Em partida emocionante, Ronaldo salva o Brasil de vexame em casa

Era só o começo das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006, mas o Uruguai parecia querer garantir a vaga já na quarta rodada. Tanto é, que no dia 19 de novembro a Celeste Olímpica enfrentaria o Brasil em Curitiba e o treinador Juan Carrasco escalou três atacantes, com Hornos, Zalayeta e Forlan. E ainda tinha o meia-armador Liguera no meio de campo.

O Brasil de Carlos Alberto Parreira já tinha boa parte do time que iria para a Alemanha três anos depois, e entrava em campo com muito mais cautela, e também mais qualidade. O ataque era formado por Rivaldo e Ronaldo, o novato Kaká vinha de trás, apoiado ainda por Zé Roberto.

No duelo do desespero (desmedido) uruguaio e do equilíbrio tático brasileiro, os visitantes começaram melhores, marcando a saída de bola brasileira e assustando. Ao mesmo tempo, dava espaço para os contra ataques, e aí morava um grande perigo. Após a pressão inicial uruguaia, o Brasil passou a atacar mais e abriu o placar aos 20 minutos, com Kaká, de joelho.
Oito minutos mais tarde, Zé Roberto deu belo passe, e Ronaldo marcou um gol histórico: o seu 50º com a camisa da Seleção Brasileira.

Ainda no primeiro tempo, o Brasil perdeu oportunidades de golear o corajoso Uruguai que estava dominado, certo? Errado. Logo aos 11 minutos do segundo tempo Forlan diminuiu e recolocou a Celeste no jogo. O gol de empate ainda demorou para sair, mas veio aos 30, de novo com Forlan. Para piorar a situação, dois minutos mais tarde o volante Gilberto Silva desviou uma cobrança de falta contra o próprio patrimônio: 3 a 2 Uruguai.

Agora era o poder de reação do Brasil que estava em xeque, e o pior, o time de Parreira tinha poucos minutos para evitar a primeira derrota em solo brasileiro na disputa das Eliminatórias. Além disso, a última vez que o Brasil perdera uma partida oficial em casa foi em 1975, para o Peru.

Agora o desesperado Parreira lançou mão de Luis Fabiano e Juninho Pernambucano, mas quem decidiu mesmo foi Ronaldo, que aos 41 minutos recebeu e bateu cruzado, vencendo o goleiro Múnua e decretando emocionante empate por 3 a 3. No final das eliminatórias o desespero uruguaio se justificou, já que a equipe deixou de ir para mais uma Copa.

O Brasil, é claro, foi. E dos 14 jogadores que entraram em campo neste dia, apenas seis não estiveram lá: o zagueiro Roque Júnior, o lateral-esquerdo Júnior, o volante Renato, o meia Alex e os atacantes Luís Fabiano e Rivaldo.

Ficha técnica: Brasil 3 x 3 Uruguai

Brasil
Dida; Cafu, Lúcio, Roque Júnior e Júnior; Gilberto Silva, Renato (Juninho Pernambucano), Zé Roberto e Kaká (Alex); Rivaldo e Ronaldo.
Técnico: Carlos Alberto Parreira

Uruguai
Múnua; Romero (Recoba), Bizera, Lopez e Lago; Sosa, Abeijón e Liguera; Hornos, Zalayeta e Forlan.
Técnico: Juan Ramon Carrasco

Data: 19 de novembro de 2003
Local: estádio Pinheirão, em Curitiba
Competição: Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006
Árbitro: Horácio Elizondo

Por Raoni David
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Ronaldo saves Brazil in a thriller

Back in 2003 the national teams of South America were starting the race to the 2006 World Cup in Germany. Uruguay saw a chance to beat Brazil in Curitiba and the coach Juan Carrasco chose three forwards for the match, Hornos, Zalayeta and Forlan, and Liguera coming from behind.

Coach Carlos Alberto Parreira already had almost the entire team that went to Germany three years later, Rivaldo and Ronaldo were in the front, backed up by a young Kaká and Zé Roberto in the midfield.

The Uruguayans were attacking hard at the begginig of the game, leaving Brazil with dangerous counter attacks, after the initial minutes Brazil managed to get in front with a goal from Kaká. Before the end of the first half Ronaldo doubled it, scoring his 50º goal for the Seleção.

