior. O meio de campo, já tinha quase tudo pronto. Faltava Falcão, que desde a transferência para a Roma, não vestira mais a camisa da seleção. Só voltou ao time em maio de 82, dois jogos antes da Copa.

A principal diferença, porém, era na disposição tática e no ataque do time. Telê tinha em Paulo Isidoro um meia-atacante que caia mais pelas pontas, quase como um ponta-direita. Do outro lado, Mário Sérgio era o ponta, exercendo a função de seria de Éder Aleixo na Copa, e Roberto Dinamite ocupava a área, o que Serginho Chulapa faria depois.

A grande novidade, no entanto, foi a experiência de Telê com o volante Rocha, do Botafogo, que entrou no lugar de Toninho Cerezo na segunda etapa. O jogador que depois teria boa passagem pelo Palmeiras, porém, não deve ter agradado, pois nunca mais voltou a disputar uma partida com a seleção.

Ficha técnica: Brasil 3 x 0 Bulgária

Brasil
Valdir Peres [São Paulo](Paulo Sérgio) [Botafogo]; Leandro [Flamengo], Oscar [São Paulo], Luizinho [Atlético-MG] e Júnior I [Flamengo]; Toninho Cerezo [Atlético-MG] (Rocha) [Botafogo], Sócrates [Corinthians] e Zico [Flamengo]; Paulo Isidoro [Grêmio], Roberto Dinamite [Vasco] e Mário Sérgio [São Paulo]
Técnico: Telê Santana

Bulgária
Donev; Petrov, Marinov, Iliev e Alexandrov; Mladenov, Sadkov (Kurdov) e Chavdarov (Murlev); Valchev, Pachev (Iskrenov) e Argirov (Balakov).
Técnico: Danko Roev

Data: 28 de outubro de 1981
Competição: amistoso
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre
Árbitro: Luiz Carlos Félix

Por Raoni David
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Unbeatable Brazil blowout Bulgaria

By May 1981, already with coach Telê Santana from the previous year, Brazil played several friendlies, some against powerhouses such as England, France, West Germany and Spain, and managed to stay unbeatable, Bulgaria was the adversary on October 28th.

The Europeans never had a great team, the record showed that Bulgaria wasn’t yet in the route to become a respected team of football. The Bulgarians played eigth matches for the Qualifying Tournamento to the Euro 1980, with only two wins and six goals scored.

On the other hand Brazil was in a sequency of 13 unbeatable games, last defeated in January by Uruguay, the team went on to get a total of 24 games without losing one, only at the World Cup in 1982 to the Italians.

Against the weak Bulgarian squad Brazil played the last game of the year. Performing at home in Porto Alegre Brazil hit the net three times for a convincing win. Roberto Dinamite, Zico and Leandro were the scorers.

In the Seleção a new team was being formed for the 1982 World Cup, in the back a defense with Valdir Peres, Leandro, Oscar, Luizinho and Júnior. The midfield was missing Falcão, that came back to the team just two games before the World Cup.

The main difference from that team to the one that finished third in Argentina was the on field display, Telê had an attacking midfielder, Paulo Isidoro, that loved to be a rigth winger. Mário Sérgio was the left winger, replaced by Éder Aleixo by 1982 and Roberto Dinamite was the striker from the middle, Serginho Chulapa replaced him in the World Cup.

Telê made some experiments with the defensive midfielder Rocha in that game, replacing Toninho Cerezo in the second half. However the coach probably not liked what he saw beacuse Rocha was never called off to the Seleção again.

Brazil 3 x 0 Bulgaria

Brazil
Valdir Peres [São Paulo](Paulo Sérgio) [Botafogo]; Leandro [Flamengo], Oscar [São Paulo], Luizinho [Atlético-MG] and Júnior I [Flamengo]; Toninho Cerezo [Atlético-MG] (Rocha) [Botafogo], Sócrates [Corinthians] and Zico [Flamengo]; Paulo Isidoro [Grêmio], Roberto Dinamite [Vasco] and Mário Sérgio [São Paulo]
Coach: Telê Santana

Bulgaria
Donev; Petrov, Marinov, Iliev and Alexandrov; Mladenov, Sadkov (Kurdov) and Chavdarov (Murlev); Valchev, Pachev (Iskrenov) and Argirov (Balakov).
Coach: Danko Roev

Date: 28th October 1981
Competition: Friendly
Place: Olímpico Stadium, Porto Alegre
Referee: Luiz Carlos Félix

Tradução de Fabricio Presilli

Vitória uruguaia e manutenção do jejum de títulos do Brasil

O Brasil ficou 24 anos sem vencer uma Copa do Mundo, algo expressivo para o país que era o maior campeão da competição. E o que dizer então do jejum de 40 anos sem vencer a Copa América? Pois é. Entre 1949 e 1989, foram disputadas dez edições da competição e em algumas oportunidades, a Seleção Brasileira, ficou com a segunda colocação, ao menos.

