Grandes jogadores brasileiros: Neto

José Ferreira Neto
Posição: Meia
Nascimento: 09/setembro/1966 – Santo Antônio da Posse /SP
14 jogos – 6 gols
Primeiro jogo: 12/09/1990 – Brasil 0×3 Espanha (Amistoso)
Último jogo: 21/07/1991 – Brasil 2×0 Chile (Copa América)

Cria das categorias de base dos times campineiros, primeiro da Ponte Preta e mais tarde do Guarani, Neto se consagrou com um dos maiores batedores de falta do país nos anos 90. Ele teve passagens discretas por São Paulo e Palmeiras antes de se tornar ídolo do Corinthians, onde conquistou seus principais títulos.

Aposta do técnico Paulo Roberto Falcão em 1990, em sua tentativa mal sucedida de revitalizar o time nacional após a fracassada campanha na Copa de 1990, Neto se tornou uma peça chave no esquema do técnico, sendo inclusive capitão da equipe em diversas oportunidades.

O gol mais marcante na passagem rápida de Neto pela Seleção, e também o primeiro, foi o do amistoso contra a seleção do Resto do Mundo. Após entrar no lugar de Pelé, ainda no primeiro tempo, Neto marcou o gol de honra do Brasil e ficou com a bola do jogo, que ele guarda até hoje.

Neto foi o principal jogador do Corinthians na conquista do Campeonato Brasileiro de 1990, o principal título do Timão até então. Habilidoso meia que conseguia finalizar muito bem as jogadas, além de ser um líder natural da equipe, fato que trouxe diversos problemas a Neto durante sua carreira.

Uma das principais polêmicas vividas pelo meia foi uma discussão com o árbitro José Aparecido de Oliveira em 1991 durante um clássico contra o Palmeiras, Neto foi expulso e deu uma cusparada no juiz. Após o lance ele foi suspenso por quatro meses do futebol e ficou marcado como “problemático” em campo.

Após a passagem vitoriosa pelo Corinthians, Neto jogou na Colômbia e em outros grandes clubes do país, sem tanto sucesso. Sofrendo com problemas de tornozelo e para controlar o peso, Neto encerrou a carreira em 1999, aos 33 anos. Ele atualmente é comentarista de futebol de canais de televisão.

Principais títulos conquistados durante a carreira
– Campeonato Brasileiro (1990)
– Campeonato Paulista (1987 e 1997)
– Medalha de Prata – Jogos Olímpicos de Seul (1988)

Por Fabricio Presilli
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Brazilian greats: Neto

José Ferreira Neto
Position: Midfielder
Born: 09/September/1966 – Santo Antônio da Posse /SP
14 games – 6 goals
First jogo: 12/09/1990 – Brazil 0×3 Spain (Friendly)
Last jogo: 21/07/1991 – Brazil 2×0 Chile (Copa América)

Forged in the youth academy of the clubs in Campinas, first in Ponte Preta and later at Guarani, Neto is known as one of the best free kicks shooters of Brazilian football. He played for São Paulo and Palmeiras before his remarkable years at Corinthians.

When Paulo Roberto Falcão took charge of the Seleção, his first order of bussines was to bring new faces to the team, Neto was one of those new to the national team, even becoming the team capitain sometimes. He also played in the following years Copa América.

The most important goal of Neto’s short time at the Seleção was the first, in the friendly of Pelé’s anniversary in 1990, he scored Brazil’s only goal of the match and won as a gift the ball of the game, which he keeps until these days.

Neto was the main player of Corinthians first Campeonato Brasileiro title, in 1990. A skillful lefty midfielder, that had the ability to score some goals as well, and got himself in lots of troubles during his carreer.

One of the most contreversial things he did was an altercation with referre José Aparecido de Oliveira in 1991. Neto was mad because the ref sent him out of a derby against Palmeiras, and he spited in the referre’s face. The result was a ban for four months.

After his winning years in Corinthians, Neto went to Colômbia and some other clubs in Brazil. With physical and weigth issues he had to retire in 1999, at the age of 33. He is now a commentator in Brazilian TV.

Main titles during his career
– Campeonato Brasileiro (1990)
– Campeonato Paulista (1987 and 1997)
– Silver Medal – Seoul Olympics (1988)

Tradução de Fabricio Presilli

Na Bahia, Brasil deixa escapar título da Copa América de 83

O último título de expressão do Brasil havia sido a Copa do Mundo de 70, e já se passavam 13 anos deste feito. Desde então perdemos de uma Holanda irresistível a Copa de 74, para a ditadura argentina a de 78 e para o atacante Paolo Rossi a de 82. Mas os jejum em Copas era pequeno se comparado aos 40 anos sem vencer a Copa América.