Uruguay came back in the second hald scoring rigth away with Forlan, he tied with 15 minutes to go from regulation, and Gilberto Silva scored an own goal two minutes later, giving to Urguay the lead.

A desperate Parreira flooded his team with forwards for the last minutes, but Ronaldo, always him, tied the match again and gave final numbers to the game.

Uruguay could not get a spot in the 2006 World Cup, despite of the good team they had back then. Brazil went to Germany with 14 players that were in Curitiba in 2003, missing only Roque Júnior, lefty Júnior, defensive midfielder Renato, playmaker Alex and forwards Luís Fabiano and Rivaldo.

Brazil 3 x 3 Uruguay

Brazil
Dida; Cafu, Lúcio, Roque Júnior and Júnior; Gilberto Silva, Renato (Juninho Pernambucano), Zé Roberto and Kaká (Alex); Rivaldo and Ronaldo.
Coach: Carlos Alberto Parreira

Uruguay
Múnua; Romero (Recoba), Bizera, Lopez and Lago; Sosa, Abeijón and Liguera; Hornos, Zalayeta and Forlan.
Coach: Juan Ramon Carrasco

Date: 19th November 2003
Place: Pinheirão Stadium, Curitiba
Competition: Qualifiers to the 2006 World Cup
Referee: Horácio Elizondo

Tradução de Fabricio Presilli

Em transição, Brasil perde para a Alemanha, mas time tinha futuro

Não há dúvidas de que o momento histórico alemão era muito melhor que o da Seleção Brasileira, pois apenas três anos antes havia conquistado a sua terceira Copa do Mundo, após participar de sua terceira final de mundiais seguidas. O Brasil, por sua vez, não era campeão desde 1970, e colecionava fracassos nas últimas três Copas, sendo eliminado precocemente.

Mesmo assim, porém, o equilíbrio que sempre existiu entre as seleções foi mantido. Em junho de 1993, as equipes haviam se enfrentando num belo empate por três gols. Quando se reencontraram no ano, em 17 de novembro, os alemães, jogando em casa, levaram a melhor e venceram por 2 a 1.

A grande diferença dos times, talvez, fosse a idade. O Brasil era um time completamente diferente daquele que perdeu a Copa de 90, e já um esboço para a disputa da Copa de 94 nos Estados Unidos. A Alemanha havia mudado o treinador com a entrada de Berti Vogts no lugar do campeão Franz Beckenbauer.

Dos 14 jogadores que entraram em campo contra o time de Carlos Alberto Parreira, apenas seis não estiveram no título da Copa de 90: Helmer, Effenberg, Hassler, Moller, Kirsten e Gaudino. Em contra partida, apenas cinco jogadores brasileiros participaram do fracasso na Itália: Jorginho, Mozer, Ricardo Gomes, Branco e Dunga.

As novidades da Seleção Brasileira de Parreira era as presenças de nomes de destaque no cenário nacional, especialmente do Palmeiras, como a linha de frente que tinha Zinho, Evair, Edmundo e Edílson, que entrou no segundo tempo, no lugar de Raí. A boa campanha corintiana no Brasileiro rendeu as presenças do goleiro Ronaldo e do meia-atacante Válber. Outro que jogava em solo nacional era o experiente lateral-esquerdo Branco, que estava no Grêmio.

Ao contrário do que se viu na Copa, um ano depois, porém, o Brasil era escalado de modo bastante ofensivo. À frente da linha de quatro da defesa, estava apenas um volante: Dunga. O meio de campo ainda era formado por Zinho, Raí e Paulo Sérgio, que com velocidade, participava muito do setor ofensivo. No Corinthians, era praticamente um ponta. Completavam a equipe, Edmundo e Evair.

Apesar de todo o poderio ofensivo brasileiro, os alemães levaram a melhor com gols do zagueiro Buchwald e do meia-atacante Moller. Evair marcou o gol de honra do Brasil e com a ótima campanha que fazia no Palmeiras, seguia cavando seu lugar na Copa. Mais tarde, Parreira preferiu os garotos Ronaldo e Viola, deixando Evair e de quebra, Edmundo de fora. Fato que causou muita polêmica na época.

Ao longo da carreira, Ronaldo justificou a opção, porém Viola nem tanto, embora tenha feito história no futebol nacional com as camisas do Corinthians, Santos e Vasco da Gama.

