Fracasso na Copa Ouro previa mais uma perda de medalha dourada?

Janeiro é o mês em que as seleções pré-olímpicas mais aparecem no calendário do futebol brasileiro. A obsessão em conquistar uma medalha de ouro nos Jogos, porém, fez com que o Brasil, em 1996 disputasse uma competição profissional com o selecionado Sub 23. O resultado na Copa Ouro da Concacaf parecia prever mais um fracasso.

A vontade de entrosar o time para os Jogos Olímpicos de Atlanta era do técnico Zagallo e por um lado, o fracasso não foi absoluto. Após golear o Canadá e Honduras e vencer os Estados Unidos pelo placar mínimo, o adversário brasileiro na decisão do campeonato seria o forte México, que assim como as outras seleções, contava com sua equipe principal.

Jorge Campos no gol, Garcia Aspe no meio de campo além de Blanco e Hernandes no ataque, eram os destaques da equipe. Apesar do bom time, a caminhada até a decisão não foi lá grandes coisas. Duas vitórias magras contra a Guatemala na primeira fase e na semifinal. Facilidade apenas contra São Vicente e Granada: 5 a 0.

Zagallo iniciava a montagem do time que ainda disputaria o Pré-Olímpico e mais tarde os Jogos de Atlanta. Tanto que dos jogadores que disputaram a final diante do México, seis estiveram na derrota por 1 a 0 para o Japão, já na disputa olímpica nos Estados Unidos. Dida, Zé Maria, Flávio Conceição, Amaral, Zé Elias e Sávio estiveram em ambos os fracassos.

Em campo, o Brasil resistiu ao primeiro tempo, que terminou empatado sem gols. Na segunda etapa, porém, mais experiente, o time mexicano chegou à vitória. Com oito minutos, Luís Garcia marcou o primeiro e aos 29, já na reta final da partida, o polêmico atacante Blanco decretou a derrota brasileira.

Ficha técnica

Brasil 0x2 México
Data: 21 de janeiro de 1996
Competição: Copa Ouro da Concacaf
Local: Memorial Coliseum, em Los Angeles, nos Estados Unidos
Público: 88.155 pagantes
Árbitro: Ramesh Rahmdan (Trinidad e Tobago).
Expulsão: André Luiz
Gols: Luís Garcia aos 8 e Blanco aos 29 minutos do 2º tempo

Brasil: Dida [Cruzeiro]; Zé Maria II [Portuguesa], Narciso [Santos], Carlinhos II [Guarani] e André Luiz I [São Paulo]; Amaral II [Palmeiras] (Beto) [Botafogo], Flávio Conceição [Palmeiras], Arílson [Kaiserslautern](Zé Elias) [Corinthians] e Jamelli [Santos] (Leandro Machado) [Internacional]; Caio [Internazionale] e Sávio [Flamengo].
Técnico: Zagallo.

México: Jorge Campos; Gutiérrez, Suárez, Davino e Villa; Lara, Del Olmo (Pelaez), García Aspe e Ramírez; Luís García e Blanco (Hernández).
Técnico: Velibor “Bora” Milutinovic.
Por Raoni David
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Failure at the Gold Cup was not a good omen for a Olympic year

January is the month were pre-olympic tournaments Always show up. The Brazilian obsession to win a gold medal in 1996 made the National FA to line up the Olympic squad to some major tournaments, like the Concacaf Gold Cup.

Zagallo wanted to take advantage of the matches to get all players together and it was not all bad News for the Brazilians. After blowout wins over Canada and Honduras and a slim one over USA, Brazil had to face their toughest opponent at the final match, Mexico.

The Aztecas had flamboynat goalkeeper Jorge Campos, Garcia Aspe led the midfielder and forwards Blanco and Hernandes made o lot of goals together. Mexico managed to reach the final after two wins over Guatemala and a blowout against Saint Vincent and Grenadines.

Zagallo was starting to make the team that would play in the pre-Olympic tournament and later on at the Atlanta Games. Only six players that lined up against Mexico were at the Olympics loss to Japan, Dida, Zé Maria, Flávio Conceição, Amaral, Zé Elias and Sávio.

At the pitch Brazil could resist in the first half only to surrender two goals after intermission, Luís Garcia opened the score and Blanco sealed the final score with the Mexico win.

Brazil 0x2 Mexico
Date: January 21st, 1996
Competition: Concacaf Gold Cup
Place: Memorial Coliseum, Los Angeles.
Attendance: 88.155
Referee: Ramesh Rahmdan (Trinidad & Tobago)
Red Card: André Luiz
Goals: Luís Garcia 53’ and Blanco 74’.

