Na Bahia, Brasil deixa escapar título da Copa América de 83

O último título de expressão do Brasil havia sido a Copa do Mundo de 70, e já se passavam 13 anos deste feito. Desde então perdemos de uma Holanda irresistível a Copa de 74, para a ditadura argentina a de 78 e para o atacante Paolo Rossi a de 82. Mas os jejum em Copas era pequeno se comparado aos 40 anos sem vencer a Copa América.

Entre o título de 70, e a decisão da Copa América de 1983, em 04 de novembro, foram disputadas apenas duas edições do torneio continental, e o Brasil ficou em terceiro em 75 e 79. A última vez que esteve em uma decisão foi em 63, quando foi derrotado pela Argentina com um time que em nada lembrava o campeão do mundo, um ano antes.

Na Fonte Nova, sem nenhum jogador de times baianos, naquela sexta-feira, o Brasil tinha a chance de mudar essa história de fracassos, que inclusive marcou essa geração de jogadores exuberantes, de um futebol vistoso, mas que pouco conquistaram. Quanto a isso, a Copa de 82 é emblemática.

Após vencer em casa por 2 a 0 uma semana antes, a seleção uruguaia comandada em campo pelo craque Enzo Francescoli, precisava apenas de um empate para garantir o título. Ao Brasil, cabia uma vitória no tempo normal e outra na prorrogação.

E por alguns instantes o time comandado por Carlos Alberto Parreira deu pinta de que faria a festa do povo baiano com a conquista. O rápido meia Jorginho Putinatti abriu o placar logo aos 23 minutos. O atleta revelado pelo Marília e que atuava pelo Palmeiras à época, marcou apenas dois gols em seus 17 jogos com a camisa da seleção. Um deles poderia entrar para a história…

Mas não entrou. Na verdade passou despercebido diante do empate uruguaio. Já na parte final do jogo, aos 30 minutos do segundo tempo o atacante Carlos Aguilera, revelado pelo River Plate de Montevidéu, mas que já atuava pelo grande Nacional, marcou o gol do título.

O Brasil ainda passaria em branco por mais uma Copa América, quando em 87 foi simplesmente humilhado pela seleção chilena na Argentina numa derrota por 4 a 0. Dois anos mais tarde, porém, o jejum findaria. Mas estes são assuntos para outros posts…

Ficha técnica: Brasil 1 x 1 Uruguai

Brasil
Leão [Corinthians]; Paulo Roberto [Grêmio], Márcio Rossini [Santos], Mozer [Flamengo] e Júnior I [Flamengo]; China [Grêmio], Jorginho II [Palmeiras], Sócrates [Corinthians] e Tita [Flamengo] (Renato Gaúcho) [Grêmio]; Roberto Dinamite [Vasco] (Careca I) [São Paulo]
Éder Aleixo [Atlético-MG]
Técnico: Carlos Alberto Parreira

Uruguai
Rodolfo Rodríguez; Diogo, Gutierrez, Acevedo e Washington González; Agresta, Barrios e Francescoli; Aguilera (Bossio), Cabrera e Acosta (Venancio Ramos)
Técnico: Omar Borras

Data: 04 de novembro de 1983
Competição: Copa América
Local: Estádio da Fonte Nova, em Salvador
Árbitro: Edson Perez

Por Raoni David
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Playing at home, Brazil lost a title in 1983

Brazil’s supporters were starting to forget the feeling of winning in 1983, with the World Cup 13 years away, and a series of defeats in the main competition, Brazilians were confident the drought in South America, that lasted 40 years, would end that year.

In the only two Copa América disputed in the 70’s, Brazilians came in third in 1975 and 1979, the last time Brazil made to the final game was in 1963, defeated by Argentina. Playing in Bahia without anyone from local teams in the Seleção, that friday really could enter the history books and change a generation filled with failures.

The Uruguayans and their main player, Enzo Francescoli, won 2 to 0 at home one week earlier, needed a tie to win the title, Brazil had to win in regular time and again in overtime to keep the title.

Under coach Parreira, the team had a good start with a goal from Jorginho Putinatti, one of his two goals with the Selação, but Uruguay tied in the second half with Carlos Aguilera, a forward that played in Naciona back home.

