No longínquo 1920, Brasil sofria a maior goleada da história para o Uruguai

Imaginem a situação: ataque do Uruguai contra o Brasil, no Chile, pela Copa América e Forlan abre o placar aos 24 minutos do primeiro tempo. Lugano amplia aos 38 e Luiz Suarez aos 44 fecha o primeiro tempo em 3 a 0. Na segunda etapa, logo aos 4 minutos Forlan marca de novo, Suarez amplia ainda aos 9 e Loco Abreu fecha o histórico 6 a 0 aos 16 minutos do segundo tempo.

Os personagens não eram os mesmos, mas em 18 de setembro de 1920, o Brasil sofreu a sua maior goleada diante do Uruguai na disputa do Campeonato Sul-Americano, que mais tarde se tornaria a Copa América. Aquela edição fora disputada no Chile e se serve de consolo, foi vencida justamente pelo Uruguai.

O Brasil chegava à competição credenciado pelo título conquistado no ano anterior, em casa, mas novamente foi vítima da politicagem que e da disputa entre paulistas e cariocas, que deixou a equipe fraca para a disputa. O resultado foi apenas uma vitória magra contra o Chile e apenas o terceiro lugar na competição.

A única vitória se deu na primeira rodada e o empate entre Argentina e Uruguai colocou o Brasil na liderança com dois pontos, contra um dos rivais que empataram. Mas, o time esvaziado com relação ao ano passado – Marcos, Píndaro, Amílcar, Neco, Heitor, Arnaldo e principalmente Friedenreich -, não estavam na equipe.

Em vez desta turma, bastante democrática quanto ao estado em que jogavam, o Brasil foi representado em sua maioria, mais uma vez, por cariocas. Apenas dois jogadores do Santos e um do Brasil do Rio Grande do Sul, apareciam entre os 17 convocados.

O Flamengo, que conquistaria o título carioca daquele ano em dezembro, era a base do time com sete jogadores, seguido pelo Fluminense, vice-campeão, com três. América, terceiro colocado, Andaraí, quinto, Bangu, sexto e São Cristovão, sétimo, tinham um representante cada.

Kuntz, Telefone, Japonês, Sisson e Junqueira, foram alguns dos principais jogadores no título flamenguista – sendo Junqueira o artilheiro da equipe com 15 gols em 17 jogos na competição -, que estiveram em campo na sofrida goleada.

Assim, Romano abriu o placar aos 24 minutos do primeiro tempo. Urdinaran ampliou aos 38 e Pascual Somma aos 44 fechou o placar no primeiro tempo em 3 a 0. Na segunda etapa, logo aos 4 minutos Romano marcou de novo, Somma ampliou ainda aos 9 e José Perez fechou o histórico 6 a 0 aos 16 minutos do segundo tempo.

Ficha técnica
Brasil 0x6 Uruguai

Data: 18/09/1920
Competição: Campeonato Sul-Americano
Local: Campo do Sporting Club
Cidade: Viña del Mar, em Valparaíso, Chile
Público: 16 mil pagantes
Árbitro: Carlos Fanta (Chile)
Gols: Angel Romano 24’, Urdinaran 38’ e Pascual Somma 44’ do 1ºT; Angel Romano 4’, Pascual Somma 9’ e José Perez 16’ do 2ºT.

Brasil: Kuntz [Flamengo]; Martins [São Cristóvão] e Telefone [Flamengo]; Japonês [Flamengo],
Sisson [Flamengo] e Fortes [Fluminense]; De Maria [Andaraí], Zezé [Fluminense], Castelhano [Santos], Junqueira [Flamengo] e Alvarizza [Brasil-RS].
Técnico: Oswaldo Gomes.

Uruguai: Legnazzi [Peñarol], Urdinarán [Nacional] e Foglino [Nacional]; Ruotta [Peñarol], Alfredo Zibecchi [Nacional] e Ravera [Peñarol]; Somma [Nacional], Pérez [Peñarol], Piendibene [Peñarol], Romano [Nacional], Campolo [Peñarol].
Técnico: Ernesto Fígoli.

Por Raoni David

At this day in 1920, Brazil suffer its biggest blowout to Uruguay

Imagine the following scenario: Uruguay playing Brazil at the Copa América and scoring goal after goal, without a proper reply from the Brazilians. The final score showing 6 goals to the Uruguayans and none to the Brazilians, a result of historic proportions you might think.

The players involved might not but the same but the result really happened, in 1920, during the South American Championship played in Chile.

Brazil arrived at the final stage of the competition as the title holder. Political problems between federations of São Paulo and Rio de Janeiro caused a weak team to travel to the Championship, something that was usual at that time.

The Brazilians managed to get only one win in Chile, against the home team. A draw between Argentina and Uruguay helped Brazil and staged a derby at the semis. The Seleção was weakened from the team that won the title the year before, without big names such as Amílcar, Neco, Heitor and Friedenreich. Instead of the best cast, Brazil brought only players from Rio de Janeiro. Just two guys from Santos and one player from the south made the team. Flamengo formed the base of the Seleção, with seven players. Three of them came from Fluminense and four teams had one guy each.

Kuntz, Telefone, Japonês, Sisson and Junqueira were some of Flamengo’s players that won the local Championship later that year. Junqueira was the best scorer with 15 goals in 17 matches.