Brazil: Dida [Cruzeiro]; Zé Maria II [Portuguesa], Narciso [Santos], Carlinhos II [Guarani] and André Luiz I [São Paulo]; Amaral II [Palmeiras] (Beto) [Botafogo], Flávio Conceição [Palmeiras], Arílson [Kaiserslautern](Zé Elias) [Corinthians] and Jamelli [Santos] (Leandro Machado) [Internacional]; Caio [Internazionale] and Sávio [Flamengo].
Coach: Zagallo.

Mexico: Jorge Campos; Gutiérrez, Suárez, Davino and Villa; Lara, Del Olmo (Pelaez), García Aspe and Ramírez; Luís García and Blanco (Hernández).
Coach: Velibor “Bora” Milutinovic.

Tradução de Fabricio Presilli

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Luxemburgo iniciava reformulação, mas história mostra que não teve sucesso

Após a humilhante derrota por 3 a 0 para a França na final da Copa do Mundo, o Brasil fez apenas três jogos no ano de 98, com duas vitórias, e um empate. Tudo isso já sob o comando de Vanderlei (ou seria Wanderley?) Luxemburgo e contra seleções de certo nível, como Iugoslávia, Equador e Rússia. E o índice de gols marcados foi muito bom: 11, em três jogos.

Contra a Iugoslávia, empate por 1 a 1, em setembro. No mês seguinte, goleada por 5 a 1 sobre o Equador. E no dia 18 de novembro de 1998, nova goleada, também por 5 a 1, mas agora sobre a Rússia.

Luxemburgo, também pela pressão popular que havia, apostava em uma renovação do grupo que havia perdido a Copa da França. Dos 16 jogadores que estiveram em campo nesta partida, por exemplo, apenas Cafu, Rivaldo e Denílson estiveram com Zagallo na ‘conquista’ do vice-campeonato.

Porém, parece que as apostas de Luxemburgo neste momento, não foram lá muito boas. Isso porque além dos três que já estiveram na Copa de 98, apenas Rogério Ceni e Vampeta também estavam na próxima Copa, a de 2002, vencida por Felipão, e não por Luxemburgo, que dava início à caminhada. E nem titulares foram. Ceni era apenas o terceiro goleiro, e o melhor lance de Vampeta fora as cambalhotas no Planalto.

Apesar disso tudo, algumas das apostas de Luxa que não deram tão certo, mostraram bom trabalho neste amistoso. Especialmente o ótimo atacante Amoroso, que balançou a rede duas vezes. Élber, que havia marcado três gols contra o Equador no mês anterior, fez outro, assim como o volante Marcos Assunção. O já consagrado, Rivaldo marcou também. Kournokov fez o gol de honra dos russos.

Algumas destas apostas foram o goleiro Émerson, então no Atlético Mineiro, mas que pelo Bahia em 2000 seria eleito pela revista Placar o melhor do Campeonato Brasileiro; o próprio Marcos Assunção; o experiente zagueiro Antônio Carlos e o jovem César, da Portuguesa e que ficou famoso pelo erro do juiz argentino, Castrilli, na semifinal do Paulistão deste mesmo ano; Serginho, ótimo lateral esquerdo do São Paulo, mas que não se firmou na seleção.

No entanto, talvez a sua maior surpresa tenha sido a convocação do meia-atacante Jackson, do Sport Recife. E o fato de ser uma grande surpresa, não quer dizer que não merecesse. O time pernambucano fazia ótima campanha no Campeonato Brasileiro, tendo sido eliminado pelo Santos somente nas quartas-de-final, depois de três jogos bastante complicados, e o baixinho rápido meia direita, era um dos destaques do time.

Outro nome ainda não consagrado, e que não daria certo na Seleção era o do atacante Christian, ainda no Internacional. No Beira Rio era conhecido como Jesus Christian, tamanha devoção da torcida colorada. Além dele, Élber, recebia suas primeiras chances, mas por seu desempenho no futebol alemão não causou surpresa.

Narciso, do Santos, agora como volante, recebia nova chance, já que como zagueiro fora convocado algumas vezes por Zagallo, especialmente para jogar na seleção olímpica. Outro do qual o ‘velho lobo’ gostava e que jogou neste dia era o volante Flávio Conceição.

Ficha técnica: Brasil 5 x 1 Rússia

Brasil
Rogério Ceni [São Paulo] (Émerson) [Atlético Mineiro]; Cafu [Roma-ITA] (Marcos Assunção) [Flamengo], Antônio Carlos [Roma-ITA], César III [Portuguesa] e Serginho [São Paulo]; Vampeta [Corinthians] (Narciso) [Santos], Flávio Conceição [La Coruña-ESP], Rivaldo [Barcelona-ESP] e Denílson [Bétis-ESP] (Jackson) [Sport]; Amoroso [Udinese-ITA] e Élber [Bayern de Munique-ALE] (Christian) [Internacional]
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Rússia
Novossadov (Tchitchkin); Mamedov, Igonin, Varlamov e Solomatin (Kournokov); Igonin, Smertin (Kondrashov), Semak e Fillipenkov (Coulatov); Kormitsev (Bakharev) e Yessipov (Panov)

Data: 18 de novembro de 1998
Local: Estádio Castelão, em Fortaleza
Competição: Amistoso
Árbitro: Gustavo Mendez

Por Raoni David
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Luxemburgo starts fresh, and finished not being missed

After the defeat to the French in the 1998 World Cup final, Brazil had three more games in 1998, with two wins and a tie. Under new coach Vanderlei Luxemburgo Brazil played good teams, Yugoslavia, Ecuador and Russia, and scored 11 goals in three matches,

A tie against Yugoslavians in September, a win against Ecuador in October and another blowout against Russians on November 18th that year.