Ficha técnica: Alemanha 2 x 1 Brasil

Alemanha
Bofo Ilgner; Buchwald, Kohler, Matthaus, Helmer e Brehme; Effenberg, Hassler e Moller; Riedle (U. Kirsten) e Klinsmann (Gaudino).
Técnico: Berti Vogts

Brasil
Ronaldo [Corinthians]; Jorginho [Bayern de Munique-ALE], Márcio Santos [Bordeaux-FRA] (Mozer) [Benfica-POR], Ricardo Gomes [PSG-FRA] e Branco [Grêmio]; Dunga [VFB Stuttgart-ALE], Zinho [Palmeiras], Raí [PSG-FRA] (Edílson) [Palmeiras] e Paulo Sérgio [Bayer Leverkusen-ALE]; Edmundo [Palmeiras] e Evair [Palmeiras] (Válber II) [Corinthians]
Técnico: Carlos Alberto Parreira

Data: 17 de novembro de 1993
Local: estádio Muengersdorfer, em Colônia, Alemanha
Competição: Amistoso
Árbitro: Jan Damgaard

Por Raoni David
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A team that brougth glories later, defeated in Germany

There is no doubt that the Germans were in a better momentum than Brazil, after three World Cup finals in a row, with a title won in 1990 Germany had a great team back in the 1990’s. Brazil however dreamed with its fourth title since 1970 and had not went to the semis in any of the previous World Cups.

The tie of June in 1993 showed that there was some good years ahead for the Brazilians, but when they faced each other again in 1993, Germany won at home.

The main difference from the teams was maybe the age, Brazilians were much younger, practicaly a new team from the 1990 World Cup, wereas Germany didn’t changed that much from the winnig Beckenbauer squad to the Vogts team. Only Helmer, Effenberg, Hassler, Moller, kirsten and Gaudino were new to the Germans. Jorginho, Mozer, Ricardo Gomes, Branco and Dunga were the few remainders of the 1990 debacle.

Parreira called off several names that were having good seasons in Brazil, especialy from the great Palmeiras squad with Zinho, Evair, Edmundo and Edílson in the front. Corinthians gave the keeper Ronaldo and midfielder Váber. Branco also played in Brazil, at Grêmio at that time.

The coach had an offensive team, with only one defensive midfielder, Dunga, and five attacking midfielders, wingers and strikers, among them Raí and Paulo Sérgio. Despite of the great players in the Brazilian ofensive line, the Germans scored twice with the defender Buchwald and Moller, Evair made the Brazilian only goal and tried to keep his place to the World Cup, he eventualy got out in favor of a young Ronaldo and Viola, Parreira also kept Edmundo out of the squad, which came with hard criticism at the time. The excentric Viola played in several big clubs around Brazil, and Ronaldo, well he is the top scorer of the World Cups, enough said.

Germany 2 x 1 Brazil

Germany
Bofo Ilgner; Buchwald, Kohler, Matthaus, Helmer and Brehme; Effenberg, Hassler and Moller; Riedle (U. Kirsten) and Klinsmann (Gaudino).
Coach: Berti Vogts

Brazil
Ronaldo [Corinthians]; Jorginho [Bayern Munchen], Márcio Santos [Bordeaux] (Mozer) [Benfica], Ricardo Gomes [PSG] and Branco [Grêmio]; Dunga [VFB Stuttgart], Zinho [Palmeiras], Raí [PSG] (Edílson) [Palmeiras] and Paulo Sérgio [Bayer Leverkusen]; Edmundo [Palmeiras] and Evair [Palmeiras] (Válber II) [Corinthians]
Coach: Carlos Alberto Parreira

Date: 17th November 1993
Place: Muengersdorfer Stadium, Koln, Germany
Competition: Friendly
Referee: Jan Damgaard

Tradução de Fabricio Presilli

Grandes jogadores brasileiros: Élber

Élber Giovane de Souza
Posição: atacante
Nascimento: 23/julho/1972 – Londrina/PR
15 jogos – 7 gols
Primeiro jogo: 05/02/1998 – Brasil 1×1 Guatemala (Gold Cup)
Último jogo: 05/09/2001 – Brasil 1×2 Argentina (Eliminatórias para a Copa)

Contratado ainda jovem pelo Milan, em 1991 após boa apresentação no Campeonato Mundial de Juniores do mesmo ano, Élber foi emprestado para o time suíço Grasshopper, onde se destacou, despertando interesse de equipes alemãs, para onde foi em 1994.