Uruguayan Romano scored the first goal and Urdinaran doubled the score at the 38th minute. Somma made three nothing just before the intermission. The Uruguayans kept the rhythm at the second half, scoring three more goals and finishing with a historic result that has no match to this day.

Brazil 0x6 Uruguay

Date: 18/09/1920
Competition: South American Championship
Place: Sporting Club Field
City: Viña del Mar, Chile
Attendance: 16,000
Referee: Carlos Fanta (Chile)
Goals: Angel Romano 24’, Urdinaran 38’, Pascual Somma 44’, Angel Romano 49’, Pascual Somma 54’ and José Perez 61’.

Brazil: Kuntz [Flamengo]; Martins [São Cristóvão] and Telefone [Flamengo]; Japonês [Flamengo], Sisson [Flamengo] and Fortes [Fluminense]; De Maria [Andaraí], Zezé [Fluminense], Castelhano [Santos], Junqueira [Flamengo] and Alvarizza [Brasil-RS].
Coach: Oswaldo Gomes.

Uruguay: Legnazzi [Peñarol], Urdinarán [Nacional] and Foglino [Nacional]; Ruotta [Peñarol], Alfredo Zibecchi [Nacional] and Ravera [Peñarol]; Somma [Nacional], Pérez [Peñarol], Piendibene [Peñarol], Romano [Nacional], Campolo [Peñarol].
Coach: Ernesto Fígoli.

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Com empate, Brasil eliminava a Argentina na Copa América, mas não seria feliz

Carlos Alberto Parreira é um treinador de futebol diferente da maioria, pois embora tenha certa ligação com o Fluminense, a sua identificação maior é com a Seleção Brasileira. Sua primeira passagem como treinador aconteceu em 1983 e não durou muito. Em pouco tempo, porém, deu tempo de perder uma Copa América.

Após a traumatizante derrota e eliminação para a Itália na Copa do Mundo de 1982, a primeira competição oficial disputada pela seleção foi a Copa América de 1983 que foi disputada sem sede única, com jogos de ida e volta.

Em 14 de setembro, foi a vez de o Brasil receber a Argentina no estádio do Maracanã em situação até confortável. Ambas as seleções tinham 4 pontos no Grupo 2 e o Brasil, com melhor saldo de gols, poderia até empatar o confronto e estaria na semifinal. Foi o que aconteceu e de quebra, invicta, a Argentina foi eliminada.

Nesta quarta-feira, poucos remanescentes do time que encantou a torcida brasileira no ano anterior entraram em campo, como os laterais Leandro e Júnior, o meia Sócrates e o atacante Éder Aleixo. Roberto Dinamite, artilheiro desta Copa América com três gols, estava naquele grupo comandado por Telê Santana, mas não jogou.

A base da equipe, mais do que antes, era o Flamengo. Na zaga, Mozer atuou ao lado de Márcio Rossini, do Santos, finalista do Campeonato Brasileiro daquele ano contra o próprio time carioca. Andrade, pedido de muitos naquela seleção, entrava no meio de campo ao lado de Jorginho Putinatti, do Palmeiras.

No ataque, a principal mudança: pontas. Apesar de a equipe de Telê Santana ter encantado o mundo, Jô Soares vivia pedindo pontas na equipe e Parreira, um ano depois, atendeu escalando Renato Gaúcho e Éder Aleixo.

O resultado, porém, não foi lá essas coisas: 0 a 0 contra uma Argentina bastante modificada com relação à Copa do Mundo da Espanha. Dos 13 que entraram em campo no Rio de Janeiro, apenas o goleiro Fillol esteve na derrota para o próprio Brasil por 3 a 1, um pouco mais de um ano antes. Olarticoechea e Trossero estavam naquele grupo, mas os outros dez não.

Poucos também estariam na conquista da Copa do Mundo do México em 1986. Apenas Olarticoechea, Brown, Garré e Burruchaga ajudaram Diego Armando Maradona na conquista do bicampeonato do Mundo.

O Brasil ainda foi à final do torneio que não vencia desde 1949, mas foi derrotado pelo Uruguai e se manteve em jejum de conquistas.

Ficha técnica
Brasil 0x0 Argentina

Data: 14/09/1983
Competição: Copa América
Local: Estádio do Maracanã
Cidade: Rio de Janeiro
Árbitro: Mario Lira (Chile)

Brasil: Leão [Corinthians]; Leandro [Flamengo], Márcio Rossini [Santos], Mozer [Flamengo] e Júnior I [Flamengo]; Andrade [Flamengo], Jorginho Putinatti [Palmeiras] e Sócrates [Corinthians]; Renato Gaúcho [Grêmio], Roberto Dinamite [Vasco] e Éder [Atlético-MG].
Técnico: Carlos Alberto Parreira.

Argentina: Fillol; Brown, Garré, Russo e Olarticoechea; Marangoni, Trossero, Marcico (Ponce) e Burruchaga; Sabella (Ramos) e Gareca.
Técnico: Carlos Bilardo.

Por Raoni David

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In 1983, a rebuilding Brazil eliminated Argentina from the Copa América

Carlos Alberto Parreira has a peculiar coaching history that is more connected with the National team than any club in Brazil. His first tenure at the Brazilian bench didn’t last long back in 1983.