Luxemburgo brougth some new faces to the team, only Cafu, Rivaldo and Denílson were in the World Cup some months earlier. However most of the players Luxemburgo called off didn’t stayed on the goup until 2002, only Rogério Ceni and Vampeta went to Asia with Scolari.

Some players had a good game agains Russia, Amoroso scored two goals, Élber made another one and the defensive midfielder Marcos Assunção another. Rivaldo and Kournokov settled the scoreboard.

Some bets that never returned were the goalie Émerson, chosen the best keeper of the 2000 Natrional Championship, the backs Antônio Carlos and César, the great lefty Serginho, that played for several years in Milan.

However the biggest surprise was the midfielder Jackson, that played for Sport, he was in an excelent form that year, helping his lub reach the top eight in the Campeonato Brasileiro. Luxemburgo also tested the strikers Chistian and Élber, that had an enourmous success in Germany. Narciso and Flávio conceição were another bets that flunked.

Brazil 5 x 1 Russia

Brazil
Rogério Ceni [São Paulo] (Émerson) [Atlético Mineiro]; Cafu [Roma] (Marcos Assunção) [Flamengo], Antônio Carlos [Roma], César III [Portuguesa] and Serginho [São Paulo]; Vampeta [Corinthians] (Narciso) [Santos], Flávio Conceição [La Coruña], Rivaldo [Barcelona] and Denílson [Bétis] (Jackson) [Sport]; Amoroso [Udinese] and Élber [Bayern de Munique] (Christian) [Internacional]
Coach: Vanderlei Luxemburgo

Russia
Novossadov (Tchitchkin); Mamedov, Igonin, Varlamov and Solomatin (Kournokov); Igonin, Smertin (Kondrashov), Semak and Fillipenkov (Coulatov); Kormitsev (Bakharev) and Yessipov (Panov)

Date: 18th November 1998
Place: Castelão Stadium, Fortaleza
Competition: Friendly
Referee: Gustavo Mendez

Tradução de Fabricio Presilli

Em 68, seleção estava longe de definir técnico e time

Reclamam da desorganização do futebol brasileiro, como se este fosse um fato atual, ou dessa geração. Como se nas gerações anteriores não houvesse bagunça… De fato, o futebol brasileiro é o único que não para o seu campeonato nas datas FIFA, por exemplo. Mas este não é um privilégio dos cartolas atuais.

Basta lembrarmos que no dia 03 de novembro de 1968, ou seja, pouco mais de um ano e meio antes da estreia na Copa de 70, o Brasil enfrentava o México em um amistoso e o técnico ainda era Aymoré Moreira. Até a disputa do Mundial, ainda passou pelo comando o jornalista João Saldanha, até que Zagallo assumisse, definitivamente.

O Brasil viveu situação semelhante antes da Copa de 2002, e coincidência ou não, com Felipão, conquistamos outro título, o quinto. Porém, no início do século vivíamos uma crise de talentos intensa. Poucas vezes o Brasil viu aparecer tão poucos jogadores.

Mas pode-se afirmar isso com relação a um time que podia contar com jogadores como Gerson, Carlos Aberto, Roberto Dias, Rivellino, Dirceu Lopes, Natal, Jairzinho, Paulo César Caju, entre outros? Creio que não, e por isso fica difícil encontrar razões para tantas mudanças de comandantes.

E tudo isso poderia ter atrapalhado a equipe brasileira no entrosamento, por exemplo. Isso porque dos doze jogadores que venceram o México por 2 a 1, cinco sequer estiveram na Copa: o goleiro Alberto, do Grêmio, o zagueiro Jurandir e o volante Roberto Dias, que jogou improvisado na zaga, ambos do São Paulo, e os cruzeirenses Dirceu Lopes e Natal.

Apenas Carlos Alberto, Everaldo, Gerson, Rivellino e Pelé, foram titulares absolutos do time que trouxe o tri. Paulo César Caju era ótima opção para o banco. Mas, na Copa, como se sabe, nada disso atrapalhou, e como se sabe, fomos campeões.

E não atrapalhou nem mesmo neste dia. Era a primeira vez que estes jogadores (de linha) jogavam juntos pela seleção, e mesmo assim venceram. No estádio do Mineirão Pelé e Jairzinho marcaram para o Brasil, enquanto que Borja descontou para os mexicanos.