Entre o título de 70, e a decisão da Copa América de 1983, em 04 de novembro, foram disputadas apenas duas edições do torneio continental, e o Brasil ficou em terceiro em 75 e 79. A última vez que esteve em uma decisão foi em 63, quando foi derrotado pela Argentina com um time que em nada lembrava o campeão do mundo, um ano antes.

Na Fonte Nova, sem nenhum jogador de times baianos, naquela sexta-feira, o Brasil tinha a chance de mudar essa história de fracassos, que inclusive marcou essa geração de jogadores exuberantes, de um futebol vistoso, mas que pouco conquistaram. Quanto a isso, a Copa de 82 é emblemática.

Após vencer em casa por 2 a 0 uma semana antes, a seleção uruguaia comandada em campo pelo craque Enzo Francescoli, precisava apenas de um empate para garantir o título. Ao Brasil, cabia uma vitória no tempo normal e outra na prorrogação.

E por alguns instantes o time comandado por Carlos Alberto Parreira deu pinta de que faria a festa do povo baiano com a conquista. O rápido meia Jorginho Putinatti abriu o placar logo aos 23 minutos. O atleta revelado pelo Marília e que atuava pelo Palmeiras à época, marcou apenas dois gols em seus 17 jogos com a camisa da seleção. Um deles poderia entrar para a história…

Mas não entrou. Na verdade passou despercebido diante do empate uruguaio. Já na parte final do jogo, aos 30 minutos do segundo tempo o atacante Carlos Aguilera, revelado pelo River Plate de Montevidéu, mas que já atuava pelo grande Nacional, marcou o gol do título.

O Brasil ainda passaria em branco por mais uma Copa América, quando em 87 foi simplesmente humilhado pela seleção chilena na Argentina numa derrota por 4 a 0. Dois anos mais tarde, porém, o jejum findaria. Mas estes são assuntos para outros posts…

Ficha técnica: Brasil 1 x 1 Uruguai

Brasil
Leão [Corinthians]; Paulo Roberto [Grêmio], Márcio Rossini [Santos], Mozer [Flamengo] e Júnior I [Flamengo]; China [Grêmio], Jorginho II [Palmeiras], Sócrates [Corinthians] e Tita [Flamengo] (Renato Gaúcho) [Grêmio]; Roberto Dinamite [Vasco] (Careca I) [São Paulo]
Éder Aleixo [Atlético-MG]
Técnico: Carlos Alberto Parreira

Uruguai
Rodolfo Rodríguez; Diogo, Gutierrez, Acevedo e Washington González; Agresta, Barrios e Francescoli; Aguilera (Bossio), Cabrera e Acosta (Venancio Ramos)
Técnico: Omar Borras

Data: 04 de novembro de 1983
Competição: Copa América
Local: Estádio da Fonte Nova, em Salvador
Árbitro: Edson Perez

Por Raoni David
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Playing at home, Brazil lost a title in 1983

Brazil’s supporters were starting to forget the feeling of winning in 1983, with the World Cup 13 years away, and a series of defeats in the main competition, Brazilians were confident the drought in South America, that lasted 40 years, would end that year.

In the only two Copa América disputed in the 70’s, Brazilians came in third in 1975 and 1979, the last time Brazil made to the final game was in 1963, defeated by Argentina. Playing in Bahia without anyone from local teams in the Seleção, that friday really could enter the history books and change a generation filled with failures.

The Uruguayans and their main player, Enzo Francescoli, won 2 to 0 at home one week earlier, needed a tie to win the title, Brazil had to win in regular time and again in overtime to keep the title.

Under coach Parreira, the team had a good start with a goal from Jorginho Putinatti, one of his two goals with the Selação, but Uruguay tied in the second half with Carlos Aguilera, a forward that played in Naciona back home.

Brazil would have to wait until 1989 to win a Copa América, playing at home, but that is a subject for another post.

Brazil 1 x 1 Uruguay

Brazil
Leão [Corinthians]; Paulo Roberto [Grêmio], Márcio Rossini [Santos], Mozer [Flamengo] and Júnior I [Flamengo]; China [Grêmio], Jorginho II [Palmeiras], Sócrates [Corinthians] and Tita [Flamengo] (Renato Gaúcho) [Grêmio]; Roberto Dinamite [Vasco] (Careca I) [São Paulo] Éder Aleixo [Atlético-MG].
Coach: Carlos Alberto Parreira

Uruguay
Rodolfo Rodríguez; Diogo, Gutierrez, Acevedo and Washington González; Agresta, Barrios and Francescoli; Aguilera (Bossio), Cabrera and Acosta (Venancio Ramos).
Coach: Omar Borras

Date: 04th November 1983
Competition: Copa América
Place: Fonte Nova Stadium, Salvador
Referee: Edson Perez

Tradução de Fabricio Presilli

Durante longo período de invencibilidade, Brasil goleia bulgáros

A partir de maio de 1981, a Seleção Brasileira, que já tinha Telê Santana como treinador desde o início do ano anterior, fez apenas amistosos e ficou invicto, vencendo equipes como a Inglaterra, França, Alemanha Ocidental e Espanha. No último destes amistosos, em 28 de outubro, o adversário foi a Bulgária.

