Para fechar bem o ano de 1922, mais um título do Brasil

Sete dias antes o Brasil havia conquistado dois títulos e em 29 de outubro de 1992, tinha a possibilidade de fechar o ano com chave de ouro ao enfrentar novamente o Paraguai – derrotado no dia 22 pelo Campeonato Sul Americano. Desta vez, porém, o confronto valia a Taça Rodrigues Alves.

Se o título em si não era lá tão importante, a conquista, com a vitória por 3 a 1, porém, mostrou o quanto tinha qualidade esta geração de craques brasileiros. Sem ser considerada ainda uma potência, o time tupiniquim, que repito, vencera sete dias antes dois títulos na mesma data e com times diferentes, se deu ao luxo, de praticamente montar um terceiro time.

Isso mesmo. Para a disputa da Taça Rodrigues Alves no campo da Floresta, a comissão técnica do Brasil se utilizou apenas de seis jogadores que haviam disputado qualquer um daqueles dois jogos e vencido os dois títulos anteriormente.

Do considerado time ‘A’ que vencera o Campeonato Sul Americano, ficaram o defensor Palamone, do Botafogo e o atacante Neco, do Corinthians. Do time ‘B’, que venceu a Copa Roca ante a Argentina vinham o goleiro Mesquita, da Portuguesa, o médio-esquerdo Nesi do São Cristovão, o ponta-direita Zezé do Fluminense e o atacante Gambarotta, do Corinthians.

O zagueiro Alexy, da Atlética das Palmeiras, o médio-direito Alfredinho, do Botafogo, o centro-médio Xingô, do Pelotas, o atacante Imparatinho e o ponta-esquerda Martinelli, ambos do Palestra Itália, completavam o misto brasileiro, que formava quase que um terceiro time, para uma terceira decisão, em sete dias.

Gambarotta, heroi da conquista Copa Roca, com dois gols, voltou a marcar. Porém, o grande nome do jogo foi o palestrino Imparatinho que marcou duas vezes. Rivas, maior artilheiro paraguaio em confrontos contra o Brasil, com quatro gols, marcou um deles nessa partida.

O time paraguaio derrotado nessa partida, ao contrário do brasileiro, tinha pouquíssimas alterações com relação ao jogo de uma semana atrás, no Rio de Janeiro. Destaque para o jogador e já treinador da sua seleção, Fleitas Solich, que mais tarde, como técnico, fez história no Flamengo, que comandou em diversas oportunidades entre as décadas de 50 e 70. Dirigiu a equipe carioca em 504 partidas e teve um aproveitamento de 66,14% de pontos.

Ficha técnica: Brasil 3 x 1 Paraguai

Brasil
Mesquita [Portuguesa]; Palamone [Botafogo] e Alexy [AA Palmeiras]; Alfredinho [Botafogo], Xingô [Pelotas] e Nesi [São Cristóvão]; Zezé I [Fluminense], Neco [Corinthians], Gambarotta [Corinthians], Imparatinho [Palestra Itália] e Martinelli [Palestra Itália].
Técnico: Comissão

Paraguai
Denis; Mena e Paredes; Mirandas, Fleitas Solich e Benitez; Shaerer, Ramirez, Lopez, Rivas e Fretes.
Técnico: Manuel Fleitas Solich

Data: 29 de outubro de 1922
Competição: Taça Rodrigues Alves
Local: Campo da Floresta, em São Paulo
Árbitro: Francisco Abreu Balcó

Por Raoni David
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On the last game of 1922, another title for Brazil

Just seven days after winnign two titles, as shown on the 22nd, The Seleção had another crwon on the line as they faced again Paraguay for the Rodrigues Alves Cup.

If the Cup was not that important, Rodrigues Alves was a President of Brazil in the early years of the 1900’s, the win consolidated a generation of Brazil’s best players. Without the hype of these days, Brazil managed to win a third title in a week with a different team from the prevois two. The staff called off for this game only six players that were on the field in São Paulo or Rio one week before.

From the team that played in Rio and won the South American Championship they called off the defender Palamone and the forward Neco. From the Copa Roca team came the goalie Mesquita, left midfielder Nesi, rigth winger Zezé and striker Gambarotta.

The new faces were back Alexy, rigth midfielder Alfredinho, midfielder Xingô, striker Imparatinho and left winger Martinelli. An amazing range of seven clubs represented in that game.

Gamarotta showed again his credentials scoring first, but Imparatinho went on to score twice to seal Brazil’s win. Rivas, who happens to be the biggest Paraguayan scorer against Brazil to the date with four goals, scored one in that game.

The Paraguayan squad in the other hand, was similar to that one Brazilwon one week before. Fleitas Solich was their main player and coach. He later came to Brazil, and on the bench of Flamengo he managed 504 games.