The 1983 Copa América was the first official tournament played for the Brazilians after the traumatic loss to Italy at the 1982 World Cup. The competition had a different setup back then, with home and away games inside the group. At September 14th that year, Brazil hosted bitter rivals Argentina in Maracanã having the advantage of a draw to advance to the semifinals.

Brazil was in a rebuild mode, with only a handful of players left from the magnificent squad that went to Spain a year before. Guys like Leandro, Júnior, Sócraes and Éder Aleixo where at the group. Roberto Dinamite went to Spain but never made to the pitch, and now he led the scoring charts.

Flamengo was the best Brazilian squad in the 80’s and made up for the most players at the National team. Mozer paired up with Santos’ Márcio Rossini at the defence and Andrade won a spot at midfield, sided with Palmeiras’ Jorginho Putinatti. The offensive cast had the biggest changes, with wingers Renato Gaúcho and Éder Aleixo starting.

Argentina had a new team as well, only keeper Fillol remained from the defeat the suffered from Brazil the year before. Some,like Olarticoechea, Brown, Garré and Burruchaga made to the 1986 World Cup, where they helped Maradona to win his biggest title.

The result of the game was na unispiring goaless draw that gave Brazil the first chance since 1949 to win the Copa América. A defeat to Uruguay in the final kept the Brazilian title drought alive at the 1980’s.

Brazil 0x0 Argentina

Date: 14/09/1983
Competition: Copa América
Place: Maracanã Stadium
City: Rio de Janeiro
Referee: Mario Lira (Chile)

Brazil: Leão [Corinthians]; Leandro [Flamengo], Márcio Rossini [Santos], Mozer [Flamengo] and Júnior I [Flamengo]; Andrade [Flamengo], Jorginho Putinatti [Palmeiras] and Sócrates [Corinthians]; Renato Gaúcho [Grêmio], Roberto Dinamite [Vasco] and Éder [Atlético-MG].
Coach: Carlos Alberto Parreira.

Argentina: Fillol; Brown, Garré, Russo and Olarticoechea; Marangoni, Trossero, Marcico (Ponce) and Burruchaga; Sabella (Ramos) and Gareca.
Coach: Carlos Bilardo.

Oito santistas representam a seleção que derrota a Alemanha

Pouco menos de um ano depois de conquistar o bicampeonato mundial na Copa do Mundo no Chile e antes de o Santos fazer o mesmo, a Seleção Brasileira, sob o comando de Aymoré Moreira, enfrentou no dia cinco de maio a Alemanha Ocidental, em Hamburgo e venceu por 2 a 1, com gols dos santistas Coutinho e Pelé.

Gols de santistas nestes jogos, aliás, era o mais óbvio de se acontecer. O treinador brasileiro convocou neste dia nada mais nada menos que oito jogadores que vinha da Vila Belmiro. Muitos deles, como o goleiro Gilmar, o volante e capitão Zito, Pelé e Pepe, eram bicampeões com a seleção. Mengálvio e Coutinho estavam no time de 1962, Lima ainda não havia ido à uma Copa, o que faria três anos depois, e Dorval jamais teve a oportunidade.

De todo modo é impressionante a quantidade de jogadores de uma única equipe, sem que houvesse qualquer coisa combinada, ou seja, Aymoré Moreira simplesmente convocou para a partida na Alemanha, o que achou que fosse melhor no momento.

E o melhor, para aquele dia, estava mesmo em São Paulo. Além de Gilmar no gol, e Lima na lateral, a defesa era formada por outros dois paulistas: Eduardo, do Corinthians e Roberto Dias, do São Paulo no miolo. Na lateral-esquerda o único fora do estado: Rildo, do Botafogo, o outro grande time da época.

Na linha de frente, claro, os santistas. Zito ainda fazendo parte mais da defesa que do ataque. E o famoso melhor ataque de todos os tempos: Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.

Dos outros brasileiros, os não-santistas, apenas o lateral-esquerdo Rildo, disputaria uma Copa do Mundo, a de 1966, com a camisa 9, mas na época, sem jogar no Botafogo, e sim, no Santos. Eduardo e Roberto Dias, a dupla de zaga neste dia, jamais foram a um mundial.

Campeã nove anos antes e onze anos depois, a Alemanha vivia exatamente um momento de entre safra no seu futebol. Tanto que neste time, não havia nenhum campeão mundial. Isso não quer dizer que fosse um time fraco, pois já começava a ser montado o time que disputaria a final da Copa do Mundo de 1966 contra a Inglaterra. Schnelinger, Schulz e Seeler, perderam para o Brasil, e a final do mundial, mais tarde.

O primeiro tempo terminou com os donos da casa em vantagem, já que Jurgen Werner abriu o marcador aos 32 minutos. Entrosada, a dupla de ataque santista funcionou na segunda etapa. Aos 14 minutos, o menos badalado da dupla, Coutinho empatou a partida. E aos 27, o Rei Pelé deixou a sua marca para derrotar o futuro vice-campeão mundial da Copa em que o Brasil passaria um dos maiores vexames da história.

Ficha técnica: Alemanha Ocidental 1 x 2 Brasil

Alemanha Ocidental: Fahrian, Novak, Schnelinger, Wildenx – Schulz, Werner – Heiss, Schuetz, Seeler, Konietzka (Strehl), Doerfeu.
Técnico: Josef “Sepp” Herberger.