O time europeu nunca foi grande coisa, e não era diferente nestes anos. Pelo contrário. A fragilidade fica bem clara na campanha da Eliminatória para a Eurocopa de 1980, realizada na Itália. Em oito jogos venceu apenas dois, teve um empate e cinco derrotas. Fez seis gols e sofreu 14.

O Brasil, por sua vez, vinha de uma sequência de 13 jogos sem derrota. A última havia acontecido em janeiro do mesmo ano, por 2 a 1, para o Uruguai. O time de Telê ainda ficaria 24 jogos sem perder. Foi um jejum entre janeiro de 81 e julho de 82, quando na Copa do Mundo, o time mágico brasileiro foi derrotado pela Itália, por 3 a 2.

Contra a fraca Bulgária, no último jogo do ano, o forte Brasil, jogando no estádio Olímpico, em Porto Alegre não poderia fazer diferente, e se impôs: 3 a 0. O atacante vascaíno Roberto Dinamite e os flamenguistas Zico e Leandro, marcaram os gols brasileiros.

Na equipe, poucos remanescentes da Copa de 78, e sim, já um bom esboço do que seria o time no ano seguinte. A zaga, por exemplo, já estava formada, com Valdir Peres, Leandro, Oscar, Luizinho e Júnior. O meio de campo, já tinha quase tudo pronto. Faltava Falcão, que desde a transferência para a Roma, não vestira mais a camisa da seleção. Só voltou ao time em maio de 82, dois jogos antes da Copa.

A principal diferença, porém, era na disposição tática e no ataque do time. Telê tinha em Paulo Isidoro um meia-atacante que caia mais pelas pontas, quase como um ponta-direita. Do outro lado, Mário Sérgio era o ponta, exercendo a função de seria de Éder Aleixo na Copa, e Roberto Dinamite ocupava a área, o que Serginho Chulapa faria depois.

A grande novidade, no entanto, foi a experiência de Telê com o volante Rocha, do Botafogo, que entrou no lugar de Toninho Cerezo na segunda etapa. O jogador que depois teria boa passagem pelo Palmeiras, porém, não deve ter agradado, pois nunca mais voltou a disputar uma partida com a seleção.

Ficha técnica: Brasil 3 x 0 Bulgária

Brasil
Valdir Peres [São Paulo](Paulo Sérgio) [Botafogo]; Leandro [Flamengo], Oscar [São Paulo], Luizinho [Atlético-MG] e Júnior I [Flamengo]; Toninho Cerezo [Atlético-MG] (Rocha) [Botafogo], Sócrates [Corinthians] e Zico [Flamengo]; Paulo Isidoro [Grêmio], Roberto Dinamite [Vasco] e Mário Sérgio [São Paulo]
Técnico: Telê Santana

Bulgária
Donev; Petrov, Marinov, Iliev e Alexandrov; Mladenov, Sadkov (Kurdov) e Chavdarov (Murlev); Valchev, Pachev (Iskrenov) e Argirov (Balakov).
Técnico: Danko Roev

Data: 28 de outubro de 1981
Competição: amistoso
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre
Árbitro: Luiz Carlos Félix

Por Raoni David
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Unbeatable Brazil blowout Bulgaria

By May 1981, already with coach Telê Santana from the previous year, Brazil played several friendlies, some against powerhouses such as England, France, West Germany and Spain, and managed to stay unbeatable, Bulgaria was the adversary on October 28th.

The Europeans never had a great team, the record showed that Bulgaria wasn’t yet in the route to become a respected team of football. The Bulgarians played eigth matches for the Qualifying Tournamento to the Euro 1980, with only two wins and six goals scored.

On the other hand Brazil was in a sequency of 13 unbeatable games, last defeated in January by Uruguay, the team went on to get a total of 24 games without losing one, only at the World Cup in 1982 to the Italians.

Against the weak Bulgarian squad Brazil played the last game of the year. Performing at home in Porto Alegre Brazil hit the net three times for a convincing win. Roberto Dinamite, Zico and Leandro were the scorers.

In the Seleção a new team was being formed for the 1982 World Cup, in the back a defense with Valdir Peres, Leandro, Oscar, Luizinho and Júnior. The midfield was missing Falcão, that came back to the team just two games before the World Cup.

The main difference from that team to the one that finished third in Argentina was the on field display, Telê had an attacking midfielder, Paulo Isidoro, that loved to be a rigth winger. Mário Sérgio was the left winger, replaced by Éder Aleixo by 1982 and Roberto Dinamite was the striker from the middle, Serginho Chulapa replaced him in the World Cup.