Foi exatamente o que aconteceu em 1983, quando o time comandado por Carlos Alberto Parreira enfrentou o Uruguai na decisão. Como não havia sede na disputa da competição, as equipes, assim como ocorrera nas fases anteriores, se enfrentariam em jogos de ida e volta para definir o campeão da América.

O Brasil teria a vantagem de decidir em casa, na Fonte Nova, a conquista do título. Já que o primeiro jogo foi marcado e aconteceu em solo uruguaio. Assim, em 27 de outubro, em Montevidéu, a Celeste Olímpica se impôs e conquistou a vitória por 2 a 0. O craque Enzo Francescoli marcou aos 40 minutos do primeiro tempo, e o lateral-direito Victor Diogo fechou o placar aos 35 minutos da segunda etapa.

O Brasil de Parreira tinha naquele dia uma seleção bastante ofensiva, como pedia Jô Soares durante a Copa de 82. Renato Gaúcho, ainda do Grêmio jogava na ponta-direita, Éder Aleixo do Atlético Mineiro na esquerda e o vascaíno Roberto Dinamite era o homem de área.

O meio de campo tinha a principal novidade do time: o volante China, do Grêmio. Ao seu lado estavam Renato, do São Paulo, o famoso pé murcho e Jorginho Putinatti do Palmeiras. Ainda apoiavam muito o ataque os laterais Leandro e Júnior, donos da posição em 82, e no Flamengo.

O miolo de zaga brasileiro tinha exatamente o que chamam de ideal para a posição. De um lado, o clássico e bastante técnico Mozer. Do outro, o santista Márcio Rossini, que destacava mais pela vontade e raça, as vezes até exagerados, que qualquer outra coisa. No gol, Leão, que jogava pelo Corinthians, é quem foi buscar as bolas no fundo da rede.

Pouco mais de uma semana depois, o Brasil com algumas mudanças voltava a enfrentar o Uruguai, no estádio da Fonte Nova, e o mero empate por 1 a 1 deixou o título com os rivais uruguaios, e o jejum brasileiro prosseguia.

Ficha técnica: Uruguai 2 x 0 Brasil

Uruguai
Rodolfo Rodríguez; Diogo, Acevedo, Gutierrez e Washington González; Agresta, Barrios e Francescoli; Aguilera (Bossio), Cabrera e Acosta (Venancio Ramos).
Técnico: Omar Borras.

Brasil
Leão [Corinthians]; Leandro [Flamengo], Márcio Rossini [Santos], Mozer [Flamengo] e Júnior I [Flamengo]; China [Grêmio](10 – Tita) [Flamengo], Jorginho II [Palmeiras] e Renato I [São Paulo]; Renato Gaúcho [Grêmio], Roberto Dinamite [Vasco] e Éder [Atlético-MG].
Técnico: Carlos Alberto Parreira

Data: 27 de outubro de 1983
Competição: Copa América
Local: Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai
Público: 70 mil pagantes
Árbitro: Hector Rodriguez

Por Raoni David

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Uruguayan win to keep Brazil without local titles

Brazil faced a drought of 24 years without a World Cup title, considering that the Seleção is the record title holder that’s a lot. In Copa América, the title has waited a lot longer to come, 40 years. Between 1949 and 1989, 10 times this Championship was played, and in some of them Brazil came close to being number one, finishing in the second place.

The Copa América of 1983 was one of these, the Seleção was under coach Carlos Alberto Parreira and faced Uruguays in the final match, a two game draw with the second one in Brazil. The first game was in the Uruguayan capital, Montevideo, and in 27th October in 1983 the teams faced each other.The local squad had a better team and won by 2 to 0, goals from Enzo Francescoli with 40 minutes into the game and by Victor Diogo later in the second half.

Brazil had and offensive team back then, not an usual Parreira style as we would learn over the following years. Renato Gaúcho was a right winger, with Éder Aleixo in the left and Roberto Dinamite as a striker in the box. In the midfield the biggest surprise of this team, China, keeping him company were Renato from São Paulo and Jorginho, now an assistant coach at the club he played back then, Palmeiras. The side backs, teamates at Flamengo, Júnior at the left and Leandro at the right played really well offensively, what helped the sqaud.

The center backs were really different from one another, Mozer always showed good posture wereas Márcio Rossini had the will, but not the means to be a better player. The keeper Leão played at Corinthains at that time.

A little over a week later both teams played the second leg in Salvador, the tie in 1 goal gave the Cup to the Uruguayans.

Uruguay 2 x 0 Brazil

Uruguay
Rodolfo Rodríguez; Diogo, Acevedo, Gutierrez and Washington González; Agresta, Barrios and Francescoli; Aguilera (Bossio), Cabrera and Acosta (Venancio Ramos).
Coach: Omar Borras.