Brasil: Gilmar I [Santos]; Lima [Santos], Eduardo I [Corinthians], Roberto Dias [São Paulo] e Rildo [Botafogo]; Zito [Santos] e Mengálvio [Santos]; Dorval [Santos], Coutinho [Santos], Pelé [Santos] e Pepe [Santos].
Técnico: Aymoré Moreira.

Data: 5 de maio de 1963.
Competição: Amistoso.
Local: Volksparkstadion, em Hamburgo, na Alemanha.
Público: 76.400 pagantes.
Árbitro: Dientz Gottfried (Suíça).
Gols: Werner aos 32′ do 1ºT; Coutinho aos 14 e Pelé aos 27′ do 2ºT.

Por Raoni David
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Brazil defeats West Germany in 1963

A year after winning its second consecutive world title in Chile, and just before Santos FC second title, the national team, under coach Aymoré Moreira, faced off West Germany in Hamburg, winning 2 to 1 with goals from Santos stellar duo Coutinho and Pelé. Santos formed the backbone of the Seleção back then, with eigth players in the initial roster, from world champions Gilmar, Zito, Pepe and Pelé to Lima and Dorval.

Besides the Santos crowd the team had Eduardo from Corinthians and Roberto Dias from São Paulo in the back and Rildo, that played in Botafogo, at the left tackle.

The germans wee in between two great eras, however that team proved to be really good with a runner-up spot in 1966 in England.
Werner opened the score at the first half, but the Santoduo tied in the second hald, giving Brazil a win on the road.

West Germany 1 x 2 Brazil

West Germany: Fahrian, Novak, Schnelinger, Wildenx – Schulz, Werner – Heiss, Schuetz, Seeler, Konietzka (Strehl), Doerfeu.
Coach: Josef “Sepp” Herberger.

Brazil: Gilmar I [Santos]; Lima [Santos], Eduardo I [Corinthians], Roberto Dias [São Paulo] and Rildo [Botafogo]; Zito [Santos] and Mengálvio [Santos]; Dorval [Santos], Coutinho [Santos], Pelé [Santos] and Pepe [Santos].
Coach: Aymoré Moreira.

Date: May 5th, 1963.
Competition: Friendly
Place: Volksparkstadion, Hamburg, West Germany.
Attendance: 76.400
Referee: Dientz Gottfried (Switzerland).
Goals: Werner 32′; Coutinho 59′ and Pelé 72′.

Tradução de Fabricio Presilli

Durante longo período de invencibilidade, Brasil goleia bulgáros

A partir de maio de 1981, a Seleção Brasileira, que já tinha Telê Santana como treinador desde o início do ano anterior, fez apenas amistosos e ficou invicto, vencendo equipes como a Inglaterra, França, Alemanha Ocidental e Espanha. No último destes amistosos, em 28 de outubro, o adversário foi a Bulgária.

O time europeu nunca foi grande coisa, e não era diferente nestes anos. Pelo contrário. A fragilidade fica bem clara na campanha da Eliminatória para a Eurocopa de 1980, realizada na Itália. Em oito jogos venceu apenas dois, teve um empate e cinco derrotas. Fez seis gols e sofreu 14.

O Brasil, por sua vez, vinha de uma sequência de 13 jogos sem derrota. A última havia acontecido em janeiro do mesmo ano, por 2 a 1, para o Uruguai. O time de Telê ainda ficaria 24 jogos sem perder. Foi um jejum entre janeiro de 81 e julho de 82, quando na Copa do Mundo, o time mágico brasileiro foi derrotado pela Itália, por 3 a 2.

Contra a fraca Bulgária, no último jogo do ano, o forte Brasil, jogando no estádio Olímpico, em Porto Alegre não poderia fazer diferente, e se impôs: 3 a 0. O atacante vascaíno Roberto Dinamite e os flamenguistas Zico e Leandro, marcaram os gols brasileiros.

Na equipe, poucos remanescentes da Copa de 78, e sim, já um bom esboço do que seria o time no ano seguinte. A zaga, por exemplo, já estava formada, com Valdir Peres, Leandro, Oscar, Luizinho e Júnior. O meio de campo, já tinha quase tudo pronto. Faltava Falcão, que desde a transferência para a Roma, não vestira mais a camisa da seleção. Só voltou ao time em maio de 82, dois jogos antes da Copa.

A principal diferença, porém, era na disposição tática e no ataque do time. Telê tinha em Paulo Isidoro um meia-atacante que caia mais pelas pontas, quase como um ponta-direita. Do outro lado, Mário Sérgio era o ponta, exercendo a função de seria de Éder Aleixo na Copa, e Roberto Dinamite ocupava a área, o que Serginho Chulapa faria depois.

A grande novidade, no entanto, foi a experiência de Telê com o volante Rocha, do Botafogo, que entrou no lugar de Toninho Cerezo na segunda etapa. O jogador que depois teria boa passagem pelo Palmeiras, porém, não deve ter agradado, pois nunca mais voltou a disputar uma partida com a seleção.