Brazil 3 x 1 Paraguay

Brazil
Mesquita [Portuguesa]; Palamone [Botafogo] and Alexy [AA Palmeiras]; Alfredinho [Botafogo], Xingô [Pelotas] and Nesi [São Cristóvão]; Zezé I [Fluminense], Neco [Corinthians], Gambarotta [Corinthians], Imparatinho [Palestra Itália] and Martinelli [Palestra Itália].
Coach: Staff

Paraguay
Denis; Mena and Paredes; Mirandas, Fleitas Solich and Benitez; Shaerer, Ramirez, Lopez, Rivas and Fretes.
Coach: Manuel Fleitas Solich

Date: 29th October 1922
Competition: Rodrigues Alves Cup
Place: Floresta Field, São Paulo
Referee: Francisco Abreu Balcó

Tradução de Fabricio Presilli

Para ser bi, freguês Paraguai quebra tabu contra o Brasil

Segunda seleção que mais vezes enfrentou a brasileira ao longo da história, o Paraguai na maioria das vezes saiu derrotado. Porém, não foi o que aconteceu no dia 24 de outubro de 1979 em jogo que valia pela semifinal da Copa América, que não tinha país-sede, e por isso foi disputada em jogos de ida e volta.

No estádio Defensores Del Chaco foi disputada a primeira destas partidas. O Brasil vinha de uma boa, porém frustrante Copa do Mundo e tinha muitas mudanças com relação àquele time. Já os paraguaios haviam vencido o Brasil pela última vez em 1968. Era um tabu de mais de dez anos.

E foi quebrado! Ainda comandado por Claudio Coutinho, dos 13 brasileiros que entraram em campo, seis estiveram na Copa da Argentina um ano antes: Leão, Toninho, Amaral, Edinho, Chicão e Zé Sérgio. Falcão, Sócrates e Éder seriam titulares da copa seguinte. Já Pedrinho, Tarciso, Jair Prates e Palhinha não tiveram a oportunidade de disputar um mundial.

Já os paraguaios, que haviam disputado uma Copa do Mundo pela última vez em 1962, no Chile e só voltaria a jogar no México, em 1986, tinha como principais nomes os meio-campistas Romerito, que fez história no Fluminense, Evaristo Isasi, e o atacante Hugo Talavera. Os dois últimos fizeram história com a camisa do Olímpia, já que alguns meses antes conquistaram a primeira Copa Libertadores da América do clube.

O time da casa se impôs na partida, e no intervalo já vencia por 2 a 0. O primeiro gol foi marcado aos 16 minutos pelo atacante Eugenio Morel, pai de Claudio Marcelo Morel Rodrigues, zagueiro/lateral-esquerdo do Boca Júniors. Alguns minutos depois, aos 35, Hugo Talavera, que virou técnico de futebol, ampliou o placar.

O Brasil só conseguiu diminuir 34 minutos do segundo tempo com o gol marcado pelo corintiano Palhinha. E foi só: 2 a 1 Paraguai. Nem mesmo no segundo jogo a seleção conseguiu a reação. Isso porque no estádio do Maracanã, uma semana depois, Romerito marcou aos 23 minutos do segundo tempo dando números finais à partida. O gol valeu a vaga na final, que seria vencida, após três jogos contra o Chile.

O Paraguai sagrou-se então, bicampeão da Copa América, e o curioso é que para conquistar o primeiro título, em 1953, a equipe também venceu o Brasil. A diferença é que no primeiro título, a seleção brasileira foi derrotada na decisão da competição, e não na semi, como ocorreu em 79.

Ficha técnica: Paraguai 2 x 1 Brasil

Paraguai
Roberto Fernandez; Espínola, Cibils, F. Sosa e Torales; Torres (Julio César Romero “Romerito”), Florentin e Talavera; Isasi, Milcíades Morel (Pesoa) e Eugenio Morel
Técnico: Ranulfo Miranda

Brasil
Leão [Vasco]; Toninho [Flamengo]; Amaral I [Corinthians]; Edinho [Fluminense] e Pedrinho I [Palmeiras]; Chicão I [São Paulo], Falcão [Internacional] e Jair Prates [Internacional] (Palhinha I) [Corinthians]; Tarciso [Grêmio], Sócrates [Corinthians] e Éder [Grêmio] (Zé Sérgio) [São Paulo]
Técnico: Claudio Coutinho

Data: 24 de outubro de 1979
Competição: Copa América
Local: estádio Defensores Del Chaco, em Assunção, no Paraguai
Árbitro: Ramon Barreto
Público: 53 mil pagantes

Por Raoni David
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To win the Copa América again, Paraguay had to beat Brazil

The Paraguayan squad is one of the teams that has faced Brazil many times, most of those games Paraguay was beaten. However on the 24th October back in 1979, for the Copa América semifinal Paraguay had other plans for Brazil.

Playing the first leg at home in Assuncion, at Defensores del Chaco Stadium, Paraguay had to face a Brazilian squad that played well in the World cup in 1978 in Argentina, but couldn’t win the title, and went to the Copa América with a lot of changes. the Paraguayans last win over Brazil was in 1968.

The drought ended that day, from the 13 Brazilian players that went to the field six were in Argentina on year before: Leão, Toninho, Amaral, Edinho, Chicão and Zé Sérgio. Flacão, Sócrates and Éder would turn into first team players by the next World Cup.