Pode parecer uma vitória fácil, mas nem tanto, já que três dias antes as seleções se enfrentaram no Maracanã e os visitantes saíram vitoriosos, pelos mesmos 2 a 1

Ficha técnica: Brasil 2 x 1 México

Brasil
Alberto [Grêmio]; Carlos Alberto Torres [Santos], Jurandir III [São Paulo], Roberto Dias [São Paulo] e Everaldo I [Grêmio]; Gérson I [Botafogo], Rivellino [Corinthians] (Dirceu Lopes) [Cruzeiro] e Pelé [Santos]; Jairzinho [Botafogo], Natal [Cruzeiro] e Paulo César Caju [Botafogo]

México
Calderón; Vantolrá, Peña, Nuñez e Perez; Mungía, J. L. González (Mercado) e I. Diaz; Albino Morales (Valdivia), Borja (Cisneros) e Padilla (Fragoso)

Data: 03 de novembro de 1968
Competição: amistoso
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte
Árbitro: Carlos Robles

Por Raoni David
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Just two years before a title, Brazil’s squad still had a lot to consider

There are a lot of complaints nowadays as the mess over football, we may think that this is only a current event. In fact our football organization is been like that for a long time, and it doesn’t seem to get any better over time.

Back in 1968, with 18 months to the Mexican World Cup, Brazil still had at the bench Aymoré Moreira, over that 18 months span João Saldanha and Zagallo would take charge of the team. A similar thing happened before the 2002 World Cup, maybe it is just a coincidence but Brazil came home with another title.

It is difficult for us to understand the reasons why so many changes in a team that had players as Gerson, Carlos Alberto, Rivellino, Dirceu Lopes, Jairzinho, Paulo César Caju, among others. And that certainlly could got in the way of the team, an example is a friendlty with Mexico in 1968, from the 12 players that got into the field 5 never made to the World Cup, most notable are deceased São Paulo back Roberto Dias and Cruzeiro’s midfielder Dirceu Lopes.

With Carlos alberto, Everaldo, Gerson, Rivellino and Pelé as starters, and with Paulo César Caju as an excellent option in the bench, they knew the strength of the team that eventually won in Mexico. That friendly against the Mexicans was the first time they played togheter, Pelé and Jairzinho scored the goals of the winning side.

Brazil 2 x 1 Mexico

Brazil
Alberto [Grêmio]; Carlos Alberto Torres [Santos], Jurandir III [São Paulo], Roberto Dias [São Paulo] and Everaldo I [Grêmio]; Gérson I [Botafogo], Rivellino [Corinthians] (Dirceu Lopes) [Cruzeiro] and Pelé [Santos]; Jairzinho [Botafogo], Natal [Cruzeiro] and Paulo César Caju [Botafogo]

Mexico
Calderón; Vantolrá, Peña, Nuñez and Perez; Mungía, J. L. González (Mercado) and I. Diaz; Albino Morales (Valdivia), Borja (Cisneros) and Padilla (Fragoso)

Date: 03rd November 1968
Competition: Friendly
Place: Mineirão Stadium, Belo Horizonte
Referee: Carlos Robles

Tradução de Fabricio Presilli

Grandes jogadores brasileiros: Élber

Élber Giovane de Souza
Posição: atacante
Nascimento: 23/julho/1972 – Londrina/PR
15 jogos – 7 gols
Primeiro jogo: 05/02/1998 – Brasil 1×1 Guatemala (Gold Cup)
Último jogo: 05/09/2001 – Brasil 1×2 Argentina (Eliminatórias para a Copa)

Contratado ainda jovem pelo Milan, em 1991 após boa apresentação no Campeonato Mundial de Juniores do mesmo ano, Élber foi emprestado para o time suíço Grasshopper, onde se destacou, despertando interesse de equipes alemãs, para onde foi em 1994.

Após três temporadas em Sttutgart, Élber se transferiu para o Bayern de Munique, maior clube alemão nas últimas décadas. Na Baviera o atacante ganhou seus principais títulos e se tornou ídolo da torcida local, ele ficou por lá seis temporadas, marcando quase cem gols com a camisa do Bayern.

Talvez por preconceiro, já que Élber não havia jogado profisionalmente no Brasil, e porque a Alemanha era considerado um mercado secundário de clubes para os jogadores brasileiros, Élber não despertou a atenção de técnicos da Seleção até 1998, quando Zagallo o convocou para a disputa da Gold Cup,

Élber não foi à Copa do Mundo no mesmo ano devido a uma lesão no ombro. Com grande concorrência no ataque, Ronaldo, Romário e Edmundo se revezavam na Seleção, Élber jamais se firmou novamente no time nacional. Conseguiu porém marcar três gols em um amistoso contra os equatorianos.