Brazil would have to wait until 1989 to win a Copa América, playing at home, but that is a subject for another post.

Brazil 1 x 1 Uruguay

Brazil
Leão [Corinthians]; Paulo Roberto [Grêmio], Márcio Rossini [Santos], Mozer [Flamengo] and Júnior I [Flamengo]; China [Grêmio], Jorginho II [Palmeiras], Sócrates [Corinthians] and Tita [Flamengo] (Renato Gaúcho) [Grêmio]; Roberto Dinamite [Vasco] (Careca I) [São Paulo] Éder Aleixo [Atlético-MG].
Coach: Carlos Alberto Parreira

Uruguay
Rodolfo Rodríguez; Diogo, Gutierrez, Acevedo and Washington González; Agresta, Barrios and Francescoli; Aguilera (Bossio), Cabrera and Acosta (Venancio Ramos).
Coach: Omar Borras

Date: 04th November 1983
Competition: Copa América
Place: Fonte Nova Stadium, Salvador
Referee: Edson Perez

Tradução de Fabricio Presilli

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Grandes jogadores brasileiros: Luís Carlos Winck

Luís Carlos Coelho Winck
Posição: lateral direto
Nascimento: 05/janeiro/1963 – Portão/RS
17 jogos – 1 gol
Primeiro jogo: 25/04/1985 – Brasil 2×1 Colômbia (Amistoso)
Último jogo: 06/06/1993 – Brasil 2×0 Estados Unidos (US Cup)

Formado nas bases do Internacional, o lateral direito Luís Carlos Winck talvez seja um dos melhores jogadores brasileiros que não conseguiram ir à uma Copa do Mundo.

Após jogar quase a década de 80 inteira no colorado, Winck se transferiu em 1989 para o Vasco, ganhando no clube carioca seu único título nacional. Já na Seleção sua carreira se resume a alguns amistosos e jogos oficiais de menor importância, uma Copa América (1993) e dois Jogos Olímpicos (1984 e 1988).

Curioso notar que Luis Carlos é um de apenas dois jogadores que ganharam duas medalhas de prata, nas Olimpíadas que o Brasil perdeu na final. Apenas Ademir e Winck estavam nos grupos dos dois Jogos. O lateral tem apenas um gol pelo time oficial do Brasil, exatamente no seu último jogo contra os Estados Unidos.

Depois do título nacional de 1989, Luís Carlos teve uma séria contusão, que acabou o tirando da disputa por um lugar na Copa de 1990. Diversas transferências, praticamente uma por ano entre 1990 e 1996, fizeram Winck jogar por grandes clubes nacionais como Grêmio, Flamengo, Corinthians e Atlético Mineiro, antes de se aposentar em 1996 no São José gaúcho.

Hoje treinador no norte do país, onde já dirigiu equipes nos estados do Maranhão, Piauí e Amazonas, Winck está atualmente envolvido em um projeto do São Raimundo, clube de Manaus, para o retorno às principais divisões do futebol nacional.

Principais títulos conquistados durante a carreira
– Campeonato Brasileiro (1989)
– Campeonato Carioca (1992)
– Medalha de Prata nos Jogos Olímpicos (1984 e 1988)
– Campeonato Gaúcho (1981, 1982, 1984, 1991, 1993 e 1994)

Por Fabricio Presilli
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Brazilian greats: Luís Carlos Winck

Luís Carlos Coelho Winck
Position: right back
Born: 05/January/1963 – Portão/RS
17 games – 1 goal
First game: 25/04/1985 – Brazil 2×1 Colombia (Friendly)
Last game: 06/06/1993 – Brazil 2×0 USA (US Cup)

Brought to football in the youth academy at Internacional, the right back Luís Carlos Winck is probably one of the best players that never had the chance of playing a World Cup game.

After playing almost the entire 80’s in the south, Winck went to Rio in 1989 and won the Brazilian Championship with Vasco, his only national title. Playing for the national side Luís made to the Olympics twice, in 1884 and 1988,and a Copa América in 1993.

The curious thing is that Winck is one of only two players that were in both Brazilian teams that lost in a final Olympic match, in 1984 and 1988, the back Ademir is the other one. His only goal in the Seleção came in his last game with the team, against USA.