Ficha técnica: Brasil 3 x 0 Bulgária

Brasil
Valdir Peres [São Paulo](Paulo Sérgio) [Botafogo]; Leandro [Flamengo], Oscar [São Paulo], Luizinho [Atlético-MG] e Júnior I [Flamengo]; Toninho Cerezo [Atlético-MG] (Rocha) [Botafogo], Sócrates [Corinthians] e Zico [Flamengo]; Paulo Isidoro [Grêmio], Roberto Dinamite [Vasco] e Mário Sérgio [São Paulo]
Técnico: Telê Santana

Bulgária
Donev; Petrov, Marinov, Iliev e Alexandrov; Mladenov, Sadkov (Kurdov) e Chavdarov (Murlev); Valchev, Pachev (Iskrenov) e Argirov (Balakov).
Técnico: Danko Roev

Data: 28 de outubro de 1981
Competição: amistoso
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre
Árbitro: Luiz Carlos Félix

Por Raoni David
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Unbeatable Brazil blowout Bulgaria

By May 1981, already with coach Telê Santana from the previous year, Brazil played several friendlies, some against powerhouses such as England, France, West Germany and Spain, and managed to stay unbeatable, Bulgaria was the adversary on October 28th.

The Europeans never had a great team, the record showed that Bulgaria wasn’t yet in the route to become a respected team of football. The Bulgarians played eigth matches for the Qualifying Tournamento to the Euro 1980, with only two wins and six goals scored.

On the other hand Brazil was in a sequency of 13 unbeatable games, last defeated in January by Uruguay, the team went on to get a total of 24 games without losing one, only at the World Cup in 1982 to the Italians.

Against the weak Bulgarian squad Brazil played the last game of the year. Performing at home in Porto Alegre Brazil hit the net three times for a convincing win. Roberto Dinamite, Zico and Leandro were the scorers.

In the Seleção a new team was being formed for the 1982 World Cup, in the back a defense with Valdir Peres, Leandro, Oscar, Luizinho and Júnior. The midfield was missing Falcão, that came back to the team just two games before the World Cup.

The main difference from that team to the one that finished third in Argentina was the on field display, Telê had an attacking midfielder, Paulo Isidoro, that loved to be a rigth winger. Mário Sérgio was the left winger, replaced by Éder Aleixo by 1982 and Roberto Dinamite was the striker from the middle, Serginho Chulapa replaced him in the World Cup.

Telê made some experiments with the defensive midfielder Rocha in that game, replacing Toninho Cerezo in the second half. However the coach probably not liked what he saw beacuse Rocha was never called off to the Seleção again.

Brazil 3 x 0 Bulgaria

Brazil
Valdir Peres [São Paulo](Paulo Sérgio) [Botafogo]; Leandro [Flamengo], Oscar [São Paulo], Luizinho [Atlético-MG] and Júnior I [Flamengo]; Toninho Cerezo [Atlético-MG] (Rocha) [Botafogo], Sócrates [Corinthians] and Zico [Flamengo]; Paulo Isidoro [Grêmio], Roberto Dinamite [Vasco] and Mário Sérgio [São Paulo]
Coach: Telê Santana

Bulgaria
Donev; Petrov, Marinov, Iliev and Alexandrov; Mladenov, Sadkov (Kurdov) and Chavdarov (Murlev); Valchev, Pachev (Iskrenov) and Argirov (Balakov).
Coach: Danko Roev

Date: 28th October 1981
Competition: Friendly
Place: Olímpico Stadium, Porto Alegre
Referee: Luiz Carlos Félix

Tradução de Fabricio Presilli

É aniversário do Rei! Conheças suas maiores vítimas

Em 23 de outubro de 1940 nascia na cidade de Três Corações, no estado de Minas Gerais simplesmente aquele que mais tarde ficaria conhecido com o Rei do futebol: Pelé! Seus números na seleção brasileira são fantásticos: onze títulos, três deles em Copas do Mundo e uma média de 0,83 gols por jogo. Com os 95 gols que marcou em 114 jogos, é o maior artilheiro da história da Seleção Brasileira.

Uma curiosidade, porém, é com relação às principais vítimas do Rei em seus 14 anos com a camisa amarela. E ao fazer um rápido levantamento sobre isso, fica fácil entender a bronca dos argentinos. Pelé começou a sua trajetória de sucesso contra eles, marcando seu primeiro e segundo gol, em jogos diferentes. Ao todo, as redes argentinas foram balançadas em oito oportunidades.

Mesmo assim, nossos ‘hermanos’ não são as maiores vítimas do Rei, e sim o segundo país que mais vezes sofreu gols, ao lado do Chile. O dono desta façanha é o Paraguai que viu Pelé marcar dez gols em suas metas. Ainda no continente, a Venezuela tomou quatro, o Peru três, e Bolívia e Colômbia, um cada. Curiosamente Pelé jamais marcou contra o Uruguai. Contra a celeste olímpica num mesmo jogo da Copa do Mundo do México, em 1970, o Rei quase fez dois gols antológicos!

Entre os europeus, a seleção que mais buscou bolas chutadas por Pelé no fundo da rede foi a francesa. Seis vezes isso aconteceu. Porém, os suecos superam essa marca se considerados além da seleção, os clubes. Só o Malmöe levou quatro gols. Somados aos dois do A.I.K e aos três da seleção, temos nove. É ainda curioso o fato de Pelé ter marcado apenas um gol contra a Itália, justamente o que abriu caminho para a vitória da Seleção na final em 70. Bem como ante a Romênia, quando os únicos dois gols que marcou contribuíram para a vitória por 3 a 2, na mesma Copa.