The Paraguayans had played only once in a World stage before, in 1962 at Chile, and would only return to the World Cup in 1986, the team of big midfielders Romerito and Isasi, as well as forward Hugo Tavalera. Romerito made history in Brazil with Fluminense, the other two won the Copa Libertadores with Olímpia in 1979.

The home team imposed their game and had a two game advantage in the half, Eugenio Morel scored the first goal at 16 minutes and Hugo Tavalera doubled it at 35. The Seleção managed to score one goal with ten minutes to go on the second half with Palhinha. In the second leg Romerito scored a winning goal at Maracanã to seal Paraguay ticket to the final, eventually won against Chile.

Paraguay conquered their second Copa América title, in their first win in 1953 Paraguay also had to beat Brazil, in the final that time.

Paraguay 2 x 1 Brazil

Paraguay
Roberto Fernandez; Espínola, Cibils, F. Sosa and Torales; Torres (Julio César Romero “Romerito”), Florentin and Talavera; Isasi, Milcíades Morel (Pesoa) and Eugenio Morel
Coach: Ranulfo Miranda

Brazil
Leão [Vasco]; Toninho [Flamengo]; Amaral I [Corinthians]; Edinho [Fluminense] and Pedrinho I [Palmeiras]; Chicão I [São Paulo], Falcão [Internacional] and Jair Prates [Internacional] (Palhinha I) [Corinthians]; Tarciso [Grêmio], Sócrates [Corinthians] and Éder [Grêmio] (Zé Sérgio) [São Paulo]
Coach: Claudio Coutinho

Date: 24th October 1979
Competition: Copa América
Place: Defensores Del Chaco Stadium, Assuncion, Paraguay
Referee: Ramon Barreto
Attendance: 53,000

Tradução de Fabricio Presilli

É aniversário do Rei! Conheças suas maiores vítimas

Em 23 de outubro de 1940 nascia na cidade de Três Corações, no estado de Minas Gerais simplesmente aquele que mais tarde ficaria conhecido com o Rei do futebol: Pelé! Seus números na seleção brasileira são fantásticos: onze títulos, três deles em Copas do Mundo e uma média de 0,83 gols por jogo. Com os 95 gols que marcou em 114 jogos, é o maior artilheiro da história da Seleção Brasileira.

Uma curiosidade, porém, é com relação às principais vítimas do Rei em seus 14 anos com a camisa amarela. E ao fazer um rápido levantamento sobre isso, fica fácil entender a bronca dos argentinos. Pelé começou a sua trajetória de sucesso contra eles, marcando seu primeiro e segundo gol, em jogos diferentes. Ao todo, as redes argentinas foram balançadas em oito oportunidades.

Mesmo assim, nossos ‘hermanos’ não são as maiores vítimas do Rei, e sim o segundo país que mais vezes sofreu gols, ao lado do Chile. O dono desta façanha é o Paraguai que viu Pelé marcar dez gols em suas metas. Ainda no continente, a Venezuela tomou quatro, o Peru três, e Bolívia e Colômbia, um cada. Curiosamente Pelé jamais marcou contra o Uruguai. Contra a celeste olímpica num mesmo jogo da Copa do Mundo do México, em 1970, o Rei quase fez dois gols antológicos!

Entre os europeus, a seleção que mais buscou bolas chutadas por Pelé no fundo da rede foi a francesa. Seis vezes isso aconteceu. Porém, os suecos superam essa marca se considerados além da seleção, os clubes. Só o Malmöe levou quatro gols. Somados aos dois do A.I.K e aos três da seleção, temos nove. É ainda curioso o fato de Pelé ter marcado apenas um gol contra a Itália, justamente o que abriu caminho para a vitória da Seleção na final em 70. Bem como ante a Romênia, quando os únicos dois gols que marcou contribuíram para a vitória por 3 a 2, na mesma Copa.

Apenas quatro destes 95 gols foram sobre seleções africanas. O Egito sofreu três gols e a Argélia um. Os asiáticos, por exemplo, não tiveram a honra de ver Pelé balançar-lhes as redes. Foram 37 gols contra seleções da América e 36 em européias. Outros 13 gols foram marcados contra clubes e cinco contra combinados e seleções estaduais.

Entre os clubes que já sofreram gols de Pelé com a camisa da seleção, dois são brasileiros, e bastante tradicionais: Atlético Mineiro e Bahia tomaram um gol cada. Os espanhóis do Atlético de Madrid sofreram três gols, enquanto que os italianos da Internazionale, dois.

1º gol: Argentina: Copa Roca, 07/07/57, derrota por 2 a 1
10º gol: Suécia: Copa do Mundo (final), 29/06/58, vitória por 5 a 2
20º gol: Chile: Taça Bernardo O’Higgins, 17/09/59, vitória por 7 a 0
30º gol: Argentina: Taça do Atlântico, 12/07/1960, vitória por 5 a 1
40º gol: Argentina: Copa Roca, 16/04/1963, vitória por 5 a 2
50º gol: Bélgica: Amistoso, 02/06/65, vitória por 5 a 0
60º gol: Tchecoslováquia: Amistoso, 15/06/66, empate por 2 a 2
70º gol: Paraguai: Taça Oswaldo Cruz, 25/07/68, vitória por 4 a 0
80º gol: Venezuela: Eliminatórias para a Copa, 24/08/69, vitória por 6 a 0
90º gol: Tchecoslováquia: Copa do Mundo, 03/06/70, vitória por 4 a 1
95º gol: Áustria: Amistoso, 11/07/71, empate por 1 a 1

Por Raoni David
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It’s the King’s birthday! Get to know his most usual victims.