After the national title in 1989, Luís Carlos suffered a serious injury that kept him out of the group that went to Italy to the World Cup in 1990. Once a year he changed teams, always big clubs in Brazil, Winck played for Corinthians, Flamengo, Grêmio and Atlético Mineiro before deciding to retire in 1996.

Nowadays he is a coach in the northern states of Brazil, currently involved with the attempt of São Raimuindo, a club based in Manaus, of getting into the main divisions of Brazilian football before 2014.

Main titles during his career
– Campeonato Brasileiro (1989)
– Campeonato Carioca (1992)
– Silver Olympic Medal (1984 e 1988)
– Campeonato Gaúcho (1981, 1982, 1984, 1991, 1993 e 1994)

Tradução de Fabricio Presilli

Em amistoso isolado, Zagallo esboça olímpicos e Sávio brilha

O técnico da Seleção Brasileira era Mário Jorge Lobo Zagallo e com o status de tetracampeão conquistado a pouco mais de três meses, o ‘velho lobo’ resolveu em um amistoso isolado, testar a seleção que mais tarde disputaria os Jogos Olímpicos de 1996, em Atlanta nos Estados Unidos.

Assim, em 19 de outubro de 1994 entrava em campo um selecionado de promessas brasileiras para enfrentar o Chile, fora de casa. Com grande destaque para a apresentação de Sávio, do Flamengo que marcou três gols, o Brasil goleou por 5 a 0. No ano seguinte o rápido atacante canhoto faria parte do que ficou conhecido como melhor ataque do mundo, com Sávio, Romário e Edmundo, no mesmo time rubro-negro, mas o sucesso não foi o que esperavam. Os outros dois gols do time do Brasil foram marcados por Amoroso e Marques.

No entanto, a base daquele time era o Corinthians, especialmente no meio de campo que contava com Zé Elias, Marcelinho Paulista e Souza. O ataque ainda tinha o rápido Marques. Alguns criticaram as escolhas de Zagallo, mas também no ano seguinte, estes jogadores mostraram que tinham virtudes e foram a espinha dorsal do time corintiano que venceu o Grêmio na decisão da Copa do Brasil.

Do time brasileiro, porém, nenhum dos jogadores chegou a disputar uma Copa do Mundo, e a grande maioria teve passagem bem curta com a camisa canarinho. Exceções foram o atacante Amoroso, o goleiro Danrlei, e o próprio Sávio, que chegaram a ser convocados em outros anos, e por outros treinadores. Os dois últimos, aliás, assim como Zé Elias, Marcelinho Paulista e o lateral-esquerdo André Luiz, à época no São Paulo, foram os únicos que participaram deste jogo e estiveram no grupo que ficou com o bronze nas Olimpíadas.

Outros jogadores, porém, foram totais decepções. Em especial a dupla vascaína: o lateral-direito Bruno Carvalho e o meia-esquerda Yan. O primeiro era vigoroso e versátil. Jogava de volante, zagueiro e lateral-esquerdo. Já Yan era habilidoso. Tinha muita precisão nos passes, especialmente com a perna esquerda. Mas não vingaram. A dupla de zaga, Argel e Gélson ‘Baresi’ tiveram boas passagens por grandes times do país, mas jamais foram opções para a seleção.

O Chile, que fora humilhado em casa, tinha no meio-campista Acuña e no atacante Marcelo Salas, alguma qualidade. Tanto que não estiveram nos Jogos Olímpicos. Mais tarde, porém, formariam um bom time na disputa da Copa de 98, onde o próprio Salas, ao lado de Ivan Zamorano, eram as sensações.

Ficha técnica: Chile 0 x 5 Brasil

Chile
Corvalan (Caro); Galdavez, Gatica, Muñoz e Gonzales (Quiroga); Rojas (Guajardo), Acuña, Lizama e Valenzia; Ávila e Salas (Hormazabal)

Brasil
Danrlei [Grêmio]; Bruno Carvalho [Vasco], Argel [Internacional], Gélson [Flamengo] e André Luiz [São Paulo]; Zé Elias [Corinthians], Marcelinho Paulista [Corinthians] e Souza II [Corinthians] (Yan) [Vasco]; Amoroso [Guarani], Sávio [Flamengo] e Marques [Corinthians]
Técnico: Zagallo

Data: 19 de outubro 1994
Competição: Amistoso
Local: Estádio Regional de Concepción, no Chile
Árbitro: Carlos Robles

Por Raoni David
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Sávio shine at Chile

In 1994 the coach was Zagallo once again, and holding his fourth title after the World Cup he decided to test some players that later could play in the 1996 Olympics in a friendly in Chile later that year.

