Na Bahia, Brasil deixa escapar título da Copa América de 83

O último título de expressão do Brasil havia sido a Copa do Mundo de 70, e já se passavam 13 anos deste feito. Desde então perdemos de uma Holanda irresistível a Copa de 74, para a ditadura argentina a de 78 e para o atacante Paolo Rossi a de 82. Mas os jejum em Copas era pequeno se comparado aos 40 anos sem vencer a Copa América.

Entre o título de 70, e a decisão da Copa América de 1983, em 04 de novembro, foram disputadas apenas duas edições do torneio continental, e o Brasil ficou em terceiro em 75 e 79. A última vez que esteve em uma decisão foi em 63, quando foi derrotado pela Argentina com um time que em nada lembrava o campeão do mundo, um ano antes.

Na Fonte Nova, sem nenhum jogador de times baianos, naquela sexta-feira, o Brasil tinha a chance de mudar essa história de fracassos, que inclusive marcou essa geração de jogadores exuberantes, de um futebol vistoso, mas que pouco conquistaram. Quanto a isso, a Copa de 82 é emblemática.

Após vencer em casa por 2 a 0 uma semana antes, a seleção uruguaia comandada em campo pelo craque Enzo Francescoli, precisava apenas de um empate para garantir o título. Ao Brasil, cabia uma vitória no tempo normal e outra na prorrogação.

E por alguns instantes o time comandado por Carlos Alberto Parreira deu pinta de que faria a festa do povo baiano com a conquista. O rápido meia Jorginho Putinatti abriu o placar logo aos 23 minutos. O atleta revelado pelo Marília e que atuava pelo Palmeiras à época, marcou apenas dois gols em seus 17 jogos com a camisa da seleção. Um deles poderia entrar para a história…

Mas não entrou. Na verdade passou despercebido diante do empate uruguaio. Já na parte final do jogo, aos 30 minutos do segundo tempo o atacante Carlos Aguilera, revelado pelo River Plate de Montevidéu, mas que já atuava pelo grande Nacional, marcou o gol do título.

O Brasil ainda passaria em branco por mais uma Copa América, quando em 87 foi simplesmente humilhado pela seleção chilena na Argentina numa derrota por 4 a 0. Dois anos mais tarde, porém, o jejum findaria. Mas estes são assuntos para outros posts…

Ficha técnica: Brasil 1 x 1 Uruguai

Brasil
Leão [Corinthians]; Paulo Roberto [Grêmio], Márcio Rossini [Santos], Mozer [Flamengo] e Júnior I [Flamengo]; China [Grêmio], Jorginho II [Palmeiras], Sócrates [Corinthians] e Tita [Flamengo] (Renato Gaúcho) [Grêmio]; Roberto Dinamite [Vasco] (Careca I) [São Paulo]
Éder Aleixo [Atlético-MG]
Técnico: Carlos Alberto Parreira

Uruguai
Rodolfo Rodríguez; Diogo, Gutierrez, Acevedo e Washington González; Agresta, Barrios e Francescoli; Aguilera (Bossio), Cabrera e Acosta (Venancio Ramos)
Técnico: Omar Borras

Data: 04 de novembro de 1983
Competição: Copa América
Local: Estádio da Fonte Nova, em Salvador
Árbitro: Edson Perez

Por Raoni David
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Playing at home, Brazil lost a title in 1983

Brazil’s supporters were starting to forget the feeling of winning in 1983, with the World Cup 13 years away, and a series of defeats in the main competition, Brazilians were confident the drought in South America, that lasted 40 years, would end that year.

In the only two Copa América disputed in the 70’s, Brazilians came in third in 1975 and 1979, the last time Brazil made to the final game was in 1963, defeated by Argentina. Playing in Bahia without anyone from local teams in the Seleção, that friday really could enter the history books and change a generation filled with failures.

The Uruguayans and their main player, Enzo Francescoli, won 2 to 0 at home one week earlier, needed a tie to win the title, Brazil had to win in regular time and again in overtime to keep the title.

Under coach Parreira, the team had a good start with a goal from Jorginho Putinatti, one of his two goals with the Selação, but Uruguay tied in the second half with Carlos Aguilera, a forward that played in Naciona back home.

Brazil would have to wait until 1989 to win a Copa América, playing at home, but that is a subject for another post.

Brazil 1 x 1 Uruguay

Brazil
Leão [Corinthians]; Paulo Roberto [Grêmio], Márcio Rossini [Santos], Mozer [Flamengo] and Júnior I [Flamengo]; China [Grêmio], Jorginho II [Palmeiras], Sócrates [Corinthians] and Tita [Flamengo] (Renato Gaúcho) [Grêmio]; Roberto Dinamite [Vasco] (Careca I) [São Paulo] Éder Aleixo [Atlético-MG].
Coach: Carlos Alberto Parreira

Uruguay
Rodolfo Rodríguez; Diogo, Gutierrez, Acevedo and Washington González; Agresta, Barrios and Francescoli; Aguilera (Bossio), Cabrera and Acosta (Venancio Ramos).
Coach: Omar Borras

Date: 04th November 1983
Competition: Copa América
Place: Fonte Nova Stadium, Salvador
Referee: Edson Perez

Tradução de Fabricio Presilli

Brasil conquista duas taças no mesmo dia!