Brazil
Leão [Corinthians]; Leandro [Flamengo], Márcio Rossini [Santos], Mozer [Flamengo] and Júnior I [Flamengo]; China [Grêmio] (Tita) [Flamengo], Jorginho II [Palmeiras] and Renato I [São Paulo]; Renato Gaúcho [Grêmio], Roberto Dinamite [Vasco] and Éder [Atlético-MG].
Coach: Carlos Alberto Parreira

Date: 27th October 1983
Competition: Copa América
Place: Centenário Stadium, Montevideo, Uruguay
Attendance: 70,000
Referee: Hector Rodriguez

Tradução de Fabricio Presilli

Brasil e México dividem ouro cassado pela FIFA

Onde já se viu uma decisão do torneio de futebol de Jogos Pan Americanos terminar sem ter um vencedor? No México, em 1975. Mais precisamente no dia 25 de outubro. O estádio era o lendário Azteca, onde há pouco mais de cinco anos, o Brasil conquistava o tri da Copa do Mundo.

Brasil e México se enfrentavam na decisão da medalha de ouro, mas algo estava diferente com relação à Copa do Mundo em 70. Naquela ocasião, o time brasileiro comandado por Zagallo dava show de bola com seus cinco camisas 10: Pelé, Rivellino, Tostão, Jairzinho e Gerson, além de Clodoaldo e Carlos Alberto Torres.

Desta vez, além de o Brasil não ter tanta qualidade técnica para dar show, o adversário eram os donos da casa e por isso, a torcida que se acostumou a torcer pela seleção de camisetas amarelas, passou a hostilizar, claro, em apoio ao seu país.

E empurrados pela torcida os mexicanos foram atrás do ouro contra aqueles que tanto admiravam. E saíram na frente, com Tapia. Já no final do segundo tempo, a promessa Claudio Adão, que já estava no Flamengo, empatou cobrando pênalti. Com este resultado, o jogo foi para a prorrogação.

Neste tempo extra para a definição da medalha de ouro, conta-se, que o Brasil jogava melhor e parecia mais próximo do gol, quando apagam-se as luzes. Estava o estádio Azteca completamente às escuras. O árbitro argentino Arthur Iturralde seguiu o bom senso, e esperou até 30 minutos para que a iluminação fosse restabelecida.

Como isso não aconteceu, ambas as equipes foram declaradas campeãs do torneio de futebol dos Jogos. Mais tarde, porém, a FIFA, entidade que precisa reconhecer inclusive as partidas de futebol disputadas nas olimpíadas, para que elas sejam oficiais, cassou a medalha, invalidando assim, o jogo.

A decisão da FIFA, porém, em nada mudou o quadro de medalhas, já que o México ficou com nove de ouro, contra 19 do Canadá. No entanto, vale salientar que tivesse o Brasil ganho essa decisão, e empataria com os donos da casa o número de medalha de ouro, mas não tomaria a quarta posição, já que empatou nas pratas e perdeu no bronze.

Ficha técnica: México 1 x 1 Brasil

México
Gomez, Marquez, Viveros (V. Gomez), Garcia, Carrilo – Lugarini, Caballero, Cossio – Tapia, Rangel, Sanchez

Brasil
Carlos [Ponte Preta]; Mauro [Guarani], Tecão [São Paulo], Edinho [Fluminense] e Chico Fraga [Internacional]; Batista I [Internacional] (Bianchi) [Santos]; Eudes [Portuguesa] e Rosemiro [Remo]; Luís Alberto [Fluminense] (Marcelo) [Atlético-MG], Cláudio Adão [Flamengo] e Santos [Santa Cruz]
Técnico: Zizinho

Data: 25 de outubro de 1975
Competição: Jogos Pan Americanos
Local: estádio Azteca, na cidade do México
Árbitro: Arthur Iturralde

Por Raoni David

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Brazil and Mexico split gold taken by Fifa later

When anybody ever saw a final game in a competition ending without a winner? At the Pan American Games of Mexico in 1975 that is exactly what happened.

Brazilians and Mexicans faced each other for the gold medal. Brazil returned to Mexico with a squad a lot different from the one that own their third title 5 years before in the same Stadium. In 1970 Zagallo’s team had among its stars, Pelé, Rivellino, Tostão, Gerson, Clodoald, and other great players. The 1975 team had a lot less quality and had to play against the home team, with the crowd in their favor.

With their supporters behind them Mexico scored first with Tapia, Brazil equalized late in the game with a goal from Claudio Adão, in a penalty kick conversion. The result led the game to an overtime.

History tells that Brazil was playing better in the overtime, when the lights were suddenly killed off, leaving the whole Stadium in the dark. The Argentinian referee Arthur Iturralde waited mandatory 30 minutes to the lights turn back on. However after that time the lights still out and both teams were declared winners.