So the Seleção new faces went to the pitch on October 19th to face Chile. The most hype was about the forward Sávio first game, and he delivered with three goals. The other two goals came from Amoroso and Marques. Sávio played in Flamengo with Romário and Edmundo in 1995, what was called back then as the best attacking system in the world, that never was that sucessful in the field.

Many players from that team played for Corinthaisn in Brazil, a club well known for their developing youngsters skills, the midfielders Zé Elias, Marcelinho Paulista and Souza were in the national squad. Fast forward Marques was lined up as well. Criticism came from everywere to Zagallo, but that Corinthians squad won the Copa do Brasil in 1995.

From the players of that friendly however none managed to stay in the Seleção for a World Cup, in fact many of them struggled to be called off once again. Only Zé Elias, Marcelinho Paulista and André Luiz were in the bronze winning medal Olympic group in 1996.

Some players got lost in a promising carreer, like Bruno Carvalho and Yan, both from Vasco, and the backs Argel and Gérson ‘Baresi’, that played for some major clubs in Brazil, but never in the Seleção.
Chile could rely on Acuña and star forward Marcelo Salas. They couldn’t qualify to the Olympics, but in the 1998 World Cup Chile had a great team, with power forwads Marcelo Salas and Zamorano leading.

Chile 0 x 5 Brazil

Chile
Corvalan (Caro); Galdavez, Gatica, Muñoz and Gonzales (Quiroga); Rojas (Guajardo), Acuña, Lizama and Valenzia; Ávila and Salas (Hormazabal)

Brasil
Danrlei [Grêmio]; Bruno Carvalho [Vasco], Argel [Internacional], Gélson [Flamengo] and André Luiz [São Paulo]; Zé Elias [Corinthians], Marcelinho Paulista [Corinthians] and Souza II [Corinthians] (Yan) [Vasco]; Amoroso [Guarani], Sávio [Flamengo] and Marques [Corinthians]
Coach: Zagallo

Date: 19th October 1994
Competition: Friendly
Place: Regional Stadium of Concepción, Chile
Referee: Carlos Robles

Tradução de Fabricio Presilli

Na altitude, Bolívia é quase potência

A seleção boliviana nunca foi, e é difícil imaginar que um dia chegue a ser, uma forte seleção quando o assunto é futebol. Uma das comprovações disso é o confronto direto com a seleção brasileira, que começou em 1930 na disputa da Copa do Mundo do Uruguai. E assim como na maioria dos confrontos, teve vitória do Brasil.

Ao todo foram 25 partidas disputadas, com 18 vitórias brasileiras. Em apenas quatro oportunidades, a Bolívia saiu de campo vencedora e em outras três vezes o jogo terminou empatado. A seleção brasileira fez 86 gols e tomou apenas 23. Ou seja, uma vantagem enorme.

No entanto, curiosamente, ou não, em jogos na altitude os confrontos são equilibrados, e com vantagem para os bolivianos. São sete jogos, com quatro vitórias dos que estão acostumados com o ar rarefeito, duas do Brasil e apenas um empate, na última partida entre as equipes em Eliminatórias para a Copa do Mundo, em 2005.

A primeira partida na altitude entre as equipes foi em Cochabamba, com 2.560 metros de altitude. A partida válida pela Copa América de 1963 terminou com vitória de 5 a 4 dos bolivianos que eram comandados por Danilo Alvim, o ‘Prícipe’, como era conhecido pela torcida vascaína. Aymoré Moreira comandava a seleção brasileira, que não contou com nenhum jogador que tinha disputado qualquer Copa do Mundo.