É famosa a história de que o expressinho do São Paulo, no começo da década de 90, sob o comando de Telê Santana jogou duas partidas por competições diferentes num mesmo dia. O que pouca gente sabe é que este fato curioso já aconteceu com a Seleção Brasileira, em 22 de outubro de 1922.

E não foram quaisquer adversários, e nem jogos sem relevância. Para decidir o Campeonato Sul Americano, que mais tarde seria chamado de Copa América, fez-se necessário um jogo desempate contra os paraguaios. No mesmo dia, haveria a disputa da Copa Roca, contra os argentinos.

A seleção que já estava na disputa da Copa América disputada no estádio das Laranjeiras no Rio de Janeiro e que pode ser considerada a principal, ou a que contava com os melhores jogadores da época, seguiu na disputa e não decepcionou ao vencer o Paraguai por 3 a 0.

A base do time era paulista, com sete jogadores contra quatro dos cariocas. Formiga do Paulistano marcou duas vezes, e Neco do Corinthians uma, decretando a vitória brasileira, e o segundo título da competição na história.

E o que fazer com a disputa da tradicional Copa Roca, contra os argentinos, marcada para acontecer em São Paulo, no estádio Parque Antártica? A confederação, à época a CBD, convocou um segundo time, em que os paulistas novamente eram maioria. Apenas dois jogadores eram cariocas. Vale lembrar que no histórico dos confrontos entre os países havíamos perdido quatro e vencido três jogos, em nove disputados.

Aliás, a última vitória brasileira havia sido há sete dias, pela Copa América, por 2 a 0. O Brasil jogou com o time que derrotou o Paraguai e foi campeão, e a Argentina era praticamente a mesma que jogaria também a Copa Roca, uma vez que já estavam em solo brasileiro.

Pois não é que o time ‘B’ do Brasil venceu. E os visitantes ainda saíram na frente. Porém, Gambarotta, mais um corintiano, marcou duas vezes e o Brasil venceu por 2 a 1.

Confira abaixo, as duas fichas-técnicas.

Campeonato Sul Americano: Brasil 3 x 0 Paraguai

Brasil
Kuntz [Flamengo];Palamone [Botafogo] e Bartô II [AA São Bento-SP]; Laís [Fluminense], Amílcar [Corinthians] e Fortes [Fluminense]; Formiga [Paulistano], Neco [Corinthians], Heitor Domingues [Palestra Itália], Tatu [Corinthians] e Rodrigues I [Corinthians]
Técnico: Comissão

Paraguai
Denis; Gonzalez e Paredes; Miranda, Fleitas Solich e Benitez; Schaere, Capdeville, Lopez, Rivas e Prates
Técnico: Manuel Fleitas Solich

Data: 22 de outubro de 1922
Competição: Campeonato Sul Americano
Local: Estádio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro
Árbitro: Servando Perez

Copa Roca: Brasil 2 x 1 Argentina

Brasil
Mesquita [Portuguesa]; Grané [Ypiranga-SP] e Clodô [Paulistano]; Abatte [Paulistano], Faragassi [Ypiranga-SP] e Nesi [São Cristóvão]; Leite de Castro [Botafogo] (Brasileiro) [Minas Gerais-SP], Zezé I [Fluminense], Gambarotta [Corinthians], Tepet [Ypiranga-SP] e Osses [Ypiranga-SP]
Técnico: Comissão

Argentina
Tesorieri; Celli e Castaldi; Chabrolin, Médici e Solari; Rivet, Chiesa, Gaslini, Francia e Cesari.

Data: 22 de outubro de 1922
Competição: Copa Roca
Local: Parque Antártica, em São Paulo
Árbitro: Antônio Carneiro de Campos

Por Raoni David
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Brazil wins two titles in the same day!

There is a famous true tale in brazilian football that remembers a day back in the early 90’s when São Paulo played twice in the same day, a game for a local tournament and another for a continental one. What many people don’t know is that the Seleção also had two games in the same day, back in 1922.

And those games were valid for titles. In the final match of the South American Championship Brazil had to face Paraguay in Rio, and for the Copa Roca a game against Argentina in São Paulo.

The Seleção was already in Rio for the South American Championship, all the games were played in the Laranjeiras Field. This team beated Paraguay 3 to 0 with a great performance from Formiga and Neco, two of the majority of players that had contracts with São Paulo clubs back then.

And what about the other match in São Paulo? The Brazilian FA (at that time called CBD), called off a “second” team, mainly from players of the São Paulo league, just two guys that played in the second game were from Rio.