On a 23th of October back in 1940 Pelé was born in Três Corações, in the state of Minas Gerais. His numbers with the Brazilian national squad are absolutely amazing: eleven titles (three World Cups among them), a rate of 0,83 goals per game in yellow, a total of 95 goals in 114 matches, he still is the biggest scorer of the Seleção ever.

It’s easy to see why Argentinians hated so much to play against Brazil, Pelé scored a total of 8 goals versus Argentinian goalies. His first two goals were against ‘los hermanos’. However Pelé scored more goals in Paraguay, his favourite victim, a total of 10 goals.

Chile had eigth, Venezuela four, Peru three, Bolivia and Colombia one each. Interesting is to see that Uruguay never suffered a goal from Pelé, he missed twice in the same game in the 1970 World Cup, both shots are still in our memory.

Among the europeans, France suffered six goals and Sweden three. However if you add up Swedish clubs the total number is 9, AIK took two and Malmoe another four goals. At that time was usual for national teams to play against clubs. Pelé scored just one time against Italy, in a World Cup final, and only two in Romania, also during the 1970 World Cup.

Just four of the grand total were against african squads, Egypt had three goals and Argelia one. Asians never had the honor of havig to get the ball in the net against Pelé. Breaking down he had 37 golas against teams from America, 36 versus europeans. Another 13 goals were scored against clubs or state teams.

Atlético Mineiro and Bahia suffered a goal each and Atletico Madrid had three wereas Internazionale suffered only two goals from Pelé.

1st goal: Argentina: Copa Roca, 07/07/57, defeat 2 to 1
10th goal: Sweden: World Cup (Final), 29/06/58, win 5 to 2
20th goal: Chile: Bernardo O’Higgins Trophy, 17/09/59, win 7 to 0
30th goal: Argentina: Atlântico Trophy, 12/07/1960, win 5 to 1
40th goal: Argentina: Copa Roca, 16/04/1963, win 5 to 2
50th goal: Belgium: Friendly, 02/06/65, win 5 to 0
60th goal: Czechoslovakia: Friendly, 15/06/66, tie 2 to 2
70th goal: Paraguay: Oswaldo Cruz Trophy, 25/07/68, win 4 to 0
80th goal: Venezuela: World Cup Qualifiers, 24/08/69, win 6 to 0
90th goal: Czechoslovakia: World Cup, 03/06/70, win 4 to 1
95th goal: Austria: Friendly, 11/07/71, tie 1 to 1

Tradução de Fabricio Presilli

Brasil conquista duas taças no mesmo dia!

É famosa a história de que o expressinho do São Paulo, no começo da década de 90, sob o comando de Telê Santana jogou duas partidas por competições diferentes num mesmo dia. O que pouca gente sabe é que este fato curioso já aconteceu com a Seleção Brasileira, em 22 de outubro de 1922.

E não foram quaisquer adversários, e nem jogos sem relevância. Para decidir o Campeonato Sul Americano, que mais tarde seria chamado de Copa América, fez-se necessário um jogo desempate contra os paraguaios. No mesmo dia, haveria a disputa da Copa Roca, contra os argentinos.

A seleção que já estava na disputa da Copa América disputada no estádio das Laranjeiras no Rio de Janeiro e que pode ser considerada a principal, ou a que contava com os melhores jogadores da época, seguiu na disputa e não decepcionou ao vencer o Paraguai por 3 a 0.

A base do time era paulista, com sete jogadores contra quatro dos cariocas. Formiga do Paulistano marcou duas vezes, e Neco do Corinthians uma, decretando a vitória brasileira, e o segundo título da competição na história.

E o que fazer com a disputa da tradicional Copa Roca, contra os argentinos, marcada para acontecer em São Paulo, no estádio Parque Antártica? A confederação, à época a CBD, convocou um segundo time, em que os paulistas novamente eram maioria. Apenas dois jogadores eram cariocas. Vale lembrar que no histórico dos confrontos entre os países havíamos perdido quatro e vencido três jogos, em nove disputados.

Aliás, a última vitória brasileira havia sido há sete dias, pela Copa América, por 2 a 0. O Brasil jogou com o time que derrotou o Paraguai e foi campeão, e a Argentina era praticamente a mesma que jogaria também a Copa Roca, uma vez que já estavam em solo brasileiro.

Pois não é que o time ‘B’ do Brasil venceu. E os visitantes ainda saíram na frente. Porém, Gambarotta, mais um corintiano, marcou duas vezes e o Brasil venceu por 2 a 1.

Confira abaixo, as duas fichas-técnicas.