A decision by Fifa later ruled that the game was not valid because it didn’t ended, that ruling didn’t have an effect in the medals board however, Mexico had other nine gold medals, against 19 conquered by Canadians for example.

Mexico 1 x 1 Brazil

Mexico
Gomez, Marquez, Viveros (V. Gomez), Garcia, Carrilo – Lugarini, Caballero, Cossio – Tapia, Rangel, Sanchez

Brazil
Carlos [Ponte Preta]; Mauro [Guarani], Tecão [São Paulo], Edinho [Fluminense] and Chico Fraga [Internacional]; Batista I [Internacional] (Bianchi) [Santos]; Eudes [Portuguesa] and Rosemiro [Remo]; Luís Alberto [Fluminense] (Marcelo) [Atlético-MG], Cláudio Adão [Flamengo] and Santos [Santa Cruz]
Coach: Zizinho

Date: 25th October 1975
Competition: Pan American Games
Place: Azteca Stadium, Mexico City
Referee: Arthur Iturralde

Tradução de Fabricio Presilli

Em amistoso isolado, Zagallo esboça olímpicos e Sávio brilha

O técnico da Seleção Brasileira era Mário Jorge Lobo Zagallo e com o status de tetracampeão conquistado a pouco mais de três meses, o ‘velho lobo’ resolveu em um amistoso isolado, testar a seleção que mais tarde disputaria os Jogos Olímpicos de 1996, em Atlanta nos Estados Unidos.

Assim, em 19 de outubro de 1994 entrava em campo um selecionado de promessas brasileiras para enfrentar o Chile, fora de casa. Com grande destaque para a apresentação de Sávio, do Flamengo que marcou três gols, o Brasil goleou por 5 a 0. No ano seguinte o rápido atacante canhoto faria parte do que ficou conhecido como melhor ataque do mundo, com Sávio, Romário e Edmundo, no mesmo time rubro-negro, mas o sucesso não foi o que esperavam. Os outros dois gols do time do Brasil foram marcados por Amoroso e Marques.

No entanto, a base daquele time era o Corinthians, especialmente no meio de campo que contava com Zé Elias, Marcelinho Paulista e Souza. O ataque ainda tinha o rápido Marques. Alguns criticaram as escolhas de Zagallo, mas também no ano seguinte, estes jogadores mostraram que tinham virtudes e foram a espinha dorsal do time corintiano que venceu o Grêmio na decisão da Copa do Brasil.

Do time brasileiro, porém, nenhum dos jogadores chegou a disputar uma Copa do Mundo, e a grande maioria teve passagem bem curta com a camisa canarinho. Exceções foram o atacante Amoroso, o goleiro Danrlei, e o próprio Sávio, que chegaram a ser convocados em outros anos, e por outros treinadores. Os dois últimos, aliás, assim como Zé Elias, Marcelinho Paulista e o lateral-esquerdo André Luiz, à época no São Paulo, foram os únicos que participaram deste jogo e estiveram no grupo que ficou com o bronze nas Olimpíadas.

Outros jogadores, porém, foram totais decepções. Em especial a dupla vascaína: o lateral-direito Bruno Carvalho e o meia-esquerda Yan. O primeiro era vigoroso e versátil. Jogava de volante, zagueiro e lateral-esquerdo. Já Yan era habilidoso. Tinha muita precisão nos passes, especialmente com a perna esquerda. Mas não vingaram. A dupla de zaga, Argel e Gélson ‘Baresi’ tiveram boas passagens por grandes times do país, mas jamais foram opções para a seleção.

O Chile, que fora humilhado em casa, tinha no meio-campista Acuña e no atacante Marcelo Salas, alguma qualidade. Tanto que não estiveram nos Jogos Olímpicos. Mais tarde, porém, formariam um bom time na disputa da Copa de 98, onde o próprio Salas, ao lado de Ivan Zamorano, eram as sensações.

Ficha técnica: Chile 0 x 5 Brasil

Chile
Corvalan (Caro); Galdavez, Gatica, Muñoz e Gonzales (Quiroga); Rojas (Guajardo), Acuña, Lizama e Valenzia; Ávila e Salas (Hormazabal)

Brasil
Danrlei [Grêmio]; Bruno Carvalho [Vasco], Argel [Internacional], Gélson [Flamengo] e André Luiz [São Paulo]; Zé Elias [Corinthians], Marcelinho Paulista [Corinthians] e Souza II [Corinthians] (Yan) [Vasco]; Amoroso [Guarani], Sávio [Flamengo] e Marques [Corinthians]
Técnico: Zagallo

Data: 19 de outubro 1994
Competição: Amistoso
Local: Estádio Regional de Concepción, no Chile
Árbitro: Carlos Robles

Por Raoni David
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Sávio shine at Chile

In 1994 the coach was Zagallo once again, and holding his fourth title after the World Cup he decided to test some players that later could play in the 1996 Olympics in a friendly in Chile later that year.