After just seven days of their last meeting, a 2 to 0 Brazilian win valid for the South American Championship, Brazil won again 2 to 1, with two goals from Gambarotta.

South American Championship: Brazil 3 x 0 Paraguay

Brazil
Kuntz [Flamengo];Palamone [Botafogo] and Bartô II [AA São Bento]; Laís [Fluminense], Amílcar [Corinthians] and Fortes [Fluminense]; Formiga [Paulistano], Neco [Corinthians], Heitor Domingues [Palestra Itália], Tatu [Corinthians] and Rodrigues I [Corinthians]
Coach: Staff

Paraguay
Denis; Gonzalez and Paredes; Miranda, Fleitas Solich and Benitez; Schaere, Capdeville, Lopez, Rivas and Prates
Coach: Manuel Fleitas Solich

Date: 22nd October 1922
Competition: South American Championship
Place: Laranjeiras Field, Rio de Janeiro
Referee: Servando Perez

Copa Roca: Brazil 2 x 1 Argentina

Brasil
Mesquita [Portuguesa]; Grané [Ypiranga] and Clodô [Paulistano]; Abatte [Paulistano], Faragassi [Ypiranga] and Nesi [São Cristóvão]; Leite de Castro [Botafogo] (Brasileiro) [Minas Gerais], Zezé I [Fluminense], Gambarotta [Corinthians], Tepet [Ypiranga] and Osses [Ypiranga]
Coach: Staff

Argentina
Tesorieri; Celli and Castaldi; Chabrolin, Médici and Solari; Rivet, Chiesa, Gaslini, Francia and Cesari.

Date: 22nd October 1922
Competition: Copa Roca
Place: Parque Antártica Stadium, São Paulo
Referee: Antônio Carneiro de Campos

Tradução de Fabricio Presilli

Grandes ídolos da Seleção Brasileira: Cafú

Marcos Evangelista de Moraes
Posição: lateral-direito
Nascimento: 07/junho/1970 – São Paulo/SP
148 jogos – 5 gols
Primeiro jogo: 12/09/1990- Espanha 3×0 Brasil (Amistoso)
Último jogo: 01/07/2006- Brasil 0x1 França (Copa do Mundo)

Dispensado por várias vezes em peneiras dos principais clubes de São Paulo, o lateral-direito Cafú jamais imaginaria, em sua infância e adolescência, que um dia se tornaria o jogador recordista em participações com a camisa da Seleção Brasileira.

Até a fatídica partida em que o selecionado brasileiro, treinado por Parreira, acabou sendo eliminado pela França na fase de quartas de final da Copa do Mundo de 2006, o camisa 2 disputou 148 jogos com a camisa canarinho, anotando um total de 5 gols.

Titular absoluto na época áurea do São Paulo Futebol Clube, que comandado por Telê Santana, conquistou todos os títulos possíveis entre os anos de 1990 e 1994 e com passagens pelo Real Zaragoza, Juventude, Palmeiras, Roma e Milan, Cafú é um grande ícone quando o assunto é o lado direito do gramado.

Atleta voluntarioso, de muita força, velocidade, técnica e disciplina, Cafú foi convocado para vestir a camisa da Seleção Brasileira pela primeira vez pelo técnico Paulo Roberto Falcão para a disputa de um amistoso contra a Espanha em 1990. No mesmo ano participou do jogo festivo, na Itália, em que Pelé comemorou seus 50 anos de vida.

Seu destino parecia estar traçado. O jogador nasceu a exatas duas semanas do tricampeonato mundial. Sempre iluminado, Marcos Evangelista de Moraes fez a sua estreia em Copas do Mundo justamente 24 anos após seu nascimento, na decisão do mundial de 1994 diante da mesma Itália, quando substituiu Jorginho, que se contundiu ainda no primeiro tempo.

O paulistano é considerado um dos maiores laterais da história do futebol mundial e em 2004 foi apontado em uma lista feita por Pelé como um dos 125 maiores jogadores de todos os tempos.

Títulos conquistados com a Seleção Brasileira
– Copa do Mundo 1994 (Estados Unidos)
– Copa América 1997 (Bolívia)
– Copa das Confederações 1997 (França)
– Copa América 1999 (Paraguai)
– Copa do Mundo 2002 (Coréia do Sul e Japão)
Participou ainda das Copas de 1998 e 2006.

Por Fábio Pereira
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Seleção idols: Cafú

Marcos Evangelista de Moraes
Position: right back
Born: 07/june/1970 – São Paulo/SP
148 games – 5 goals
First game: 12/09/1990- Spain 3×0 Brazil (Friendly)
Last game: 01/07/2006- Brazil 0x1 France (2006 World Cup)

After being dismissed by several clubs in São Paulo, the right back Cafu couldn’t dream that one day he would become the player with most games with the Brazilian national team. Before those quarterfinals match against France in 2006, Cafu played a total of 148 games, scoring 5 goals with the Seleção.