Em 2003 Élber buscou novos ares se transferindo para o campeão francês Lyon, sem conseguir se firmar depois de uma temporada voltou para a Alemanha e depois para o Brasil, onde encerrou a carreira no Cruzeiro em 2006.

Élber é representante e olheiro do Bayern de Munique no país, ele foi um dos responsáveis pela transferência do jovem zagueiro Breno para a Alemanha.

Principais títulos conquistados durante a carreira
– Campeonato Alemão (1999/2000, 2000/2001, 2001/2002, 2003/2004)
– Campeonato Mineiro (2006)
– Champions League (2000/2001)
– Copa da Alemanha (2000/2001 e 2003/2004)
– Mundial de Clubes (2001)
– Campeonato Francês (2003/2004)

Por Fabricio Presilli
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Brazilian greats: Élber

Élber Giovane de Souza
Position: striker
Born: 23/July/1972 – Londrina/PR
15 games – 7 goals
First match: 05/02/1998 – Brazil 1×1 Guatemala (Gold Cup)
Last match: 05/09/2001 – Brazil 1×2 Argentina (World Cup Qualifying Tournament)

Transferred young to Milan in 1991, after a good performance in the Younger’s World Cup at the same year, Élber went on loan to Swiss side Grasshopper, where he managed to score lots of goals, opening the eyes of some German clubs that wanted his football, he went to Germany in 1994.

After three seasons playing for Stuttgart, Élber moved to Bayern Munchen, the powerhouse of German football lately. In Bayern Élber had his best years and won some great titles, becoming an idol for the local supporters. Élber stayed there for six seasons, scoring almost one hundred goals with Bayern.

The reasons for the lack of attention from the coaches towards Élber is unclear, Zagallo however gave the striker a chance and he played well in the Gold Cup Brazilian finished in third. Élber didn’t made to the World Cup that year because of a shoulder injury. Moreover Brazil had some great forwards at that time, Ronaldo, Romário and Edmundo where constantly at the team.

In 2003 Élber moved to France, winning a French Ligue1 with Lyon but moving back to Germany after just one season. After a short spell in Monchengladbach he came back to Brazil to play for Cruzeiro in 2006, where he retired from football.

Élber is now a representative and scout for Brazilian players for Bayern Munchen, he is responsible for the transfer of young promising back Breno for the German club.

Main titles during his career
– German Bundesliga (1999/2000, 2000/2001, 2001/2002, 2003/2004)
– Campeonato Mineiro (2006)
– Champions League (2000/2001)
– German Cup (2000/2001 e 2003/2004)
– Club World Championship (2001)
– French Ligue1 (2003/2004)

Tradução de Fabricio Presilli

Brasil e México dividem ouro cassado pela FIFA

Onde já se viu uma decisão do torneio de futebol de Jogos Pan Americanos terminar sem ter um vencedor? No México, em 1975. Mais precisamente no dia 25 de outubro. O estádio era o lendário Azteca, onde há pouco mais de cinco anos, o Brasil conquistava o tri da Copa do Mundo.

Brasil e México se enfrentavam na decisão da medalha de ouro, mas algo estava diferente com relação à Copa do Mundo em 70. Naquela ocasião, o time brasileiro comandado por Zagallo dava show de bola com seus cinco camisas 10: Pelé, Rivellino, Tostão, Jairzinho e Gerson, além de Clodoaldo e Carlos Alberto Torres.

Desta vez, além de o Brasil não ter tanta qualidade técnica para dar show, o adversário eram os donos da casa e por isso, a torcida que se acostumou a torcer pela seleção de camisetas amarelas, passou a hostilizar, claro, em apoio ao seu país.

E empurrados pela torcida os mexicanos foram atrás do ouro contra aqueles que tanto admiravam. E saíram na frente, com Tapia. Já no final do segundo tempo, a promessa Claudio Adão, que já estava no Flamengo, empatou cobrando pênalti. Com este resultado, o jogo foi para a prorrogação.

Neste tempo extra para a definição da medalha de ouro, conta-se, que o Brasil jogava melhor e parecia mais próximo do gol, quando apagam-se as luzes. Estava o estádio Azteca completamente às escuras. O árbitro argentino Arthur Iturralde seguiu o bom senso, e esperou até 30 minutos para que a iluminação fosse restabelecida.

Como isso não aconteceu, ambas as equipes foram declaradas campeãs do torneio de futebol dos Jogos. Mais tarde, porém, a FIFA, entidade que precisa reconhecer inclusive as partidas de futebol disputadas nas olimpíadas, para que elas sejam oficiais, cassou a medalha, invalidando assim, o jogo.

A decisão da FIFA, porém, em nada mudou o quadro de medalhas, já que o México ficou com nove de ouro, contra 19 do Canadá. No entanto, vale salientar que tivesse o Brasil ganho essa decisão, e empataria com os donos da casa o número de medalha de ouro, mas não tomaria a quarta posição, já que empatou nas pratas e perdeu no bronze.