Os outros seis jogos, foram em La Paz, a 4.057 metros de altitude. A primeira, também pela Copa América, foi em 1979, e nova vitória boliviana. O Brasil desta vez, porém, tinha um time respeitável. As grandes novidades eram Juari e Nilton Batata, Meninos da Vila, que acabaram não vingando com a amarelinha, assim como Zenon, Pedrinho, Renato pé mucho e Zé Sérgio. Outros como Leão, Júnior (que jogou improvisado na lateral direita), Oscar, Amaral, Batista, Carpegiani e Roberto Dinamite disputaram copas com o Brasil.

Em 1981 a primeira vitória brasileira na altitude. Pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo o Brasil venceu por 2 a 1, com gols de Sócrates e Reinaldo. Aragonés marcou para os bolivianos. Da seleção de Telê que participou deste jogo, dez estiveram no grupo que foi à Copa de 82.

Dois anos mais tarde vingança boliviana, que ao vencer o Brasil por 2 a 0 impôs a primeira derrota da seleção canarinho em Eliminatórias para a Copa. Na ocasião, em 1993, o polêmico Etcheverry e Peña marcaram. O Brasil de Carlos Alberto Parreira, coincidentemente, teve o mesmo número de jogadores (dez) que foram para a Copa dos Estados Unidos no ano seguinte.

Em 1997 as equipes fizeram a partida mais importante da história dos confrontos: a final da Copa América disputada em solo boliviano. E o Brasil venceu! Denílson abriu o placar aos 40 minutos do primeiro minuto, mas viu Erwin Sanchez empatar logo em seguida. Somente aos 34 minutos do segundo tempo o Brasil ficou à frente do placar com Ronaldo. Faltando um minuto para o fim, Zé Roberto ampliou e quando o jogo acabou Zagallo proferiu o famoso: vocês vão ter que me engolir.

Para as Eliminatórias da Copa de 2002 a Bolívia voltou a vencer depois de dois jogos. Em 2001, Líder Paz e Baldivieso duas vezes marcaram para os donos da casa e Edílson descontou para o Brasil. Em 2005, no último confronto entre os times na altitude, empate por 1 a 1. Juninho Pernambucano e José Castillo marcaram.

Por Raoni David

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At home, Bolivia is almost unbeatable

The Bolivian national team never was considered tough opponent, it is hard to think they will ever become a powerhouse in terms of football. One example to illustrate the poor record of the Bolivians is showing their confrontation stats with other teams.

Brazil has played against the Bolivians 25 times, the first one was in the 1930 World Cup, so far Brazil notched up 18 wins, only four matches ended with the side from the Andes victorious. The other three matches were tied, Brazil scored a total of 86 goals and Bolivia managed to score 23 times, a major advantage to the Brazilians.

However when Bolivia plays at home ground, history shows that they increase their chances to win. Against Brazil they played seven times, with four wins, two losses and a draw, in their last encounter valid for the Qualifiers to the World Cup, back in 2005.

The first match played in Bolivia between them was in Cochabamba, at 2.560 meter above sea level, valid for the Copa América in 1963, Bolivia won 5 to 4, their key player was Danilo Alvim, nicknamed ‘O Príncipe” (The Prince), from the Vasco crowd in Brazil. Aymoré Moreira coached a team with lack of international experience.

The other six matches were in La Paz, exactly 4.057 meters above the sea level. In 1979, again in a Copa América, Bolivia got their second win, however this time Brazil’s side where a more capable one, with players such as Leão, Oscar, Júnior, Carpegiani and Roberto Dinamite.

In 1981 came the first Brazilian win in the altitude, again for the Qualifiers to the World Cup, the final score was 2 to 1. Scored to Brazil Sócrates and Reinaldo, Aragonés made the Bolivian one, from the group that went to Bolívia 10 players were also in Spain with coach Telê Santana.

Bolivia had to wait twelve years to get a revenge, winning 2 to 0 in the first loss of the Seleção in a Qualifying Tournament ever. “El Diablo” Etcheverry and Peña scored the Bolivian goals in 1993. Parreira also took 10 players that went to Bolivia with him to win the fourth Brazilian title in the US.

In 1997 they had the most important encounter of all: the final game of Copa América. And Brazil managed to get a win in La Paz! Denílson scored the first one late in the first half, but Erwin Sanchez drew right away. At the twilight of the match Brazil scored twice with Ronaldo and Zé Roberto. After the game, Zagallo said one of his most famous sentences: “you will have to swallow me here!”.