Telê made some experiments with the defensive midfielder Rocha in that game, replacing Toninho Cerezo in the second half. However the coach probably not liked what he saw beacuse Rocha was never called off to the Seleção again.

Brazil 3 x 0 Bulgaria

Brazil
Valdir Peres [São Paulo](Paulo Sérgio) [Botafogo]; Leandro [Flamengo], Oscar [São Paulo], Luizinho [Atlético-MG] and Júnior I [Flamengo]; Toninho Cerezo [Atlético-MG] (Rocha) [Botafogo], Sócrates [Corinthians] and Zico [Flamengo]; Paulo Isidoro [Grêmio], Roberto Dinamite [Vasco] and Mário Sérgio [São Paulo]
Coach: Telê Santana

Bulgaria
Donev; Petrov, Marinov, Iliev and Alexandrov; Mladenov, Sadkov (Kurdov) and Chavdarov (Murlev); Valchev, Pachev (Iskrenov) and Argirov (Balakov).
Coach: Danko Roev

Date: 28th October 1981
Competition: Friendly
Place: Olímpico Stadium, Porto Alegre
Referee: Luiz Carlos Félix

Tradução de Fabricio Presilli

Vitória uruguaia e manutenção do jejum de títulos do Brasil

O Brasil ficou 24 anos sem vencer uma Copa do Mundo, algo expressivo para o país que era o maior campeão da competição. E o que dizer então do jejum de 40 anos sem vencer a Copa América? Pois é. Entre 1949 e 1989, foram disputadas dez edições da competição e em algumas oportunidades, a Seleção Brasileira, ficou com a segunda colocação, ao menos.

Foi exatamente o que aconteceu em 1983, quando o time comandado por Carlos Alberto Parreira enfrentou o Uruguai na decisão. Como não havia sede na disputa da competição, as equipes, assim como ocorrera nas fases anteriores, se enfrentariam em jogos de ida e volta para definir o campeão da América.

O Brasil teria a vantagem de decidir em casa, na Fonte Nova, a conquista do título. Já que o primeiro jogo foi marcado e aconteceu em solo uruguaio. Assim, em 27 de outubro, em Montevidéu, a Celeste Olímpica se impôs e conquistou a vitória por 2 a 0. O craque Enzo Francescoli marcou aos 40 minutos do primeiro tempo, e o lateral-direito Victor Diogo fechou o placar aos 35 minutos da segunda etapa.

O Brasil de Parreira tinha naquele dia uma seleção bastante ofensiva, como pedia Jô Soares durante a Copa de 82. Renato Gaúcho, ainda do Grêmio jogava na ponta-direita, Éder Aleixo do Atlético Mineiro na esquerda e o vascaíno Roberto Dinamite era o homem de área.

O meio de campo tinha a principal novidade do time: o volante China, do Grêmio. Ao seu lado estavam Renato, do São Paulo, o famoso pé murcho e Jorginho Putinatti do Palmeiras. Ainda apoiavam muito o ataque os laterais Leandro e Júnior, donos da posição em 82, e no Flamengo.

O miolo de zaga brasileiro tinha exatamente o que chamam de ideal para a posição. De um lado, o clássico e bastante técnico Mozer. Do outro, o santista Márcio Rossini, que destacava mais pela vontade e raça, as vezes até exagerados, que qualquer outra coisa. No gol, Leão, que jogava pelo Corinthians, é quem foi buscar as bolas no fundo da rede.

Pouco mais de uma semana depois, o Brasil com algumas mudanças voltava a enfrentar o Uruguai, no estádio da Fonte Nova, e o mero empate por 1 a 1 deixou o título com os rivais uruguaios, e o jejum brasileiro prosseguia.

Ficha técnica: Uruguai 2 x 0 Brasil

Uruguai
Rodolfo Rodríguez; Diogo, Acevedo, Gutierrez e Washington González; Agresta, Barrios e Francescoli; Aguilera (Bossio), Cabrera e Acosta (Venancio Ramos).
Técnico: Omar Borras.

Brasil
Leão [Corinthians]; Leandro [Flamengo], Márcio Rossini [Santos], Mozer [Flamengo] e Júnior I [Flamengo]; China [Grêmio](10 – Tita) [Flamengo], Jorginho II [Palmeiras] e Renato I [São Paulo]; Renato Gaúcho [Grêmio], Roberto Dinamite [Vasco] e Éder [Atlético-MG].
Técnico: Carlos Alberto Parreira

Data: 27 de outubro de 1983
Competição: Copa América
Local: Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai
Público: 70 mil pagantes
Árbitro: Hector Rodriguez

Por Raoni David

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Uruguayan win to keep Brazil without local titles

Brazil faced a drought of 24 years without a World Cup title, considering that the Seleção is the record title holder that’s a lot. In Copa América, the title has waited a lot longer to come, 40 years. Between 1949 and 1989, 10 times this Championship was played, and in some of them Brazil came close to being number one, finishing in the second place.