Ficha técnica: México 1 x 1 Brasil

México
Gomez, Marquez, Viveros (V. Gomez), Garcia, Carrilo – Lugarini, Caballero, Cossio – Tapia, Rangel, Sanchez

Brasil
Carlos [Ponte Preta]; Mauro [Guarani], Tecão [São Paulo], Edinho [Fluminense] e Chico Fraga [Internacional]; Batista I [Internacional] (Bianchi) [Santos]; Eudes [Portuguesa] e Rosemiro [Remo]; Luís Alberto [Fluminense] (Marcelo) [Atlético-MG], Cláudio Adão [Flamengo] e Santos [Santa Cruz]
Técnico: Zizinho

Data: 25 de outubro de 1975
Competição: Jogos Pan Americanos
Local: estádio Azteca, na cidade do México
Árbitro: Arthur Iturralde

Por Raoni David

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Brazil and Mexico split gold taken by Fifa later

When anybody ever saw a final game in a competition ending without a winner? At the Pan American Games of Mexico in 1975 that is exactly what happened.

Brazilians and Mexicans faced each other for the gold medal. Brazil returned to Mexico with a squad a lot different from the one that own their third title 5 years before in the same Stadium. In 1970 Zagallo’s team had among its stars, Pelé, Rivellino, Tostão, Gerson, Clodoald, and other great players. The 1975 team had a lot less quality and had to play against the home team, with the crowd in their favor.

With their supporters behind them Mexico scored first with Tapia, Brazil equalized late in the game with a goal from Claudio Adão, in a penalty kick conversion. The result led the game to an overtime.

History tells that Brazil was playing better in the overtime, when the lights were suddenly killed off, leaving the whole Stadium in the dark. The Argentinian referee Arthur Iturralde waited mandatory 30 minutes to the lights turn back on. However after that time the lights still out and both teams were declared winners.

A decision by Fifa later ruled that the game was not valid because it didn’t ended, that ruling didn’t have an effect in the medals board however, Mexico had other nine gold medals, against 19 conquered by Canadians for example.

Mexico 1 x 1 Brazil

Mexico
Gomez, Marquez, Viveros (V. Gomez), Garcia, Carrilo – Lugarini, Caballero, Cossio – Tapia, Rangel, Sanchez

Brazil
Carlos [Ponte Preta]; Mauro [Guarani], Tecão [São Paulo], Edinho [Fluminense] and Chico Fraga [Internacional]; Batista I [Internacional] (Bianchi) [Santos]; Eudes [Portuguesa] and Rosemiro [Remo]; Luís Alberto [Fluminense] (Marcelo) [Atlético-MG], Cláudio Adão [Flamengo] and Santos [Santa Cruz]
Coach: Zizinho

Date: 25th October 1975
Competition: Pan American Games
Place: Azteca Stadium, Mexico City
Referee: Arthur Iturralde

Tradução de Fabricio Presilli

Em amistoso isolado, Zagallo esboça olímpicos e Sávio brilha

O técnico da Seleção Brasileira era Mário Jorge Lobo Zagallo e com o status de tetracampeão conquistado a pouco mais de três meses, o ‘velho lobo’ resolveu em um amistoso isolado, testar a seleção que mais tarde disputaria os Jogos Olímpicos de 1996, em Atlanta nos Estados Unidos.

Assim, em 19 de outubro de 1994 entrava em campo um selecionado de promessas brasileiras para enfrentar o Chile, fora de casa. Com grande destaque para a apresentação de Sávio, do Flamengo que marcou três gols, o Brasil goleou por 5 a 0. No ano seguinte o rápido atacante canhoto faria parte do que ficou conhecido como melhor ataque do mundo, com Sávio, Romário e Edmundo, no mesmo time rubro-negro, mas o sucesso não foi o que esperavam. Os outros dois gols do time do Brasil foram marcados por Amoroso e Marques.

No entanto, a base daquele time era o Corinthians, especialmente no meio de campo que contava com Zé Elias, Marcelinho Paulista e Souza. O ataque ainda tinha o rápido Marques. Alguns criticaram as escolhas de Zagallo, mas também no ano seguinte, estes jogadores mostraram que tinham virtudes e foram a espinha dorsal do time corintiano que venceu o Grêmio na decisão da Copa do Brasil.

Do time brasileiro, porém, nenhum dos jogadores chegou a disputar uma Copa do Mundo, e a grande maioria teve passagem bem curta com a camisa canarinho. Exceções foram o atacante Amoroso, o goleiro Danrlei, e o próprio Sávio, que chegaram a ser convocados em outros anos, e por outros treinadores. Os dois últimos, aliás, assim como Zé Elias, Marcelinho Paulista e o lateral-esquerdo André Luiz, à época no São Paulo, foram os únicos que participaram deste jogo e estiveram no grupo que ficou com o bronze nas Olimpíadas.