So the Seleção new faces went to the pitch on October 19th to face Chile. The most hype was about the forward Sávio first game, and he delivered with three goals. The other two goals came from Amoroso and Marques. Sávio played in Flamengo with Romário and Edmundo in 1995, what was called back then as the best attacking system in the world, that never was that sucessful in the field.

Many players from that team played for Corinthaisn in Brazil, a club well known for their developing youngsters skills, the midfielders Zé Elias, Marcelinho Paulista and Souza were in the national squad. Fast forward Marques was lined up as well. Criticism came from everywere to Zagallo, but that Corinthians squad won the Copa do Brasil in 1995.

From the players of that friendly however none managed to stay in the Seleção for a World Cup, in fact many of them struggled to be called off once again. Only Zé Elias, Marcelinho Paulista and André Luiz were in the bronze winning medal Olympic group in 1996.

Some players got lost in a promising carreer, like Bruno Carvalho and Yan, both from Vasco, and the backs Argel and Gérson ‘Baresi’, that played for some major clubs in Brazil, but never in the Seleção.
Chile could rely on Acuña and star forward Marcelo Salas. They couldn’t qualify to the Olympics, but in the 1998 World Cup Chile had a great team, with power forwads Marcelo Salas and Zamorano leading.

Chile 0 x 5 Brazil

Chile
Corvalan (Caro); Galdavez, Gatica, Muñoz and Gonzales (Quiroga); Rojas (Guajardo), Acuña, Lizama and Valenzia; Ávila and Salas (Hormazabal)

Brasil
Danrlei [Grêmio]; Bruno Carvalho [Vasco], Argel [Internacional], Gélson [Flamengo] and André Luiz [São Paulo]; Zé Elias [Corinthians], Marcelinho Paulista [Corinthians] and Souza II [Corinthians] (Yan) [Vasco]; Amoroso [Guarani], Sávio [Flamengo] and Marques [Corinthians]
Coach: Zagallo

Date: 19th October 1994
Competition: Friendly
Place: Regional Stadium of Concepción, Chile
Referee: Carlos Robles

Tradução de Fabricio Presilli

Estreia vitoriosa no Pan que teve medalha de ouro cassada

Com um time formado por jovens jogadores, que mais tarde se destacariam uns mais que outros, o Brasil disputou os Jogos Pan Americanos do México, com quem acabou dividindo a medalha de ouro da competição, já que a decisão fora interrompida. Mais tarde a FIFA cassaria essa medalha.

No entanto, em 14 de outubro de 1975, o Brasil estreou na competição diante da Costa Rica. Numa campanha em que o Brasil marcou 33 gols em oito jogos, o 3 a 1 da vitória sobre os costa-riquenhos foi pouco. Principalmente se comparado aos 6 a 0 na Bolívia, 7 a 0 em Trinidad e Tobago, ou ainda os 14 a 0 sobre a Nicarágua.

Fazia parte do elenco brasileiro comandado pela lenda Zizinho, jogadores que mais tarde se consagrariam no cenário nacional, como o goleiro Carlos, ainda na Ponte Preta, o lateral-direito Rosemiro, que atuava pelo Remo, o zagueiro-lateral-esquerdo Edinho, desde então no Fluminense, o volante Batista, que já atuava no Internacional e a eterna promessa Claudio Adão, que a essa altura já vestia a camisa flamenguista.

Outros tiveram algum sucesso, como Tiquinho, que jogou no Botafogo, mas foi ídolo de verdade da torcida do Ceará, ou Eudes, que se destacou com a camisa da Portuguesa, mas não deu tão certo no Cruzeiro. Marcelo Oliveira, atacante atleticano que neste novo século chegou a assumir o comando técnico da equipe, chegou a disputar a Copa América com a seleção principal no mesmo ano, mas também não virou tudo o que se imaginava dele. O zagueiro Tecão, dois anos depois, seria campeão brasileiro com o São Paulo

Alguns além de decepcionarem e viraram folclore, como o volante Alberto Leguelé. Quando disputou o Pan ainda estava no Bahia e seu futebol chamou a atenção do Flamengo, que começava a montagem do maior time da história do clube. Leguelé, porém, não jogou a mesma bola de antes, e acabou não fazendo parte daquele timaço.

Na partida, o Brasil contou com o rápido Tiquinho e com o habilidoso Cláudio Adão para marcar. Porém, talvez os adversários tenha achado que era pouco e resolveu ajudar, marcando gol contra com Vasques. O atacante Wanchope (seria o pai) foi quem diminuiu o placar.