The Copa América of 1983 was one of these, the Seleção was under coach Carlos Alberto Parreira and faced Uruguays in the final match, a two game draw with the second one in Brazil. The first game was in the Uruguayan capital, Montevideo, and in 27th October in 1983 the teams faced each other.The local squad had a better team and won by 2 to 0, goals from Enzo Francescoli with 40 minutes into the game and by Victor Diogo later in the second half.

Brazil had and offensive team back then, not an usual Parreira style as we would learn over the following years. Renato Gaúcho was a right winger, with Éder Aleixo in the left and Roberto Dinamite as a striker in the box. In the midfield the biggest surprise of this team, China, keeping him company were Renato from São Paulo and Jorginho, now an assistant coach at the club he played back then, Palmeiras. The side backs, teamates at Flamengo, Júnior at the left and Leandro at the right played really well offensively, what helped the sqaud.

The center backs were really different from one another, Mozer always showed good posture wereas Márcio Rossini had the will, but not the means to be a better player. The keeper Leão played at Corinthains at that time.

A little over a week later both teams played the second leg in Salvador, the tie in 1 goal gave the Cup to the Uruguayans.

Uruguay 2 x 0 Brazil

Uruguay
Rodolfo Rodríguez; Diogo, Acevedo, Gutierrez and Washington González; Agresta, Barrios and Francescoli; Aguilera (Bossio), Cabrera and Acosta (Venancio Ramos).
Coach: Omar Borras.

Brazil
Leão [Corinthians]; Leandro [Flamengo], Márcio Rossini [Santos], Mozer [Flamengo] and Júnior I [Flamengo]; China [Grêmio] (Tita) [Flamengo], Jorginho II [Palmeiras] and Renato I [São Paulo]; Renato Gaúcho [Grêmio], Roberto Dinamite [Vasco] and Éder [Atlético-MG].
Coach: Carlos Alberto Parreira

Date: 27th October 1983
Competition: Copa América
Place: Centenário Stadium, Montevideo, Uruguay
Attendance: 70,000
Referee: Hector Rodriguez

Tradução de Fabricio Presilli

Grandes ídolos da Seleção Brasileira: Cafú

Marcos Evangelista de Moraes
Posição: lateral-direito
Nascimento: 07/junho/1970 – São Paulo/SP
148 jogos – 5 gols
Primeiro jogo: 12/09/1990- Espanha 3×0 Brasil (Amistoso)
Último jogo: 01/07/2006- Brasil 0x1 França (Copa do Mundo)

Dispensado por várias vezes em peneiras dos principais clubes de São Paulo, o lateral-direito Cafú jamais imaginaria, em sua infância e adolescência, que um dia se tornaria o jogador recordista em participações com a camisa da Seleção Brasileira.

Até a fatídica partida em que o selecionado brasileiro, treinado por Parreira, acabou sendo eliminado pela França na fase de quartas de final da Copa do Mundo de 2006, o camisa 2 disputou 148 jogos com a camisa canarinho, anotando um total de 5 gols.

Titular absoluto na época áurea do São Paulo Futebol Clube, que comandado por Telê Santana, conquistou todos os títulos possíveis entre os anos de 1990 e 1994 e com passagens pelo Real Zaragoza, Juventude, Palmeiras, Roma e Milan, Cafú é um grande ícone quando o assunto é o lado direito do gramado.

Atleta voluntarioso, de muita força, velocidade, técnica e disciplina, Cafú foi convocado para vestir a camisa da Seleção Brasileira pela primeira vez pelo técnico Paulo Roberto Falcão para a disputa de um amistoso contra a Espanha em 1990. No mesmo ano participou do jogo festivo, na Itália, em que Pelé comemorou seus 50 anos de vida.

Seu destino parecia estar traçado. O jogador nasceu a exatas duas semanas do tricampeonato mundial. Sempre iluminado, Marcos Evangelista de Moraes fez a sua estreia em Copas do Mundo justamente 24 anos após seu nascimento, na decisão do mundial de 1994 diante da mesma Itália, quando substituiu Jorginho, que se contundiu ainda no primeiro tempo.

O paulistano é considerado um dos maiores laterais da história do futebol mundial e em 2004 foi apontado em uma lista feita por Pelé como um dos 125 maiores jogadores de todos os tempos.

Títulos conquistados com a Seleção Brasileira
– Copa do Mundo 1994 (Estados Unidos)
– Copa América 1997 (Bolívia)
– Copa das Confederações 1997 (França)
– Copa América 1999 (Paraguai)
– Copa do Mundo 2002 (Coréia do Sul e Japão)
Participou ainda das Copas de 1998 e 2006.