Após três temporadas em Sttutgart, Élber se transferiu para o Bayern de Munique, maior clube alemão nas últimas décadas. Na Baviera o atacante ganhou seus principais títulos e se tornou ídolo da torcida local, ele ficou por lá seis temporadas, marcando quase cem gols com a camisa do Bayern.

Talvez por preconceiro, já que Élber não havia jogado profisionalmente no Brasil, e porque a Alemanha era considerado um mercado secundário de clubes para os jogadores brasileiros, Élber não despertou a atenção de técnicos da Seleção até 1998, quando Zagallo o convocou para a disputa da Gold Cup,

Élber não foi à Copa do Mundo no mesmo ano devido a uma lesão no ombro. Com grande concorrência no ataque, Ronaldo, Romário e Edmundo se revezavam na Seleção, Élber jamais se firmou novamente no time nacional. Conseguiu porém marcar três gols em um amistoso contra os equatorianos.

Em 2003 Élber buscou novos ares se transferindo para o campeão francês Lyon, sem conseguir se firmar depois de uma temporada voltou para a Alemanha e depois para o Brasil, onde encerrou a carreira no Cruzeiro em 2006.

Élber é representante e olheiro do Bayern de Munique no país, ele foi um dos responsáveis pela transferência do jovem zagueiro Breno para a Alemanha.

Principais títulos conquistados durante a carreira
– Campeonato Alemão (1999/2000, 2000/2001, 2001/2002, 2003/2004)
– Campeonato Mineiro (2006)
– Champions League (2000/2001)
– Copa da Alemanha (2000/2001 e 2003/2004)
– Mundial de Clubes (2001)
– Campeonato Francês (2003/2004)

Por Fabricio Presilli
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Brazilian greats: Élber

Élber Giovane de Souza
Position: striker
Born: 23/July/1972 – Londrina/PR
15 games – 7 goals
First match: 05/02/1998 – Brazil 1×1 Guatemala (Gold Cup)
Last match: 05/09/2001 – Brazil 1×2 Argentina (World Cup Qualifying Tournament)

Transferred young to Milan in 1991, after a good performance in the Younger’s World Cup at the same year, Élber went on loan to Swiss side Grasshopper, where he managed to score lots of goals, opening the eyes of some German clubs that wanted his football, he went to Germany in 1994.

After three seasons playing for Stuttgart, Élber moved to Bayern Munchen, the powerhouse of German football lately. In Bayern Élber had his best years and won some great titles, becoming an idol for the local supporters. Élber stayed there for six seasons, scoring almost one hundred goals with Bayern.

The reasons for the lack of attention from the coaches towards Élber is unclear, Zagallo however gave the striker a chance and he played well in the Gold Cup Brazilian finished in third. Élber didn’t made to the World Cup that year because of a shoulder injury. Moreover Brazil had some great forwards at that time, Ronaldo, Romário and Edmundo where constantly at the team.

In 2003 Élber moved to France, winning a French Ligue1 with Lyon but moving back to Germany after just one season. After a short spell in Monchengladbach he came back to Brazil to play for Cruzeiro in 2006, where he retired from football.

Élber is now a representative and scout for Brazilian players for Bayern Munchen, he is responsible for the transfer of young promising back Breno for the German club.

Main titles during his career
– German Bundesliga (1999/2000, 2000/2001, 2001/2002, 2003/2004)
– Campeonato Mineiro (2006)
– Champions League (2000/2001)
– German Cup (2000/2001 e 2003/2004)
– Club World Championship (2001)
– French Ligue1 (2003/2004)

Tradução de Fabricio Presilli

Com Ronaldo, Zagallo vence revanche com uruguaios

Mário Jorge Lobo Zagallo era novamente o treinador da Seleção Brasileira em 11 de outubro de 1995 e dava continuidade a mais uma renovação da equipe que acabara de ser campeã do mundo. O tetracampeonato conquistado na Copa dos Estados Unidos, com um show de Romário.

Daquele time, estavam apenas Cafu, Márcio Santos, Mauro Silva, Bebeto e Ronaldo. Ao mesmo tempo, entre os que foram convocados para a Copa do Mundo da França, três anos depois, estavam Carlos Germano, Cafu, André Cruz, Roberto Carlos, Zé Roberto, Rivaldo e Giovanni. Quase um time inteiro.