Apenas quatro destes 95 gols foram sobre seleções africanas. O Egito sofreu três gols e a Argélia um. Os asiáticos, por exemplo, não tiveram a honra de ver Pelé balançar-lhes as redes. Foram 37 gols contra seleções da América e 36 em européias. Outros 13 gols foram marcados contra clubes e cinco contra combinados e seleções estaduais.

Entre os clubes que já sofreram gols de Pelé com a camisa da seleção, dois são brasileiros, e bastante tradicionais: Atlético Mineiro e Bahia tomaram um gol cada. Os espanhóis do Atlético de Madrid sofreram três gols, enquanto que os italianos da Internazionale, dois.

1º gol: Argentina: Copa Roca, 07/07/57, derrota por 2 a 1
10º gol: Suécia: Copa do Mundo (final), 29/06/58, vitória por 5 a 2
20º gol: Chile: Taça Bernardo O’Higgins, 17/09/59, vitória por 7 a 0
30º gol: Argentina: Taça do Atlântico, 12/07/1960, vitória por 5 a 1
40º gol: Argentina: Copa Roca, 16/04/1963, vitória por 5 a 2
50º gol: Bélgica: Amistoso, 02/06/65, vitória por 5 a 0
60º gol: Tchecoslováquia: Amistoso, 15/06/66, empate por 2 a 2
70º gol: Paraguai: Taça Oswaldo Cruz, 25/07/68, vitória por 4 a 0
80º gol: Venezuela: Eliminatórias para a Copa, 24/08/69, vitória por 6 a 0
90º gol: Tchecoslováquia: Copa do Mundo, 03/06/70, vitória por 4 a 1
95º gol: Áustria: Amistoso, 11/07/71, empate por 1 a 1

Por Raoni David
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It’s the King’s birthday! Get to know his most usual victims.

On a 23th of October back in 1940 Pelé was born in Três Corações, in the state of Minas Gerais. His numbers with the Brazilian national squad are absolutely amazing: eleven titles (three World Cups among them), a rate of 0,83 goals per game in yellow, a total of 95 goals in 114 matches, he still is the biggest scorer of the Seleção ever.

It’s easy to see why Argentinians hated so much to play against Brazil, Pelé scored a total of 8 goals versus Argentinian goalies. His first two goals were against ‘los hermanos’. However Pelé scored more goals in Paraguay, his favourite victim, a total of 10 goals.

Chile had eigth, Venezuela four, Peru three, Bolivia and Colombia one each. Interesting is to see that Uruguay never suffered a goal from Pelé, he missed twice in the same game in the 1970 World Cup, both shots are still in our memory.

Among the europeans, France suffered six goals and Sweden three. However if you add up Swedish clubs the total number is 9, AIK took two and Malmoe another four goals. At that time was usual for national teams to play against clubs. Pelé scored just one time against Italy, in a World Cup final, and only two in Romania, also during the 1970 World Cup.

Just four of the grand total were against african squads, Egypt had three goals and Argelia one. Asians never had the honor of havig to get the ball in the net against Pelé. Breaking down he had 37 golas against teams from America, 36 versus europeans. Another 13 goals were scored against clubs or state teams.

Atlético Mineiro and Bahia suffered a goal each and Atletico Madrid had three wereas Internazionale suffered only two goals from Pelé.

1st goal: Argentina: Copa Roca, 07/07/57, defeat 2 to 1
10th goal: Sweden: World Cup (Final), 29/06/58, win 5 to 2
20th goal: Chile: Bernardo O’Higgins Trophy, 17/09/59, win 7 to 0
30th goal: Argentina: Atlântico Trophy, 12/07/1960, win 5 to 1
40th goal: Argentina: Copa Roca, 16/04/1963, win 5 to 2
50th goal: Belgium: Friendly, 02/06/65, win 5 to 0
60th goal: Czechoslovakia: Friendly, 15/06/66, tie 2 to 2
70th goal: Paraguay: Oswaldo Cruz Trophy, 25/07/68, win 4 to 0
80th goal: Venezuela: World Cup Qualifiers, 24/08/69, win 6 to 0
90th goal: Czechoslovakia: World Cup, 03/06/70, win 4 to 1
95th goal: Austria: Friendly, 11/07/71, tie 1 to 1

Tradução de Fabricio Presilli

Em 64, Brasil dava início aos fracassos em Olimpíadas.

O Brasil nunca foi uma potência olímpica e o mesmo pode ser dito com relação ao futebol nos Jogos. Tanto que conquistou apenas quatro medalhas ao longo da história, e jamais uma de ouro. Em 16 de outubro de 1964, nos Jogos Olímpicos de Tóquio a seleção brasileira que já era bicampeã mundial, amargou a eliminação na primeira fase do torneio.

Após empatar com a extinta República Árabe Unida por 1 a 1 e vencer a Coréia do Sul por 4 a 0, bastava um empate com a Checoslováquia para o time comandado por Vicente Feola avançar na competição. Mas a partida terminou 1 a 0 para os Checos, e mesmo assim o Brasil só ficou fora no saldo de gols, devido à goleada do S.A.U. sobre a Coréia do Sul: 10 a 0.