Por Fábio Pereira
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Seleção idols: Cafú

Marcos Evangelista de Moraes
Position: right back
Born: 07/june/1970 – São Paulo/SP
148 games – 5 goals
First game: 12/09/1990- Spain 3×0 Brazil (Friendly)
Last game: 01/07/2006- Brazil 0x1 France (2006 World Cup)

After being dismissed by several clubs in São Paulo, the right back Cafu couldn’t dream that one day he would become the player with most games with the Brazilian national team. Before those quarterfinals match against France in 2006, Cafu played a total of 148 games, scoring 5 goals with the Seleção.

Holder of the rigth spot in the great São Paulo squad of the early 90’s, he won every single title there is for a footballer to win in South America between 1990 and 1994. He also played for Real Zaragoza in Spain, Juventude and Palmeiras back in Brazil and Roma and Milan in Italy.

A really willful player, disciplined strong back, Cafu first call to the National team was by coach Paulo Roberto Falcão, to play a friendly against Spain in 1990. That same year he took part in a game versus Italy, when Pelé celebrated his 50 birthday.

His faith seemed to really be in yellow, Cafu was born two weeks before the final match of the 1970 World Cup. Marcos Evangelista de Moraes debuted in a World Cup game in the 1994 final against Italy, after an injury of the right back Jorginho in the first half of the game.

Considered one of the best players ever in the right back, Cafu was appointed from Pelé as one the 125 best players ever around the world.

Titles with the Seleção
– 1994 World Cup (USA)
– 1997 Copa América (Bolivia)
– 1997 Confederations Cup (France)
– 1999 Copa América (Paraguay)
– 2002 World Cup (South Korea and Japan)
Played also in other two World Cups (1998 and 2006).

Tradução de Fabricio Presilli

Em 64, Brasil dava início aos fracassos em Olimpíadas.

O Brasil nunca foi uma potência olímpica e o mesmo pode ser dito com relação ao futebol nos Jogos. Tanto que conquistou apenas quatro medalhas ao longo da história, e jamais uma de ouro. Em 16 de outubro de 1964, nos Jogos Olímpicos de Tóquio a seleção brasileira que já era bicampeã mundial, amargou a eliminação na primeira fase do torneio.

Após empatar com a extinta República Árabe Unida por 1 a 1 e vencer a Coréia do Sul por 4 a 0, bastava um empate com a Checoslováquia para o time comandado por Vicente Feola avançar na competição. Mas a partida terminou 1 a 0 para os Checos, e mesmo assim o Brasil só ficou fora no saldo de gols, devido à goleada do S.A.U. sobre a Coréia do Sul: 10 a 0.

Feola que comandara a primeira seleção brasileira campeã do Mundo, em 1958, teve em suas mãos, entre os jovens jogadores, alguns que deram certo e outros que nem tanto. Do time brasileiro que entrou em campo neste dia, quem mais mereceu destaque ao longo da carreira foi Roberto Miranda. Ídolo botafoguense, onde fez 154 gols em 352 jogos, integrou ainda a seleção brasileira em 1970, tricampeã no México.

Além dele, outro que mais tarde virou ídolo de um grande time brasileiro foi Zé Roberto. Revelado pelo São Paulo, o atacante ainda teve passagem pelo Corinthians, mas foi no Coritiba, com a conquista do Torneio do Povo de 1973, que escreveu seu nome. O zagueiro Valdez ainda quase fez 100 jogos com a camisa do Fluminense

Outros eram promessas, como o santista Eliseu, apontado como sucessor de Zito na Vila Belmiro, mas acabou se transferindo para o futebol belga, onde se tornou ídolo. Ou ainda, o atacante Caravetti, que fez 16 jogos com a camisa palmeirense e só marcou um gol. Os laterais Mura (direito) e Adevaldo (esquerdo) até que deram seus jeitinhos. Mura foi titular do Botafogo por algum tempo, e Adevaldo chegou a jogar no São Paulo, mas na época da construção do Morumbi.

Já o goleiro Hélio Dias de Botafogo e Atlético Mineiro, o zagueiro Zé Luiz, do Fluminense, o meio-campista Ivo Soares do Flamengo e o atacante Mattar, do Comercial de Ribeirão Preto, não conseguiram deixar grandes lembranças nos seus torcedores.

Bom, na sequência dos Jogos a algoz Checoslováquia ficou com a prata, ao perder a decisão ouro para a Hungria, por 2 a 1. O Brasil, comprovando sua fraqueza em Olimpíadas, só veio a conquistar uma medalha 20 anos mais tarde, quando ficou com a prata em Los Angeles.

Ficha técnica: Checoslováquia 1 x 0 Brasil

Checoslováquia
Anton Svajlen; Anton Urban, Vladimir Weiss, Zdenck Picman e Stefan Matlak; Karel Nepomucky, Jan Brumovsky e Jozef Vojta; Frantisek Valosek, Frantisek Knebort e Vojtech Masny

Brasil
Hélio Dias [Botafogo]; Mura [Botafogo], Zé Luiz II [Fluminense], Valdez [Fluminense] e Adevaldo [Botafogo]; Eliseu [Santos] e Ivo Soares [Flamengo]; Roberto Miranda [Botafogo], Zé Roberto [São Paulo], Mattar [Comercial-SP] e Caravetti [Palmeiras]
Técnico: Vicente Feola.