Holder of the rigth spot in the great São Paulo squad of the early 90’s, he won every single title there is for a footballer to win in South America between 1990 and 1994. He also played for Real Zaragoza in Spain, Juventude and Palmeiras back in Brazil and Roma and Milan in Italy.

A really willful player, disciplined strong back, Cafu first call to the National team was by coach Paulo Roberto Falcão, to play a friendly against Spain in 1990. That same year he took part in a game versus Italy, when Pelé celebrated his 50 birthday.

His faith seemed to really be in yellow, Cafu was born two weeks before the final match of the 1970 World Cup. Marcos Evangelista de Moraes debuted in a World Cup game in the 1994 final against Italy, after an injury of the right back Jorginho in the first half of the game.

Considered one of the best players ever in the right back, Cafu was appointed from Pelé as one the 125 best players ever around the world.

Titles with the Seleção
– 1994 World Cup (USA)
– 1997 Copa América (Bolivia)
– 1997 Confederations Cup (France)
– 1999 Copa América (Paraguay)
– 2002 World Cup (South Korea and Japan)
Played also in other two World Cups (1998 and 2006).

Tradução de Fabricio Presilli

Em 64, Brasil dava início aos fracassos em Olimpíadas.

O Brasil nunca foi uma potência olímpica e o mesmo pode ser dito com relação ao futebol nos Jogos. Tanto que conquistou apenas quatro medalhas ao longo da história, e jamais uma de ouro. Em 16 de outubro de 1964, nos Jogos Olímpicos de Tóquio a seleção brasileira que já era bicampeã mundial, amargou a eliminação na primeira fase do torneio.

Após empatar com a extinta República Árabe Unida por 1 a 1 e vencer a Coréia do Sul por 4 a 0, bastava um empate com a Checoslováquia para o time comandado por Vicente Feola avançar na competição. Mas a partida terminou 1 a 0 para os Checos, e mesmo assim o Brasil só ficou fora no saldo de gols, devido à goleada do S.A.U. sobre a Coréia do Sul: 10 a 0.

Feola que comandara a primeira seleção brasileira campeã do Mundo, em 1958, teve em suas mãos, entre os jovens jogadores, alguns que deram certo e outros que nem tanto. Do time brasileiro que entrou em campo neste dia, quem mais mereceu destaque ao longo da carreira foi Roberto Miranda. Ídolo botafoguense, onde fez 154 gols em 352 jogos, integrou ainda a seleção brasileira em 1970, tricampeã no México.

Além dele, outro que mais tarde virou ídolo de um grande time brasileiro foi Zé Roberto. Revelado pelo São Paulo, o atacante ainda teve passagem pelo Corinthians, mas foi no Coritiba, com a conquista do Torneio do Povo de 1973, que escreveu seu nome. O zagueiro Valdez ainda quase fez 100 jogos com a camisa do Fluminense

Outros eram promessas, como o santista Eliseu, apontado como sucessor de Zito na Vila Belmiro, mas acabou se transferindo para o futebol belga, onde se tornou ídolo. Ou ainda, o atacante Caravetti, que fez 16 jogos com a camisa palmeirense e só marcou um gol. Os laterais Mura (direito) e Adevaldo (esquerdo) até que deram seus jeitinhos. Mura foi titular do Botafogo por algum tempo, e Adevaldo chegou a jogar no São Paulo, mas na época da construção do Morumbi.

Já o goleiro Hélio Dias de Botafogo e Atlético Mineiro, o zagueiro Zé Luiz, do Fluminense, o meio-campista Ivo Soares do Flamengo e o atacante Mattar, do Comercial de Ribeirão Preto, não conseguiram deixar grandes lembranças nos seus torcedores.

Bom, na sequência dos Jogos a algoz Checoslováquia ficou com a prata, ao perder a decisão ouro para a Hungria, por 2 a 1. O Brasil, comprovando sua fraqueza em Olimpíadas, só veio a conquistar uma medalha 20 anos mais tarde, quando ficou com a prata em Los Angeles.

Ficha técnica: Checoslováquia 1 x 0 Brasil

Checoslováquia
Anton Svajlen; Anton Urban, Vladimir Weiss, Zdenck Picman e Stefan Matlak; Karel Nepomucky, Jan Brumovsky e Jozef Vojta; Frantisek Valosek, Frantisek Knebort e Vojtech Masny

Brasil
Hélio Dias [Botafogo]; Mura [Botafogo], Zé Luiz II [Fluminense], Valdez [Fluminense] e Adevaldo [Botafogo]; Eliseu [Santos] e Ivo Soares [Flamengo]; Roberto Miranda [Botafogo], Zé Roberto [São Paulo], Mattar [Comercial-SP] e Caravetti [Palmeiras]
Técnico: Vicente Feola.