Campeonato Sul Americano: Brasil 3 x 0 Paraguai

Brasil
Kuntz [Flamengo];Palamone [Botafogo] e Bartô II [AA São Bento-SP]; Laís [Fluminense], Amílcar [Corinthians] e Fortes [Fluminense]; Formiga [Paulistano], Neco [Corinthians], Heitor Domingues [Palestra Itália], Tatu [Corinthians] e Rodrigues I [Corinthians]
Técnico: Comissão

Paraguai
Denis; Gonzalez e Paredes; Miranda, Fleitas Solich e Benitez; Schaere, Capdeville, Lopez, Rivas e Prates
Técnico: Manuel Fleitas Solich

Data: 22 de outubro de 1922
Competição: Campeonato Sul Americano
Local: Estádio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro
Árbitro: Servando Perez

Copa Roca: Brasil 2 x 1 Argentina

Brasil
Mesquita [Portuguesa]; Grané [Ypiranga-SP] e Clodô [Paulistano]; Abatte [Paulistano], Faragassi [Ypiranga-SP] e Nesi [São Cristóvão]; Leite de Castro [Botafogo] (Brasileiro) [Minas Gerais-SP], Zezé I [Fluminense], Gambarotta [Corinthians], Tepet [Ypiranga-SP] e Osses [Ypiranga-SP]
Técnico: Comissão

Argentina
Tesorieri; Celli e Castaldi; Chabrolin, Médici e Solari; Rivet, Chiesa, Gaslini, Francia e Cesari.

Data: 22 de outubro de 1922
Competição: Copa Roca
Local: Parque Antártica, em São Paulo
Árbitro: Antônio Carneiro de Campos

Por Raoni David
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Brazil wins two titles in the same day!

There is a famous true tale in brazilian football that remembers a day back in the early 90’s when São Paulo played twice in the same day, a game for a local tournament and another for a continental one. What many people don’t know is that the Seleção also had two games in the same day, back in 1922.

And those games were valid for titles. In the final match of the South American Championship Brazil had to face Paraguay in Rio, and for the Copa Roca a game against Argentina in São Paulo.

The Seleção was already in Rio for the South American Championship, all the games were played in the Laranjeiras Field. This team beated Paraguay 3 to 0 with a great performance from Formiga and Neco, two of the majority of players that had contracts with São Paulo clubs back then.

And what about the other match in São Paulo? The Brazilian FA (at that time called CBD), called off a “second” team, mainly from players of the São Paulo league, just two guys that played in the second game were from Rio.

After just seven days of their last meeting, a 2 to 0 Brazilian win valid for the South American Championship, Brazil won again 2 to 1, with two goals from Gambarotta.

South American Championship: Brazil 3 x 0 Paraguay

Brazil
Kuntz [Flamengo];Palamone [Botafogo] and Bartô II [AA São Bento]; Laís [Fluminense], Amílcar [Corinthians] and Fortes [Fluminense]; Formiga [Paulistano], Neco [Corinthians], Heitor Domingues [Palestra Itália], Tatu [Corinthians] and Rodrigues I [Corinthians]
Coach: Staff

Paraguay
Denis; Gonzalez and Paredes; Miranda, Fleitas Solich and Benitez; Schaere, Capdeville, Lopez, Rivas and Prates
Coach: Manuel Fleitas Solich

Date: 22nd October 1922
Competition: South American Championship
Place: Laranjeiras Field, Rio de Janeiro
Referee: Servando Perez

Copa Roca: Brazil 2 x 1 Argentina

Brasil
Mesquita [Portuguesa]; Grané [Ypiranga] and Clodô [Paulistano]; Abatte [Paulistano], Faragassi [Ypiranga] and Nesi [São Cristóvão]; Leite de Castro [Botafogo] (Brasileiro) [Minas Gerais], Zezé I [Fluminense], Gambarotta [Corinthians], Tepet [Ypiranga] and Osses [Ypiranga]
Coach: Staff

Argentina
Tesorieri; Celli and Castaldi; Chabrolin, Médici and Solari; Rivet, Chiesa, Gaslini, Francia and Cesari.

Date: 22nd October 1922
Competition: Copa Roca
Place: Parque Antártica Stadium, São Paulo
Referee: Antônio Carneiro de Campos

Tradução de Fabricio Presilli

Brasil e Paraguai: um confronto de muitos gols… Brasileiros!

Em 20 de outubro de 1983 o Brasil enfrentou o Paraguai pelo segundo jogo da semifinal da Copa América e com o empate sem gols, o time brasileiro conseguiu a vaga para a decisão somente no sorteio. O que chama atenção na partida, porém, é o fato de a rede não ter balançado. Fato raro no histórico dos confrontos.

Isso porque em 74 jogos entre as seleções a média de gols é de 3,05 por jogo e apenas em cinco oportunidades não aconteceram gols. O Brasil, é claro, leva ampla vantagem, já que fez 165 gols e tomou apenas 61. Um saldo respeitoso de 104 gols. O artilheiro? Adivinhe…

Pelé! Maior artilheiro da história do futebol mundial, Pelé é também o maior artilheiro da história dos confrontos entre os países. Foram dez gols marcados e a pulverização do recorde anterior que era de Baltazar, o ‘Cabecinha de Ouro’. Até então, o corintiano era o grande artilheiro do confronto, com cinco gols.