Data: 16 de outubro de 1964
Competição: Jogos Olímpicos de Tóquio
Local: Estádio Omiya, em Tóquio, no Japão
Árbitro: Asghar Techerani

Por Raoni David
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The Tokyo Olympics marked the first of a series Brazilian failures

Brazil was never considered to be an Olympic power, unfortunately the same can be said abaout the footbal matches Brazil ha splayed. The Seleção managed to win 4 medals so far in Olympic Games, never a gold one. On October 16th 1964, at the Tokyo Games the already two times World Champion faced an early elimination from the tournament.

After a tie with the United Arab Republic and a win over south Korea, Brazil could use a draw against the Czechs to advance to the next phase. But after the defeat by one goal Brazil was eliminated on goals difference, mainly because of the blowout imposed by U.A.R. over South Korea, 10 to 0.

Vicente Feola was the coach of Brazil’s first World cup title back in 1958, and in those Olympics he had some good players with him. Most notable was Roberto Miranda, a Botafogo idol that was still in the Seleção in the 1970 World Cup.

Others that had a good carrer were Zé Roberto, mainly at São Paulo, Corinthians and Coritiba and Valdez at Fluminense. Some players never fulfilled the expectations of the supporters. Like Eliseu, that played for Santos before becoming an important player in Belgium, or Caravetti, Mura and Adevaldo that had an unregular time at big clubs in Brazil.

After sen Brazil back home, Czechoslovakia went to the final match where they lost to Hungary. Brazil’s record in Olympics improved only in 1984, with a silver medal.

Czechoslovakia 1 x 0 Brazil

Czechoslovakia
Anton Svajlen; Anton Urban, Vladimir Weiss, Zdenck Picman and Stefan Matlak; Karel Nepomucky, Jan Brumovsky and Jozef Vojta; Frantisek Valosek, Frantisek Knebort and Vojtech Masny

Brazil
Hélio Dias [Botafogo]; Mura [Botafogo], Zé Luiz II [Fluminense], Valdez [Fluminense] and Adevaldo [Botafogo]; Eliseu [Santos] and Ivo Soares [Flamengo]; Roberto Miranda [Botafogo], Zé Roberto [São Paulo], Mattar [Comercial-SP] and Caravetti [Palmeiras]
Coach: Vicente Feola.

Date: 16th October 1964
Competition: Olympic Games
Place: Omiya Stadium, Tokyo, Japan
Referee: Asghar Techerani

Tradução de Fabricio Presilli

Brasil contra Nação, por Geraldo!

No dia 6 de outubro de 1976 um selecionado brasileiro recheado de craques enfrentou a equipe do Flamengo, que era o embrião daquele grande time da década de 80. Mas os craques do Brasil, e a força do time do Flamengo são quase nada, diante do motivo do jogo.

Geraldo Cleofas Dias Alves, ou simplesmente Geraldo vestia a camisa 8 do Flamengo ao lado do camisa 10, Zico. Isso ainda nas categorias de base do clube. Cresceram juntos no futebol profissional e os dribles de Geraldo completavam os de Zico e ambos fizeram grande dupla inclusive na conquista do Campeonato Carioca de 1974.

No ano seguinte, convocado por Osvaldo Brandão, jogou a Copa América pela Seleção Brasileira, onde ainda reencontraria o amigo Zico no ano seguinte, para a conquista da Copa Roca. Até que no dia 26 de agosto de 1976, Geraldo foi realizar uma cirurgia para retirada das amídalas e acometido por um choque anafilático, faleceu, vítima de uma parada cardíaca.

O amistoso disputado no estádio do Maracanã foi beneficente, para arrecadar fundos para a família do jogador, que faleceu aos 22 anos. As substituições foram ilimitadas, e até Pelé, à época, já no Cosmos, jogou e como titular, ao lado de Rivellino, Clodoaldo, Jairzinho, Marco Antônio, Piazza, Zé Maria, Carlos Alberto e Félix, companheiros do tri em 70, no México.

O time flamenguista não vivia grande fase, tanto que viu neste ano o Fluminense (base da seleção neste amistoso) ser campeão carioca sobre o Vasco. Mas já contava com boa parte dos jogadores que mais tarde fariam história no maior time da história do clube, como Andrade, Rondinelli, Júnior, Júlio César, Adílio e claro, Zico. Com gols de Paulinho e Luís Paulo, o time rubro-negro venceu.

Mas só em campo. Pois quem ganhou mesmo foi a memória do futebol brasileiro, que homenageou mais um craque que se foi cedo demais!