Data: 16 de outubro de 1964
Competição: Jogos Olímpicos de Tóquio
Local: Estádio Omiya, em Tóquio, no Japão
Árbitro: Asghar Techerani

Por Raoni David
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The Tokyo Olympics marked the first of a series Brazilian failures

Brazil was never considered to be an Olympic power, unfortunately the same can be said abaout the footbal matches Brazil ha splayed. The Seleção managed to win 4 medals so far in Olympic Games, never a gold one. On October 16th 1964, at the Tokyo Games the already two times World Champion faced an early elimination from the tournament.

After a tie with the United Arab Republic and a win over south Korea, Brazil could use a draw against the Czechs to advance to the next phase. But after the defeat by one goal Brazil was eliminated on goals difference, mainly because of the blowout imposed by U.A.R. over South Korea, 10 to 0.

Vicente Feola was the coach of Brazil’s first World cup title back in 1958, and in those Olympics he had some good players with him. Most notable was Roberto Miranda, a Botafogo idol that was still in the Seleção in the 1970 World Cup.

Others that had a good carrer were Zé Roberto, mainly at São Paulo, Corinthians and Coritiba and Valdez at Fluminense. Some players never fulfilled the expectations of the supporters. Like Eliseu, that played for Santos before becoming an important player in Belgium, or Caravetti, Mura and Adevaldo that had an unregular time at big clubs in Brazil.

After sen Brazil back home, Czechoslovakia went to the final match where they lost to Hungary. Brazil’s record in Olympics improved only in 1984, with a silver medal.

Czechoslovakia 1 x 0 Brazil

Czechoslovakia
Anton Svajlen; Anton Urban, Vladimir Weiss, Zdenck Picman and Stefan Matlak; Karel Nepomucky, Jan Brumovsky and Jozef Vojta; Frantisek Valosek, Frantisek Knebort and Vojtech Masny

Brazil
Hélio Dias [Botafogo]; Mura [Botafogo], Zé Luiz II [Fluminense], Valdez [Fluminense] and Adevaldo [Botafogo]; Eliseu [Santos] and Ivo Soares [Flamengo]; Roberto Miranda [Botafogo], Zé Roberto [São Paulo], Mattar [Comercial-SP] and Caravetti [Palmeiras]
Coach: Vicente Feola.

Date: 16th October 1964
Competition: Olympic Games
Place: Omiya Stadium, Tokyo, Japan
Referee: Asghar Techerani

Tradução de Fabricio Presilli

Estreia vitoriosa no Pan que teve medalha de ouro cassada

Com um time formado por jovens jogadores, que mais tarde se destacariam uns mais que outros, o Brasil disputou os Jogos Pan Americanos do México, com quem acabou dividindo a medalha de ouro da competição, já que a decisão fora interrompida. Mais tarde a FIFA cassaria essa medalha.

No entanto, em 14 de outubro de 1975, o Brasil estreou na competição diante da Costa Rica. Numa campanha em que o Brasil marcou 33 gols em oito jogos, o 3 a 1 da vitória sobre os costa-riquenhos foi pouco. Principalmente se comparado aos 6 a 0 na Bolívia, 7 a 0 em Trinidad e Tobago, ou ainda os 14 a 0 sobre a Nicarágua.

Fazia parte do elenco brasileiro comandado pela lenda Zizinho, jogadores que mais tarde se consagrariam no cenário nacional, como o goleiro Carlos, ainda na Ponte Preta, o lateral-direito Rosemiro, que atuava pelo Remo, o zagueiro-lateral-esquerdo Edinho, desde então no Fluminense, o volante Batista, que já atuava no Internacional e a eterna promessa Claudio Adão, que a essa altura já vestia a camisa flamenguista.

Outros tiveram algum sucesso, como Tiquinho, que jogou no Botafogo, mas foi ídolo de verdade da torcida do Ceará, ou Eudes, que se destacou com a camisa da Portuguesa, mas não deu tão certo no Cruzeiro. Marcelo Oliveira, atacante atleticano que neste novo século chegou a assumir o comando técnico da equipe, chegou a disputar a Copa América com a seleção principal no mesmo ano, mas também não virou tudo o que se imaginava dele. O zagueiro Tecão, dois anos depois, seria campeão brasileiro com o São Paulo

Alguns além de decepcionarem e viraram folclore, como o volante Alberto Leguelé. Quando disputou o Pan ainda estava no Bahia e seu futebol chamou a atenção do Flamengo, que começava a montagem do maior time da história do clube. Leguelé, porém, não jogou a mesma bola de antes, e acabou não fazendo parte daquele timaço.

Na partida, o Brasil contou com o rápido Tiquinho e com o habilidoso Cláudio Adão para marcar. Porém, talvez os adversários tenha achado que era pouco e resolveu ajudar, marcando gol contra com Vasques. O atacante Wanchope (seria o pai) foi quem diminuiu o placar.

Ficha técnica: Brasil 3 x 1 Costa Rica

Brasil
Carlos [Ponte Preta]; Rosemiro [Remo], Tecão [São Paulo], Edinho [Fluminense] e Carlinhos [Fluminense]; Alberto Leguelé [Bahia] e Batista [Internacional], (Eudes) [Portuguesa de Desportos]; Tiquinho [Botafogo], Marcelo Oliveira [Atlético Mineiro], Cláudio Adão [Flamengo] (Luís Alberto) [Fluminense] e Pitta [Corinthians]
Técnico: Zizinho.