Outros jogadores que eram apostas de Zagallo, como o zagueiro Narciso, o volante Amaral e atacante Sávio, jamais teriam a chance de jogar com o time brasileiro por uma Copa do Mundo.

O jogo tinha certo sabor de revanche. Três meses antes o Brasil perdera a Copa América para o próprio Uruguai nos pênaltis. O time brasileiro ainda saiu na frente com gol de Túlio. Mas os uruguaios empataram e, em casa, ficaram com o título quando o mesmo Túlio perdeu a quarta cobrança.

O grande destaque da equipe uruguaia naquela Copa América era o craque Francescoli, no alto de seus 33 anos, que já não estava mais no time de Hector Nuñes. Isso talvez tenha facilitado a vitória brasileira em Salvador. Durante a partida, porém, entrou um outro bom jogador uruguaio: o meia-atacante canhoto Magallanes, que acabou jamais se firmando na seleção celeste.

Quem começava a se firmar era Ronaldo, que ainda não era dono da posição do time brasileiro. Tanto que esta era apenas a quinta partida que entrava como titular do time no ano. E o fenômeno não deixou por menos, e marcou os dois gols na vitória brasileira por 2 a 0. Apesar disso, nos outros dois jogos que o Brasil fez na temporada, o craque sequer entrou em campo.

Ficha técnica: Brasil 2×0 Uruguai

Brasil
Carlos Germano [Vasco]; Cafu [Palmeiras], Márcio Santos [Fiorentina-ITA] (Narciso) [Santos], André Cruz [Napoli-ITA] e Roberto Carlos [Internazionale-ITA] (Zé Roberto) [Portuguesa]; Mauro Silva [La Coruña-ESP], Amaral [Palmeiras], Rivaldo [Palmeiras] e Giovanni [Santos]; Bebeto [La Coruña-ESP] e Ronaldo [PSV Eindhoven-HOL] (Sávio) [Flamengo]
Técnico: Zagallo.

Uruguai
Ferro; Mendez, Herrera, Moas e Montero (Adinolfi); Bengoechea, Gutíerrez (Gonsalez), Sarilegui (Vanzini) e Poyet; Martinez (Magallanes) e O’Neill (Aberon)
Técnico: Hector Nuñez.

Data: 11 de outubro de 1995
Competição: Amistoso
Local: Estádio da Fonte Nova, em Salvador, Bahia
Árbitro: José J. Torres Cádena

Por Raoni David

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With Ronaldo, Zagallo win rematch against Uruguay

Mário Jorge Lobo Zagallo was once again Brazil’s head coach in october 11th of 1995, and he would continue to remodel the team that just won the 1994 World Cup, with a fabulous performance from Romário.

From the 1994 squad only Cafu, Márcio Santos, Mauro Silva, Bebeto and Ronaldo were still in the team. At the same time among the new players some still were in the team when the next World Cup came, in 1998, Carlos Germano, Cafu, André Cruz, Roberto Carlos, Zé Roberto, Rivaldo and Giovanni, entire squad.

Other players never had the chance to play a match in the World Cup, like Narciso, Amaral and Sávio.

The game had a special flavour, three months before Brazil lost the Copa América to the uruguayans on penalties tie-braker. The brazilians scored first back then with Túlio, but the home team managed to draw and keep the title, the same Túlio was decisive as he lost his penalty kick.

Uruguay could still rely on the great Enzo Francescoli, 33 at that time, in the Copa América, now retired from international football. That probably made the brazilian win easier in Salvador. During the match however a lefty went to the pitch and impressed, Magallanes however never really got a steady place in Uruguay’s roster.

A player that started to feel better in yellow was Ronaldo, that was his fifth game as a starter in the Seleção that year, and he left an impression by scoring the two brazilian goals that time. In spite of that, on the other matches Brazil’s played later that season Ronaldo didn’t come off the bench.

Brazil 2×0 Uruguay

Brazil
Carlos Germano [Vasco]; Cafu [Palmeiras], Márcio Santos [Fiorentina] (Narciso) [Santos], André Cruz [Napoli] and Roberto Carlos [Internazionale] (Zé Roberto) [Portuguesa]; Mauro Silva [La Coruña], Amaral [Palmeiras], Rivaldo [Palmeiras] and Giovanni [Santos]; Bebeto [La Coruña] and Ronaldo [PSV Eindhoven] (Sávio) [Flamengo]
Coach: Zagallo.