Ficha técnica: Brasil 3 x 1 Costa Rica

Brasil
Carlos [Ponte Preta]; Rosemiro [Remo], Tecão [São Paulo], Edinho [Fluminense] e Carlinhos [Fluminense]; Alberto Leguelé [Bahia] e Batista [Internacional], (Eudes) [Portuguesa de Desportos]; Tiquinho [Botafogo], Marcelo Oliveira [Atlético Mineiro], Cláudio Adão [Flamengo] (Luís Alberto) [Fluminense] e Pitta [Corinthians]
Técnico: Zizinho.

Costa Rica
Rojas; Stupiñan, Aguero, Watson e Vasquez; Barrantes e Villalobos (Pinagua); Alvorado, Camacho, Wanchope e Gimenez (Solano)
Técnico: Desconhecido.

Data: 14 de outubro de 1975
Competição: Jogos Pan Americanos do México
Local: Estádio Azteca, na cidade do México
Árbitro: E. Mendonza

Por Raoni David

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A win in the first game of the Pan American Games

Brazil sent to Mexico a squad with young players, some of them would turn out to be regulars in the Seleção, and eventually won the gold medal at the final, a split decision with Mexico, that later got overturned by FIFA.

On the 14th of October in 1975 Brazil made his debut against Costa Rica. Considering that through the competition Brazil scored 33 goals in only eigth matches, the 3 scored in the Costa Ricans were just the start of a good campaign. After this game Brazil scored 6 goals against Bolivia, 7 in Trinidad and Tobago and amazing 14 over Nicaragua.

Coach Zizinho had with him some players that later would be stars locally, such as the keeper Carlos, the right back Rosemiro, left back Edinho and the forward Claudio Adão, already at Flamengo at that time.

Other players moved clubs later to be more sucessful, like Tiquinho that found love in Ceará after a passage in Botafogo, or Eudes that played well in Portuguesa after failing to make an impression in Cruzeiro. Marcelo Oliveira was a forward at Atlético Mineiro, some years ago he was hired to coach the same team, was at a Copa América roster in the 70’s, but never really prove to be what everybody thougth he could be. Leguelé is an example of a player with a good game in a small market, Salvador in Bahia, that shrinked after a transfer to powerhouse Flamengo, in Rio.

At that match, Brazil played with fast forward Tiquinho and skillful Claudio Adão, with a help from the oppponent that scored an own goal before Wanchope (the father of the one we know now) could score Costa Rica single goal of the game.

Brazil 3 x 1 Costa Rica

Brazil
Carlos [Ponte Preta]; Rosemiro [Remo], Tecão [São Paulo], Edinho [Fluminense] and Carlinhos [Fluminense]; Alberto Leguelé [Bahia] and Batista [Internacional], (Eudes) [Portuguesa de Desportos]; Tiquinho [Botafogo], Marcelo Oliveira [Atlético Mineiro], Cláudio Adão [Flamengo] (Luís Alberto) [Fluminense] and Pitta [Corinthians]
Coach: Zizinho.

Costa Rica
Rojas; Stupiñan, Aguero, Watson and Vasquez; Barrantes and Villalobos (Pinagua); Alvorado, Camacho, Wanchope and Gimenez (Solano)
Coach: Unknown.

Date: 14th october 1975
Competition: Pan American Games
Place: Azteca Stadium, Mexico City, México
Referee: E. Mendonza

Tradução de Fabricio Presilli

Em momento de transição, Brasil só empata com o Paraguai

Há exatos 25 anos, o Brasil visitava o Paraguai para a disputa da Copa América. Neste ano não houve país-sede, e por isso as seleções se enfrentaram por uma vaga na final da competição, contra o Uruguai, em jogos de ida e volta.

A primeira partida, em Assunção, exatamente do dia 13 de outubro terminou empatada por 1 a 1. Os donos da casa tinham como principal destaque o meia-atacante Romerito, que mais tarde se tornaria um dos grandes ídolos da história do Fluminense, inclusive na conquista do título do Campeonato Brasileiro de 1984, quando participou de 12 partidas e fez cinco gols.

E os donos da casa saíram na frente, com o atacante Morel, que marcou somente aos 25 minutos da etapa complementar. O time do Brasil, que em 1983 foi comandado por Carlos Alberto Parreira, só empatou a partida aos 43 minutos, com Éder, um dos remanescentes do time de 82.

Outros poucos dos que atuaram neste dia, estiveram no grupo da Copa anterior. Entre eles, Júnior, Renato ‘pé mucho’ e Éder Aleixo. Porém Leandro, Sócrates e Roberto Dinamite estavam em ambos os grupos, mas sequer entraram nesta partida contra o Paraguai. Zico não foi convocado, e Tita, seu companheiro de Flamengo assumiu a camisa 10. Além disso, ao contrário de Telê na Copa, ao menos neste jogo, Parreira colocou pontas no time brasileiro.