Outros jogadores, porém, foram totais decepções. Em especial a dupla vascaína: o lateral-direito Bruno Carvalho e o meia-esquerda Yan. O primeiro era vigoroso e versátil. Jogava de volante, zagueiro e lateral-esquerdo. Já Yan era habilidoso. Tinha muita precisão nos passes, especialmente com a perna esquerda. Mas não vingaram. A dupla de zaga, Argel e Gélson ‘Baresi’ tiveram boas passagens por grandes times do país, mas jamais foram opções para a seleção.

O Chile, que fora humilhado em casa, tinha no meio-campista Acuña e no atacante Marcelo Salas, alguma qualidade. Tanto que não estiveram nos Jogos Olímpicos. Mais tarde, porém, formariam um bom time na disputa da Copa de 98, onde o próprio Salas, ao lado de Ivan Zamorano, eram as sensações.

Ficha técnica: Chile 0 x 5 Brasil

Chile
Corvalan (Caro); Galdavez, Gatica, Muñoz e Gonzales (Quiroga); Rojas (Guajardo), Acuña, Lizama e Valenzia; Ávila e Salas (Hormazabal)

Brasil
Danrlei [Grêmio]; Bruno Carvalho [Vasco], Argel [Internacional], Gélson [Flamengo] e André Luiz [São Paulo]; Zé Elias [Corinthians], Marcelinho Paulista [Corinthians] e Souza II [Corinthians] (Yan) [Vasco]; Amoroso [Guarani], Sávio [Flamengo] e Marques [Corinthians]
Técnico: Zagallo

Data: 19 de outubro 1994
Competição: Amistoso
Local: Estádio Regional de Concepción, no Chile
Árbitro: Carlos Robles

Por Raoni David
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Sávio shine at Chile

In 1994 the coach was Zagallo once again, and holding his fourth title after the World Cup he decided to test some players that later could play in the 1996 Olympics in a friendly in Chile later that year.

So the Seleção new faces went to the pitch on October 19th to face Chile. The most hype was about the forward Sávio first game, and he delivered with three goals. The other two goals came from Amoroso and Marques. Sávio played in Flamengo with Romário and Edmundo in 1995, what was called back then as the best attacking system in the world, that never was that sucessful in the field.

Many players from that team played for Corinthaisn in Brazil, a club well known for their developing youngsters skills, the midfielders Zé Elias, Marcelinho Paulista and Souza were in the national squad. Fast forward Marques was lined up as well. Criticism came from everywere to Zagallo, but that Corinthians squad won the Copa do Brasil in 1995.

From the players of that friendly however none managed to stay in the Seleção for a World Cup, in fact many of them struggled to be called off once again. Only Zé Elias, Marcelinho Paulista and André Luiz were in the bronze winning medal Olympic group in 1996.

Some players got lost in a promising carreer, like Bruno Carvalho and Yan, both from Vasco, and the backs Argel and Gérson ‘Baresi’, that played for some major clubs in Brazil, but never in the Seleção.
Chile could rely on Acuña and star forward Marcelo Salas. They couldn’t qualify to the Olympics, but in the 1998 World Cup Chile had a great team, with power forwads Marcelo Salas and Zamorano leading.

Chile 0 x 5 Brazil

Chile
Corvalan (Caro); Galdavez, Gatica, Muñoz and Gonzales (Quiroga); Rojas (Guajardo), Acuña, Lizama and Valenzia; Ávila and Salas (Hormazabal)

Brasil
Danrlei [Grêmio]; Bruno Carvalho [Vasco], Argel [Internacional], Gélson [Flamengo] and André Luiz [São Paulo]; Zé Elias [Corinthians], Marcelinho Paulista [Corinthians] and Souza II [Corinthians] (Yan) [Vasco]; Amoroso [Guarani], Sávio [Flamengo] and Marques [Corinthians]
Coach: Zagallo

Date: 19th October 1994
Competition: Friendly
Place: Regional Stadium of Concepción, Chile
Referee: Carlos Robles

Tradução de Fabricio Presilli

Com Ronaldo, Zagallo vence revanche com uruguaios

Mário Jorge Lobo Zagallo era novamente o treinador da Seleção Brasileira em 11 de outubro de 1995 e dava continuidade a mais uma renovação da equipe que acabara de ser campeã do mundo. O tetracampeonato conquistado na Copa dos Estados Unidos, com um show de Romário.

Daquele time, estavam apenas Cafu, Márcio Santos, Mauro Silva, Bebeto e Ronaldo. Ao mesmo tempo, entre os que foram convocados para a Copa do Mundo da França, três anos depois, estavam Carlos Germano, Cafu, André Cruz, Roberto Carlos, Zé Roberto, Rivaldo e Giovanni. Quase um time inteiro.