For the Qualifyiers to the 2002 World Cup Bolivia once again won, Líder Paz and Baldivieso scored one a piece and Edilson made the Brazilian goal back in 2001. On their last match in the altitude, in 2005, a tie was set after goals from Juninho Pernambucano and José Castillo.

Tradução de Fabricio Presilli

Goleada para acalmar os ânimos

Auxiliar técnico de Vanderlei Luxemburgo, Candinho avisava: o Brasil vai terminar o primeiro turno das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002 em segundo lugar. E com o mundo caindo sobre Luxa após a conquista da medalha de bronze em Sidney, o próprio Candinho foi o treinador na partida que colocou a Seleção Brasileira no segundo lugar.

Em oito de outubro de 2000, a seleção venezuelana seria o adversário. O Brasil, ainda comandado por Luxa, vinha de goleada sobre a Bolívia, no Maracanã, por 5 a 0, e em Maracaíbo, contra a ainda inexpressiva Venezuela (como cresceu o futebol do país de Hugo Chávez!), a história não poderia ser diferente.

Romário, que não jogaria a Copa do Mundo na Ásia, com a seleção já sob o comando de Felipão, e que estava mordido por ficar de fora das Olimpíadas, comandou a festa e balançou a rede quatro vezes. Euller e Juninho Paulista completaram a festa vascaína.

O time da Colina, que dois meses mais tarde seria campeão da Copa João Havelange, deu o tom no time do meio pra frente. Juninho Pernambucano vestiu a nove, o Paulista ficou com a dez. Romário tinha a histórica camisa 11 e Euller, jogou com a sete.

Outra curiosidade da partida, foi a pouca presença de jogadores atuando fora do país. Dos 14 que participaram do jogo, apenas cinco eram ‘estrangeiros’. Da Itália vinham Cafu e Antônio Carlos, que ainda estava na Roma, além de Vampeta, jogador do Inter de Milão. Sylvinho estava no Arsenal da Inglaterra e Zé Roberto, no Bayer Leverkusen, da Alemanha.

Ficha técnica: Venezuela 0x6 Brasil

Venezuela
Angelucci; Jimenez, Alvarado, Gonzalez e Martínez; Garcia (Savarese), Echenaussi (Arango), Farias e Rey; Ornellas e Morán (Paez)
Técnico: José Omar Pastoriza

Brasil
Rogério Ceni [São Paulo]; Cafu [Roma-ITA], Antônio Carlos [Roma-ITA], Cléber [Cruzeiro] e Sylvinho [Arsenal-ING]; Donizete Oliveira [Cruzeiro], Vampeta [Internazionale-ITA], Juninho Pernambucano [Vasco] (Zé Roberto) [Bayer Leverkusen-ALE] e Juninho Paulista [Vasco] (Ricardinho) [Cruzeiro]; Euller [Vasco] (Marques) [Atlético Mineiro] e Romário [Vasco]
Técnico: Candinho

Data: 08 de outubro de 2000
Competição: Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002
Local: Estádio Pachencho Romero, em Maracaíbo
Árbitro: Ubaldo Aquino.

Por Raoni David

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Tons of goals to give morale

As an assistant for coach Vanderlei Luxembrugo, Candinho warned: Brazil will finish the first half of the Qualifiyng Tournament for the 2002 World Cup in second place. With the world’s weigth on Luxemburgo’s shoulders after he managed to win only a bronze medal in the Sydney Olympics, not good enough for the brazilians considering the national team never won gold, it took up to himself to put the Seleção on that second spot he predicted.

On october 8th of 2000, the national Venezuelan team would be the opponents. Brazil’s last game was under coach Luxemburgo, a pack of 5 goals against Bolívia at Maracanã Stadium, and in Maracaibo they would play the underdog local team (how grown is local football in the land of Hugo Chavez now!), the story could not be different.

Romário, that eventually would not play in the World Cup already under coach Felipão, was holding a grudge because of being left off the Olympic Tournament, lead the way with four goals. Euller and Juninho Paulista putted to bed the Vasco party. All of them were teamates at the carioca club.

Vasco would eventually be the champion for Copa João Havelange that year, and they set the tone of the team in the front. Juninho Pernambucano worn number 9, Paulista with number 10, Romário with his historic 11 and Euller with the lucky 7.