Uruguay
Ferro; Mendez, Herrera, Moas and Montero (Adinolfi); Bengoechea, Gutíerrez (Gonsalez), Sarilegui (Vanzini) and Poyet; Martinez (Magallanes) and O’Neill (Aberon)
Coach: Hector Nuñez.

Date: 11th october 1995
Competition: Friendly
Place: Fonte Nova Stadium, Salvador, Bahia
Referee: José J. Torres Cádena

Tradução de Fabricio Presilli

Na altitude, Bolívia é quase potência

A seleção boliviana nunca foi, e é difícil imaginar que um dia chegue a ser, uma forte seleção quando o assunto é futebol. Uma das comprovações disso é o confronto direto com a seleção brasileira, que começou em 1930 na disputa da Copa do Mundo do Uruguai. E assim como na maioria dos confrontos, teve vitória do Brasil.

Ao todo foram 25 partidas disputadas, com 18 vitórias brasileiras. Em apenas quatro oportunidades, a Bolívia saiu de campo vencedora e em outras três vezes o jogo terminou empatado. A seleção brasileira fez 86 gols e tomou apenas 23. Ou seja, uma vantagem enorme.

No entanto, curiosamente, ou não, em jogos na altitude os confrontos são equilibrados, e com vantagem para os bolivianos. São sete jogos, com quatro vitórias dos que estão acostumados com o ar rarefeito, duas do Brasil e apenas um empate, na última partida entre as equipes em Eliminatórias para a Copa do Mundo, em 2005.

A primeira partida na altitude entre as equipes foi em Cochabamba, com 2.560 metros de altitude. A partida válida pela Copa América de 1963 terminou com vitória de 5 a 4 dos bolivianos que eram comandados por Danilo Alvim, o ‘Prícipe’, como era conhecido pela torcida vascaína. Aymoré Moreira comandava a seleção brasileira, que não contou com nenhum jogador que tinha disputado qualquer Copa do Mundo.

Os outros seis jogos, foram em La Paz, a 4.057 metros de altitude. A primeira, também pela Copa América, foi em 1979, e nova vitória boliviana. O Brasil desta vez, porém, tinha um time respeitável. As grandes novidades eram Juari e Nilton Batata, Meninos da Vila, que acabaram não vingando com a amarelinha, assim como Zenon, Pedrinho, Renato pé mucho e Zé Sérgio. Outros como Leão, Júnior (que jogou improvisado na lateral direita), Oscar, Amaral, Batista, Carpegiani e Roberto Dinamite disputaram copas com o Brasil.

Em 1981 a primeira vitória brasileira na altitude. Pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo o Brasil venceu por 2 a 1, com gols de Sócrates e Reinaldo. Aragonés marcou para os bolivianos. Da seleção de Telê que participou deste jogo, dez estiveram no grupo que foi à Copa de 82.

Dois anos mais tarde vingança boliviana, que ao vencer o Brasil por 2 a 0 impôs a primeira derrota da seleção canarinho em Eliminatórias para a Copa. Na ocasião, em 1993, o polêmico Etcheverry e Peña marcaram. O Brasil de Carlos Alberto Parreira, coincidentemente, teve o mesmo número de jogadores (dez) que foram para a Copa dos Estados Unidos no ano seguinte.

Em 1997 as equipes fizeram a partida mais importante da história dos confrontos: a final da Copa América disputada em solo boliviano. E o Brasil venceu! Denílson abriu o placar aos 40 minutos do primeiro minuto, mas viu Erwin Sanchez empatar logo em seguida. Somente aos 34 minutos do segundo tempo o Brasil ficou à frente do placar com Ronaldo. Faltando um minuto para o fim, Zé Roberto ampliou e quando o jogo acabou Zagallo proferiu o famoso: vocês vão ter que me engolir.

Para as Eliminatórias da Copa de 2002 a Bolívia voltou a vencer depois de dois jogos. Em 2001, Líder Paz e Baldivieso duas vezes marcaram para os donos da casa e Edílson descontou para o Brasil. Em 2005, no último confronto entre os times na altitude, empate por 1 a 1. Juninho Pernambucano e José Castillo marcaram.