Na década de 60, outro santista, Coutinho, quase se igualou ao ‘cabecinha’, mas marcou apenas quatro vezes. Somente na década de 80 alguém ultrapassaria Baltazar. Zico conseguiu a façanha ao marcar sete gols. Mais tarde, na década de 90, Bebeto entrou para a história ao marcar cinco gols.

Em uma única partida, o máximo que alguém conseguiu foi marcar três gols. O primeiro a fazê-lo foi Ademir Menezes. No segundo jogo em que marcou Pelé também conseguiu o hat trick. Assim como Paulo Pernambucano, que defendeu a seleção de seu estado, quando essa representou a nacional. Muitos anos depois, Zico repetiu a façanha. O paraguaio H. Gonzáles também marcou três vezes em uma mesma partida.

Entre os paraguaios, o mesmo que marcou pela primeira vez, é quem tem mais gols contra a seleção brasileira. Rivas fez no primeiro empate da história, em 1922 e em outras três oportunidades, e, portanto, com quatro gols, é o recordista. Neste século, quatro jogadores dividem a artilharia com dois gols: os paraguaios Roque Santa Cruz e Salvador Cabañas e os brasileiros Ronaldinho Gaúcho e Robinho.

E se o Brasil leva ampla vantagem nos gols, não poderia ser diferente no número de vitórias. Desde o primeiro jogo disputado, em 1921, foram 74 partidas e o time brasileiro saiu vencedor em 46 vezes e derrotado em 11. Dezessete partidas terminaram empatadas.

Neste período o Brasil conseguiu emplacar três enormes tabus. O primeiro entre março de 1954 até o mesmo mês de 1963. Foram 18 jogos sem perder, com 14 vitórias e quatro empates. Em seguida, entre agosto de 1969 e maio de 79, foram 11 jogos sem derrotas, com oito vitórias. Por fim, o maior tabu no que se refere ao tempo: entre outubro de 1979, e junho de 1997, ou seja, 18 anos sem derrota. Foram realizados neste período 15 jogos, e o Brasil venceu dez.

Os paraguaios também tiveram seus tabus, porém bem mais curtos. O primeiro aconteceu entre maio de 1950 e abril de 1953. Com a disputa de três jogos, houve duas vitórias paraguaias e um empate. Mais recentemente, entre agosto de 2002 e julho de 2004, o Paraguai conseguiu a sequência de três jogos sem perder, com mais duas vitórias e um empate.

Por Raoni David
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When Brazil face Paraguay you can expect a lot of goals, of Brazil!

On a 20th of October back in 1983 Brazil faced Paraguay for the second leg of the Copa America semifinal, with the goaless tie Brazil got the spot in the final only in the draw. However the weird thing about this game is the lack of goals.

In 74 matches among the two teams the goal average is 3.05 per game, and only five matches finished without scoring. Brazil scored 165 goals and suffered only 61. Pelé is the top scorer in the history of the head-to-head confrontation with 10 goals. The Corinthians legend Baltazar had five against the Paraguayans. In the 60’s Coutinho scored 4 goals, only in the 80’s someone passed Baltazar’s numbers, Zico made 7 goals and Bebeto joined with 5 goals in the 90’s.

The record for most goals in a single game is three. Ademir Menezes was the first to do it, Pelé had a hat-trick in his second game, Paulo Pernambucano and Zico also got three in a game. H. Gonzáles scored three times as well.

Rivas is the top Paraguayan scorer, with four goals back in the 1920’s. Roque Santa Cruz and Salvador Cabañas in the Paraguay side as well as Ronaldinho Gaúcho and Robinho scored two times each at this decade.

Brazil has the most wins in the head-to-head confrontation with 46 victories and only 11 defeats, seventeen games finished in a tie. Between 1654 and 1963 Brazil managed to stay 18 matches without losing to the neighbors, but the biggest Paraguayan drougth was between 1979 and 1997, 18 years without a win over Brazil. The higher number of matches Paraguay got without a defeat against Brazil was three, in the 50’s and between 2002 and 2004, always with two wins and a tie.

Tradução de Fabricio Presilli

Para vencer a Copa América, vitória sobre os então algozes

Títulos ainda não eram uma rotina da Seleção Brasileira, quando em 15 de outubro de 1922 enfrentou a rival Argentina pela semifinal do Campeonato Sul Americano, o embrião, ou o começo do que seria consagrado como Copa América.

Naquela época, até os confrontos com os argentinos não eram comuns. A primeira vez que se enfrentaram foi em 1914, com uma goleada dos ‘hermanos’, por 3 a 0. Esta partida de 1922 era apenas a nona da história entre as seleções e até então a vantagem era argentina, com quatro vitórias, dois empates e duas derrotas.

Atualmente a vantagem é brasileira, com 37 vitórias e 33 derrotas. E o curioso é que o Brasil teve vantagem no número de vitórias sobre a Argentina pela primeira vez somente em 1995.