Costa Rica
Rojas; Stupiñan, Aguero, Watson e Vasquez; Barrantes e Villalobos (Pinagua); Alvorado, Camacho, Wanchope e Gimenez (Solano)
Técnico: Desconhecido.

Data: 14 de outubro de 1975
Competição: Jogos Pan Americanos do México
Local: Estádio Azteca, na cidade do México
Árbitro: E. Mendonza

Por Raoni David

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A win in the first game of the Pan American Games

Brazil sent to Mexico a squad with young players, some of them would turn out to be regulars in the Seleção, and eventually won the gold medal at the final, a split decision with Mexico, that later got overturned by FIFA.

On the 14th of October in 1975 Brazil made his debut against Costa Rica. Considering that through the competition Brazil scored 33 goals in only eigth matches, the 3 scored in the Costa Ricans were just the start of a good campaign. After this game Brazil scored 6 goals against Bolivia, 7 in Trinidad and Tobago and amazing 14 over Nicaragua.

Coach Zizinho had with him some players that later would be stars locally, such as the keeper Carlos, the right back Rosemiro, left back Edinho and the forward Claudio Adão, already at Flamengo at that time.

Other players moved clubs later to be more sucessful, like Tiquinho that found love in Ceará after a passage in Botafogo, or Eudes that played well in Portuguesa after failing to make an impression in Cruzeiro. Marcelo Oliveira was a forward at Atlético Mineiro, some years ago he was hired to coach the same team, was at a Copa América roster in the 70’s, but never really prove to be what everybody thougth he could be. Leguelé is an example of a player with a good game in a small market, Salvador in Bahia, that shrinked after a transfer to powerhouse Flamengo, in Rio.

At that match, Brazil played with fast forward Tiquinho and skillful Claudio Adão, with a help from the oppponent that scored an own goal before Wanchope (the father of the one we know now) could score Costa Rica single goal of the game.

Brazil 3 x 1 Costa Rica

Brazil
Carlos [Ponte Preta]; Rosemiro [Remo], Tecão [São Paulo], Edinho [Fluminense] and Carlinhos [Fluminense]; Alberto Leguelé [Bahia] and Batista [Internacional], (Eudes) [Portuguesa de Desportos]; Tiquinho [Botafogo], Marcelo Oliveira [Atlético Mineiro], Cláudio Adão [Flamengo] (Luís Alberto) [Fluminense] and Pitta [Corinthians]
Coach: Zizinho.

Costa Rica
Rojas; Stupiñan, Aguero, Watson and Vasquez; Barrantes and Villalobos (Pinagua); Alvorado, Camacho, Wanchope and Gimenez (Solano)
Coach: Unknown.

Date: 14th october 1975
Competition: Pan American Games
Place: Azteca Stadium, Mexico City, México
Referee: E. Mendonza

Tradução de Fabricio Presilli

Goleada para acalmar os ânimos

Auxiliar técnico de Vanderlei Luxemburgo, Candinho avisava: o Brasil vai terminar o primeiro turno das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002 em segundo lugar. E com o mundo caindo sobre Luxa após a conquista da medalha de bronze em Sidney, o próprio Candinho foi o treinador na partida que colocou a Seleção Brasileira no segundo lugar.

Em oito de outubro de 2000, a seleção venezuelana seria o adversário. O Brasil, ainda comandado por Luxa, vinha de goleada sobre a Bolívia, no Maracanã, por 5 a 0, e em Maracaíbo, contra a ainda inexpressiva Venezuela (como cresceu o futebol do país de Hugo Chávez!), a história não poderia ser diferente.

Romário, que não jogaria a Copa do Mundo na Ásia, com a seleção já sob o comando de Felipão, e que estava mordido por ficar de fora das Olimpíadas, comandou a festa e balançou a rede quatro vezes. Euller e Juninho Paulista completaram a festa vascaína.

O time da Colina, que dois meses mais tarde seria campeão da Copa João Havelange, deu o tom no time do meio pra frente. Juninho Pernambucano vestiu a nove, o Paulista ficou com a dez. Romário tinha a histórica camisa 11 e Euller, jogou com a sete.

Outra curiosidade da partida, foi a pouca presença de jogadores atuando fora do país. Dos 14 que participaram do jogo, apenas cinco eram ‘estrangeiros’. Da Itália vinham Cafu e Antônio Carlos, que ainda estava na Roma, além de Vampeta, jogador do Inter de Milão. Sylvinho estava no Arsenal da Inglaterra e Zé Roberto, no Bayer Leverkusen, da Alemanha.