Por Raoni David

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At home, Bolivia is almost unbeatable

The Bolivian national team never was considered tough opponent, it is hard to think they will ever become a powerhouse in terms of football. One example to illustrate the poor record of the Bolivians is showing their confrontation stats with other teams.

Brazil has played against the Bolivians 25 times, the first one was in the 1930 World Cup, so far Brazil notched up 18 wins, only four matches ended with the side from the Andes victorious. The other three matches were tied, Brazil scored a total of 86 goals and Bolivia managed to score 23 times, a major advantage to the Brazilians.

However when Bolivia plays at home ground, history shows that they increase their chances to win. Against Brazil they played seven times, with four wins, two losses and a draw, in their last encounter valid for the Qualifiers to the World Cup, back in 2005.

The first match played in Bolivia between them was in Cochabamba, at 2.560 meter above sea level, valid for the Copa América in 1963, Bolivia won 5 to 4, their key player was Danilo Alvim, nicknamed ‘O Príncipe” (The Prince), from the Vasco crowd in Brazil. Aymoré Moreira coached a team with lack of international experience.

The other six matches were in La Paz, exactly 4.057 meters above the sea level. In 1979, again in a Copa América, Bolivia got their second win, however this time Brazil’s side where a more capable one, with players such as Leão, Oscar, Júnior, Carpegiani and Roberto Dinamite.

In 1981 came the first Brazilian win in the altitude, again for the Qualifiers to the World Cup, the final score was 2 to 1. Scored to Brazil Sócrates and Reinaldo, Aragonés made the Bolivian one, from the group that went to Bolívia 10 players were also in Spain with coach Telê Santana.

Bolivia had to wait twelve years to get a revenge, winning 2 to 0 in the first loss of the Seleção in a Qualifying Tournament ever. “El Diablo” Etcheverry and Peña scored the Bolivian goals in 1993. Parreira also took 10 players that went to Bolivia with him to win the fourth Brazilian title in the US.

In 1997 they had the most important encounter of all: the final game of Copa América. And Brazil managed to get a win in La Paz! Denílson scored the first one late in the first half, but Erwin Sanchez drew right away. At the twilight of the match Brazil scored twice with Ronaldo and Zé Roberto. After the game, Zagallo said one of his most famous sentences: “you will have to swallow me here!”.

For the Qualifyiers to the 2002 World Cup Bolivia once again won, Líder Paz and Baldivieso scored one a piece and Edilson made the Brazilian goal back in 2001. On their last match in the altitude, in 2005, a tie was set after goals from Juninho Pernambucano and José Castillo.

Tradução de Fabricio Presilli

Reedição da ‘final’ de 98 empata novamente

Mesmo tendo perdido a Copa América para o México, a Seleção Brasileira concluiu o ano de 1999 com importantes amistosos, contra fortes seleções. Comandados por Vanderlei Luxemburgo os brasileiros perderam uma e venceram outra contra os argentinos, e ainda tiveram dois empates contra o Holanda e Espanha.

Em nove de outubro de 1999, o adversário era a Holanda. Pouco mais de um ano antes, as equipes se enfrentaram pela semifinal da Copa do Mundo da França, na partida que ficou conhecida como a final antecipada da competição. Fato que não se consumou na decisão.

De todo modo, eram duas das melhores equipes do mundo na época. O Brasil ainda tinha os astros de 98, como Ronaldo, Rivaldo e Roberto Carlos, e tentava se renovar com as presenças de Roque Júnior, Vampeta, Juninho Pernambucano, Felipe e principalmente Ronaldinho Gaúcho.

Tudo isso para enfrentar uma equipe com craques como Seedorf e Bergkamp, que tinham a companhia dos matadores Kluivert e o jovem Van Nistelrooy, o rápido ponta-esquerda Zenden, além de Ronald de Boer, improvisado na lateral-direita e do ótimo goleiro Van der Sar. Ainda ficaram de fora jogadores como Cocu, Frank de Boer, Davids e Overmars.

Apesar de contar com dois meias com bons chutes – Rivaldo e Felipe – além de dois matadores – Ronaldo e Élber – o Brasil acabou contando com os laterais para marcar. Cafu e Roberto Carlos foram os que balançaram a rede de Van der Sar. Os comandados de Frank Rijkaard chegaram aos seus gols com Zenden e o craque Bergkamp. Dida, em ótima fase, ainda pegou um pênalti.