Another curious thing that happened in that game was the slim presence of players from abroad, a tendence in brazilian national squads lately. From the 14 the played only five of them had contracts with clubs from outside Brazil. From Italy Cafu and Antônio Carlos, still in Rome, besides Vampeta that played in Internazionale, Sylvinho was in Arsenal and Zé Roberto in german club Bayer Leverkusen.

Venezuela 0x6 Brasil

Venezuela
Angelucci; Jimenez, Alvarado, Gonzalez and Martínez; Garcia (Savarese), Echenaussi (Arango), Farias and Rey; Ornellas and Morán (Paez)
Coach: José Omar Pastoriza

Brasil
Rogério Ceni [São Paulo]; Cafu [Roma], Antônio Carlos [Roma], Cléber [Cruzeiro] and Sylvinho [Arsenal]; Donizete Oliveira [Cruzeiro], Vampeta [Internazionale], Juninho Pernambucano [Vasco] (Zé Roberto) [Bayer Leverkusen] and Juninho Paulista [Vasco] (Ricardinho) [Cruzeiro]; Euller [Vasco] (Marques) [Atlético Mineiro] and Romário [Vasco]
Coach: Candinho

Date: 08th october 2000
Competition: 2002 World Cup Qualifiers
Place: Pachencho Romero Stadium, in Maracaíbo
Referee: Ubaldo Aquino.

Tradução de Fabricio Presilli

Brasil contra Nação, por Geraldo!

No dia 6 de outubro de 1976 um selecionado brasileiro recheado de craques enfrentou a equipe do Flamengo, que era o embrião daquele grande time da década de 80. Mas os craques do Brasil, e a força do time do Flamengo são quase nada, diante do motivo do jogo.

Geraldo Cleofas Dias Alves, ou simplesmente Geraldo vestia a camisa 8 do Flamengo ao lado do camisa 10, Zico. Isso ainda nas categorias de base do clube. Cresceram juntos no futebol profissional e os dribles de Geraldo completavam os de Zico e ambos fizeram grande dupla inclusive na conquista do Campeonato Carioca de 1974.

No ano seguinte, convocado por Osvaldo Brandão, jogou a Copa América pela Seleção Brasileira, onde ainda reencontraria o amigo Zico no ano seguinte, para a conquista da Copa Roca. Até que no dia 26 de agosto de 1976, Geraldo foi realizar uma cirurgia para retirada das amídalas e acometido por um choque anafilático, faleceu, vítima de uma parada cardíaca.

O amistoso disputado no estádio do Maracanã foi beneficente, para arrecadar fundos para a família do jogador, que faleceu aos 22 anos. As substituições foram ilimitadas, e até Pelé, à época, já no Cosmos, jogou e como titular, ao lado de Rivellino, Clodoaldo, Jairzinho, Marco Antônio, Piazza, Zé Maria, Carlos Alberto e Félix, companheiros do tri em 70, no México.

O time flamenguista não vivia grande fase, tanto que viu neste ano o Fluminense (base da seleção neste amistoso) ser campeão carioca sobre o Vasco. Mas já contava com boa parte dos jogadores que mais tarde fariam história no maior time da história do clube, como Andrade, Rondinelli, Júnior, Júlio César, Adílio e claro, Zico. Com gols de Paulinho e Luís Paulo, o time rubro-negro venceu.

Mas só em campo. Pois quem ganhou mesmo foi a memória do futebol brasileiro, que homenageou mais um craque que se foi cedo demais!

Ficha técnica: Brasil 0x2 Flamengo

Brasil
Félix [Fluminense] (Leão) [Palmeiras]; Carlos Alberto Torres [Fluminense] (Wladimir) [Corinthians], Marinho Peres [Internacional] (Zé Maria) [Corinthians], Piazza [Cruzeiro] (Beto Fuscão) [Grêmio] e Marco Antônio [Vasco] (Rodrigues Neto) [Fluminense]; Clodoaldo [Santos] (Givanildo) [Santa Cruz], Rivellino [Fluminense] (Ademir da Guia) [Palmeiras] e Pelé [NY Cosmos] (Dada Maravilha) [Internacional]; Jairzinho [Cruzeiro] (Gil) [Fluminense], Paulo César Caju [Fluminense] (Neca) [Corinthians] e Edu Bala [Palmeiras] (Valdomiro) [Internacional]
Técnico: Osvaldo Brandão.