Ficha técnica: Venezuela 0x6 Brasil

Venezuela
Angelucci; Jimenez, Alvarado, Gonzalez e Martínez; Garcia (Savarese), Echenaussi (Arango), Farias e Rey; Ornellas e Morán (Paez)
Técnico: José Omar Pastoriza

Brasil
Rogério Ceni [São Paulo]; Cafu [Roma-ITA], Antônio Carlos [Roma-ITA], Cléber [Cruzeiro] e Sylvinho [Arsenal-ING]; Donizete Oliveira [Cruzeiro], Vampeta [Internazionale-ITA], Juninho Pernambucano [Vasco] (Zé Roberto) [Bayer Leverkusen-ALE] e Juninho Paulista [Vasco] (Ricardinho) [Cruzeiro]; Euller [Vasco] (Marques) [Atlético Mineiro] e Romário [Vasco]
Técnico: Candinho

Data: 08 de outubro de 2000
Competição: Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002
Local: Estádio Pachencho Romero, em Maracaíbo
Árbitro: Ubaldo Aquino.

Por Raoni David

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Tons of goals to give morale

As an assistant for coach Vanderlei Luxembrugo, Candinho warned: Brazil will finish the first half of the Qualifiyng Tournament for the 2002 World Cup in second place. With the world’s weigth on Luxemburgo’s shoulders after he managed to win only a bronze medal in the Sydney Olympics, not good enough for the brazilians considering the national team never won gold, it took up to himself to put the Seleção on that second spot he predicted.

On october 8th of 2000, the national Venezuelan team would be the opponents. Brazil’s last game was under coach Luxemburgo, a pack of 5 goals against Bolívia at Maracanã Stadium, and in Maracaibo they would play the underdog local team (how grown is local football in the land of Hugo Chavez now!), the story could not be different.

Romário, that eventually would not play in the World Cup already under coach Felipão, was holding a grudge because of being left off the Olympic Tournament, lead the way with four goals. Euller and Juninho Paulista putted to bed the Vasco party. All of them were teamates at the carioca club.

Vasco would eventually be the champion for Copa João Havelange that year, and they set the tone of the team in the front. Juninho Pernambucano worn number 9, Paulista with number 10, Romário with his historic 11 and Euller with the lucky 7.

Another curious thing that happened in that game was the slim presence of players from abroad, a tendence in brazilian national squads lately. From the 14 the played only five of them had contracts with clubs from outside Brazil. From Italy Cafu and Antônio Carlos, still in Rome, besides Vampeta that played in Internazionale, Sylvinho was in Arsenal and Zé Roberto in german club Bayer Leverkusen.

Venezuela 0x6 Brasil

Venezuela
Angelucci; Jimenez, Alvarado, Gonzalez and Martínez; Garcia (Savarese), Echenaussi (Arango), Farias and Rey; Ornellas and Morán (Paez)
Coach: José Omar Pastoriza

Brasil
Rogério Ceni [São Paulo]; Cafu [Roma], Antônio Carlos [Roma], Cléber [Cruzeiro] and Sylvinho [Arsenal]; Donizete Oliveira [Cruzeiro], Vampeta [Internazionale], Juninho Pernambucano [Vasco] (Zé Roberto) [Bayer Leverkusen] and Juninho Paulista [Vasco] (Ricardinho) [Cruzeiro]; Euller [Vasco] (Marques) [Atlético Mineiro] and Romário [Vasco]
Coach: Candinho

Date: 08th october 2000
Competition: 2002 World Cup Qualifiers
Place: Pachencho Romero Stadium, in Maracaíbo
Referee: Ubaldo Aquino.

Tradução de Fabricio Presilli

Mal na Copa, Brasil vai à forra com pernambucanos

Após perder um jogo e ser eliminado da Copa do Mundo de 1934, a Seleção Brasileira excursionou pela Europa. No retorno deu uma paradinha no Nordeste, e entre os meses de setembro e outubro fez amistosos contra equipes baianas e pernambucanas.

Galícia, Ypiranga, Vitória, Bahia e a própria seleção baiana, foram vítimas do Brasil. Em Pernambuco, Sport, Santa Cruz e Náutico foram vencidos, e em 7 de outubro de 1934, a seleção pernambucana foi derrotada por 5 a 3.

Curioso é que embora o Sport enfrentasse um jejum de seis anos sem títulos pernambucanos (que duraria 10 anos, entre 1928 e 38), a base da seleção pernambucana era o time da Ilha do Retiro, que tinha sete jogadores convocados: Alemão II, Gelsomino, Furlan, Alemão, Bermudês, Marcilio e Rodolfo. O campeão deste ano fora o Náutico e apenas Zezé, que também aparece no time do Santa Cruz (seria o mesmo?) serviu a seleção pernambucana. Vice estadual, o Santinha cedeu além de Zezé, Marcionilo, Ernani e Valfrido.

Enquanto isso, o Botafogo era maioria absoluta na seleção brasileira. Nada menos que oito jogadores participaram da partida. Três deles, o goleiro Pedrosa, e os médios Martim Silveira e Canalli, defenderam o Brasil na Copa, meses antes.