Outra curiosidade remete ao rodízio de treinadores. Depois de perder a Copa do Mundo em julho de 82, o Brasil só voltou a jogar em abril próximo e já sob o comando de Parreira. Porém, já no primeiro jogo de 84 o técnico já era Edu Antunes, o irmão do Zico. E este também não continuou em 85: Evaristo de Macedo foi quem assumiu a equipe, e ficou apenas o primeiro semestre no cargo. Em dois de junho de 1986, Telê Santana retornava ao posto que foi seu em mais uma Copa do Mundo em que saímos derrotados.

Voltando à Copa América de 83, o Brasil, em casa, voltou a empatar com o Paraguai, porém desta vez sem gols. No sorteio garantiu a vaga para final. Na decisão em dois jogos, derrota na primeira partida em Montevidéu, empate na Bahia e o vice da competição.

Ficha técnica: Paraguai 1 x 1 Brasil

Paraguai
Fernandez; Figueredo, Surian, Delgado e Torales; Florentín, Benítez (Olmedo) e Romerito; Hicks (Miño), Morel e Mendoza
Técnico: Ramon Rodriguez.

Brasil
Leão [Corinthians]; Paulo Roberto [Grêmio], Márcio Rossini [Santos], Mozer [Flamengo] e Júnior [Flamengo]; Andrade [Flamengo], Jorginho Putinatti [Palmeiras] e Tita [Flamengo] (Renato) [São Paulo]; Renato Gaúcho [Grêmio], Careca [São Paulo] e Éder Aleixo [Atlético Mineiro]
Técnico: Carlos Alberto Parreira.

Data: 13 de outubro de 1983
Competição: Copa América
Local: Estádio Defensores Del Chaco, em Assunção, no Paraguai
Árbitro: Gastón Castro
Público: 49.199 pagantes

Por Raoni David

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Tie with Paraguay

Twenty five years ago Brazil visited Paraguay to play a semifinal game of Copa América, that year the Copa didn’t had a single host as usual. So the countries met in home and away games to decide the winner that would play Uruguay in the final game.

The first match took place in Asunción, and it was a 1 to 1 tie. The home team had as a key player Romerito, that later got transferred to Fluminense in Rio de janeiro, and it is still considered one of the most important players of Fluminenese, even winning the Campeonato Brasileiro in 1984.

And the home team took the lead with a goal from Morel, atfter 70 minutes of playing. Brazil’s coach was a young Carlos Alberto Parreira, and his team tied with two minutes left in regulation time with Éder.

Éder was one of a few players that were in the World Cup one year before, Júnior, Renato and Éder Aleixo were in the starting lineup, and Leandro, Sócrates and Roberto Dinamite were backups in that game. Zico was not called of, his teamate at Flamengo, Tita, took his number 10 jersey to the field, and the biggest change in that team was the use of side forwards by coach Parreira.

Brazil had several head coaches in that span between the World Cups of 1982 and 1986. Telê Santana was the commander in 1982, and as he failed to win the Cup he was replaced by Carlos Alberto Parreira in 1983. However by the beggining of 1984 the coach was Edu Antunes, Zico’s brother. In 1985 another change in the bench, Evaristio Macedo took office, but only for one semester. By 1986 Telê was back in the bench, once again to fail in the World Cup finals.

Back to 1983, after the first draw the second game was again a tie, without goals in Brazil. At a raffle Brazil was picked to play in the final against Uruguay. The first game was a Uruguayan win in Montevideo, and after a tie in Salvador Brazil came a runner up to Uruguay that year.

Paraguay 1 x 1 Brazil

Paraguay
Fernandez; Figueredo, Surian, Delgado and Torales; Florentín, Benítez (Olmedo) and Romerito; Hicks (Miño), Morel and Mendoza
Coach: Ramon Rodriguez.

Brazil
Leão [Corinthians]; Paulo Roberto [Grêmio], Márcio Rossini [Santos], Mozer [Flamengo] and Júnior [Flamengo]; Andrade [Flamengo], Jorginho Putinatti [Palmeiras] and Tita [Flamengo] (Renato) [São Paulo]; Renato Gaúcho [Grêmio], Careca [São Paulo] and Éder Aleixo [Atlético Mineiro]
Coach: Carlos Alberto Parreira.

Date: 13th of october 1983
Competition: Copa América
Place: Defensores Del Chaco Stadium, Assuncion, Paraguay
Referee: Gastón Castro
Attendance: 49.199.

Tradução de Fabricio Presilli

Com show de paulistas, primeira goleada em freguês

O Brasil não foi o campeão do Campeonato Sul Americano de 1917, o embrião da Copa América. Mas no dia 12 de outubro daquela temporada, a seleção brasileira, que jogou curiosamente com um uniforme vermelho, faria história ao aplicar a primeira de muitas goleadas sobre um contumaz freguês: o Chile, que levou de 5 a 0.