Por isso essa vitória por 2 a 0, que credenciava o time brasileiro para a disputa da decisão da competição contra o Paraguai, pode ser considerado muito importante. Ainda mais porque um ano antes, as equipes se enfrentaram em um quadrangular que decidia a competição e com a vitória sobre o Brasil, a Argentina ficou com o título. Mas desta vez não, e graças a dois corintianos. No estádio das Laranjeiras o avançado Neco inaugurou o placar ainda na primeira etapa, mas no fim, aos 42 minutos. Também no fim, mas da segunda etapa, o médio e capitão Amílcar Barbuy decretou a vitória brasileira. Uma espécie de vingança do ano anterior.

O time brasileiro que tinha como homem central do seu comitê técnico o senhor Ferreira Vianna Netto, além de Célio de Barros, que atualmente nomeia o Estádio de Atletismo no Complexo do Maracanã, ainda contava em sua fileira com ícones dos primórdios do futebol brasileiro, como o palestrino Heitor Domingues e Laís, médio do Fluminense.

A curiosidade fica por conta da grande mudança de jogadores sofrida pela seleção em cerca de um ano. Dos que foram derrotados contra a Argentina no ano anterior, apenas o goleiro flamenguista Kuntz, e o médio direito Laís seguiram na equipe. Toda essa mudança se deu mesmo com a manutenção da comissão técnica. De toda forma, as modificações surtiram efeito, tanto que diante do Paraguai, o Brasil conquistaria a sua segunda Copa América da história.

Ficha técnica: Brasil 2×0 Argentina

Brasil
Kuntz [Flamengo]; Palamone [Botafogo] e Bartô II [A. A. São Bento-SP]; Laís [Fluminense], Amílcar Barbuy [Corinthians] e Fortes [Fluminense]; Formiga [Paulistano], Neco [Corinthians], Heitor Domingues [Palestra Itália], Tatu [Corinthians] e Rodrigues I [Corinthians]
Técnico: Ferreira Vianna Netto

Argentina
Américo Tesorieri; Celli e Sarasibar; Chabrolin, Médici e Solari; Gaslini, Libonatti, Chiessa, Francia e Rivet
Técnico: Américo Tesorieri

Data: 15 de outubro de 1922
Competição: Campeonato Sul Americano
Local: Estádio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro
Árbitro: Francisco Andreu Balcó

Por Raoni David
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A win over Argentina to triumph the South American Championship

At a time when the Seleção was not used to win titles all the time, the Brazilian team faced Argentina for the semis of the South American Championship, the first steps of what we know now as Copa América.

At that time even matches against rivals Argentinians were not as common as these days. The one in 1922 was only the ninth in history, by then Argentina was on advantage at the head-to-head confrontation with four wins, two ties and two losses. Nowadays this advantage is Brazilian, with 37 wins and 33 defeats, the first time Brazil passed the Argentinian wins as only in 1995.

This 2 to 0 victory is so important not only because it was agains Argentina, after that win Brazil had to face Paraguay in a final match to decide whose would keep the trophy. Even more importance should you consider that one year before Brazil faced Argentina and lost at hoem in Rio. This time the players from Corinthians led the way, Neco scored the first goal and team captain Amílcar Barbuy doubled it to seal Brazil’s win.

A key figure in Brazil squad was Ferreira Vianna Netto, the coach of the team, and Célio de Barros, that gave his name to the track and field complex in Maracanã. Other notables were Heitor Domingues and Laís.

A major change in the squad took place over only one year, just the keeper Kuntz and the midfielder Laís were in the team in 1921. The change proved rigth because not only Brazil got a win this time over Argentina, they won the final match against the Paraguayans as well, to get their second continental trophy.

Brazil 2×0 Argentina

Brazil
Kuntz [Flamengo]; Palamone [Botafogo] and Bartô II [A. A. São Bento-SP]; Laís [Fluminense], Amílcar Barbuy [Corinthians] and Fortes [Fluminense]; Formiga [Paulistano], Neco [Corinthians], Heitor Domingues [Palestra Itália], Tatu [Corinthians] and Rodrigues I [Corinthians]
Coach: Ferreira Vianna Netto

Argentina
Américo Tesorieri; Celli and Sarasibar; Chabrolin, Médici and Solari; Gaslini, Libonatti, Chiessa, Francia and Rivet
Coach: Américo Tesorieri

Date: 15th October 1922
Competition: South American Championship
Place: Laranjeiras Stadium, Rio de Janeiro
Referee: Francisco Andreu Balcó

Tradução de Fabricio Presilli

Em momento de transição, Brasil só empata com o Paraguai

Há exatos 25 anos, o Brasil visitava o Paraguai para a disputa da Copa América. Neste ano não houve país-sede, e por isso as seleções se enfrentaram por uma vaga na final da competição, contra o Uruguai, em jogos de ida e volta.

A primeira partida, em Assunção, exatamente do dia 13 de outubro terminou empatada por 1 a 1. Os donos da casa tinham como principal destaque o meia-atacante Romerito, que mais tarde se tornaria um dos grandes ídolos da história do Fluminense, inclusive na conquista do título do Campeonato Brasileiro de 1984, quando participou de 12 partidas e fez cinco gols.

E os donos da casa saíram na frente, com o atacante Morel, que marcou somente aos 25 minutos da etapa complementar. O time do Brasil, que em 1983 foi comandado por Carlos Alberto Parreira, só empatou a partida aos 43 minutos, com Éder, um dos remanescentes do time de 82.