Ficha técnica: Brasil 0x2 Flamengo

Brasil
Félix [Fluminense] (Leão) [Palmeiras]; Carlos Alberto Torres [Fluminense] (Wladimir) [Corinthians], Marinho Peres [Internacional] (Zé Maria) [Corinthians], Piazza [Cruzeiro] (Beto Fuscão) [Grêmio] e Marco Antônio [Vasco] (Rodrigues Neto) [Fluminense]; Clodoaldo [Santos] (Givanildo) [Santa Cruz], Rivellino [Fluminense] (Ademir da Guia) [Palmeiras] e Pelé [NY Cosmos] (Dada Maravilha) [Internacional]; Jairzinho [Cruzeiro] (Gil) [Fluminense], Paulo César Caju [Fluminense] (Neca) [Corinthians] e Edu Bala [Palmeiras] (Valdomiro) [Internacional]
Técnico: Osvaldo Brandão.

Flamengo
Cantarelli; Dequinha, Jaime (Andrade), Rondinelli (Paolino) e Júnior; Merica (Zé Roberto), Tadeu (Dendê) e Zico (Júnior Brasília); Paulinho (Adílio), Luís Paulo (Júlio César) e Luizinho (Marciano)
Técnico: Cláudio Coutinho.

Data: 06 de outubro de 1976
Competição: Amistoso não oficial
Local: Estádio jornalista Mário Filho (Maracanã)
Árbitro: Armando Marques
Gols: Paulinho e Luís Paulo (FLA)

Saiba mais sobre Geraldo: http://anacaorubronegra.blogspot.com/2007/04/um-craque-chamado-geraldo.html

Por Raoni David

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Brazil vs nation, honoring Geraldo!

On the 06th of october in 1976 a national squad filled with great players faced a Flamengo squad, at that time Flamengo formed the backbone of the national team. But Brazil’s players and Flamengo’s strenght are small towards the real reason for the match.

Geraldo Cleofas Dias Alves, or simply Geraldo, worn Flamengo’s 8, playing alongside Zico. That story between them started in the youth academy of Flamengo, they grown togheter to the main squads and Geraldo’s ability alongside with Zico made a great midfield, even winning the Campeonato Carioca in 1974.

By next year, called from coach Osvaldo Brandão, he played in Copa América for the Seleção, finding again his longtime friend the following year to play the Copa Roca. But on the 26th of august Geraldo went to the hospital for a routine tonsil removal and passed away because of complications during the procedure, he was 22 years old.

The friendly match played at Maracanã was a fund raiser for Geraldo’s family, there were no limit to substitutions, even Pelé, at that time playing in the New York Cosmos, played in the first team, alongside with Rivellino, Clodoaldo, Jairzinho, Marco Antônio, Piazza, Zé Maria, Carlos Alberto and Félix, teamates from the 1970 World Cup.

The Flamongo squad was not in the best record, insomuch that rival Fluminense won the Campeonato Carioca over Vasco that year. But Flamengo already had the base that some years later would be the greatest team in the club’s history. Players like Andrade, Rondinelli, Júnior, Júlio Cesar, Adílio and, of course, Zico. With goals from Paulinho and Luís Paulo, Flamengo won.

But only on the field, because who really became proud was the history of brazilian football, with a recognition to a player that went too soon.

Brasil 0x2 Flamengo

Brasil
Félix [Fluminense] (Leão) [Palmeiras]; Carlos Alberto Torres [Fluminense] (Wladimir) [Corinthians], Marinho Peres [Internacional] (Zé Maria) [Corinthians], Piazza [Cruzeiro] (Beto Fuscão) [Grêmio] and Marco Antônio [Vasco] (Rodrigues Neto) [Fluminense]; Clodoaldo [Santos] (Givanildo) [Santa Cruz], Rivellino [Fluminense] (Ademir da Guia) [Palmeiras] and Pelé [NY Cosmos] (Dada Maravilha) [Internacional]; Jairzinho [Cruzeiro] (Gil) [Fluminense], Paulo César Caju [Fluminense] (Neca) [Corinthians] and Edu Bala [Palmeiras] (Valdomiro) [Internacional]
Coach: Osvaldo Brandão.

Flamengo
Cantarelli; Dequinha, Jaime (Andrade), Rondinelli (Paolino) and Júnior; Merica (Zé Roberto), Tadeu (Dendê) and Zico (Júnior Brasília); Paulinho (Adílio), Luís Paulo (Júlio César) and Luizinho (Marciano)
Coach: Cláudio Coutinho.

Date: 06th october 1976
Competition: Friendly
Place: Mário Filho Stadium (Maracanã)
Referee: Armando Marques
Goals: Paulinho and Luís Paulo (FLA)

More on Geraldo: http://anacaorubronegra.blogspot.com/2007/04/um-craque-chamado-geraldo.html

Tradução de Fabricio Presilli