Feola que comandara a primeira seleção brasileira campeã do Mundo, em 1958, teve em suas mãos, entre os jovens jogadores, alguns que deram certo e outros que nem tanto. Do time brasileiro que entrou em campo neste dia, quem mais mereceu destaque ao longo da carreira foi Roberto Miranda. Ídolo botafoguense, onde fez 154 gols em 352 jogos, integrou ainda a seleção brasileira em 1970, tricampeã no México.

Além dele, outro que mais tarde virou ídolo de um grande time brasileiro foi Zé Roberto. Revelado pelo São Paulo, o atacante ainda teve passagem pelo Corinthians, mas foi no Coritiba, com a conquista do Torneio do Povo de 1973, que escreveu seu nome. O zagueiro Valdez ainda quase fez 100 jogos com a camisa do Fluminense

Outros eram promessas, como o santista Eliseu, apontado como sucessor de Zito na Vila Belmiro, mas acabou se transferindo para o futebol belga, onde se tornou ídolo. Ou ainda, o atacante Caravetti, que fez 16 jogos com a camisa palmeirense e só marcou um gol. Os laterais Mura (direito) e Adevaldo (esquerdo) até que deram seus jeitinhos. Mura foi titular do Botafogo por algum tempo, e Adevaldo chegou a jogar no São Paulo, mas na época da construção do Morumbi.

Já o goleiro Hélio Dias de Botafogo e Atlético Mineiro, o zagueiro Zé Luiz, do Fluminense, o meio-campista Ivo Soares do Flamengo e o atacante Mattar, do Comercial de Ribeirão Preto, não conseguiram deixar grandes lembranças nos seus torcedores.

Bom, na sequência dos Jogos a algoz Checoslováquia ficou com a prata, ao perder a decisão ouro para a Hungria, por 2 a 1. O Brasil, comprovando sua fraqueza em Olimpíadas, só veio a conquistar uma medalha 20 anos mais tarde, quando ficou com a prata em Los Angeles.

Ficha técnica: Checoslováquia 1 x 0 Brasil

Checoslováquia
Anton Svajlen; Anton Urban, Vladimir Weiss, Zdenck Picman e Stefan Matlak; Karel Nepomucky, Jan Brumovsky e Jozef Vojta; Frantisek Valosek, Frantisek Knebort e Vojtech Masny

Brasil
Hélio Dias [Botafogo]; Mura [Botafogo], Zé Luiz II [Fluminense], Valdez [Fluminense] e Adevaldo [Botafogo]; Eliseu [Santos] e Ivo Soares [Flamengo]; Roberto Miranda [Botafogo], Zé Roberto [São Paulo], Mattar [Comercial-SP] e Caravetti [Palmeiras]
Técnico: Vicente Feola.

Data: 16 de outubro de 1964
Competição: Jogos Olímpicos de Tóquio
Local: Estádio Omiya, em Tóquio, no Japão
Árbitro: Asghar Techerani

Por Raoni David
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The Tokyo Olympics marked the first of a series Brazilian failures

Brazil was never considered to be an Olympic power, unfortunately the same can be said abaout the footbal matches Brazil ha splayed. The Seleção managed to win 4 medals so far in Olympic Games, never a gold one. On October 16th 1964, at the Tokyo Games the already two times World Champion faced an early elimination from the tournament.

After a tie with the United Arab Republic and a win over south Korea, Brazil could use a draw against the Czechs to advance to the next phase. But after the defeat by one goal Brazil was eliminated on goals difference, mainly because of the blowout imposed by U.A.R. over South Korea, 10 to 0.

Vicente Feola was the coach of Brazil’s first World cup title back in 1958, and in those Olympics he had some good players with him. Most notable was Roberto Miranda, a Botafogo idol that was still in the Seleção in the 1970 World Cup.

Others that had a good carrer were Zé Roberto, mainly at São Paulo, Corinthians and Coritiba and Valdez at Fluminense. Some players never fulfilled the expectations of the supporters. Like Eliseu, that played for Santos before becoming an important player in Belgium, or Caravetti, Mura and Adevaldo that had an unregular time at big clubs in Brazil.

After sen Brazil back home, Czechoslovakia went to the final match where they lost to Hungary. Brazil’s record in Olympics improved only in 1984, with a silver medal.

Czechoslovakia 1 x 0 Brazil

Czechoslovakia
Anton Svajlen; Anton Urban, Vladimir Weiss, Zdenck Picman and Stefan Matlak; Karel Nepomucky, Jan Brumovsky and Jozef Vojta; Frantisek Valosek, Frantisek Knebort and Vojtech Masny

Brazil
Hélio Dias [Botafogo]; Mura [Botafogo], Zé Luiz II [Fluminense], Valdez [Fluminense] and Adevaldo [Botafogo]; Eliseu [Santos] and Ivo Soares [Flamengo]; Roberto Miranda [Botafogo], Zé Roberto [São Paulo], Mattar [Comercial-SP] and Caravetti [Palmeiras]
Coach: Vicente Feola.