Outros poucos dos que atuaram neste dia, estiveram no grupo da Copa anterior. Entre eles, Júnior, Renato ‘pé mucho’ e Éder Aleixo. Porém Leandro, Sócrates e Roberto Dinamite estavam em ambos os grupos, mas sequer entraram nesta partida contra o Paraguai. Zico não foi convocado, e Tita, seu companheiro de Flamengo assumiu a camisa 10. Além disso, ao contrário de Telê na Copa, ao menos neste jogo, Parreira colocou pontas no time brasileiro.

Outra curiosidade remete ao rodízio de treinadores. Depois de perder a Copa do Mundo em julho de 82, o Brasil só voltou a jogar em abril próximo e já sob o comando de Parreira. Porém, já no primeiro jogo de 84 o técnico já era Edu Antunes, o irmão do Zico. E este também não continuou em 85: Evaristo de Macedo foi quem assumiu a equipe, e ficou apenas o primeiro semestre no cargo. Em dois de junho de 1986, Telê Santana retornava ao posto que foi seu em mais uma Copa do Mundo em que saímos derrotados.

Voltando à Copa América de 83, o Brasil, em casa, voltou a empatar com o Paraguai, porém desta vez sem gols. No sorteio garantiu a vaga para final. Na decisão em dois jogos, derrota na primeira partida em Montevidéu, empate na Bahia e o vice da competição.

Ficha técnica: Paraguai 1 x 1 Brasil

Paraguai
Fernandez; Figueredo, Surian, Delgado e Torales; Florentín, Benítez (Olmedo) e Romerito; Hicks (Miño), Morel e Mendoza
Técnico: Ramon Rodriguez.

Brasil
Leão [Corinthians]; Paulo Roberto [Grêmio], Márcio Rossini [Santos], Mozer [Flamengo] e Júnior [Flamengo]; Andrade [Flamengo], Jorginho Putinatti [Palmeiras] e Tita [Flamengo] (Renato) [São Paulo]; Renato Gaúcho [Grêmio], Careca [São Paulo] e Éder Aleixo [Atlético Mineiro]
Técnico: Carlos Alberto Parreira.

Data: 13 de outubro de 1983
Competição: Copa América
Local: Estádio Defensores Del Chaco, em Assunção, no Paraguai
Árbitro: Gastón Castro
Público: 49.199 pagantes

Por Raoni David

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Tie with Paraguay

Twenty five years ago Brazil visited Paraguay to play a semifinal game of Copa América, that year the Copa didn’t had a single host as usual. So the countries met in home and away games to decide the winner that would play Uruguay in the final game.

The first match took place in Asunción, and it was a 1 to 1 tie. The home team had as a key player Romerito, that later got transferred to Fluminense in Rio de janeiro, and it is still considered one of the most important players of Fluminenese, even winning the Campeonato Brasileiro in 1984.

And the home team took the lead with a goal from Morel, atfter 70 minutes of playing. Brazil’s coach was a young Carlos Alberto Parreira, and his team tied with two minutes left in regulation time with Éder.

Éder was one of a few players that were in the World Cup one year before, Júnior, Renato and Éder Aleixo were in the starting lineup, and Leandro, Sócrates and Roberto Dinamite were backups in that game. Zico was not called of, his teamate at Flamengo, Tita, took his number 10 jersey to the field, and the biggest change in that team was the use of side forwards by coach Parreira.

Brazil had several head coaches in that span between the World Cups of 1982 and 1986. Telê Santana was the commander in 1982, and as he failed to win the Cup he was replaced by Carlos Alberto Parreira in 1983. However by the beggining of 1984 the coach was Edu Antunes, Zico’s brother. In 1985 another change in the bench, Evaristio Macedo took office, but only for one semester. By 1986 Telê was back in the bench, once again to fail in the World Cup finals.

Back to 1983, after the first draw the second game was again a tie, without goals in Brazil. At a raffle Brazil was picked to play in the final against Uruguay. The first game was a Uruguayan win in Montevideo, and after a tie in Salvador Brazil came a runner up to Uruguay that year.

Paraguay 1 x 1 Brazil

Paraguay
Fernandez; Figueredo, Surian, Delgado and Torales; Florentín, Benítez (Olmedo) and Romerito; Hicks (Miño), Morel and Mendoza
Coach: Ramon Rodriguez.

Brazil
Leão [Corinthians]; Paulo Roberto [Grêmio], Márcio Rossini [Santos], Mozer [Flamengo] and Júnior [Flamengo]; Andrade [Flamengo], Jorginho Putinatti [Palmeiras] and Tita [Flamengo] (Renato) [São Paulo]; Renato Gaúcho [Grêmio], Careca [São Paulo] and Éder Aleixo [Atlético Mineiro]
Coach: Carlos Alberto Parreira.

Date: 13th of october 1983
Competition: Copa América
Place: Defensores Del Chaco Stadium, Assuncion, Paraguay
Referee: Gastón Castro
Attendance: 49.199.

Tradução de Fabricio Presilli