Na mesma data, em solo brasileiro, mais precisamente na cidade do Rio de Janeiro falecia o poeta e diplomata brasileiro, João Cabral de Melo Neto. Autor de ‘Morte e vida Severina’ entre outras obras, o pernambucano faleceu aos 79 anos e torcia pelo América do Rio.

Ficha técnica: Holanda 2×2 Brasil

Holanda
Van der Sar; Ronald de Boer, Bogard, Konterman e Van Bronckhorst; Van Hintum, Winter (Van Gastel) e Seedorf; Zenden (Van Vossen), Bergkamp (Van Nistelrooy) e Kluivert.
Técnico: Frank Rijkaard.

Brasil
Dida [Corinthians]; Cafu [Roma-ITA], Antônio Carlos [Roma-ITA], Roque Júnior [Palmeiras] e Roberto Carlos [Real Madrid-ESP]; Émerson [Bayer Leverkusen-ALE], Vampeta [Corinthians] (Juninho Pernambucano) [Vasco], Felipe [Vasco] (Ronaldinho Gaúcho) [Grêmio] e Rivaldo [Barcelona-ESP]; Ronaldo [Internazionale-ITA] (Marcos Assunção) [Roma-ITA] e Élber [Bayern Munique-ALE] (Sávio) [Real Madrid-ESP]
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Data: 09 de outubro de 1999
Competição: Amistoso oficial
Local: Amsterdam Arena, em Amsterdam
Árbitro: Markus Merk

Por Raoni David

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Replay of 98 antecipated final, drawn all over again

After losing the Copa América to México, the Seleção finished 1999 with some major friendlies. Coached by Valderlei Luxemburgo the brazilians had a win and a loss against rivals Argentina, and two draws against dutch and spaniards.

On octobert 09th 1999 they would face Netherlands again. Over a year before the two powerhouses faced each other in the 1998 World Cup semifinal match, a game known then as an antecipated final. As we know this fact would not be fulfilled at the final game.

Anyway, those were two of the best teams in the world at that time. Brazil could rely on its 1998 stars such as Ronaldo, Rivaldo and Roberto Carlos and tried some fresh faces as Roque Júnior, Vampeta, Juninho Pernambucano and Felipe, but most of all Ronaldinho Gaúcho.

All this power to face a squad with players like Seedorf and Bergkamp, that kept company of the strikers Kluivert and the young Van Nistelrooy, the fast winger Zenden, besides Ronald de Boer improvised on the right back and the great goalie Van der Sar. They left out of that game players such as Cocu, Frank de Boer, Davids and Overmars.

Altougth Brazil could count on their midfielders Rivaldo and Felipe, or on the strikers Ronaldo and Élber to score, the backs Cafu and Roberto Carlos eventually stepped up to put up one a piece. Netherlands scored with Zenden and the great Bergkamp. Dida was in a good moment and stopped a penalty kick.

On a side note, that same day in Rio de Janeiro passed away the great poet João Cabral de Melo Neto, author of “Morte e Vida Severina”, among others. He was 79 and supported América from Rio.

Netherlands 2×2 Brazil

Netherlands
Van der Sar; Ronald de Boer, Bogard, Konterman and Van Bronckhorst; Van Hintum, Winter (Van Gastel) and Seedorf; Zenden (Van Vossen), Bergkamp (Van Nistelrooy) and Kluivert.
Coach: Frank Rijkaard.

Brazil
Dida [Corinthians]; Cafu [Roma], Antônio Carlos [Roma], Roque Júnior [Palmeiras] and Roberto Carlos [Real Madrid]; Émerson [Bayer Leverkusen], Vampeta [Corinthians] (Juninho Pernambucano) [Vasco], Felipe [Vasco] (Ronaldinho Gaúcho) [Grêmio] and Rivaldo [Barcelona]; Ronaldo [Internazionale] (Marcos Assunção) [Roma] and Élber [Bayern Müchen] (Sávio) [Real Madrid]
Coach: Vanderlei Luxemburgo.

Date: 09th october 1999
Competition: Friendly
Place: Amsterdam Arena, Amsterdam
Referee: Markus Merk

Tradução de Fabricio Presilli