Inscritos pela CBD, estavam os são-paulinos Waldemar de Brito (que mais tarde levaria Pelé à Vila Belmiro), Armandinho e Leônidas da Silva, além de Patesko, que estava no Nacional de Montevidéu e que mais tarde, seria transferido ao próprio Botafogo. O técnico brasileiro era Armindo Nobs Ferreira.

Em solo pernambucano, nesta excursão, o Brasil fez seis jogos. Venceu cinco, e perdeu um, para o Santa Cruz, três dias após vencer a seleção estadual, por 3 a 2.

O Brasil, porém, passava por um momento político conturbado, e longe dali, em São Paulo, a Frente Única Antifascista se posicionou contra a ‘marcha dos 5 mil’. Disso resultou uma batalha campal na Praça da Sé, que ficou conhecida como Revoada dos galinhas-verdes, em alusão a cor do uniforme dos militantes da Ação Integralista Brasileira.

Ficha técnica: Brasil 5×3 Seleção Pernambucana

Brasil
Pedrosa [Botafogo]; Vicente [Botafogo] e Otacílio [Botafogo]; Ariel [Botafogo], Waldir [Botafogo] (Martim Silveira) [Botafogo] e Canalli [Botafogo]; Átila [Botafogo], Waldemar de Brito [CBD], Armandinho [CBD], Leônidas da Silva [CBD] e Patesko [CBD]
Técnico: Armindo Nobs Ferreira.

Seleção Pernambucana
Zé Miguel; Alemão II (Marcionilo) e Gelsomino; Zezé, Furlan e Ernani; Alemão (Valfrido), Bermudes, Zeferino (Chinês), Marcílio e Rodolfo
Técnico: Joaquim Loureiro.

Data: 07 de outubro de 1934
Competição: Amistoso não oficial
Local: Campo da Avenida Malaquias, em Recife
Árbitro: José Mariano Carneiro Pessoa

Por Raoni David

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After a bad World Cup, Brazil faced local squads

After losing one match and being wiped out of the 1934 World Cup, the Seleção made a tour throughout Europe. On the way back home a stop in the notheast region between september and october to play some friendlies against teams from Pernambuco and Bahia states.

Galícia, Ypiranga, Vitória, Bahia and the seleção baiana were victims of Brazil’s strenght. In Pernambuco Sport, Santa Cruz and Náutico were beaten, and in the 07th of october of 1934, the seleção of Pernambuco lost a 5 x 3 game.

Altougth Sport was facing a drougth of six years without a title in the Pernambuco State (that eventually lasted 10 yeras, ending only in 1938), they were the base of the Pernambuco squad, with seven of its players in that team: Alemão II, Gelsomino, Furlan, Alemão, Bermudês, Marcilio and Rodolfo. The 1934 champion was Náutico and Zezé was their only player selected. Another Zezé apperas from the other big team in Recife, Santa Cruz, that gave also Marcionilo, Ernani and Valfrido to the seleção pernambucana.

Meanwhile Botofogo from Rio was the backbone of the Seleção Brasileira, eigth of their players were in the national team. Three of them, the goalkeeper Pedrosa, and the midfielders Martim Silveira and Canalli were in the World Cup some months before.

Registered from CBD (now CBF, the Brazilian FA) were Waldemar de Brito (the man that later brougth Pelé to Santos), Armandinho and Leônidas da Silva, all three of them from São Paulo, besides Patesko from Nacional of Montevideo, that later joined Botafogo. The coach was Armindo Nobs Ferreira.

The Seleção Brasileira made six games in Pernambuco. Won five and lost one, to Santa Cruz on a score of 3 x 2.

Brazil was in a shaky moment politically, in São Paulo the Frente Única Antifascista (United Front Agains Fascism) made a stand against the ‘5 thousand march’. From that began a battle in Sé Square, downtown São Paulo, that was named “flock of the green chickens”, an alusion to the uniform of the United Brazilian Action.

Brasil 5×3 Seleção Pernambucana

Brasil
Pedrosa [Botafogo]; Vicente [Botafogo] and Otacílio [Botafogo]; Ariel [Botafogo], Waldir [Botafogo] (Martim Silveira) [Botafogo] and Canalli [Botafogo]; Átila [Botafogo], Waldemar de Brito [CBD], Armandinho [CBD], Leônidas da Silva [CBD] and Patesko [CBD]
Coach: Armindo Nobs Ferreira.

Seleção Pernambucana
Zé Miguel; Alemão II (Marcionilo) and Gelsomino; Zezé, Furlan and Ernani; Alemão (Valfrido), Bermudes, Zeferino (Chinês), Marcílio and Rodolfo
Coach: Joaquim Loureiro.

Date: 07th october 1934
Competition: Friendly
Place: Avenida Malaquias Field, Recife
Referee: José Mariano Carneiro Pessoa

Tradução de Fabricio Presilli