Essa era apenas a segunda partida entre as seleções. Na primeira, em 1916, empate por 1 a 1. Brasil e Chile já não tinham mais chances de título, que ficou com o anfitrião Uruguai e se enfrentaram sem responsabilidades, portanto. Pior para o Chile…

O Brasil não estava para brincadeira, e especialmente os representantes paulistas que eram a maioria. Logo aos 15 minutos, Caetano, do Palestra Itália, abriu o placar. Sete minutos mais tarde, o corintiano Neco ampliou. Estava fácil, e aos 29 foi a vez do santista Haroldo ampliar.

Já no finalzinho da primeira etapa, outro representante corintiano, Amílcar Barbuy, de cabeça balançou a rede novamente. O massacre do primeiro tempo se confirmou no segundo, porém, menos do que poderia ter sido. Aos 15 da segunda etapa, Haroldo fechou o placar em 5 a 0.

Outra curiosidade fica por conta do banco de reservas. Não existia ainda, a figura do técnico no Brasil. A seleção era comandada por uma comissão. Nesta competição formavam o comitê brasileiro os senhores, Joaquim de Souza Ribeiro (ex-jogador), Banedicto Montenegro (médico), Mário Sérgio Cardim (jornalista) e o capitão da seleção na ocasião, Sylvio Lagreca.

A partida que pouco valia dentro da competição deu início a uma longeva freguesia chilena. Tanto que a primeira derrota brasileira da história só aconteceu em 1956, e foi um sonoro 4 a 1, também pela Copa América. No total foram 65 jogos, com 47 vitórias brasileiras, 12 empates, e apenas sete vitórias chilenas. Outras tantas goleadas aconteceram e o Brasil marcou 152 gols, e ostenta uma média de 2,33 gols por partida. O Chile fez apenas 55 gols.

Ficha técnica: Brasil 5×0 Chile

Brasil
Casemiro [Mackenzie College]; Vidal [Fluminense] e Chico Netto [Fluminense]; Dias [A.A. São Bento-SP], Lagreca [A.A. São Bento-SP] e Galo [Flamengo]; Caetano [Palestra Itália], Amílcar Barbuy [Corinthians], Haroldo [Santos], Neco [Corinthians] e Arnaldo [Santos]
Técnico: Comissão técnica.

Chile
Guerrero; Gatica e Cárdenas; Guevara, Alvarado e Garcia; Rojas, Bolado, H. Muñoz, B. Muñoz e Paredes

Data: 12 de outubro de 1917
Competição: Campeonato Sul Americano (Copa América)
Local: Estádio Parque Central, em Montevidéu, no Uruguai
Árbitro: Ricardo Villariño
Público: 12 mil pagantes

Por Raoni David

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Brazil’s first big win against a regular opponent

Brazil didn’t win the south American Championship in 1917, this competition later would the first step to develop the Copa América as we know now. But on October 12th that year Brazil wore read shirts and got their first big win against Chile.

That was their second meeting, the first one took place in 1916 and was a tie 1 to 1, both teams couldn’t win the title anymore in 1917, that eventually stayed home with the Uruguayans.

With the majority of its players coming from São Paulo Brazil scored the first goal with fifteen minutes into the game, Caetano was the scorer, Neco doubled up seven minutes later and Haroldo got the third before the clock got to 30 minutes.

At the end of the first half Amílcar headed right to the net. With an astonishing advantage in the first period the Brazilians relaxed in the second half and scored just one more goal with Haroldo.

At that time there wasn’t yet the coach as we know now in sports, the team was managed by a group of people, the Brazilian “coaches” were Joaquim de Souza Ribeiro (former player), Banedicto Montenegro (doctor), Mário Sérgio Cardim (journalist) and the team’s captain Sylvio Lagreca.

Brazilians and Chileans faced each other a total of 65 times, and Brazil managed to get 47 wins and the Chileans only 7, the 12 other games finished tied. The 152 goals scored in those 65 games make Chile one rival Brazilians really like to play, and win.

Brazil 5×0 Chile

Brazil
Casemiro [Mackenzie College]; Vidal [Fluminense] and Chico Netto [Fluminense]; Dias [A.A. São Bento], Lagreca [A.A. São Bento] and Galo [Flamengo]; Caetano [Palestra Itália], Amílcar Barbuy [Corinthians], Haroldo [Santos], Neco [Corinthians] and Arnaldo [Santos]

Chile
Guerrero; Gatica and Cárdenas; Guevara, Alvarado and Garcia; Rojas, Bolado, H. Muñoz, B. Muñoz and Paredes

Date: 12th October 1917
Competition: South American Championship (Copa América)
Place: Parque Central Stadium, Montevideo, Uruguay
Referee: Ricardo Villariño
Attendance: 12.000.

Tradução de Fabricio Presilli