Date: 16th October 1964
Competition: Olympic Games
Place: Omiya Stadium, Tokyo, Japan
Referee: Asghar Techerani

Tradução de Fabricio Presilli

Com show de paulistas, primeira goleada em freguês

O Brasil não foi o campeão do Campeonato Sul Americano de 1917, o embrião da Copa América. Mas no dia 12 de outubro daquela temporada, a seleção brasileira, que jogou curiosamente com um uniforme vermelho, faria história ao aplicar a primeira de muitas goleadas sobre um contumaz freguês: o Chile, que levou de 5 a 0.

Essa era apenas a segunda partida entre as seleções. Na primeira, em 1916, empate por 1 a 1. Brasil e Chile já não tinham mais chances de título, que ficou com o anfitrião Uruguai e se enfrentaram sem responsabilidades, portanto. Pior para o Chile…

O Brasil não estava para brincadeira, e especialmente os representantes paulistas que eram a maioria. Logo aos 15 minutos, Caetano, do Palestra Itália, abriu o placar. Sete minutos mais tarde, o corintiano Neco ampliou. Estava fácil, e aos 29 foi a vez do santista Haroldo ampliar.

Já no finalzinho da primeira etapa, outro representante corintiano, Amílcar Barbuy, de cabeça balançou a rede novamente. O massacre do primeiro tempo se confirmou no segundo, porém, menos do que poderia ter sido. Aos 15 da segunda etapa, Haroldo fechou o placar em 5 a 0.

Outra curiosidade fica por conta do banco de reservas. Não existia ainda, a figura do técnico no Brasil. A seleção era comandada por uma comissão. Nesta competição formavam o comitê brasileiro os senhores, Joaquim de Souza Ribeiro (ex-jogador), Banedicto Montenegro (médico), Mário Sérgio Cardim (jornalista) e o capitão da seleção na ocasião, Sylvio Lagreca.

A partida que pouco valia dentro da competição deu início a uma longeva freguesia chilena. Tanto que a primeira derrota brasileira da história só aconteceu em 1956, e foi um sonoro 4 a 1, também pela Copa América. No total foram 65 jogos, com 47 vitórias brasileiras, 12 empates, e apenas sete vitórias chilenas. Outras tantas goleadas aconteceram e o Brasil marcou 152 gols, e ostenta uma média de 2,33 gols por partida. O Chile fez apenas 55 gols.

Ficha técnica: Brasil 5×0 Chile

Brasil
Casemiro [Mackenzie College]; Vidal [Fluminense] e Chico Netto [Fluminense]; Dias [A.A. São Bento-SP], Lagreca [A.A. São Bento-SP] e Galo [Flamengo]; Caetano [Palestra Itália], Amílcar Barbuy [Corinthians], Haroldo [Santos], Neco [Corinthians] e Arnaldo [Santos]
Técnico: Comissão técnica.

Chile
Guerrero; Gatica e Cárdenas; Guevara, Alvarado e Garcia; Rojas, Bolado, H. Muñoz, B. Muñoz e Paredes

Data: 12 de outubro de 1917
Competição: Campeonato Sul Americano (Copa América)
Local: Estádio Parque Central, em Montevidéu, no Uruguai
Árbitro: Ricardo Villariño
Público: 12 mil pagantes

Por Raoni David

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Brazil’s first big win against a regular opponent

Brazil didn’t win the south American Championship in 1917, this competition later would the first step to develop the Copa América as we know now. But on October 12th that year Brazil wore read shirts and got their first big win against Chile.

That was their second meeting, the first one took place in 1916 and was a tie 1 to 1, both teams couldn’t win the title anymore in 1917, that eventually stayed home with the Uruguayans.

With the majority of its players coming from São Paulo Brazil scored the first goal with fifteen minutes into the game, Caetano was the scorer, Neco doubled up seven minutes later and Haroldo got the third before the clock got to 30 minutes.

At the end of the first half Amílcar headed right to the net. With an astonishing advantage in the first period the Brazilians relaxed in the second half and scored just one more goal with Haroldo.

At that time there wasn’t yet the coach as we know now in sports, the team was managed by a group of people, the Brazilian “coaches” were Joaquim de Souza Ribeiro (former player), Banedicto Montenegro (doctor), Mário Sérgio Cardim (journalist) and the team’s captain Sylvio Lagreca.

Brazilians and Chileans faced each other a total of 65 times, and Brazil managed to get 47 wins and the Chileans only 7, the 12 other games finished tied. The 152 goals scored in those 65 games make Chile one rival Brazilians really like to play, and win.

Brazil 5×0 Chile

Brazil
Casemiro [Mackenzie College]; Vidal [Fluminense] and Chico Netto [Fluminense]; Dias [A.A. São Bento], Lagreca [A.A. São Bento] and Galo [Flamengo]; Caetano [Palestra Itália], Amílcar Barbuy [Corinthians], Haroldo [Santos], Neco [Corinthians] and Arnaldo [Santos]

Chile
Guerrero; Gatica and Cárdenas; Guevara, Alvarado and Garcia; Rojas, Bolado, H. Muñoz, B. Muñoz and Paredes

Date: 12th October 1917
Competition: South American Championship (Copa América)
Place: Parque Central Stadium, Montevideo, Uruguay
Referee: Ricardo Villariño
Attendance: 12.000.

Tradução de Fabricio Presilli