Flamengo
Cantarelli; Dequinha, Jaime (Andrade), Rondinelli (Paolino) e Júnior; Merica (Zé Roberto), Tadeu (Dendê) e Zico (Júnior Brasília); Paulinho (Adílio), Luís Paulo (Júlio César) e Luizinho (Marciano)
Técnico: Cláudio Coutinho.

Data: 06 de outubro de 1976
Competição: Amistoso não oficial
Local: Estádio jornalista Mário Filho (Maracanã)
Árbitro: Armando Marques
Gols: Paulinho e Luís Paulo (FLA)

Saiba mais sobre Geraldo: http://anacaorubronegra.blogspot.com/2007/04/um-craque-chamado-geraldo.html

Por Raoni David

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Brazil vs nation, honoring Geraldo!

On the 06th of october in 1976 a national squad filled with great players faced a Flamengo squad, at that time Flamengo formed the backbone of the national team. But Brazil’s players and Flamengo’s strenght are small towards the real reason for the match.

Geraldo Cleofas Dias Alves, or simply Geraldo, worn Flamengo’s 8, playing alongside Zico. That story between them started in the youth academy of Flamengo, they grown togheter to the main squads and Geraldo’s ability alongside with Zico made a great midfield, even winning the Campeonato Carioca in 1974.

By next year, called from coach Osvaldo Brandão, he played in Copa América for the Seleção, finding again his longtime friend the following year to play the Copa Roca. But on the 26th of august Geraldo went to the hospital for a routine tonsil removal and passed away because of complications during the procedure, he was 22 years old.

The friendly match played at Maracanã was a fund raiser for Geraldo’s family, there were no limit to substitutions, even Pelé, at that time playing in the New York Cosmos, played in the first team, alongside with Rivellino, Clodoaldo, Jairzinho, Marco Antônio, Piazza, Zé Maria, Carlos Alberto and Félix, teamates from the 1970 World Cup.

The Flamongo squad was not in the best record, insomuch that rival Fluminense won the Campeonato Carioca over Vasco that year. But Flamengo already had the base that some years later would be the greatest team in the club’s history. Players like Andrade, Rondinelli, Júnior, Júlio Cesar, Adílio and, of course, Zico. With goals from Paulinho and Luís Paulo, Flamengo won.

But only on the field, because who really became proud was the history of brazilian football, with a recognition to a player that went too soon.

Brasil 0x2 Flamengo

Brasil
Félix [Fluminense] (Leão) [Palmeiras]; Carlos Alberto Torres [Fluminense] (Wladimir) [Corinthians], Marinho Peres [Internacional] (Zé Maria) [Corinthians], Piazza [Cruzeiro] (Beto Fuscão) [Grêmio] and Marco Antônio [Vasco] (Rodrigues Neto) [Fluminense]; Clodoaldo [Santos] (Givanildo) [Santa Cruz], Rivellino [Fluminense] (Ademir da Guia) [Palmeiras] and Pelé [NY Cosmos] (Dada Maravilha) [Internacional]; Jairzinho [Cruzeiro] (Gil) [Fluminense], Paulo César Caju [Fluminense] (Neca) [Corinthians] and Edu Bala [Palmeiras] (Valdomiro) [Internacional]
Coach: Osvaldo Brandão.

Flamengo
Cantarelli; Dequinha, Jaime (Andrade), Rondinelli (Paolino) and Júnior; Merica (Zé Roberto), Tadeu (Dendê) and Zico (Júnior Brasília); Paulinho (Adílio), Luís Paulo (Júlio César) and Luizinho (Marciano)
Coach: Cláudio Coutinho.

Date: 06th october 1976
Competition: Friendly
Place: Mário Filho Stadium (Maracanã)
Referee: Armando Marques
Goals: Paulinho and Luís Paulo (FLA)

More on Geraldo: http://anacaorubronegra.blogspot.com/2007/04/um-craque-chamado-geraldo.html

Tradução de Fabricio Presilli