Outros jogadores que eram apostas de Zagallo, como o zagueiro Narciso, o volante Amaral e atacante Sávio, jamais teriam a chance de jogar com o time brasileiro por uma Copa do Mundo.

O jogo tinha certo sabor de revanche. Três meses antes o Brasil perdera a Copa América para o próprio Uruguai nos pênaltis. O time brasileiro ainda saiu na frente com gol de Túlio. Mas os uruguaios empataram e, em casa, ficaram com o título quando o mesmo Túlio perdeu a quarta cobrança.

O grande destaque da equipe uruguaia naquela Copa América era o craque Francescoli, no alto de seus 33 anos, que já não estava mais no time de Hector Nuñes. Isso talvez tenha facilitado a vitória brasileira em Salvador. Durante a partida, porém, entrou um outro bom jogador uruguaio: o meia-atacante canhoto Magallanes, que acabou jamais se firmando na seleção celeste.

Quem começava a se firmar era Ronaldo, que ainda não era dono da posição do time brasileiro. Tanto que esta era apenas a quinta partida que entrava como titular do time no ano. E o fenômeno não deixou por menos, e marcou os dois gols na vitória brasileira por 2 a 0. Apesar disso, nos outros dois jogos que o Brasil fez na temporada, o craque sequer entrou em campo.

Ficha técnica: Brasil 2×0 Uruguai

Brasil
Carlos Germano [Vasco]; Cafu [Palmeiras], Márcio Santos [Fiorentina-ITA] (Narciso) [Santos], André Cruz [Napoli-ITA] e Roberto Carlos [Internazionale-ITA] (Zé Roberto) [Portuguesa]; Mauro Silva [La Coruña-ESP], Amaral [Palmeiras], Rivaldo [Palmeiras] e Giovanni [Santos]; Bebeto [La Coruña-ESP] e Ronaldo [PSV Eindhoven-HOL] (Sávio) [Flamengo]
Técnico: Zagallo.

Uruguai
Ferro; Mendez, Herrera, Moas e Montero (Adinolfi); Bengoechea, Gutíerrez (Gonsalez), Sarilegui (Vanzini) e Poyet; Martinez (Magallanes) e O’Neill (Aberon)
Técnico: Hector Nuñez.

Data: 11 de outubro de 1995
Competição: Amistoso
Local: Estádio da Fonte Nova, em Salvador, Bahia
Árbitro: José J. Torres Cádena

Por Raoni David

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With Ronaldo, Zagallo win rematch against Uruguay

Mário Jorge Lobo Zagallo was once again Brazil’s head coach in october 11th of 1995, and he would continue to remodel the team that just won the 1994 World Cup, with a fabulous performance from Romário.

From the 1994 squad only Cafu, Márcio Santos, Mauro Silva, Bebeto and Ronaldo were still in the team. At the same time among the new players some still were in the team when the next World Cup came, in 1998, Carlos Germano, Cafu, André Cruz, Roberto Carlos, Zé Roberto, Rivaldo and Giovanni, entire squad.

Other players never had the chance to play a match in the World Cup, like Narciso, Amaral and Sávio.

The game had a special flavour, three months before Brazil lost the Copa América to the uruguayans on penalties tie-braker. The brazilians scored first back then with Túlio, but the home team managed to draw and keep the title, the same Túlio was decisive as he lost his penalty kick.

Uruguay could still rely on the great Enzo Francescoli, 33 at that time, in the Copa América, now retired from international football. That probably made the brazilian win easier in Salvador. During the match however a lefty went to the pitch and impressed, Magallanes however never really got a steady place in Uruguay’s roster.

A player that started to feel better in yellow was Ronaldo, that was his fifth game as a starter in the Seleção that year, and he left an impression by scoring the two brazilian goals that time. In spite of that, on the other matches Brazil’s played later that season Ronaldo didn’t come off the bench.

Brazil 2×0 Uruguay

Brazil
Carlos Germano [Vasco]; Cafu [Palmeiras], Márcio Santos [Fiorentina] (Narciso) [Santos], André Cruz [Napoli] and Roberto Carlos [Internazionale] (Zé Roberto) [Portuguesa]; Mauro Silva [La Coruña], Amaral [Palmeiras], Rivaldo [Palmeiras] and Giovanni [Santos]; Bebeto [La Coruña] and Ronaldo [PSV Eindhoven] (Sávio) [Flamengo]
Coach: Zagallo.

Uruguay
Ferro; Mendez, Herrera, Moas and Montero (Adinolfi); Bengoechea, Gutíerrez (Gonsalez), Sarilegui (Vanzini) and Poyet; Martinez (Magallanes) and O’Neill (Aberon)
Coach: Hector Nuñez.

Date: 11th october 1995
Competition: Friendly
Place: Fonte Nova Stadium, Salvador, Bahia
Referee: José J. Torres Cádena

Tradução de Fabricio Presilli